Dez dias para conhecer Nova York é pouco, muito pouco. Mas foi o tempo que tive para desfrutar na Big Apple. A curta temporada, diga-se de passagem, muito bem aproveitada, rendeu algumas boas dicas para viajantes com tempo e dinheiro contados.

Para começo de conversa, é preciso ter disposição. Táxis amarelos e limos são para quem tem tempo de encarar o trânsito e muito dólar no bolso. O metrô é a opção mais barata e rápida. Tão rápida,
que é preciso correr e ter habilidade para não perder as diversas conexões. Conseguir ler o mapa dos trens enquanto sobe ou desce escadas é requisito básico para chegar a tempo e a salvo na próxima parada.
É bom lembrar que o subsolo novaiorquino é o oposto do glamour das grandes avenidas, mas nada que o torne menos interessante. Grupos de break e saxofonistas que se apresentam nas estações podem até valer um atraso para a próxima atração.
O revezamento metrô-caminhada é a melhor opção e, claro, o Central Park estará quase sempre no meio do caminho. Pontos turísticos muito badalados parecem chatos, mas os de NY são imperdíveis. Em uma única tarde, é possível encontrar uma figura fantasiada fazendo uma performance estranha, mas bonita, além de um grupo maravilhoso, chamado "Break of reality" que faz um som clássico mesclado com rock. Tudo isso contornado pela paisagem deslumbrante do Central Park.

E os museus? Imperdíveis, claro. O melhor de tudo é que, ao contrário do que se imagina, não é preciso gastar muito com as visitas. "Pay-as-you-wish" é a senha. O Metropolitan "sugere" um preço de entrada em torno de U$ 20 por pessoa, mas você pode simplesmente pagar o quanto desejar. É só observar a plaquinha de "Pay-as-you-wish" ao lado da bilheteria e as suas moedinhas serão recebidas com a mesma simpatia dos atendentes.
Outros museus, como o MoMA e o Guggenheim, por exemplo, oferecem o mesmo sistema, mas em dias e horários específicos. É preciso ficar atento ao calendário e ter um pouco de paciência com as filas.
Um museu muito interessante que adota o "Pay-as-you-wish" diariamente é o The Cloisters. Depois de pegar o metrô até o Bronx (aventura à parte), atravessar uma pracinha com balanços, daquelas que até parecem com as nossas, e subir uma pequena colina, você encontra uma construção medieval e uma vista deslumbrante da George Washington Bridge, além de jardins internos e exposições. Vale a pena o passeio "cult" e barato.


Ainda durante o dia, uma dica é atravessar a pé a Brooklyn Bridge e ir até o mirante Promenade, de onde se pode observar toda a skyline de Manhattan. Quem quiser estender até o fim da tarde pode visitar ainda o Jardim Botânico e Williamsburg, uma região cheia de barzinhos e restaurantes, legal pra ver as pessoas cool da cidade.

Para continuar pelos lugares mais freqüentados por gente jovem, vale dar uma passada pelo Village. As ruas repletas de lojas de instrumentos musicais e estúdios de Tatoo criam um clima moderninho interessante. Nos teatros Off- Broadway do bairro é possível assistir a espetáculos bacanas, como o do Stomp, que é imperdível.
A Estátua da Liberdade está no roteiro de viagem de dez entre dez turistas, mesmo aqueles que dizem achar brega, no fundo querem trazer na mala aquela foto clássica. Mas até no passeio mais tradicional de Nova York é possível inovar e, claro, baratear.
A dica é pegar a integração metrô-ferry boat para Staten Island. O barco passa ao lado da estátua e as fotos são garantidas. Como 99% dos passageiros terão a mesma idéia que a sua, quando o barco atracar em Staten Island, provavelmente umas duas pessoas desembarcarão e as outras 300 farão o caminho de volta na mesma embarcação.

Impossível é falar de Nova York sem citar o mau humor dos atendentes de lanchonete. Para conseguir visitar todos esses lugares interessantes em dez dias sem gastar muito, é claro que não sobra muito tempo para comer. Os fast-food acabam sendo a única opção. Então, a dica é entrar no clima, fazer uma cara feia e gritar por sua fatia de pizza ou o seu hambúrguer no balcão. No final, é até engraçado.

Mas quando ainda sobrar energia para a noite, vale a pena começar por uma pizzaria tradicional, que se dá ao luxo de ser uma das únicas de Manhattan com fogão à lenha. Fornino fica no Brooklyn, na Bedford Ave, 187. Além de pizzas deliciosas, a casa tem atendentes simpáticos e informais, que costumam degustar um vinho enquanto servem a sua mesa. A conta, que não é salgada, vem acompanhada de um lindo e delicioso algodão doce rosa servido em uma taça.
Para terminar a noite, além das boates badaladas que pipocam pela cidade, é possível optar pelo underground. "Welcome to the Johnsons" é um bar de rock 'n' roll no Lower East Side de Manhattan, que é quase a Lapa carioca. Além da música e do ambiente meio trash, a cerveja PBR - que não é das melhores, mas desce direitinho - é vendida a U$ 1,50. Apesar de Nova York ser conhecida como "the city that never sleeps", a noite pode terminar cedo, comparada com a carioca. Se por volta das 2h, você ainda não tiver sido expulso deste bar, por exemplo, o seu copo será reposto com água ou refrigerantes. Então... é hora de descansar e se preparar para curtir a maratona do dia seguinte.

Para começo de conversa, é preciso ter disposição. Táxis amarelos e limos são para quem tem tempo de encarar o trânsito e muito dólar no bolso. O metrô é a opção mais barata e rápida. Tão rápida,
que é preciso correr e ter habilidade para não perder as diversas conexões. Conseguir ler o mapa dos trens enquanto sobe ou desce escadas é requisito básico para chegar a tempo e a salvo na próxima parada.
É bom lembrar que o subsolo novaiorquino é o oposto do glamour das grandes avenidas, mas nada que o torne menos interessante. Grupos de break e saxofonistas que se apresentam nas estações podem até valer um atraso para a próxima atração.
O revezamento metrô-caminhada é a melhor opção e, claro, o Central Park estará quase sempre no meio do caminho. Pontos turísticos muito badalados parecem chatos, mas os de NY são imperdíveis. Em uma única tarde, é possível encontrar uma figura fantasiada fazendo uma performance estranha, mas bonita, além de um grupo maravilhoso, chamado "Break of reality" que faz um som clássico mesclado com rock. Tudo isso contornado pela paisagem deslumbrante do Central Park.
E os museus? Imperdíveis, claro. O melhor de tudo é que, ao contrário do que se imagina, não é preciso gastar muito com as visitas. "Pay-as-you-wish" é a senha. O Metropolitan "sugere" um preço de entrada em torno de U$ 20 por pessoa, mas você pode simplesmente pagar o quanto desejar. É só observar a plaquinha de "Pay-as-you-wish" ao lado da bilheteria e as suas moedinhas serão recebidas com a mesma simpatia dos atendentes.
Outros museus, como o MoMA e o Guggenheim, por exemplo, oferecem o mesmo sistema, mas em dias e horários específicos. É preciso ficar atento ao calendário e ter um pouco de paciência com as filas.
Um museu muito interessante que adota o "Pay-as-you-wish" diariamente é o The Cloisters. Depois de pegar o metrô até o Bronx (aventura à parte), atravessar uma pracinha com balanços, daquelas que até parecem com as nossas, e subir uma pequena colina, você encontra uma construção medieval e uma vista deslumbrante da George Washington Bridge, além de jardins internos e exposições. Vale a pena o passeio "cult" e barato.

Ainda durante o dia, uma dica é atravessar a pé a Brooklyn Bridge e ir até o mirante Promenade, de onde se pode observar toda a skyline de Manhattan. Quem quiser estender até o fim da tarde pode visitar ainda o Jardim Botânico e Williamsburg, uma região cheia de barzinhos e restaurantes, legal pra ver as pessoas cool da cidade.
Para continuar pelos lugares mais freqüentados por gente jovem, vale dar uma passada pelo Village. As ruas repletas de lojas de instrumentos musicais e estúdios de Tatoo criam um clima moderninho interessante. Nos teatros Off- Broadway do bairro é possível assistir a espetáculos bacanas, como o do Stomp, que é imperdível.
A Estátua da Liberdade está no roteiro de viagem de dez entre dez turistas, mesmo aqueles que dizem achar brega, no fundo querem trazer na mala aquela foto clássica. Mas até no passeio mais tradicional de Nova York é possível inovar e, claro, baratear.
A dica é pegar a integração metrô-ferry boat para Staten Island. O barco passa ao lado da estátua e as fotos são garantidas. Como 99% dos passageiros terão a mesma idéia que a sua, quando o barco atracar em Staten Island, provavelmente umas duas pessoas desembarcarão e as outras 300 farão o caminho de volta na mesma embarcação.
Impossível é falar de Nova York sem citar o mau humor dos atendentes de lanchonete. Para conseguir visitar todos esses lugares interessantes em dez dias sem gastar muito, é claro que não sobra muito tempo para comer. Os fast-food acabam sendo a única opção. Então, a dica é entrar no clima, fazer uma cara feia e gritar por sua fatia de pizza ou o seu hambúrguer no balcão. No final, é até engraçado.

Mas quando ainda sobrar energia para a noite, vale a pena começar por uma pizzaria tradicional, que se dá ao luxo de ser uma das únicas de Manhattan com fogão à lenha. Fornino fica no Brooklyn, na Bedford Ave, 187. Além de pizzas deliciosas, a casa tem atendentes simpáticos e informais, que costumam degustar um vinho enquanto servem a sua mesa. A conta, que não é salgada, vem acompanhada de um lindo e delicioso algodão doce rosa servido em uma taça.
Para terminar a noite, além das boates badaladas que pipocam pela cidade, é possível optar pelo underground. "Welcome to the Johnsons" é um bar de rock 'n' roll no Lower East Side de Manhattan, que é quase a Lapa carioca. Além da música e do ambiente meio trash, a cerveja PBR - que não é das melhores, mas desce direitinho - é vendida a U$ 1,50. Apesar de Nova York ser conhecida como "the city that never sleeps", a noite pode terminar cedo, comparada com a carioca. Se por volta das 2h, você ainda não tiver sido expulso deste bar, por exemplo, o seu copo será reposto com água ou refrigerantes. Então... é hora de descansar e se preparar para curtir a maratona do dia seguinte.
Um dos principais pontos turístico do Brasil, Natal - capital do Rio Grande do Norte - se destaca pelo clima agradável o ano todo e praias bonitas a poucos minutos do Centro. As belezas naturais, a hospitalidade do povo e a tranqüilidade atraem turistas de todo mundo e principalmente casais em lua de mel.

Suas praia tem águas limpas e mornas muito agradáveis. Do bairro da Ribeira, com arquitetura art-deco preservada, pode-se atravessar o Rio Potengi pela ponte que liga a região Sul de Natal às praias da região Norte e ver o Forte dos Reis Magos. O forte é aberto a visitação e tem guias contando a história local, de quando bases americanas se instalaram no local na Segunda Guerra Mundial. A praia do Forte é uma piscina natural formada por arrecifes.

Depois de conhecer o Forte siga para Ponta Negra, a mais famosa, pelas praias do Meio, Areia Preta, Via Costeira e seus oito quilômetros de dunas. Além da orla, o Alto de Ponta Negra tem boas opções de bares, restaurantes, hotéis, pousadas e noite agitada. O Morro do Careca é a principal atração natural desta praia.

Não esqueça de conhecer o maior cajueiro do mundo, em Pirangi, a quinze minutos de Ponta Negra. Árvore centenária de dez mil metros quadrados de copa (maior que um campo de futebol normal) produz cerca de 80 mil frutos no período da safra, em outubro, segundo os natalenses. Os cajus podem ser colhidos pelos visitantes. Uma taxa simbólica é cobrada para a visita e é revertida na proteção e manutenção da árvore.

Por causa de uma mutação genética, os ramos crescem lateralmente, em vez de crescer para cima; quando os ramos tocam o solo, uma nova ramificação começa a crescer. Dentro do parque, há um mirante com aproximadamente 6 metros de altura, de onde se tem uma vista da copa da árvore e das praias das redondezas. Fora do parque, há diversos quiosques vendendo água, lanches e lembranças. Depois conheça os parrachos de Pirangi, imperdível, os barcos saem da Marina Badauê.

Reserve um dia para fazer o passeio de buggy pelas dunas de Genipabu e o litoral Norte – 8 praias e duas lagoas. Peça “com emoção” e será um passeio inesquecível.

Você pode montar no lombo de um dromedário e passear pelas dunas com trajes árabes, em média custa R$ 25,00 por pessoa, ou ainda, andar de jegue por R$ 2,00. Curta o “esquibunda”, uma espécie de trenó das dunas, e o “aerobunda”, que consiste em deslizar pendurado em um cabo, nas lagoas de Pitangui e Jacumã. O buggy sai do hotel em que você estiver hospedado às 9h e retorna às 17h, custa R$ 70,00 por pessoa. Mas se fechar o buggy, com quatro passageiros, o valor pode chegar a R$ 50,00 por pessoa. Genipabu ficou famosa principalmente depois da gravação das novelas Tieta e O Clone.

Os Parrachos de Maracajaú, paraíso do mergulho, é outro lugar que os visitantes de Natal não podem deixar de fazer. As águas claras e os treze quilômetros de arrecifez de corais são protegidos pela Área de Porteção Ambiental de Maracajaú. O acesso é por lanchas ou catamarãs que fornecem máscaras e snorkel, além de aulas de mergulho com cilindro para principiantes.

Uma semana é o tempo ideal para conhecer todos os pontos turísticos de Natal.

Suas praia tem águas limpas e mornas muito agradáveis. Do bairro da Ribeira, com arquitetura art-deco preservada, pode-se atravessar o Rio Potengi pela ponte que liga a região Sul de Natal às praias da região Norte e ver o Forte dos Reis Magos. O forte é aberto a visitação e tem guias contando a história local, de quando bases americanas se instalaram no local na Segunda Guerra Mundial. A praia do Forte é uma piscina natural formada por arrecifes.

Depois de conhecer o Forte siga para Ponta Negra, a mais famosa, pelas praias do Meio, Areia Preta, Via Costeira e seus oito quilômetros de dunas. Além da orla, o Alto de Ponta Negra tem boas opções de bares, restaurantes, hotéis, pousadas e noite agitada. O Morro do Careca é a principal atração natural desta praia.

Não esqueça de conhecer o maior cajueiro do mundo, em Pirangi, a quinze minutos de Ponta Negra. Árvore centenária de dez mil metros quadrados de copa (maior que um campo de futebol normal) produz cerca de 80 mil frutos no período da safra, em outubro, segundo os natalenses. Os cajus podem ser colhidos pelos visitantes. Uma taxa simbólica é cobrada para a visita e é revertida na proteção e manutenção da árvore.

Por causa de uma mutação genética, os ramos crescem lateralmente, em vez de crescer para cima; quando os ramos tocam o solo, uma nova ramificação começa a crescer. Dentro do parque, há um mirante com aproximadamente 6 metros de altura, de onde se tem uma vista da copa da árvore e das praias das redondezas. Fora do parque, há diversos quiosques vendendo água, lanches e lembranças. Depois conheça os parrachos de Pirangi, imperdível, os barcos saem da Marina Badauê.

Reserve um dia para fazer o passeio de buggy pelas dunas de Genipabu e o litoral Norte – 8 praias e duas lagoas. Peça “com emoção” e será um passeio inesquecível.

Você pode montar no lombo de um dromedário e passear pelas dunas com trajes árabes, em média custa R$ 25,00 por pessoa, ou ainda, andar de jegue por R$ 2,00. Curta o “esquibunda”, uma espécie de trenó das dunas, e o “aerobunda”, que consiste em deslizar pendurado em um cabo, nas lagoas de Pitangui e Jacumã. O buggy sai do hotel em que você estiver hospedado às 9h e retorna às 17h, custa R$ 70,00 por pessoa. Mas se fechar o buggy, com quatro passageiros, o valor pode chegar a R$ 50,00 por pessoa. Genipabu ficou famosa principalmente depois da gravação das novelas Tieta e O Clone.

Os Parrachos de Maracajaú, paraíso do mergulho, é outro lugar que os visitantes de Natal não podem deixar de fazer. As águas claras e os treze quilômetros de arrecifez de corais são protegidos pela Área de Porteção Ambiental de Maracajaú. O acesso é por lanchas ou catamarãs que fornecem máscaras e snorkel, além de aulas de mergulho com cilindro para principiantes.

Uma semana é o tempo ideal para conhecer todos os pontos turísticos de Natal.
Texto: Cecília Abreu / Fotos: Cecília Abreu e Hessel Galenkamp
Terra do ouro, da prata e dos mistérios acerca dos Incas, os antigos adoradores do sol,
o Perú é um dos mais espetaculares países da América do Sul e, por que não dizer, do mundo.
Quando botei meus pés em Machu Picchu todo meu cansaço de dias e dias de caminhada foi embora em um estalar de dedos. A aura daquele santuário, as ruínas, as montanhas a 2.400 metros de altura, me reconfortaram. Cada perrengue passado ao longo da minha viagem desde o Rio de Janeiro valeu a pena, e muito!

O pais inteiro é uma beleza, mas as regiões de Cuzco e Machu Picchu são especialmente fascinantes e muito fotogênicas, com a sua gente hospitaleira. Não é à toa que Machu Picchu ganhou o título de uma das sete maravilhas do mundo. A riqueza cultural das populações nativas, os indígenas que procuram manter suas tradições impressionam.


Personagens: roupas coloridas, chapéu - cena típica no Perú e na Bolívia
Mochilão nas costas e pé na estrada
Para chegar nestas maravilhas optei por um caminho pitoresco, ainda que mais trabalhoso e demorado. (veja no final do post o percurso escolhido). Fiz tudo de ônibus e trem. Somente na volta, peguei um avião de Lima para o Brasil.

Visitei diversas cidades na Bolívia e no Perú. Em cada uma delas, pude ver algo novo, inusitado e milhares de lhamas ao meu redor. Eu, particularmente, adorei esses bichinhos mansos, porém cuspidores. Nem tente “perturbar” uma lhama em seu momento de descanso e/ou “reflexão”, caso contrário, você terá que exercer seu poder de ninja desviador de saliva animal.


Experiência Pessoal – Chegada a Cuzco
Depois de muito perambular pela Bolívia e algumas cidades do Perú, cheguei em Cuzco. Lá, me hospedei em um albergue bem próximo à praça principal da cidade, a Plaza de Armas.
Mais do que porta de entrada para Machu Picchu, Cuzco é um local empolgante, pitoresco e com vida noturna. Construída pelos espanhóis sobre os sólidos vestígios dos templos e palácios indígenas, a cidade era considerada pelos Incas como “o umbigo do mundo”.

Dediquei três dias para conhecer Cuzco, seus museus e as ruínas que existem ao redor. Escolhi um dia para fazer um tour a cavalo. Bem no estilo amazona, conheci a fortaleza e centro cerimonial de Sacsayhamán, as ruínas de Ollantaytambo e o Cristo branco, que imita o nosso Cristo Redentor.

Visitei também outras ruínas, como Puka Pukara, Qenko, Tambo Machay e Pisac, mas essas eu fui de ônibus com uma excursão que saía do albergue.


Ao longo dos três dias de puro relax e muita cultura, visitei inúmeras agências de turismo para escolher e comprar o meu pacote trilha inca. Existem vários tipos de rotas e pacotes. Optei por uma rota que passava pela Amazônia peruana e por imensos nevados como o pico de 4.600 metros, chamado Salkantay. Tem também uma outra trilha que passa pelo nevado Alsangate, mas essa montanha eu não conheci.
A caminhada, então, começou às 5 da matina e meu grupo tinha umas nove pessoas de diversas nacionalidades. Caminhamos em média uns 40 km por dia. A paisagem e o clima mudavam rapidamente, às vezes, em questão de horas. Os dois primeiros dias foram os mais difíceis, pois só tinha subida e mais súbida. Mas depois tudo ficou mais fácil, afinal, pra descer, todo santo ajuda.
As fotos a seguir mostram como a paisagem vai mudando rapidamente. Frio de menos dois graus ou até menos durante à noite ao calor da selva peruana




Folha de Coca = Espinafre do Popeye
O engraçado era ficar cansada ou sentir dor em alguma parte do corpo... O Ramón, guia do grupo, sempre recomendava para qualquer situação: “masca unas ojas de coca”, ou seja, “vai andando e mastigando umas folhas de coca, que a vida volta a ser bela”.
Comprei um saco imenso de folhas em um vilarejo e distribuía pros meus companheiros, principalmente para o casal de argentinos molengas que perdiam o pique de cinco em cinco minutos e retardavam o grupo. Os alemães que estavam com a gente compraram balinhas soft de coca. Muito boas por sinal.

E não é que funcionava! Toda vez que eu mascava a plantinha no lado da boca, que nem uma nativa, ou tomava o chá nas paradas das trilhas, me sentia como uma campeã olímpica de marcha atlética e ultrapassava todo mundo com um sorriso no rosto e orgulho do meu desempenho. Eu adorei o chá, gostosinho que só. Ficar mascando planta me deu a sensação de que sairia com o sorriso verde bovino nas fotos.

Ah! Nem pensem em trazer as folhas de coca pro Brasil. Afinal de contas, por mais que as folhinhas não causem nenhum efeito alucinógeno, ainda são consideradas como droga nas terras Tupiniquins.
Mas voltando à caminhada, no quarto dia caminhamos mais ainda e atravessamos um rio imenso e agitado de uma forma bem "segura" até chegarmos à Águas Calientes. Esta é uma vila charmosa, cheia de lojinhas, restaurantes e parques com águas termais.

Nos dias anteriores, eu e meu grupo tínhamos acampado, dormido em barracas, no meio do nada, ou de uma selva ou ao lado das montanhas repletas de neve. Mas em Águas Calientes pude tomar um banho quente e dormir numa cama gostosa em um hotel. Maravilha total! Pude, então, recarregar minhas baterias e as da minha câmera digital também.

Reta Final
De Águas Calientes até as ruínas de Machu Picchu são cerca de 6 km de distância. Às 4h da madruga, lá estávamos nós, de pé com lanternas para iluminar os degraus construídos pelos incas. Eu levei uma lanterna de trabalhador de mina, acoplada na cabeça para deixar minhas mãos livres.
Para quem já não agüenta mais caminhar, existe a opção de pegar um micro-ônibus de Águas Calientes até a entrada do parque (Machu Picchu), que custa 6 dólares.
Lá fui eu caminhando. Essa fase final é subida íngreme pura! Pernas pra que te quero. Foram quase duas horas de caminhada. Confesso que cheguei na porta do parque bufando, completamente suada e esperei os portões se abrirem.
Naquele dia, fui a primeira pessoa a botar os pés nas ruínas e vi os primeiros raios de sol baterem nas pedras. Não sei nem explicar o que senti. Foi algo transcendental. Uma sensação de renovação, de proteção, de reencontro, de paz, sonho realizado, enfim...
Cada pedacinho daquele santuário tem uma energia incrível. O contato com a natureza e com os mistérios sobre aquele lugar me acalmou e me emocionou demais.


Cheguei às 6h da manhã e só fui embora às 16h. Caminhei, pulei, subi até o cume mais alto, Waynapicchu, meditei muito e no final das contas ainda reencontrei por acaso uma pessoa muito especial, e que há tempos não via.


Foi, sem dúvida alguma, uma viagem mágica, voltei diferente. Assim que tiver uma outra oportunidade, farei tudo de novo e ...ainda vou de bicicleta.
Saludos, Cecília.
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ALGUMAS DICAS
OPÇÃO DE ROTA: TREM - ÔNIBUS
A melhor época para ir vai de julho a setembro. É mais frio, mas não ocorrem tantas chuvas. Da capital paulista, por exemplo, pode-se embarcar no ônibus da Viação Andorinha para Puerto Suarez, na Bolívia. Ou então ir de ônibus até Corumbá (MS) e de lá cruzar a fronteira entre Brasil e Bolívia, que fica a poucos minutos de Puerto Quijarro, de onde pode-se pegar o trem da Ferrovia Oriental, o famoso “trem da morte”,para Santa Cruz de La Sierra.
Em seguida, outros cinco ônibus: Santa Cruz de La Sierra - Cochabamba - La Paz – Copacabana - Puno - Cuzco. Da cidade peruana de Puno, pode-se pegar um trem, o Peru Rail para ir até Cuzco.
RESERVAS PARA A “TRILHA INCA”
Há uma restrição do número de visitantes permitidos na “Trilha Inca” até Machu Picchu, com duração de 2 a 5 dias, porém, para a trilha mais tradicional, a que não passa pelos nevados, é necessário efetuar reservas com cerca de 3 meses de antecedência. Para os que não querem caminhar, há a opção de ir de trem de Cuzco até Águas Calientes, que custa 66 dólares pela viagem de ida e volta. O ingresso das ruínas custa 25 dólares.
VACINA
Atenção viajantes: é preciso tomar a vacina contra a febre amarela para visitar o Perú, com uma antecedência mínima de 10 a 15 dias. O governo peruano costuma exigir o certificado internacional da vacina, principalmente nas zonas de selva, na Amazônia Peruana.
Terra do ouro, da prata e dos mistérios acerca dos Incas, os antigos adoradores do sol,
o Perú é um dos mais espetaculares países da América do Sul e, por que não dizer, do mundo.
Quando botei meus pés em Machu Picchu todo meu cansaço de dias e dias de caminhada foi embora em um estalar de dedos. A aura daquele santuário, as ruínas, as montanhas a 2.400 metros de altura, me reconfortaram. Cada perrengue passado ao longo da minha viagem desde o Rio de Janeiro valeu a pena, e muito!

Machupicchu significa montanha velha. Natureza e sabedoria. O santuário foi descoberto pelo norte-americano Hiram Bingham em 1911
O pais inteiro é uma beleza, mas as regiões de Cuzco e Machu Picchu são especialmente fascinantes e muito fotogênicas, com a sua gente hospitaleira. Não é à toa que Machu Picchu ganhou o título de uma das sete maravilhas do mundo. A riqueza cultural das populações nativas, os indígenas que procuram manter suas tradições impressionam.

Personagens: roupas coloridas, chapéu - cena típica no Perú e na Bolívia
Mochilão nas costas e pé na estrada
Para chegar nestas maravilhas optei por um caminho pitoresco, ainda que mais trabalhoso e demorado. (veja no final do post o percurso escolhido). Fiz tudo de ônibus e trem. Somente na volta, peguei um avião de Lima para o Brasil.

Visitei diversas cidades na Bolívia e no Perú. Em cada uma delas, pude ver algo novo, inusitado e milhares de lhamas ao meu redor. Eu, particularmente, adorei esses bichinhos mansos, porém cuspidores. Nem tente “perturbar” uma lhama em seu momento de descanso e/ou “reflexão”, caso contrário, você terá que exercer seu poder de ninja desviador de saliva animal.

As lhamas são criadas como animais de estimação. Os nativos adoram cobrar uma "propina" (gorjeta) dos turistas que queiram tirar fotos de seus animais

Lhama Observadora
Experiência Pessoal – Chegada a Cuzco
Depois de muito perambular pela Bolívia e algumas cidades do Perú, cheguei em Cuzco. Lá, me hospedei em um albergue bem próximo à praça principal da cidade, a Plaza de Armas.
Mais do que porta de entrada para Machu Picchu, Cuzco é um local empolgante, pitoresco e com vida noturna. Construída pelos espanhóis sobre os sólidos vestígios dos templos e palácios indígenas, a cidade era considerada pelos Incas como “o umbigo do mundo”.
Dediquei três dias para conhecer Cuzco, seus museus e as ruínas que existem ao redor. Escolhi um dia para fazer um tour a cavalo. Bem no estilo amazona, conheci a fortaleza e centro cerimonial de Sacsayhamán, as ruínas de Ollantaytambo e o Cristo branco, que imita o nosso Cristo Redentor.
Ruínas de Ollantaytambo, que faz parte do Vale Sagrado do Rio Urubamba
Visitei também outras ruínas, como Puka Pukara, Qenko, Tambo Machay e Pisac, mas essas eu fui de ônibus com uma excursão que saía do albergue.


Ruínas de Pisac
Ao longo dos três dias de puro relax e muita cultura, visitei inúmeras agências de turismo para escolher e comprar o meu pacote trilha inca. Existem vários tipos de rotas e pacotes. Optei por uma rota que passava pela Amazônia peruana e por imensos nevados como o pico de 4.600 metros, chamado Salkantay. Tem também uma outra trilha que passa pelo nevado Alsangate, mas essa montanha eu não conheci.
A caminhada, então, começou às 5 da matina e meu grupo tinha umas nove pessoas de diversas nacionalidades. Caminhamos em média uns 40 km por dia. A paisagem e o clima mudavam rapidamente, às vezes, em questão de horas. Os dois primeiros dias foram os mais difíceis, pois só tinha subida e mais súbida. Mas depois tudo ficou mais fácil, afinal, pra descer, todo santo ajuda.
As fotos a seguir mostram como a paisagem vai mudando rapidamente. Frio de menos dois graus ou até menos durante à noite ao calor da selva peruana
No início da trilha inca, o guia pede para você escolher uma pedra. No terceiro dia, ao chegar no nevado deSalkantay, deve-se deixar a pedra por lá e fazer um pedido
Floresta Amazônica Peruana
Folha de Coca = Espinafre do Popeye
O engraçado era ficar cansada ou sentir dor em alguma parte do corpo... O Ramón, guia do grupo, sempre recomendava para qualquer situação: “masca unas ojas de coca”, ou seja, “vai andando e mastigando umas folhas de coca, que a vida volta a ser bela”.
Comprei um saco imenso de folhas em um vilarejo e distribuía pros meus companheiros, principalmente para o casal de argentinos molengas que perdiam o pique de cinco em cinco minutos e retardavam o grupo. Os alemães que estavam com a gente compraram balinhas soft de coca. Muito boas por sinal.
E não é que funcionava! Toda vez que eu mascava a plantinha no lado da boca, que nem uma nativa, ou tomava o chá nas paradas das trilhas, me sentia como uma campeã olímpica de marcha atlética e ultrapassava todo mundo com um sorriso no rosto e orgulho do meu desempenho. Eu adorei o chá, gostosinho que só. Ficar mascando planta me deu a sensação de que sairia com o sorriso verde bovino nas fotos.
Além do chá de coca, os cavalos eram nossos fiéis escudeiros para carregar as tralhas mais pesadas e amenizar o cansaço
Ah! Nem pensem em trazer as folhas de coca pro Brasil. Afinal de contas, por mais que as folhinhas não causem nenhum efeito alucinógeno, ainda são consideradas como droga nas terras Tupiniquins.
Mas voltando à caminhada, no quarto dia caminhamos mais ainda e atravessamos um rio imenso e agitado de uma forma bem "segura" até chegarmos à Águas Calientes. Esta é uma vila charmosa, cheia de lojinhas, restaurantes e parques com águas termais.
Coragem: Essa travessia é uma aventura a parte
Nos dias anteriores, eu e meu grupo tínhamos acampado, dormido em barracas, no meio do nada, ou de uma selva ou ao lado das montanhas repletas de neve. Mas em Águas Calientes pude tomar um banho quente e dormir numa cama gostosa em um hotel. Maravilha total! Pude, então, recarregar minhas baterias e as da minha câmera digital também.

Reta Final
De Águas Calientes até as ruínas de Machu Picchu são cerca de 6 km de distância. Às 4h da madruga, lá estávamos nós, de pé com lanternas para iluminar os degraus construídos pelos incas. Eu levei uma lanterna de trabalhador de mina, acoplada na cabeça para deixar minhas mãos livres.
Para quem já não agüenta mais caminhar, existe a opção de pegar um micro-ônibus de Águas Calientes até a entrada do parque (Machu Picchu), que custa 6 dólares.
Lá fui eu caminhando. Essa fase final é subida íngreme pura! Pernas pra que te quero. Foram quase duas horas de caminhada. Confesso que cheguei na porta do parque bufando, completamente suada e esperei os portões se abrirem.
Naquele dia, fui a primeira pessoa a botar os pés nas ruínas e vi os primeiros raios de sol baterem nas pedras. Não sei nem explicar o que senti. Foi algo transcendental. Uma sensação de renovação, de proteção, de reencontro, de paz, sonho realizado, enfim...
Cada pedacinho daquele santuário tem uma energia incrível. O contato com a natureza e com os mistérios sobre aquele lugar me acalmou e me emocionou demais.
Templo do Sol
Cheguei às 6h da manhã e só fui embora às 16h. Caminhei, pulei, subi até o cume mais alto, Waynapicchu, meditei muito e no final das contas ainda reencontrei por acaso uma pessoa muito especial, e que há tempos não via.
Wayna = Jovem / Picchu = Montanha. Do alto de Waynapicchu, pode-se ver as ruínas da cidade perdida

Foi, sem dúvida alguma, uma viagem mágica, voltei diferente. Assim que tiver uma outra oportunidade, farei tudo de novo e ...ainda vou de bicicleta.
Saludos, Cecília.
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ALGUMAS DICAS
OPÇÃO DE ROTA: TREM - ÔNIBUS
A melhor época para ir vai de julho a setembro. É mais frio, mas não ocorrem tantas chuvas. Da capital paulista, por exemplo, pode-se embarcar no ônibus da Viação Andorinha para Puerto Suarez, na Bolívia. Ou então ir de ônibus até Corumbá (MS) e de lá cruzar a fronteira entre Brasil e Bolívia, que fica a poucos minutos de Puerto Quijarro, de onde pode-se pegar o trem da Ferrovia Oriental, o famoso “trem da morte”,para Santa Cruz de La Sierra.
Em seguida, outros cinco ônibus: Santa Cruz de La Sierra - Cochabamba - La Paz – Copacabana - Puno - Cuzco. Da cidade peruana de Puno, pode-se pegar um trem, o Peru Rail para ir até Cuzco.
RESERVAS PARA A “TRILHA INCA”
Há uma restrição do número de visitantes permitidos na “Trilha Inca” até Machu Picchu, com duração de 2 a 5 dias, porém, para a trilha mais tradicional, a que não passa pelos nevados, é necessário efetuar reservas com cerca de 3 meses de antecedência. Para os que não querem caminhar, há a opção de ir de trem de Cuzco até Águas Calientes, que custa 66 dólares pela viagem de ida e volta. O ingresso das ruínas custa 25 dólares.
VACINA
Atenção viajantes: é preciso tomar a vacina contra a febre amarela para visitar o Perú, com uma antecedência mínima de 10 a 15 dias. O governo peruano costuma exigir o certificado internacional da vacina, principalmente nas zonas de selva, na Amazônia Peruana.





