Arquivo de July 2008

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O gosto amargo de uma briga conjugal

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A iraniana Marjane Satrapi ficou mundialmente famosa quando a sua história em quadrinhos Persépolis foi adaptada para o cinema, num divertido e emocionante longa metragem em animação. Agora, a mesma editora que lançou a obra anterior no Brasil também põe nas livrarias Frango com Ameixas (Companhia das Letras), lançado originalmente em 2004.

Inspirado numa história real, ocorrida 10 anos antes de Marjane nascer, narra um episódio sobre um querido tio-avô que entrou em depressão após uma briga conjugal. O motivo? Nasser Ali Khan havia se esquecido de um compromisso enquanto tocava. No meio da confusão, a esposa gritava e ele tentava se explicar: “Você casou com um músico, não com um operário!”. Só isso já renderia um complexo texto sobre como a sociedade enxerga a arte como profissão.

Enfim, teria sido só mais uma briga conjugal se a esposa não tivesse quebrado o seu estimado tar – instrumento iraniano que o acompanhava por anos e feito dele um dos maiores músicos do país. Frustrado por não conseguir adquirir outro tar com tamanha qualidade, Nasser Ali decide morrer. A partir dali, serão oito dias de conflitos, com reflexões sobre a vida e o mundo.

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Inteligentemente, a autora utilizou o recurso dos quadros com fundo negro para distinguir o que são flashbacks (recordações do passado) da narrativa presente. O título do livro é explicado no terceiro dia em que o protagonista continua trancado no quarto. Sua esposa decide servir o seu prato predileto: frango com ameixas. Mas àquela altura do campeonato, Nasser não gostava de mais nada, muito menos da esposa, a quem nunca perdoaria por ter quebrado seu instrumento musical. “Perdi o gosto, o sabor, o prazer”, diz à mulher, que vai embora furiosa.

O quarto dia é um dos mais interessantes. Narra a autora: “Nenhum dia na curta vida de Nasser Ali Khan foi mais sinistro do que aquele18 de novembro de 1958. (...) Embora ele estivesse à espera da morte fazia quatro dias, apenas sua filha caçula, a Farzaeh, lhe dedicara alguns minutos de seu tempo. A ingratidão dos três outros filhos o deixava profundamente amargurado”. O personagem principal decide então sair do quarto para conversar com dois filhos, que não ligam a mínima pra situação. A cena termina com outra grande decepção: “vou morrer e meu filho peida na minha cara. Que pastelão!”, lamenta o músico.

Na última página, a ilustração do enterro de Nasser destaca as figuras do diabo – com quem o músico trava um curioso diálogo no sexto dia – e de Irâne, mulher que havia sido sua paixão na juventude.

Um livro gostoso e rápido de ler, que dá pra devorar em poucas horas. E ainda comer um delicioso frango com ameixas de sobremesa.

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Ilustradores dão palestra gratuita no Rio

A exposição Ilustrando em Revista terá um algo mais esta semana. Um seleto time de ilustradores da editora Abril estarão abrindo o jogo e dando preciosas dicas durante palestras e workshops. O local escolhido foi o belíssimo Centro Cultural da Justiça Federal, na avenida Rio Branco em frente a Cinelândia. A procura pelos encontros foi grande, mas ainda existem vagas abertas para duas palestras, ambas começando às 10h. São elas:

SEXTA (25) - A Ilustração e a revista - com Carlos Grassetti
SÁBADO (26) - A Infografia: imagens em ação - com Luiz Iria.

Após acessar o site oficial do evento (ilustrandoemrevista.com.br) as inscrições devem ser feitas através do e-mail ilustrandoemrevista@gmail.com com a simpática Bebel. Quem não puder comparecer, no domingo (27), a partir das 19h, haverá um happy hour no Cine Odeon. A exposição, por sua vez, continua no CCJF por mais tempo. Quem for e tiver um dinheirinho sobrando deve perguntar pelo catálogo, com belas imagens e encadernação em capa dura.

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Acima, Borba Gata, de Luiz Gê para Playboy, na sala especial de quadrinhos.

Nilton Ramalho entre duas de suas obras para a Playboy
Nilton Ramalho entre duas de suas obras para a Playboy

O mestre Benicio, homenageado com uma sala especial, e e suas Pinups feitas para a Playboy
O mestre Benicio, homenageado com uma sala especial, e e suas Pinups feitas para a Playboy


Fotos: Ismar Ingber / Divulgação Abril

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O encontro da Menina Infinito com Alice e Laura Palmer

A Desiderata lança neste sábado, 19 de julho, às 17h no sebo Baratos da Ribeiro, em Copacabana, o livro em quadrinhos “Menina Infinito”, de Fábio Lyra, com as participações das bandas de rock alternativo Alice e Laura Palmer, citadas no álbum. Dividido em três histórias, o lançamento retrata a juventude dos anos 00, repleto de referências ao universo pop. O sebo – escolhido para o lançamento – é, inclusive, um dos locais prediletos pela protagonista para garimpar vinis de bandas de rock alternativo. A banda Laura Palmer compôs em homenagem à personagem a música "Menina Infinito Visita a Estação das Brumas" (um trip hop, com pitadas de Cocteau Twins), que além da citação ao Sandman, de Neil Gaiman, homenageia a protagonista do álbum de Fábio Lyra.

Serviço:
Lançamento “Menina Infinito”, com shows das bandas Alice e Laura Palmer
19 de julho, sábado, 17h
Local: sebo Baratos da Ribeiro (Rua Barata Ribeiro n. 354, loja D. Próximo ao metrô Siqueira Campos, Copacabana - Tel.: 2549-3850)
Capacidade: 150 pessoas
Entrada franca

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Quadrinhos dos anos 80 são relançados

poster chiclete skrotinhos

A febre de revisitar os anos 80 também chegou ao mercado de quadrinhos. A editora Devir republicou as revistas Chiclete com Banana e Piratas do Tietê (esta em formato de livro com capa dura divididos em três volumes). A primeira, para bancas de jornal, a segunda para livrarias. Este colunista conversou com o editor Toninho Mendes - cuja editora lançou não só a Chiclete como também as revistas Circo e Animal - e o quadrinista Laerte, mestre de muitos de nós. Infelizmente, o Angeli não respondeu aos dois e-mails enviados. Estaria ele em mais uma de suas crises? ;-)

A conjuntura social, política e econômica do Brasil nos anos 80 é bem diferente da de hoje. Vocês acham que algumas histórias e personagens perderam o sentido no contexto atual ou se mantém ao longo das décadas?

Toninho Mendes: Uma parte muito pequena do material no máximo, 10% é bastante datada. O resto acho absolutamente atemporal e continua atual e dentro do contexto de hoje.

Laerte: Acho que se mantêm. Ou talvez não. Há quem considere as minhas histórias não só datadas como localizadas (em São Paulo). Não tenho segurança pra dar opinião nesse tema

Na época de publicação (1985-1995), as revistas Chiclete com Banana venderam (segundo o press release que acompanha o material para a imprensa) mais de 3 milhões de exemplares. As dos Piratas também devem ter vendido bastante. Hoje, em tempos de internet e pirataria, vocês acham viável lançar uma revista de humor semelhante e ter a mesma expectativa?

Toninho: Não acho viável lançar uma revista humor com as mesmas espectativas. Primeiro porque o universo das bancas de revista modificou-se barbaramente e perdeu importância nos últimos 20 anos. Segundo porque os códigos de linguagem se modificaram demais desde 1990 com popularização dos computadores e a entrada da internet na vida das pessoas. É possível que a experiência da Circo tenha sido a última dessa linha da fase em que o papel impresso ainda tinha grande significado na existência das pessoas.

Laerte: Três milhões? Uau. A PIRATAS não vendeu isso tudo, não. A média era de uns 10 ou 12 mil exemplares, foram 14 edições, quer dizer: uns 150 mil, somando tudo. Deu pra comprar o Monza usado quase com garantia. Acho que uma revista assim como você sugere ainda tem possibilidade, mesmo com internet e pirataria. Há uma tendência de superação das revistas em papel e vendidas em banca, mas ainda existe campo pra jogar. O problema é, como era nos anos 80, distribuição, produção etc.

Piratas do Tietê capa vol 3

Fala-se na crise do setor de quadrinhos, citando a não renovação do público leitor e a mudança no ponto de venda – cada vez mais em livrarias ao invés de bancas de jornal. Qual a opinião de vocês a respeito?

Toninho: Não existe crise no setor de quadrinhos. Basta acompanhar a quantidade de títulos que são publicados todo mês. O que acontece hoje, é tem muita mais coisa sendo publicada do que leitor para consumir. É um quadro momentâneo. Pode estar completamente diferente em um ano.

Laerte: Então: banca é um busílis da questão. Vale a pena apostar nelas ainda, tentando uma volta? Ou pensar em pontos diferentes - uma combinação de livraria com banca especializada em quadrinhos, como existe em alguns países? De qualquer maneira, a forma de colocar as revistas na banca precisa ser resolvida. O sistema das distribuidoras me parece meio ultrapassado, ou inadequado para quadrinhos.

Por fim, a quantas andam os projetos pessoais de vocês?

Toninho: A Circo faz parte da história, não existe mais. Eu trabalho como editor e artista gráfico free-lancer e produzo livros meus, do Angeli, Laerte, Glauco e outros autores em parceria com a Devir Livraria também e para a coleção LPM poket. NÃO HÁ PLANOS PARA O FUTURO. O FUTURO É O SUFICIENTE.

Laerte: A peça PIRATAS DO TIETÊ - O FILME (sic) foi levada ao palco em 2003, e não há planos de remontagem. O filme está sendo feito pelo estúdio do Otto Guerra, e está em fase de roteiro. Isso pode levar anos…

Capa chiclete com banana

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Pão de Açúcar vai de HQs nas férias escolares

Mais uma empresa descobriu o potencial das histórias em quadrinhos. Pelo segundo ano acontece nas férias o 2o Festival Novos Talentos em parceria com o Projeto Fala Criança de Histórias em Quadrinhos, realizadas com crianças e adolescentes da rede pública de ensino. O evento também inaugura o Projeto Oficinas PRIMEIROS TRAÇOS, uma ação voltada para a descoberta de novos talentos e seu posterior lançamento no mercado editorial,  realizada pelo Instituto Primeiros Traços em parceria com o Instituto Grupo Pão de Açúcar.

Confira a programação:

1 - Mostra de Quadrinhos – As Revelações
Apresentação das coletâneas das Oficinas e dos trabalhos publicados no Jornal Fala Criança, assim como dos novos talentos descobertos.  
 
Seção 2 - Oficina de Experimentação (livre)
Sua proposta é criar e desenvolver técnicas da linguagem dos quadrinhos, relativas ao roteiro, personagem, arte final para tirinhas e diagramação de página ilustrada. Esta Oficina promove o primeiro contato com a técnica, apontando um caminho para a geração de renda.  
 
Seção 3 – Espaços Interativos de Convivência
Voltados para o encontro de jovens para a troca de experiências, formação de cadastro, intercâmbio.
 
Seção 4 - Gibiteca e Videoteca de Desenho Animado
Gibiteca para troca de revistas e gibis, além da exibição de desenho animado, uma maneira não convencional de incentivo à leitura e integração do público.
 
Seção 5 - Doação de Revistas
O evento vai receber doações de revistas, gibis, fitas ou CDs de desenho animado que serão destinados ao acervo da biblioteca do projeto que o Instituto Primeiros Traços vai implantar no espaço do Instituto Grupo Pão de Açúcar.

O 2º Festival Novos Talentos em Histórias em Quadrinhos homenageia o artista gráfico Augusto Neto, de 85 anos, primeiro artista brasileiro a produzir gravuras com caneta esferográfica. Diante do sucesso de público, o evento foi prorrogado até 31 de julho, das 13h às 17h30, nas dependências do Instituto Grupo Pão de Açúcar (Rua  Artidoro da Costa s/nº. - no pátio do Extra Boulevard, em Vila Isabel/RJ). Para ter direito a uma vaga, o estudante precisa comprovar matrícula e baixa renda familiar.

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Bzão COMPLETA 2 ANOS NO CADERNO B do JB

Ele é topetudo e usa sempre uma camisa preta com a letra B. Tem uma banda de rock, uma gata branca, uma namorada e leva um estilo de vida alternativo. Com pouco dinheiro no bolso e muitas idéias na cabeça o personagem Bzão está fazendo dois anos de vida, desde a primeira tira publicada nas páginas do caderno B do Jornal do Brasil. Mas quantos anos têm o Bzão na vida, digamos, real? “Uns 18, 19, ele acabou de entrar pra faculdade”, entrega o quadrinista Pedro de Luna, 33. “Os outros personagens que se relacionam com ele também: sua namorada Bzuda, o primo Bzinho e o amigo Gogó”.

O personagem Bzão foi criado por ocasião do Dia Mundial do Rock, comemorado sempre em 13 de julho. “O jornalista Mario Marques, editor do caderno B, começaria a escrever a coluna BdeBanda (que também dá nome a um festival anual para bandas independentes) e achava bacana ter uma tirinha ali. Como eu já fazia o Dr. Pop, um cientista maluco em busca da fórmula do sucesso, decidimos criar um que tivesse uma vida alternativa, lado B total”, explica Luna.

Até agosto de 2007 as tiras do Bzão saíam uma vez por semana na BdeBanda. Até que o editor decidiu acabar com a coluna e promoveu o roqueiro para a seção Tiras, ao lado de Ota, Ciça e André Dahmer, publicando de segunda a sexta. Nesse meio tempo, Pedro chegou a ilustrar três capas pro Caderno B, duas com o personagem topetudo.

EXPOSIÇÕES E FOTOLOG
Além do jornal impresso, as tiras do Bzão são divulgadas pela internet (www.fotolog.com/jornaldorock) e através de exposições, sempre em shows de rock. “Para dar a trilha sonora ambiente adequada”, frisa Pedro de Luna. E assim como o seu criador, a criatura já tem várias milhas na bagagem. A exposição já esteve em festivais de rock no Acre, em Rondônia e Cuiabá. No Rio, o Bzão marcou presença em festivais como Grito Rock, Araribóia Rock e Laboratório Pop, além da Mola (Mostra Livre de Artes) no Circo Voador. Sempre com grande sucesso e identificação do público.

De fato, não são apenas músicos e pessoas ligadas à música que se vêem nas tirinhas. “Algumas tiras fizeram grande sucesso e rodaram pela internet, com as pessoas enviando por e-mail para os amigos”, conta Luna. “Este ano, por exemplo, fiz uma sobre a figura do Produtor Cultural que fez grande sucesso”. O quadrinista procura variar o tema, passando por futebol, política, carros e tecnologia, sempre buscando críticas construtivas. “No mês passado saiu uma tira onde o Bzão falava que computador faz tudo e a empregada ficava enciumada, a ponto de perguntar se a máquina fazia um feijão tão bom quanto o dela. Esses conflitos do mundo moderno são colocados através do humor”.

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A próxima exposição acontecerá a partir do dia 22 de julho (terça) na UFF, durante o 29o Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (http://enecom2008.com/). Ainda este ano Pedro pretende criar um site na internet e publicar um livro com as 100 melhores tirinhas. “Haverá também histórias maiores e o encontro do Bzão com o Dr. Pop. No momento eu estou procurando uma editora interessada nesta parceria”.

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Fnac procura novos talentos dos quadrinhos

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio Fnac Novos Talentos. Qualquer estudante de nível médio, superior ou curso livre pode concorrer. Basta criar uma história em quadrinhos inédita no formato A4, horizontal ou vertical, a partir do tema "Infinita diversidade em infinitas combinações". Ah, não serão aceitas as inscrições de pessoas jurídicas, nem de pessoas físicas com menos de 16 anos.

As inscrições vão até 30 de agosto e os prêmios são bem atraentes: R$ 5 mil, publicação da HQ por editoras especializadas, computador, monitor, tablet, impressora, scanner, softwares e outros materiais. Para que os professores incentivem os alunos a participarem, as escolas dos artistas vencedores receberão computadores e coleções de revistas em quadrinhos para suas bibliotecas. Para mais informações clique AQUI.

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Crie seu próprio Super-herói

Esta é a proposta do blog Fábrica de Heróis onde qualquer um pode criar um personagem a partir de modelos prontos, apenas clicando com o mouse. Cores, texturas, roupas, orelhas, asas, etc. Bem simples. Acesse o blog clicando AQUI e role até o final da página para ver como funciona.

Homem de Ferro com Superman

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Local, a HQ da vida de Megan McKeenan

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A idéia destes dois americanos foi excelente: criar uma série de 12 capítulos onde cada um deles representasse um ano da vida da personagem Megan McKeenan em suas viagens pelas cidades do interior dos EUA. Nestes seis primeiros capítulos, a garota começa sua jornada com apenas 16 anos pela cidade de Portland, no Oregon, e segue por Minneapolis (com a louca história do namoro através de fotos Polaroids), Richmond, Missoula, Halifax e Park Slope, no Brooklyn.

Interessante notar que nem sempre a protagonista aparece, de fato, no papel principal. No capítulo 3, por exemplo, ela fica em segundo plano e o foco está na crise existencial dos quatro músicos da banda Theories and Defenses, que acaba de encerrar a carreira.

Apesar de distintas, todas as histórias são interligadas. No capítulo 6, o boné do personagem assassinado no capítulo anterior está pendurado na cadeira do quarto de Megan. Aliás, este é um dos roteiros mais bacanas, mostrando o sofrimento da jovem ao dividir um apartamento em Nova Iorque com a metódica Gloria, que lhe impõe inúmeras regras e condições, inclusive a de não estar em casa nos seus dias de folga no hospital.

Escrito por Brian Wood, um dos mais importantes autores independentes de HQ, com o ótimo traço de Ryan Kelly (sobretudo em cenários e rostos), o livro também contempla ilustrações de Megan enviadas por leitores e conta com layouts originais das páginas antes de serem arte-finalizadas.

Ao fim do primeiro livro, Local – Ponto de Partida (Devir Livraria), com os seis primeiros capítulos, Megan já está com 21 anos. O que ainda está por vir? Saberemos quando a Devir lançar o segundo livro.

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Local 1 - pag interna

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