Comentários
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Mauro Pires de Amorim enviou em 28/06/2010 as 18:12:
Entendo que você esteja estarrecido com o ocorrido, pela forma banal que violência toma conta de nosso quotidiano, mas é importante que tal crime seja apurado e os culpados punidos, assim como qualquer outro crime, para mostrar aos que acreditam no uso da violência e intimidação de que existe uma sociedade capaz de se indignar e não se conformar com a banalização da violência. A elucidação e consequente punição desse crime não vai trazer Márcio de volta, mas a elucidação desse crime e punição dos culpados mostra a resistência e indignação de uma sociedade que não se conforma em ser alienada para a banalização da violência. Meu sincero apoio e pêsames aos familiares e pessoas que conheceram Márcio.
Romulo Barros enviou em 28/06/2010 as 18:37:
Sr Marcello. As vezes vejo as pessoas criticando as religioes, a fe' e etc. No ultimo mes, atropelaram o meu pai, morte instantanea. o FDP nem mesmo prestou socorro a ele, omissao de socorro. Sei aonde o cara trabalha como motorista, ja dei queixa a policia e o cara ta la , trabalhando como se nada aconteceu. Entao , nesta hora so' entregando para Deus , porque a justica nao vai ser feita, ou penso na minha fe' em Deus , ou mato o FDP , e tambem vai ser outro crime sem justica. Epor ai vai. Obrigado pelo espaco para expressar minha frustracao, e fiquem todos com Deus.
Felipe enviou em 28/06/2010 as 21:30:
É Marcelo, acompanho o seu blog a mais ou menos 1 ano, e me identifico em cada palavra que escreve. Me ajudou a lidar com as dificuldades no ambiente de trabalho e foi um somador importante nos momentos difíceis, pois sempre me senti um maluco beleza, mas vejo hoje que de maluco não tenho nada, realmente estamos certos! Neste caso de violência que pra mim a vitória do bem está muito longe, a minha decisão foi sair do estado do RJ no próximo mês de julho e ir para uma região do interior de outro estado. Até porque a cultura do dia a dia é outra. Apesar de que para a internet não existir fronteira, nesta minha saída do RJ, me senti na obrigação de fazer este depoimento e te agradecer por esta ajuda que me foi fundamental. Obrigado por tudo e estarei orando por você, amigo! Você já aderiu ao Twitter também? Abs!
Rita enviou em 28/06/2010 as 22:20:
Emocionante este post.... confesso que no momento em que vc fala que o bandido mandou o menino correr, mas seu coração ficou com o pai, pude visualizar a cena na minha mente e imaginar tamanho trauma e violência que sofreu tb esta criança. Há alguns anos, não sei precisar exatamente quantos, uma conhecida, namorada de um colega, passava pela Av. Brasil quando foi alvejada (vítima de bala perdida) por bandidos da região conhecida como fumacê. Os projéteis atingiram a veia (ou artéria) femural, o que levou a bela jovem à morte na frente da amiga para quem ela dava carona. Me parece que as meninas procuraram atendimento em vários hospitais, não tendo sido encontrado um cirurgião vascular que pudesse salvar sua vida. Enfim, tristes histórias como essas acontecem todos os dias... mas, até quando???!
Migliaccio enviou em 28/06/2010 as 22:27:
Obrigado, Felipe, boa sorte para você nesta nova fase. Continue dando notícias. Abração. Quanto ao twitter, não tenho.
Fuller Argent enviou em 28/06/2010 as 23:16:
Vai me desculpar, Marcelo, mas discordo frontalmente quando você escreve: "Não sei e, francamente, nem me importa." Importa, sim! Não pelo que a justiça criminal, munida com as leis cretinas que temos, seja (in)capaz de fazer, e muito menos pela tal "justiça divina", balela na qual os fracos injustiçados acreditam pra tentar dormir em paz. Importa saber quem foi, pelo que os amigos, a família, e empresa da vítima, possam correr atrás e devolver o terrível prejuízo com juros! Sim, estou falando em vingança! Em justiça verdadeira, não pelas próprias mãos porque a vítima não pode efetuá-la, mas pelas mãos de quem tem condição e interesse em aplicá-la! Vamos nos lorganizar, vamos dar um traque bem fedido na cara de quem nos cobra resignação e botar pas cabeças, porque a vida é uma só e acaba quando menos se espera! Que acabe antes então a vida dos que não prestam! O resto é frufruzice, e vestir branco e sair desfilando na rua gritando "jus-ti-ça... jus-ti-ça...", pra depois, se os culpados forem apanhados e julgados, serem condenados a uma penazinha de (*), com direito a regime aberto... Eita masoquismo safado!
E.Barroso enviou em 29/06/2010 as 03:46:
Migliaccio, o pior é se chegarem à conclusão de que este crime foi sem motivação, apenas para 'diversão'dos bandidos. Empolgados demais ou para treinar combates (guerrilha urbana). Que situação calamitosa, a desse país. Fico com vergonha de dizer minha nacionalidade no exterior. E já imaginou o trauma para a vida inteira do filho dele ? O melhor que pode fazer é ir embora, pedir refúgio na Suécia, sei lá onde. Tentar esquecer o lugar onde nasceu. Porque no Brasil se passa uma guerra, é preciso que todos saibam. Nem a vitória na Copa poderá nos alegrar.
Alex enviou em 29/06/2010 as 05:05:
Histórias revoltantes. Sociedade injusta, leis de mercado, bandidagem à solta e o que mais vamos permitir? Nasci e morei até meus 25 anos em São Cristóvão, fui atleta do Vasco e, podem não acreditar, é a primeira vez que tomo conhecimento de um crime assim naquela área. Minha mãe ainda mora lá. Não sabemos o que aconteceu mas como não foi bala perdida alguma coisa seu amigo sabia sobre os bandidos. Não acredito que matem um homem na frente do filho por engano. Seja lá o que for essa situação precisa ser controlada. Os governantes tem que construir mais cadeias, melhorar os salários das polícias e investir em segurança pública. Que Deus dê forças a esse menino para que ele supere tamanho trauma.
Paulo Bruno enviou em 29/06/2010 as 09:15:
A cidade nada tem a ver com isso, a polícia sim! Enquanto ficarem dizendo que a polícia não tem como trabalhar porque ganha mal, é mal aparelhada, mal treinada e seus agentes vivem estressados, isso vai continuar. Quem anda pelas ruas sabe perfeitamente que policiais tem carrões muito acima do que seus vencimentos podem comprar, sabe também que eles são bem presentes quando se trata de abordar cidadões comuns que circulam pela noite (não é crime), sabem ainda que até atiram em pessoas usando furadeiras dentro de suas residências, tudo com enorme eficiência. Enquanto não aparecer um "maluco" que tenha a coragem de dizer que está tudo errado e implementar uma ordem de choque dentro dos choques fardados, isso vai continuar... mas sabemos que choque de ordem e tolerância zero só se aplica na população. Gostaria muito de ver a dedicação dispensada em blitz da lei seca em todas as áreas da administração pública. Também já perdi amigos e parentes por causa da facilidade que a bandidagem circula pela cidade, e não venham me dizer que a polícia não tem grande culpa nessa desgraça que nos assola!!! Tô de saco cheio!!!!
Luis Pinto enviou em 29/06/2010 as 11:17:
Meu caro, saí do Rio de Janeiro há quase 18 anos para viver em Portugal. Aliás, saí acompanhado de toda a minha família. Fugimos da violência e de todos os problemas sociais vividos naquela altura. Emigrei no dia em que fui levantar na OAB a minha carteira definitiva de advogado, ou seja, não tive oportunidade de trabalhar na minha cidade em virtude de todos os condicionalismos vividos pelos cariocas. Fico muito triste sempre que constato que as coisas não mudaram...o seu artigo de hoje é muito triste e muito profundo. Cumprimentos.
Fernando Augusto Rodrigues da Costa enviou em 29/06/2010 as 12:01:
Pois e compaheiro, infelizmente vivemos em um país onde os governantes estão mais presocupados com as grandes negociatas, doque com a vida dos cidadãos de bem.
Paulo Izecksohn enviou em 29/06/2010 as 13:04:
Não é comum que a notícia de um desaparecimento e possível homicídio seja mantida em sigilo durante três semanas, somente se tornando pública porque alguém a vazou. Se o sigilo era para não prejudicar as investigações, motivo já de per si insubsistente posto que os suspeitos tinham pleno conhecimento, então causa espécie que procedimentos essenciais, tais quais perícias e pedido de quebra de sigilo telefônico, só tenham começado após o vazamento, como se fosse uma exigência da midia e da opinião popular, e não uma obrigação da autoridade. Também não se compreende que certos órgãos de impensa estejam escamoteando a notícia das páginas de esportes, como se lá não devesse ser lida, confinando-a no noticiário comum. É o poder oculto da "nassão", tantas vezes denunciado pelas torcidas adversárias, metastaseando-se para além dos estádios.
Leonardo enviou em 29/06/2010 as 14:55:
Voce nao quer que eu volte, Marcelo! O Rio que guardei na minha memoria seletiva tinha problemas tambem, mas o risco maior era de assalto. Esse bang-bang irracional, nao conheco. Bela sua cronica, bela homenagem ao amigo que passou. Mas tenha fe, a vida eh mais do que isso.
Irmão Metralha enviou em 29/06/2010 as 15:11:
O Rio de Janeiro é apenas um retratos fieis do Brasil construido pelos governantes nos últimos vinte e cinco anos, desde a abertura política: criminoso, sem lei, sem moral, sem escrúpulos, com governantes que só se preocupam em permanecer no poder, e o povo que se dane. Todos. Eu repito: TODOS os governantes. Sem distinção de presidentes e/ou partidos políticos.
Monica Tresa enviou em 29/06/2010 as 17:05:
É Marcelo,infelizmente essa é a realidade das grandes cidades do nosso País,sem contar com o trauma que o garoto (filho do Márcio) vai carregar para o resto da vida... Deus permita que êsses bandidos sejam punidos da forma que manda a lei. abs.
moacir enviou em 29/06/2010 as 18:02:
E ainda tem gente que defende a realização da copa do mundo e dos jogos olimpicos no Rio. Primeiro os governos tem que resolver os problemas da segurança, moradia, educação, saúde, transportes..... Depois vamos fazer estes eventos aqui no Brasil
O Zorro enviou em 29/06/2010 as 18:16:
Alguns escândalos da didatura militar no Brasil: Transamazônica custou 12 bilhões de dólares!!! Autor: Lúcio Flávio Pinto A maior obra pública da história da Amazônia não é a hidrelétrica de Tucuruí, mas a Transamazônica. Ao menos na contabilidade do deputado federal Delfim Netto. Em entrevista à revista Istoé Dinheiro, ele afirma que a estrada custou nada menos do que 12 bilhões de dólares, ou aproximadamente 35 bilhões de reais (quase três vezes o orçamento da usina de Belo Monte). O cálculo considera uma extensão de cinco mil quilômetros construídos, embora o ex-ministro admita que a obra "resultou num enorme fracasso e nunca ficou pronta". A decisão de construir a rodovia, relata Delfim, "aconteceu numa viagem de avião. Eu e o presidente Médici estávamos voando de Manaus para Recife. Àquela altura havia uma seca brutal no Nordeste. Médici viu a mata de cima, virou-se para mim e disse: 'Temos de fazer alguma coisa. Quero abrir uma estrada para aliviar as pressões sociais'" (grifado pela revista). O atual deputado federal paulista diz que agiu imediatamente : "Sem consultar ninguém, nem mesmo os governadores da região, cortou metade dos subsídios dados à Sudene e à Sudam", escreve o autor da entrevista (a principal fonte de recursos foi um corte de 30% nos recursos dos incentivos fiscais para a Amazônia e o Nordeste, algo equivalente, hoje, a mais de um bilhão de reais ao ano).
Valdomiro Viana. enviou em 29/06/2010 as 22:07:
Enquanto nossas leis criminais forem fracas estes tipos de crimes continuarão. Enquanto alguns previlegiados conseguem driblar a aplicação das leis criminais quando são pegos cometendo crimes estes outros crimes mais violentos não acabarão e nem diminuirão!
Roberto enviou em 29/06/2010 as 23:26:
A burguesia preguiçosa permitiu a proliferação descontrolada de favelas na cidade. A burguesia viciada em drogas financia o armamento e a organização da bandidagem. Agora a burguesia preguiçosa e viciada em drogas colhe os frutos de sua permissividade.
jorge ferreira de oliveira enviou em 30/06/2010 as 04:47:
Marcelo, <> lembra daquele tema inspirado no brilho do pôr-do-sol, quando você fala descrevendo sôbre a luminosidade do Outono ? <> Muitos foram os elogios e agradáveis conjecturas nos comentários, mas agora num texto com a narrativa de uma tragédia, ou seja, um assassinato sumário ... de um seu amigo repórter e fotógrafo, nos mostrando uma triste e quase costumeira rotina de nossas ruas, aí fica difícil de comentar. <> O poeta, vê com outros olhos, e consegue se sensibilizar com o cenário à sua volta, e observo nesta coluna muitas vezes alguns comentários de pessoas que já até mesmo perderam as esperanças e criticam a nossa pátria com os seus problemas e injustiças, outras que foram embora e nos escrevem de além fronteira, quase com a mesma visão crítica. <> Não podemos abandonar a boa perseverança de nobres ideais ... ; <> Lá, como cá , cada Nação tem lá os seus problemas, mas ninguém se iluda, a se apostar em sonhos tipo assim um Eldorado, de sair daqui e ser feliz em outro lugar, ressalvando que o espírito de aventura sempre haverá ... <> Os tempos mudam, assim como as estações são diferentes umas das outras, por vezes uma é quase um extremo, comparado à outra, mas esta diferença tende a nos ensinar algo, não é mesmo ? <> Lembra da parábola da Formiga que àrduamente trabalha durante o bom tempo e se abastece, enquanto lhe é possível ... ? <> <> Observemos , e reflitamos bem os versos de dois poetas, um que viveu em outro século e diante de circunstâncias respectivas da sua época ; - já o outro(ainda entre nós) um pouco mais contemporâneo : <><><> " Minha terra tem palmeiras, onde cantam os sabiás, as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá ..." ; <> (já num outro lamento mais direto ), <> " I don't want to stay here, I wanna to go back to Bahia ..." Cadê o meu sol dourado, ... cadê as coisas do meu país ? ,,, " <> Que bom que o técnico da Seleção Brasileira se desculpou, mesmo que uns digam que ele foi pressionado por alguém a fazê-lo, e o fez a seu modo, ou talvez não tenha soado como uma devida retratação ... ; quando lá atrás comentando outro tema seu, eu dizia que diante do mal estar causado e troca de farpas depois uma crítica dirigida ao nosso presidente L.I.L.S , a solução era que a pessoa que o acusou de ANALFABETO, viesse a público e se retratasse, e por sorte essa atitude acabou acontecendo por parte do acusador. <> E por agora, ó nobre jornalista ! - uma vida no Brasil não tem o preço referido por alusão em outro Tema(posted) - é por demais PRECIOSA ! , e não se afere em dinheiro, ou pagamento em anos atrás de uma grade a título de condenação para alguém que uma vida deve à sociedade. <> <> <> Mas de uma coisa não podemos abrir mãos, e continuar nos esforçando em valorizar a vida e preservá-la desde tenra idade, mesmo que ela tenha chegado à existência e encontrado um ambiente tão hostil e repulsivo, numa época e condições adversas, tão desfavorável ... <> doliferjorge@gmail.com - jfo/Contagem das Abóboras MG <> e.t. (em tempo) : corrigindo o meu e-mail é assim soletrando : do li fer jor ge @gmail . com ; nesse êrro acabei descobrindo um outro : doliverferjorge
Loura enviou em 30/06/2010 as 05:09:
Muito triste ler isso _________ mais uma vez, chega de favelas: CONJUNTOs HABITACIONAIS DIGNOS NO CENTRO, NO ESTACIO' e CAJU e CONTROLO DA NATALIDADE = Pais moderno
Carlos Bastos enviou em 30/06/2010 as 08:11:
Lamento profundamente o fato. No entanto, acho que a imprensa do Rio fala muito mal da cidade,prestando assim um desserviço. A violência é algo presente em todo o país e engana-se quem pensa que toque de recolher imposto por traficantes e balas perdidas são problemas encontrados apenas no Rio. As demais capitais (pincipalmente São Paulo) contam com uma rede de proteção que passa,inclusive, pela omissão da imprensa local em denunciar tais acontecimentos.
Interprete Imparcial enviou em 01/07/2010 as 00:20:
Diz um leitor: "O Rio de Janeiro é apenas um retratos fieis do Brasil construido pelos governantes nos últimos vinte e cinco anos, desde a abertura política: criminoso, sem lei, sem moral, sem escrúpulos, com governantes que só se preocupam em permanecer no poder, e o povo que se dane." Devo esclarecê-lo que a assaltaria durante a ditadura militar era exatamente igual, só que os jornais eram proibidos de publicar. Encontrei um Globo de uma segunda-feira de 1972 e os crimes do fim de semana (o Globo não saía no domingo) aparecem espremidos em uma única notícia lá pela página 8; mas, quando se a lê, quanta maldade! São latrocínios, estupros, crimes bárbaros por todo o subúrbio e Grande Riuo, cada um reduzido a poucas linhas para que a censura não cortasse a matéria. Mudaram as moscas, prezado leitor, tão-somente as moscas, e essas moscas sem farda da Nova República não têm poder para impedir a publicação que denuncia aquilo sobre o que adejam. Mas digo "não têm poder" e faço logo a ressalva: as moscas do Rio não têm esse poder, pois o nosso coronelato é muito fuleiro. As de outros Estados o têm, e por isso escreve outro leitor: "As demais capitais (pincipalmente São Paulo) contam com uma rede de proteção que passa,inclusive, pela omissão da imprensa local em denunciar tais acontecimentos." Antes mesmo de São Paulo, pense qual a liberdade que tem o editor de um jornal de Maceió, São Luiz ou Manaus, de mandar as notícias de crimes para a 1ª página e não ser trucidado pela grande beneficiária e organizadora dos crimes de rua em todo o país, a onipresente senhora do mal, a que é civil e militar ao mesmo tempo, a que odeia a população.