Arquivo de March 2008

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XIX Salão Carioca de Humor

O susto passou. E não estou falando da dengue - provavelmente um dos principais temas do XIX Salão Carioca de Humor, que excepcionalmente este ano, acontecerá em junho. O motivo do adiamento foram as obras na Casa de Cultura Laura Alvim. De fato, a possibilidade de não se realizar um dos mais clássicos concursos do gênero no Brasil assustou a galera. Então, cartunistas, chargistas, caricaturistas e, claro, quadrinistas: mãos à obra!

As inscrições estarão abertas entre 14 e 28 de abril, e o salão acontecerá entre 2 de junho e 31 de julho. O formato é o de sempre, 30x40cm e as histórias em quadrinhos deverão ter no máximo cinco páginas de histórias corridas ou coletâneas de tiras.

Além de trófeus, os três primeiros colocados em cada categoria receberão um prêmio no valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais). O segundo colocado receberá um prêmio no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais). O terceiro colocado receberá um prêmio no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Ah, isso sem contar os impostos, conforme a legislação tributária em vigor.

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Art Spiegelman abre o seu baú

Art Spiegelman é um gênio, e eu, um grande admirador de sua obra. De todas elas, a mais conhecida é Maus (1986), sobre a deportação de seu pai, um judeu, ao campo de concentração de Auschwitz. O álbum retrata judeus como ratos e nazistas como gatos e, em 1992, recebeu o Pulitzer. Foi a primeira e única vez que um livro de HQ recebeu o famoso prêmio de jornalismo.

Agora, o artista nascido em Estocolmo lança Breakdowns (Casterman, 25 euros), uma compilação de suas publicações em revistas undergrounds como Real Pulp e Young Lust, entre 1972 e 1977, que demonstram suas obsessões da juventude. O que é um artista? O que é que ele pensa, sua memória, sua percepção? Na concepção de Spiegelman, a história em quadrinhos é mais pensar que desenhar.

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Nos anos 70, personagens nus.
Morando em Manhattan, Spiegelman critica o puritanismo pornográfico americano que, segundo ele, é uma característica anglo-saxônica. “Nossa cultura popular se situa em alguma parte entre os seios de Janet Jackson e o clitóris de Paris Hilton. Mas mostrar um pipi em desenho, isso não pode”, declarou em recente entrevista ao Le Monde. Nos anos 70, publicou Prince Rooster, um livro para crianças baseado num conto de Rabbi Nachman, porém os heróis apareciam nus e as livrarias colocaram a obra na seção de adultos.

Desenho do mestre Spiegelman

Um artista com personalidade forte
Em 2002, o artista entrou na redação da revista New Yorker, onde trabalhou durante 10 anos, para protestar contra a submissão das mídias ao poder e ao discurso oficial americano após o 11 de setembro. Em seguida, pediu demissão.

Aos 60 anos, Art está muito feliz com a experiência artística e autobiográfica de Breakdowns para mostrar que ele não se resume a Maus. Apesar de todo sucesso e a tradução em 30 línguas diferentes, o livro encontrou problemas em Israel, onde há uma visão específica do holocausto.

Spiegelman diz que faz quadrinhos para ler com um marcador de página, e não em banheiros. No momento, o polêmico artista trabalha em dois projetos: um livro para crianças e vitrais para uma escola nova iorquina de belas artes.

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A história começa aqui...

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O novo recorde de Asterix e Obelix

Aproveitando a realização do maior evento esportivo do mundo, os editores de Asterix e Obelix vieram com toda força, como se tivessem bebido da famosa poção mágica do druida Panoramix. No início do ano, entrou em cartaz o filme Asterix nos Jogos Olímpicos, terceira aventura do personagem de René Goscinny (já falecido) e Albert Uderzo. Os dois longas anteriores - Asterix e Obelix contra César e Asterix e Cleópatra – fizeram grande sucesso, principalmente o segundo, que levou 15 milhões de espectadores aos cinemas.

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Desta vez Astérix e Obélix têm a missão de vencer os jogos para que Apaixonadix possa casar com a Princesa Irina e derrotar o terrível Brutus - que além de vencer a competição, deseja eliminar seu pai, o imperador Júlio César. O ator francês Gerard Depardier encarnou novamente Obelix, enquanto Clovis Cornillac viveu Asterix.

Com orçamento de mais de 80 milhões de euros, Asterix nos Jogos Olímpicos é uma das maiores superproduções do cinema francês e tem várias personalidades no seu elenco, como o ex-piloto de F1 Michael Schumacher (cujo personagem Schumix pilota uma carruagem vermelha com o emblema da escuderia Ferrari), Alain Delon (como César), a modelo Gisele Bündchen, as atrizes Mônica Cruz (irmã de Penélope Cruz) e Claudia Cardinale e os jogadores de futebol Zinedine Zidane e David Beckham, entre outros. Enquanto não chega ao Brasil, você poderá assistir aos trailers em sites especializados em vídeo.

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Filme vira videogame

De carona no filme, a Atari e o estúdio Etranges Libellules criaram um game para PC, Playstation 2, Nintendo e Wii. Em sua jornada pela Grécia, Asterix e Obelix chegam a enfrentar 1 milhão de romanos de uma só vez, fazendo a alegria da dupla, que conta com a poção mágica para os momentos mais críticos. Há a possibilidade de apenas uma pessoa jogar controlando simultaneamente os dois heróis, ou jogar em dupla mesmo.

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Capa nova para um clássico

Ainda aproveitando o barulho dos jogos, foram lançados 100.000 exemplares do álbum Asterix nos Jogos Olímpicos, cuja primeira versão saiu em 1968, ou seja, há 40 anos atrás. A nova capa clássico, o 12o da série, pode ser visualizada aí embaixo:

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Capa antiga:
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E por fim...

Está marcado para o dia 25 de abril o lançamento na Europa de Asterix e Seus Amigos, uma homenagem ao desenhista Albert Uderzo, em álbum lindíssimo com 64 páginas a 10 euros. O grande diferencial é que diversos artistas como Manara, Arleston & Tarquin, Midam e Dany foram convidados para colocarem seus traços característicos em personagens que interagem com os dois gauleses. O livro sairá no Brasil pela editora Record.

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