Arquivo de March 2009

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O que ainda vale a pena dizer sobre Watchmen

watchmen rorscharc

Passei o carnaval deste ano finalizando minha monografia de MBA intitulada “As Tendências do Mercado de Histórias em Quadrinhos no Brasil”. Uma das coisas que me chamou atenção no período foi a quantidade de crianças fantasiadas de Superman, Batman e Homem Aranha. Como estes heróis ainda fascinam os pequenos! E também os grandes. Do contrário, o filme “Batman – O Cavaleiro das Trevas” não renderia mais de US$ 1 bilhão, entrando pra história como o 4º maior faturamento do cinema.

Logo depois, o espectador brasileiro se viu em meio a mais uma transposição dos quadrinhos para a tela grande com “Watchmen”, de Alan Moore. Foi uma grande alegria ver o quanto a mídia recebeu bem o produto, sobretudo por que eu sei o quanto é difícil conseguir espaço para HQs inclusive em cadernos literários. Baseada numa graphic novel de grande sucesso, a versão cinematográfica foi vista e revista por tantos aspectos, estéticos e filosóficos inclusive, que não sobrou muito a comentar.

Diferentemente de “Batman” e da mesma forma que “Spirit”, o espectador que se dispõe a passar três horas no cinema deveria ao menos saber um pouquinho do que se trata “Watchmen” em sua versão original. Ainda que o texto seja dos anos 80, muitas das críticas e reflexões são atuais, como o emprego da energia nuclear, o fascismo e a guerra silenciosa entre nações – no filme EUA versus URSS, hoje EUA e países árabes, por exemplo.

watchmen  o comediante

Watchmen foto oficial vigilantes

Sim, é um filme realista e violento, porém dentro das normas americanas para permitir a entrada de menores acompanhados dos pais. Os heróis são pessoas normais fantasiadas, com exceção do Dr Manhattan, a própria personificação de Deus. Os demais seres humanos cometem erros, traem, fazem sexo, são vaidosos e não matam os vilões. Apenas batem, e batem muito. Como sempre, existem personagens que herdam a fortuna dos pais e decidem ser cientistas ou fazer filantropia científica em prol da humanidade.

A cereja do bolo está mesmo nas piadas e nas críticas que valeriam para qualquer lugar do planeta. Em determinada cena, por exemplo, o Homem Mais Inteligente do Mundo pergunta aos seus amigos heróis: “você acha mesmo que eu sou como vilão de HQ que revela o plano antes de acontecer?”, Em outra passagem, alguém olha a foto de Ronald Reagan e pergunta ao outro: “você acha que eles voltariam num caubói?”.

O conceito dos Vigilantes traz ainda a inquietação “quem vigia quem?”. Trazendo isso pra realidade brasileira, onde a colocação de câmeras tornou-se uma pseudo-solução de segurança, e a polícia pode ser ao mesmo tempo bandido, a questão é pertinente. Seriam os justiceiros mocinhos ou vilões? No filme “Spirit”, que ainda não assisti, o protagonista é um detetive de carne e osso, que também usa máscara. Enfim, se “Watchmen – O Filme” será um sucesso de bilheteria ou entrará para a galeria dos filmes “cult”, ainda é cedo pra dizer. Mas assista de preferências duas vezes. Uma para se entreter, a outra para analisar com olhos críticos. Se nos quadrinhos não era um prato de fácil digestão, no cinema não poderia ser diferente.

watchmen personagens

A única unanimidade é a trilha sonora, com músicas de Bob Dylan, Nat King Cole, Billie Holiday, Jimmy Hendrix, Simon & Garfunkel, My Chemical Romance, Janis Joplin, Nina Simone, Smashing Pumpkins e outros como a versão para “Ride of the Valkyries” da Budapest Symphony Orchestra. Esse super repertório eu já fiz questão de colocar no mp3 player.

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Aos 80 anos, Tintin terá visual techno no cinema

poster do filme Tintin

O ano de 2009 começou favorável para os quadrinhos na Europa, em especial para um jovem repórter e seu inseparável cachorro. No tradicional Festival Internacional de BD de Angoulême, que aconteceu entre janeiro e fevereiro, Tintin foi o grande homenageado. O evento celebrou os 80 anos de criação do personagem e a abertura do Museu Hergé, em alusão ao artista Remi George, o RG (“hergé”). Na ocasião, o diretor Steven Spielberg e o produtor Peter Jackson anunciaram a produção do filme “As Aventuras de Tintin: o segredo do Unicórnio”, cujas filmagens começaram pela cidade de Los Angeles.

O grande diferencial do novo longa metragem está no uso da tecnologia “motion capture”, ou seja, 3D com captura de movimento, a mesma usada por Jackson para criar o Gollum em “O Senhor dos Anéis” e o Kong em “King Kong”. O processo é simples: basicamente os atores usam pontos verdes em seus rostos e um tipo de roupa de banho, e o computador lê cada movimento e expressão facial para ser posteriormente manipulada, explicou Spielberg ao Los Angeles Times. Este recurso foi utilizado em filmes como “A Casa Monstro”, "Beowulf" e "O Expresso Polar”. Após a filmagem e a digitalização, o material seguirá para o WETA, o estúdio de efeitos de Jackson na Nova Zelândia.

A participação do diretor americano se deu a partir de uma identificação de Indiana Jones com Tintin. No filme, Tintin parte numa aventura em busca do tesouro escondido do pirata Red Rackham, que será vivido pelo ator Daniel Craig. Por sua vez Jamie Bell (do filme “Billy Elliot”) será o repórter e Andy Serkis o alcoólatra Capitão Haddock. Simon Pegg e Nick Frost farão os papéis dos detetives Thompson e Thomson (no original, Dupond e Dupont). A dupla conhecida pelo chapéu coco e os guarda-chuvas foi a inspiração para um vídeo promocional do filme com os próprios Jackson & Spielberg. Com orçamento de US$ 135 milhões, o filme tem previsão de estréia para 2011.

Tintin e o segredo do Unicornio

Spielberg e Peter Jackson

Claro que os tintinófilos sabem que este não é a primeira experiência do topetudo nas telonas. Nos anos 60, Jean-Pierre Talbot viveu o jornalista em “Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro” (1961) e “Tintin e as Laranjas Azuis” (1964). Isso sem falar nos desenhos animados, com destaque para o box já comentado aqui (veja nos arquivos de novembro de 2008 no link da lateral direita). O que causa apreensão é saber se o público vai aprovar um filme com estética de videogame ao invés do tradicional, com pessoas de carne e osso na tela. Até por que o público do Tintin não se renovou tanto assim ao longo destas oito décadas. Ao menos aqui no Brasil.

O que você acha? O filme vai dar certo? Dê sua opinião no link Comentários.
Tintin no set de cinema

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O Incal e os Metabarões

Incal Volume 1 capa

Vinte e cinco anos depois do lançamento na França, chegaram ao Brasil os três volumes desta série de ficção científica, com roteiro de Alejandro Jodorowsky e desenhos de Moebius. O cenário é um mundo do futuro onde o detetive particular John Difool deve proteger um objeto que dá poderes sobrenaturais a quem o possui (o Incal Luminoso) de todos os interessados. E não são poucos. Num misto de “Duna” e “Star Wars”, o humano convive com bichos estranhos de toda parte da galáxia, entre eles o Prezidente (com “Z” mesmo), a Rainha de Amok, o Cabeça de Lobo, o Metabarão e seu filho Solune. E no comando de tudo, está o Casal imperial.

A arte dos dois livros é belíssima, sendo que “A Casta dos Metabarões” é narrada por dois robôs, com piadas oportunas sobre eles mesmos. Para o leitor não se perder é importante esclarecer que o “Incal” é a série que conta a história do John Difool. Existe uma outra série, chamada "Antes do Incal", que cronologicamente é anterior, e um dos personagens que aparecem nessas histórias é o Metabarão. “A Casta dos Metabarões” é bem anterior, ela conta a história dos antepassados do Metabarão do Incal.

Ou seja, a história completa está sendo contada de trás para a frente. A editora Devir publicou os três volumes do “Incal”, depois os três volumes de “Antes do Incal” e agora a saga dos Metabarões. Ainda existe um volume a ser publicado chamado “Final Incal” que cronologicamente se encontra depois da série "Incal". Complicou ou facilitou? Então na dúvida compre todos, por que é sem dúvida uma excelente HQ do gênero.

A Casta dos Metabaroes capa

A Casta dos Metabaroes interna

Acima: a iniciação dos metaguerreiros. O pai amputa a orelha direita e parte do cérebro do filho para encaixar uma peça artificial.

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Futebol e uma comadre inusitada

graffiti76 numero 18

Em sua 18ª edição, a revista Graffiti, de Belo Horizonte, adotou o futebol como tema. Comparando esta com a anterior, não é das mais bacanas, ainda que a ilustração da capa seja linda. Pelo contrário, o mais interessante desta vez foi o texto “A Gota D´água”, que conta a história da guerra entre Honduras e El Salvador em meio às eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Dentre as HQs destaque (como sempre) para Caballero, Sylvio Ayala e Guga Schultze, com “BH Esporte Clube”.

Ok, mas se dessa vez a publicação coletiva não era o prato principal, os holofotes ficaram para o terceiro livro individual lançado pelos mesmos editores: A Comadre do Zé, de Luciano Irrthum. O enredo é bom. Um casal do interior terá mais um filho e precisa de alguém pra batizar o bebê, só que todos os habitantes do vilarejo já o fizeram. Na beira do penhasco, já bêbado, o pai do neném convida a própria Morte para o batismo. Emocionada, a entidade retribui fazendo do caipira um médico rico e respeitado. Dali em diante a HQ toma um ritmo legal, mas com um final pouco criativo.

Além do roteiro propriamente dito, o trabalho prima pelas expressões usadas de fato na roça e pelo visual claramente inspirado nos cordéis do nordeste e na xilogravura, com uso inteligente do contraste entre o preto e o branco. Apesar de eu nunca ter lido o 2º lançamento da coleção 100% Quadrinhos, já considero esse 3º tão bom quanto o 1º, “Um Dia Uma Morte”, que se passa num ambiente mais hostil, a periferia de uma grande cidade.

A Comadre do Ze capa
A Comadre do Ze interna

Desejo que a prefeitura de Belo Horizonte continue dando todo o apoio a essa rapaziada guerreira e que muitos outros lançamentos possam vir ainda este ano.

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Maurício e seus Ronaldos

Quando o cantor Lobão formou a sua primeira banda como líder – antes ele havia integrado o Vímana – ele a batizou de Lobão e os Ronaldos. O primeiro disco saiu em 1984, com o título de Ronaldo Foi Pra Guerra.

Outro Ronaldo, também chamado “fenômeno”, viveu momentos de guerra durante a sua recuperação. E num outro campo, não tanto minado, o jogador de futebol do Corinthians recebeu ontem um desenho (veja abaixo) de Mauricio de Sousa. Este é o segundo Ronaldo que Mauricio transforma em personagem, o primeiro foi o gaúcho, com direito a revistinha própria e tudo mais.

Para finalizar, uma curiosidade. Durante a Copa do Mundo de 2002, quando Ronaldo Fenômeno raspou a cabeça, deixando só um cabelinho na frente, recebeu o apelido de Cascão, justamente o personagem sujismundo de Maurício de Sousa.
Ronaldo fenomeno by mauricio de sousa

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Festa de arromba

Revista Mundo dos SH aniversario 2009

Ainda está nas bancas a edição especial de aniversário da revista Mundo dos Super-Heróis (edição 14). O destaque é para o dossiê Stan Lee, o criador do Capitão América, Quarteto Fantástico e tantos outros personagens de sucesso.São 26 páginas que abordam tudo sobre a carreira deste gênio, além de parcerias e aparições no cinema, na TV e em animações.

Também vale a pena conferir a reportagem Decifrando Watchmen de A a Z:, as matérias sobre Spirit (em breve nos cinemas) e Darkseid, o mais impiedoso vilão do Universo DC, além de uma entrevista com Rafael Albuquerque e uma merecida homenagem ao falecido Claudio Seto, um dos pioneiros do mangá no Ocidente.

Como já diz o nome, a publicação é um prato cheio para quem gosta de heróis (leia-se americanos), com pouco espaço para HQ européia, por exemplo. Mas isso é apenas um detalhe. Mundo dos Super-Heróis é sim uma revista completa e que, justiça seja feita, abre um espaço considerável para trabalhos enviados pelos leitores. Parabéns ao Manoel e sua equipe, e que venham muitos outros aniversários pela frente!

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Gibi velho: um super negócio

super man numero 1

Essa notícia está repercutindo bastante. E tem a ver, inclusive, com uma reportagem recente aqui do blog, sobre um colecionador de quadrinhos que tem cerca de 20.000 títulos em casa. É o seguinte: um site chamado Comic Connect, especializado em leiloar gibis pela internet, disponibilizou a primeira revista em quadrinhos do Super-Homem, impressa em 1938, e que na época custou centavos de dólar. Setenta anos depois, a disputa foi tão acirrada, com 89 lances em duas semanas, que o comprador final teve que desembolsar US$ 317,2 mil pela revistinha.

Se você pensa que poucas pessoas têm interesse por revistas antigas, dê uma olhada na capa abaixo, da edição número 05 do Quarteto Fantástico, de 1961. Até o fechamento deste post, ele havia sido vendido por US$ 48 mil. Pense duas vezes antes de jogar fora sua precisa coleção de quadrinhos. Ela pode valer uma nota!

quarteto fantastico 5


O que você pensa de quem compra HQs antigas por uma fortuna? Por qual HQ você pagaria uma grana preta? Deixa aí sua opinião!

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Animania em novo horário

Completando 2 anos de sucesso, o programa Animania da TV Brasil estréia em novo dia e horário a partir deste final de semana.

Entre as novidades, ZECA 2D ganhará um companheiro, o ratinho cobaia SETH: um boneco cheio de personalidade e decidido a conquistar o cargo de estagiário e largar a vida de cobaia, custe o que custar. Novidades também na programação, com os novos quadros "Fábrica Ótica" (sequencias de animações em brinquedos óticos), "Flip Flap" (flipbooks) e "Córtex", que exibirá filmes clássicos e antigos de animação. Haverá também o telejornal "Animanews" e o "Via Web", que é um cyber espaço dedicado aos internautas que produzem animações caseiras.

Fique ligado: Animania agora aos domingos, às 19h, na TV Brasil.

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Surge o Instituto Henfil. Pelo menos no papel.

Instituto Henfil logo

Aconteceu ontem na sede da ABI no Rio de Janeiro o ato de fundação do Instituto Henfil, com o objetivo de preservar a obra e a imagem do artista, organizando eventos culturais, além de apoiar e organizar projetos sociais, educacionais, ecológicos e de saúde, envolvendo assuntos como doação de sangue, hemofilia e AIDS. A iniciativa partiu de Ivan, filho único do cartunista e jornalista.

Apesar de não ter sede própria, o Instituto já tem um conselho formado por amigos de Henfil, como Ziraldo, Zuenir Ventura, Sergio Cabral, Eduardo Suplicy, Paulo Betti, Mauricio Azedo, Aldir Blanc, Wagner Tiso, João Bosco, Tarik de Souza, Chico Caruso, Joffre Rodrigues, entre outros.

Se vivo, Henrique de Souza Filho completaria em 65 anos em 2009. Mas como ele mesmo dizia, “Morro mas meu desenho fica”.

Para mais informações e colaborações, o e-mail é: institutohenfil@gmail.com

Henfil

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Ah se fosse verdade...

capa Salon
Para autores de quadrinhos, a ‘piração’ não tem limite. É o caso do norte americano Nick Bertozzi, que lançou uma HQ chamada “Salon”, com uma trama que mistura suspense e fantasia na Paris do início do século XX.

Ainda que a proposta não seja dar uma aula de história da arte, o autor amarra com criatividade o encontro de personagens reais como os pintores Pablo Picasso e Georges Bruque, o compositor Erik Satie, e os irmãos e Leo Stein (pintor e marchand) e Gertrude (escritora) – que tem como amante a americana Alice B. Toklas. De uma hora para outra, em meio ao inicio do cubismo - movimento artístico criado justamente por Picasso e Braque, heróis desta HQ - , esses célebres artistas se vêem envolvidos num misterioso caso de assassinato em série, cometido por uma estranha criatura azul. O curioso é que apenas pintores modernistas são vítimas do monstro.

Bancando detetives, em meio a orgias e discussões, os pintores descobrem uma bebida secreta, o misterioso absinto azul. Quem bebe dele, tem o poder de viajar por dentro das telas. Já imaginou? E assim, entrando e saindo de quadros de Gauguin (que revela-se o grande vilão da história), os artistas passam por momentos inusitados na capital francesa.

Um dos méritos do livro está no uso de cores, econômicas e adequadas ao momento da história, sempre mudando de acordo com o cenário, o tempo e a ação. Também vale atentar para a fotografia das cenas, inspiradas em locais reais de Paris, e dos quadros reproduzidos no livro, que também são reais.

Confira abaixo algumas páginas e procure nas livrarias pelo álbum, o primeiro estrangeiro lançado pela editora Desiderata.
Salon pag 15
Salon pag 78

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Pinóquio chega a "melhor idade"

DVD Pinoquio 70 anos
Sabe quem está chegando aos 70 anos? O desenho animado sobre o menino cujo nariz cresce a cada mentira. Isso mesmo, Pinóquio está ficando de cabelos brancos como o Gepeto. A história original de Carlo Collodi foi lançada em 1883 e teve uma versão para o cinema livremente adaptada pela Disney em 1940. Ou seja, o garoto de madeira completará em 2009 os seus 69 anos. Mas sabe como são os fãs e os empresários do entretenimento... não aguentam esperar!

O desenho original foi restaurado digitalmente e será lançado em DVD Platinum duplo, com a premiada trilha sonora do filme - a canção "When you Wish Upon A Star" levou um Oscar - curiosidades, cenas deletadas e até um final alternativo. Segundo a assessoria da Disney no Brasil, o DVD chegará ao mercado nacional no dia 8 de abril, com o preço sugerido ao consumidor de R$ 44,90 e o DVD com a trilha sonora, R$ 49,90.

Aqui do meu lado, o Grilo Falante diz que vale a pena esperar.

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Descobrindo talentos de comunidades carentes

Oficina Primeiros Traços 01
O projeto Folhetim do Instituto Primeiros Traços nasceu de um sonho e um objetivo pra lá de nobre do quadrinista Alex Rodrigues: descobrir e ajudar no desenvolvimento de novos talentos, oriundos das comunidades carentes do Rio de Janeiro. Durante a oficina, todo material publicado (jornais, revistas e livros) é produzido por jovens entre 12 e 16 anos. O único requisito é que estejam matriculados na rede pública de ensino.

A primeira vez que a oficina aconteceu, no ano passado, foi noticiada aqui na coluna. E toda idéia positiva que colabore para um mundo melhor merece destaque novamente. A próxima turma será reunida no Instituto Pão de Açúcar (Rua Artidoro da Costa s/nº. - no pátio do Extra Boulevard, em Vila Isabel) para começar a desenhar a partir da 2a quinzena de março.

O curso tem a duração de 10 meses, com turnos da manhã e da tarde (escolher um). Para se inscrever gratuitamente, ligue 2577-5505 ou 2577-0933. As vagas são limitadas.

Programa:

Módulo 1
- Introdução à História dos Quadrinhos - Introdução ao Desenho de Anatomia
- Criação do personagem
- Construção do corpo ( figuras, realidade e proporções )
- Expressões
- O uso do balão
- Onomatopeia

Módulo 2
- Psicologia do personagem
- Cartum e Charge - uma ferramenta importante.
- Ritmo visual
- Material - estudos e aplicações

Módulo 3
-Vinheta e seqüência
-Enquadramento e diagramação ,Criação do roteiro Ficha de argumento
-Lay-out / arte-final Direção de arte

Módulo 4
- A importância do lay-out
- Tipologia
- Papel - estudos e aplicações
- Criatividade gráfica - estudos e aplicações

Módulo 5
- O projeto gráfico - estudos e aplicações
- A importância da marca - logotipo
- O designer da página
- Introdução à produção gráfica
- O uso da cor - estudos e aplicações

Oficina Primeiros Traços 02

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