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    <title>Hoje na Historia - JBlog - Jornal do Brasil</title>
    <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php</link>
    <description></description>
    <item>
 <title><![CDATA[23 de maio de 1932: MMDC - Mártires da Resistência]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31318</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20120522-mmdc.jpg">MMDC - Mártires da Resistência</a></div><br />
A sigla <b>MMDC</b> ficou marcada na história do país em homenagem aos quatro estudantes mortos durante confronto com a polícia getulista na noite de 23 de maio de 1932, quando um grupo de populares participava de uma manifestação em oposição ao governo, na Praça da República: Mário <b>Martins</b> de Almeida, 31 anos, solteiro, fazendeiro, nascido em São Manoel (SP); Euclydes Bueno <b>Miragaia</b>,  21 anos, solteiro, auxiliar de Cartório, nascido em S. José dos Campos(SP); <b>Dráusio</b> Marcondes de Souza, 14 anos, ajudante de farmácia, nascido em São Paulo; Antonio Américo de <b>Camargo</b> Andrade, 30 anos, casado, 3 filhos, comerciário, nascido em São Paulo. <br />
<br />
Por trás da reivindicação de uma nova constituição, havia a questão da política do café-com-leite, com a qual São Paulo sentia-se desprestigiada desde a Revolução de 30, com o golpe que impediu a posse de Julio Prestes. <br />
<br />
O incidente deu origem ao Movimento <b>MMDC</b>, organização civil clandestina que concentrou o alistamento voluntário para quem depois oferecia treinamento militar, e foi o estopim para a revolução constitucionalista. A força de resistência constituída posicionou-se em frentes de combate nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no vale do Paraíba. E no dia <a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=13991">9 de julho de 1932</a> deu-se início o conflito armado contra a ditadura. Intelectuais, industriais e estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático, excluído do governo por Vargas, pegaram em armas para lutar por São Paulo. Aguardaram em vão o apoio de outros estados. No dia 3 de outubro, as tropas paulistas se renderam diante da superioridade das forças federais. <br />
<br />
Os rapazes tornaram-se mártires da revolta e anos mais tarde, o 23 de maio passou a constar no calendário oficial do estado paulista como <b>Dia da Juventude Constitucionalista</b>, em alusão à participação dos jovens na revolução.<br />
<br />
<b>Outras efemérides de 23 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26871">1962: O Pagador de promessas - Palma de Ouro para o cinema brasileiro</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=21338">1993: Cambojanos votam pela paz</a><br />
<br />
Em 1930, Getúlio Vargas deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência, em caráter provisório, mas com amplos poderes. O Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e até as Câmaras Municipais foram fechadas. Os governadores dos Estados foram substituídos por interventores nomeados por Vargas. Nessa época São Paulo, que havia rompido com Minas a política do café-com-leite e que havia sido a principal base política do regime da Primeira República, era encarado como um foco oposicionista.]]></description>
 <category>POLÍTICA</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31318</comments>
 <pubDate>Thu, 23 May 2013 10:00:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[22 de maio de 1989: O fenômeno Collor vira febre nacional]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31315</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20120522-terça_23051989.JPG">O fenômeno Collor vira febre nacional. Jornal do Brasil: Terça-feira, 23 de maio de 1989</a></div><br />
O fenômeno <b>Fernando Collor de Mello</b>, visível a olho nu nos índices das pesquisas de opinião e na multiplicação dos adesivos nos automóveis nas principais cidades do país, começou a semana ameaçando assumir proporções epidêmicas. "<i>Vou trabalhar agora para ganhar no primeiro turno</i>", proclamou o candidato em Brasília do alto de seus recentes 32% das intenções de voto, conforme o Ibope.<br />
<br />
<b>Outras efemérides de 22 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8580">1935: 50 anos sem Victor Hugo</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26861">1959: A Revolta nas Barcas</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12955">1983: A luta das Mães da Praça de Maio</a><br />
<br />
Apresentando-se como inimigo declarado do Governo Sarney, Fernando Collor de Mello se projetou no cenário político nacional com a bandeira "<i>Caçador de Marajás</i>", quando governador de Alagoas. Dono de um discurso imponente, sempre aberto pelo bordão "<i>Minha gente</i>...", proferido com entonação destemida e por gestos de bravura, durante sua campanha atacou as mordomias do funcionalismo público, contestou o descontrole da  inflação, e pregou o resgate valores morais, condenando a corrupção. Usando ainda de sua jovialidade, sempre buscava associar a sua imagem à prática de atividades esportivas.<br />
<br />
Resultante de um marketing político até então muito pouco usual no país,Collor projetou-se como um herói, agrandando um diversificado eleitorado, principalmente aquele insatisfeito com os demais candidatos que a política oferecia à época, que em grande parte participava pela pela primeira vez de uma eleição para Presidente do Brasil. Não foi eleito no primeiro turno, mas cumpriu sua promessa e chegou ao poder ao derrotar o candidato Lula no segundo turno na eleição de <a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=25041">15 de novembro de 1989</a>.<br />
<br />
O promissor Fernando Collor de Mello tomou posse no dia 15 de março de 1990, para um mandato de quatro anos. Contudo, o mesmo frenesi popular que o projetou nesta vitória voltaria à cena dois anos depois. Só que não mais como seu aliado.]]></description>
 <category>POLÍTICA</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31315</comments>
 <pubDate>Wed, 22 May 2013 12:48:43 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[21 de maio de 1968: 10 milhões param a França]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31312</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20080519-220568.gif">Primeira página do Jornal do Brasil: Quarta-feira, 21 de maio de 1968</a></div><br />
Trezentas fábricas ocupadas e centenas interditadas, inclusive as grandes indústrias siderúrgicas, metalúrgicas, químicas e as automobilísticas. Paralisação total do sistema de transportes, à exceção dos táxis. Nenhum trem, ônibus ou avião em circulação para a locomoção municipal, interprovincial ou para o exterior. No setor das comunicações, em funcionamento apenas o sistema telefônico direto e o serviço de telegramas. Fora do ar todo o sistema de rádio e televisão. Contingentes da Polícia no entorno dos prédios públicos. Esgotados os estoques de alimentos, falta de combustíveis e acúmulo de lixo nas ruas. Pichados os muros e monumentos de Paris, historicamente zelados pela importância cultural. Escolas fechadas. A França isola-se. Paris transforma-se na capital da crise do mundo moderno.<br />
<br />
<b>Outras efemérides de 21 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26851">1968: O dia em que a França parou</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12936">1975: Julgamento do Baader-Meinhof</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=21305">1998: Suharto abdica do poder na Indonésia</a><br />
<br />
<div class="rightbox"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20080519-230568C.gif">Jornal do Brasil: Quarta-feira, 21 de maio de 1968 - página 7</a></div><div style="text-align: right">Continuando o efeito dominó, o movimento grevista, que já abalava a França desde o início do mês com os protestos dos estudantes e o apoio pleno da classe operária, alcançou seu ponto máximo estimando-se <b>10 milhões de integrantes</b>, em virtude da adesão de novos setores em todo o país. Pararam os portos marítimos e fluviais, as instituições financeiras e os serviços públicos, que colocaram em xeque-mate o fornecimento de energia elétrica, gás e água.<br />
<br />
Na maior greve de sua história, a França teve sua infra-estrutura largamente paralisada ou rendida ao controle operário.</div><br />
<br />
O alvo das reivindicações era o Governo De Gaulle: reclamava-se a derrubada do governo, a tomada do poder e por mudanças políticas radicais. Acuado o presidente Charles de Gaulle anunciou que o governo levaria a cabo as reformas educacionais pedidas pelos estudantes e garantiria melhores condições à classe trabalhadora.<br />
<br />
<b>Os ecos do maio francês de 1968</b><br />
<br />
Paradoxalmente, a greve geral que isolou a França atraiu para o país as atenções de todo o mundo. Após as tensas semanas da primavera, a paralisação chegou ao fim. Com os dias contados estava também o governo do General De Gaulle, que renunciaria ao mandato em abril de 1969, após uma derrota no referendo para transformar o Senado francês num corpo consultivo.<br />
<br />
A dimensão daquele maio de 68 ficou evidente na repercussão dada à greve geral além das fronteiras da França. Propagando ideais de igualdade e liberdade, o movimento revolucionário inspirou levantes sociais no mundo inteiro.]]></description>
 <category>MUNDO</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31312</comments>
 <pubDate>Tue, 21 May 2013 10:17:20 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[20 de maio de 1972: O samba dá adeus ao seu poeta Silas Oliveira]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31309</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20130520-domingo_21051972.jpg">Silas de Oliveira morre cantando. Domingo, 21 de maio de 1972</a></div><br />
"<i>... Quando o dia raiava alegremente cantava<br />
Oh! Minha romântica, Senhora tentação<br />
Carnaval, doce ilusão<br />
 Oh! Como é tão sublime exaltar o poeta criador... </i>"<br />
<b>Requiém por um sambista</b><br />
G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, carnaval de 1974<br />
<br />
O compositor carioca <b>Silas de Oliveira</b>, 55 anos, morreu de enfarte em uma roda de samba depois de cantar uma de suas músicas. <br />
<br />
Silas costumava ficar nas ruas próximas ao caminho da Serrinha, em Madureira, observando os sambistas passarem com seus instrumentos musicais. Seu pai, pastor protestante e professor, não via com bons olhos o fato de o filho gostar de samba. Aos poucos Silas foi tomando coragem para se aproximar dos músicos até compor um samba com Manula, partideiro de prestígio da escola de samba Prazer da Serrinha, a qual se transformou mais tarde na Império Serrano. O professor Assunção, pai de Silas, demorou a aceitar a vocação do filho, mas acabou por colaborar, corrigindo e melhorando os versos de suas músicas. <br />
<br />
No carnaval de 1945, Silas juntou-se a Mano Décio, com quem formaria uma das melhores duplas de sambas-enredos de todos os tempos. Silas frequentava com Mano Décio os pagodes nas casas das 'tias' baianas, onde havia muita bebida, comida e batucada. O primeiro samba-enredo da dupla foi <i>Conferência de São Francisco </i>ou  <i>A Paz Universal</i>, sobre o encontro de Roosevelt e Getúlio Vargas. O tema obedecia a uma determinação de Vargas de que as escolas de samba deveriam abordar temáticas nacionalistas em seus desfiles de carnaval. <br />
<br />
O sambista dedicou 28 anos de sua vida ao Império Serrano, escola que ajudou a fundar, e nesse período fez 16 sambas enredo para a escola, dos quais 14 foram defendidos no desfile oficial. Quando o amigo Mano Décio foi para a Portela, a dupla se desfez. Silas continuou na Verde-e-Branco onde compôs obras-primas como <b>Aquarela Brasileira </b>(1964), <i>Os Cinco Bailes da História do Rio</i>, em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau (1965), <i>Glórias e Graças da Bahia</i>, com Joacir Santana (1966) e Pernambuco, Leão do Norte (1968).<br />
<div style="text-align: center"><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/jXVeob2jXrc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div><br />
<br />
<b>Outras efemérides de 20 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=21290">1984: Isabelita Perón retorna à Argentina</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29982">1991: Morre o irreverente jornalista Tarso de Castro</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8547">1991: Soviéticos ficam livres para viajar</a><br />
<br />
<b>Drumond elogia versos de Silas</b><br />
A última parceria de Mano Décio e Silas, com o reforço de Manuel Ferreira, da Velha Guarda do Império,  aconteceu em 1969. Os três compuseram Heróis da Liberdade cujos versos, que tiveram problemas com a censura do regime militar, foram elogiados por Carlos Drumond de Andrade. A letra dizia assim: Passava a noite/ vinha o dia/ o sangue do negro corria/ dia a dia/ de lamento em lamento/ de agonia em agonia/ pedia/ o fim da tirania. Silas não ganhou dinheiro com sua produção musical. ]]></description>
 <category>CULTURA</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31309</comments>
 <pubDate>Mon, 20 May 2013 11:09:38 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[17 de maio de 1973: Começa o julgamento do Caso Watergate]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31301</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20130517-18051973.jpg">Watergate. Jornal do Brasil: Sexta-feira, 18 de maio de 1973</a></div><br />
O Senado norte-americano iniciou as investigações públicas sobre o escândalo Watergate, em meio à expectativa geral quanto ao futuro do presidente Richard Nixon – que reunuciaria ao cargo em agosto do ano seguinte, devido às pressões que sofreria após ter sido descoberta sua participação no caso.<br />
<br />
No dia 17, na primeira de uma série de audiências públicas sobre o caso, a comissão especial do Senado estabeleceu o pleno controle que a Casa Branca exercia sobre o Comitê de Reeleição do Presidente dos Estados Unidos, órgão diretamente implicado no caso.<br />
<br />
Nesta audiência, o dirigente da campanha eleitoral de Nixon, Robert Odie, foi interrogado pelos membros da comissão. Durante as quatro horas de seu depoimento, Odie revelou nomes de altos funcionários da Casa Branca que estiveram intimamente ligados com o escândalo, e indicou que três dos sete acusados de terem invadido a sede do Partido Democrata – no edifício de Watergate (em junho de 1972) – para colocar escutas telefônicas, faziam campanha para a reeleição. Além disso, Odie informou que em nome do presidente Nixon, documentos secretos, possivelmente relacionados com Watergate, foram retirados da mesa do vice-presidente da campanha, horas antes da prisão dos acusados de invadir o prédio do partido rival.<br />
<br />
<b>Outras efemérides de 17 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8523">1926: Marinetti para o leitor do JB</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12860">1974: O marco da construção de Itaipu</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29961">2008: Era uma vez Zelia Gattai, graças a deus</a><br />
<br />
<b>O caso</b><br />
<br />
Em 17 de junho de 1972, cinco homens foram presos por tentar instalar escutas telefônicas na sede do Partido Democrata, no Edificio Watergate, em Washington - DC. Durante a campanha eleitoral para a Presidência, naquele ano, foi sendo desvendado um grande esquema por trás do arrombamento. No decorrer das investigações, pessoas ligadas a um comitê para a reeilação de Nixon foram apontadas como mandantes da invasão. A ligação do presidente com o grande escândalo político que se formara não tardou a aparecer.<br />
<br />
Em abril do ano seguinte, mediante à pressão política e popular, Nixon liberou à Justiça algumas fitas editadas com gravações de conversas que tivera sobre Watergate. O episódio fez com que ele perdesse grande parte do apoio ao seu governo, causando uma onda de insatisfação. Em agosto, devido a uma ordem da Suprema Corte, Nixon entregou a trascrição de três fitas que diziam respeito ao escândalo, admitindo que sabia do acobertamento do arrombamento da sede do partido rival. Quatro dias depois, Nixon renunciava à Presidência.<br />
<br />
Leia também:<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=4079"><br />
8 de agosto de 1974 – Nixon renuncia à Presidência</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=23483">8 de setembro de 1974 – Gerald Ford perdoa Richard Nixon</a>]]></description>
 <category>MUNDO</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31301</comments>
 <pubDate>Fri, 17 May 2013 11:17:20 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[16 de maio de 1943: O fim do Gueto de Varsóvia]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31296</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20120514-Gueto de Varsovia.jpg">Vítimas no Gueto de Varsóvia. Reprodução de Internet</a></div><br />
O <b>Gueto de Varsóvia</b> não existe mais. Das construções da porção judaica da cidade polonesa, só restaram escombros. Dos judeus que lá estavam confinados, sem direito a trabalho, higiene ou alimentação, só restaram pilhas de cadáveres. Estima-se que foram 56 mil mortos. Assim terminou a revolta do Gueto de Varsóvia, na qual judeus mal-armados e famintos enfrentaram as forças alemãs durante quatro semanas. A opção pelo confronto, mesmo sabendo da desigualdade entre as forças, foi consciente. Era melhor morrer lutando com dignidade do que ser aprisionado em campos de concentração onde chegariam como animais em abatedouros. Já havia o conhecimento do destino traçado aos demais 300 mil habitantes que foram levados para Sobibor ou Treblinka. Portanto, era melhor enfrentar tanques com coquetéis molotov; era melhor morrer queimado vivo dentro da própria casa do que deixar-se arrastar pelos alemães, que entraram no gueto no dia 19 de abril com a missão de evacuar a área e embarcar toda a população para os campos de concentração.<br />
<br />
As poucas fugas que se tem conhecimento foram através das saídas de esgoto.<br />
<br />
<b>outras efemérides de 16 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8501">1989: China inicia uma nova era</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12857">1997: Mobutu Sese Seko abandona o poder</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26802">1990: Morre o eclético talento de Sammy Davis Jr</a><br />
<br />
O Gueto de Varsóvia foi a concentração forçada de um grupo judaico da cidade polonesa, isolado pelos nazistas a partir de 1939, quando da invasão alemã aquele país, durante a Segunda Guerra Mundial. Cercado por um muro, arames e cacos de vidros, tornou-se o destino obrigatório de todos os judeus de Varsóvia evidenciando ainda mais a segregação. Sua população chegou a atingir 380.000 pessoas, sob condições desumanas, expostas a doenças, ao frio e à fome. Em julho de 1942, como estratégia principalmente de minimizar o contágio de epidemias, iniciou-se a transferência forçada dos judeus mais fragilizados, os que não tinham disposição como força de trabalho, entre eles idosos, mulheres e crianças, para campo de extermínio. Restaram cerca de 60 mil habitantes no gueto, promovendo uma qualificação de espaço e alimentação. Os judeus que permaneceram trabalhavam como escravos para as fábricas alemãs. Esses remanescentes passaram a compor organizações pela Luta Judaica. Esses grupos de resistências muniram-se com armas e bombas, numa tentativa de enfraquecer a presença do exército alemão. Formaram também instituições culturais e de auxílio de alimentação e educação aos judeus.<br />
<div style="text-align: center"><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/zbyQ7xVRq3w?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div><br />
Mas o clima de medo nunca deixou de existir. Da mesma, também não os impediu de lutar pela libertação até o fim.]]></description>
 <category>MUNDO</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31296</comments>
 <pubDate>Thu, 16 May 2013 10:07:59 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[15 de maio de 1966: Morre o ex-Presidente Venceslau Brás]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31291</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20130515-20100514-15mai66brasblog.jpg">A morte de Venceslau Bras</a></div><br />
Aos 98 anos de idade, o ex-Presidente da República (1914-1918), <b>Venceslau Brás</b>, não resistiu às fortes batidas de seu coração hipertenso e cansado. No dia 15 de maio, pouco antes de morrer, Venceslau recebeu a extrema unção daquele que foi seu confessor durante 27 anos, o padre Teodoro Hebinck:<br />
<br />
“<i>Deus, onipotente e misericordioso, perdoe os seus pecados e o conduza à vida eterna</i>”. Venceslau, segundo o padre, tentou fazer o sinal da cruz, mas não conseguiu. À essa hora, o ex-presidente, que enfrentou firmemente a Guerra do Contestado (1912-1916), enfrentava, frágil, seus últimos minutos de vida.<br />
<br />
<b>Outras efemérides de 15 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29952">1975: A saga teatral de Abajur Lilás</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12816">1994: O genocídio em Ruanda</a><br />
<br />
Nascido em família humilde do interior de Minas Gerais, Venceslau Brás entrou para a política pelas mãos de sua esposa, Maria Carneiro, filha de um importante coronel que dominava as eleições em muitos municípios do interior, coisa comum na República Velha, quando o coronelismo, as trocas de favores políticos e o voto de cabresto dominavam as eleições no Brasil.<br />
<br />
Em 1910, Venceslau já era um político respeitado dentro do Partido Republicano Mineiro: já fora deputado e governador do Estado e, nesse ano, assumia a vice-presidência da República, na chapa de Hermes da Fonseca. Daí para ao mais alto cargo do Executivo foi um pulo. Como vice, conquistou a confiança dos mineiros e o apoio dos paulistas (contrários à eleição do indicado por Hermes da Fonseca à sucessão) para ser o candidato situacionista nas próximas eleições – tendo como vice Urbano Santos, refazendo assim a aliança entre Minas e São Paulo, que marcou a República do Café com Leite.<br />
<br />
Ao assumir a presidência em 1914, Brás encontrou uma nação quase arrasada pelas crises políticas e econômicas. O estado de sítio, instaurado oito meses antes por Hermes da Fonseca, estimulou o novo presidente a fazer um governo pensando na pacificação do país. Quando deixou o governo, em 1918, havia cumprido muito do que prometera, conseguindo restaurar as finanças do país, apesar das dificuldades no quadro internacional – ocorria a Primeira Guerra Mundial, que teve a mesma duração de seu mandato. Brás se saiu tão bem no governo que, quando entregou o cargo para Rodrigues Alves, este só tinha um problema a resolver: a gripe espanhola que chegava ao país.]]></description>
 <category>POLÍTICA</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31291</comments>
 <pubDate>Wed, 15 May 2013 10:30:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[14 de maio de 1948: É criado o Estado de Israel]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31289</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20110513-15051948.jpg">É criado o Estado de Israel. Jornal do Brasil: Sábado, 15 de maio de 1948.</a></div><br />
"<i>O novo Estado judeu nasceu hoje na Palestina e imediatamente começou encarniçada luta entre hebreus e árabes pela posse de Jerusalém. Precisamente no justo momento em que se convertia em realidade o sonho judeu de quase dois mil anos - um Estado próprio - mediante a proclamação dos dirigentes judeus dada a conhecer às 16h de hoje, hoa local, as tropas da Haganah travavam luta com os árabes na Cidade Santa</i>". <b>Jornal do Brasil</b><br />
<br />
<b>Outras efemérides de 14 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12804">1955: Assinatura do Pacto de Varsóvia</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29948">1987: Sétima arte perde seu mito Rita Hayworth</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=21156">1998: A América perde sua maior voz. Morre Frank Sinatra</a><br />
<br />
Os horrores do genocídio dos judeus europeus durante a Segunda Guerra, levou a uma crescente demanda por um território próprio. E finalmente aconteceu que, no quinto dia do mês judaico de Iyar, o povo de Israel recebeu sua terra prometida - renascendo assim o Estado de Israel.<br />
<br />
Ben Gurion, judeu polonês, foi o primeiro presidente da nova república sionista, acumulando essa função com a de Ministro da Defesa. A bandeira judia, azul e branco, com a estrela de David, em amarelo, drapejou sobre os edifícios estratégicos de Jerusalém.<br />
<br />
O passado difícil, não seria menos árduo do que o caminho que o povo de Israel teria a trilhar. Como reconhecia seu presidente, desde o  primeiro instante, rodeado de vizinhos que proclamavam a todo instante que ele deveria ser varrido da face da Terra, o novo Estado de Israel surgia num cenário de plena hostilidade manisfestada em diversos ataques ferrenhos. Mas, buscando no passado histórico e no presente político as bases morais e legais para sua fundação,  Israel estava disposto a seguir em frente, ciente de que a liberdade nacional não era o fim, mas o começo para a retomada do desenvolvimento, tanto material, quanto espiritual.<br />
<br />
<div style="text-align: right"><b>Pode interessar também</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=30794">Em 1947: A partilha da Palestina</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=23580">Em 1996: Israel e Palestina firmam acordo de paz</a></div>]]></description>
 <category>MUNDO</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31289</comments>
 <pubDate>Tue, 14 May 2013 10:19:46 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[13 de maio de 1988: O centenário de uma abolição questionada]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31285</link>
<description><![CDATA[<a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20110512-13051988b.jpg">O Centenário da Abolição. CPDoc JB</a><br />
"<i>Quando finalmente a Lei Áurea foi assinada em 1888, os 700 mil escravos existentes (5% da população) não passavam de um remanescente dos 2,5milhões em 1850 que constituíam a fantástica percentagem de 31% da população brasileira. Sob este aspecto, a libertação dos escravos não passou de uma medida residual, tendo ainda por cima a função de liberar os capitais nacionais para outras atividades que não as lavouras de café. Mas não se pode negar o formidável impacto simbólico que a libertação provocou na sociedade brasileira, com repercussões ainda não extintas. Por muito menos, a Queda da Bastilha se tornou a maior data da história francesa; no momento da queda, a bastilha já deixara de ser a prisão odiosa de outros tempos... Mas o efeito moral da queda funcionou como uma bomba explosiva no espírito nacional e acabou sendo considerado o acontecimento-símbolo da Revolução Francesa. Por isso alguns historiadores consideram o 13 de maio a maior data da História brasileira</i>". <b>Jornal do Brasil</b><br />
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<div class="leftbox"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20110512-13031988.jpg">Charge do Lan. Centenário da Abolição. Reprodução </a></div>O espetáculo dedicado ao centenário da Abolição da Escravidão no Brasil não preencheu feridas da repressão ainda abertas. "<i>A comunidade negra não está festejando a Abolição porque não há o que festejar. A grande festa que seria ontem foi estragada pela polícia</i>", disse Francisco Milani, diretor do espetáculo. O artista se referiu à manifestação pública duramente reprimida pela polícia à véspera, iniciativa que previa uma passeata de negros (para saber mais, <b><a href="http://news.google.com/newspapers?id=3oseAAAAIBAJ&amp;sjid=fc0EAAAAIBAJ&amp;hl=pt-BR&amp;pg=919%2C487976">clique aqui!</a></b>). Mas as feridas eram historicamente maiores...<br />
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<b>Outras efemérides de 13 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8469">1908: Cem anos da Imprensa Régia</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=21144">1971: Princesa Isabel é sepultada em Petrópolis</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29912">1984: O suicídio de Pedro Nava</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12779">1994: Os custos da escravidão</a><br />
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No ano do Centenário da Abolição, 60 milhões de negros, mulatos e pardos correspondiam a 44% da população do Brasil - último país do mundo a abolir a escravidão. E embora no país a realidade fosse diferente de outros em que rebeliões em guetos eram uma constante,  um século depois da abolição da escravatura, com poucas e honrosas exceções, os negros e mulatos, que trafegavam por entre esses vestígios históricos da nossa cidadania, davam a impressão de que o Brasil caprichava mais em seu tratamento paisagístico do que no tratamento humano.<br />
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O que era preciso buscar aquela ocasião era uma oportunidade à reflexão. Não estava em jogo conquistar a generosidade do branco, mas sim resgatar a dignidade do negro em busca de um processo natural de igualdade.]]></description>
 <category>POLÍTICA</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31285</comments>
 <pubDate>Mon, 13 May 2013 11:08:02 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[10 de maio de 1994: Mandela assume a presidência da África do Sul]]></title>
<link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31277</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/57/20130510-JB_11051994.jpg">Nelson Mandela, presidente da África do Sul. Jornal do Brasil: 11 de maio de 1994</a></div><br />
Diante de uma multidão de cinco mil pessoas, que aguardava sob um sol escaldante, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, retirando do poder a minoria branca que durante quase meio século segregou e humilhou os negros com a política do apartheid.<br />
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Num palanque blindado e cercado por seguranças, o novo líder político do mais rico país do continente africano iniciou seu discurso após ser saudado por representantes das Igreja hindu, judaica e muçulmana, e de ter recebido benção do Nobel da Paz Desmond Tutu.<br />
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“<i>A África do Sul ficou isolada até tão pouco tempo porque adotou a mais perniciosa das ideologias, o racismo. Hoje eu e o vice-presidente De Klerk estamos unidos para nunca mais deixar isso acontecer. Que haja justiça, trabalho, paz, água e terra para todo mundo. Vamos trabalhar juntos, fazer deste um grande país; Deus abençoe a África</i>”, declarou Mandela.<br />
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Além da multidão de sul-africanos, que faziam uma grande festa em Pretória, capital do país, para saudar o novo governante, chefes de estado e políticos de todo o mundo estiveram presentes durante o almoço oficial da cerimônia de posse. O presidente cubano Fidel Castro era uma das personalidades que mais chamavam a atenção dos jornalistas, ao lado do líder palestino, Yasser Arafat. “Estava mesmo na hora de mudar”, declarou Fidel em entrevista, dizendo que dava total apoio a Mandela e que o considerava um amigo de Cuba.<br />
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<b>Outras efemérides de 10 de maio</b><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12717">1937: O massacre do Caldeirão</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29909">1946: Sertão brasileiro perde Catulo da Paixão Cearense</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=8410">1968: A sexta-feira sangrenta da França</a><br />
<a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26742">1977: Morre Joan Crawford</a><br />
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Após ficar preso durante 27 anos por sua intensa militância contra o sistema segregacionista da África do Sul, Mandela foi solto como herói nacional (1990) e principal candidato à Presidência da República. No final de abril de 1994, quando finalmente os negros do país se livraram das amarras do preconceito e da opressão, e puderam ir às urnas, o futuro Nobel da Paz foi eleito líder supremo na nação, com maioria esmagadora dos votos. Falando sobre sua época no cárcere, Mandela declarou no dia da posse:<br />
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“<i>Só a tolerância nos permitiu chegar até hoje. Por isso eu convido, vamos esquecer, integrar, perdoar. Vamos fazer o que ninguém mais fez no mundo</i>".]]></description>
 <category>MUNDO</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpitem/31277</comments>
 <pubDate>Fri, 10 May 2013 10:00:00 -0300</pubDate>
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