Recebi um e-mail muito interessante passando uma série de quebra-cucas e jogos com ilusão de ótica; e junto veio algo que achei interessante e oportuno mostrar a Você. TENTE LER O TEXTO A SEGUIR:
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"Só pssaoes epsertas cnsoeugem ler itso. Eu não cnogseui acreidatr que relmanet pidoa etndeer o que etvsaa ldeno. O pdoer fnemoeanl da mntee huamna. De aorcdo com uma psqueisa da Unvireisadde de Cmabrigde, não ipmrota a odrem em que as lteras em uma plavara etsão, a úcina cisoa ipmotratne é que a piremira e a útimla ltreas etseajm no lguar ctreo. O rseto pdoe etasr uma ttaol bnauguça e vcoê adnia pdoreá ler sem perolbmea. Itso pruqoe a mtene haunma não lê cdaa lreta idnvidailuemtne, mas a pvrlaaa cmoo um tdoo. Ipessrinaonte hien? É e eu smrepe pnenesi que slortaerr era ipmorantte! Se vcoê pdoe ler itso pssae aidntae !!"
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Não foi tão difícil, foi? Não, não é que você seja um gênio... É que um cérebro saudável não soletra quando lê e sim lê a palavra como um todo. Interessante não?
Aí eu me lembrei dos estudos sobre o processo de alfabetização. Gosto muito dos pressupostos teóricos de Emilia Ferrero (pesquisadora Argentina) e sua equipe, sobre a construção da leitura e da escrita na criança.
Uma grande sacada dela é a idéia de que a criança precisa PENSAR a escrita para se alfabetizar; e que antes de ser alfabetizada ela já constrói sua IDÉIA sobre a escrita. Essa idéia construída não é responsável por todo o processo, mas é necessária para o desenvolvimento da alfabetização.
Emilia Ferrero disse que “por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que PENSA”.
Principalmente nas primeiras séries escolares, esse ser pensante tem que ser respeitado. Os "erros" ortográficos da criança podem ser trabalhados aos poucos. E esses "erros" demonstram uma construção. Afinal foi desse modo (com os erros) que a criança pensou. Aos poucos eles vão diminuindo. Diminuem por que a criança inicialmente está “apenas descobrindo a escrita”. Só depois ela começa a se preocupar com outras coisas como a ortografia.
Se a gente respeitar essa construção na criança talvez possamos criar melhores leitores e escritores. Talvez tenhamos menos adolescentes e alunos de curso universitário declarando “não gosto de ler nem de escrever”!!!!!!!! Universitários que não estão conseguindo desenvolver uma simples monografia. Que pagam para serem feitas por “profissionais de produção de monografias em série”; desses que foram recentemente denunciados pelos meios de comunicação. Esses universitários não sabem ler e por isso não são capazes de pesquisar. Não sabem pensar a escrita e assim não conseguem produzir o seu texto, se expressar. E aí, tome de COPIAR E COLAR (da Internet).
Os meios de comunicação até se esforçam para levar a atenção das crianças às feiras de livros. Agora mesmo, em Parati. Isso é bom. Mas, o que vemos nas escolas e nos consultórios são crianças que não têm o menor interesse pela palavra escrita.
25/06 - O Medo na Criança
22/06 - Um Fazer na Escola - Trabalhar no Varejo
19/06 - Criança Brasileira é a mais Estressada do Mundo
13/06 - Sexualidade na Infância
11/06 - Criança daz cada pergunta !!!
07/06 - Formar profissionais com Ensino à Distância. Isso é possível?
01/06 - Aula de "Escutatória" para pais e educadores
28/05 - Chega mais, chega mais - Projeto Carioquinha
28/05 - Impaciência e Explosão, em geral, ganham a batalha na educação
Role o mouse para ler os temas e dê suas sugestões
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25/06: O Medo na Criança
Preocupa-me muito essa questão porquanto estamos tendo muitos casos de “MEDO DE IR À ESCOLA”. Isso tem acontecido tanto com as crianças pequenas como com adolescentes. Crianças que se recusam a ir e cujos pais não conseguem sozinhos resolver. Esse tipo de problema algumas vezes precisa da avaliação de um profissional.
Mas, estou querendo falar da PREVENÇÃO.
Procure não subestimar nem ridicularizar a criança que surge com um medo e muito menos ignore-a, por mais “incoerente” que esse comportamento lhe pareça. Uma criança com medo necessita de compreensão. Vou me repetir. Sinto que às vezes me repito demais nesse tema. Mas, é importante conversar com a criança procurando perceber seus sentimentos (eu disse CONVERSAR – você fala e a OUVE TAMBÉM).
No caso da recusa em ir à escola tente perceber a causa. Converse com ela. Fale dos seus medos também. Faça a criança perceber que esse tipo de comportamento pode acontecer momentaneamente com qualquer pessoa. Não faça ela se sentir um ET. “Que bobagem, menino! Isso não existe! Medo de quê, garota!? Eu nunca vi uma coisa dessas?! Tá doido, faltar à escola! Quem já viu!?” Por outro lado lembre-se: se você criou uma rotina pro seu filho ir diariamente à escola, é porque a escola é importante, tá certo? Então você não pode dizer “tudo bem, então hoje você não precisa ir...” Afinal, a escola é importante ou não?
A acolhida é imprescindível, mas não a deixe faltar à aula. Se você ceder demais às pressões mais difícil será combater o problema e maior será a dificuldade da criança para vencê-lo. Converse com um profissional da escola em quem você confie. Se possível passe um tempo acompanhando seu filho ou sua filha à escola. Pare durante alguns dias de usar o ônibus escolar ou a ida com a babá, com a vizinha... Mas, mostre-se seguro e firme, pois a criança está sempre muito atenta e ligada à ansiedade dos pais. E joguinhos podem acontecer.
Se mesmo assim você perceber que uma fobia está instalada peça ajuda de um profissional.
Na verdade, não me espantei, apenas constatei. A notícia acrescenta que das vinte piores escolas de 4ª série do Estado do Rio de Janeiro, sete são CIEPS e fornece uma série de dados estatísticos sobre a educação pública no Brasil. Não sei se esse estudo é motivado por real preocupação com a educação ou se por motivos puramente políticos. Mas isso, nesse momento, não importa.
A maioria dos comentários dos leitores sobre a matéria é, aparentemente, de professores mostrando indignação por uma série de coisas que já são nossas velhas conhecidas: falta de investimento na carreira dos professores, péssimas condições de trabalho, salários baixos, etc... Pelos comentários, parece que os professores se sentem os únicos culpados por resultados dessa natureza.
Penso que, sendo a escola reconhecidamente reprodutora da sociedade, que por sua vez reproduz o desejo das classes dominantes, uma outra questão é constituinte desse caos que continua se instalando cada vez com mais força na educação brasileira. E não falo apenas da educação pública.
Escola é lugar de BUSCA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO, pelo menos essa continua sendo a ideologia que permeia a formação dos professores e os discursos em torno de educação. É o professor em essência a pessoa que promove a relação do aluno com o conhecimento. Você concorda? Aí eu me pergunto. Será que a sociedade brasileira (e não apenas a brasileira) está dando valor ao CONHECIMENTO? Será que as famílias, quando colocam seus filhos na escola, estão estimulando essa busca? Quem são essas famílias como aprendentes? E mais importante ainda, qual a história dos nossos professores como APRENDENTES?
Para o professor que tem garra e gosta do que faz, apesar de todas as dificuldades, eu recomendo TRABALHAR NO VAREJO investindo no afeto. É isso professor. Trabalhar nos espaços onde se possa alcançar mesmo que um pequeno grupo de alunos, três, dois, um aluno. Trabalhar no varejo e pensar menos no atacado. Mesmo com diretoria que pouco sabe de educação e o montão de especialistas que pouco colocam a mão na massa.
Ser professor é receber licença para professar, ou seja, ensinar uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina. Não é fácil, estando nesse lugar, lidar com uma escola que não tem um verdadeiro projeto, uma meta. A escola atual busca todo o tempo competição, garantia de acesso a emprego, riqueza, acesso fácil ao consumo desenfreado, individualismo, narcisismo, competição, competição, competição... e muito menos prazer pelo conhecimento.
Colaboração: Professora Maria Eunice Duarte

Cris Bispo, leitora do nosso blog, sugeriu a leitura de uma matéria interessante que foi divulgada no Folha on-line e que apresenta dados estatísticos mostrando que a criança brasileira é a mais ESTRESSADA do mundo. E ela pede minha opinião a respeito.
Agradeço a participação da leitora e convido Você a dar igualmente sugestões de temas. Se Você me der dicas de assuntos para abordar, nosso espaço vai ficar bem mais efetivo.
Se fôssemos buscar as causas internas do estresse infantil veríamos que elas dependem da forma como a criança reage diante de situações do cotidiano, dos seus pensamentos e de sua forma de lidar com o mundo. Mas, a maior ou menor vulnerabilidade ao estresse na infância está diretamente influenciada pelas formas de apoio social que a criança recebe. Principalmente o dos pais ou dos responsáveis diretos.
A idéia da infância constituiu essa criança que, no mundo atual, precisa de proteção e controle (veja meu texto de 30/04/08). A criança hoje já nasce com uma necessidade de pertencimento aos pais ou a alguém que dela cuide, ávida por essa proteção e por esse controle. Em um país em desenvolvimento como o Brasil, nesse particular, a criança é frustrada em demasia. Você deve saber que faz parte do processo de desenvolvimento saudável aprender a lidar com a frustração. Mas essa frustração deve ser na medida certa, ou próxima da medida certa. Ela não é frustrada no acesso a bens materiais. Elas têm tido acesso a tudo. Mas, com relação a proteção e segurança!...
A instituição família sofreu uma transformação muito rápida nos últimos tempos. Nas camadas mais privilegiadas, pai e mãe trabalhando, buscando sobrevivência e com excessiva valorização nos bens materiais, preterem o cuidado dos filhos. Nas camadas sociais mais baixas, em meio a ambientes de grande insegurança, são vizinhos ou irmãos mais velhos que se responsabilizam pelos menores, porque pai e mãe trabalham fora e com uma carga horária excessiva (além de dependerem de um transporte coletivo que, nas grandes cidades, convenhamos!) Os avós já não são mais os mesmos. A criança ainda muito pequenina ou
- é colocada em uma creche, quando essa condição existe e, às vezes, essas condições são duvidosas.
- ou é deixada sozinha ou com pessoas outras que não lhe dão a segurança necessária para as experiências dos primeiros anos de vida.
Estamos aqui falando de suporte para a segurança básica que qualquer ser humano precisa. Aliàs, a maioria dos seres vivos tem uma fase em que precisa da proteção total para criar suas bases. Muitas das crianças brasileiras não estão tendo essa segurança básica.
Alie-se a isso, o fato de que quando a criança vai crescendo vai havendo a já tão discutida liberalidade no acesso às informações dos meios de comunicação que contribuem para que, ao longo de sua infância, elas tenham acesso antes do momento apropriado a tomar contato com assuntos que não está preparada para lidar.
A reação de uma criança frente a eventos excitantes, irritantes, felizes, amedrontadores exigem adaptação por parte dela. Ou então ela se desequilibra e o estresse se instala. Será, por exemplo, que as famílias do nosso país "protegem" seus filhos contra episódios semelhantes àqueles veiculados a respeito do recente caso Isabella? Contra os filmes violentos? Contra as notícias de desemprego, fome, violência, aquecimento global etc...
Quando digo "proteger" não quero dizer esconder. Quero dizer procurar tempo para sentar com a criança e falar desses assuntos com ela; ouvi-la; tentar explicar o que ela deseja saber; ou falar com ela sobre suas próprias dúvidas. A criança é bombardeada diariamente com esses assuntos e na maioria das vezes não tem com quem conversar sobre o que viram, as experiências porque passaram... Sobre seus medos... E a capacidade da criança fantasiar é sem fronteiras...
Além de tudo isso, a criança pequenina é fruto da família. E aí meu amigo e minha amiga... Que segurança real estão tendo os pais das crianças brasileiras? Você não consegue dar o que não tem, não é mesmo? Como estão os pais da criança brasileira lidando com a competição desmedida do mundo moderno? Com a violência? Com a corrupção? Com o consumismo? Estão eles esperançosos com o futuro? Eles têm certeza que vão sempre ter o emprego ou trabalho suficiente para lhe permitir sua sobrevivência em níveis razoáveis? Eles confiam na Saúde brasileira?
Não sei se os dados estatísticos da matéria são corretos. Mas o Brasil tem muitos motivos para ter a criança mais estressada do mundo.
13/06: Sexualidade na Infância
Conversa vai, conversa vem, Maria Eunice Duarte me sugeriu falar sobre um tema que é bastante delicado na relação dos pais com os filhos. A masturbação.
Achamos que são grandes as dúvidas sobre que atitude tomar ao ver uma criança se masturbando. A relação do adulto com sua própria sexualidade está diretamente ligada à forma natural ou não com que ele vai lidar com a criança nesse momento. Sim, por que, em geral, a atitude mais apropriada seria desviar a criança para uma outra atividade... sem alardes. Simples assim.
A sexualidade é nata, é energia vital, é pulsão de vida. Mas na cabeça das pessoas só existe a noção de SEXO (e não de sexualidade) e essa noção é sinônimo de penetração. O que confunde as pessoas. E aí, a relação com o pecado, com o que é sujo... Você acha que não? Mas é. Em pleno século XXI a maioria das pessoas pensa assim.
Maria Eunice é professora universitária e comentou que em aulas sobre a teoria freudiana observa a curiosidade e estranheza dos alunos (todos adultos) com relação a temas como o funcionamento da fase edipiana, fase anal e outros assuntos da Psicanálise. Aos poucos, ela procura fazer com que os alunos façam constatações, no cotidiano, e prestem uma atenção diferenciada em uma criança de 6 anos, por exemplo, que pergunta pra a mãe - “Cortaram o pinto da minha amiguinha?” Esse exemplo ligado ao que Freud chamou de angústia ou medo da castração é vista com muito espanto... Pensa que isso não acontece hoje em dia? É uma teoria do início do século passado em pleno século XXI sendo reafirmada.
A professora Maria Eunice percebe que as pessoas também estranham quando é mencionado que crianças bem pequeninas se masturbam com bichinhos de pelúcia, travesseiros... Esse ato, claro, não tem a mesma conotação que damos quando crescemos, quando nos tornamos adultos, mas naturalmente, essa masturbação é a mesma busca de prazer.
Em verdade, entender e aceitar isso, em geral, é difícil porque para aceitar temos que estar bem com nossa sexualidade e isso muita gente não está. Por quê? Repressão. Uma cultura que condena nossa sexualidade, uma religiosidade que entende que “o prazer é pecado” e outras coisas do gênero. Mas a criança pequenina ainda não tem o superego tão desenvolvido. Age pelo instinto e busca o prazer. Coisa que o adulto reprime.
Daí ser tão difícil lidar com isso com uma criança pequenina, especialmente com um filho! Uma filha, menina então, nem se fala! E o jogo de empurra que fica?! "pergunta pro seu pai, pergunta pra sua mãe, pergunta pra professora”. Coitada da professora!!! Parece uma batata quente que ninguém quer segurar e a pergunta da criança, na maioria das vezes simples, vai ficando sem resposta.
O fato é que a resposta do adulto para uma criança curiosa sobre sua sexualidade deve ter a medida certa do que foi perguntado. Nada mais que isso. Ela vai perguntando e você vai dando as informações. Não transforme isso num discurso, não transforme isso numa enorme teorização, numa apresentação de tese acadêmica. Você vai perceber quando ela se satisfez com a resposta. E ai você pára. A maturidade dela vai indicar se precisa de esclarecimentos maiores. No momento oportuno ela vai querer se aprofundar mais. E você vai perceber também quando há algo anormal, algo que necessite uma intervenção especial.
Nisso tudo, o que complica realmente são os tabus, os preconceitos, os medos, traumas, visões distorcidas etc... que os adultos carregam dentro de si e que vão levá-lo a vivenciar um grande impacto diante de qualquer manifestação de sexualidade que em última instância é VIDA.
Ah, sim. Como agir quando a criança está se masturbando? A atitude mais apropriada seria desviar a criança para uma outra atividade... sem alardes. SIMPLES ASSIM, repito. Sentindo sua atitude natural, seu filho e sua filha vão ter maior facilidade de lidar com sua sexualidade no futuro.
Tá bom, tá bom... A tecnologia da informação aplica-se a quase tudo. Amo o mundo virtual, a Internet... Saio viajando por aqui e consigo aprender, me divertir, trabalhar, fazer compras, aprender letras de música que eu adoro... Mas, dizer que pode haver FORMAÇÃO PROFISSIONAL legalizada com ensino à distância! Graduação pela WEB, por video, material impresso? Aí, temos que pensar...
O que faz o sujeito aprender? Resposta: Um MOTIVO. Motivação é tudo QUE NOS MOVE A... inclusive APRENDER, estudar, buscar conhecimentos. Se o sujeito está disposto a aprender algo ele aprende. Alguém já disse. E foi Carl Rogers. “Ninguém ensina, o sujeito aprende”. Exageros à parte... Temos que até certo ponto concordar.
Daí começarmos a querer formar profissionais À DISTÂNCIA, tem uma longa caminhada. Não sei se o cérebro e a psiquê humanos, especialmente em se falando dos jovens, estão preparados para isso, pelo menos por enquanto. Nem todos conseguem. Para exercer uma profissão, a maioria das pessoas precisa aprender as ciências e as técnicas profissionais e além disso crescer, amadurecer profissionalmente, FORMAR-SE, o que é diferente de informar-se. Isso pressupõe experiências relacionais, pressupõe relações humanas, com professores, colegas, grupos... Ou então ele não consegue atingir uma competência que o faça atuar naquele segmento profissional.
Li hoje no Globo on-line “Biólogos formados em cursos de graduação à distância estão proibidos de tirar o registro profissional”. Há um racional para isso; nesse caso como vão eles comprovar sua competência profissional? São os Conselhos que oficializam, digamos assim, os SEUS SABERES. Isso está institucionalizado. São os CRM’s, os CRP’s, os CRA’s, CR um monte de coisas.. Até que se institua outra coisa...é assim que está sendo.
O mesmo artigo diz que a Secretaria de Educação à Distância do MEC anunciou que não concorda com a determinação do Conselho Federal de Biologia e já deu início às providências legais cabíveis para reverter a situação. De acordo com o MEC, a decisão do conselho fere a legislação dos cursos de graduação à distância reconhecidos pelo ministério.
Então, existe uma Secretaria de Educação à Distância do MEC que não concorda com um Conselho profissional – no caso o de Biologia. Mas, afinal de quem é a competência para decidir isso? Do jeito que é a justiça nesse país... Pobre de quem depende de uma decisão dessas.
Como não sabemos o que vigora, vamos ter cuidado. O MERCADO da educação está cada vez mais atuante. Educação está sendo, no mundo atual, um PRODUTO como outro qualquer. Pagar por um curso, à distância ou não. Investir tempo. Criar expectativa no jovem e depois vê-lo impossibilitado de atuar profissionalmente. È no mínimo lamentável.
Vamos ter cuidado.

O que faz o sujeito aprender? Resposta: Um MOTIVO. Motivação é tudo QUE NOS MOVE A... inclusive APRENDER, estudar, buscar conhecimentos. Se o sujeito está disposto a aprender algo ele aprende. Alguém já disse. E foi Carl Rogers. “Ninguém ensina, o sujeito aprende”. Exageros à parte... Temos que até certo ponto concordar.
Daí começarmos a querer formar profissionais À DISTÂNCIA, tem uma longa caminhada. Não sei se o cérebro e a psiquê humanos, especialmente em se falando dos jovens, estão preparados para isso, pelo menos por enquanto. Nem todos conseguem. Para exercer uma profissão, a maioria das pessoas precisa aprender as ciências e as técnicas profissionais e além disso crescer, amadurecer profissionalmente, FORMAR-SE, o que é diferente de informar-se. Isso pressupõe experiências relacionais, pressupõe relações humanas, com professores, colegas, grupos... Ou então ele não consegue atingir uma competência que o faça atuar naquele segmento profissional.
Li hoje no Globo on-line “Biólogos formados em cursos de graduação à distância estão proibidos de tirar o registro profissional”. Há um racional para isso; nesse caso como vão eles comprovar sua competência profissional? São os Conselhos que oficializam, digamos assim, os SEUS SABERES. Isso está institucionalizado. São os CRM’s, os CRP’s, os CRA’s, CR um monte de coisas.. Até que se institua outra coisa...é assim que está sendo.
O mesmo artigo diz que a Secretaria de Educação à Distância do MEC anunciou que não concorda com a determinação do Conselho Federal de Biologia e já deu início às providências legais cabíveis para reverter a situação. De acordo com o MEC, a decisão do conselho fere a legislação dos cursos de graduação à distância reconhecidos pelo ministério.
Então, existe uma Secretaria de Educação à Distância do MEC que não concorda com um Conselho profissional – no caso o de Biologia. Mas, afinal de quem é a competência para decidir isso? Do jeito que é a justiça nesse país... Pobre de quem depende de uma decisão dessas.
Como não sabemos o que vigora, vamos ter cuidado. O MERCADO da educação está cada vez mais atuante. Educação está sendo, no mundo atual, um PRODUTO como outro qualquer. Pagar por um curso, à distância ou não. Investir tempo. Criar expectativa no jovem e depois vê-lo impossibilitado de atuar profissionalmente. È no mínimo lamentável.
Vamos ter cuidado.
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Considerar a criança inocente e incapaz é um dito do adulto. Escutar o que ela tem a dizer é muito importante. Maria Eunice Duarte, que sempre colabora comigo aqui no blog, me mostrou um texto de Rubem Alves que achei muito oportuno passar pra você. Ele diz:
“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de ESCUTATÓRIA. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular”.
É... É Bem provável. O culto às traquitanas da comunicação, nos impede de exercitar o ouvir. “Ouvir o silêncio. Alimentar-se do silêncio. Não apenas o silêncio de fora, mas silêncio de dentro – a ausência de pensamentos”, como diz Rubem Alves. Se quiser leia texto. Vou dar o endereço: www.rubemalves.com.br/escutatorio.htm
Mas, como eu dizia, escutar a criança é muito importante. É permitir-lhe pensar (penso, logo, existo) dizer sua verdade, inventar e dar sentido à sua história ( e como as crianças andam sem história! As Suas). A criança precisa sentir que existe. Se ela encontra o inércia das pessoas que a cercam, ela vai se calar. Se, pelo contrário, encontra pessoas que conseguem ouvi-la e falar com ela, com certeza, vai falar. E sua fala é sempre singular. É dela. Ela poderá falar de suas fantasias, de seus medos, inseguranças, de suas dúvidas, alegrias, tristezas...
A psicanálise e várias psicoterapias prevêem a cura pela palavra. Na tentativa de cura de problemas infantis, usamos a ludoterapia (terapia através do brinquedo), mas o que queremos é ouvi-la, é permitir-lhe a fala. A criança pode colocar conteúdos internos sob a forma de palavras e o falar é preventivo. Previne outras formas de falar, como dizer-se hiperativa, desatenta, agressiva, submissa, desconcentrada, anoréxica, incapaz de ir à escola... e tantos outros vários sintomas que estão sendo construindos em torno das crianças como da ordem da doença.
“Uma tarefa primordial no diagnóstico é resgatar o amor. Em geral, os terapeutas tendem a carregar nas tintas sobre o desamor, sobre o que falta, e poucas vezes se evidencia o que se tem e onde o amor é resgatável. Sem dúvida, isto é o que nos importa no caminho da cura” (diz Sara Pain).
Aqui pode ser lido, em vez de terapeuta, mãe, pai, família. Não carregue nas tintas sobre o que falta. Comece por aproveitar o que a criança tem de positivo. Ouça, verdadeiramente, o que ela tem a dizer. É com isso que ela pode começar a melhorar.
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