Arquivo de March 2010

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Ao completar 100 edições, revista se renova

Você sabe qual é a revista em quadrinhos mais antiga em circulação no Brasil? Trata-se da revista Sesinho, criada em 1947, e que está prestes a completar 100 edições. A publicação traz quadrinhos, passatempos e textos informativos voltados para a área de educação, saúde, esporte e lazer, para leitores de 6 a 13 anos.
sesinho 100 turma nova

E para celebrar tão importante marca, a entidade concordou com a proposta da Exa World, editora responsável pela publicação desde 2001, e reformulou graficamente os personagens, para em um estilo, digamos, mais próximo de produtos como Turma da Mônica Jovem e Luluzinha Teen. E mais: o personagem principal cresceu, tornando-se um adolescente e enfrentando os problemas desta transformação.

Mas que ninguém pense que falta originalidade no projeto. É o que explica Cesar Struve, presidente do Grupo Exa, ao JBlog:

No segmento HQ não cabe a figura de plágio. Afinal, tanto nossos personagens quanto personagens da Disney, Mauricio de Souza e outros têm personalidades bem definidas. Eu diria, até psicografadas, pois não são personagens para convivência efêmera com seu publico. Portanto, não se constrói um relacionamento com a alta taxa de aceitação do SESINHO tentando copiar os outros.

Nós temos uma rede interativa de relacionamento aberta com nossos mais de 3 milhões de leitores mensais e isto por si só não nos dá o direito de copiar ninguém pois a base critica é muito forte
”.

Editada mensalmente com uma tiragem de mais de um milhão e 200 mil exemplares, com distribuição gratuita, a próxima edição contará ainda com um fansite, estreitando a comunicação entre os alunos da rede SESI, que são beneficiados com a publicação mas até hoje não tinham um espaço para colocar sua opiniões.

Visite o site clicando AQUI. Abaixo, a capa e algumas imagens da 100a edição que o JBlog teve acesso.

revista sesinho 100

sesinho 100 personagens rejuvenescidos

sesinho 100 personagem adolescente

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Faleceu o artista e editor Dick Giordano

Dick Giordano e sua Mulher Maravilha

Faleceu no último dia 27 o grande desenhista Dick Giordano, vítima de pneumonia e efisema pulmonar. O artista começou a trabalhar na DC Comics no final dos anos 60 e atingiu o ponto alto da carreira quando fez uma parceria com Neal Adams em Batman e na série clássica dos anos 70 Arqueiro Verde/Lanterna Verde.

Como editor, foi ele quem fechou o primeiro crossover entre Marvel e DC, com o encontro do Super-Homem com o Homem-Aranha e o one-shot de Super-Homem contra Muhammad Ali (ele mesmo, o boxeador).

Ele estava semi aposentado desde 1993 e nos deixou aos 77 anos de idade.
Batman no traço de Dick Giordano

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Supermoney: US$ 1,5 milhão por um gibi

supermoney

No mês passado, duas notícias deixaram os fãs de quadrinhos perplexos. Primeiro foi a venda de um exemplar da Action Comics Nº 1, com a primeira aparição de Super-Homem, por US$ 1 milhão. Dias depois, uma cópia rara da Detective Comics nº 27, de 1939, sobre o Batman, chegou a US$ 1.075,500 em leilão realizado no Texas. Agora o recorde foi novamente quebrado. Mais uma Action Comics Nº 1 foi vendida nesta segunda-feira por US$ 1,5 milhão, através do no site ComicConnect. Já tem gente na internet brincando que esta é a mais nova maneira de se lavar dinheiro. Vai saber...

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Cartunistas fazem exposição coletiva por Glauco

Qual a melhor forma de homenagear um amigo que foi assassinado? Difícil dizer, mas no caso do cartunista Glauco, seus companheiros decidiram realizar uma exposição se apropriando, cada um de seu modo, do espírito anárquico de personagens como Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Serão 28 trabalhos, expostos entre os dias 30 de março e 30 de maio, numa pizzaria de São Paulo conhecida como ponto tradicional de encontro de desenhistas. Para batizar o evento, recorreram a uma expressão famosa: “Fala, Panga!”. É assim Glauco se dirigia aos amigos, principalmente aos colegas de redação.

A lista de artistas que atenderam a convocação é grande: Adão Iturrusgarai, Airon Alcy, Allan Sieber, Angeli, Arnaldo Branco, Benett, Chiquinha, André Dahmer, Dálcio, Emílio Damiani, Galvão, Luiz Gê, Fernando Gonsales, Gustavo Duarte, Jaguar, Jean, Leonardo, Mariza, Nani, Orlando, Paulo Caruso, Pelicano (irmão de Glauco), Solda, Spacca, Tiago Recchia e Ziraldo.
fala panga exposicao por Glauco 2010

Curador da exposição, Orlando Pedroso lembra que conheceu as tiras de Glauco em 1978, num período de grande repressão. No entanto, o cartunista não respeitava nada. “O preso passava o pé na bunda do guarda, a menina deixava escapar na mesa do almoço que fizera um aborto dias atrás ou que tinha vários namorados, o defensor do feminismo pedia para a namorada pagar a conta do restaurante e o guardinha de trânsito botava ordem no cruzamento onde havia uma passeata vindo de cada lado.O peso de se fazer uma charge desaparecia e se tornava algo prazeroso e divertido”.

Na opinião de Pedroso, além de um grande artista, o cartunista assassinado era também uma pessoa muito divertida. “Não há pessoa que tenha trabalhado ou convivido com ele que não tenha pelo menos uma dezena de pequenas histórias tendo o Glauco como personagem”. Quem quiser compartilhar desse momento de dor e ao mesmo tempo bom humor, basta comparecer à abertura.

Serviço:
Exposição “Fala Panga!”
Abertura dia 30 de março de 2010 - a partir das 20h
Até 30 de maio, de terça a domingo, das 18h às 23h30
Pizza do Baboo - R. Joaquim Antunes, 824 – São Paulo (tels: 3064 8282 e 3082 9065).

Clique AQUi e veja o post "Ele Ousou Colocar o Geraldão de Fora"

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De portas abertas para o humor gráfico

tom jobim por Aroeira

Se o carioca é alegre por natureza, agora ele tem mais um bom motivo para sorrir. Foi inaugurado ontem o Centro de Referência do Humor Gráfico Carioca, no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como “Castelinho do Flamengo”, e cujo telhado acaba de ser reformado. O evento da noite passada foi apenas o primeiro passo de um projeto maior, como explica a Gerente de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura, Ana Durães:

--- Nossa proposta é atrair o público jovem e colocar o humor gráfico, que é a cara do Rio, na qualidade de obra de arte.

Para isso, será construído ainda um bar, com espaço para pequenos shows e apresentações de stand up comedy, e uma reserva técnica para abrigar acervos de artistas importantes, como Henfil, cuja obra é armazenada sem as condições ideais.

---- É importante criar locais de armazenagem por que os cartunistas costumam desenhar muito, e muito rápido, e por vezes usando papel e tinta que deterioram rapidamente.

A gestão ficará a cargo da Secretaria Municipal de Cultura em parceria com um comitê consultivo formado por artistas como Ziraldo, Ique (chargista do JORNAL DO BRASIL) e Chico Caruso, além de críticos de arte. Inicialmente o centro será mantido pelo órgão público, mas há total interesse em atrair parceiros da iniciativa privada também. Ana lembra que também é tempo de trocar ideias com os interessados em expor ou realizar eventos por lá.

--- Estamos de portas abertas e de muito bom humor.

Quem estiver disposto a conhecer o espaço e o projeto, que inclui ainda uma sala para oficinas e debates, pode conferir uma exposição com 44 caricaturas de personalidades cariocas e da MPB, como Caetano Veloso, João Gilberto e Clementina de Jesus (a primeira aí embaixo). A mostra tem entrada franca e vai até o dia 25 de maio, das 10h às 18h, na Praia do Flamengo, 158. Mais informações pelo telefone 2205-0655.
Clementina de Jesus por LULA

Cartola por LAM

Vinicius de Moraes por Carcamo

Noel Rosa por Cassio Loredano

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Apache, uma índia de fazer a cabeça

capa Apache 1

Ainda menina, uma índia apache vê seus pais serem assassinados e, quando cresce, decide se vingar. Este é o ponto de partida da nova revista em quadrinhos da editora As Américas, responsável pelos gibis da Turma do Arrepio, de Cesar Sandoval.

Criada por Tony Fernandes, fã declarado do personagem Tex, Apache é um western diferente e vem suprir uma lacuna no mercado de HQs brasileiro. Quem quiser conferir em primeira mão basta ir ao lançamento neste sábado, a partir das 15h, na livraria Comix, em São Paulo.

E pra quem gosta do tema, vale a pena também ler a matéria aqui do JBlog sobre Verão Índio, de Milo Manara e Hugo Pratt.

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Ó puxa... caí onde tem um hotel e duas casas!

banco imobiliario do Peanuts

Em comemoração aos 60 anos de Peanuts, a tira criada por Charles M. Schulz em 1950, saiu nos EUA uma versão temática de Monopoly (conhecido aqui como Banco Imobiliário), porém com Snoopy, Charlie Brown, Lucy e outros personagens, além de locais conhecidos das HQs (como o colégio, o campo de futebol americano, etc) e peças exclusivas. A pré-venda é feita pelo site gringo a US$ 32 (que aceita encomendas daqui) e o protótipo (acima) ficou super bacana.

Como já comentei aqui algumas vezes, o licenciamento para produtos é a principal fonte de renda de vários autores, entre eles Mauricio de Sousa, cujo 70% de seu faturamento vem deste tipo de operação.

Veja também o Banco Imobiliário temático da Liga da Justiça clicando AQUI.

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X-Men, Tupãzinho e Sargento Rock

revista mundo dos SH 20

A revista Mundo dos Super-Heróis nº 20 chega ao seu terceiro aniversário homenageando os X-Men. O dossiê 1988-2000 traz 24 páginas com informações detalhadas sobre a fase mais popular dos heróis mutantes, quando suas revistas vendiam milhões. Mas há outros destaques, como a seção “Recebemos” e a matéria sobre Minami Keizi, editor da editora Edrel (1967-1975) e precursor dos mangás no Brasil. Abaixo, um manual do artista, em leilão na internet.

minami keizi manual de karate

Mas o que, em minha opinião, mas faz valer os R$ 14,90 do leitor é a reportagem extensa sobre Joe Kubert, o cara que, entre outras coisas, criou a HQ em 3-D com o brother Norman Maurer. Foi em outubro de 1953, com a revista Three Dimension Comics, que vinha acompanhada de óculos com lentes coloridas e custava US$ 0,25 contra os US$ 0,10 das demais. Vendeu 1,2 milhão de exemplares.

Em janeiro de 1959, Kubert lançou o sensacional Sargento Rock (abaixo) e tornou-se especialista em histórias de guerra, que eu particularmente adoro. No final de 1960 ele virou diretor de publicações da DC e continua ativo até hoje, aos 83 anos de idade. Confira nas bancas ou adquira pelo site da editora Europa.

joe kubert e seu sargento rock

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Um oásis de bom humor num mundo confuso

tira Yellow Kid

No dia 17 de fevereiro de 1895 foi publicada a primeira tira em jornal, do personagem Yellow Kid (acima). Cento e quinze anos depois, as pequenas histórias em quadrinhos encontram uma realidade bem diferente aqui e no resto do mundo. Cansado da competição e da pressão comercial, Bill Watterson, o criador de Calvin & Haroldo, largou a prancheta e foi viver recluso. Porém em seu livro comemorativo pelos 10 anos do garoto loiro e seu tigre de pelúcia, o artista resolveu desabafar através de um longo texto, reproduzido pelos fãs através da internet.

Afinal, as tiras correm o risco de extinção? Em entrevista ao Caderno B, o próprio Mauricio de Sousa declarou que o que ele mais gosta de fazer é justamente desenhar tiras, pois os assuntos das manchetes podem entrar rapidamente no diálogo com o leitor. E que pretende voltar a fazê-las ele mesmo, logo que puder encontrar tempo para isso.

APERTADO E EM PRETO E BRANCO
A primeira crítica de Bill Watterson se referia ao pouco espaço para escrever ou desenhar. Em sua opinião, as tiras do passado não eram só desenhadas de forma divertida, elas eram lindas de se ver.

---- Popeye usava até vinte quadros no domingo. Tiras contínuas quase desapareceram incapazes de manterem seus enredos atraentes com a redução de diálogo necessária em quadros pequenos. Agora nós temos tiras de piadas com desenhos simples em abundância, e nada mais.

Ele frisa que os jornais aperfeiçoaram seu impacto visual através de nova diagramação, mapas, gráficos e fotografias coloridas, mas relegaram as tiras a pequenas caixas preto e branco organizadas numa grade tediosa.

Pode ser, mas não é um problema dos Estados Unidos apenas. É o que diz Ricky Goodwin, diretor da agência Pacatatu, que distribui tiras em quadrinhos desde 1985 e representa quadrinistas como Ziraldo, Angeli, Laerte, Nani, Fernando Gonsales, Jean, Benett e André Dahmer.

---- Os jornais vêm diminuindo de tamanho, tanto no número de páginas quanto no formato. O que os editores não atinaram - ainda! - é que, pelas suas particulariedades, as tiras brasileiras vão além de um aspecto de "passa-tempo", de narrar piadas, e tendem mais a tecerem comentários sobre o cotidiano da sociedade ou mesmo sobre os fatos relatados nas dermais páginas do jornal. Elas constituem também um elemento informativo-jornalístico opinativo além de serem humorísticas.

tira calvin fala das tiras de jornal

RENOVAÇÃO DE AUTORES
Apesar do estrondoso sucesso de Calvin & Haroldo, seu criador diz que há pouca renovação. No caso norte-americano, ele lembra que a personagem Belinda está nos jornais há setenta e cinco anos, enquanto Recruta Zero, Pimentinha e Peanuts estão todos na casa dos quarenta.

---- Há muito pouco giro no topo deste ramo. As tiras mais populares se tornam instituições e podem assegurar seus espaços no jornal por gerações. É difícil para uma nova tira chegar aos jornais, e poucas tiras sobrevivem por muito tempo.

Neste aspecto, Ricky Goodwin discorda, lembrando que, no Brasil, há muitos jornais ainda publicando poucas ou nenhuma tira.

---- O mercado não está sedimentado o suficiente para haver esses feudos. O espaço a ser desbravado é tamanho que tem lugar tanto pros famosos quanto pros desconhecidos. Outra diferença: os títulos americanos mais conhecidos são aqueles publicados há décadas e recriando situações dentro da mesma fórmula. No Brasil, nas tiras que duraram mais, os títulos podem ser os mesmos, mas dentro deles houve muita renovação, mudando-se os temas, o estilo e até os personagens principais.

E denuncia que o problema brasileiro é de ordem econômica.

--- Há títulos americanos sendo publicados há anos nos jornais apenas por serem muito mais baratos - são oferecidos em pacotes absurdos, quase um dumping - e entre estes títulos predominam os mesmos de sempre. O público brasileiro desconhece o que foi criado de tiras internacionais não-ancestrais.

Quem faz coro é o professor do Observatório de HQs da USP, Waldomiro Vergueiro.

--- A área de publicação de tiras de quadrinhos é muito competitiva. Aqueles que estão no topo tendem a permanecer lá, pois são conhecidos do público, representam uma produção sólida e com grande divulgação em outras mídias também.

bill watterson desenhado por ele mesmo

PERÍODO DE GRANDE TRANSIÇÃO
A verdade é que em meio ao centésimo aniversário, os quadrinhos estão num período de grande transição. Principalmente na Europa e Estados Unidos, são freqüentes as brigas sobre questões de controle criativo. Na opinião de Bill Watterson (na auto-ilustração acima), os quadrinhos estão iniciando uma das suas raras mudanças de geração.

---- Quando uma tira popular pode durar facilmente quarenta ou cinqüenta anos, os principais cartunistas definem a profissão por esse período. Recentemente, novos talentos conseguiram chegar até as fileiras do topo, trazendo junto algumas idéias diferentes sobre os quadrinhos devam ser.

A seu ver, a segunda grande transição é de interpretação artística. Afinal, nos dias de hoje, os quadrinhos são vendidos em galerias, ocupam museus, ganham prêmios e inspiram trabalhos acadêmicos. E, acima de tudo, continuam a ser uma forma de expressão pessoal.

---- Pode-se debater se a maioria dos quadrinhos é ou não uma Grande Arte, mas não se pode negar que os cartunistas e o público levam os quadrinhos mais a sério do que costumavam fazer.

E há ainda um ponto importante. Os quadrinhos foram inventados no final do século XIX, como um produto comercial para aumentar o público dos jornais. Daí que, naquela época, os cartunistas se consideravam jornalistas, não artistas. E mais, eram contratados exclusivamente para um periódico, enquanto hoje eles vendem seus trabalhos para o mundo todo através de sindicatos.

--- A sindicalização encorajou a produção calculada de tiras para espelhar tendências e capitalizar nos interesses específicos de grupos demográficos desejáveis.

Ricky concorda que, em nosso país, não existam seções robustas de quadrinhos que justifiquem essa produção exclusiva. E completa:

--- No Brasil o quadrinista ganha muito mal. Acaba tendo que publicar sua tira em outros veículos além daquele para o qual foi originalmente contratado, ou do jornal onde faz parte da redação. E olha que nos outros veículos sua remuneração também é tão pouco valorizada que é preciso realmente publicar em vários lugares para valer a pena financeiramente.

Já para o professor Waldomiro, essa questão é válida mais para o mercado
norte-americano do que para o brasileiro.

--- Existem vários autores que publicam em apenas um jornal durante anos, mantendo um público cativo e servindo como uma espécie de espaço de desenvolvimento para jovens autores, antes que eles possam se aventurar em outras publicações.

O IMPACTO DA TV
Em sua reflexão, Watterson fala também sobre o a concorrência da TV e de outros meios audiovisuais e como isso afetou o mercado de trabalho.

--- Um tira de jornal poderia uma vez ter atraído leitores de um jornal para outro, mas os quadrinhos não atraem pessoas da televisão. Os quadrinhos ajudam menos os jornais do que costumavam. Então os jornais olham para a página de quadrinhos como mais um lugar para cortar custos. Eles espremem mais tiras em menos espaços. Com menos palavras e desenhos mais grosseiros, os quadrinhos se tornam menos imaginativos e menos divertidos.

De fato, aos poucos o aparecimento da televisão retirou dos jornais o papel de entretenimento que tinham na sociedade. Vergueiro lembra que os leitores seguiam as aventuras de seus heróis preferidos com a atenção e interesse com que hoje muitos seguem as telenovelas.

--- A partir da década de 1950 essas produções foram diminuindo e passou a prevalecer no meio a tira cômica, no modelo a-gag-a-day (uma piada por dia). Esse modelo permite que os leitores leiam as tiras esporadicamente, sem prejuizo do entendimento. Nesses quadrinhos, o desenho caricatural, simples, é o predominante.

SIMPLICIDADE OU MÁ QUALIDADE?
Fazendo uma comparação, o pai do Calvin diz que enquanto os desenhos animados e as revistas em quadrinhos se sofisticaram e se popularizaram, as tiras de jornais se enfraqueceram. E considera um erro subestimar o apetite dos leitores pela qualidade.

--- Os quadrinhos podem ser muito mais do que são atualmente. Tiras melhores poderiam atrair públicos maiores, e isso ajudaria os jornais.

No caso das tiras brasileiras, historicamente já tinham essa característica do pouco-traço. É o que afirma Goodwin.

--- Os tiristas brasileiros da atualidade vêm do cartum, onde a gag já é visual, com pouco texto para explicar. É uma forma que tem o ápice no Henfil, no Nani ou no Glauco. Independente da dieta dos espaços encolhidos, as tiras nacionais são mais minimalistas, sem balões imensos ou cenários elaborados. O que lamento é que no Brasil não tenha subsistido a tradição dos suplementos dominicais, ou de seções maiores nos fins de semana, permitindo quadrinhos que não sejam apenas de uma tira horizontal, com maiores elaborações narrativos ou visuais.

O fato é que, ao lado do horóscopo e dos passatempos, as tiras de jornal foram importantes para gerações de leitores. Fazendo parte de um pequeno ritual reconfortante, onde os personagens amigos estão lá sete dias por semana, ano após ano. Ou como resumiu Watterson, “o mundo de uma tira de quadrinhos é simples e duradouro, um minúsculo oásis de estabilidade num mundo confuso e sempre em mutação. Ou, pelo menos, costumavam ser”.

E você, o que pensa sobre o assunto? Comente aí embaixo, à direita.

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Mulheres modernas sim, inclusive nas HQs

margarida reporter

Nos últimos 20 anos, as mulheres conquistaram mais espaço na sociedade, inclusive no mercado de trabalho. O reflexo desse avanço também se refletiu nos meios de comunicação, inclusive as histórias em quadrinhos. A argentina Maitena, por exemplo, é um ícone deste grito de liberdade, que vem do mesmo país que revelou a personagem Mafalda para o mundo. Aqui, a personagem Tina, que sempre foi coadjuvante nas revistas da Turma da Mônica, hoje possui uma revista só pra ela.

Mas talvez o maior símbolo da mulher moderna nas HQs é a Margarida, namorada do Pato Donald. E, acredite, graças a uma equipe brasileira de criativos. Na década de 80, a editora Abril abrigava em São Paulo um estúdio Disney e a maioria das histórias, principalmente as de capa, eram produzidas por quadrinistas brasileiros, retratando uma mulher independente, capaz de conquistar o mercado de trabalho, dirigir seu próprio carro e desempenhar qualquer função tradicionalmente exercida apenas pelos homens.

Quem explica melhor é a pesquisadora Agda Baeta, autora de um artigo sobre a charmosa pata no excelente livro Muito Além dos Quadrinhos (Ed. Devir):

--- A crise do sujeito típica da transição entre a sociedade moderna e pós-moderna foi o tema a história de estréia de seu primeiro gibi. No decorrer desses 11 anos de publicação ela evoluiu nas temáticas que rodeiam a mulher pós-moderna, mostrando que também se preocupava com as causas ambientais e o respeito ao cidadão.

margarida direito do consumidor

A autora assume que era fã da personagem na infância e que percebeu nitidamente a evolução nas HQs no período de 1986 a 1997, já que a reedição em 2004 não trouxe novas histórias.

---- O discurso das histórias da Margarida produzidas no Brasil é a prova de como as mudanças que impactam a sociedade, nosso modo de ver, sentir e nos relacionarmos é refletida nos meios de comunicação.

Sem dúvida que a repórter do jornal A Patada e outrora secretária do Tio Patinhas é uma feminista, ainda que suas histórias sejam infantis.

--- Em algumas histórias pode parecer exarcebada a questão do feminismo porque naquela época a mulher vivia um período em que tinha que provar mais e enfrentar os preconceitos de uma maneira mais incisiva. ---- explica Agda --- No entanto, os enredos também mostram uma mulher vaidosa e sentimental.

margarida incertezas

O desenhista e roteirista Primaggio Mantovi fez parte da tal equipe Disney, onde atuava como diretor de redação. Ele lembra que existiam poucas mulheres criando roteiros, então os homens recorriam às novidades do mundo feminino como revistas, programas de TV e, claro, esposas, amigas e namoradas. Graças a excelente qualidade das histórias produzidas no Brasil, seu grupo conquistou autonomia total perante os americanos.

--- Em dado momento conquistamos o “livre arbítrio” – brinca ele.

A revista durou exatas 257 edições, um recorde. Porém, não resistiu a crise no final da década de 90. No entanto, ele crê neste nicho de mercado.

--- Boa parte do público leitor de quadrinhos hoje é feminino, mesmo assim não conheço uma revista sequer que esteja realmente explorando este trunfo.

equipe disney da abril

A equipe Disney brasileira que conquistou respeito dos americanos


Hoje em dia as histórias da Margarida são criadas na Europa, em países como a Dinamarca, e publicadas aqui dentro das revistas do Pato Donald e do Tio Patinhas, com grande sucesso. Paulo Maffia, do núcleo de infantis da Editora Abril, lembra que a personagem até hoje possui destaque internacional.

---- Lá fora, a Margarida tem mais pegada que a Minnie. O Diário da Margarida faz grande sucesso na Itália, por exemplo.

HOMOSSEXUALISMO E ABORTO

Mesmo com tanta modernidade, temas como homossexualismo e aborto continuam sendo um tabu em suas histórias. Na opinião de Agda Baeta, antes de vermos o assunto retratado em um gibi destinado às crianças, a sociedade terá que passar por muita mudança cultural, pois as histórias em quadrinhos retratam os movimentos que estão ocorrendo na sociedade.

--- Quem sabe na quarta ou quinta onde teremos uma sociedade aberta o suficiente para termos esse tipo de assunto discutido na literatura infantil de maneira espontânea, sem pregar o politicamente correto?

Primmagio Mantovi concorda, mas frisa que nenhum personagem Disney é “apenas” para crianças.

--- A meta de Walt Disney era levar ao seu público nada mais que pura diversão. Ainda hoje, tudo que tem a sua marca mantém viva essa bem sucedida premissa.

De fato, as histórias da Disney, de uma maneira geral, são muito puritanas e não tratam assuntos tidos como tabus. Não retratam o sexo nem entre homem e mulher, quem diria entre mulheres. Mas isso começa a mudar, como bem lembra Agda:

--- As histórias brasileiras começam a retratar assuntos polêmicos. Um exemplo foi a aparição do primeiro personagem gay nas histórias de Mauricio de Sousa, na edição número 06 da revista da Tina. Mas para termos um personagem gay protagonista ainda estamos muito longe, a não ser que sejam HQs especificas.

caio amigo homossexual da Tina

E aproveita para elogiar a Turma da Mônica Jovem, cuja evolução dos personagens acompanha o crescimento dos leitores e os enredos podem abordar assuntos típicos de outra faixa etária.

--- Assim como a Tina tem ganhado histórias mais adultas, a Turma da Mônica Jovem abre um espaço para que assuntos como gravidez na adolescência, por exemplo, possam ser tratados.

margarida e suas muitas atividades


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Brincando de gato e rato. De novo.

tom e jerry grandes perseguicoes 2

A Warner lançou o segundo volume da série Grandes Perseguições de Tom & Jerry. Nestes 14 desenhos, brilha a trilha sonora, inclusive com jazz de boa qualidade, a direção da dupla Hannah-Barbera e o roteiro bem amarrado.

O curioso é que em alguns episódios há um desenho diferente dos personagens, principalmente do gato, que aparece mais peludo, forte e com orelhas menores, provavelmente produzidos numa outra fase, com outra equipe de arte.

Dentre os melhores episódios estão “O Gato Voador”, sobre a parceria entre o ratinho e um passarinho para fugir de Tom, “Dor de Cotovelo” – uma forte crítica ao capitalismo, onde o gato rico conquista a namorada de Tom - e “Talento Animal”.

Também vale a pena conferir “A Peste de Pecos”, sobre o tio músico de Jerry, que usa os bigodes do gato para tocar seu violão, e os dois desenhos passados na França da Idade Média: “Touché, Gatinho” e “Os Dois Mosqueteiros” (vencedor do Oscar), cujo final sugere que Tom foi decapitado na guilhotina (!) por não conseguir proteger a mesa de comes e bebes do rei.

Tanto o volume 2 quanto o volume 1 (resenhado aqui) já estão a venda.

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No Piauí, muito mais que um salão de humor

11 feira HQ do Piaui

A temporada de salões de humor está aberta. O Núcleo de Quadrinhos do Piauí está divulgando a 11ª Feira HQ, onde acontece exposição de desenhos, exibição de filmes e mesas de jogos, além de oficinas, palestras e venda de revistas piauienses.
Este ano o grande destaque é o 2º Seminário de Quadrinhos do Piauí, que levará jornalistas, estudiosos e pessoas ligadas ao mercado de HQ para dividir seu conhecimento.

Também chama a atenção a quantidade de categorias do concurso:
01) História em Quadrinhos; 02) Desenho para Quadrinhos; 03) Roteiro para Quadrinhos; 04) Ilustração; 05) Publicação Alternativa; 06) Ilustração Infantil; 07) Ilustração Juvenil; 08) Melhor Cosplay. A premiação que não é das maiores. A que “paga melhor” é História em Quadrinhos (R$ 500,00, Troféu e Publicação).

Por cinco vezes consecutivas, o projeto da Feira HQ foi aprovado pelo Programa BNB de Apoio à Cultura e, ano passado foi aprovada também no edital do Sistema de Incentivo Estadual de Cultura – SIEC, do Governo do Estado. Além disto, o trabalho do Núcleo já possibilitou a aprovação de dois projetos na Lei A. Tito Filho de apoio à cultura – as revistas Feira HQ e Humor Sangrento (primeiro gibi editado no Piauí, em 1977, que foi republicado) e o trabalho pioneiro de Arnaldo Albuquerque.

Para ler o regulamento completo clique AQUI

Para saber sobre outros salões que estão rolando, clique aqui

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Antes que tudo mais vá pro beleléu

Beleleu 1 ontem no Caderno B do JB

Tem publicação nova na parada. Ou melhor, nas livrarias. A primeira edição da Beleléu foi criada pelos cariocas Tiago Elcerdo, Daniel Lafayette e Eduardo Arruda, mais o brasiliense Stêvz. Nesta primeira edição foram convidados também Caio Gomes (da ótima revista Bongolê Bongoró), Danilo e os argentinos Berliac e Kioskerman, que pela primeira vez é publicado por aqui. Custeada pelo quarteto, ela tem como objetivo publicar o próprio trabalho dos artistas editores. Há também um blog com atualizções constantes.

Revista ou livro, não importa. A iniciativa é louvável em tempos de exaltação tecnológica e antes de tudo é fruto da amizade de pessoas que gostam de histórias em quadrinhos. Tiago Elcerdo e Eduardo Arruda são amigos de longa data. Quando o Stêvz se mudou de Brasília para o Rio, coincidentemente foi morar na rua de Eduardo, e sugeriu não só o projeto como também o nome Beleléu. Por sua vez, Daniel Lafayette já era amigo do Elcerdo. E assim a corrente estava formada.

Beleleu cabecalho com autores

DEBUTANTE NOS QUADRINHOS
A principal revelação nacional da revista é o ilustrador Eduardo Arruda (da tirinha abaixo), debutante no meio dos quadrinhos. Fã de pintores como Matisse, Edward Hopper, Andrew Wyeth e Grosz, teve aula com o pintor Lydio Bandeira de Mello e cursou a faculdade de publicidade imaginando que seria uma maneira de trabalhar com desenho. “Mas percebi que não era bem a minha praia”.

Talvez por isso sua arte-final seja a mais elaborada de todas. "Às vezes pinto no computador, às vezes à mão, e outras vezes misturo os dois. Geralmente, o desenho é feito no papel e depois escaneado. Vejo o computador apenas como mais uma ferramenta, como um outro tipo de lápis. Como uso tablet, quando uso o computador de certa forma também estou pintando à mão”.
tirinha de Eduardo Arruda na beleleu 1

Sem a preocupação de ser sempre engraçado, Eduardo diz que o importante é ter o máximo de liberdade possível. “Às vezes quero apenas contar uma história que me pareceu interessante, ou expor um pensamento, ou uma impressão. Gosto também de experimentar novas composições e técnicas. Acho importante também não ter medo de errar”. Em seguida, cita uma frase de Ralph Steadman (“Não existe esse negócio de erro. Um erro é uma oportunidade de fazer algo diferente") e completa: “Mas é claro que nem todo erro é aproveitável”.

UNANIMIDADE ENTRE OS BEBELÉUS
No caso da nova publicação, Arruda enfatiza a possibilidade de trabalhar com pessoas cujo trabalho já admirava. “O Lafayette tem uma facilidade para criar tiras como poucos. É incrível que ainda não tenha publicado um livro. O Elcerdo tem um belo traço, meio europeu, e é um grande contador de histórias. O Stêvz tem essas sacadas geniais, e além de ótimo desenhista é um tremendo escritor”.

Quem também se desdobra em elogios é Elcerdo. “Ainda não entendo como nenhuma editora propôs ao Lafayette publicar suas tiras. Ele tem muito material. Eu e Estevão brincamos que para qualquer situação da vida, existe uma tira do Lafayette relacionada. O Eduardo Arruda realmente tem um trabalho muito bom. É um grande artista”.
tira daniel lafayete Whiskas

Por sua vez, Lafayette (autor da tira acima) ganha a vida como taxista, mas já publicou suas tiras no Caderno B, nos bons tempos em que havia uma seção de quadrinhos. Seu traço é simples e sua arte simples. Mas ele justifica por que.
O importante é a idéia. Se você quiser, pode passar horas em frente ao computador pra fazer um degradé brega, ou pode usar esse tempo para pensar em novos trabalhos. Ou sair pra beber, o que também não deixa de ser uma escolha sensata”.

A Beleléu é vendida por R$ 20 em diversos pontos de venda no Rio e no resto do Brasil. Confira todos os locais no blog deles (veja no link acima).
Gostou? Deixe o seu comentário aí embaixo.
pequeno principe enforcado na beleleu 1

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Mais uma edição do salão de humor ecológico

cartaz ecocartoon 2010

Já estão abertas as inscrições para o ECOCARTOON, o 3° Salão Internacional Pátio Brasil de Humor sobre Meio Ambiente, que premia os melhores trabalhos em cartum, charge, caricatura e tiras de humor. Podem participar artistas gráficos em geral, amadores ou profissionais, de qualquer nacionalidade. O 1º lugar de cada categoria ganha R$ 4.000. Ainda haverá premiação escolhida por Júri Popular de R$ 750,00.

O tema desta primeira edição é Preservação do Solo.
A data limite para inscrições é 14 de abril. Veja AQUI o regulamento completo.
Para ver o cartaz do ano passado, publicado aqui no JBlog, clique aqui.

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Ele ousou colocar o Geraldão de fora

geraldao de glauco

Nos anos 70, todo mundo era meio bicho grilo. Mas Glauco Vilas Boas talvez fosse mais que isso. Natural de Jandaia do Sul, no Paraná, aos 19 anos mudou−se para Ribeirão Preto, onde pretendia estudar engenharia. Porém o destino havia traçado outra história pra ele.

Ainda na segunda metade dos anos 70, começou a publicar seus primeiros trabalhos no jornal Diário da Manhã, de Ponta Grossa (PR), que tinha uma sucursal em Ribeirão. Ironicamente, sexo seria um dos temas favoritos abordados nas suas tirinhas. Ainda no interior de São Paulo, Glauco foi premiado no tradicional Salão de Humor de Piracicaba, que lhe abriu as portas e as páginas da Folha de S. Paulo.

Ao se mudar para a capital paulista, foi recebido pelo também cartunista Angeli, que lhe acolheu e o ajudou a se introduzir no mercado. E que, segundo o criador dos personagens Bob Cuspe, Rê Bordosa e Wood & Stock, tinha um nariz maior que o seu.

PELADO, PELADÃO
O principal personagem de Glauco é Geraldão, a contracultura em pessoa. Criado para o livro independente Minorias do Glauco (1981), fumava cigarros diversos, portava copos com bebidas e tinha seringas espetadas no nariz. Isso sem falar que, no início, Geraldão segurava a cueca com uma das várias mãos − recurso utilizado com maestria com Glauco para dar a ideia de movimento − porém deixando o “cofrinho” de fora.

Estávamos então nos anos 80, o tão celebrado período democrático, e logo Geraldão passou a desfilar com sua genitália desnuda num jornal de grande circulação. Com o passar do tempo, surgiram personagens coadjuvantes, como sua mãe − que o solteiro doidão adora ver tomando banho − e suas duas bonecas infláveis: Sônia Braga e Sharon Stone 1.8. Tempos depois, Glauco lançaria as tiras do Geraldinho para o público infantil, contando as aventuras do Geraldão na infância.

geraldao de glauco e sua mae

COADJUVANTES
Outros personagens surgiram para dividir os holofotes, as drogas e a cama. Entre eles, o junkie Doy Jorge (inspirado nos cocainômanos da noite paulista), o profeta Zé do Apocalipse − para quem o Brasil é o país do futuro − e a tarada secretária Dona Marta, que assedia o chefe e os colegas de escritório. De certa forma, tudo isso encontrava sentido na religião. Ao começar a participar dos estudos e dos grupos do Santo Daime, o artista parecia transcender além do cotidiano, buscando inspiração no cosmo e no esoterismo.

Ainda na década de 80, o artista publicou as tiras do Casal Neuras, ícones do casal moderno onde o homem tenta ser liberal quando no fundo é hiper conservador. Baseados em seu primeiro casamento do Glauco, os personagens falam sobre machismo e a vergonha de manifestar ciúmes.

doy jorge de glauco

REVISTA PRÓPRIA
Quando a internet não havia se popularizado e as pessoas consumiam revistas aos borbotões em bancas de jornal, Geraldão teve uma revista em quadrinhos própria, lançada pela Circo Editorial. Publicada com capa colorida e miolo preto e branco com papel de baixa qualidade, teve boa repercussão e hoje é um artigo de colecionador.

Parte da fama de Glauco veio da revista Chiclete com Banana, editada por Toninho Mendes e estrelada por ele, Angeli e Laerte, entre outros. Com estes dois, Glauco criou a tira Los Três Amigos, com personagens inspirados neles próprios (Angel Villa, Laerton e Glauquito), em aventuras passadas no México. Quem não se lembra dos Miguelitos e do León de Chácara, cujo membro arrastava pelo chão de tão grande?

revista GERALDAO


Em maio do ano 2000, o cartunista criou seu primeiro quadrinho para a Internet, com o personagem Netão, que passa as noites na frente do computador movido a manivela. Mesmo com o advento da tecnologia, Glauco continuava desenhando a mão, usando o PC apenas para colorir seus desenhos. Seu filho Raoni, assassinado na mesma noite que o pai, também queria ser cartunista e o ajudava nos trabalhos.

Nascido em 10 de Março de 1957, Glauco era casado e tinha três filhos.
Seu humor direto e sem hipocrisia quebrou tabus e possibilitou que uma geração inteira de jovens brasileiros, como eu, visse o sexo e as drogas com outros olhos e um sorrisão no rosto.

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Glauco e filho são brutalmente assassinados

O JBlog está de luto pelo brutal assassinato do cartunista Glauco Villas-Boas, de 53 anos, e seu filho, Raoni Ornellas Pires Villas-Boas,, 25 , ocorrido nesta sexta-feira, no Jardim Três Montanhas, em Osasco. A polícia identificou o assassino de pai e filho como um amigo da família, universitário, de 25 anos. A esposa e a filha estão em estado de choque.

glauco assassinato por jovem em sp

Paranaense de Jandaia do Sul, Glauco se mudou ainda jovem para Ribeirão Preto e em 1976 foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba, o que lhe abriu espaço num grande jornal de São Paulo. Nos anos 80, mudou-se para a capital paulista, onde foi acolhido pelo também cartunista Angeli e começou a publicar com mais frequência no tal periódico. Ao lado de Angeli e de Larte, criou em 1991 a série de HQs Los Três Amigos, com aventuras de Angel Villa, Laerton e Glauquito no México.

INFLUÊNCIA DE TODA UMA GERAÇÃO
Quando comecei a ler as suas tiras e suas revistas na década de 90, me fascinei pelo humor liberal que tratava inclusive de sexo, drogas e relacionamentos amorosos sem pudor e muita realidade. Na adolescência tive uma camisa do personagem Geraldão que só me desfiz quando estava completamente furada. Outro sucesso foi o Casal Neuras e a tarada Dona Marta, entre outros.

Glauco era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime, uma das inspirações de suas tiras consideradas "muito loucas". Até hoje ele fazia questão de desenhar a mão, usando o computador apenaspara colorir suas tiras.

Sentiremos muito a sua falta, companheiro.

Los Tres Amigos muertos menos glauco



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Terror na Antartida agora em DVD

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Existem duas opções para quem deseja assistir ao DVD Terror na Antártida (Warner). A primeira é ler o ótimo quadrinho que inspirou o filme, já resenhado aqui. A outra é partir direto pra versão audiovisual.

No meu caso, o filme apresenta alguns buracos. Pra começar, na HQ explica-se o que a agente federal Carrie Stetko (Kate Beckinsale) faz numa Estação de Pesquisa a 48º abaixo de zero. E a rivalidade entre russos e americanos permeia toda a história, tendo armas nucleares como alvo da disputa, enquanto no longa o motivo é outro e os vilões não são os arquiinimigos de sempre.

Kate Beckinsale em Terror na ANtartida

Logo no início do DVD, Carrie tira a roupa e fica de calcinha e sutiã – na verdade uma dublê – enquanto no livro, ela faz sexo com outro agente dentro de um iglu, o que é bem mais interessante. Até por que, apesar do título, não é um filme de terror com vampiros e assombrações. O terror está no fato de que ela tem apenas três dias para resolver um assassinato antes que uma tempestade acabe com tudo.

Os dois personagens chave são interpretados por Gabriel Match (que protagonizou The Spirit) no papel de um investigador enviado pela ONU, e o Dr. John Fury (Tom Skerritt), que é quem tem a melhor atuação, ainda que pouco aproveitado.

Kate e Gabriel Match em Whiteout

Como destaque, as cenas de ação sob a forte ação do vento e a tempestade que impede de ver um palmo além do nariz, o tal whiteout, que na HQ é magistralmente explorada. O ponto fraco é a não utilização de cenas em primeira pessoa, que poderiam passar ainda mais essa angústia. No saldo final, o filme diverte, mas não é nada demais. Na cópia em DVD recebido pela imprensa não há a seção Extras.

terror na antartida Kate na neve

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Humor para estudantes e contra o racismo

18º Salão Universitário de Humor/Piracicaba-UNIMEP

Estão abertas as inscrições para dois salões de humor bem interessantes.
O 18º Salão Universitário de Humor/Piracicaba-UNIMEP é voltado para exclusivamente para estudantes de graduação e pós-graduação de qualquer faculdade ou universidade - desde que comprove o vínculo acadêmico ao enviar o trabalho e a ficha de inscrição. “O cartaz, inclusive, é de autoria do caricaturista Páffaro, revelado pelo Salão Universitário em seu início de carreira”, conta Camilo Riani, Coordenador do Programa Universitário de Humor da Unimep.

São cinco categorias (charge, cartum, caricatura, História em Quadrinhos e tema especial, no caso meio ambiente), sem limite de quantidade de trabalhos. A inscrição é gratuita e poderá ser feita pessoalmente, pelo correio ou pela internet, até 28 de maio. O regulamento completo estará em breve no site oficial.

Primeiro Salão Internacional de Humor Contra o Racismo

Quem quiser, já pode ver o regulamento deste concurso e do 1o Salão Internacional de Humor Contra o Racismo clicando aqui. A iniciativa é muito boa e além de troféu e dinheiro, os finalistas ganharão um exemplar do livro Flicts de Ziraldo. Para este concurso o prazo é maior: até 30 de julho. Participe!

Ziraldo e seu livro Flicts

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Curso, palestra e exposição. Tudo de graça.

cidade marrom By Alexandre Manoel

Alexandre Manoel, autor da HQ aí em cima e um dos editores da revista Subversos, ministrará uma oficina gratuita de Histórias em Quadrinhos na Gibiteca Henfil, no período de 10/3 a 5/5, todas as quartas, das 15h às 18h.

Serão oito aulas nas quais serão abordadas os seguintes temas: Estímulos e técnicas para a geração de idéias; conceituação e criação de argumento; características dos principais gêneros; apresentação e conceituação do plot; relevância, observação, criação e pesquisa de ambientes; criação, caracterização e diálogos de personagens; técnicas e estilos de desenho; ritmo, diagramação, enquadramentos e composição de cenas.

Mais informações: (11) 3397-4036 / 3397-4037 (Divisão de ação cultural educativa).

OVERDOSE DE MANGÁ
Também no dia 10, começa em São Paulo a seqüência de palestras gratuitas sobre o cenário do desenho japonês no Brasil. Organizado pelo Consulado Geral do Japão, o encontro acontecerá sempre no Espaço Cultural da Fundação Japão.

No dia 10 de março, o desenhista e redator Alexandre Nagado discute “O mangá brasileiro e o mercado editorial”. Ele é o autor do Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Via Lettera, 2007), entre outros.

Alexandre Nagado e Sonia Luyten

No dia 17 é a vez da professora doutora Sonia Luyten falar sobre “Arte sem fronteiras – Mangá no Brasil e mangá feito no Brasil”. Sua tese de doutorado na ECA/USP foi justamente sobre o tema. Entre seus livros publicados, destaque para Cultura Pop japonesa: anime e mangá (Ed. Hedra, 2006). Ainda neste dia, os autores da revista quadrinhos de ação e fantasia Patre Primordium, Fred Hildebrand e Ana Recalde, fazem uma participação especial.

O Espaço Cultural Fundação Japão fica na Av. Paulista, 37 – 1º andar e é necessário fazer inscrição antecipada pelo telefone (11) 3254-0100 ramal 354 ou pelo e-mail cgjcultural4@arcstar.com.br

EXPOSIÇÃO HOMENAGEIA 25 ANOS DO AXÉ
De São Paulo para a Bahia, onde acontece a partir do dia 22 a Axé Comics - Mostra de Humor com Sotaque Baiano. O tema é a Bahia, a cultura, o mito e seus costumes. Artistas que façam tiras, charges, Cartuns, desenhos, quadrinhos e caricaturas poderão enviar seus trabalhos para a exposição até o dia 10.

Haverão homenagens em forma de caricaturas para a Axé Music – gênero musical que nasceu na Bahia e ganhou o mundo – e que completa 25 anos, uma para o autor Nivado Lariú e outra para o cartunista Lage autor do famoso Dicionário Baianês, pequeno livro com as diversas gírias utilizadas na Bahia, que em 2010 faz 19 anos de vida.

A Mostra aconcerá na EBEC Galeria de Arte, em Salvador, e pela internet.
Mais infos pelo e-mail quadrinhos_ssa@hotmail.com

Axé Comics 2010

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Foi engraçado enquanto durou

Autor da HQ que encerrava a revista Domingo e da coluna Gira Girou no primeiro caderno, Paulo Caruso se despede dos leitores do JB. Seu último trabalho publicado foi no domingo passado. O artista é bastante conhecido pelas charges e quadrinhos com o tema política. Afinal, ele se formou profissionalmente justamente durante o processo de redemocratização em que a política passou a ser determinante.

---- Comecei em 69, logo depois do AI-5 e um pouquinho antes dos tempos negros da linha dura do Médici. Não por acaso, foi o único dos militares que passou pra história sem nenhuma caricatura marcante. Ele não deixava...

Porém, ele acha perigosa a mistura com a política como a realizada na revista em quadrinhos que conta a biografia de presidentes da república, como noticiamos recentemente aqui no Caderno B.

--- Caricatura e humor são do contra, humor a favor é propaganda.
AVENIDA BRASIL de Paulo Caruso

Atualmente os salões de humor e os prêmios de quadrinhos estão caindo em descrédito, em parte por valorizar mais a arte (forma) que o humor (conteúdo) e/ou por contemplarem as mesmas pessoas. É o caso do 26º Prêmio Ângelo Agostini, que aconteceu no último sábado em São Paulo. No caso dos concursos, Paulo tem uma opinião formada.

---- Acho que os salões são uma alternativa ao mercado cada vez mais reduzido, a realidade da internet de algum modo ajuda a dar essa visibilidade e talvez por isso também sofram com essa migração para outras linguagens, mais ágeis e eficazes. Nosso salão mais antigo, o de Piracicaba, exige por regulamento a participação através de desenhos originais, postados pelo correio, e ainda assim tem gente na Sibéria escrevendo P-I-R-A-C-I-C-A-B-A no envelope para a competição.

Sua coluna no primeiro caderno do JORNAL DO BRASIL durou exatamente um mês e vai deixar um gostinho de quero mais.

---- Comecei em 27 de fevereiro e publiquei durante as quatro semanas seguintes. Gostei da experiência, acho que ajuda o leitor a, através do humor, enxergar a realidade, é um giro sobre vários assuntos. Vou parar por que fui convidado para trabalhar em outra publicação e nossos editores acham que não há como dividir esse espaço na imprensa. Talvez vire um blog, ou coisa parecida.

O artista planeja para este ano o seu website, um blog e o lançamento de uma coletânea da Avenida Brasil.

--- Temos um novo CD-DVD pra produzir, um Manual sobre Celeridade Judiciária a caminho e um livro sobre os paulistanos ilustres, que marcaram a cidade, mas ninguém sabe quem foram os homens que ajudaram seu crescimento, como Ramos de Azevedo, Rebouças e Faria Lima, etc.

É com tristeza que Paulo deixa o JB, mas não perde a irreverência.

--- Gostaria de mandar meu abraço aos meus seis ou sete leitores e dizer que sinto muito deixar esse espaço, mas ainda assim, em outros veículos, eles vão ter que continuar me engolindo. E que seja o mais saboroso possível.

A seguir, em primeira mão algumas ilustrações do próximo livro de Paulo:
Billings por Paulo Caruso

Billings, que dá nome a uma represa de SP

Joaquim Eugênio de Lima por Paulo Caruso

Joaquim Eugênio de Lima emprestou seu nome a rua importante

Ramos de Azevedo por Paulo Caruso

Ramos de Azevedo no traço refinado de Paulo

Rebouças e Faria Lima por Paulo Caruso

Rebouças e Faria Lima, duas importantes avenidas paulistanas

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Vasco da Gama ganha livro em quadrinhos

Vasco da Gama em quadrinhos por Ziraldo

Apesar de torcedor assumido do Flamengo há 70 anos, Ziraldo confessa que torceu pelo Botafogo na final da Taça Guanabara.

--- É mais simpático e sempre morre na praia. Mas gosto de ambos. Os dois times são os melhores fregueses do Flamengo – provoca o artista, relembrando o tricampeonato rubro negro sobre o Vasco com o gol do argentino Valido, já em final de carreira.

Mas não deixa o lado pessoal influenciar no profissional.

--- Acho que esse é o livro mais bonito, por que ganhamos mais segurança. Em minha opinião vai arrebentar por que o torcedor do Vasco é mais apaixonado, é um time mais popular, mais do povo que o Flamengo, que hoje é time da zona sul.

Em seguida, destaca a equipe vascaína que ele considera a melhor de todos os tempos, citando alguns nomes:

--- Barbosa, Rafagnelli, Fiaça, Zezé, Ademir e Chico. O Vasco tinha dois times que ganhavam de qualquer um. Era uma equipe com 52 bons jogadores.

A idéia de fazer livros sobre os clubes começou quando o Nunes (ex-jogador do Flamengo) pediu ao desenhista para fazer um livro sobre uma determinada conquista. O desenhista achou melhor contar a história completa. Vascão, o gigante da colina em quadrinhos faz parte de uma série que começou no segundo semestre do ano passado com os títulos do Flamengo e Corinthians. Esses dois, inclusive, estão no catálogo da Feira do Livro Infantil de Bologna, que começou semana passada, na Itália. Também está chegando às lojas o livro do Palmeiras. Os roteiros de Internacional e Grêmio são os próximos da fila.

A estrutura dos livros é basicamente a mesma: contar a história do clube, dos símbolos (uniforme, escudo, etc), dos hábitos da torcida, dos maiores ídolos, e a história dos maiores títulos nacionais, regionais e mundiais. E, claro, sempre há um gol inesquecível. No caso do Palmeiras, tem uma história narrando toda uma partida memorável. E existem as particularidades, como explica Miguel Mendes, coordenador do estúdio Megatério, que ao lado da sua equipe produz os desenhos e os roteiros com aprovação do Ziraldo.

---- No livro do Flamengo, por exemplo, teve uma história para um ídolo só, o Zico. Tem uma crônica muito interessante onde o Ziraldo conta como se tornou Flamengo, com reminiscências da infância. No do Vasco teve uma história só sobre o Estádio de São Januário.
roberto dinamite na hq do vasco por Ziraldo

Acima, Roberto Dinamite na HQ sobre o Vasco

Apesar das constantes novidades no mercado do futebol, não há a preocupação de atualizar constantemente os livros. Afinal, trata-se de um trabalho literário, e não um almanaque. No caso do Flamengo, assim que esgotar a tiragem atual é possível que a reimpressão traga a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009.

Para viabilizar cada livro são envolvidos diversos profissionais. O estúdio carioca faz a arte e o roteiro, que devem ser aprovados pelos clubes antes da fase de ilustração. A editora paulista orienta, analisa roteiros e fornece a consultoria de futebol (a cargo do jornalista Celso Unzelte), além de coordenar o entendimento com o clube e finalizar o produto, pintando e legendando. Ao final o clube faz a última avaliação, observando os mínimos detalhes.

Apesar de ser um produto novo, a recepção é excelente. O critério utilizado na ordem dos clubes homenageados foi a rapidez na negociação do contrato e o fato de terem grandes torcidas, ou seja, possíveis consumidores.

--- É claro que todos os amigos torcedores de outros clubes dão palpite e ficam esperando sair o do seu clube. – explica Miguel Mendes. --- Os botafoguenses, por exemplo, são os que mais me pediram pra ter o livro. Nós já percebemos que a venda não é de empolgação, é um livro que o pai dá para o filho, o tio dá para o sobrinho, etc. Vai vender sempre e vender bem. Não precisa do time ganhando.

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HQ conta a história do Vasco da Gama

convite lançamento hq vasco por ziraldo

Apesar da derrota na final da Taça Guanabara, o torcedor do Vasco da Gama tem um motivo para sorrir. Acontece hoje, às 19h, o lançamento da história do clube no formato história em quadrinhos, provavelmente regado a vinho do Porto e bolinho de bacalhau. Está confirmada a presença do ex-jogador Roberto Dinamite, e espera-se também o comparecimento outros vascaínos ilustres como o governador Sergio Cabral e seu pai.

Independente das autoridades, Vascão, o gigante da colina em quadrinhos (Editora Globo) já sai com a assinatura de um colecionador de títulos: o escritor e cartunista Ziraldo. Leia matéria completa amanhã!

Serviço:
Lançamento de Vascão, o gigante da colina em quadrinhos (Editora Globo, R$ 29,90) por Ziraldo
Dia 01 de março, segunda, às 19h
Livaria Saraiva do Shopping Rio Sul
Av. Lauro Muller, 116 – Botafogo - 3º Piso

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