PARABÉNS AOS PROFESSORES PELO DIA DE HOJE
Repensando o ato de educar
Certa vez, ouvi de um professor, num início de ano letivo quando foi indicado como professor de uma classe: “que bom que ganhei essa turma, até porque já os coloquei (ele falava dos alunos da turma) DO MEU JEITO.”
Penso que, se pretendemos educar, precisamos romper com esse exercício narcísico. Um educador quer seja ele pai, mãe, professor, não pode querer SER TUDO para a criança. Isso dificulta seu percurso (o dela) e impede a difícil passagem do sujeito REPRODUTOR (ator, eu imito, eu REPITO, próprio dos pequeninos) para o sujeito PRODUTOR (autor, eu CRIO).
Frei Betto diz em um de seus escritos: “Todas as crianças são convencidas de que, entregue nas mãos delas, o mundo seria bem melhor, pois nenhuma delas suporta ver o semelhante com fome, na miséria ou vítima de guerras”. Pensando nisso fiz uma correlação. Educar uma criança supõe também ensiná-la a educar.
Será que esse mundo, esse em que vivemos, é tão perfeito que devemos colocar nossa criança assim, tão “DO MEU JEITO”? Não será possível um outro jeito?
Certa vez, ouvi de um professor, num início de ano letivo quando foi indicado como professor de uma classe: “que bom que ganhei essa turma, até porque já os coloquei (ele falava dos alunos da turma) DO MEU JEITO.”
Penso que, se pretendemos educar, precisamos romper com esse exercício narcísico. Um educador quer seja ele pai, mãe, professor, não pode querer SER TUDO para a criança. Isso dificulta seu percurso (o dela) e impede a difícil passagem do sujeito REPRODUTOR (ator, eu imito, eu REPITO, próprio dos pequeninos) para o sujeito PRODUTOR (autor, eu CRIO).
Frei Betto diz em um de seus escritos: “Todas as crianças são convencidas de que, entregue nas mãos delas, o mundo seria bem melhor, pois nenhuma delas suporta ver o semelhante com fome, na miséria ou vítima de guerras”. Pensando nisso fiz uma correlação. Educar uma criança supõe também ensiná-la a educar.
Será que esse mundo, esse em que vivemos, é tão perfeito que devemos colocar nossa criança assim, tão “DO MEU JEITO”? Não será possível um outro jeito?
