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Foco nos quadrinhos da América Latina

zine royale numero 4

Saiu a quarta edição do Zine Royale, que desde o segundo numero fica a cargo do Jozz. “Sou eu quem edito, coloco grana, vou atrás de patrocínio quando tem”, explica o paulistano. “O primeiro número eu nem tenho mais, pois foi tiragem pequena, apenas um exercício entre eu e meus amigos de curso quando estudávamos na Quanta Academia de Artes”.

Dali em diante ele decidiu seguir com a revista de bolso com distribuição independente e venda pessoal ou virtual. “Mas as grandes vendas vem da distribuição feita pelo sistema do coletivo Quarto Mundo, onde eu pago do bolso o envio das minhas revistas para os quadrinistas-distribuidores em cada canto do Brasil”, elucida.

A cada edição, Jozz define um tema e convida artistas de acordo com o perfil da pessoa e do tema. “O Luciano e o Denny se mantém na revista pois os últimos temas foram teoria do absurdo e América Latina, e ambos sempre trabalharam com essa linha”. De fato, a 4ª edição é totalmente dedicada aos hermanos, e conta com desenhos de artistas do continente, como a argentina Cammie (abaixo) e o veterano Eloar Guazelli, quadrinista brasileiro que sempre esteve próximo da cena Argentina.

a universalidade hq de cammie da argentina

Aliás, o próprio Jozz foi conferir in loco o movimento dos quadrinhos latinos. “Nesse momento estou em Buenos Aires. Desde semana passada comecei um mochilão pela América do Sul. Comecei por Uruguai e Colonia do Sacramento. Vou ficar uns meses na estrada, ate onde der”. Tai o real espírito independente...
honduras por eloar guazelli

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Homenagens aos 50 anos de Asterix

Saiu o resultado do Concurso Cultural Asterix 50 Anos que presenteará os vencedores com livros e camiseta exclusiva. Entre eles, Bira Dantas, Veríssimo de Sousa e crianças como a Juliana, autores dos respectivos desenhos abaixo. Veja todos os contemplados clicando AQUI.

Bira Dantas faz Asterix

Veríssimo de Sousa faz Asterix

Juliana 9 anos faz Asterix

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Garçom, dois chopes e um livro!

Tulípio é o nome do personagem criado por Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker (o desenhista), cujos cartuns são publicados uma vez por semana na revista Programa do Jornal do Brasil. As piadas giram em torno da cultura de boteco. O material publicado foi reunido em livro, lançado em dezembro do ano passado pela editora Devir. Além dos cartuns dos autores, há cartuns de convidados e uma coleção de frases do tipo “É melhor um frango a passarinho na mão que duas calabresas voando”. Tudo conspira para que Tulípio caia na boca da galera como aquela cerveja geladinha.
Tulipio Total Flex

JBlog >> Quando e como surgiu o personagem Tulípio? Ele pertence a vocês dois?
Eduardo: Frequento botequins quase que diariamente há mais de vinte anos e de uns seis pra cá comecei a anotar, em guardanapos, minhas impressões sobre a vida boêmia, a bebida, mulheres, futebol, petiscos, samba... Ou seja, tudo que realmente interessa. Chegava do bar e jogava um monte de guardanapos escritos sobre uma mesa.

Um belo dia percebi que havia um pilha enorme deles. Resolvi, então, passá-los a limpo, já que em alguns nem eu entendia o que estava escrito. Somaram mais de setecentas frases. Mostrei pra alguns amigos que me incentivaram a divulgar esse material. Pensei em criar um personagem e o nome Tulípio (referência clara à tulipa de chope) logo me veio à cabeça. Como eu não desenho nada, precisava de alguém que materializasse o personagem. Um grande amigo meu (Ademir Assunção) me apresentou o Stocker. Contei o que pretendia fazer e ele saiu logo traçando (no bom sentido) o personagem.

Paulo: Depois que o Edu me convidou, eu criei a arte conceitual do personagem. Na verdade, eu havia desenhado esse personagem outras vezes, uma hora era um jornalista, em outra um ogro... Quando o Edu me apresentou as frases do Tulípio, eu só adaptei o personagem e virou o que virou.

JBlog >> Tulípio é um paulista? Por que ele usa camiseta de botão e calça, num calor desses?
Eduardo: É engraçado: onde quer que a gente vá as pessoas pensam que o Tulípio é de lá. Em minas já ouvi muito que o Tulípio é mineiro. Temos amigos no Maranhão que garantem que ele é de lá. No Rio, então, rola muita afinidade com o personagem. Aliás, é muito comum, mesmo aqui em São Paulo, a gente ouvir que ele é um personagem carioca. Sei lá, acho que quem gosta de boteco e de boemia, independente de onde mora, se identifica com o Tulípio e vê nele características de sua própria localidade.

Paulo: Uns amigos cineastas mineiros chegaram a me falar que um conhecido deles lá de minas é o próprio Tulípio.

JBlog >> Tulípio foi direto pras páginas da revista de bolso? Foi um projeto encomendado por algum patrocinador?
Eduardo: Sim, foi direto pra revista. Um amigo nosso publicou uma notinha na versão digital do Meio & Mensagem dizendo que a gente tava querendo lançar uma revista com cartuns sobre boemia. O Fernando (Costa Neto), que é um dos donos do CineBoteco (canal de IPTV exclusivo para bares e restaurantes), viu a matéria e nos ligou perguntando se a gente não poderia fazer umas animações pra esse canal. Pouca conversa depois e estava tudo arranjado. A gente faria as animações pra ele e ele viabilizaria a revista.

Hoje, já no número 10, a revista é custeada por patrocínios e inserções publicitárias que permitem que a revista possa ser distribuída gratuitamente. São 20 mil exemplares, distribuídos em aproximadamente 40 bares de São Paulo. A distribuição é feita por nós mesmos.

JBlog >> Como é a reação do público ao Cineboteco?
Eduardo: O público recebe muito bem as animações. Acho que acontece uma identificação direta. O cara ta lá no bar e, de repente, pinta uma animação que versa justamente sobre a vida dentro de um bar. São mais de 200 animações em mais de 170 bares.
Tulipio Jukebox

JBlog >> A publicação dos cartuns na revista Programa tem dado um bom retorno?
Eduardo: O retorno é excelente, a gente vive recebendo e-mails do pessoal do Rio querendo saber mais sobre o personagem e, principalmente, onde podem conseguir exemplares da revista.

Paulo: Eu acho legal é que as mulheres curtem o Tulípio, pelo menos as gostosas.
Acho que Boteco é algo que nunca sai de moda. A moda é que se adapta ao boteco.

JBlog >> Além dos impressos existe a camiseta. Vende bem?
Eduardo: Sim, vende bastante bem. Foi o Vicente, um cara que a gente nem conhecia e que gosta muito do Tulípio, que nos pediu autorização para produzir as camisetas. E assim foi feito. É ele que cuida da produção e distribuição das camisetas. As que mais vendem são: “Beber é uma arte. Ficar bêbado, uma obra prima” e “Já que a vida começa aos quarenta, me traz uma mamadeira de uísque”... Mas são mais de 50 modelos. Tem pra todo o gosto.

JBlog >> Sobre o livro, as participações especiais foram surgindo ao longo do tempo ou vocês procuraram alguns beberrões conhecidos e pediram na cara de pau?
Eduardo: Em cada edição um escritor e um cartunista participam da revista. A gente só juntou todos eles no livro. Mas, sim, foi tudo na cara dura. A gente não conhecia ninguém. Descolávamos um contato do cara e ligávamos ou mandávamos e-mail. Todos foram muito receptivos e aceitaram o convite logo que tomaram contato com a revista. Pra gente é uma enorme satisfação ter alguns de nossos grandes mestres participando na nossa revista. Ainda tem muita gente que gostaríamos que participasse.

Paulo: Além dos mestres, tem muitos amigos cartunistas que mandam desenhos, pelo simples fato de curtirem a idéia. Foi o caso do Orlandeli, Bira e Rico.

JBlog >> No livro há muitas frases de efeito. De onde elas vêm?
Eduardo: Todas as frases são de minha própria lavra. Não é nada ouvido nem recebido de outras pessoas. Eu fico lá no botequim, sentado, só tomando, pensando bobagem e anotando em guardanapos. Deve ser uma tara, sei lá...
Tulipio capa do livro

JBlog >> Como estão as vendas?
Eduardo: Acima das nossas expectativas! Tanto que a Devir já nos encomendou outra publicação pro final desse ano.

JBlog >> E a última pergunta: qual é sua bebida e seu petisco de boteco favorito?
Eduardo: Chope e moela.

Paulo: Todas e todas.

Para saber mais, conheça o site do personagem.

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500 mil quadrinhos para escolas de SP

O Governo do Estado de SP anunciou que distribuirá 531.996 exemplares de revistas e histórias em quadrinhos para alunos de 277 municípios que aderiram ao projeto Ler e Escrever. Voltado para alunos das 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, tem como objetivo alfabetizar todas as crianças aos oito anos de idade. Mais de 284 mil estudantes serão envolvidos no programa que tem material didático específico.

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Asterix Entre os Bretões no cinema

Asterix entre os bretões

Essa é bomba! E o JBlog Quadrinhos dá em primeira mão!

A Editions Albert René e a Fidélité Productions (representado por Marc Missonnier e Delbosc Olivier; produtores da recente adaptação muito bem sucedida do personagem infantil O Pequeno Nicolau, criado por René Goscinny e Jean-Jacques Sempé), acabam de assinar um acordo sobre o desenvolvimento de um novo filme.

Será uma adaptação do quarto álbum, Asterix Entre os Bretões e a direção ficará a cargo de Laurent Tirard, que também escreveu o roteiro com Grégoire Vigneron. A aventura se passa na bretanha, com direito a uma divertidíssima partida de rugby.

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Artistas defendem funcionária exonerada

Maria Ivete Araújo

Dezenas de artistas e representantes de classe distribuíram pela internet e entregaram às autoridades da cidade de Piracicaba (SP) uma carta aberta repudiando a exoneração da Sra. Maria Ivete Araújo (Zetti) do cargo de Diretora do Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação de Humor de Piracicaba (CEDHU). Entre as revindicações, há o temor de que este seja o início do fim do maior e mais antigo salão de artes gráficas do mundo.

Segundo o texto, a colaboradora e diretora do Salão Internacional de Humor de Piracicaba nos últimos 30 anos foi exonerada de seu cargo “durante as festas de fim de ano, por meio de uma carta entregue pelo secretário substituto temporário”.

Segundo o documento, “é inegável a competência de Maria Ivete Araújo, ao longo de várias gestões, na construção da longa história de sucesso do Salão. Razão pela qual adquiriu todo o respeito no Brasil e no estrangeiro. Tendo sido, inclusive, adotada pelos humoristas gráficos como um símbolo da continuidade e resistência, até mesmo diante da ditadura e da censura.

Em vez de uma justa homenagem, pelo relevante trabalho prestado em nome do município de Piracicaba e pelos longos anos de diálogo entre a cidade e os cartunistas, Zetti foi descartada por uma decisão notadamente política”
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Encabeçada pela Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), pelo Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil (IMAG) e pela Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), a carta solicita o retorno da funcionária e também que seja feita uma ampla discussão sobre o processo de modernização estrutural do Salão e seu fortalecimento.

cartaz salao de piracicaba 1974

Acima, o cartaz da primeira edição do Salão, em 1974

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