Começa no próximo dia 10 na
Caixa Cultural do Rio de Janeiro, a mostra Mostra "
Super-Heróis X Anti-Heróis - Dos quadrinhos às Telas". O evento seguirá por duas semanas, sempre de terça a domingo, com ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).
São 31 produções sobre super-heróis, porém apresentando também o outro lado da kriptonita: os anti-heróis. Além de um curso com Carlos Patati e três debates, os destaques de fato são os filmes mais raros, que não se encontra em qualquer locadora. Neste rol figuram clássicos como
Barbarella (1968),
Diabolik (1968) com música de Ennio Morricone,
Flash Gordon (1980) e
Superman (1978) com Marlon Brando, Gene Hackman e Christopher Reeve (FOTO ACIMA) no elenco.
Os super-heróis estão representados em filme-séries como
Captain America (1944),
Superman, (1948) e
The Incredible Hulk (1978). São episódios de seriados bem sucedidos, sendo que o do homem verde foi exibido no Brasil em TV aberta e me traz ótimas lembranças da infância.
Já os anti-heróis são encabeçados, por exemplo, pelo ícone
American Splendor (2003) e pelos brasileiros
Meteorango Kid (1969) e
Superoutro (1989), sobre pessoas que mergulham no universo da fantasia como fuga da realidade em contextos diferentes.
O falecido Harvey Pekar, em cena de American Splendor
Vale conferir também o documentário
História em Quadrinhos, de apenas sete minutos, realizado em 1969 por Alvaro de Moya e Rogério Sganzerla, e duas animações:
Rocky & Hudson (94), de Otto Guerra, e
Asterix Conquista a América (abaixo), de 1994. Quem assistir a duas sessões de qualquer filme ganhará um catálogo com ficha técnica, fotos e textos sobre as 31 produções.
TODO HERÓI TEM UM PONTO FRACO
O cineasta
Dario Gularte, que assina a curadoria com o jornalista
Eduardo Souza Lima, explica que o recorte teve como ponto de partida o “confronto” entre heróis x os anti-heróis, e a matriz americana cujos pilares principais estruturam a seleção de filmes. “A proposta da mostra, em si, já sugere outras edições, pela quantidade de filmes, pela diversidade de contextos sócio-culturais e históricos, nacionalidades e matrizes. Dentro disso já estipulamos, desde a fase de pesquisa, fazermos uma edição voltada, por exemplo, ao universo das animes japonesas”.
Se os mais jovens se animarão para ver na tela grande filmes antigos, muitos em preto e branco, ou títulos facilmente disponíveis, como
X-Men Origens: Wolverine,
Homem-Aranha 3 e
Batman: Cavaleiro das Trevas é uma incógnita.
Dario e Eduardo (de óculos), os curadores da mostra de cinema
Entre os pecados da mostra, a arte gráfica de gosto duvidoso (abaixo), a ausência de reprises - ou seja, cada filme será exibido uma única vez - e de uma exposição paralela, visto que a Caixa Cultural tem duas grandes galerias e poderia estar completamente tomada por quadrinhos. Isso sem contar o teatro, que volta e meia bebe na fonte da nona arte, como acontece nas peças da
Companhia Vigor Mortis, ou na bem sucedida adaptação de
Avenida Dropsie e das
tiras de Maitena.
Ainda assim vou prestigiar o evento e os debates com feras do quilate de
Heitor Pitombo e Alvaro de Moya por que qualquer iniciativa a favor dos quadrinhos no Rio de Janeiro é raríssima, ainda mais em instituições maiores. Confira a programação completa no
hot site do evento.
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