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Divulgada a relação de indicados ao HQ Mix

trofeu hq mix los 3 amigos

O livro "Os quadrinhos na era digital" foi pré-indicado na categoria Livro Teórico no Troféu HQ Mix. Organizado por Lucio Luiz, tem como co-autores Edgar Franco, Henrique Magalhães, Marcel Luiz Tomé, Octavio Aragão, Paulo Ramos, Reinaldo Pereira De Moraes, Renata Prado, Roberto Elísio dos Santos, Victor Corrêa, Vítor Nicolau e este blogueiro que vos escreve quando consegue um tempinho livre.

São sete indicados em cada uma das categorias que depois são submetidos a voto popular. Veja aqui a lista completa.


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Homenagem ao pioneiro da animação brasileira

Seth


Será lançado neste domingo, 06/04, a partir das 14h, no Museu Nacional de Belas Artes o TROFÉU SETH de Cinema de Animação, em homenagem a Álvaro Marins, codinome Seth.

Nascido em Macaé em 1891, o criador do curta O Kaiser,que foi exibido nos cinemas do Rio de Janeiro em 1917, Seth foi também um dos maiores caricaturistas brasileiros de todos os tempos. O troféu com seu rosto foi criado pelo escultor Genin Guerra e do pesquisador Luciano Magno e a base remete ao fotograma e a criação do primeiro desenho animado brasileiro.

trofeu Seth 1
trofeu Seth 2

Na cerimônia também será exibido o longa metragem Sinfonia Amazônica (PB, 63 min), de 1953, criado pelos irmãos Latini - Anélio e Mário, que estarão representados por Márcia Latini. Anélio Latini Filho demorou vários anos para concretizar esse pioneiro filme, realizando mais de 500 mil desenhos, praticamente sozinho. A última vez que o filme foi exibido em público foi em 2009, no MAM.

anelio latini filho
sinfonia amazonica

Na oportunidade os organizadores da 1ª Bienal Internacional da Caricatura também lançarão o Manifesto de criação do Museu da Caricatura Brasileira.

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HQ sugere uma invasão de zumbis em São Paulo

Sao Paulo dos Mortos - CAPA

Viabilizado através de financiamento coletivo, São Paulo dos Mortos tem como ponto de partida uma invasão da polícia paulista a uma ocupação, que obviamente terminou de forma trágica. Uma das personagens desta primeira história aparecerá no final do livro, encerrando um ciclo bem amarrado.

Ainda que as histórias sejam independentes uma das outras, há um fio condutor lógico entre elas. No processo criativo, todos os 10 artistas envolvidos em roteiro e arte receberam os roteiros ao mesmo tempo, e conseguiram dar uma unidade muito interessante ao álbum.

As histórias de zumbis ambientadas na cidade de São Paulo trafegam entre terror, drama e humor, contendo temáticas de crítica política e social, sobretudo no episódio que envolve o Governador do Estado e o capítulo dos meninos de rua noiados.
Sao Paulo dos Mortos- a fuga do governador de SP
Publicada pelo Petisco através do selo HQEMFOCO a HQ tem sua renda revertida para o selo HQEMFOCO, capitaneado por Daniel Esteves, e a remuneração dos artistas veio através do financiamento coletivo de 350 leitores que apostaram no projeto. “O Petisco é um coletivo do qual faço parte, assim como era o Quarto Mundo. Não interfere editorialmente em nada do que faço, é sim um grupo de quadrinistas que se reúnem para se ajudarem em diversas atividades”, explica o roteirista.

Impresso em P&B, com 96 páginas, o livro é vendido a R$ 25 e tem a participação de Daniel Esteves, Al Stefano, Alex Rodrigues, Jozz, Ibraim Roberson, Lucas Perdomo, Laudo Ferreira, Omar Viñole, Samuel Bono, Wagner de Souza e Wanderson de Souza.

Sao Paulo dos Mortos - metrô
Sao Paulo dos Mortos - policial

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Entrevista exclusiva com Cavalcante

Sheakspeare por Cavalcante
Boa notícia para quem curte caricatura. A exposição do Cavalcante no MNBA foi prorrogada até o final de abril. E aproveitando, o JBlog entrevistou o artista para saber mais sobre sua carreira.

JBlog >> Essa é sua primeira retrospectiva em tantos anos de carreira. Esse lado de quadros e bonecos não é tão conhecido no seu trabalho. Você as cria para você mesmo? Qual o objetivo deles?

Cavalcante - Na verdade, na minha mente é tudo uma coisa só. As pinturas, os bonecos e os desenhos se misturam. Eu entendo que, para quem está olhando, podem até parecer coisas bem distintas, mas não é. Muda o suporte, mas o trabalho está ali, carimbado! A minha maneira de pensar para obter o resultado é a mesma. Então, é claro, que eu posso dizer que no caso das pinturas faço pra mim, pelo prazer. acho que essa é a natureza de qualquer trabalho artístico.

JBlog >> As peças com tema carnívoro são fortes, com cores bem escuras e imagens distorcidas. Você ainda gosta do tema?

Cavalcante - Há muito tempo sou fascinado por essas imagens. Não sei porque, mas garoto ainda, ia no açougue com a minha mãe e adorava aquelas carnes penduradas. Quando conheci trabalhos de artistas que usavam (algumas vezes) esse tema, como Francis Bacon e Chaim Soutine, também fiquei impressionado. Só que sou um caricaturista, fazia caricatura e ilustração por encomenda.

Quando comecei a mexer com tintas, uma coisa já meio pintura, comecei a comprar em sebos livros sobre cortes de carnes. Depois, comecei a misturar isso com um lado meio desenho animado antigo e os desenhos populares de comércio, mas sempre coisas também antigas ou bem toscas, aqueles desenhos de quem não sabe desenhar.

Mas deixo aqui bem claro que não levanto bandeira nenhuma e não tenho nada contra quem come carne e não sou e nunca fui vegetariano. O curioso é que sempre me perguntam isso.

Cavalcante e Lan
Cavalcante (à esquerda) e LAN durante um evento


JBlog >> Nos anos 90 trabalhei numa gravadora independente e você fez a capa do CD do do Beach Lizards. Qual sua ligação com o rock e a cena underground?

Bem, essa capa foi uma das poucas experiências com CD's de rock undergroud. Quando me chamam é pelo trabalho mesmo, e não por ser um cara especialista em capas de CD's.

JBlog >> Além do seu trabalho no Globo com caricas e ilustrações, o que você tem feito além do jornal?

Cavalcante - Tirando as caricaturas e ilustrações, como frila, são as pinturas mesmo. Estou tomando gosto e pretendo continuar.

Tim Maia por Cavalcante

JBlog >> Como é seu processo criativo e por que você tem utilizado mais recursos digitais, inclusive colagens?

Cavalcante - Bem, meu processo criativo não tem nada de especial. Fico pensando, rabiscando, imaginando horas, dias no que pretendo fazer e depois coloco a mão na massa. Fico torcendo pra dar certo, mas é claro que sempre sai alguma coisa, tem que sair, mas nem sempre fico satisfeito.

Li em um livro de entrevistas com o Francis Bacon e ele falou que os quadros que ele imaginava eram sempre melhores. Me identifiquei na hora... Eu imagino, me parece muito bom, e quando sai, é aquela porcaria...(risos)

Quanto aos recursos digitais, estão muito ligados a ilustrações do dia a dia. Mas nada mudou no processo, o computador veio para agilizar as coisas. Hoje é impossível não ter o controle de tratamento do próprio trabalho para a impressão. Se deixar na mão de outros pode acontecer qualquer coisa. Não tem jeito, é tudo digitalizado. E falando das figuras que as vezes eu componho com colagens, sempre gostei de fazer isso, só que desenvolvi um arquivo pessoal, com imagens que só eu tenho e também com meus desenhos muitas vezes transformados de um já existente.

Agora, nunca, em detrimento das tintas e pincéis. Gosto muito disso e acho que nunca vou deixar de gostar.

Luiz Gonzaga por Cavalcante
Gabriel Garcia Marques por Cavalcante

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Bienal de caricatura no MNBA acaba no domingo

Rita Lee por Cavalcante

A 1ª Bienal Internacional da Caricatura vai chegando ao fim, com o encerramento de duas exposições no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

A primeira expo é pequena e rápida de visitar. “J. Carlos: 130 anos” tem curadoria de Luciano Magno e comemora os 130 anos de nascimento do artista que registrou a vida carioca da primeira metade do século em revistas de sucesso como O Tico-Tico, O Malho, Fon-Fon!, Para-todos e Careta.

J Carlos - o desenho impresso
J carlos- desneho original

A segunda é uma retrospectiva do caricaturista Cavalcante (Paulo Cavalcante) com 114 trabalhos, entre caricaturas, charges, pinturas, desenhos e esboços inéditos.

Este blogueiro esteve lá. Na de J. Carlos há apenas quatro ou cinco originais e uma medalha, olha a foto aí embaixo.

j carlos - medalha

A de Cavalcante é mais rica, contando inclusive com pinturas, bonecos e outras peças que parecem feitas por um vegetariano, pois satanizam o consumo de carne animal. Entre os bons exemplos o quadro “Família Friboi” com uma vaquinha feliz arregaçada e os postais sobre Pernalonga e Pato Donald onde os personagens são mostrados como comida. Também chama a atenção as anotações a lápis feita sobre os originais, como os dois a seguir. Mas corra, ambas as mostras se encerram neste domingo.

anotaçao a lapis na caricatura de Cavalcante
marcação de Cavalcante indicando o local do charuto de Villa Lobos
bonecos de Cavalcante
quadro Familia Friboi de Cavalcante
quadro de Cavalcante da serie dos cachorros
sugestao de Cavalcante para capa de Pato Donald
sugestao de Cavalcante para capa de Pernalonga

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Primeira edição da Star Wars Run em maio

star wars run

Parece coisa de americano, e é. Acontece na virada do dia 03 para 04 de maio a primeira corrida tematizada de Star Wars no Brasil. O evento marca o início das comemorações do Dia Mundial Star Wars "May the 4th Be with You" e contará com ambientação e intervenções como projeção de vídeos e painéis temáticos relacionados aos filmes.

Os corredores com os três melhores trajes recebem brindes e os vencedores das categorias feminina e masculina serão premiados com 52 sessões de cinema grátis, com direito a acompanhante. A prova de 6Km acontecerá no Campo de Marte, em São Paulo, e a inscrição varia entre R$ 135 a R$ 155 no site da Star Wars Run.

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