Comentários
Paulo Malária enviou em 16/12/2009 as 14:22:
A vida oferece mais opções do que podemos compreender, por isso é importante nos mantermos afastados daquelas cujos efeitos fogem ao nosso entendimento. Opções de todos os tipos, desde o tipo de vida e trabalho até substâncias, legais e ilegais, que provocam estados alterados de consciência. O sujeito que se aproxima da cerveja deve saber que pode acabar igual a esse mendigo na areia da praia. Não acho que a fábrica deva arcar com o ônus social decorrente do mau uso por um incapaz, mas acho, isto sim, é que: 1) vender qualquer dessas substâncias a MENOR, bem como expor MENORES a opções de vida e comportamento que podem desgraçar seu futuro, devia ser punido com PENA DE MORTE. Aí, quando o cara atingir a maioridade legal (atualmente é 18 anos, acho que poderia descer para 16 em certos casos e 14 para outros), faz de si próprio o que quiser, sabendo que pagar pelas consequências do mal que infligir a outros; 2) Propaganda de bebida alcoólica, inclusive cerveja, deveria ser sumariamente banida, sob PENA DE MORTE. Inclua-se aí propaganda subliminar (menção positiva em músicas, programas de tv etc.) e também em toalhinhas de mesa de bar, barracas de praia e outras midias que geralmente passam incólumes; 3) É um absurdo, um crime de lesa-povo, que a AmBev ocupe um terrerno gigantesco AO LADO DA ADUTORA DO GUANDU. Se a fonte secar, se faltar água para toda a população do Rio de Janeiro, se as pessoas começarem a morrer de sede, a produção da AmBev será a úlçtima a ser prejudicada. Não tem água na tua torneira? Compre a nossa cerveja, carioca babaca! É isso o que me revolta, e não a bebedeira de um mendigo bêbado que escolheu ser um mendigo bêbado.
Eli Barroso enviou em 16/12/2009 as 14:31:
Migliaccio, muitas vezes o vício no álcool esconde uma depressão ou desgosto da vida que aprisiona o indivíduo para sempre. No Brasil é o álcool, em países mais avançados e onde a populaçao tem mais dinheiro para se drogar, é a heroína (agora substituída pela metadona,em tratamentos) e outras drogas possantes e perigosas. O vício no álcool é um drama e não é estimulado somente por publicidade, que tem apenas papel secundário na busca do dependente. Na verdade, muitos deles sequer ligam para a publicidade em torno da bebida, porque vivem praticamente alienados do mundo ao seu redor. Estão, como se diz, afogados na bebida. E quem bebe pouco não se deixa influenciar por elas, acredite.
Yuri Kauss enviou em 16/12/2009 as 14:38:
A indústria da bebida alcoolica teve, há pouco tempo, uma iniciativa de auto-regular sua publicidade. Passou a usar atores aparentemente mais velhos do que antes, baniu animações que pudessem agradar crianças (como o caranguejo animado) e outros detalhes.
O horário das propagandas na televisão também deveria ser regulado.
Mais do que isso só com uma proibição severa como foi aplicada à propaganda de cigarro.
Migliaccio, seus questionamentos são legítimos, mas tenho muito medo dessa onda de proibir tudo para defender as crianças, os velhinhos, os doentezinhos, os cachorrinhos abandonados... Quem tem que cuidar das crianças são os pais.
Enquanto um produto puder ser comercializado, acho justo que ele possa fazer sua publicidade, desde que respeitando o bom senso geral.
Não é proibindo que se resolve. O melhor é responsabilizar.
paulo de moraes enviou em 16/12/2009 as 14:43:
Prezado...por partes...concordo quando vc coloca a questão da propaganda desmedida de bebida alcoólica.Deveria haver a mesma restrição que existe para o cigarro.NÃO é verdade que o álcool seja a porta de entrada para o consumo de drogas.VC sabe muito bem isso.Não se faça de desentendido para, sorrateiramente, postular a liberação da maconha.Quanto à criação de um fundo, faça-me o favor.....a incomPTência do governo não pode servir de desculpas para taxar a atividade produtiva ou qualquer outra coisa...senão, estaremos condenados a trabalhar e recolher TODO o nosso ganho para sustentar a pouca-vergonha e a inaPTência pelo trabalho dessa gente que se encastelou no poder, e, em oito anos de (des)governo, NADA fez para melhorar o país a não ser a politicagem clientelista do bolsa-esmola!
Alexandre Santos enviou em 16/12/2009 as 15:24:
O governo precisa cobrar impostos e taxas muito mais elevadas das indústrias de bebidas alcoólicas e este valor deve utilizado em programas de tratamento etc. A propaganda de bebidas alcoólicas precisa ser definitivamente banida dos meios de comunicação assim como fizeram com os cigarros.
cristina enviou em 16/12/2009 as 15:50:
O alcool sempre foi ligado a festas, alegria, e até Jesus (!) transformou água em vinho para uma festa de casamento.
Como minha familia era de imigrantes italianos, vinho era coisa normal em casa, fazia parte das refeições, e mesmo as crianças tomavam. Ninguem se tornou alcoolatra.
Porém, o que se vê são garotos de 11-12´anos, sem limites das famílias, que são incitados a comportamentos adultos, e beber até cair faz parte dos ritos de passagem. Isso sim, é perigoso.
A propaganda pode até fazer parte, mas eles tomam ICE, vodka, não cerveja, que é visto como bebida caretíssima, totalmente bebida de gente velha, e que além de tudo dá barriga!!!!!! Horror total.....
Nunca vi propagante de ICE. nem sabia o que era. Também não vejo propaganda de vodka, cachaça. e são estas as bebidas que a garotada escolhe para se iniciar no alcool.
Se a propaganda de cerveja está destinada a adolescentes, está mal, porque a cerveja não é bem vista entre eles.
Ninguem passa a beber mais ou menos porque vê uma propaganda, mas sim pode se definir pela marca A ou B, influenciado pela publicidade, e imagino ser esta a finalidade tão agressiva das cervejas. Não criar alcoolatras, dependentes, mas ganhar mais espaço entre aqueles tomam sua cervejinha de vez em quando.
Marcelo Migliaccio enviou em 16/12/2009 as 15:57:
Cristina, a propaganda de cerveja é liberada o dia inteiro. A de destilados só após 23h, se não me engano. Aí tem muita propaganda de ice e vodka. Quanto a acharem a cerveja "careta", discordo, eles começam pela cerveja, mas cedo ela não os satisfaz mais.
Anderson Porto enviou em 16/12/2009 as 16:07:
Porque ela não é obrigada por Lei.
PAULO enviou em 16/12/2009 as 16:09:
Concordo em Gênero, Grau e Número, o governo deveria exigir dessas empresas que viciam o ser humano (bebida e cigarro) uma parte do estratosférico lucro para ajudar aqueles que essa mesma empresa arruinou !!!
Elisabeth Fonseca enviou em 16/12/2009 as 17:01:
O sr não é nada democrático! Meu comentário sobre o rato que vi passeando no restaurante da galeria Menescal, não foi publicado, e, até o artigo foi retirado! O sr foi pago prá fazer anúncio daquelas lojas e do restaurante? Até que também gostava de ler sua coluna, mas vejo que também, assim como o restaurante, o sr é decepção.
Marcelo Migliaccio enviou em 16/12/2009 as 17:19:
Sra. elizabeth, clique no ícone dezembro aí ao lado e verá o post e seu comentário sobre o roedor.
sergio barbosa enviou em 16/12/2009 as 18:02:
Bonitinho mas ordinário. Profundidade zero. Pelo q eu saiba o governo já taxa bastante bebidas alcoólicas. Se taxar mais não vai dar pra enfiar nem na cueca, ou onde vc acha q vão parar os impostos cobrados no Brasil? e se vc vir alguém com obesidade mórbida na praia? Vai querer taxar a Nestlé? Afinal o lucro dela deve ser enorme tb. Raciocínio simplista.
Marcelo Migliaccio enviou em 16/12/2009 as 18:07:
Boa ideia, Sergio Barbosa, e também não acho má ideia taxar as emissoras de TV aberta pela existência de tanta gente imbecil no Brasil. Lamento que meu raciocínio simplista não esteja à altura da sua inteligência. Acho que você só vai se satisfazer mesmo assistindo ao Jornal Nacional...
sergio barbosa enviou em 16/12/2009 as 18:16:
Marcelo, vc assiste muito TV?
Marcelo Migliaccio enviou em 16/12/2009 as 18:20:
Só o Balanço Geral, com o Wagner Montes e o Fala que eu Te Escuto, da Universal. Ah, e o Topa Tudo Por Dinheiro, do Silvio Santos. Só, porque as opçôes de qualidade hoje são poucas...
Mozart G. Oliveira enviou em 16/12/2009 as 18:27:
O que deve pensar sobre fabricantes de bebidas alcoólicas o AA ou famílias que têm seres humanos destroçados moral e fisicamente, sem falar na desgraça para a família inteira, pela maldita droga? Não devem achar nada pq são podres de ricos e muito poderosos. Aqui mesmo em minha cidade existe uma dessas que é aquela maravilha! Portadora de todas as virtudes faz e acontece e fica tudo por isso mesmo! Será porque, heim? Palmas para eles!
Monica Tresa enviou em 16/12/2009 as 18:54:
Oi Marcelo,é claro que seria bom tirar a propaganda de bebidas da tv assim como aconteceu c/ o cigarro.mas a maior influencia p/ a criança,vem dos amigos,dos colegas de escola,e assim vai. Quanto aos adultos,ninguém chega num bar,e pede uma determinada marca de cerveja,só porque viu o anuncio daquela marca na tv. ABS.
Cláudio José enviou em 16/12/2009 as 19:06:
O que tem de jornalista que gosta de uma cervejinha , não é brincadeira!!!
paulo de moraes enviou em 16/12/2009 as 19:24:
O prezado blogueiro tem que aprender a conviver com as diferenças de opinião.A colocação do leitor Sérgio está correta.O que ele quis demonstrar ficou cristalino em sua exemplificação.Agora, o que isso tem com o Jornal Nacional como colocado pelo escriba, ficou difícil de entender...
Gustavo enviou em 16/12/2009 as 19:42:
Marcelo
A melhor publicidade e dos pais ou maes bebendo e fumando diante de seus filhos em restaurantes e churrascos.
Alem e homen sempre da uma escapada a realidade, em que cultura nao teIm o alcool, a coca, ou outras herbas en seus en ritos?.
Marcelo Migliaccio enviou em 16/12/2009 as 19:43:
O prezado blogueiro convive muito bem com as diferenças de opinião, do contrário já teria chutado o balde há muito tempo. Aliás, o prezado blogueiro convive tão bem com as diferenças de opinião que censura apenas as ofensas morais que recebe, deixando passar outros tipos de críticas muito mal educadas e sem o menor sentido ou cabimento. Tudo em nome da liberdade de expressão. Quanto ao JN, os Hommer Simpsons que o assistam.
Marcos enviou em 16/12/2009 as 19:56:
Se é o Estado quem regulameta e permite a venda de substâncias que podem causar danos às pessoas que as consomem, é ele quem é responsável e que deve sofrer a ação pelos danos causados. Explicando melhor: se a bebida alcoolica é liberada, é vendida sem limites (bebo quanto eu quiser até cair) quem deve reparar o dano é o Estado. Na verdade quem paga o imposto é o consumidor, portanto é dever do Estado garantir o tratamento para curar o vício ou seja ampliar a quantidade de clínicas. O caso da propaganda deveria ser o mesmo tipo de classificação que outros programas possuem. Em determinados horários não deveria ser exibida. No caso dos fumantes, se eu estivesse entre eles entraria com uma ação exigindo tratamento gratuito já que os espaços para fumantes estão sendo reduzidos e os danos por não poder fumar são maiores do que o fumo em si (crise de abstinência). Estou tentando diminuir a quantidade de cervejas que eu bebo e é muito difícil. Se der processo a AMBEV...
Mônica de Carvalho enviou em 16/12/2009 as 20:01:
Infelizmente alcool, drogas são coisas normais que passam na vida das pessoas o problema são que cada vez mais iniciam mais cedo, porém concordo plenamente que a prevenção é o melhor caminho e mostrar o atleta como cervejeiro numero 1 é um elemento motivador para o jovem, mas qdo o sujeito torna-se um alcoólico (termo novo) deve-se trata-lo com dignidade e bastaria uma parte destes impostos ir em direção deste objetivo.
Marombeiro Sério enviou em 16/12/2009 as 20:06:
EU FUMO MACONHA - muito raramente, é verdade. Nâo tem mais a graça de quando eu era mais novo. EU ODEIO ÁLCOOL. A diferença é, que quando eu fumo maconha, isso é um ato que dura no máximo 5 minutos ( apertar um e fumar ) e depois fico uma hora "viajando". PORÉM, como estou com as Mãos LIVRES, utilizo o meu tempo viajandão para ir à academia, andar de bicicleta, skate, ir ao cinema, caminhar ao ar livre ... Enquanto que beber cerveja é um ato que dura horas. Horas sem fazer nada. Coisa de preguiçoso. Não tem nada que me irrita mais do que um cervejeiro que fica com um copo na mão e não consegue ir à academia, andar de bicicleta, de skate, ao cinema, caminhar ao ar livre, por que está preso o tempo todo àquele copo. O copo é uma bola de ferro no pé, enquanto a maconha te dá portabilidade !!!
Mauro Pires de Amorim enviou em 16/12/2009 as 20:10:
As prósperas companias de cerveja, bombardeiam suas propagandas o dia inteiro nos meios de comunicação, para já incutir nas crianças e adolescentes seus conceitos e irem desde já fazendo suas cabeças afim de transforma-los no futuro em potenciais consumidores de seus produtos alcólicos. Concordo que a porta de entrada para as drogas ilícitas sejam as drogas lícitas, principalmente as bebidas alcólicas. No geral, não sou contra que as pessoas façam uso de qualquer tipo de droga, sejam as lícitas e ilícitas, mas especificamente no caso do Brasil e demais países do terceiro mundo, sou contra a legalização, pois penso que nos países de terceiro mundo, existem questões na sociedade e na cidadania mais relevantes a serem conquistadas e portanto acho que os cidadãos de terceiro mundo devem estar conscientes à conquista de tais preceitos da sociedade e da cidadania, não podendo e não devendo se dar ao luxo de estarem se alienando com consumo excessivo e compulsivo de qualquer tipo de droga, seja lícita ou ilícita. O dia que os países de terceiro mundo deixarem esta condição e tiverem sua cidadania plena e satisfeita tal qual os países de primeiro mundo, onde o futuro do cidadão está assegurado através de conceitos sociais e de cidadania, havendo muito pouco mais a se lutar, penso ser possível que se faça como na Holanda, especificamente em Amsterdã, pois mesmo na Holanda, a maconha só é liberada em Amsterdã e ainda assim para consumo nos coffeshops, enquanto locais públicos, não na rua. Assim, após o Estado ter resolvido os paradigmas ou questões sociais principais, sobrando recursos financeiros para uma política de controle eficaz das drogas e até tratamento daqueles que não contém a compulsividade ou possuem a tendência para exageros, penso ser possível até se estudar a legalização da maconha, mas de outras drogas mais poderosas não.
Mauro Fontes enviou em 16/12/2009 as 20:29:
Marcelo, já está na hora ( acho que até já passou) de você andar com uma "SLRD" ( máquina reflexa digital ). Suas fotos terão muito mais impacto, tá sobrando imagem nessas fotos, celular (pra fotografar) no máximo quebra um galho.
Estevam enviou em 16/12/2009 as 20:34:
Antigamente os comerciais "psicodélicos", completamente loucos e sem noção, eram os de cigarro. Hoje, viraram os comercias de cerveja.
A sociedade humana só vai atingir o seu ápice evolutivo quando as pessoas pararem de usar drogas pra sentir emoções. Quem precisa encher a cara, fumar, cheirar ou injetar não passar de um PERDEDOR.
Magno enviou em 16/12/2009 as 22:27:
Marcelo, o governo agradece ao povo que curte a a birita. Isso lhe rende um lucro magnifico. Você já imaginou quanto o governo arrecada em impostos com a venda de cerveja. Essa é a grande razão pela qual você assiste a todo momento comercial de birita. PS: Atente somente para o aviso "BEBA COM MODERAÇÃO". É isso aí.
adriana rodrigues enviou em 17/12/2009 as 00:16:
O apelo ao consumo de álcool entra em nossas casas não só pela telinha da TV. Entra, e a cada geração, mais cedo ainda, pela porta da frente e trazido pelos donos da casa, aqueles que se denomina de RESPONSÁVEIS, mas que na prática, são a antítese do papel que lhes cabe.
Vamos abrir as geladeiras seja da classe A, B, C, ou D, e talvez não se ache alimentos saudáveis, mas uma latinha da loura ou uma garrafa de caninha da roça ou qualquer outra com teor etílico, certamente se encontrará. Desde o primeiro ano de aniversário do rebento, ela é convidada de honra. Está lá pronta para fazer a alegria dos papais, já que o mundo não é só fralda, mamadeira, choramingos, noites insones, papinhas, etc...
Aliás, festa sem cerveja ou afins presta? Há muito se foi o tempo das festinhas americanas, que as meninas levaram os salgadinhos e os meninos os refrigerantes. Hoje a pirralhada quer saber de beber, e coisa bem mais forte que cerveja. O projetinho de homem aos 15 anos já provou os mais variados destilados, e na maioria das vezes, quem o iniciou na atividade? Se não diretamente, indiretamente, pois permitiu o seu acesso. A masculinidade é afirmada e legitimada pelo consumo do álcool, assim como acontece com o sexo. E por falar neste último, há uma parceria mais que estabelecida entre ambos. Acaso existirá algum prostíbulo ou coisa do gênero em que não haja venda ou consumo de bebida alcoólica? A indústria resultante dessa associação movimenta a economia seja do mais ralé beira-de-estrada ou dos inferninhos das cidades mais abastadas.
Numa pizzaria no final de semana, numa mesa em que a média etária não era superior a 18 anos, poucas eram as latas de refrigerante, mas a rotatividade do chope era de fazer inveja aos barbados do lugar. E falavam alto, cantavam, riam, e as poucas que se arriscavam a passar pela mesa, ainda eram obrigadas a ouvir as baboseiras dos frangotes.. Torço para que não estivessem de carro, pois eram sérios candidatos a se tornarem material de trabalho pra mim no dia seguinte.
O Ministério da Saúde inicia agora uma campanha para coibir o uso do crack, cujo slogan é :
“Nunca experimente o crack. Ele causa dependência e mata.” A palavra crack poderia ser substituída por outras drogas lícitas, cujos efeitos, ainda que a longo prazo, são tão devastadores quanto. Mas o que são milhares de vidas desperdiçadas e destroçadas, se comparadas aos milhões que a indústria do tabaco e do álcool são capazes de movimentar anualmente?
Bebe-se pelos mais diversos motivos. Por puro prazer, para esquecer os problemas, para chorar as mágoas de um amor desfeito, para comemorar uma conquista material, o hexacampeonato do Mengão - esse então, merece um porre!
Entre um gole e outro de uísque, belas canções da MPB foram compostas; Entre uma brahma e outra, o pagodinho nacional virou unanimidade e a conta bancária vai muito bem, saúde, e um golinho pra São Jorge.
Sexta-feira é dia nacional do chope e sempre cabe mais um no balcão, uma mesa na calçada, vale até sentar no barril vazio. Agora tem também o “chope-ambulante”, ele vai até você. Como resistir a tamanha tentação? Nem todos conseguem atingir grau de maturidade suficiente para saber até onde ir, para saber qual é o seu limite. E se aos 40 anos muitos não conseguem discernir quanto ao seu limite, como saber aos 15, 18 anos?
Mais que um fundo de prevenção, a gente precisa abrir mais espaço ao diálogo, a compreensão, ao respeito pelo outro. Cuidar dos nossos filhos exige tempo, dedicação, abnegação, imposição de limites.
Senão, quando abrirmos os olhos, pode ser tarde demais. A sarjeta ou sete palmos abaixo da terra pode ser o destino. E certamente esse não é o futuro que sonhamos para nenhum filho.
Marcos enviou em 17/12/2009 as 02:01:
E você, Marcelo, no post imediatamente anterior, ainda diz o seguinte: "a maioria dos presos nas delegacias e presídios não cometeu nenhuma atrocidade. Mais da metade está presa por vender drogas.". Vai entender ... espero que tenha amadurecido a opinião e entendido que drogas, seja lá quais forem, são inúteis e danosas para a sociedade, portanto, quem consome ou vende está contribuindo para uma sociedade pior.
Rubens Freitas enviou em 17/12/2009 as 06:24:
Sem dúvida, é uma imensa contradição permitir-se a apologia (o que é a propaganda senão apologia?) de verdadeiras drogas, que são as bebidas alcoólicas e os medicamentos, ao mesmo tempo em que busca-se o combate ao uso de outras drogas. Mais ainda: artistas utilizam-se de seu prestígio para tal fim. Ao final uma frase hipócrita do tipo "Beba com moderação" ou "Ao persistirem os sintomas procure um médico". Precisamos urgentemente reavaliar enquanto sociedade aonde queremos chegar, ou melhor, aonde queremos que nossos filhos cheguem, e rever nossos valores em muitas coisas. Não dá é para ficar "acendendo uma vela a Deus outra ao diabo" ao mesmo tempo... Mais uma vez parabéns pelas suas colocações sempre coerentes e corajosas, Marcelo. Abraço.
Migliaccio enviou em 17/12/2009 as 09:05:
Marcos, não vi contradição entre os dois posts. Não prego a criminalização da venda de bebida alcoólica, apenas acho um absurdo propaganda na TV, de qualquer tipo de droga. Acho que vender substância entorpecente deveria ser legalizado, mas não com publicidade e sim com tratamento eficaz para quem se tornar dependente. 85% das pessoas consomem bebida alcoólica sem problemas, e estes não poderiam ser privados de um prazer porque 15% se tornaram dependentes. Só que com essa propaganda maciça o número de dependentes tende a aumentar, pois se começa a beber cada vez mais cedo. É uma contradição prender vendedores de drogas ilícitas e se incentivar o consumo do álcool como se faz atualmente.
sergio barbosa enviou em 17/12/2009 as 10:09:
Existe tb muita propaganda de carro... pela brilhante idéia do colunista deveríamos então criar um fundo financiado pelas montadoras (Ford, Fiat etc.) para indenizar as vítimas de acidentes com automóveis. Poxa, como é simples resolver os problemas do país. Que tal um fundo tb para os fabricantes de motoserra, de armas, de agrotóxicos. Essa idéia vai pegar. Vai ser lindo!!! Não veremos mais bêbados em Copacabana, isso é muito chocante, nossa! Acho q esta idéia maravilhosa deveria ser política de governo. Já pensou como iria funcionar bem? Beleza, problema resolvido. Próximo!?
LUIZ CARLOS MARANGONI enviou em 17/12/2009 as 11:01:
concordo em gênero, número e grau com Paulo de Moraes. Faço de suas palavras as minhas.
Adonias Barros de Lacerda enviou em 17/12/2009 as 11:02:
Sou de São Paulo - Capital - Tenho 53 anos fui no Cinema(ontem 16.12.09) assistir o filme 2012 com meu filho de 15 anos:
Propaganda Inicial CERVEJA( com belas mulheres e sarados rapazes e autor famoso).
Só que 80% da platéia eram menores de idade- facilmente - constatado nas faces dos jovens, com agravante, estamos nas férias escolares onde os adolecentes procuram muito os cinemas.E aí, coma aqui, só nos resta pedir para as autoridades comprarem mais frota de carros para recolherem depêndentes nas ruas? Parabéns pelo artigo, pois me revoltei quando vi a "bela propaganda" na telona, inclusive vim comentando com minha esposa E ME DEPAREI COM ESTE IMPORTANTE ARTIGO. PARABÉNS NOVAMENTE.
Adonias Barros de Lacerda enviou em 17/12/2009 as 11:05:
Sou de São Paulo - Capital - Tenho 53 anos fui no Cinema(ontem 16.12.09) assistir o filme 2012 com meu filho de 15 anos:
Propaganda Inicial CERVEJA( com belas mulheres e sarados rapazes e autor famoso).
Só que 80% da platéia eram menores de idade- facilmente - constatado nas faces dos jovens, com agravante, estamos nas férias escolares onde os adolecentes procuram muito os cinemas.E aí, coma aqui, só nos resta pedir para as autoridades comprarem mais frota de carros para recolherem depêndentes nas ruas? Parabéns pelo artigo, pois me revoltei quando vi a "bela propaganda" na telona, inclusive vim comentando com minha esposa E ME DEPAREI COM ESTE IMPORTANTE ARTIGO. PARABÉNS NOVAMENTE.
Romeu Kerber enviou em 17/12/2009 as 11:07:
Tendo por base que do preço pago por uma bebida alcoólica 80% correspondem aos impostos, podemos concluir que o maior beneficiário disto é o Governo. Portanto o maior responsável pela desgraça decorrente do vício é a administração pública, e cabe a ela prover o devido tratamento para os dependentes. Para garantir seu "lucro" junto aos produtores de cerveja o Governo não obrigou a instalação de medidores diretamente nas indústrias?
Davis Sena Filho enviou em 17/12/2009 as 18:43:
A propaganda de bebida alcoólica tem de ser sumariamente proibida na televisão e nos outros meios de comunicação. É uma droga, e pesadíssima. As bebidas quentes foram retiradas do mapa midiático, mas a cerveja (Ambev etc.) tem fortes alidados no Congresso e um lobby de fazer inveja. Já tentaram, na Câmara, proibir propaganda de cerveja, mas a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) não aprovou o projeto, que não teve chance de ir à votação no plenáro. Eu sei disso porque estava lá. A bebida é realmente a porta de entrada para outras drogas, e leva milhões de jovens, adolescentes e crianças a serem futuros adultos com problemas físicos e psíquicos. É um vício muito duro. Vi muita gente se degradar por causa da bebida, bem como parar de trabalhar e se internar. É uma lástima. Ao contrário disso tudo, o dinheiro oriundo do mundo da cerveja que circula no mercado é trilionário. Vejo o grande empresário do álcool como traficante, aceito, lógico, pela sociedade e aturado pelos governos, por causa da arrecadação de impostos.
Marcos enviou em 17/12/2009 as 22:43:
E o que é mais importante pra todos, o prazer destes 85 % obtido por algo de que naturalmente não dependemos e podemos substituir por inúmeras outras fontes de prazer inofensivas, ou o evitar o dano causado pelos 15 % ? Eu não preciso nem falar que estas porcentagens são bastante discutíveis, nem usar os demais argumentos, este, por si só, já deveria ser suficiente. Ao menos para quem dá a mínima para o bem estar do próximo. Eu mesmo só não sou tão contra o álcool hoje por uma questão de pragmatismo, é inútil sonhar com uma sociedade completamente livre de drogas, pois o estrago está tão feito, tão enraizado, que as pessoas já o aceitam como normal, um mal necessário. Eu só acho que insistir no erro - liberar as demais drogas - é burrice. Até a Holanda já anda revendo suas políticas, fazendo por lá aquilo que já fazemos por aqui com o álcool e o cigarro: criar soluções (leis restritivas) para novos problemas que nós mesmos criamos (liberação). Um abraço.
ricardo enviou em 18/12/2009 as 04:46:
A unica coisa que veto as crianças é a tv
Duilio enviou em 18/12/2009 as 19:03:
Otimo texto. Parabens
Roberto enviou em 18/12/2009 as 22:11:
Marcelo, num domingo desses, eu assistia a um filme da programação “temperatura máxima”, no horário das 14 horas na Globo. Era o excelente desenho animado “Irmão Urso”. Logo, eu creio que a exemplo da minha família, milhões de outras famílias com suas crianças estavam à frente da TV vendo este bom filme. Qual não foi meu susto quando, logo no primeiro intervalo, eis que veio um anuncio da cerveja Kaiser.
Em uma programação em que é exibido um filme voltado principalmente ao publico infantil, por quê anunciar uma bebida alcoólica?
Onde está a razão nesse pessoal? A moral? A ética? O bom senso?
Eu e você sabemos que quem bebe álcool, quem é viciado em alguma substancia não precisa de propaganda na TV para lembrar que está na hora de tomar uns goles ou se entorpecer a valer. Eu e você sabemos que a Industria de bebida lucra bilhões de reais com o consumo de bebidas alcoólicas, e que na verdade, o anuncio veiculado na mídia não objetiva lembrar o já consumidor do produto que está na hora dele se entupir de droga, mas sim o objetivo da propaganda é arregimentar o maior numero possível de novos consumidores, e infelizmente, para desgraça de muita gente, a tarrafa desses malditos pescadores sobe ao barco cheia de crianças, jovens e adolescentes desavisados que iniciam sua vida no vicio do álcool graças a essas propagandas cheias de armadilhas e subversões.
Migliaccio enviou em 19/12/2009 as 00:33:
É, Roberto, e um diretor de uma cervejaria teve a coragem de me dizer que eles não anunciavam em intervalos de programas infantis... Você viu a pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde. As meninas estão bebendo mais que os meninos.
Valmir Barbosa enviou em 20/12/2009 as 02:13:
A base de qualquer sociedade sadia é: Droga, prostituição deus e todos os seu penduricalhos....o resto é periférico e tende a feder. O grande negócio da alma é a propaganda do que verdadeiramente não somos...aprendemos a fingir indignação, somos atores de causas nobres sorrimos o grande sorriso da hiena e choramos as lagrimas dos crocodilos.... desvilamos na sociedade com a natureza do escorpião. A propaganda também é a alma do negócio, do nosso negócio que também é o negócio da nossa alma...e a a Ambev não tem nada a ver com isso, pois, ela só vende a sua cerveja legal no atacado e nós, vendemos a nossa hipocrisia ilegal no varejo...tudo aquilo que não nos cura, nos mata aos pouco...esse é um negócio da alma.
maria brasileiro enviou em 20/12/2009 as 15:27:
Concordo que uma parte do lucro da empresa, deveria ser usado para fins benevolentes a sociedade. Porem quero te lembrar que em paises em que a propagande do alcool e totalmente proibida, como nos paises escandinavos, o indice de alcoolismo e um dos maiores do Mundo. Portanto se uma crianca se torna um alcoolatra no futuro, depende muito da educacao familiar e dos principios escolares em uma sociedade.
FLavio enviou em 20/12/2009 as 16:29:
Parabens!!
> Qualquer especialista em tratamento de dependência química sabe que é o álcool, e não a maconha, a porta de entrada para o mundo das drogas. Pelo simples motivo de que o álcool é muito mais divulgado, incentivado e socialmente aceito que a maconha.
So um detalhe.. alem do Alcool ser a porta da entrada para a DESTRUICAO da PESSOA, e uma droga que Mata!!! MAconha nunca matou uma unica pessoa em mais de 5000 anos de uso.
Outro dia uma pessoa pediu para eu assinar uma peticao para nao aumentarem os impostos nas bebidas aqui na California... Eu nao sou contra aumentarem os impostos das bebibas, por isto nao assinei. Da mesma forma, assinei a peticao para legalizar a erva maconha e vai ir a voto no final de 2010 aqui na California.
Chega de hipocrisia. O Alcool e a droga que mais MATA!!! Maconha e Remedio ;) Aqui na California, maconha e remedio e posso compra-la pois possuo a carterinha de uso medico.