17/11: Sabia que meu apartamento cabe na cozinha do Dr.Hollywood?

Postado por: pmoreira
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7:27:15 PM
Que cirurgião plástico é esse que entra no centro cirúrgico com avental sem mangas para mostrar os bíceps, se enche de cremes para evitar os tais efeitos anti-age, vive numa mansão cinematográfica em Beverlly Hills para ficar à altura das estrelas hollywoodianas e é faixa-preta em taekwondo para provar que é bom de briga? O nome dele é Rey, Robert Rey. Mas podem chamá-lo de Roberto, porque ele é tão americano quanto uma nota de um milhão de dólares. Protagonista da série "Dr. Hollywood", exibida nas noites de domingo pela RedeTV!, o cara é uma figuraça – mistura de bom médico com dublê de ator frustrado e novo rico deslumbrado. Sua habilidade com o bisturi quase perde para sua extravagância.

Apesar de sempre frisar que teve uma infância pobre, na Lapa, em São Paulo, de dizer que não se acostuma com o luxo e de se esforçar para parecer modesto, Roberto é exibicionista por natureza. Capaz de passar um programa inteiro mostrando sua nova mansão, que pertenceu à atriz Rachel Welch, para depois dizer que não é feliz morando numa casa tão grande. Francamente!

Como toda criança, ele também se impressiona com o tamanho do brinquedo. Mesmo que depois não saiba direito o que fazer com ele. "Tem elevador, mas eu nem sei como funciona, nunca usei", garante. Ao mostrar um dos dez banheiros, o que ostenta um bidê de ouro – isso mesmo, bidê de ouro! – nosso herói devaneia como o apetrecho seria utilizado pela diva Welch...

E a cozinha principal? Meu apartamento inteiro caberia lá dentro! Só a reforma dela custou 1 milhão de dólares. E ele conta isso fazendo a linha sem graça, dizendo que nem era preciso. Mas a esposa, Hayley... É tudo culpa dela! Da compra da gigantesca casa ao microcachorro que as ricaças de Beverly Hills têm sempre pendurados nos ombros, como uma estola. Já o cão de Roberto é um pastor alemão. E, para ser coerente com sua megalomania, tem árvore genealógica ilustre: é a quinta geração do Rin Tin Tin, aquele que também foi astro de Hollywood.

Mas acho que nenhum outro lugar da casa revela mais sobre a personalidade do médico do que seu closet - que é quase do tamanho de um quitinete aqui no Brasil. As cores e os estilos das roupas... São de doer! Flores, listras, desenhos abstratos, tudo isso junto e muito mais em tons cítricos, prateado, dourado. Talvez ele esteja certo quando afirma que precisa ser muito macho e saber lutar para poder sair com esse guarda-roupa "exótico" pela Rodeo Drive. Entre dezenas de roupas, gravatas, calçados e lenços de lapela, o maior orgulho do pretenso ator é um terno e um par de sapatos... de ouro. Isso mesmo: ouro! Mas ele garante que anda preocupado com os pacientes paupérrimos do México – uma vez por ano vai lá fazer um dia de cirurgias grátis – e os do Brasil. Pretende vir pra cá, algum dia, operar os desfavorecidos.

A vaidade do cirurgião é tão grande quanto as próteses de silicone que implanta nos seios e bumbuns das pacientes. Ele usa e abusa das vitaminas e dos cremes. Mas sua mulher não gosta de umas pílulas à base de hormônios masculinos porque, quando ele toma, fica afogueado e corre atrás dela pela casa toda, durante a noite. Se consegue pegá-la, isso já é outra história.

O cabelo esculpido com gel para parecer casual não fica despenteado nem depois de lutar e quebrar telhas. Camisa sempre aberta, peito e cordões de ouro à mostra, Roberto é a imagem do brasileiro self-made man. Um dos motivos do sucesso com a clientela, na maioria feminina, ele credita ao jeitinho fofo com que trata as mulheres. Após recauchutar e turbinar suas pacientes, dá beijinhos, abracinhos, faz elogios batidíssimos. E, até para aquelas menos afortunadas pela beleza, abre aquele sorrisão canastra e solta um "delicious!!!". Ah, vai... conta outra!

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28/10: Maisa cumpre mais do que promete. Já Eduardo Paes...

Postado por: pmoreira
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10:40:11 PM
Sabe a nova da Maisa? Não? Então, você está totalmente por fora! No Rio, mesmo com a overdose de campanha eleitoral, com Eduardo Paes e Fernando Gabeira debatendo nas TVs, só uma personalidade conseguiu atrair mais atenção na mídia, na última semana: a "pequena petiz", como a chamam os homens de preto do CQC. Fosse no tempo da votação em cédulas de papel, corria o risco de o Tribunal Eleitoral contabilizar algumas centenas de votos para a apresentadora de apenas 6 anos, que virou xodó (e polêmica...) nacional via SBT.
Maisa tem a língua solta e maior do que a boca. O que é engraçado para o público, mas pode ser constrangedor para seu mentor, Silvio Santos. No último domingo, o Dono do Baú discutia com sua clone - menos prodigiosa - de Shirley Temple sobre homem e mulher, vaca e touro... Maisa disse que "vaca era mulher", querendo explicar que as mimosas pertenciam ao sexo femino. Silvio foi na bucha: "Quer dizer que você é uma vaca?". Ela olhou pra lá e pra cá, mordeu os lábios, pensou, fez caretas e, depois de longos segundos, disparou: "Vaca é sua mãe!". Que gracinha!
O vídeo foi parar na lista do Top Five do CQC, na qual Maisa tem cadeirinha cativa. É por essas e outras que a petiz virou fonte obrigatória de piadas em programas de humor, como o da Band, e o Pânico, da RedeTV!. Peraí, será que não está faltando assunto? Afinal, ela não é mulher-fruta, não é candidata ao Guiness por implantar nos seios a maior prótese de silicone do mundo, não é ex-big brother que atua em novela da Globo, nem uma dessas modelos que passam o ano inteiro malhando para sair do ostracismo nos desfiles das escolas de samba. Seja qual for o borogodó de Maisa, todo mundo quer tirar uma casquinha para amealhar uns pontinhos no Ibope.
Marcelo Tas e sua trupe têm uma relação mais lúdica e menos agressiva com a garota. Mas não deixam de dar aquela debochadinha... Já a turma do Pânico perde um amigo – mesmo que seja criança -, mas não perde a piada. Vesgo e Ceará acertaram em cheio quando lançaram a campanha Fala Maisa, cercando Silvio Santos na porta do cabeleireiro e pedindo que o empresário liberasse a menina para entrevista. Mas a sátira Malisa, a Menina Monstro, com o talentoso César Polvilho caracterizado de Maisa, resvala na escatologia e no mais baixo nível que o Pânico pode chegar. E dizem que é homenagem! Mas se Silvio Santos e a própria Maisa assistem e gostam do programa, para que esquentar?
Voltando ao CQC... Quem deve se preocupar com a perseguição dos homens de preto daqui por diante é o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes. Promessa não é dívida? Então, Paes prometeu dar a primeira entrevista exclusiva ao programa. Não deu. Prometeu mergulhar de sungão na praia com os humoristas. Não mergulhou. Tudo bem que ele os recebeu em casa, mas os dois minutos de conversa - se é que se pode chamar assim - não teve a menor graça. Antes mesmo de assumir, o prefeito eleito já quebrou duas promessas de campanha, feitas diante de toda a imprensa carioca... Sei não, mas essa história não acabou por aqui...

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07/10: Popozudas do funk escracham cachorrões

Postado por: pmoreira
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22:49:52
Quanta injustiça com a Luciana Gimenez! Uma apresentadora que sabe do que o povo gosta... Ninguém pode acusá-la de não estar antenada com os movimentos culturais(?) e musicais. A galera do funk, que bate ponto quase todo dia no Superpop, poderia dar parte do lucro das vendas de seus CDs e shows à apresentadora pela propaganda no programa. Funciona mais do que o merchandising diário da dieta para emagrecer ou da tinta para cabelos...

Mas Luciana não pára, não pára, não pára, não... Vai além do batidão. Vamos combinar: o que dá ibope mesmo é ver mulheres-frutas, popozudas e cachorras se atracando. O palco treme quando a apresentadora promove debates pra lá de palpitantes sobre temas de interesse nacional, como o da última segunda-feira: "Mulheres do funk são acusadas de vulgarizar a imagem feminina".

Na berlinda, a cantora Valeska Popozuda e suas dançarinas, Florzinha e Fabiana, do grupo carioca Gaiola das Popozudas, se defendiam dos ataques de três convidadas: uma psicóloga, uma radialista e uma patricinha. E da visão constrangida de um padre e uma terapeuta. No papel de advogada do diabo, Luciana tentava ser a versão de saias de Carlos Manga numa espécie de "Quem tem medo da verdade?", programa da Record, no início dos anos 70. Embora dissesse que não estava ali para julgar ninguém, no fundo a idéia dela era que o circo pegasse fogo, até porque o clima era de tribunal de inquisição. Mas as rés, escoladas e descoladas, não estavam nem aí para a fogueira... Queriam mais era se queimar.

A louraça Valeska é do tipo que poucas mães gostariam de ter como nora. Canta funks proibidões de arrepiar os cabelos, veste um shortinho apertado que mal dá para andar e a obriga a sentar-se de pernas abertas. Com argumento de que canta o que as mulheres gostariam de expressar, ela defende a tese de que homem que trai tem que ser pago na mesma moeda. E escracha: "Homem que bate, que chifra, que humilha, a mulher tem que chifrar também". Para a patricinha horrorizada, que dizia ter medo de ir a um baile funk e ser agarrada, Valeska foi logo mostrando suas armas: "Gosto de ficar de quatro balançando o rabo. Qual o problema?". Traseiro esse, inflado com silicone... Sem necessidade, diga-se de passagem.

Diante de tanta franqueza, problema nenhum. Nos dias de hoje, a coisa mais comum do mundo é sair por aí remexendo o popozão ao som dos hits "Agora sou solteira" e "Larguei meu marido". Sem calcinha e com depilação brasileira (leia-se depilação total). E com o shortinho de lycra marcando bem a... anatomia feminina.

O que as moças da Gaiola querem é dar o troco nos homens, vê-los babando. Para curar traição e terminar casamento, Florzinha aconselhou: "Se o marido chifrou, dá um pé na bunda dele e sai com as amigas". Mas, se a escolha for vingança, Valeska recomendou: "Continua com ele e bota chifre também". O ideal do grupo ficou ainda mais claro quando Florzinha decretou: "Quero curtir, passar na rua e ver todos os homens latindo para mim, me sentir poderosa". Ou seja, tudo o que as novas estrelas da produtora Brasileirinhas - Valeska e suas dançarinas já fizeram "participação especial" em filme pornô - querem é botar os marmanjos de quatro... E, claro, fazer com que os cachorrões latam muito diante de suas performances nos shows e comprem, em breve, a sua Playboy.

Agora que elas são famosas (e solteiras, como dizem na música) ninguém mais vai segurá-las!


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26/09: Favoritos a pontas de luxo

Postado por: pmoreira
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17:26:57
O que fazem Tarcísio Meira, José Mayer, Angela Vieira, Giulia Gam e Rosi Campos em A favorita? Artistas de peso em figuração de luxo numa novela das nove que não chega a empolgar. Bem que o autor João Emanuel Carneiro tentou fazer com que a trama pegasse no tranco ao revelar que Flora é a vilã, e não Donatela. Mas convenhamos: Não basta assassinar meia dúzia sem elegância e achar que o público vai se roer de ódio... Flora ainda tem que praticar muita maldade para chegar aos pés de uma Odete Roitman. Como diria a impagável Lady Kate, do Zorra Total: Dinheiro Flora pode até ter, mas falta-lhe o glamour!!!

Mas voltando às pontas de luxo... Poucas novelas – e autores – tiveram à sua disposição um Tarcísio Meira ou um José Mayer, aparecendo em cenas somente para servir de escada a outros colegas. Não é que esse papel seja menos digno, nada disso. Mas é um desperdício! Pela bagagem, mereciam coisa melhor. Tarcisão/Copola pontua as falas de filhas mal casadas e netos problemáticos. Às vezes, limita-se a rir quando não há texto. Ou então, na melhor das hipóteses, resta-lhe ser um testemunho de um flagrante de adultério, entre a primeira-dama de Triunfo e o melhor amigo do prefeito. Muito pouco para quem foi tudo: de galã a vilão.

E o Zé Mayer? Não dá para entender! Um hippie velho que parou no tempo. Parece ter abusado de chás alucinógenos, com direito a contatos extraterrestres e busca pela sociedade alternativa apregoada por Raul Seixas. Acho que até em Mauá (RJ) e Pirinópolis (GO) esse tipo de bicho grilo já foi extinto. E assim a fama de galã conquistador vai virando fumaça... Afinal, que mulher pode levar a sério um sujeito daqueles? Não vale apostar em Donatela, que está carente. Sem contar que com aquela fantasia de Barbie loura gigante não dá para seduzir ninguém.
Sei não, mas do jeito que as coisas andam, periga Zé acabar sendo abduzido pelos ETs de Os Mutantes.

Pelo menos Ângela Vieira paga um mico menor. Só entra em cena para dizer duas ou três frases: "Deseja alguma coisa, dr. Gonçalo?", "Sim, dr. Gonçalo" e "Pode entrar". Depois, sua secretária, que prometia no início da trama guardar mil segredos, some por vários capítulos, e ninguém lembra mais do estranho fato cronólogico de ela ser mãe do garanhão Damião.

Rosi Campos também não chega a ter meia página de texto. A editora do jornal onde Zé Bob trabalha entra e sai afobada da redação como se fosse ordenar a qualquer momento: "Parem as máquinas!". Mas sua função é apenas pautar para as matérias mais díspares (de seqüestros a arranjos de mesa) e reclamar de Zé Bob, repórter e super-homem da trama. Incrível como as novelas passam uma visão estereotipada dos jornalistas, sempre meio bobos, exagerados, impetuosos, fazendo papel de polícia, quando não são ricos e cheios do glamour da Lady Kate...

Por último, mas não menos importante, uma constatação que a turma do Casseta & Planeta explora tão bem: Dodi é fanho! Ou vive com o nariz entupido para falar daquele jeito, como se estivesse com um ovo na boca. E tem um espaço para Tarcísio, Angela Vieira, Rosi Campos e Zé Mayer nenhum botar defeito!!!

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22/09: Nem tudo é azul na praia das três irmãs

Postado por: pmoreira
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17:54:03
Adorava Annette Funicello e Frankie Avalon naqueles datadíssimos filmes sixties na praia. Tudo tão irreal... Mas, ao mesmo tempo, tão atraente! Cabelos cheios de laquê e maquiagem de novela mexicana num luau cenográfico, de beijos discretíssimos e baladinhas um ponto abaixo das do Robbie Williams.

Aí, veio Antonio Calmon com o Menino do Rio Nos Embalos de Ipanema, namorando a Garota Dourada. Surfe made in Brasil, canções – mais dançantes - de praia, conflitos existenciais anos 80, com pinceladas de sexo, drogas e rock’n’roll de Ritchie, Lobão e cia. Dava pra divertir.

E o que era filme virou novela. Top Model, Vamp, Sex Appeal, Corpo Dourado... A praia invadiu sua TV. Reincidência de meninas bonitas, adolescentes surfistas, namoros e mais namoros tão enrolados quanto calientes. Fórmula simpática. Que foi se desgastando, desgastando... Enquanto os atores teen foram crescendo.

Hoje tem Três Irmãs, às sete na Globo. Carolina Dieckmann, aquela lourinha bochechuda que estreou em Sex Appeal, em 93, agora exibe cabelão descolorido, frisado, bem menina do Rio. Mas já fez 30 anos e é mãe de dois filhos.

Marcello Novaes e Marcos Palmeira pegam uma onda nessa praia juvenil, onde só faltou Kadu Moliterno – eterno surfista, como parece ser o futuro de Paulinho Vilhena. Ao mesmo tempo, Cláudia Abreu e Bruno Garcia não convencem como pais de adolescentes. O tom de comédia fica perdido na areia. E o drama mergulha no exagero. Vera Holtz e Meryl Streep, tudo a ver. Vera tem um quê de Cruela que mata dálmatas e veste Prada.

Falando em moda... O que fizeram com o figurino de Regina Duarte? Uma hora ela lembra uma Mary Poppins tupiniquim, com direito a maleta e guarda-chuva semelhantes aos de Julie Andrews no filme dos anos 60. Outra hora, aparece como cigana, freira, faxineira... Muita fantasia para pouco mistério!

E o que é José Wilker ressuscitando o Vadinho, de Dona Flor e Seus Dois Maridos? Fantasma camarada que vem do outro mundo dar uma forcinha à sua mulher, Ana Rosa...

Na Praia Azul das sete não rola nada do tipo "garota, eu vou pra Califórnia viver a vida sobre as ondas". Mas "garotinha vem aqui que eu te levo pro Havaí, leva o teu chapéu de palha que eu te levo pra Austrália". Não sou saudosista. Os anos 80 ficaram onde tinham que ficar: no passado. Mas também não precisava avacalhar. Talvez por isso, o tema que antecede cada capítulo seja o "sambinha" Don´t worry, be happy (Não se chateie, seja feliz). Não custa tentar!

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16/09: Samambaia, falar para quê?

Postado por: pmoreira
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17:24:09
Que mulher-fruta que nada! Bem antes da invasão de melancias, melões, maçãs e moranguinhos que dançam funk, uma outra fêmea, do reino vegetal, já enfeitava a nossa praia. Mulher Samambaia brotou no Pânico na TV há uns quatro anos. De lá para cá, a modelo Danielle Souza, que entrava muda e saía calada, cresceu, trocou a folhagem algumas vezes e ganhou até o direito de falar. Mas aí é que está o perigo... Enquanto ficava apenas num cantinho do palco, limitando-se à sua mera condição de ornamento, a beldade garantia a preservação da espécie. Agora, está muito saliente!

No último domingo, despida do minúsculo biquíni de folhas, Samambaia molhava seu exuberante xaxim numa praia de nudismo, ao lado do desinibido Christian Pior (Evandro Santo). Era areia demais para o jardim do Éden dos peladões. Praticamente uma covardia com os naturistas (é assim que eles se chamam), que não exibiam a mesma boa forma da musa botânica. Porém, quando Samambaia abria a boca, qualquer peladão invejoso podia se sentir vingado. Só sai abobrinha! Desse jeito, a moça ainda perde o viço, além de deixar verdes de raiva aqueles que não gostam de plantas. Para não correr o risco de ser podada, vamos combinar: melhor ficar quietinha num vaso.

Nada contra a Samambaia, não. Até porque ela tem lá sua função. A idéia do Pânico ao criar a personagem foi satirizar as assistentes de palco, que só aparecem nos programas de auditório para enfeitar e não precisam abrir a boca mesmo. Pelo menos nisso o humorístico nunca enganou o consumidor: assume a apelação por mulheres bonitas e gostosas – ainda tem a Sabrina e as panicats, todas elas ostentando muitas curvas com pouquíssima roupa, uma combinação que levanta qualquer ibope. Então, ninguém precisa ir ao Procon para reclamar de má-fé, nem da falta de inteligência ou de talento das moças.

Na verdade, pensando bem, a presença das beldades pode ser até solução, já que desvia o foco da atenção dos marmanjos. Se a turma reparar direitinho, Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Silvio Santos (Wellington Muniz) já não têm a mesma graça e funcionam à meia-boca. A dupla não surpreende mais. Tudo o que fazem é previsível, inclusive as grosserias com os artistas. Querem saber? Sou mais o abobalhado César Polvilho!

E você, qual é o seu personagem preferido?


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08/09: Socorro! Chama o Ultraman!

Postado por: pmoreira
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20:00:44
O povo inteiro sabe que ser abduzido é a coisa mais comum do mundo. De repente, a pessoa está andando na praia, na maior paz, e... zapping! Um disco voador se aproxima numa velocidade extraordinária, vindo sabe-se lá de onde, e lança na direção daquele raro espécime humano um raio, com uma luz intensa, que suga a vítima para o interior da nave. Fantasia de ufólogo frustrado que levou pau no exame da Nasa? Alucinação de um bicho-grilo que consumiu mais substâncias químicas proibidas do que seu pobre organismo pode suportar? Não, isso tudo é coisa de novela mesmo. E saiu da privilegiada cabeça de Tiago Santiago, autor da novela Os Mutantes – Caminhos do Coração, exibida na Record.

No capítulo desta quinta-feira, Cassandra (Angelina Muniz) será abduzida quando estiver namorando João (Raul Gazolla), na praia. A cena é um repeteco do que aconteceu semana passada, quando a vítima foi Guiga (Eduardo Lago), na mesma situação. Ele estava lá no bem-bom com Érica (Andréa Avancini) e foi atingido por um raio de luz. Parece que o esporte preferido dos alienígenas é separar casais apaixonados. Mas de uma coisa ninguém pode acusar o autor: ele encontrou um método infalível para livrar a trama do excesso de peso. Traduzindo: de personagens a passeio. E ele nem precisa dar desculpas a críticos e jornalistas. A culpa é dos ETs.

Vamos combinar! Com tantos mutantes na história, um humano a menos não faz a menor diferença. Talvez o extermínio em massa seja a solução. Que tal? Mas restaria ainda um problema: como eliminar as inúmeras criaturas que se dividem entre a legião do Bem e a do Mal e que se digladiam em qualquer esquina ou ilha deserta? Há homem de luz, fada, vampiros, menino-lobo, mulher invisível, gente com poderes telepáticos... Qualquer semelhança com os X-Men ou com a série Heroes é pura gozação.

Mas a coleção de aberrações aumentou nas últimas semanas com a chegada ao planeta (será mesmo a Terra?) dos reptilianos. Os estranhos e malévolos alienígenas lembram um pouco os igualmente pérfidos (e não menos ridículos) Incas Venusianos, da série National Kid. Apesar de patético, o super-herói japonês e seus inimigos tinham mais charme e glamour naqueles idos das décadas de 60 e 70. Já os seres da novela... Na verdade, melhor do que Kid só mesmo outro extraordinário nipônico, o Ultraman, que dava cabo dos monstros de borracha que destruíam a Tóquio de isopor e papelão. Um show!

Taí um bom personagem - um clone, quem sabe - para o autor introduzir no universo bizarro de Os Mutantes, dar um desfecho épico nessa guerra dos mundos de quinto escalão e devolver a santa paz aos telespectadores. Para aniquilar tanto monstrengo, só chamando o Ultraman! Mas chama rápido, antes que essas criaturas afugentem até os fãs do gênero.

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03/09: Caiu no 'Superpop' é peixe. Ou fruta!

Postado por: pmoreira
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18:35:13
Não é de hoje que o Superpop, de Luciana Gimenez, abre suas portas para mulheres frutas - aquelas que dançam funk - e outras similares, sem talento específico, que só desejam divulgar o tamanho de seus atributos físicos para entrar no Guiness. Na feira livre em que se transformou o programa da RedeTV!, uma desconhecida convidada deu as caras por lá no início desta semana em busca de projeção, como todas as outras que passam pela atração. Acompanhada do marido, a moça foi para a frente das câmeras chorar as pitangas porque um vídeo em que ela aparecia transando com um ex-namorado caiu na rede. E aí, já sabe, caiu na rede é... peixe! Mas isso acontece até com as melhores famílias.

Acontece que a fantástica história da universitária Marilyn Renata, de 22 anos, e seu marido, o doutor Kit (se é que o nome dele é esse mesmo), de 50 e tantos anos – que confessaram fazer swing, ou seja, praticam sexo com outro casal ou mais uma pessoa – não sensibilizou os debatedores do programa, mas mexeu com os telespectadores. Entre outras coisas, o médico disse que gostava de ver a mulher deitando e rolando com outros homens. Gosto não se discute, não é mesmo? Porém, posando de vítimas, os dois diziam-se revoltados com o vazamento do tal vídeo. O que não dava para entender é por que a dupla foi ao programa fazer ainda mais alarde. Tudo o que a vítima de um golpe desses deseja é evitar mais exposição, recolher-se ao silêncio, ficar na moita. E tentar reparar o dano à imagem procurando a Justiça. Alguma coisa não se encaixava. Por que ir logo para uma arena televisiva lavar roupa suja? A resposta para essa charada veio no fim do programa, quando Marilyn Renata deixou o endereço de seu site.

Horas após a entrevista do casal e no dia seguinte, uma enxurrada de mensagens postadas por internautas que assistiram ao programa invadiram os sites de sexo e similares. Em sua maioria, os textos fazem comentários nada elogiosos (na verdade, depende do ponto de vista!) sobre o casal, e esse blog não se atreve a reproduzir. Alguns garantem já ter tido o prazer do contato, digamos, íntimo com a moça nos tempos em que ela morava em Camboriú, famoso balneário de Santa Catarina, onde as virtudes de Marilyn seriam muito conhecidas. Os sites mostram fotos da estudante de direito como ela veio ao mundo e oferecem links para homepages de sexo explícito, com imagens ainda mais calientes da jovem. Um deles afirma que a moça já teria feito 13 filmes pornôs e que a participação no Superpop seria parte da promoção de um novo vídeo da coleção Brasileirinhas. É esperar para ver!

Ah, sim. O site de Marilyn é qualquer nota. Disponibiliza fotos e imagens nas quais ela aparece bem desinibida. Mas, para dar uma espiadinha no material, é preciso meter a mão no bolso... e fazer uma assinatura. Por um mês de acesso e prazer solitário, o assinante superpremium paga a módica quantia de R$ 88, com direito a um encontro exclusivo e mais dois em conjunto (outros taradões) com a moça. Muita calma nessa hora! Os encontros são via webcam, mas ela promete fazer tudinho o que você quiser! Vai encarar?

 A pergunta que não cala: Será que a produção do Superpop não checou a história, a procedência e a atividade dessa moça? Se ela faz mesmo faculdade como afirmou, isso ninguém mais quer saber. O que importa é que ela fez direito, lá isso fez!

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28/08: Quem tem medo de Maisa?

Postado por: pmoreira
6 Comentários
19:04:44
Toda família tem uma criança que vira o centro das atenções em festinhas e enche os pais de orgulho. Além de deixar outros tantos parentes de cabelo em pé. A criaturinha canta, dança, sapateia e dá respostas tão desconcertantes àquela tia chata criada em colégio de freiras e defensora da enciclopédia Barsa que é quase impossível não achar graça. Quando os pais descobrem que esse potencial histriônico pode ser canalizado para o meio artístico, pronto: é meio caminho andado para os prodígios baterem à porta de uma TV. Não sei se essa é exatamente a história de Maisa Silva - a menina de 6 anos que apresenta o programa Sábado animado, no SBT - mas se não for, deve ser bem parecida.

Maisa é um fenômeno na TV e na internet. As pérolas que ela diz no programa vão parar imediatamente nos blogs e nos vídeos do YouTube. A menina que mal saiu das fraldas é tão espertinha que debocha de um telespectador mirim, pouco mais velho do que ela, só porque ele não consegue dizer “Alô” sem sotaque. É ouvir “alórrrr” e Maisa cai na gargalhada. Mas a paciência dela é proporcional ao seu tamanho. Ela reclama de quem telefona com a voz desanimada, se irrita com quem só pede para ganhar o videogame PlayStation e, pondo a mão no ouvido, avisa que não é surda quando alguém fala mais alto.

E tem mais. Quando tropeça no palco, Maisa surpreende com um “tô bêbada”. Dia desses, parou no meio do programa para ajeitar o microfone, que tinha caído, atrás do vestido. Diante de uma certa dificuldade, ela pediu à diretora: ”Posso colocar... na bunda?”. Que fofa! Nem Silvio Santos, o patrão que decidiu pegar carona no sucesso da pequena estrela, tornando-a uma atração fixa de seu programa dominical, escapa da troça. No último domingo, o maior animador de auditório do país e dono do SBT acabou pagando o pato: Maisa o chamou de idoso e deu o golpe final, dizendo que ele tem pés-de-galinha. Que mico Silvio não paga para amealhar uns míseros pontinhos de audiência, não é mesmo?

Por isso, digo: essa menina é um perigo. Não encarava Maisa diante de uma platéia nem se Silvio Santos me entregasse a chave do Baú. Ninguém sabe o que aquele rostinho angelical é capaz de aprontar. Só se sabe o que as câmeras mostram: ela fala o que lhe dá na veneta, ou como ela mesmo definiu, fala mais rápido do que pensa. É por essas e outras que Silvio deve ter proibido Maisa de dar entrevistas. Faz sentido. Mas logo logo o patrão libera a falastrona por razões comerciais... Afinal, ela virou até boneca!

Boneca? Sei não, mas, às vezes, dá impressão de que Maisa é a própria boneca. Aquela que possui nas costas uma cordinha que, quando acionada, faz com que ela reproduza algumas gracinhas previamente gravadas. Uns devem enxergar a menina como um clone de Shirley Temple, a atriz americana que ganhou fama ainda criança. Mas existe uma outra corrente, da qual fazem parte os humoristas do CQC, da Band, que aposta numa tese surpreendente: Maisa é uma anã disfarçada. Que maldade! Pensando bem, com aquela postura de adulto que não cresceu, dá para desconfiar. E você, em qual das versões acredita?

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25/08: Fim de festa

Postado por: pmoreira
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18:12:05
No apagar das luzes dos Jogos Olímpicos, só rindo para não chorar do fiasco do Brasil em Pequim. E a versão do Zorra total para tanta decepção, se não foi politicamente correta, pelo menos ficou no mesmo nível do desempenho de alguns atletas. A culpa dos vexames é... do Zeca Pimenteira (Jeovane Nunes), aquele personagem que só anda de preto e bota olho grande em tudo. Foi ele quem urubuzou as participações de Diego Hypólito, Jade Barbosa, Daiane dos Santos e Jadel Gergório. E ainda confessou que sempre quis ter uma vara igual a da Fabiana Murer. Só podia dar no (vareio) que deu! Que uruca!
Na certa, o urubuzento deve ter visto também os saltos do cavaleiro Rodrigo Pessoa, a seleção do Dunga contra a Argentina, a triste decisão entre Brasil e Estados Unidos no futebol feminino, os jogos das duplas masculina e feminina de vôlei de praia e a final entre Brasil e EUA no vôlei masculino. É, vai ver que foi azar mesmo!
Ainda bem que Zeca disse ter dormido na noite em que César Cielo ganhou o ouro na natação! O agourento também deve ter cochilado em serviço quando a saltadora Maurren Maggi e as meninas superpoderosas do vôlei conquistaram a medalha dourada. Pé de pato, mangalô, três vezes! Xô, azarento!
Para quem é supersticioso, deve ser um alívio acreditar que tudo não passou de falta de sorte e rir do que não tem explicação. Falando sério: essa jornada brasileira em Pequim só pode mesmo ser levada na brincadeira.

CHATO DE GALOCHA – E o Repórter Corujinha, do Pânico na TV, atacou novamente. Ligou no meio da madrugada para os comentaristas Neto e Oscar Roberto de Godoy (de novo!), ambos da Band, para saber se eles estavam assistindo à Olimpíada. Dos dois ouviu impropérios que não podem ser reproduzidos nesse espaço, só se tivesse o efeito eletrônico da TV, aquele que faz “piiiii” e encobre o som de palavrões como “vai tomar no... (piiiii)!!!!! Desta vez, munido de um megafone, o personagem ainda inventou de acordar os moradores de um prédio nos Jardins, bairro bacana de São Paulo. Deu polícia e tudo! Sei não, mas esse Corujinha ainda vai acabar depenado.

URUCA – Na final do vôlei masculino, Luciano do Valle, desesperado, deu uma de Zeca Pimenteira para que o Brasil empatasse o set contra os EUA. “Estamos pertinho, mais um bloqueiozinho, um errozinho dos americanos, sei lá eu”, apelou o narrador da Band.

NO CHÂO – Por sua vez, Galvão Bueno, na Globo, secava os saques do americano Stanley, que mandava um torpedo que caía sempre nos limites da área brasileira. “Jogando forte assim, vai furar a quadra do outro lado”, disparou.

PÉROLAS – De Luciano do Valle, durante a final do vôlei feminino entre Brasil x EUA, falando sobre fundamentos do esporte como o passe e o levantamento: “O voleibol é quase uma ciência exata”. Como assim?

Outra do Luciano, no mesmo jogo, referindo-se à técnica dos EUA Lan Ping, quando o Brasil vencia o set por 22 a 12: “A chinesa está até bebendo água. Está fervendo a cabeça dela!”

De Galvão Bueno, no mesmo jogo, quando Brasil e EUA empatavam o quarto set em 21 a 21: “Quem tiver problema de coração que deixe a sala”.

SÓSIA – Vem cá: a técnica chinesa Lan Ping, dos EUA, não é a cara da Doutora Lorca (Fabiana Karla) do Zorra?

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