Arquivo de April 2010

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Uma avó, seus netos e um fusca vermelho

Palavrinha ou Palavrao CAPA cia das letrinhas

Karin Sá Rego (texto) e Daniel Kondo (ilustrador) lançaram um livro infanto-juvenil muito interessante que brinca com as onomatopéias (os recursos gráficos usados nos quadrinhos para representar os sons). O JBlog conversou com eles sobre Palavrinhas e Palavrões (Editora Cia das Letrinhas, 48 páginas).

JBlog >> Como surgiu a idéia de fazer um livro que falasse de onomatopéias?
Dani e Karin - Surgiu como consequência de uma ideia, que há muito conversávamos, sobre unir conhecimento e diversão através da literatura e da poesia. Faz parte de um conceito que criamos chamado "poesia na sala de aula", e que tem a proposta de falar sobre conteúdos da nossa língua - como as figuras de linguagem - sempre através de uma história divertida, rimada e com elementos do dia a dia dos nossos pequenos leitores.

JBlog >> Vocês cresceram lendo Histórias em Quadrinhos? Ainda lêem?
Dani - Sim, eu lia de tudo. A Turma da Mônica, Superaventuras Marvel (eu sempre queria ser o Cíclope), Tex e Zagor, e os quadrinho da Ebal, como Sargento Rock, Conan e o que se produzia no Brasil em quadrinhos nessa época. Hoje em dia leio menos, sou mais seletivo. Gosto muito dos quadrinhos do Art Spiegelman, tanto Maus (adulto) quanto o Little Lit (crianças).

Karin - Sim, eu devorava gibis! Turma da Mônica, Pato Donald, Tio Patinhas & cia e todas os outros gibis bem "menininhas": Luluzinha, Brotoeja, Bolota, Riquinho... Nossa, sessão nostalgia total!!! Também adorava Recruta Zero e Charlie Brown. Eu tinha uma tia que gostava da Mafalda e eu acabava lendo "por tabela", apesar de não ser propriamente infantil. Hoje, continuo no universo Turma da Mônica, por ter filhos pequenos, que adoram essa turminha. Sou fã no.1 do Calvin e do Hagar.

JBlog >> A minha impressão é que o livro é baseado em rimas do roteiro (o dia a dia das crianças na ida pra escola) primeiramente, e que não necessariamente a onomatopéia é quem define a ilustração. Está correto?
Karin e Dani - Na verdade, quando pensamos um livro, procuramos fazer o mais integrado possível. Trabalhamos juntos mesmo! Tanto o roteiro, quanto as rimas e as ilustrações, dão uma forma mais coesa à própria história, de maneira que ela se desenvolva de maneira natural, com todos esses elementos.

Nosso objetivo é sempre dar o nosso recado, da melhor maneira: do modo mais direto, mais claro e mais bonito possível. Se, numa página, achamos que uma mega ilustração, linda, ocupando toda a página, será suficiente para passar a nossa mensagem, ótimo! Ou se, numa outra página, ao contrário: precisamos de mais texto e a ilustração entrará como informação complementar, maravilha também! O importante é que nós sempre criamos e pensamos o livro de forma harmoniosa, equilibrada e adequada ao público infanto-juvenil.

JBlog >> No final do livro, vocês propõem ler o livro com o filho (ou aluno), a partir somente das onomatopeias...
Dani e Karin - Desta interação podem surgir outras possibilidades que os pais (ou professores) têm condições de criar. Estamos trabalhando em um conteúdo voltado para professores e pais curiosos (como nós), que ainda está em estudo na editora sobre qual será a melhor maneira de distribuí-lo.

Pagina de Palavrinhas e Palavroes

JBlog >> No caso da ilustração, quais técnicas e referências foram utilizadas?
Dani - Ilustração digital, com a referência de uma ilustração mais infantil, vintage, com inspiração nas ilustrações dos anos 60.

JBlog >> Por fim, as crianças e a avó (dona do fusca) que inspiraram o livro aprovaram o produto final?
Dani - Sim, os personagens têm os nomes dos filhos da Karin (Théo e Nina). Com certeza adoraram o resultado final. Meu filho Felipe, de 6 anos, sabe o texto inteiro já de memória. Ouvi dizer que, depois dessa história o fusca vermelho da avó (mãe da Karin) virou a sensação da escola.

Karin - Imagina o que a minha mãe não deve estar falando nesse livrinho com as amigas! Nina e Théo estão muito orgulhosos pelo livro, sim! Mas, principalmente, por saberem que eles são a minha maior inspiração sempre: em cada palavra, linha ou página da minha vida. Coisa mais fofa era o Felipe (o pequeno do Dani) dando opinião e muitas vezes nos trazendo desenhos e sugestões, enquanto trabalhávamos, no estúdio. É isso que vale! Eles são a nossa energia, o nosso oxigênio. São a nossa tinta e o nosso papel. Tinta verde, de esperança, num papel bem branquinho, da paz.
Que tal? UAU! Que Deus e os livrinhos nos ajudem!

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Um tigre, um jacaré e uma turma de arrepiar

turma do arrepio 01 editora as americas

Boa notícia pra criançada. A Turma do Arrepio está de volta às bancas de jornal, através da editora As Américas. Criada em 1989 por César Sandoval e publicada pela Editora Globo até 1993, chegou a ter um seriado live action de 45 minutos na falecida Rede Manchete no ano de 1997.

O relançamento aconteceu no ano passado, 20 anos depois de sua criação, mantendo o traço original. Com humor ingênuo e histórias em quadrinhos espirituosas, inclusive com versões curtas de uma ou duas páginas, o gibi de 36 páginas também oferece passatempos para a garotada. Cada exemplar sai a R$ 3,50 e já está na 6a edição.

capa Banzo e Benito de MZK

Quem também reuniu suas tiras e lançou em livro foi MZK, pseudônimo de Maurício Kuhlmann. Banzo e Benito (Editora Zarabatana) não é nem tão infantil, nem adulto como Calvin & Haroldo, mantendo-se num meio termo. Há constantes histórias (inclusive de um quadro só) do mundo fictício do jacaré e do tigre, além de piadas clássicas em versão ilustrada - como aquela do "você conhece uma piada suja e pesada? O elefante caiu na lama". Contém 64 páginas e custa R$ 34,00.

Banzo e Benito pagina do livro Zarabatana Books

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Personagens de Mauricio de Sousa na TV Globo

Mauricio de Sousa na coletiva da TV globo SP

A TV Globo acaba de firmar um contrato de três anos com Mauricio de Sousa para exibição de produções da Turma da Mônica na TV aberta e no canal internacional.
A parceria prevê exclusividade de desenhos, filmes e vinhetas dos personagens das histórias em quadrinhos. Já estão garantidas quase 10 horas de aventuras, inclusive produções inéditas na TV aberta protagonizadas por Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Também estão sendo criados episódios do Astronauta, da Turma do Penadinho e da Turma da Mônica Jovem.

Os desenhos serão exibidos nas manhãs de sábado a partir de julho, justamente no período de férias. “Estávamos namorando há algum tempo. Este é só o começo de um ótimo casamento”, declarou Mauricio na coletiva de imprensa realizada em São Paulo. Na opinião de José Luiz Bartolo, diretor de Licenciamento da TV Globo, “é uma forma de valorizarmos a produção nacional deste segmento ao levar este conteúdo para milhões de telespectadores”.

Foto: TV Globo / José Paulo Cardeal

TURMA DA MÔNICA NO PAÍS DAS MARAVILHAS
E na esteira do sucesso do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, a editora Panini coloca a partir de hoje nas bancas de todo país uma aventura da turma no mesmo lugar.A história será dividida em duas edições, em 124 páginas de muita emoção. Além da primeira parte desta história, a publicação traz de brinde um pôster duplo. Acima, Cebolinha de Chapeleiro Maluco e Magali numa versão do que parece ser a lagarta (que no filme é azul).

poster Magali e Cebolinha no pais das maravilhas

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Quadrinhos e religião: algumas resenhas.

genesis de robert crumb

Gênesis, de Robert Crumb (Conrad Editora)
Fruto nada proibido de um trabalho que consumiu quatro anos e foi eleito como um dos melhores lançamentos de 2009, o primeiro livro da Bíblia ganhou uma versão completa em quadrinhos. O único (e importantíssimo) detalhe é que pela caneta de Robert Crumb, um ícone da contracultura dos anos 1960 que, além de ateu, ficou conhecido pela sua visão liberal sobre sexo e drogas.

Tudo isso poderia gerar uma grande apreensão, sobretudo por parte da Igreja. Mas o artista não faz críticas a instituição, apenas limita-se a contar de forma ilustrada e didática a complexa história – sobretudo quando narra as inúmeras linhagens de descendentes dos personagens mais importantes, como Abraão.

O livro começa com a criação do mundo e do casal Adão & Eva, segue com o episódio de Noé (que foi revisitado recentemente no filme 2012, numa versão atual do dilúvio e já disponível em DVD), a destruição de Sodoma e Gomorra, e termina com a morte de José, aos 110 anos de idade, no Egito. “José teve uma lição de humildade muito mais valiosa que a de seus irmãos bábaros, que aprenderam através do medo”, comentou o autor na última página.

E bota barbaridade nisso. Numa época em que se matava por pouco, e de forma cruel – cortando cabeças e gargantas, quando não com pedras – as cenas de lutas são intensas e ricas em detalhes. Esta e outras marcas registradas de Crumb estão marcadas no papel, como o traço hachurado e as mulheres de formas generosas. No exterior, as cenas de sexo e de nudez incomodaram autoridades cristãs e, por precaução, a versão brasileira se limitou a estampar na capa o ícone que representa a criação. A estrangeira traz a cena em que Adão & Eva são expulsos por Deus do Jardim do Éden (abaixo).
capa gringa Genesis de Robert Crumb

Distribuídas em 224 páginas, ilustrada em preto e branco com cenários e figurinos fiéis aos originais – vide a foto abaixo, com referências usadas pelo quadrinista – Gênesis é um livro para deixar na mesa de centro, ou ler algumas páginas por dia como fazem os religiosos. Se você tem fé na boa história em quadrinhos, pode comprar. O traço de Crumb tem poder.
P.s: Em tempo, ele confirmou presença na Flip (4 a 8 de agosto em Paraty-RJ).

Mesa de Crumb ao fazer Genesis


O Quilombo Orum Aiê, de André Diniz (Galera Record)
O novo projeto do autor carioca desta vez foi roteirizado e também ilustrado por ele, num total de 112 páginas. Chama a atenção o estilo, que remete às xilogravuras dos artistas populares do Nordeste. Tendo como mote a fuga de escravos em Salvador, o momento mais interessante do livro é justamente a jornada de quatro personagens rumo ao utópico quilombo. Acontecem inúmeras situações em torno do protagonista, o escravo Vinicius “Capivara”. Ele simpatiza com Sinhana (escrava de um escravo), que por sua vez nutre algo mais pelo escravo malês Abul, num sentimento recíproco. Ao mesmo tempo, Capivara vive uma dualidade de amor e ódio com o branco Antero, que passa a viagem toda filosofando. O final é de certo modo previsível, mas vale pela mensagem otimista.
Quilombo Orum Aie os 4 personagens juntos

A Bíblia em Mangá, de Siku (Editora JBC)
Um caso que repercutiu no mundo todo aconteceu em 2007, quando a editora inglesa Hodder and Stoughton lançou uma nova adaptação da Bíblia no formato mangá. Desenhada pelo inglês Siku, que é casado com uma brasileira, em parceria com seu irmão, a Bíblia em Mangá vendeu milhares de exemplares e foi publicada aqui pela editora JBC, especializada no formato japonês de quadrinhos. No fim das contas, o que vale independente do tema e da religião é a intenção por trás do projeto.

Apesar das ilustrações coloridas que circularam pela internet, a versão comercializada aqui é em preto e branco, com preço de capa bastante acessível (R$ 9,90). O que torna a leitura maçante é o próprio texto do Velho Testamento e do Novo Testamento, com o uso excessivo de expressões nada populares como “destruístes todos os vossos ídolos, todos os vossos astaretes, todos os vossos baals”. Porém, do ponto de vista doutrinário, uma adaptação para o formato pop do momento possa ser bem visto pelos cristãos.
Moises abrindo o mar na Biblia em Manga

jesus e apostolos na Biblia em Manga


Yeshuah, assim em cima assim embaixo, de Laudo Ferreira Jr. (Editora Devir)
Ao mostrar a sua visão pessoal de Jesus e ângulos diferentes de Maria, José, Pedro, João Batista e Maria Madalena, aproximando o humano do sagrado, o artista pesquisou em fontes diversas como o misticismo, o budismo, o islamismo e a Cabala. O traço expressivo e carregado de emoção perde fluidez na linguagem carregada do texto original - assim como na versão da Bíblia em Mangá - num livro que não se encerra nele mesmo. O primeiro volume da trilogia não funciona sozinho, mas tem o mérito por jogar luz sobre um assunto delicado sem perder o respeito pelo tema.

Yeshauh de Laudo Ferreira Jr

Crucificados em Yeshauh de Laudo Ferreira Jr

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Caricaturas de momentos marcantes das copas

Torcedor do Boca Juniors, o caricaturista argentino Germán Aczel acaba de lançar na Grã-Bretanha o livro Copa do Mundo 1930 – 2006 (editora Sports Book), com cenas marcantes e personagens inesquecíveis. Confira algumas selecionadas pelo JBlog!
Pele comemorando gol em 1970

Pelé comemorando gol com Jairzinho em 1970.

A famosa cabeçada de Zidane no jogo contra a Itália

A famosa cabeçada de Zidane no jogo contra a Itália.

O gol de mão do Maradona contra a Inglaterra

O gol de mão do Maradona contra a Inglaterra.

Gol de placa do Maradona na Copa de 1986

Gol de placa do Maradona na Copa de 1986. Esse sim, honesto.

A seleção com os melhores de todos na visão do artista

A seleção com os melhores de todos na visão do artista: Pelé e os dois Ronaldos.

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HQ e religião, uma mistura poderosa

JB quadrinhos e religião 24-04-10

Meio de fácil assimilação e de comunicação imediata com o público, os quadrinhos tornaram-se, no decorrer dos anos, um poderoso aliado das religiões para a difusão doutrinária. Das 88 edições da Série Sagrada, publicada pela editora Ebal entre 1953 e 1960, ao sucesso da formiguinha Smilinguido, que completa 30 anos em 2010, o tema tornou-se recorrente também em publicações “laicas”, tanto as voltadas para o público infanto-juvenil como para o adulto. Para o professor do Observatório de HQs da USP, Waldomiro Vergueiro, os quadrinhos são um veículo interessante para a transmissão de mensagens religiosas.

Depende de cada autor utilizar o meio de maneira apropriada para atingir seus objetivos em termos religiosos. Mas é claro que as histórias em quadrinhos são uma forma narrativa que não se subordina à religião e por isso podem ser utilizadas de uma maneira que possa desagradar os seguidores de uma ou outra manifestação religiosa – ressalta Vergueiro. – Nem os quadrinhos são apenas diversão e tampouco a religião é somente reflexão. O diálogo entre ambos é perfeitamente factível.

Serie Sagrada Sao Jorge e Sao Judas Tadeu

Um dos maiores nomes do quadrinho nacional, Mauricio de Sousa costuma dizer que a Turma do Penadinho e a personagem Dona Morte ajudam a criança a desmitificar o medo por algo que todos enfrentaremos mais cedo ou mais tarde.

Após publicar uma história na revista da Magali em que ela reencarnava muitos anos depois, o autor declarou que a ideia de reencarnação é recorrente nas mais diversas religiões do mundo, e que o desafio seria apresentála de forma leve e se possível com humor. André Diniz é outro entusiasta do tema. Em seu livro Sete vidas (Conrad Editora) ele conta em quadrinhos a sua experiência real com a terapia de regressão a vidas passadas.

Fiz questão de deixar o aspecto “fé” o mais distante possível. Apenas reporto como se deram as sessões e o que vi durante elas. Se tudo o que vi foram de fato existências passadas ou se foi fruto do meu inconsciente, não acho que isso faça muita diferença, e até convido o leitor a tirar suas próprias conclusões. Daí, quando essa postura é clara, não acho que isso afaste o leitor mais cético.

Ele acaba de lançar O Quilombo Orum Aiê (Galera Record), desta vez sobre a saga de três escravos e um branco foragido que partem em busca de um quilombo utópico, após a revolta dos escravos malês de 1831.

As religiões são temas riquíssimos, independentemente de fé. Os santos foram gente de carne e osso e muitos com histórias de vida bem interessantes – observa.

Historia da Magali sobre reencarnacao


Recentemente o paulista Laudo Ferreira, em parceria com Omar Viñole, lançou Yeshua (Editora Devir), uma trilogia que procura trazer dentro de uma perspectiva mais próxima a questão do humano e do divino.

O Osho, mestre hindu, dizia que não acreditava que Jesus fosse aquela figura séria ou mesmo melancólica como foi retratado através dos séculos. Para ele, um ser iluminado e divino como foi Jesus era plenamente alegre. Também acredito nisso.

No primeiro volume, o artista focou no nascimento de Jesus e sua iniciação espiritual às margens do Jordão. No segundo, o início de sua pregação, a briga das ideias entre o que ele diz e a forma que as pessoas entendem, bem como a formação dos seus seguidores, Maria Madalena e a convivência com todos eles.

O autor explica que não tem religião, mas fé na vida e nas coisas boas:

O amor tornou-se piegas para muitos com o passar dos tempos, mas ele é sempre o saldo de tudo quando por ele entendemos um caminho de vida.

SMILINGUIDO COMPLETA 30 ANOS
Turma do Smilinguido

Um pequeno personagem de grande sucesso é a formiguinha Smilinguido, criado em 1980 por Márcia D’Haese e Carlos Tadeu Grzybowski. A missão do personagem e sua turma (que manteve uma revista durante seis anos) é propagar mensagens universais como bondade, compreensão, respeito e amor ao próximo.

Desde 1989 seus produtos editoriais são lançados pela Editora Luz e Vida. O diretor de parcerias e projetos, Carlos Eduardo Arent, não acredita que o sucesso comercial – são cerca de 150 produtos com a marca Smilinguido, traduzidos para o espanhol e inglês e exportados para mais de 30 países – entre em atrito com o lado religioso.

Em sua história, os quadrinhos têm a finalidade de passar uma mensagem. Relatar uma passagem histórica e religiosa através das HQs é comunicar aos grupos de interesse – opina Arent.

Na opinião do superintendente da Editora Luz e Vida, Samuel Eberle dos Santos, o desafio é manter a coerência histórica e dar respostas oportunas a novas tendências comportamentais, novas tecnologias e linguagens:

O Smilinguido não se propõe a discutir doutrinas ou tratar temas polêmicos da teologia. Ele é a favor da bondade, da gentileza, do perdão, do amor.

Jogo do Smilinguido lançamento 2010

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Roteiristas virtuais têm trabalho publicado

logo Maquina de Quadrinhos

Desde setembro de 2009, muitos fãs da Turma da Mônica estão produzindo suas próprias histórias com os personagens de Mauricio de Sousa através da Máquina de Quadrinhos. O site oferece um conjunto de ferramentas que possibilita criar roteiros utilizando personagens, cenários, objetos e onomatopéias.

Em pouco mais de seis meses no ar, o portal teve 250 mil histórias criadas, e as melhores serão publicadas nas revistas de linha da Turma da Mônica. Num exemplo muito interessante de conteúdo colaborativo, onde o produto online (virtual) se materializa no offline (impresso), estas HQs sairão nos gibis da Mônica, Cascão, Magali e Cebolinha com um selo na capa, identificando-os.

Segundo a assessoria de Mauricio de Sousa, além de descobrir novos roteiristas para sua empresa, ele pretende publicar uma revista virtual com outros trabalhos enviados ao site. Além disso, o portal estimula o gosto pelas HQs desde a infância.

 Maquina de Quadrinhos painel 1

 Maquina de Quadrinhos painel 2

 Maquina de Quadrinhos painel 3

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Estudante da UFRJ expõe na reitoria

charge de Diego Novaes

O carioca Diego Novaes é estudante da Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustrador do Museu de Geodiversidade da mesma instituição. O jovem está expondo na reitoria até o próximo dia 30. “Reitor, Política e Charges à parte” tem curadoria de Gabrielle Domingues. “Depois a proposta é ser intinerante pra outros campi da Universidade”, explica o artista.

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Leitor vende grande coleção de quadrinhos

colecao do Avelino Martins

Avelino José Martins foi leitor e colecionador de quadrinhos durante os anos 70 e 80. “Comprava tudo que saía nas bancas e cheguei a comprar de outros colecionadores revistas mais antigas, inclusive participei da venda que a EBAL realizou no fim dos anos 70 de todo o estoque de revistas antigas”, conta.

Mas, acredite, ele quer vender suas relíquias. “Minha coleção está devidamente guardada num sítio em Itaipava e acho que chegou a hora de vendê-la aos poucos. É um processo difícil afetivamente falando. Ainda lembro bem da emoção de comprar um Tintin ou Asterix novo, algum gibi dos heróis Marvel, Fantasma, Disney...”.

E olha que a oferta é muito boa. Ele tem praticamente todas as revistas da finada Bloch editora (Capitão América, Homem Aranha, Planeta dos Macacos, Conde Drácula), Cebolinha nº 1, Mônica nº 1, Almanaque Disney nº 1 em diante, além de publicações das editoras Abril, RGE e Vecchi.

colecao do Avelino Martins GIBI

“Na coleção completa Mortadelo e Salaminho peço R$ 2.000,00 pois foi comprada por mim em livraria, portanto único dono. A coleção completa do GIBI de 40 números sai por R$ 800,00”, explica. Os preços estão baseados em anúncios do mercadolivre.com e ele aceita oferta. “Não pretendo vender número a número, mas em coleções. Também não vendo no esquema de lote. Tudo de determinada editora, por exemplo”.

O celular dele é (21) 8105-1465, mas você pode contactá-lo também por e-mail.

colecao do Avelino Martins Salaminho e Mortadelo

colecao do Avelino Martins Gibi Nostalgia

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O seu mangá pode te levar ao Japão!

pequena Loja dos Horrore Capa Raffaela Ryon

O Consulado Geral do Japão em São Paulo está centralizando as inscrições brasileiras pro 4º Prêmio Internacional de Mangá e os vencedores serão convidados a visitar o Japão e participar da cerimônia de premiação, que acontecerá em janeiro de 2011. O concurso aceita obras inéditas ou não, com 24 páginas ou mais, que devem ter sido escritos em países fora do Japão. No ano passado, a paraibana Rafaella Ryon levou a medalha de bronze com o trabalho Pequena Loja de Horrores (acima e abaixo). Para ler o regulamento completo clique AQUI.

No mês passado, o mesmo consulado realizou um seminário muito interessante sobre o tema e tem se destacado nacionalmente pelo apoio aos quadrinhos.

pequena Loja dos Horrore miolo Raffaela Ryon

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Recall de revista em quadrinhos

Superman 89 recall

Acredite, não é só em brinquedos e automóveis que acontece recall. A edição de abril da revista mensal Superman, número 89, da Panini, chegou às bancas com a página 77 trocada. Quem já adquiriu o exemplar em banca e quiser trocar deve enviá-lo pelos Correios via sedex a cobrar para a editora. Já os assinantes receberão a nova versão corrigida em casa.

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Um clássico da idade da pedra

flintstones no jb 12-04-10

Existem várias maneiras de expressar felicidade, uma delas é gritando bem alto. E nesta categoria, certamente um dos berros mais famosos do mundo é Yabba Dabba Dooo!, popularizado através do personagem Fred Flintstone. Assim como o de irritação, quando ele chama sua esposa: Wilmaaaaaa!. Mas será que Fred conseguiria gritar com tanta intensidade aos 50 anos? Afinal, em setembro, a turma de Bedrock comemorará meio século de criação após inúmeras mudanças, tanto estéticas como de propriedade intelectual.

Mas como essa história começou? No final dos anos 50, as emissoras norte-americanas de TV descobriram que muitos adultos assistiam os desenhos animados exibidos aos sábados pela manhã e decidiu criar um produto para esse público. E mais: para veicular no horário nobre, por volta das 20h, algo inédito até então.

Foi quando os produtores William Hanna e Joseph Barbera chegaram a brilhante ideia de utilizar pessoas e não animais como protagonistas, e que a série teria como cenário a idade da pedra. Os dois primeiros episódios foram batizados como The Flagstones, mas alterados para The Gladstones e, finalmente, The Flintstones.

the flintstones

A rede ABC comprou o projeto, porém cada desenho durava meia hora, ao invés dos sete minutos habituais, e custaria US$ 65 mil. A solução? Fechar patrocínio com o
Miles Laboratories e a Reynolds Tobacco Company. Como contrapartida, nos intervalos comerciais, era exibido um anúncio onde Fred e seu amigo Barney Rubble apareciam fumando o cigarro Winston. Por sua vez, a Miles lançaria uma linha de vitaminas com os personagens, chamada Flintstones Complete. Quando a esposa de Fred, Wilma, engravidou de Pedrita, o principal patrocinador passaria a ser a Welch, fabricante de sucos e manteiga de amendoim.

Como naquele tempo não existiam termos como “politicamente correto”, na noite do dia 30 de setembro de 1960, os norte-americanos assistiram a artimanha de Fred e Barney para ir jogar boliche em vez de ir à ópera com suas esposas Wilma e Betty.

O PULO DO DINOSSAURO
Provavelmente o pulo do gato, ou do dinossauro, foi justamente parodiar o estilo de vida da década, marcado pelo emergente consumismo capitalista dos anos 60. Porém, os eletrodomésticos eram operados por animais, como o mamute aspirador de pó, a câmera movida a pica-pau e os elevadores movidos a brontossauros. Falando neles, o prato favorito de Fred era justamente o Brontossaurobúrguer com Cactus-Cola.

Em 1961, o desenho foi indicado para o Prêmio Emmy como Melhor Programa de Humor, mas perdeu para o The Jack Benny Show. Parece mentira, mas no dia 01 de abril de 1966 foi veiculado o último episódio na TV. Quatro meses depois, foi lançado nos cinemas o filme A Man Called Flintstone, parodiando o espião James Bond.
the man called flintstone

Quando voltaram à TV, na década de 70, os Flintstones precisavam mostrar alguma novidade em pleno 1.040.000 A.C. Foi aí que os filhos dos casais principais, se tornaram adolescentes. Pedrita é a filha de Fred e Wilma, e Bam-Bam o filho adotivo de Barney e Betty, que exibe uma força descomunal. O sucesso da nova temporada foi tão grande que, anos depois, surgiram dois parques temáticos nos EUA, um em Dakota do Sul e outro no Arizona.

ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS
Como já virou regra no mercado ianque, uma franquia é sempre expandida para outras mídias. E com os amigos das cavernas não foi diferente. Eles foram adaptados para as histórias em quadrinhos inúmeras vezes, bem como publicados através de tiras de jornal. Aqui no Brasil, os gibis foram lançados nos anos 70 e comercializados nos anos 80 pela editora Abril. Desde 2008, a Panini publica revistas de personagens em evidência na TV, como Pica-Pau, Scooby-Doo e, claro, os Flintstones.

flntstones revista de 1962

flintstones em hq 1962

Revista em quadrinhos dos Flintstones datada de 1962


A VENDA DA HANNA-BARBERA
Nos anos 90, os estúdios da Hanna-Barbera foram comprados pela Turner Enterprises, proprietária de canais como o Cartoon Network. Em 1994 foi lançado o primeiro longa-metragem live action com John Goodman e Rick Moranis nos papéis de Fred e Barney. Na esteira do filme, foram licenciados 260 tipos diferentes de produtos. Em 95, o grupo Time-Warner adquiriu 82% da Turner Broadcasting, tornando-se a maior empresa do mundo em entretenimento e conglomerado de mídia.

Após o pânico com o bug do milênio, em 2000 foi lançada uma continuação no cinema, com Os Flintstones em Viva Rock Vegas. Não sabemos o que se passou na cabeça de Hanna e Barbera ao verem suas criações em poder da Warner, aquela que fora sua maior concorrente por audiência. William Hanna morreu em 22 de março de 2001 e Joseph Barbera em 18 de dezembro 2006. Até hoje, o desenho animado já foi visto por mais de 300 milhões de telespectadores em 80 países, e dublado em 22 idiomas.

fred e barney com barbera

Acima, os bonecos de Fred e Barney com Joseph Barbera

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De Lá pra Cá homenageia Angelo Agostini

Angelo Agostini foto

Este domingo, 11 de abril, às 18h, o programa De Lá pra Cá homenageia o cartunista italiano Angelo Agostini, que fez muito sucesso no Brasil. O artista gráfico é personagem da história da imprensa brasileira, principalmente em relação à caricatura, à charge política e aos quadrinhos. Em 1864, ele fundou o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, o Diabo Coxo.

O desenhista é considerado o pioneiro dos quadrinhos com a publicação de Nhô-Quim, em 1869. Angelo ainda testemunhou os fatos mais importantes de nossa história da segunda metade do século XIX. Crítico mordaz, abolicionista e republicano, é dele a série que acabou por ridicularizar a instituição monárquica. O artista também editou a Revista Ilustrada (abaixo com uma charge de Dom Pedro II).

Angelo Agostini capa revista Ilustrada

Para falar sobre Angelo, o programa entrevista o jornalista Gilberto Maringoni, a historiadora Isabel Lustosa, o pesquisador Marcos Tadeu Daniel, o escritor Pedro Correa do Lago – autor do livro Caricaturistas Brasileiros - e o cartunista Paulo Caruso. O De Lá Pra Cá é exibido aos domingos 18h com reprise às segundas, 23h, pela TV Brasil.
Angelo Agostini charge de Floriano Peixoto

Leia também: Prêmio Angelo Agostini é questionado

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Tiragem de HQ do Sesinho é de 1 milhão

A assessora de comunicação da editora Exa World, Vanessa Castro, escreveu para o nosso JBlog corrigindo algumas informações sobde a matéria da revista Sesinho:

"Estamos comemorando a Edição número 100,da Fase Exa World cujo relançamento deu-se em 2001. A revista Sesinho realmente nasceu em 1947, sendo publicada até 1960 com tiragem de 100 mil exemplares mensais.

Com relação ao número de um milhão e duzentos mil exemplares, relatados na matéria, esclareço que este número se refere a média dos últimos 10 anos, já que em alguns meses tivemos edições especiais. A tiragem mensal é de um milhão de exemplares com distribuição em todo o território nacional".


Aí está o esclarecimento.

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O caso mais difícil na história de Tintin

Tintin na capa do Caderno B de 10-03-10

Num momento onde a indústria cultural e os direitos autorais estão sendo amplamente debatidos, um caso em especial vem roubando a cena na Europa. Trata-se da série de ações movidas pela Sociedade Moulinsart, detentora dos direitos sobre o personagem Tintin, contra autores e editoras.

Criado em 1929 por Remi George, o Hergé (1907-1983), o repórter topetudo e seu inseparável cachorro Milu, têm sua propriedade intelectual controlada pela viúva do artista e, principalmente, pelo seu atual marido, Nick Rodwel.

O ESTOPIM
Tudo começou em 2008, quando a Moulinsart acusou o escritor e pesquisador Bob Garcia e a editora Promocom de reproduzir, sem sua permissão, “elementos e trechos da obra de Hergé, às vezes em grandes números”. Os elementos do processo são cinco livros em francês, com tiragem média de 500 cópias cada, que teriam sido publicados dentro da exceção de citações curtas, baseada na Convenção de Berna, de 1974. Logo, dispensadas de um pedido formal de autorização. O fato é que a disputa Rodwell versus Garcia gerou um grande debate sobre liberdade de expressão contra os interesses comerciais de uma superpotência empresarial.

A partir do caso, alguns fãs ameaçaram boicotar todos os produtos relacionados à Tintin, inclusive o filme Tintin e o Unicórnio dirigido por Steven Spielberg que chegará aos cinemas no ano que vem. Outros, porém, decidiram ir além e estão sofrendo as conseqüências.
livro de bob garcia e critica a moulinsart

Livro de Bob Garcia sobre Hergé (esquerda) e álbum criticando a Moulisart.


VÁRIOS PROCESSOS
A editora Léopard Démasqué lançou alguns títulos da série em quadrinhos Les Aventures de Saint-Tin et son ami Lou, criados pelo cartunista Gordon Zola (abaixo). Resultado: está enfrentando um processo de 40 mil euros, que a levaria a falência. A Moulinsart exigiu também a destruição dos exemplares sob a acusação de falsificação, plágio, adaptação literária e parasitismo. Por sua vez, a Léopard alega que os personagens de quadrinhos podem ser parodiados da mesma maneira que personalidades públicas. Depois de idas e vindas, um novo julgamento está programado para maio.
Gordon Zola humorista frances

montagem sobre O caso Girassol de Tintin

Por sua vez, a Edições Parodisiaques, que também foi acionada na justiça, divulgou aos quatro ventos que a Moulinsart está pressionando lojistas e distribuidores para não comercializarem seus livros. É também o caso da loja/editora especializada BédéStory, que foi multada em dezenas de milhares de euros por lançar a série Comment Hergé a creé... (Como Hergé criou...), que analisa as influências do cinema e da literatura em álbuns de Tintin.

Menos sorte teve Bob Garcia, condenado a pagar 48 mil euros. Agora sua casa está sendo hipotecada, como denunciou no seu blog. Ele alega que a propriedade foi adquirida em 1994, dez anos antes de escrever uma linha sobre Tintin. Logo, ele não teria comprado a propriedade com lucros provenientes do personagem.

Nesta guerra editorial, sobrou até para a internet. O fã-clube sueco Generation Tintin e o site catalão TintinCat terão que mudar de nome e logomarca. A ação judicial movida pela Moulinsart se baseia no copyright, garantindo-lhe total controle sobre as marcas Tintin e Hergé.
montagem de Tintin no Tibet em duas versoes

REPERCUSSÃO NO BRASIL
Enquanto a história pega fogo no velho continente, o que pensam as empresas que licenciam o personagem no Brasil? Afinal, grandes companhias têm a tendência de barrar sátiras e paródias, como é o caso da Disney, que apelou ao congresso nacional americano e prorrogou seus direitos sobre o Mickey Mouse de 70 para 95 anos, quando já deveria ter caído em domínio público. O mesmo aconteceu com Popeye, propriedade da King Features, uma empresa do grupo Hearst.

Na opinião de André Conti, editor do selo Quadrinhos na Cia, da Companhia das Letras, que edita Tintin no país, uma das características da cultura pop é a auto-referência.

---- E as leis de direitos autorais em geral são confusas quando se trata de paródias: ao mesmo tempo em que as defendem, entram em conflito com leis de difamação.

Para ele, é uma questão de bom senso configurar ou não o uso indevido do personagem.

---- Porque se a questão for realmente autoral, ou seja, se não há o objetivo de explorar financeiramente o personagem, o criador pode muito bem mudar os nomes, as situações e ainda assim deixar claro que é uma paródia. É tudo uma questão de contexto. No caso específico da Moulinsart, fica difícil de opinar sem saber as questões editoriais internas envolvidas.

duas capas de Tintin e o Lotus Azul

Para o advogado Sérgio Branco, professor da FGV, há exageros por parte da editora. Ele lembra que tanto a lei de direito autoral francesa quanto a brasileira (art. 47 da lei 9.610/98) permitem a paródia. No caso brasileiro, sem nem mesmo impor que a paródia tenha fins não comerciais.

--- Ou seja, a paródia pode ter fins comerciais, sendo seu único limite não ser verdadeira reprodução da obra originária nem lhe implicar descrédito.

Ele lembra ainda que, ao contrário do que muita gente pensa, a paródia não só pode como deve se apropriar de elementos característicos da obra parodiada.

---- Afinal, uma boa paródia somente será reconhecida se for possível nela encontrar os traços marcantes da obra que pretende parodiar. Do contrário, a paródia não faz sentido.

Sérgio atenta para a fan fic (ficção feita a partir de fãs), que também não se trata exatamente de paródia, mas sim da criação de novas histórias a partir de personagens criados por terceiros.

---- Nesses casos, em regra são mantidas as características das obras originais (personagens, construção narrativa, gênero a que a obra pertence), só que com outras histórias.

O advogado lembra ainda que há uma tendência mundial em tratar os direitos autorais com cada vez mais severidade, diminuindo-se assim o âmbito da liberdade de expressão e de criação com base em obras alheias.

duas capas de Voo 174 para Sydney

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