Rio, 29 de dezembro de 2010: por que se comemora o 31 de dezembro?
O ritual de comemoração do Ano Novo remonta à Antiquidade e tem a sua origem intimamente ligada à natureza, aos ciclos planetários, às fases da lua e à agricultura - daí a idéia de recomeço, de re-acordar.

Mas, no ocidente, a data de primeiro de janeiro foi fixada pelo imperador Júlio Cesar, muitos anos antes de Cristo.
Muitos anos depois, em 1885, os franceses cunharam a palavra Réveillon (que etimológicamente vem de "retour à l' état de veille", palavra que significa ao mesmo tempo véspera e vigília), ou seja, retornar ao "estado de acordado". Mas o sentido embutido nas expressões "Réveillon de Noël" (24 de dezembro) e "Réveillon de Jour de l'An" (31 de dezembro) é o de ceia tardia -- para manter acordados os convivas!
Esse "rito de passagem", no entanto e como não podia deixar de ser, mexe com a sensibilidade das pessoas. E sugere medo e esperança. Donde a multiplicidade de "liturgias" e supersticões que acompanham as comemorações de Ano-Novo, até os dias de hoje. Em algumas regiões da América do Sul, por exemplo, as pessoas saúdam "a virada" apoiadas apenas no pé direito. Outros tocam buzinas, cornetas, ou colocam dinheiro debaixo da toalha de mesa. Ou dentro do sapato, como os orientais que acreditam que a energia entra pelos pés. Para não falar na escolha das cores: o amarelo, dinheiro; o vermelho, paixão; o azul, tranquilidade e o branco (campeão), harmonia, paz. Esses rituais, cujo objetivo é espantar a má sorte e garantir a prosperidade, simplesmente perpetuam a antiga crença de que a passagem de cada ano é uma ocasião cósmica para melhorar o nosso destino. (E lá vai a marchinha: que tude se realize, no ano que vai nascer: muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender).
AS TRADIÇÕES E COMEMORAÇÕES DE ANO NOVO NO MUNDO
Itália. Na cultura italiana, dois pratos são considerados essenciais: o “cotechino” e as lentilhas. Além disso, os romanos se reúnem na Piazza Navona, na Fontana di Trevi, na Trinitá dei Monit e na Piazza del Popolo ou se atiram nas águas geladas do Rio Tigre.
Estados Unidos. A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é a de Nova Iorque, na Times Square, onde o povo se concentra para beber, dançar, correr e gritar. Times Square é o nome da área formada pelo cruzamento da Broadway com a Sétima Avenida, entre as Ruas 42 e 47. O New York Times -- para celebrar a mudança para a região que agora levaria seu nome -- fez um grande festa marcada pelos muitos fogos de artifício. Assim, em 31 de dezembro de 1904, nascia a tradição de se comemorar o Réveillon na Times Square. Posteriormente o jornal se mudou para um edifício na Rua 43, mas o prédio original é facilmente localizado pelo mastro em seu topo, pelo qual a "big apple" vai descendo no compasso da contagem regressiva.
.
Exatamente à meia-noite, quando chega embaixo, explode, "lançando" balas e bombons pra todo lado. A multidão espera, geralmente abaixo de zero, esse momento mágico.
Austrália. Em Sidney, três horas antes da meia-noite há uma queima de fogos na frente da Opera House e da Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espetáculo, os australianos se juntam no porto. Depois, recolhem-se em suas casas para passar a virada do ano com a família. E só retornam às ruas na madrugada, quando os principais destinos são os “pubs” e as praias.
França. O ponto alto é a Avenida dos Champs-Elysées, em Paris.
Os parisienses assistem à queima de fogos, cada um com sua garrafa de champanhe (para as crianças sucos e refrigerantes). Outros vão ver a saída do Paris-Dacar, no Trocadéro, que é marcada para a meia-noite. Outros costumam ir festas em restaurantes e hotéis.

Brasil. No Rio de Janeiro,a praia de Copacabana é considerado o emblema da passagem do Ano Novo. Ali se reúnem milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. Mas, antes, no cair da tarde, celebra-se Iemanjá -- a raínha do mar.
Observação: quando se trada de água doce, a mãe-d'água é Iara.
Inglaterra. Grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, à frente do National Gallery. Lá, assistem à queima de fogos. Outros, assistem à contagem decrescente embaixo do Big Ben, que “explode” em luzes e cores brilhantes. Além de fogos de artifício ao longo do rio Tamisa. Em outras cidades, bebe-se nos pubs. (Imagino que melhor agasalhados!)
Alemanha. As pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde ficava o Muro de Berlim. Tradicionalmente não há fogos de artifícios. Ou, então, vão direto para as gigantescas cervejarias.
. Ou, como os romanos, se atiram em águas geladas.
Japão. Como as religiões que predominam são o xintoísmo e o budísmo -- pouco chegadas à comemorações -- os mais velhos não têm o costume de celebrar o nascimento de Cristo fora dos templos (cerimônia Joya e que monges batem 108 vêzes em um enorme prato de metal, chamado tímbalo). Já os jovens, se encontram nas lanchonetes e (os que podem) nas boates ou nas ruas
, para "derrubar" litros de saquê e tomarem um potinho de ozoni, comerem bolinhos de arroz e tomarem (faz frio) uma sopa de cereais feita com caldo de soja.
Observação: um dos primeiros territórios habitados a receber o sol do Ano Novo é a Ilha Pitt, na costa Oriental da Nova Zelândia. E o último lugar do mundo a festejar o início do Ano Novo é a Ilha de Samoa, no Pacífico.
OS FOGOS DE ARTIFICIO
Em quase toda as cidades que se orgulham de promover Réveillon, um cenário quase obrigatório é o espetáculo pirotécnico de luz e cor, no céu, desenhados pelos fogos de artifício.
Eles foram criados pelos chineses e, resumidamente, consistem no seguinte: um dispositivo que fica envolvido em um cartucho de papel (em geral, em forma de cilindro) contém a carga explosiva que dispara os fogos para cima e o propelente mais utilizado é a pólvora negra -- uma mistura de salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Outro propelente comum é o altamente explosivo perclorato de potássio (KCLO4), que é misturado com a pólvora. Na parte superior fica a 'bomba', com pequenos pacotinhos de sais de diferentes elementos químicos e de diferentes metais para que, quando detonados, produzam cores diferentes.
Finalmente e como podemos constatar, mesmo as mais diferentes culturas "durante o ano" comemoraram a "virada" de forma relativamente similar: multidões aglomeradas, fogos, bebidas, contagem regressiva e algo forte que represente a simbologia do renascimento. Não devemos esquecer, portanto, o que dizia o Picasso: há pessoas que fazem do Sol, uma mancha amarela; outras, fazem de uma mancha amarela -- um Sol.nascer do Sol de Monet.jpg)
Sejamos essa segunda categoria! E disciplinadamente felizes.

Mas, no ocidente, a data de primeiro de janeiro foi fixada pelo imperador Júlio Cesar, muitos anos antes de Cristo.
Muitos anos depois, em 1885, os franceses cunharam a palavra Réveillon (que etimológicamente vem de "retour à l' état de veille", palavra que significa ao mesmo tempo véspera e vigília), ou seja, retornar ao "estado de acordado". Mas o sentido embutido nas expressões "Réveillon de Noël" (24 de dezembro) e "Réveillon de Jour de l'An" (31 de dezembro) é o de ceia tardia -- para manter acordados os convivas!
Esse "rito de passagem", no entanto e como não podia deixar de ser, mexe com a sensibilidade das pessoas. E sugere medo e esperança. Donde a multiplicidade de "liturgias" e supersticões que acompanham as comemorações de Ano-Novo, até os dias de hoje. Em algumas regiões da América do Sul, por exemplo, as pessoas saúdam "a virada" apoiadas apenas no pé direito. Outros tocam buzinas, cornetas, ou colocam dinheiro debaixo da toalha de mesa. Ou dentro do sapato, como os orientais que acreditam que a energia entra pelos pés. Para não falar na escolha das cores: o amarelo, dinheiro; o vermelho, paixão; o azul, tranquilidade e o branco (campeão), harmonia, paz. Esses rituais, cujo objetivo é espantar a má sorte e garantir a prosperidade, simplesmente perpetuam a antiga crença de que a passagem de cada ano é uma ocasião cósmica para melhorar o nosso destino. (E lá vai a marchinha: que tude se realize, no ano que vai nascer: muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender).
AS TRADIÇÕES E COMEMORAÇÕES DE ANO NOVO NO MUNDO
Itália. Na cultura italiana, dois pratos são considerados essenciais: o “cotechino” e as lentilhas. Além disso, os romanos se reúnem na Piazza Navona, na Fontana di Trevi, na Trinitá dei Monit e na Piazza del Popolo ou se atiram nas águas geladas do Rio Tigre.
Estados Unidos. A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é a de Nova Iorque, na Times Square, onde o povo se concentra para beber, dançar, correr e gritar. Times Square é o nome da área formada pelo cruzamento da Broadway com a Sétima Avenida, entre as Ruas 42 e 47. O New York Times -- para celebrar a mudança para a região que agora levaria seu nome -- fez um grande festa marcada pelos muitos fogos de artifício. Assim, em 31 de dezembro de 1904, nascia a tradição de se comemorar o Réveillon na Times Square. Posteriormente o jornal se mudou para um edifício na Rua 43, mas o prédio original é facilmente localizado pelo mastro em seu topo, pelo qual a "big apple" vai descendo no compasso da contagem regressiva.
.Exatamente à meia-noite, quando chega embaixo, explode, "lançando" balas e bombons pra todo lado. A multidão espera, geralmente abaixo de zero, esse momento mágico.
Austrália. Em Sidney, três horas antes da meia-noite há uma queima de fogos na frente da Opera House e da Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espetáculo, os australianos se juntam no porto. Depois, recolhem-se em suas casas para passar a virada do ano com a família. E só retornam às ruas na madrugada, quando os principais destinos são os “pubs” e as praias.

França. O ponto alto é a Avenida dos Champs-Elysées, em Paris.
Os parisienses assistem à queima de fogos, cada um com sua garrafa de champanhe (para as crianças sucos e refrigerantes). Outros vão ver a saída do Paris-Dacar, no Trocadéro, que é marcada para a meia-noite. Outros costumam ir festas em restaurantes e hotéis.
E outros -- infelizmente -- como em toda parte, são o retrato da solidão a dois.
Brasil. No Rio de Janeiro,a praia de Copacabana é considerado o emblema da passagem do Ano Novo. Ali se reúnem milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. Mas, antes, no cair da tarde, celebra-se Iemanjá -- a raínha do mar.

Observação: quando se trada de água doce, a mãe-d'água é Iara.

Inglaterra. Grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, à frente do National Gallery. Lá, assistem à queima de fogos. Outros, assistem à contagem decrescente embaixo do Big Ben, que “explode” em luzes e cores brilhantes. Além de fogos de artifício ao longo do rio Tamisa. Em outras cidades, bebe-se nos pubs. (Imagino que melhor agasalhados!)

Alemanha. As pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde ficava o Muro de Berlim. Tradicionalmente não há fogos de artifícios. Ou, então, vão direto para as gigantescas cervejarias.
. Ou, como os romanos, se atiram em águas geladas.Japão. Como as religiões que predominam são o xintoísmo e o budísmo -- pouco chegadas à comemorações -- os mais velhos não têm o costume de celebrar o nascimento de Cristo fora dos templos (cerimônia Joya e que monges batem 108 vêzes em um enorme prato de metal, chamado tímbalo). Já os jovens, se encontram nas lanchonetes e (os que podem) nas boates ou nas ruas
, para "derrubar" litros de saquê e tomarem um potinho de ozoni, comerem bolinhos de arroz e tomarem (faz frio) uma sopa de cereais feita com caldo de soja.Observação: um dos primeiros territórios habitados a receber o sol do Ano Novo é a Ilha Pitt, na costa Oriental da Nova Zelândia. E o último lugar do mundo a festejar o início do Ano Novo é a Ilha de Samoa, no Pacífico.
OS FOGOS DE ARTIFICIO
Em quase toda as cidades que se orgulham de promover Réveillon, um cenário quase obrigatório é o espetáculo pirotécnico de luz e cor, no céu, desenhados pelos fogos de artifício.
Eles foram criados pelos chineses e, resumidamente, consistem no seguinte: um dispositivo que fica envolvido em um cartucho de papel (em geral, em forma de cilindro) contém a carga explosiva que dispara os fogos para cima e o propelente mais utilizado é a pólvora negra -- uma mistura de salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Outro propelente comum é o altamente explosivo perclorato de potássio (KCLO4), que é misturado com a pólvora. Na parte superior fica a 'bomba', com pequenos pacotinhos de sais de diferentes elementos químicos e de diferentes metais para que, quando detonados, produzam cores diferentes.
Finalmente e como podemos constatar, mesmo as mais diferentes culturas "durante o ano" comemoraram a "virada" de forma relativamente similar: multidões aglomeradas, fogos, bebidas, contagem regressiva e algo forte que represente a simbologia do renascimento. Não devemos esquecer, portanto, o que dizia o Picasso: há pessoas que fazem do Sol, uma mancha amarela; outras, fazem de uma mancha amarela -- um Sol.
nascer do Sol de Monet.jpg)
Sejamos essa segunda categoria! E disciplinadamente felizes.








dava a sensação de abundãncia, ajudava na economia de escala, mas era uma "tragédia" para se fazer um produto com qualidade controlada -- e homogênea. Quando chovia, por exemplo e, a seguir, soparava o vento, a parte de cima secava e a debaixo continuava molhada. Moral da história: era como se fossem uvas de parreiras diferentes. E, na hora de colocar nas cestas ou caixas de madeira para levá-las para o lagar, as de cima esmagavam as inferiores e se formava uma "paçoca" de mosto e suco -- impensável para a produção de um bom vinho.
e as parreiras são plantadas em forma de Y , o que faz o sol e o vento circularem por entre os cachos de forma abrangente e simultânea.
quase mais velho do que a História, aí vão as possibilidades de se adquirir vinho grego no Brasil, através da Importadora Mistral, que comercializa os produtos das vinícolas Gerovassilíou, Gaía Estate e Antonopoulos. As duas primeiras são consideradas os melhores produtores da Grécia pela revista Decanter. Também merecerem as três estrelas do crítico Hugh Johnson. A Gerovassilíou também foi eleita uma das 100 Melhores Vinícolas do Mundo, em 2006, pela Wine & Spirits, enquanto o Gaía Estate foi considerado o melhor vinho grego pela revista Decanter.
que em 1500 AC sofreu a violência de uma erupção vulcânica que em dois minutos fez fender a terra que a separava de Creta e cavou uma falésia até o mar, há todo um clima que se instala na alma e fica lá guardado -- como primeiro beijo. Lá se come, se dança, se fala (alto), se casa (como meu filho Rodrigo e a Elina) e se bebe como mandam os... Zeus!
. Algumas são taças de vinho.