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Educação Sexual na Escola aos 7 anos?

Fiquei ausente por um tempo e peço desculpas aos meus leitores. Mas, estou de volta.
Sentei-me no último domingo à noite, aqui, diante da tela do computador para ver meus e-mails e acessar esse mundo virtual, buscar boa leitura e, claro, pensar um tema para colocar aqui.

Aí, escutei na TV o final da reportagem do programa Fantástico da Globo, que falava do projeto de inclusão de Educação Sexual nas Escolas para crianças a partir de SETE anos. Não vi a reportagem na íntegra, aliás, só assisti ao finalzinho, mas gostaria de colocar algumas impressões sobre o tema.

Quando vejo a imprensa fazendo esse tipo de reportagem, de tema tão delicado e quase sempre de forma um tanto superficial, fico preocupada. O poder da imprensa é muito grande. Ela é definitivamente formadora de opinião. Estou convencida de que ela é o quarto poder, em especial quando o recurso é um programa que entra na casa das pessoas, com essa cara de verdade, como é o caso do programa a que me refiro.

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Realmente, há um projeto de lei tramitando em uma câmara municipal no Brasil sugerindo a inclusão de educação sexual nas escolas para crianças nessa faixa etária. Algo ainda muito embrionário. E qual o objetivo? Minimizar custos com gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis, abortos e coisas do gênero. Papel do Estado, a quem cabe , entre outras coisas, organizar a sociedade. Então, o Estado usa suas instituições para atingir seus objetivos. E usa a Escola, também.

Mas, será que em um país onde a educação básica está tão deficiente, numa Escola que precisa de reforma, que precisa de professores mais bem preparados e mais que isso, precisa de professores que recebam melhores salários para permitir que tenham um tempo livre para se dedicar a estudar, ler, se reciclar, se atualizar para entender o que está acontecendo no mundo fora dos muros da Escola, me pergunto.

Que tipo de educação sexual poderá essa Escola dar para crianças em tão tenra idade e de que forma?
• Será que nessa idade não seria melhor que se deixasse essa parte da educação a cargo das famílias?
• Não seria mais importante que se incentivasse uma infância mais longa, ao invés de dar mais estímulos para um tema que já está tão presente na vida infantil, a ponto de encurtá-la cada dia mais?
• Não seria melhor para o desenvolvimento das crianças, que elas aprendessem sobre a sua sexualidade, aos poucos, respeitando sua individualidade, sua curiosidade e o modelo familiar em que estão inseridas?
• Nessa idade, não seria melhor se respeitar as demandas individuais nesse tema?
. Não seria melhor o Estado se preocupar em dar melhores condições para que a criança brasileira viva a INFÂNCIA de forma mais verdadeira.


Não consigo me acostumar com essa tendência a se globalizar tudo. Além disso, esse país tem dimensões continentais e muitas diferenças culturais apesar dessa globalização, apesar da TV a cabo, apesar da Internet... E mais, os espaços familiares têm modelos diferentes uns dos outros, são espaços singulares.

Não acredito que, no momento, a implantação de um projeto desse tipo venha a produzir cidadãos melhores para o futuro do Brasil; E é esse o objetivo da Educação.

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Uma criança disputada por duas famílias - Consequências

Por um lado parece desumano. A mulher, que recentemente perdeu a filha, agora se afasta do neto, que certamente a confortava pela perda anterior. O menino foi levado pelo pai biológico.

Acompanhei pela imprensa o desenrolar do drama da criança disputada pelo pai biológico norte-americano e pela família materna brasileira. A decisão, “provisoriamente final”, foi tomada pela “Lei dos Homens”.

É assim. A moderna “Lei dos Homens” tem regras rígidas próprias. Quando a contrariamos, mesmo em nome do que achamos “justo”, estamos iniciando reações cujas conseqüências teremos, necessariamente, que arcar. Assim, quando eu, ser humano comum, resolvo criar a minha “justiça pessoal”, acabo por ter que arcar com todas as conseqüências dessa minha decisão.

Pelo que tomei conhecimento, através dos relatos da imprensa, a decisão unilateral da mãe do menino aparentemente criou uma situação inusitada. E é com base no informado pela imprensa que quero colocar algumas questões. Pensando na criança, não seria melhor ter saído daquele casamento, dentro do estabelecido pela Lei? Haveria sofrimento, sim. Sabemos dos reflexos que uma separação LITIGIOSA impõe a uma criança. Mas provavelmente não geraria esse drama, nem alcançaria a imprensa mundial da forma que alcançou.

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Quero fazer focar seu pensamento na criança. Vamos pensar na insegurança que sofreu com o afastamento das pessoas com quem vivia (avós, irmã, padrasto, tios, primos, colegas de escola) sendo transferida aos cuidados de pessoas provavelmente estranhas para ela.

Lá pelos 4/5 anos de idade, penso, ela também sofreu com a atitude anterior. Afastada do pai e das pessoas com quem fizera vínculos nos primeiros anos de vida, a criança veio para o Brasil, à época, lugar estranho para ela que vivera uma parte da infância em outro país.

Mas, aqui no Brasil perdeu a mãe. O que seria melhor agora? Sua educação deveria ser de responsabilidade do pai ou da família de sua mãe, já falecida? Se o caso não envolvesse fronteiras entre países, como tudo isso seria visto pelas pessoas? Se a criança morasse, por exemplo, em um bairro de São Paulo e o pai em outro bairro da mesma cidade; como analisaríamos o caso?

Não estou aqui em defesa de nenhuma das partes. Estou querendo fazer as pessoas adultas pensarem no quão pode ser perigosa uma ATITUDE IMPULSIVA, quando uma criança está envolvida. A mãe deve ter tido motivos para voltar para o Brasil. Não tenho informação sobre os motivos do afastamento do pai enquanto a criança era criada pela mãe.

Dentro de todo esse drama, o importante é que nós, adultos, saibamos tirar desse caso uma lição: Soluções baseadas numa “justiça pessoal”, acabam por gerar sofrimento mais adiante. Como gerou nesse caso. Incapazes de chegar a um acordo, as partes tiveram que recorrer à “Lei dos Homens”. E, nesse caso, será que a lei fez justiça?

As famílias envolvidas estão agindo e falando pelo CORAÇÃO. Compreensível.
A “Lei dos Homens” age e fala através da RAZÃO.

A emoção impediu o acordo amigável.
A razão decidiu.

Tomara que as duas famílias se entendam em benefício da saúde emocional da criança e da saúde das próprias famílias.

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MENSAGEM DE BOAS FESTAS

Para Você, um verso da música Ando Devagar, de Amir Sater.

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É tempo de recomeçar. Um Feliz Natal e um Bom Ano Novo pra Você.

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O Direito de me Indignar

Vou escrever aqui algumas linhas dirigidas principalmente aos jovens brasileiros. Esses jovens que brilham no Maracanã torcendo por uma de nossas grandes paixões – o futebol.

Tudo bem. Esporte é alegria, é motivo de prazer. Adoro ver a alegria que o futebol provoca nas pessoas e em especial nos jovens. No Rio, vivemos muito da praia, do samba e do futebol e até aí nada de errado. Brasileiros de todos os cantos do país participam dessa alegria. Isso também é muito bom.

Mas, convenhamos, amigos. Outra reforma no Maracanã!? Mas, não é uma reforma de manutenção, complementar à que foi feita para o PAN. Serão investidos quinhentos milhões de reais na obra do estádio para prepará-lo para a Copa de 2014. E essa vai ser a terceira obra realizada desde o ano 2000. Será que em tão pouco tempo há uma deterioração que resulte nesse nível de investimento? E eu pergunto. Vai haver uma outra reforma de mesmo porte para as Olimpíadas de 2016?

Permito-me o direito de me indignar e convido todos a pensar. Um país que precisa ainda de tanto investimento em educação, saúde e saneamento básico, dispor de tanto dinheiro para tão constantes reformas em apenas um estádio de futebol ! Talvez queiram me dizer que esse tipo de investimento produz retorno por que gera emprego, abre portas para o turismo e faz a economia se desenvolver. Será mesmo necessário tanto investimento para dar isso aos brasileiros?

Penso que há algo errado aí.

PS: NÃO DEIXE DE LER OS COMENTÁRIOS. ESTÃO MUITO PERTINENTES E PENSO COMPLEMENTAM MINHAS COLOCAÇÕES.

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Tem Vida Inteligente na TV

Comento às vezes aqui, que de vez em quando fico sem assunto. É natural. Já conversei com alguns colunistas e escritores, daqueles que têm que produzir regularmente um texto, por força do campo em que atuam, e eles têm a mesma sensação. Então, não estou sozinha.

Quando é assim, eu, aqui do meu espaço virtual, procuro contribuir de alguma forma para que os interessados no meu tema, que, aliás, não tem muito espaço (Você sabe Psicologia e Educação não têm o espaço que deveriam ter nos meios de comunicação), possam buscar outros campos de informação e aprendizagem.

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Vou contar pra Você o que tenho assistido nas noites de domingo na TV. Não sei como é nas TVs dos outros lugares, mas a TV Cultura exibe aqui, no Rio, às 23:00 horas, todo domingo, o programa Café Filosófico. Assisto a quase todos. Trata-se de uma série de encontros onde estão sendo discutidos os problemas do homem do mundo contemporâneo. Filósofos, Psicólogos, Psicoterapeutas, Sociólogos e outros especialistas são convidados a falar.

Nesse último domingo o tema foi “O que forma o sujeito hoje”, que discutiu a construção da identidade na atualidade e pincelou pontos fortes de programas anteriores que abordaram o tema; reflexões excelentes sobre valores que formam e guiam o ser humano e quem é o sujeito contemporâneo.

O público alvo do Café Filosófico, creio, são os profissionais da área humana. Mas, nesse domingo especialmente, as discussões tiveram uma linguagem muito simples, de acesso fácil, mesmo para leigos. Os especialistas disponibilizaram excelentes reflexões, especialmente para os interessados na formação das crianças e adolescentes.

Tem vida inteligente, sim, na TV. Se Você quiser, dá uma olhada... Depois me fala se gostou.


Obs. Pena que, conforme informado pelo primeiro leitor Edmar Ferreira que comenta este texto, o programa não é exibido em Minas Gerais.

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Aos amigos leitores

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Volta e meia, alguns leitores pedem informações sobre livros que eu tenha eventualmente editado. Sinto muito, mas não tenho nenhuma obra literária publicada. Minha única ligação com leitores é este blog e artigos pequenos que tenho publicado, mas que são de divulgação restrita.

Já me foi sugerido que eu publicasse os textos do blog Sobre Crianças e Adolescentes em formato de livro. Eu até gostaria. Mas isso necessitaria tempo livre para buscar os caminhos e lutar pelos espaços midiáticos. Infelizmente, minha atuação clínica não me dá tempo para isso. Ou talvez minha competência não me permita mais essa atuação.

Por enquanto, limito-me a publicar esses pequenos textos que divulgam o meu modo de pensar, minhas experiências sobre o comportamento humano e minha forma de ver as coisas da vida. Espero estar sendo útil.

Continuem contribuindo com seus comentários. Eles são muito úteis. Aprendo muito com eles e acredito que todos que acompanham os temas, igualmente aprendam.

E recomendo que sempre que os leitores tenham oportunidade de acessar meus textos, leiam os comentários. Há muitos deles de grande contribuição para nossas reflexões, especialmente "Sobre Crianças e Adolescentes".



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