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O BILHETE ÚNICO COMEÇOU A VIGORAR

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Prezados leitores, desculpem-me pela demora na atualização deste blog, mas eu estava em viagem de férias e somente hoje estou retornando às minhas atividades profissionais. Cheguei e me deparei com o início da operação do sistema de cobrança do bilhete único, na última segunda-feira. Antes tarde do que nunca. Os jornais noticiaram que houve falhas durante os testes, fato que não impediu o lançamento do bilhete único na Região Metropolitana, com a integração de vinte mil ônibus municipais e intermunicipais, barcas, trens, metrô e vans intermunicipais legalizadas. O bilhete único custa 4,40, tem duração para o máximo de duas horas e serve para todas as viagens intermunicipais que usarem até dois meios de transporte, sendo que um dos embarques deve ser feito em ônibus. Acho que foi um avanço na área de transporte público e espero que dê realmente certo e, mais adiante, o sistema possa ser estendido também para as viagens somente dentro do município do Rio de Janeiro. Vamos aguardar os primeiros trinta dias da operação do sistema para avaliarmos os primeiros resultados e conhecer a opinião da população. Certamente, falhas ocorrerão e ajustes e correções serão necessárias, por isso, o primeiro mês será fundamental para o sucesso do bilhete único.

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ONDE ESTÁ O SEMÁFORO?

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A prefeitura do Rio de Janeiro vem substituindo os semáforos antigos por semáforos modernos de LED, principalmente, na Zona Sul. LED é a sigla para o termo Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz, em português. Esses semáforos de LED possuem pequenas luzes com diodos semicondutores com alta capacidade de emitir energia luminosa, produzidos a partir de elementos como silício e germânio, ou sais como arseneto de gálio e fosfeto de gálio. Os semáforos de LED combinam redução de energia consumida dos sinais luminosos, de 80 a 90% de economia, e diminuição na frequência das manutenções dos semáforos, pois duram 25 vezes mais que as lâmpadas comuns, cerca de 100 mil horas.
Ótima iniciativa da prefeitura, mas falta ainda o investimento no sistema inteligente para gerenciamento de tráfego e controle do sincronismo desses semáforos. Deixa esse assunto para outra oportunidade.
Em Copacabana, tenho percebido que a troca pelos semáforos de LED foram realizadas em quase todos os cruzamentos, mas, ao mesmo tempo, reparei que alguns semáforos verticais laterais, aqueles que ficam ao lado das vias, estão sumindo. Por que isso está ocorrendo? Os semáforos verticais laterais são importantes para os motoristas e somente seriam dispensáveis se os semáforos suspensos estiverem posicionados de forma que os primeiros veículos parados antes da faixa possam visualizá-los sem esforço. Isso não ocorre com frequencia, pois encontro diversos semáforos suspensos posicionados sobre a faixa de pedestre, impedindo a visão do motorista parado na primeira fila. Veja a foto acima, foi tirada com o carro parado na primeira fila, no cruzamento entre a av. Maracanã e a rua Barão de Mesquita, na Tijuca. Não há visão do semáforo suspenso. Na outra foto, no cruzamento da rua Djalma Ulrich com a av. N. S. de Copacabana, em Copacabana, não existe o semáforo lateral vertical do lado esquerdo, somente o do lado direito.
Como os semáforos de LED são bastante visíveis, em qualquer circunstância de tempo, talvez a prefeitura esteja preferindo economizar, instalando somente os semáforos de LED suspensos, já que o investimento é alto nesse tipo de semáforo, suprimindo, assim, os semáforos laterais verticais. O que você acha disso?

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SOCORRO, APARTAMENTOS PRONTOS SOB O VIADUTO DA LINHA 1A DO METRÔ


Como passo todos os dias pela Radial Oeste, em direção à Tijuca, tive a oportunidade de acompanhar, nos últimos meses, a belíssima obra de construção do viaduto da Linha 1A do Metrô do Rio. A obra ficou pronta dentro do prazo estabelecido e o resultado ficou muito bom, com um excelente visual, tudo limpo e bem acabado. Até aí, tudo bem, mas tem um problema que não deve ter sido previsto: os espaços embaixo do viaduto estão perfeitos para se transformar em moradia de mendigos e desocupados. São verdadeiros "apartamentos de primeira locação", prontos para morar, faltando apenas o "habite-se". Infelizmente, essa é a realidade da Cidade Maravilhosa, pois qualquer espaço coberto e protegido vira abrigo e moradia para a população de rua. Ontem, mesmo, já avistei um sujeito dormindo embaixo do viaduto, ainda sem montar acampamento. Penso que a prefeitura deve agir rapidamente, colocando grades no local, senão aquela área ficará terrível e, depois que o problema estiver instalado, será difícil a remoção da favela que ali crescerá. Imaginem o que poderá acontecer naquela região! Alô, prefeitura, vamos agir!

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O TRÂNSITO MAIS ASSASSINO DO MUNDO


Em 2004, escrevi um artigo no JB, intitulado "Estradas Assassinas", que tratava justamente do alto número de acidentes nas rodovias brasileiras. Eu disse, há seis anos, que, quando um avião comercial, Boeing ou Airbus, sofre um acidente, são mortas dezenas de pessoas ao mesmo tempo e todos os jornais colocam a notícia em manchetes, sensibilizando e chocando a todos. Por outro lado, quando ônibus, caminhões e automóveis são envolvidos diariamente em acidentes em nossas rodovias e no trânsito das grandes cidades, os jornais noticiam alguns deles e as pessoas consideram tais acidentes como fatos corriqueiros.

Estamos em 2010 e a situação piorou muito, pois os acidentes continuam e as rodovias, as vias urbanas, as sinalizações, as fiscalizações e as punições continuam as mesmas, ou ficaram também piores, pois o Brasil é campeão mundial em vítimas de trãnsito, conforme mostrou uma reportagem jornalística recente.

No Brasil, de 1990 à 2008, ocorreram, em média, na aviação civil, "apenas" 99 mortes por ano. Essa média está alta devido aos três acidentes ocorridos com aviões de grande porte, Focker 100 da TAM (99 mortes), em 1996, Boeing da GOL (154 mortes), em 2006 e Airbus da TAM (199 mortes), em 2007, que, juntos, mataram 452 pessoas.

Em contraposição, de 2002 à 2008, morreram 247.722 pessoas no trânsito brasileiro, segundo fontes oficiais do governo. Esse número corresponde a cerca de 97 pessoas mortas por dia, em média, enquanto a aviação matou 111 pessoas, em média, no mesmo período, de 2002 à 2008. Em resumo, o trânsito vem matando cerca de 4 pessoas por hora, ou uma morte a cada 15 minutos. Isso corresponde à queda de um Boeing ou Airbus a cada 2 dias.

Esses acidentes podem ser atribuídos a quatro razões fundamentais: estradas mal conservadas, sinalização deficiente, falta de policiamento e gerenciamento de tráfego ineficaz. A malha rodoviária brasileira é um exemplo de desleixo com o dinheiro do contribuinte e de malversação do patrimônio público, principalmente por parte da classe política.

O trânsito brasileiro, segundo uma recente matéria de um jornal carioca, em média, vem matando o mesmo que a Guerra do Iraque e 80% mais que o terrorismo mundial. Esse trânsito assassino supera em 10 vezes as mortes ocorridas na gerra civil de Angola.

Os números acima deveriam sensibilizar a todos os brasileiros, principalmente àqueles que têm o poder de mudar esta situação. Diante da magnitude do problema, as ações deveriam ser iniciadas imediatamente, independentemente de correntes político-partidárias, pois estamos falando de um gravíssimo caso de saúde pública e de seres humanos que correm risco de morte, todos os dias.

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ESPERTEZA E IMPUNIDADE NAS RODOVIAS

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Inicialmente, quero desejar a todos os estimados leitores e participantes deste blog um ano novo com paz, saúde e felicidade. Desejo também que a nossa cidade e o nosso país experimentem um longo período de prosperidade e desenvolvimento econômico, social e ambiental, além de superar todos os gravíssimos problemas de pobreza, insegurança pública e corrupção política. Para isso, a nossa participação é fundamental, de todas as formas lícitas e sadias póssíveis, com o exercício pleno da cidadania, exigindo sempre os nossos direitos como eleitores e pagadores de tributos.
Então, dando prosseguimento à nossa luta permanente para a melhoria do trânsito e transporte público nas cidades brasileiras, quero registrar aqui, mais uma vez, a impunidade que reina nas rodovias brasileiras, especialmente, nos perímetros urbanos das grandes cidades, com relação ao insano e inadmissível tráfego nos acostamentos, quando há congestionamentos causados por obras ou acidentes.
Ontem, na volta do feriadão do reveillon, a bandalha correu solta na Via Dutra, na altura de Porto Real e Resende, onde há uma obra da concessionária Nova Dutra e uma das pista está interrompida. Levei cerca de uma hora e quinze para percorrer um trecho de cinco quilômetros e fiquei, mais uma vez, revoltado em assistir os "espertos" motoristas trafegando pelo acostamento, muitas vezes em alta velocidade. Houve casos muito interessantes, em que alguns motoristas de caminhões, também revoltados com as invasões, colocavam seus caminhões em meia pista do acostamento para impedir a passagem desses "espertos". Inacreditavelmente, os "espertos" buzinavam e piscavam os faróis para pedir passagem, pois queriam invadir o acostamento de qualquer forma. Será que eles se acham melhores que a maioria dos motoristas que estão corretamente nas pistas? Por que as concessionárias não colocam bloqueios nos acostamentos, nas proximidades das obras, para impedir essa imperdoável prática? Por que não aparece a Polícia Rodoviária, nessas horas? A propósito, eu raramente encontro carros da Polícia Rodoviária na Rodovia Presidente Dutra, nem mesmo nos postos policiais. Ontem, viajei de Resende ao Rio de Janeiro e não percebi uma única viatura da Polícia Rodoviária. É assim mesmo? A quem interessa essa bandalha? Quem paga esse irrecuperável tempo perdido?
Gostei muito da atitude daquele motorista de caminhão, que tentou impedir a invasão do acostamento, pelo menos durante alguns minutos. Acho que as empresas de ônibus, as transportadoras rodoviárias e os caminhoneiros deveriam ser incentivados a proceder assim, já que a Polícia Rodoviária e as concessionárias não cumprem seus papéis. Está certo, lógico que não, mas qual seria a solução, então? Lamentavelmente, esse "filme" deve ter passado em todas as rodovias do país.

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ABSURDO, VEÍCULO ESTACIONADO NA CICLOVIA!

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Hoje, 26 de dezembro, às 13h48m, encontrei um carro estacionado, trancado e freiado, em plena ciclovia da Rua Francisco Otaviano, em Copacabana. O carro era o Fiat Idea, placa de Belo Horizonte, HJJ-9585 (ver a foto acima, tirada por mim). Essa é mais uma cena da "certeza da impunidade" que reina na Cidade Maravilhosa, apesar de todo o esforço da prefeitura com o Choque de Ordem. Eu estava de bicicleta e fiquei indignado com a lamentável cena e logo parei para perguntar às pessoas das lojas em frente sobre o dono do veículo. Ninguém sabia. Logo, pararam outros ciclistas, também revoltados. Não havia polícia por perto. Então, liguei para o Choque de Ordem, tel. 153, e relatei o fato. Cerca de 10 minutos depois, chegou a caminhonete do Choque de Ordem. Nesse mesmo momento, o dono do veículo também chegou, com a mulher e dois filhos. Eles tinham estacionado ali para fazer compras. Inacreditável! Os agentes do Choque de Ordem disseram que multariam o veículo. Nada pediram ao motorista, nem o repreenderam. Eu e outro ciclista tomamos a iniciativa de interpelar o infrator, que, surpreendentemente, era um turista estrangeiro, que nada falava de português. Então, passei uma descompostura no infrator, em inglês, dizendo a ele que aquilo era uma ciclovia e que em seu país ele não faria isso etc e tal. Ele nada respondeu e deixou o local rapidamente, sem ser importunado pelos agentes da prefeitura. Tudo isso demorou cerca de 15 minutos e não passou ali sequer um carro da PM. Certamente, em qualquer cidade européia ou americana essa infração não ficaria impune e o infrator seria levado a uma delegacia ou receberia uma multa no ato. Lamentável a atuação dos despreparados e desinteressados agentes da prefeitura!

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