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Château Reignac, o rato que ruge em Bordeaux



Quem me acompanha aqui neste JBlog bem sabe quantas vezes me referi às vantagens de se degustar um vinho às cegas quando se deseja conhecer um vinho pelo que ele realmente é, ou seja, pelo que está na taça e não no rótulo. Quando experimentamos um determinado vinho conhecendo suas origens (história, idade dos vinhedos e métodos de elaboração, entre outras coisas), acabamos de certa forma sendo influenciados e isso pode tornar vinho melhor do que ele de fato é.
Um grande exemplo disso é a história do Gran Vin de Reignac, um vinho de 14 euros da região de Bordeaux (França) que vem desbancando rótulos consagrados que podem chegar a 1,5 mil euros como o Cheval Blanc, Lafite-Rotschild, Mouton-Rotschild, Petrus, Haut-Brion e Margaux em provas às cegas desde 2009.
Os vinhedos do Château Reignac ficam na região de Entre Deux Mers, numa propriedade que reúne solos com típicos das margens direita e esquerda do Garone, o rio que corta a região produtora de Bordeaux.
Nesta quarta-feira, os sócios da seção carioca da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (Sbav-Rio) participarão de uma degustação vertical deste vinho surpreendente. Serão apresentadas as safras 2004, 2006 e 2008. A apresentação será seguida pelo Animae Gran Vin 2008, a nova micro produção do Château de Reignac com produção limitada de 1.200 garrafas/ano e eleito o melhor vinho tinto de Bordeaux degustado em 2012 no mercado brasileiro pelo crítico Jorge Lucky.
O evento será no restaurante Mio, em Ipanema, mas as não há mais vagas.
Clique aqui e confira o vídeo de uma degustação às cegas realizada em 2011 em que o Gran Vin de Reignac supera seus rivais por vezes 80% mais caros.

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Já pensou um podar um vinhedo?




A Vinícola Larentis, no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, passa a oferecer aos seus visitantes uma progrmação que aproxima o enófilo de uma das mais importantes etapas da condução de um vinhedo. Trata-se do “Um dia de poda na Larentis”, a ser realizado nos dias 3 e 17 de agosto. A programação começa com café colonial e fogueira para aquecer os visitantes no rigoroso inverno da região, seguido de palestra em forma de preleção que tratará sobre a importância da poda na qualidade dos grandes vinhos, trazendo informações e curiosidades a respeito da produção vitivinícola. “Este é um tipo de programação que aproxima o consumidor do processo de produção da uva e elaboração do vinho”, explica o enólogo André Larentis.
Após a parte teórica, chega a hora do visitante assumir uma tesoura e participar de uma rotina do processo de desenvolvimento da videira e que se repete anualmente sempre nesta época do ano. De acordo com Larentis, a poda regulariza e harmoniza a produção de uvas por planta, melhorando assim a qualidade do vinho elaborado a partir dela. "A qualidade de nossos vinhos e espumantes começa pelo vinhedo, com o controle da produção e a poda é uma importante etapa porque elimina os cachos com menores chances de desenvolvimento", acrescenta Larentis.


Um dia de poda na Larentis
Dias: 3 e 17 de agosto
Horário: Das 9h30 às 12h30
Valor: R$ 50
Informações e reservas: 54 3453-6469 | larentis@larentis.com.br
Vagas limitadas a 20 participantes por dia

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ViniPortugal retoma atividades de formação em oito capitais brasileiras



Depois de realizar eventos no Rio e em São Paulo, durante o mês de junho, a ViniPortugal retorna ao Brasil em agosto e setembro para realizar mais um conjunto de ações de formação sobre vinhos portugueses, exclusivamente dedicadas ao mercado e formadores de opinião. Salvador (27 e 28 de agosto), Brasília (29 e 30 de agosto), Curitiba (10 e 11 de setembro), Belo Horizonte (12 e 13), Florianópolis (16 e 17), Belém (19 e 20), João Pessoa (23) e Recife (24 e 25) são as próximas etapas da progarmação.
As palestras e painéis serão conduzidas pelo renomado crítico de vinhos português Rui Falcão. Serão abordadas as principais regiões vitivinícolas de Portugal e a história, clima, castas e estilos dos vinhos portugueses. Haverá também a degustação de vários rótulos de Portugal e a aplicação de um teste de avaliação, que habilita os participantes com melhores resultados a ganharem uma viagem a Portugal.
O calendário de ações da Viniportugal prevê ainda a realização de um jantar de harmonização em Belo Horizonte (12 de setembro), no restaurante Hermengarda, dedicado exclusivamente a jornalistas convidados, além de uma competição de sommeliers no Rio (6 de setembro), voltada exclusivamente para sommeliers ou alunos finalistas de cursos de hotelaria ou similares.
Para acessar o calendário em detalhes, baixe aqui.
As inscrições são gratuitas mas sujeitas a um limite. Envie sua escolha (ação, nível, dia, cidade) e dados (nome, profissão, empresa, email e telefone) para o email inscricoes@winesofportugal.com.br

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E o gigante agiganta-se no Porto

O que já era grande ficou ainda maior. O grupo europeu The Fladgate Partnership, que inclui as históricas e tradicionais vinícolas da região do Porto Taylor's, Fonseca e Croft, acaba de adquirir a vinícola familiar Wiese & Krohn, especializada nos ‘colheita’, ou seja, vinhos do Porto de um só ano envelhecidos em madeira. A aquisição reforça ainda mais a posição de liderança do Fladgate no segmento altamente rentável de vinhos do Porto de qualidade e envelhecidos. No Rio, os rótulos da Taylor’s são importados pela Vila de Arouca.

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Vinhos dos Altos Montes apresentam novidades a formadores de opinião

A Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes (Apromontes), localizada nas cidades de Flores da Cunha e Nova Pádua realiza nesta sexta-feira, dia 12, a segunda edição do evento O Melhor dos Vinhos dos Altos Montes no qual cada uma das 12 vinícolas da associação apresentará dois vinhos sendo apenas brancos e tintos e, preferencialmente, novidades.
Durante a mostra, além de provarem os vinhos, os convidados ainda participarão de um bate papo e coquetel com os empresários e enólogos que elaboraram cada um dos vinhos e de um visita pelas vinícolas dos Altos Montes, onde conhecerão o processo de vinificação, a estrutura enoturística e as belas paisagens da região. Para setembro os produtores da região promoverão programação semelhante dedicada aos espumantes.
Com altitude média superior a 550 metros, a região possui 173 km² demarcados e já reconhecidos com Indicação de Procedência (IP). O estudo indica as características climáticas e de solo para a produção de vinhos na região demarcada. A indicação também representa um marco de qualidade para a produção, que precisa, a partir de então, respeitar parâmetros mínimos para a elaboração de vinhos e espumantes.
Nos Altos Montes predomina o cultivo de uvas das variedades tintas cabernet franc, merlot, cabernet sauvignon, pinot noir, ancellotta, refosco, marselan e tannat; e das brancas riesling itálico, malvasia de candia, chardonnay, moscato giallo, sauvignon blanc, gewurztraminer, trebbiano, moscato branco moscato de alexandria.
Integram o roteiro dos Altos Montes as vinícolas Boscato, Fabian, Fante, Luiz Argenta, Mioranza, Nova Aliança, Panizzon, Salvador, Terrasul, Valdemiz, Venturini e Viapiana. Juntas, elas produzem mais de dois milhões de litros de vinhos finos por ano.

Vinhedos da Luiz Argente

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O inverno chegou? Imagina no Vale dos Vinhedos?




Nem só de sol e praia vive o brasileiro em seus momentos de lazer. A cada inverno, mais e mais turistas viajam para sentir frio e se deliciar com uma das paisagens mais bonitas do país, o Vale dos Vinhedos, no município de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Primeira região do Brasil a obter o selo de Denominação de Origem de Vinhos, o Vale dos Vinhedos recebeu no primeiro semestre deste ano 106.797, número que supera em 15% os visitantes do ano passado no mesmo período.
E a promessa é que a programação de inverno do Vale dos Vinhedos repita o sucesso no número de visitantes com cursos de degustações de vinhos, jantares harmonizados e, ainda bem, preços mais atraentes nos rótulos, o que nem sempre acontece com o vinho brasileiro.
Situado a 120 km de Porto Alegre, o Vale dos Vinhedos é um roteiro fácil de ser percorrido devido à proximidade das quase 40 vinícolas. Além disso, a rede hoteleira hoje oferece opções para todos os bolsos. Os restaurantes variam da culinária típica italiana, origem da imigração da Serra Gaúcha, chegando à alta gastronomia. As particularidades da cultura do vinho estão presentes no artesanato, nos utensílios domésticos e de trabalho ou de objetos que revelam o cotidiano da época da imigração, encontrados em ateliês, casas de artesanato ou no varejo das vinícolas da região, onde também encontram-se bons queijos e vestuário em couro.

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