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    <title>JB Online :: JBlog  Vital</title>
    <link></link>
    <description>Vital</description>
    <item>
 <title>Contra a obesidade na infância, só reeducação resolve</title>
 <link>?itemid=5224</link>
<description><![CDATA[<i>Trocar os hábitos sedentários por atividades físicas prazerosas e adotar uma <br />
alimentação saudável é o melhor caminho para combater a obesidade e evitar <br />
a hipertensão na infância e na adolescência, que vem crescendo perigosamente</i><br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071005-comendo1.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Obesidade e hipertensão na infância e na adolescência já são problemas comuns no Brasil, onde estima-se que pelo menos 10% das crianças estão obesas e 5% sofrem de hipertensão arterial, um mal que em gerações passadas era restrito aos idosos. Além das questões genéticas, os principais fatores que levam a isso são  a falta de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação pouco saudável.<br />
<br />
Nutricionista dos Vigilantes do Peso, Sônia Almeida conta que a entidade tem recebido muitas crianças e adolescentes ultimamente, uma vez que os pais começam a se conscientizar da importância de reverter esses problemas de saúde enquanto é tempo, já que a obesidade e a hipertensão são dois dos principais causadores de doenças cardíacas.<br />
<br />
- Crianças a  partir dos 10 anos já podem aderir aos programas de emagrecimento dos Vigilantes do Peso, desde que já tenham sido diagnosticadas por seus médicos – diz a nutricionista, uma entusiasta do aleitamento materno  no primeiro ano de vida para prevenir a obesidade no futuro. – As pesquisas científicas mostram que o aleitamento materno ajuda a reduzir em até  35% a obesidade na infância.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071005-exercicio.jpg" border="0" align="right" hspace="15">Para os pais que já enfrentam a questão da obesidade de seus filhos, Sônia alerta para o fato de que somente dieta não resolve, e recomenda mudanças de hábitos urgentes.<br />
<br />
- Maus hábitos alimentares, dezenas de horas semanais diante da televisão e do computador e a falta de espaço para os exercícios físicos são alguns dos fatores que predispõem crianças e adolescentes à obesidade – diz a nutricionista, que sugere a  redução de algumas dessas horas de sedentarismo, trocando-as por momentos dedicados à prática de atividades físicas, como primeira ação contra a obesidade e a hipertensão.<br />
<br />
A nutricionista lembra, porém, que o confronto com as crianças e os adolescentes, ou a adoção de estratégias rígidas demais, como uma mudança radical no cardápio, podem significar fracasso imediato do programa. Ela sugere negociação, sempre. <br />
<br />
<b>E dá algumas dicas:</b><br />
<br />
<b>1. </b>O processo de emagrecimento não deve ser imposto como  foco principal na vida da criança ou do adolescente, mas sim  introduzido como uma das várias atividades importantes do dia-a-dia.<br />
<b>2.</b> Nada de proibir certos alimentos. Melhor negociar: uma vez por semana pode-se ir a um fast-food ou consumir doces e refrigerante, desde que se concorde em comer legumes e verduras todos os dias. <br />
<b>3. </b>Para evitar longos momentos sem comer – o que agrava o problema da obesidade – deve-se levar sempre na mochila uma barra de cereal ou uma fruta, para lanches rápidos. <br />
<b>4.</b> Crianças devem beber leite todos os dias ou comer seus derivados desnatados,  como queijo e iogurte, para garantir a cota diária de cálcio.<br />
<b>5.</b> Trocar por uma hora diária de TV ou computador por uma atividade física prazerosa, para obter músculos saudáveis, que ajudarão no processo de emagrecimento.<br />
<b>6.</b> Tomar um bom café da manhã, com leite, pão integral e frutas, é essencial para manter o organismo saciado e com energia para as atividades do dia.<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071005-comendo.jpg" border="0" align="left" hspace="15"><b>7.</b> No almoço, é importante ter arroz e feijão, carnes, legumes e saladas. As refeições devem ter ingredientes variados para garantir um bom suprimento de nutrientes – e assim também serão atraentes e não vão enjoar.<br />
<b>8.</b> O jantar pode ser igual ao  almoço, ou há a opção de trocar por um sanduíche natural com folhas, frios e frutas, ou uma sopinha caseira.<br />
<b>9.</b> Lembre-se sempre que os maiores vilões da boa saúde são as gorduras saturadas de salgadinhos em pacote, hambúrgueres, preparações fritas, doces, balas e alimentos industrializados que contêm sódio. Fuja deles!<br />
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 <category>NUTRIÇÃO</category>
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 <pubDate>Fri, 5 Oct 2007 10:08:58 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Dieta mediterrânea melhora prognóstico de Alzheimer</title>
 <link>?itemid=5169</link>
<description><![CDATA[<i>Consumir mais peixes, frutas e verduras, ao mesmo tempo em que se evita carne <br />
vermelha e derivados de leite, é uma boa receita para pronlongar a vida e elevar a <br />
qualidade de vida dos doentes de Alzheimer, segundo uma pesquisa americana</i><br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071003-azeite.jpg" border="0" align="left" hspace="15">A dieta mediterrânea – aquela que associa frutas, verduras, cereais integrais, sementes oleaginosas e muito peixe, tudo generosamente regado a azeite de oliva extravirgem – acaba de marcar mais um ponto a favor da saúde: uma pesquisa da Universidade de Colúmbia constatou que sua adoção tem o poder de prolongar a vida (e a qualidade de vida) de pessoas que sofrem do mal de Alzheimer.<br />
<br />
O estudo, publicado na revista especializada “Neurology”,  foi conduzido pelo pesquisador Nikos Scarmeas, do Centro Médico da Universidade de Colúmbia. Ele acompanhou durante 4 anos um grupo de 192 pacientes com o mal de Alzheimer, sendo que uma parte deles seguia a dieta mediterrânea, e outra parte não adotava qualquer dieta especial.<br />
<br />
Ao fim dos 4 anos, 85 dos 192 pacientes tinham morrido – a maioria do grupo que não adotou a dieta mediterrânea.<br />
<br />
- Os pacientes que seguiram religiosamente a dieta mediterrânea tiveram uma redução da mortalidade da ordem de 76% durante a realização do estudo, em comparação com os outros – afirmou o cientista, ressaltando que isso significou uma sobrevida maior entre 1,3 e 4 anos.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071003-salmon.jpg" border="0" align="left" hspace="15">O traço principal da dieta mediterrânea, além do consumo  de peixes, cereais, frutas, verduras e legumes, é a redução significativa da presença das carnes vermelhas e dos derivados do leite – sobretudo os queijos gordos – no prato. Tais alimentos não precisam necessariamente ser banidos, mas devem ser consumidos com muita moderação.<br />
]]></description>
 <category>NUTRIÇÃO</category>
<comments>index.php?itemid=5169</comments>
 <pubDate>Wed, 3 Oct 2007 15:56:52 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Nutrição: gorduras saudáveis são necessárias</title>
 <link>?itemid=5110</link>
<description><![CDATA[<i>Segundo nutróloga, elas são fundamentais para a realização de muitas funções <br />
do organismo - e alguns alimentos gordurosos, quando consumidos em pequenas <br />
quantidades, até ajudam a perder peso, como o coco seco, rico em fibras</i> <br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071001-abacate.jpg" border="0" align="left" hspace="15">A fama de mau do abacate talvez tenha sido conquistada graça a um companheirinho – este sim um vilão - que muita gente insistia em juntar a ele: o açúcar. A deliciosa combinação, é claro, levava ao aumento de peso e tornou-se com o tempo o pavor dos médicos e dos saudáveis de plantão. Mas a verdade é que a gordura do abacate – a mesma do azeite extravirgem, rica em Omega-9 – é amiga do coração. E a fruta ainda fornece vitaminas e minerais, principalmente potássio, fósforo, vitamina A e vitamina C, como lembra a nutróloga Tamara Mazaracki.<br />
<br />
- Além do coração, o fígado se beneficia com a ingestão de abacate, e ele facilita também o trabalho do intestino – completa a médica.<br />
<br />
A gordura do coco é outra que já teve seus dias de glória no passado  distante, depois sumiu engolida pela onda do saudavelmente correto. Hoje, quando já se sabe que ele é riquíssimo em ácido láurico -  um triglicerídeo de cadeia média que não é estocado pelas células e tem ação antibacteriana e antifúngica - o coco volta a ter espaço na alimentação. Mas não tanto quanto merecia.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071001-coco%20seco.jpg" border="0" align="left" hspace="15">- A gordura de coco já foi muito usada no passado, mas foi substituída por óleos vegetais  como os de soja, milho e algodão. No entanto, é a melhor gordura para se cozinhar, porque não fica rançosa e não oxida com o calor - ensina Tamara, lembrando ainda que o coco ajuda a manter o metabolismo ajustado, regula a função tireoidiana e ajuda na manutenção do peso corporal. <br />
<br />
Isso mesmo: a polpa do coco seco também é boa para quem faz dieta, e não somente a aguinha do coco verde! Segundo Tamara Mazaracki, isso acontece porque ela  contém fibra e muita gordura que não é armazenada pelo nosso corpo, mas que ajuda a saciar a fome e a dar energia.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20071001-chocolate.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Por fim, entre as nossas gorduras resgatadas da condição de vilãs, está a do cacau, presente no chocolate. E que certamente ganhou a má fama também pelos chocolates açucarados e – claro, claríssimo! -  pelo exagero de muitas pessoas em seu consumo.<br />
<br />
- Em 2005, a American Journal of Clinical Nutrition divulgou uma análise de vários estudos mostrando  que o chocolate tem ação antioxidante, pode melhorar o metabolismo glicídico e reduzir a pressão arterial, devido aos compostos fenólicos presentes nele – diz a médica. – Mas é claro que o chocolate comercial também vem carregado de açúcar, então a melhor opção é comprar cacau em pó sem açúcar e acrescentar no leite e nas vitaminas. <br />
<br />
Ou optar pelos produtos com 70% ou 80% de cacau, hoje bastante presentes no mercado, e consumi-los com parcimônia: no máximo 15g por dia.<br />
 <br />
 ]]></description>
 <category>NUTRIÇÃO</category>
<comments>index.php?itemid=5110</comments>
 <pubDate>Mon, 1 Oct 2007 14:27:56 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Alimentos se transformam de heróis em vilões - e vice-versa</title>
 <link>?itemid=5063</link>
<description><![CDATA[<i>Ovos, abacate, manteiga, coco, chocolate... responda rápido: esses <br />
alimentos são vilões para a saúde ou heróis? Acertou quem respondeu <br />
que tudo depende  de como e em que quantidade são consumidos</i><br />
<br />
A verdade é que, no vai-e-vem da gangorra científica,  com a divulgação de pesquisas que ora condenam certos alimentos, ora absolvem outros que já tiveram seus dias de vilão, volta e meia o consumidor se priva de nutrientes fundamentais para sua saúde por medo dos propalados efeitos nocivos. Quem chama a atenção para isso é a nutróloga Tamara Mazaracki.<br />
<br />
- Alguns conceitos errados a que a ciência chegou em certos momentos  foram desastrosos, e o maior exemplo disso é o caso do ovo. Mas as gorduras também já foram muito mal compreendidas até um passado recente, e  aqui estão incluídos a manteiga, a gordura de coco, o cacau e o abacate, que têm virtudes hoje mais do que reconhecidas – diz a médica.<br />
  <br />
<b>Ovo – uma importantíssima fonte de nutrientes</b><br />
<br />
Segundo Tamara Mazaracki, as autoridades médicas recomendam um consumo diário de até 300mg de <img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070929-ovo.jpg" border="0" align="left" hspace="15">colesterol, e cada ovo contém  213mg desta gordura. O  que acabou fazendo com que o ovo fosse banido  ou severamente limitado nas dietas de pessoas que tinham problema de colesterol alto. A  onda do “saudavelmente correto” cresceu e a restrição alcançou também os indivíduos saudáveis, como meio de prevenir futuros distúrbios. Um grande erro, segundo a nutróloga.<br />
<br />
- Pesquisas publicadas na revista  da Associação Médica Americana  em 1999 já demonstravam  que não há evidências ligando o consumo de ovos ao aumento de risco de doenças cardíacas em homens e mulheres que ingeriram um único ovo por dia  - diz Tamara. – No ano seguinte, na revista do Colégio Americano de Nutrição,  um extenso artigo com os dados de uma conferência sobre nutrição e ovos  apresentava trabalhos de pesquisadores de várias instituições científicas sobre o poder nutritivo do ovo e sua ação como alimento funcional. Ou seja: ele voltou a ser, por direito,  um alimento indispensável para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças e da desnutrição.<br />
<br />
A tese defendida por Tâmara – e compartilhada por outros médicos, como o clínico carioca Francisco Silveira -  é a de que o que mais aumenta os níveis de colesterol é ingerir açúcares e farinhas refinadas em excesso, e não as gorduras.<br />
<br />
- O colesterol de origem dietética é formado principalmente pela ingestão de açúcar e não de gordura (do ovo, da carne, da manteiga) – diz Tamara. - Esta teoria,  do Dr. Atkins,  foi reconhecida e comprovada recentemente em dois estudos publicados em The New England Journal of Medicine. Os indivíduos desses estudos foram divididos em dois grupos, um comendo uma dieta pobre em carboidratos e rica em proteína e  gordura, e o outro grupo com uma dieta-padrão pobre em gordura. As pessoas do primeiro grupo perderam mais peso, e seus níveis de triglicerídios baixaram mais do que os dos indivíduos do segundo grupo.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070929-salmao1.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Francisco Silveira lembra que somente cerca de 10% a 15% do colesterol que circula no sangue é proveniente da alimentação, sendo a maior parte dele sintetizada no fígado. Portanto, segundo ele, mais importante do que evitar os alimentos gordurosos é ingerir gorduras saudáveis –  a de certos peixes como salmão, atum, sardinha e tainha, além das sementes oleaginosas – para elevar o nível do HDL, o bom colesterol, que ajuda a prevenir eventos cardíacos.<br />
<br />
Tamara Mazaracki continua sua defesa do ovo:<br />
<br />
- Pessoas que apresentam níveis elevados de colesterol oxidado (LDL) têm maior risco de desenvolver problemas cardíacos. E como apenas 10% a 15% do colesterol sanguíneo dependem da ingestão de colesterol, o restante está ligado a fatores genéticos e hereditários. O ovo pode e deve ser ingerido por esses indivíduos, mesmo os que têm problemas cardíacos, porque o colesterol dietético não está relacionado à incidência de doença cardíaca. A única restrição se faz a pessoas com hipercolesterolemia familiar, cujo LDL está acima de 300 – explica.<br />
<br />
Isso, segundo Tâmara, porque o ovo  é excelente fonte de proteínas de alto valor biológico (6g por unidade), de vitamina A, carotenóides, ácido fólico, biotina, colina, vitamina E, vitamina B12 e ácidos graxos essenciais, como o Omega-3, além de muitos outros nutrientes, em menores proporções.<br />
<br />
<b>Manteiga – gostosa e  nutritiva, mas injustiçada </b><br />
<br />
Segundo Tamara, muitos médicos e nutricionistas torcem o nariz para esta gordura e  preferem recomendar a margarina em seu lugar – ainda mais agora, quando alguns desses produtos anunciam que estão livres  das nocivas gorduras trans. Mas esse preconceito contra a manteiga se deve, segundo a médica, ao desconhecimento de seu valor nutricional.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070929-paomanteiga.jpg" border="0" align="left" hspace="15">- A manteiga é uma excelente fonte de vitamina A, essencial para inúmeras funções do organismo, dentre elas a manutenção da visão e para ajudar o sistema endócrino na produção  de hormônios. As outras vitaminas lipossolúveis também estão presentes: E,D e K.  A manteiga é também fonte de minerais traço, tais como o selênio e o iodo.<br />
<br />
A médica ensina ainda que a manteiga protege contra infecções intestinais, ajuda na saúde do intestino e é essencial para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso das crianças. Afinal, não se pode esquecer que o leite materno é  riquíssimo em gordura saturada e colesterol.<br />
<br />
- Assim como ocorre com os ovos, a manteiga não vai aumentar o nível de colesterol no sangue. Crianças precisam de manteiga, e não de margarina, para o seu desenvolvimento neuronal. Adultos podem usá-la com parcimônia e sem culpa. Assim fazem os franceses , e nem por isso sofrem de mais moléstias cardiovasculares do que os americanos, muito pelo contrário! É o famoso paradoxo francês – completa a nutróloga.<br />
<br />
<i>AMANHÃ FALAREMOS DA GORDURA DO COCO, DO ABACATE E DO CACAU.</i><br />
]]></description>
 <category>NUTRIÇÃO</category>
<comments>index.php?itemid=5063</comments>
 <pubDate>Sun, 30 Sep 2007 00:02:40 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Risco cardíaco: mulheres são negligenciadas pelos médicos</title>
 <link>?itemid=5015</link>
<description><![CDATA[<i>A conclusão é de um estudo feito por cientistas da Universidade do Texas: <br />
eles constataram que os médicos sempre indagam sobre o histórico familiar <br />
dos pacientes homens, mas raramente perguntam se as mulheres têm casos <br />
de parentes com doença cardíaca,  e assim não as orientam a se prevenir</i><br />
<br />
Há muito tempo as doenças do coração deixaram de ser um mal quase que exclusivamente masculino, mas as mulheres continuam sendo negligenciadas no que diz respeito a tratamento e prevenção por parte dos serviços médicos, segundo um estudo feito pela Universidade do Texas e cujas principais conclusões foram publicadas na mais recente edição da American Heart Journal.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070927-mulher.jpg" border="0" align="left" hspace="15">O pesquisador Amit Khera selecionou um grupo de 265 homens e mulheres que tinham pelo menos um caso na família de parente que sofreu acidente cardiovascular antes dos 50 anos – e que, portanto, deveriam receber de seus médicos instruções para que se prevenissem contra esse possível problema.<br />
<br />
Não foi surpresa, entretanto, o que constataram: a maioria dos homens do grupo, ao fazer suas consultas de rotina, foi interrogada sobre o histórico familiar e orientada a fazer exercícios físicos, ter dieta saudável e evitar o tabagismo para manter ou alcançar uma melhor saúde cardíaca. Já as mulheres...<br />
<br />
- Raras tiveram essa abordagem nas consultas médicas – disse o dr. Khera. -  Embora os médicos sempre se importem de perguntar sobre o histórico familiar dos homens, infelizmente eles não costumam prestar a mesma atenção com o passado de uma paciente mulher.<br />
<br />
Ainda de acordo com o cientista, a idéia de que doença cardíaca é coisa de homem está muito enraizada na sociedade, até mesmo nos meios médicos. Tanto que os sintomas de crises cardíacas nos homens são bem descritos nos manuais médicos, enquanto os sinais de quando a mulher está tento um ataque são pouquíssimo  conhecidos e difundidos.<br />
<br />
<b>Sintomas de crise cardíaca são diferentes nos homens e nas mulheres</b><br />
 <br />
Nos homens, fortes dores no peito e no braço esquerdo são sinais claríssimos.  Já nas mulheres eles são mais vagos: dor e um aperto impreciso no peito, que pode se estender ao pescoço, aos maxilares e às costas; queimação no estômago, náuseas e vômito; sensação geral de fraqueza, com palidez e suor, além de certa dificuldade de respirar - tudo isso pode indicar um ataque cardíaco.<br />
<br />
Segundo os pesquisadores, o desconhecimento desses sintomas pela  maioria das pessoas faz com que, após um infarto, uma mulher seja socorrida e levada a um hospital com pelo menos uma ou duas horas de atraso em comparação com um homem que esteja enfartando.<br />
<br />
Por essas e por outras, o dr. Khera dá o seu conselho às mulheres: da próxima vez que forem ao médico, mesmo que ele não faça qualquer pergunta sobre o histórico de doenças de sua família, vá com as informações todas na ponta da língua e faça constar em sua ficha.<br />
]]></description>
 <category>MEDICINA</category>
<comments>index.php?itemid=5015</comments>
 <pubDate>Thu, 27 Sep 2007 02:09:23 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Afastar-se do trabalho para curar lesões físicas é pior</title>
 <link>?itemid=4961</link>
<description><![CDATA[<i>A conclusão é de uma ampla revisão de estudos científicos feita pela <br />
Work Foundation da Grã-Bretanha. Segundo a associação, prevenção nos <br />
locais de trabalho é a melhor forma de combater as desordens músculo-<br />
esqueléticas, que atingem cada vez mais trabalhadores mundo afora</i><br />
<br />
Afastar-se do trabalho para tratar determinados tipos de desordens músculo-esqueléticas provocadas pela má-postura laboral pode retardar ainda mais a cura, segundo pesquisa da associaçõ britânica The Work Foundation coordenada pelo professor Stephen Bevan.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070924-trabalho1.jpg" border="0" align="left" hspace="15">De acordo com o levantamento dos pesquisadores, o afastamento do trabalho em idade produtiva é um problema que vem crescendo em todo o mundo, sobretudo devido a lesões ósseas e musculares e dores relacionadas ao tipo de atividade que a pessoa executa: excesso de tempo sentado diante do computador e uso de equipamentos inapropriados são os principais fatores que levam a esse quadro, agravado pela falta de programas de prevenção nas empresas.<br />
<br />
Fazendo uma ampla revisão de estudos sobre o tema, a pedido da Work Foudation, o professor Bevan e seus colegas constataram que o trabalho muitas vezes pode ser a causa de algumas lesões, mas a permanência nele – e não o afastamento – será mais importante para alcançar a cura, já que inibe outras ocorrências como depressão, imobilidade e ansiedade.<br />
<br />
Os pesquisadores se concentraram em quatro dos principais transtornos músculo-esqueléticos que atingem os trabalhadores (e são responsáveis por licenças intermináveis, às vezes): dor nas costas, artrite, espondilite anquilosante (artrite da coluna), e problemas nas extremidades superiores, como síndrome do túnel do carpo e  cotovelo de tenista. <br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070924-trabalho2.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Além de alertar para o fato de que o afastamento completo do trabalho para tratar esses problemas leva à piora dos quadros, os cientistas chamaram a atenção para a necessidade de os empresários reequiparem os locais de trabalho com móveis ergonômicos e investirem em programas de educação física que ajudem os funcionários a lidar melhor com o próprio corpo e os movimentos necessários à realização de suas funções.<br />
<br />
Cridor do método que batizou de Reeducação da Dinâmica Muscular (RDM), o fisioterapeuta Francisco Miguel Pinto, diretor da Escola de Postura Brasil, acredita que a única forma de combater essas lesões é reeducando os movimentos da pessoa durante a execução de suas atividades. Assim, ele ensina a uma secretária, por exemplo, como quebrar os padrões de movimentos repetidos que ela faz para atender o telefone (sempre com a mesma mão, forçando os mesmos músculos), esticar-se para alcançar o papel da impressora (sempre para o mesmo lado), virar-se na cadeira para dar ordens a algum funcionário etc. Uma vez que esses movimentos repetitivos sejam alterados, com a inclusão de outros movimentos e a realização periódica de pequenos alongamentos – que não atrapalham o ritmo de trabalho – o surgimento de dores e incômodos naturalmente diminui.<br />
<br />
- A proposta é reeducar a postura no dia-a-dia e tentar manter o trabalhador ativo, reduzindo os impactos dos fatores degenerativos  através de atividades que façam com que ele reconheça e aprenda a entender seus limites corporais – explica Francisco.<br />
<br />
De acordo com o fisioterapeuta, a importância da pesquisa feita na Inglaterra pelo professor Stephen Bevan e sua equipe é a de chamar a atenção para a necessidade de as empresas investirem em programas que promovam a saúde músculo-esquelética de seus funcionários.<br />
<br />
- As pesquisas mostram que hoje  33% da população apresentam dores na coluna, e que 80% ainda sofrerão desse mal. Isso é muito grave. Mas pode ser evitado. O que não se pode é deixar chegar ao limite da degeneração física e ao afastamento do trabalho, pois isso acarretará outros problemas, como redução da resistência física, redução da capacidade de concentração, dificuldade de raciocínio, pouca mobilidade e redução da agilidade - diz o Francisco.<br />
<br />
<b>Fisioterapeuta ensina alguns exercícios para relaxar e se alongar no escritório</b><br />
<br />
Francisco selecionou cinco seqüências de alongamentos e relaxamentos que podem ser feitos no próprio local de trabalho, como forma de prevenir dores e lesões músculo-esqueléticas. <br />
<br />
<b>1- </b>Sentado, relaxe o corpo e gire lentamente a cabeça para um lado e para o outro. Levante os ombros enquanto inspira. Volte à posição normal enquanto expira.<br />
<br />
<b>2- </b>Dobre o braço esquerdo atrás da cabeça, como se fosse coçar as costas. Pegue o cotovelo esquerdo com a mão direita e alongue, puxando na direção das costas. Volte à posição inicial. Respire e deixe os ombros relaxarem. Repita o procedimento com o outro braço.<br />
<br />
<b>3-</b> Alongue os braços sobre a cabeça. Entrelace os dedos das duas mãos e alongue em várias direções. Estenda os braços à frente do corpo, mantendo os ombros relaxados.<br />
<br />
<b>4-</b> Sente-se na beirada da cadeira e segure a lateral do assento, mantendo a parte baixa das costas relaxada. Abra o peito e leve a cabeça para trás. Relaxe e respire durante o alongamento.<br />
<br />
<b>5-</b> Sente-se na beirada da cadeira com os pés plantados no chão. Coloque as duas (apenas uma se estiver ao telefone) mãos nos quadris e relaxe os ombros. Gire o tronco em círculos e respire fundo.<br />
]]></description>
 <category>ATIVIDADE FÍSICA</category>
<comments>index.php?itemid=4961</comments>
 <pubDate>Mon, 24 Sep 2007 13:50:29 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Grávidas não são orientadas sobre remédios nocivos ao feto</title>
 <link>?itemid=4873</link>
<description><![CDATA[<i>Levantamento feito por cientistas americanos mostra que em menos de <br />
50% das vezes em que receitam remédios que podem levar à má-formação do <br />
feto os médicos orientam as mulheres sobre o risco de engravidar no período</i><br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070920-gravida2.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada na mais recente edição da revista científica “Annals of Internal Medicine” revela que mais da metade das mulheres em idade fértil a quem os médicos prescrevem medicamentos teratogênicos – que podem causar  má-formação do feto - não são informadas  sobre o risco que correm caso venham  a  engravidar.<br />
<br />
Participaram do estudo quase 500 mil mulheres que fizeram tratamentos médicos em 2001 num grande centro de saúde da Carolina do Norte. Os pesquisadores analisaram todas as prescrições de remédios feitas a elas no período, e constataram que uma em cada seis mulheres atendidas recebeu prescrição de algum remédio das classes D e X (as categorias que podem provocar danos ao feto, segundo o FDA,  órgão que controla medicamentos e alimentos nos EUA), e menos de 50%  delas foram orientadas a usar contraceptivo no período do tratamento, a fazer teste de gravidez antes de se medicar  ou receberam informações sobre o risco de engravidar durante o período em que estivessem usando os medicamentos.<br />
<br />
Segundo os cientistas, o percentual de mulheres que engravidaram no período de tratamento médico em 2001 foi semelhante no grupo das que tomaram remédios perigosos para o feto e no das que usaram medicamentos inócuos para o embrião – o que deixa ainda mais evidente o fato de que os médicos não se preocupam em orientar melhor as pacientes que poderão vir a engravidar.<br />
<br />
<b>Mesmo alguns antibióticos e antiinflamatórios estão entre os remédios perigosos</b><br />
<br />
Nessas classes de medicamentos que podem causar danos ao feto estão algumas drogas usadas em larga escala, como alguns antibióticos (doxiciclina e tetraciclina), alguns antiinflamatórios (diclofenaco sódico), a maior parte dos antiepiléticos, antidepressivos (alprazolam, imatinib) e benzodiazepinas (clonazepam, diazepam), entre muitos outros.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070920-ultrasonografia.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Ao engravidar durante o uso desses medicamentos, as mulheres põem em risco a saúde de seus futuros bebês, que podem nascer com más-formações  congênitas que impliquem em deficiências em alguns órgãos ou mesmo a morte logo após o nascimento.<br />
<br />
Quando se pensa que pelo menos metade das gestações não são planejadas nos Estados Unidos – e em outras partes do mundo, como o Brasil, o percentual pode ser ainda maior – essa realidade médica das prescrições de remédios perigosos para o feto sem orientações adequadas às mulheres é uma grave falha na saúde pública.<br />
]]></description>
 <category>MEDICINA</category>
<comments>index.php?itemid=4873</comments>
 <pubDate>Thu, 20 Sep 2007 08:52:13 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Colesterol alto genético: melhor detectar logo na infância</title>
 <link>?itemid=4832</link>
<description><![CDATA[<i>Estudo britânico mostra que entre um ano e nove anos<br />
 de idade os exames para diagnosticar  a hipercolesterolemia <br />
familiar apresentam índice de eficácia de até 96%</i><br />
<br />
Um teste para detectar a hipercolesterolemia familiar logo que a criança ultrapassa seu primeiro ano de vida seria um instrumento poderoso para prevenir doenças cardiovasculares nas próximas gerações, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos do Wolson Intitute of Preventive Medicine e a London School of Medicine, e publicado pela British Medical Journal.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070918-sangue.jpg" border="0" align="left" hspace="15">De acordo com o cardiologista David S. Wald, coordenador do estudo, entre um e nove anos de idade é quando melhor se pode detectar nos exames de sangue esse transtorno genético (que atinge duas de cada mil pessoas no mundo), responsável por graves elevações nos níveis de colesterol das crianças e dos jovens, levando a um risco cem vezes maior de sofrer de  problemas cardíacos entre os 20 e os 39 anos de idade.<br />
<br />
Os pesquisadores fizeram uma meta-análise de 13 estudos sobre o tema, compreendendo mais de 2 mil casos pesquisados, e constataram que na fase entre um e nove anos de idade o exame tem maior eficácia para detectar os casos de hipercolesterolemia familiar, chegando a um nível de acerto entre 88% e 96%.<br />
<br />
A vantagem de se detectar cedo o transtorno genético é que os tratamentos para reduzir os níveis de colesterol são mais eficientes quando se atua de forma preventiva, antes que as taxas atinjam limites preocupantes.<br />
<br />
<b>Outra pesquisa mostrou que tratamento com estatinas na infância é seguro</b><br />
<br />
Recentemente, uma pesquisa publicada também pela British Medical Journal  mostrou que iniciar tratamentos com estatinas desde a infância – nos casos de hipercolesterolemia por transtorno genético – seria não somente seguro como indicado para adiar o desenvolvimento das doenças cardiovasculares associadas.<br />
<br />
Segundo os pesquisadores britânicos, outra boa perspectiva apontada pelo estudo é a de, a partir da detecção da hipercolesterolemia familiar nas crianças, ajudar a diagnosticar o problema também nos adultos que desconheciam ser o transtorno  a razão de sua propensão para o colesterol alto.<br />
]]></description>
 <category>MEDICINA</category>
<comments>index.php?itemid=4832</comments>
 <pubDate>Tue, 18 Sep 2007 14:00:08 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>O que afeta o Rio: medo social, pânico, cultura do pânico?</title>
 <link>?itemid=4749</link>
<description><![CDATA[<i>A cada novo acontecimento violento nas ruas - como a morte por atropelamento <br />
 da enfermeira Virgínia Santana de Almeida, arrastada pelo carro de um jovem que <br />
perseguia ladrões de uma motocicleta na noite de quinta-feira em Del Castilho - renascem <br />
no Rio de Janeiro os relatos de pessoas que se dizem sofrendo de pânico, cada vez <br />
mais afetadas por viver numa cidade em que a violência se banalizou e a solução para <br />
o problema parece sempre mais distante. Doutora em psicologia pela PUC-RJ, Olga Sodré <br />
chama a atenção para a existência de diversas situações hoje confundidas sob a mesma <br />
configuração de pânico: o medo social, a cultura do pânico e o pânico como doença. <br />
A psicóloga fala sobre o tema em entrevista ao Vital, analisando ainda como a quebra <br />
dos laços de solidariedade está nos afastando do que mais desejamos: o bem-estar.</i><br />
<br />
<b>Cada vez mais no Rio há pessoas dizendo que sofrem de pânico. Seria uma epidemia?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> Antes de tudo, é preciso fazer a diferença entre três coisas: a situação de medo social, a cultura do pânico e o pânico como doença. No Rio, o medo social tomou proporções que ele não tem em outros lugares. A gente vive objetivamente uma <img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070914-panico.jpg" border="0" align="left" hspace="15">situação de precaução: medo do assalto, da violência.   Algumas pessoas e grupos se apropriam disso para criar situações sociais favoráveis a eles, no campo da política ou do consumo. A atmosfera social de pânico, a atividade desses grupos e a produção cultural em torno do tema contribuem, então, para criar a cultura do pânico. Um exemplo disso é a multiplicação dos filmes sobre o pânico, tais como O quarto do pânico, Pânico 1, 2, 3 etc. Já o pânico como doença tem a ver com as novas formas de adoecimento psíquico, que estimularam o estabelecimento de uma nova nomenclatura médica a partir dos anos 80 (o DSM-III), que procura diferenciar as várias formas de doenças psíquicas e as manifestações de medo a elas ligadas, tais como a fobia social ou a síndrome do pânico. Existem pesquisas muito interessantes sobre o assunto, que estudam a formação histórico-cultural da questão, e a situam no atual contexto social. A produção intelectual do Instituto de Medicina Social da Uerj trouxe uma grande contribuição nessa área, e pode-se citar especificamente sobre o assunto   a tese de Luciana Oliveira, que aprofunda o estudo da síndrome do pânico.<br />
<br />
<b>O medo social então seria algo normal?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> Pode-se dizer que ele parte de uma situação concreta. No medo social você adianta as possibilidades de medo que uma certa situação pode trazer. As pessoas se trancam em casa porque a rua pode ser perigosa, porque a casa pode ser invadida. Diante da situação da cidade violenta, da criminalidade, da falta de segurança, essas são situações plausíveis. Mas quando a pessoa se antecipa a elas, pode estar de qualquer forma se tornando refém, com a efetivação ou não daquele perigo.  <br />
<br />
<b>E a cultura do pânico?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> Ela é uma atmosfera mais ampla e generalizada de medo e a produção cultural e os comportamentos ligados a esta questão, mas é alimentada por pessoas que percebem que podem  se servir do ambiente propício ao medo para se eleger, para vender coisas, idéias, comportamentos. Então elas orquestram esse pânico coletivo, mas que reflete, na verdade,   medos individuais. Antigamente os pânicos eram realmente coletivos: as guerras, as epidemias, os reveses da natureza. O pânico unia, evocava a solidariedade. Na sociedade individualista de hoje, onde os laços com a coletividade foram rompidos, o pânico leva a um fechamento das pessoas e até a um espécie de enclausuramento em suas próprias casas. A sociedade baseada no risco, na competição, no individualismo, no consumismo, é mais propícia a desencadear esse tipo de reação. <br />
<br />
<b>E depois exige soluções radicais, não?</b><br />
<br />
<b>OLGA: </b>Exato. Tenho uma amiga que diz: "Não vejo a hora de legalizarem as drogas, pois aí o banditismo que gira em torno delas vai acabar". Eu respondo: "O banditismo vai apenas se deslocar para outra coisa, outra atividade, porque o problema humano e social não terá sido resolvido". A cultura do pânico resulta de uma sociedade que sublinha o risco, a competitividade, a aparência, os bens materiais – e que vende isso como um meio para a felicidade ou o bem bem-estar. Ora, existem diferentes formas de bem-estar, entre eles o bem-estar material, mas este não leva obrigatoriamente à felicidade. Já tive milionários no consultório que tinham tudo e estavam em depressão; e já vi pessoas vivendo em condições muito duras, mas que transmitiam a alegria de viver e a cordialidade. <br />
<br />
<b>O que é então o bem-estar?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> A busca do bem-estar em si deve ser questionada, pois leva ao individualismo e à busca incessante de possuir novos bens materiais. O ser humano busca ser feliz, e o bem-estar material é necessário e importante, mas não pode ser um objetivo em si mesmo, independentemente da experiência de amor, de amizade, de bem-estar consigo mesmo e com os outros. Assim sendo, enfatizo o bem-estar que consiste em um estado de paz e harmonia consigo mesmo, com os outros, com a vida, com a natureza e até com todo o universo, em particular com nosso planeta. <br />
<br />
<b>Há na internet muitas comunidades de pessoas com pânico. Essas são as que de fato têm a doença?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> Luciana Oliveira estudou a questão e salientou o fato de que esta busca comunitária tem um sentido terapêutico. Na realidade, a busca atual de restabelecimento dos laços comunitários é uma resposta à ruptura dos laços sociais e ao fechamento sobre si mesmo, que estão na raiz de novas formas de adoecimento psíquico, em particular os relacionados ao pânico. Estas comunidades são formadas por pessoas unidas pelos sintomas semelhantes. Volta e meia, algum paciente me diz: "Olga,   andei vendo na internet e agora já sei o que tenho: tenho pânico". Isso tranqüiliza a pessoa que tem medos terríveis, quando ela vê que outras têm o mesmo medo. Ao saber que muitos sentem a mesma coisa e que isso tem tratamento, ela fica mais tranqüila. Assim sendo, de certa forma, essas comunidades têm aspectos terapêuticos: você troca informações, impressões, experiências, passando a conhecer mais sobre você mesmo e sobre os outros. A relação com a comunidade dá certa sensação de pisar em terreno conhecido. Mas há também um risco embutido: o de vestir isso como uma carapuça, para não entrar em contato com os verdadeiros problemas, e acabar se rotulando. É preciso sempre ter a noção de que o adoecimento é provisório, saber que se está doente, mas que se pode sair da doença. Vive-se algo que foge ao próprio controle, mas pode-se fazer um tratamento e se libertar disso. Identificar-se como um "panicado" e se fechar nisso é algo que pode restringir a pessoa ao tamanho da doença, e ela é muito mais do que isso. <br />
<br />
<b>O sucesso dos filmes de pânico viria na esteira disso? </b><br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070914-panico2.jpg" border="0" align="left" hspace="15"><b>OLGA:</b> Já me perguntei por que esses filmes fazem tanto sucesso. Acho que eles criam uma situação na qual se vive intensamente o pânico. Com isso se vai aprendendo a lidar com ele. Às vezes o filme é péssimo, de mau gosto, mas as pessoas curtem! Eles exprimem situações e emoções que estão também nelas. É uma forma de exorcizar o perigo. Pode-se perguntar também: por que se produz tanto isso nos Estados Unidos? Ligo isto ao modo de vida americano. As pessoas estão sozinhas e não vivem em comunidades onde os laços sociais são fortes e tranqüilizadores. Então, têm que aprender a lidar com a própria agressão e as situações de pânico através dos filmes. Através deles, vêem que podem sair dessas situações. Mas, por trás disso, está a questão da violência, da agressividade e da necessidade de aprender a lidar com os impulsos. O medo, no caso, é ligado ao sistema de ataque e defesa do ser humano. <br />
<br />
<b>Como assim?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> O sistema nervoso tem o sistema simpático e o parassimpático. O sistema simpático lida com ataque e defesa. O parassimpático, com o relaxamento. Nossa sociedade estimula o sistema simpático, que é o de alerta, ativação e preparação do impulso para reagir às situações de ataque e defesa. Ao estimular isso, a sociedade atual alimenta o estresse e o pânico. O sistema simpático existe para quando se está em perigo, para ativar o sistema nervoso para a nossa defesa. Mas, se ele estiver constantemente ativado, vamos acabar entrando em crise. As doenças modernas - estresse, pânico, depressão - são todas fruto dessa ativação ininterrupta do sistema simpático. A forma de capitalismo que criamos nos leva a usar o sistema simpático de maneira indevida, estimulando uma cultura do pânico. <br />
<br />
<b>E depois vêm os convites para se voltar a atenção para o sistema parassimpático...</b><br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070914-yoga.jpg" border="0" align="left" hspace="15"><b>OLGA:</b> Sim. A busca atual pela ioga, o relaxamento, a meditação... Procura-se encontrar uma solução para esta situação, no ocidente, embora esses métodos não tenham sido criados para isso, nem se reduzam a esta dimensão. O sistema simpático e o parassimpático são interligados, e um sistema equilibra o outro. Contudo, quando se apela demais por um e depois se apela demais para o outro, pode-se não chegar ao equilíbrio e sim à alienação, por um ou por outro lado. Vivemos hoje numa sociedade doente. Ficamos trancados nos apartamentos, com medo; ou um querendo passar sobre o outro na rua, com raiva de perder um segundo de sinal aberto, arrancando com os carros e os lançando em cima do que houver pela frente. Se alguém nos aborda na rua, a gente não pára, não responde, não se envolve... <br />
<br />
<b>Tem saída para isso?</b><br />
<br />
<b>OLGA:</b> Acredito na possibilidade de mudança do ser humano através de um esforço pessoal e coletivo, que estabeleça novos laços de solidariedade e convivência pacífica, e possa direcionar o atual avanço tecnológico para o bem comum e para a melhoria das condições de vida e das relações entre os seres   humanos. Mas enquanto permanecermos fechados em nosso pequeno mundo, apegados à defesa dos próprios interesses, o outro aparece sempre como uma ameaça. Não adianta colocar grades e cadeados, aumentar os contingentes policiais e o número de armas. Eles não podem nos defender do medo de nós mesmos e do medo dos outros. A multiplicação das armas e das guerras não está   nos conduzindo a um estado de paz, mas a um estado de medo e pânico generalizado.<br />
]]></description>
 <category>MENTE & CÉREBRO</category>
<comments>index.php?itemid=4749</comments>
 <pubDate>Sat, 15 Sep 2007 00:10:36 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>Comer menos carne ajudaria a conter o aquecimento global</title>
 <link>?itemid=4718</link>
<description><![CDATA[<i>A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Cambridge, segundo a qual a<br />
 redução de 10% no consumo mundial de carne vermelha representaria uma boa queda <br />
 na emissão de gases do efeito estufa por parte dos animais criados para abate</i><br />
<br />
Que tal maneirar no consumo de carne para ajudar a reduzir o aquecimento global? Segundo um estudo publicado na mais recente edição da revista científica « The Lancet », se a humanidade reduzisse em 10% seu consumo de carne – o que poderia significar rebanhos menores de bovinos e ovinos mundo afora - seria possível retardar um pouco o aquecimento global, com a conseqüente redução das emisões de gases de bois, vacas, carneiros e ovelhas.<br />
<br />
<img src="http://www.jblog.com.br/media/40/20070913-vacas.jpg" border="0" align="left" hspace="15">Para quem não sabe, os gases emitidos durante a digestão pelos animais de rebanhos para abate representam 22% das emissões mundiais dos  gases que provocam o chamado  efeito estufa – é semelhando ao emitido pela indústria e maior do que o emitido pelos transportes. Portanto, a possibilidade de reduzir esses rebanhos seria uma medida interessante.<br />
<br />
Há estudos anteriores que mostram que alimentar os animais com forragens de melhor qualidade reduziria um pouquinho a intensidade dessas emissões, mas nada que se possa comparar a um encolhimento efetivo de 10% dos rebanhos mundiais, diz o pesquisador John Powles, um dos autores do estudo.<br />
<br />
- Diminuir um pouco o consumo de carne seria a única contribuição verdadeiramente eficaz nesse contexto – diz ele.<br />
<br />
Mais uma vez – como acontece com a emissão de gases industriais - os países desenvolvidos estão na frente no que diz respeito à contribuição para o aquecimento global : entre as nações  ricas, estima-se em 224 gramas por dia o consumo individual de carne vermelha, enquanto os habitantes de países africanos, por exemplo, não ultrapassam a média diária de 31 gramas de carne consumida. Em média, o consumo mundial de carne vermelha é de 100 gramas por pessoa por dia, e o ideal seria que caísse para 90 gramas.<br />
<br />
<b>A chance de matar dois coelhos com a mesma cajadada</b><br />
<br />
John Powles lembra ainda que, ao reduzir o consumo de carne vermelha, as populações não estariam apenas ajudando a frear o aquecimento global, mas também dariam uma contribuição importantíssima para a própria saúde, brecando a epidemia de obesidade que afeta cada vez mais países mundo afora.<br />
<br />
- Com isso haveria uma natural redução das doenças cardiovasculares e dos casos de câncer – atesta o cientista.<br />
]]></description>
 <category>NUTRIÇÃO</category>
<comments>index.php?itemid=4718</comments>
 <pubDate>Thu, 13 Sep 2007 14:42:58 -0300</pubDate>
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