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Inscrições abertas para 12ª Feira HQ no Piauí

nucleo de quadrinhos do piaui

Estão abertas as inscrições para a 12ª Feira HQ, o maior evento de histórias em quadrinhos e cultura pop do Piauí, que acontecerá em maio, na cidade de Teresina. Serão diversas atrações, com destaque para os concursos de História em Quadrinhos, roteiro, cosplay e publicação alternativa, entre outras categorias, com prêmio em dinheiro e troféu. O prazo de inscrições é de 13 de fevereiro até 11 de maio de 2012. Mais informações no site do Núcleo de Quadrinhos do Piauí, organizador do evento.

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O novo site da Associação de Cartunistas

logo Assoc Cartunistas do Brasil

A Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) agora está hospedada dentro do site Meu Herói, do militante carioca Elenildo. No momento, está sendo discutida novamente o projeto de lei de incentivo aos quadrinhos nacionais, criado lá atrás por um deputado do Piauí. Veja como foi a reunião com ele na época clicando aqui. Para enviar sugestões à ACB, escreva para o presidente josealbertolovetro@yahoo.com.br ou acesse o novo site.

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Um super-herói que é uma barata

the roach capa

Enquanto a Amazon não se instala no Brasil, o Brasil vai até ela. O brasileiro Giorgio Cappelli, acaba de lançar a minissérie digital em quadrinhos The Roach (“A barata”, em inglês). Em formato americano para plataforma Kindle, a revista tem 16 páginas por edição, miolo em preto e branco e capas coloridas. A ideia é avacalhar com os clichês sobre super-heróis, contando a história de um garoto de 14 anos que ganha habilidades de barata – agilidade, força, capacidade de subir correndo pelas paredes, de voar, além de fator de cura.

JBlog >> Como surgiu a ideia do herói barata? Você simpatiza com elas?
Giorgio - Bom, faz uns anos, eu vi anunciarem “Super-Herói, o Filme”, que se vendia como uma gozação do gênero. Só que não era. Não passa de uma tiração de sarro dos filmes do Aranha e dos X-Men. Creio que o diretor, Craig Mazin, desperdiçou uma ótima oportunidade para brincar com os clichês das histórias em quadrinhos de super-heróis, e são tantos! A identidade secreta, as mudanças periódicas de uniforme, o coitadinho que ganha poderes, as heroínas que nunca são feias, as brigas dialogadas, os reboots...

Acho que a decepção mexeu tanto comigo que resolvi, eu mesmo, criar a minha sátira e correr atrás de publicar. O herói com poderes de barata foi a coisa mais escatológica que eu consegui imaginar.

Quanto a baratas, não simpatizo com elas, não. Só acho que precisam de uma assessoria de imagem urgente. Se fossem verdes ou azuis, muita gente iria achá-las bonitinhas e não sentiria medo nem nojo.

JBlog >> O livro chegou a sair no Brasil ou já foi criado pensando no mercado internacional?
Giorgio - Tentei editar aqui, até participando do ProaC (uma iniciativa do governo que visa a incentivar a produção quadrinística), sem sucesso, até que surgiu o convite da FDigital.

Quanto a pensar no mercado internacional, sempre que crio algo – uma história ou um personagem – procuro pensar no público mais amplo possível. Evito palavrões, insinuações de sexo e humor de preconceito. Não por pudor ou pra ser politicamente correto (coisa que abomino), e sim imaginando que meu trabalho pode cair nas mãos de uma criança ou de uma pessoa de idade. Também tomo cuidado com trocadilhos: muitas vezes, eles são intraduzíveis.

Na minha criação, sempre levo em conta o contexto. Quem nunca passou pela situação de presenciar um fato engraçado e, ao narrá-lo para alguém que não estava presente na hora, ficou frustrado porque a pessoa não achou a menor graça? Contexto é tudo. Se eu conseguir criar uma narrativa que pode ser compreendida tanto no interior de Minas Gerais quanto, digamos, em Tóquio, terei atingido meu objetivo.

fragmento de The Roach 1

JBlog >> As aventuras do herói são passadas no Brasil ou em todo o mundo?
Giorgio - Nessa minissérie, a aventura se passa numa cidade fictícia chamada Sampa City. Trata-se de uma brincadeira com o Batman: pouca gente sabe, mas Gotham é um sinônimo de Nova York. Pelo menos, é o que consta no Dicionário de Inglês-Português da Barsa; Nas próximas aventuras, The Roach/Lo Cucaracha pode ir para outras localidades. Nada impede...!

JBlog >> Como você se aproximou dos gringos?
Giorgio - Por intermédio de uma agente literária com quem trabalhei em 2011. Na verdade, a FDigital é uma distribuidora, e não editora. Li semana passada em uma revista (semanal que a Amazon está entrando em contato com escritores brasileiros, a fim de lançar os livros deles em formato digital, sem o intermédio das editoras que os publicam, uma vez que estas teriam rejeitado a proposta. Imagino que seja uma tendência, e seria interessante que as editoras que não querem deixar de ganhar acordem para isso.

JBlog >> O livro será vendido apenas no formato digital ou impresso também?
Giorgio - Por enquanto, apenas em formato digital, embora eu esteja batalhando uma editora nacional para lançar impresso, quem sabe até colorido e com mais páginas... Uma versão Ultimate do The Roach, quem sabe?

Cada edição custa U$ 2.99 pelo site da Amazon ou clicando aqui.

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Martinuccio e a estréia do Flu na Libertadores

flu
martinuccio
Mais tirinhas em http://quadrinhosdoflu.wordpress.com/

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Os Vingadores chegam ao cinema em abril

vingadores - o filme todos juntos

No dia 27 de abril chegará aos cinemas dos EUA o tão esperado filme sobre Os Vingadores, a equipe formada pelos super-heróis Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Thor, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. O grande destaque do filme nem chega a ser a adaptação da popular série de revistas em quadrinhos da Marvel "The Avengers”, publicada pela primeira vez em 1963, ou os efeitos especiais em 3D, e sim a galera de estrelas: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston e Samuel L. Jackson. O site oficial já está no ar com trailer e mais informações, confira.

vingadores - o filme
vingadores - o filme 2
vingadores - o filme 3
vingadores - o filme 4

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Documentário conta a história de Rodolfo Zalla

Zalla e Baraldi em foto de Fernando Fortes

Rodolfo Zalla nasceu na Argentina em 1931 e imigrou para o Brasil em 1963 onde encontrou um farto mercado de trabalho para desenhistas de histórias em quadrinhos. Em meados dos anos 70, quando as editoras fecharam suas portas por pressão da ditadura militar e da censura, Zalla migrou para o mercado de livros didáticos.

Na década seguinte o artista fundou a sua própria editora, a D-Arte, pela qual lançou os gibis Johnny Pecos, Calafrio e Mestres do Terror. Estes dois últimos durariam dez anos ininterruptos nas bancas. Hoje, aos 80 anos de vida e 60 de carreira, Zalla é um dos últimos Mestres vivos de sua geração. Em sua homenagem, Marcio Baraldi lança sábado, na festa do 28º Prêmio Ângelo Agostini, um documentário.

JBlog >> Qual sua inspiração para fazer o doc?
Marcio Baraldi - Por vários motivos. Primeiro porque quando eu era moleque eu lia os gibis dele e achava ducarvalho! Segundo porque eu sempre tive um puta respeito pela geração dele: Colonnese, Osvaldo Talo, Gedeone, Jayme Cortez, Penteado, Getulio Delphim, Fernando Ikoma, Flavio Colin, Shimamoto. Eles são meus heróis desde moleque e nunca imaginava que um dia iria conhecê-los, quanto mais virar amigo.

Terceiro, porque a geração deles esta indo embora, ele é um dos últimos que ainda esta aí. Já tinha ha alguns anos esse projeto de fazer um documentário com os principais artistas dessa geração, mas nunca sobrava tempo pra começar. Cheguei a combinar com o Colonnese de ir gravar na casa dele, mas algumas semanas depois ele faleceu. Na seqüência faleceram o Claudio Seto e o Minami Keizi. Aí eu achei melhor gravar o Zalla correndo antes que ele zarpasse também (risos).

É chato falar isso, mas esses artistas já tem 80 anos de idade e ninguém deu o devido valor a eles. A crítica sempre os ignorou, para os críticos um artista brasileiro só tem valor se ele publica nos EUA. E a geração do Zalla foi exatamente na direção contrária, eram nacionalistas convictos e queriam um quadrinho brasileiro acima do americano. Era o sonho deles, com o qual eu me identifico e compartilho até hoje.

Quem deveria estar fazendo esses documentários são as TVs, grandes empresas de comunicação e tal. Mas como elas não fizeram, os fãs como eu é que estão fazendo.

JBlog >> Você ainda gosta de hqs de terror?
MB - Hoje confesso que eu já não me identifico mais, hoje eu defendo uma mídia sem violência, porque o mundo já está violento demais. A sociedade enlouqueceu e a vida real é muito mais terrível e sanguinária que as HQs ou o cinema de terror.

Mas eu sou fã da obra completa do Zalla, que não fez apenas terror e sim também farwest, aventuras, guerras, e super-heróis como o Escorpião, Homem Fera e Targo, o Tarzan amazônico, que durou muitos anos nas bancas. Além disso, ele também fez quadrinizações maravilhosas como as biografias de Chico Xavier e Lula, que são outros dois heróis meus (risos). Então eu tenho motivos de sobra pra admirar o Zalla e seu trabalho.

JBlog >> Você produziu e dirigiu sozinho? Quanto tempo e dinheiro te consumiu?
MB - Eu bolei tudo, pois já era um projeto antigo meu que eu finalmente tirei da gaveta. Roteiro, direção e produção. Peguei dois câmeras experientes, com equipamento de primeira, e gravamos tudo em dois dias. O resto foi edição, que eu dividi com o Fernando Bolinha, que é super experiente e me ajudou muito. Gastamos dois dias de gravação e um mês de edição. Quanto aos custos, gastei o necessário pra fazer um bom trabalho. Valeu cada centavo.

capa doc dvd do rodolfo zalla

JBlog >> Você quer partir pra uma carreira de audiovisual?
MB - Meu objetivo é apenas fazer justiça com essa geração de artistas fundamentais pro Quadrinho brasileiro. Prestar-lhes as devidas honras e ajudar a popularizar e eternizar um pouco mais a obra espetacular deles.

JBlog >>Livro, game e documentário. O que o Baraldi ainda não fez?
MB - Ganhar na megasena (risos)!

JBlog >> Quais as maiores revelações que o Zalla fez?
MB - Ele contou toda a vida dele, seu inicio de carreira, mostrou fotos antigas muito legais que eu aproveitei no DVD, mostrou capas que foram vetadas na época e nunca foram publicadas. Mostrou seus primeiros quadrinhos ainda na Argentina, feitos aos vinte e poucos anos. Enfim mostrou coisas que praticamente só ele tinha acesso e ninguém nunca viu. Também contou e protagonizou momentos engraçados que eu resolvi usar nos extras, só pro publico dar risadas com ele, pois ele e a esposa, Dona Ana, são duas figuras muito bem humoradas.

JBlog >> Você viu o doc do Claudio Setto?
MB - Já comprei uma dúzia dos DVD do Claudio Seto e os mandei de presente pro Zalla, Fernando Ikoma, Osvaldo Talo e outros dessa geração. Gostei muito do DVD do Seto, mas achei um pouco curto.Gostaria de ter visto mais coisas dele já que infelizmente não houve tempo de eu me tornar seu amigo. Sou grande fã do Seto e tenho muito material raro e antigo dele na minha coleção. Considero-o um autor genial e a frente de seu tempo.

Já o documentário do Zalla é bem mais longo e abrangente, tem quase o dobro do tempo do DVD do Seto. Mesmo assim, não ficou cansativo. Cortei muita coisa porque não dava pra caber tudo, deixei só o mais importante. E mesmo assim ficou com 72 minutos. Espremi 80 anos de vida em uma hora e doze minutos.

JBlog >> O que Baraldão vai aprontar para o resto do ano?
MB - Nem eu sei (risos). Tenho centenas de quadrinhos nos arquivos esperando pra virar livros: Sabujo Vingador, Ultravesti, Maluco e Beleza, Ginho, o ET de Varginha, e um do Roko-Loko prontinho.Vamos ver quem é o próximo da fila. Eu só peço a Deus muita saúde e longa vida. O resto eu mesmo decido tudo.

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Os os melhores filmes adaptados das HQs

mundo super-herois edicao 30

Saiu a edição número 30 da revista Mundo dos Super-Heróis. A matéria principal de 22 páginas traz os 15 melhores e os 7 piores filmes da Marvel para o cinema. Também vale destacar a entrevista com o quadrinhista Felipe Massafera, contando como é trabalhar pra DC Comics e como fez para entrar no time, e a seção onde o desenho dos leitores é avaliado. Outra boa matéria mostra como a DC renovou o Superman para enfrentar o seu maior vilão: o desinteresse dos leitores. A publicação está à venda nas melhores bancas e livrarias especializadas.

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Julio Verne e Charles Dickens em quadrinhos

conto de natal - espirito aparece

Um clássico do falecido escritor inglês Charles Dickens (1812-1870) ganhou uma versão em quadrinhos. “Um Conto de Natal” foi publicada no Brasil pela editora gaúcha L&PM e inaugura a série de clássicos da literatura adaptados para o formato da nona arte.

A história mostra Ebenezer Scrooge, um homem avarento e solitário que odeia o Natal e tudo o que ele representa. Mas durante o sono na madrugada do dia 24 para o dia 25 de dezembro, ele recebe a visita de três espíritos: do passado, do presente e do futuro. Todos levam Scrooge para uma viagem no tempo, onde o velho percebe seus erros e sentimentos reprimidos desde a infância até os dias de hoje, mergulhando em tristeza e arrependimento.

Entre os trechos mais emocionantes, destaca-se a visita espiritual de Scrooge à casa do seu funcionário, onde as várias crianças dividem um pequeno ganso na ceia, e os pais rezam pela saúde do filho que está com a saúde fragilizada e usa muletas para caminhar.

No dia seguinte, o velho pão duro acorda e decide mudar a sua vida, dando valor ao que realmente importa, sem focar simplesmente na vida material. A verdade é que, para nós, voltar no tempo é impossível, mas podemos mudar nossos valores a qualquer momento, basta querer. Além dos quadrinhos, os livros da série trazem estudos sobre o autor, sua época e sua obra.

conto de natal espirito com corrente
conto de natal - arrependido
Pelo mesmo motivo, também vale à pena adquirir “A Volta Ao Mundo em 80 Dias”, de Julio Verne (fragmento abaixo), que mostra os progressos tecnológicos da revolução industrial. Numa alucinada corrida contra o tempo, os dois personagens principais se deslocam pelo planeta utilizando vários meios de transporte como barco a vapor, trem, bote, trenó, e até mesmo lombo de elefante! Com a chancela da UNESCO e desenhos belíssimos, estas publicações apresentam uma maneira lúdica e divertida de ler os clássicos da literatura mundial.
a volta ao mundo - em quadrinhos

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