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Demian Maia se redime e Paulo Thiago brilha

Demian Maia comemora vitória unânime sobre Dan Miller
Final feliz para os brasileiros no UFC 109. Em uma noite que começou mal , Demian Maia (foto acima) e Paulo Thiago conseguiram vencer suas lutas e honrar a bandeira nacional no evento da madrugada de ontem, em Mandalay Bay, Las Vegas. Além do brilho dos brazucas, o destaque foi o embate entre as lendas do MMA, Randy Couture e Mark Coleman. Em uma batalha esperada há mais de 10 anos, Couture confirmou o favoritismo e finalizou Coleman com um estrangulamento.

Para Demian Maia, a vitória foi redentora. Após ter sido nocauteado por Nate Marquardt no UFC 102, o brasileiro retomou, contra Dan Miller, a trilha de cinco vitórias que vinha seguindo antes de sua derrota. Conhecido pelo jiu jitsu apurado, o paulista mudou sua estratégia e, com um boxe surpreendente, guiou uma luta em pé, aplicando bons golpes e conseguindo quedas. Ao final dos três rounds, foi declarado vitorioso de forma unânime.

Paulo Thiago acerta o rosto de Mike Swick

Já Paulo Thiago (foto acima), o brasiliense do Batalhão de Operações Especiais (Bope), conseguiu sua terceira vitória no octógono após uma bela finalização. A evolução do brasiliense foi visível. Com técnicas mais apuradas, o policial respondeu um duro golpe de Mike Swick com uma série de cruzados que levaram o americano à lona. Aproveitando a situação, finalizou o adversário com um triângulo de mão com menos de dois minutos do segundo round. De brinde, levou o prêmio de finalização da noite.

Apesar do final feliz, a noite não começou bem para os brasileiros. Logo na primeira luta do card preliminar, o jiu jitsu apurado do Rolles Gracie não foi o suficiente para evitar que fosse nocauteado por Joey Beltran. Utilizando sua base de "wrestling" para cair por cima de Gracie após uma tentativa de queda, Beltran conseguiu terminar a luta no segundo round.

Já Ronys Torres, também estreante, dominou a luta no primeiro round e quase conseguiu uma finalização, mas acabou perdendo para Melvin Guillard por uma decisão dos jurados.

A surpresa negativa da noite ficou por conta de Nate Marquardt. Favorito na luta e um dos principais candidatos ao cinturão dos médios, o algoz de Demian perdeu para Chael Sonnen em uma decisão unânime.

Resultados do UFC 109:

Card principal:

Randy Couture vence Mark Coleman por finalização a 1 minuto e 9 segundos do segundo round.
Chael Sonnen vence Nate Marquardt na decisão unânime dos juízes
Paulo Thiago vence Mike Swick por finalização (triângulo de braço) a 1 minuto e 54 segundos do segundo round
Demian Maia vence Dan Miller na decisão unânime dos juízes
Matt Serra vence Frank Trigg com noucaute aos 2 minutos e 23 segundos do primeiro round.

Lutas preliminares (sem exibição pela TV):

Mac Danzig vence Justin Buchholz na decisão unânime dos juízes
Melvin Guillard vence Ronys Torres na decisão unânime dos juízes.
Rob Emerson vence Phillipe Nover na decisão unânime dos juízes.
Phil Davis vence Brian Stann na decisão unânime dos juízes.
Chris Tuchscherer vence Tim Hague na decisão dividida dos juízes,
Joey Beltran vence Rolles Gracie com nocaute técnico a 1 minuto e 31 segundos do segundo round.

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Os Gracie de volta ao UFC com o peso-pesado Rolles

Rolles demonstra o poder do jiu jitsu no MMA
Em sua estreia no Ultimate Fighting Championship, há mais em jogo para Rolles Gracie do que uma simples vitória. Na madrugada de domingo, quando colocar os pés no octógono do UFC 109, em Mandalay Beach, Las Vegas, o lutador estará levando o peso de um sobrenome que virou sinônimo de luta no mundo. Segundo membro do clã a entrar no octógono - que não via um Gracie desde 2006 -, Rolles enfrentará Joey Beltran na categoria peso-pesado (acima de 93kg). O evento será transmitido a partir de 1h pelos canais Combate e Combate HD.

Ciente da pressão de seu sobrenome, ele se diz tranquilo:

- Eu sei que meu nome abre portas, e que eu me beneficiei dos meus antepassados, por toda a sua história - reconhece Rolles. - Mas, hoje, o pessoal não quer saber só de nome, quer saber de luta. Por um lado, há, sim, a pressão para mostrar serviço, mas não vou deixar essa pressão subir à cabeça.

A relação entre os Gracie e o evento é peculiar. Em 1993, foi Royce, primo de Rolles, que ajudou a idealizar o UFC. Porém, após marcar uma era e aumentar a popularidade do jiu-jítsu no mundo, Royce se afastou do evento, retornando apenas em 2006. Foi a última aparição com a marca Gracie no octógono. Até hoje.

Além do ilustre primo, Rolles é neto de Carlos Gracie e filho de Rolls, considerado o Gracie mais técnico de sua geração. Apesar de não ter convivido muito com o pai, que faleceu aos 31 anos após um acidente de asa delta, Rolles acredita que ele revolucionou a arte suave. Para manter tudo em família, ninguém melhor que o primo Renzo para ajudar Rolles em seus treinos:

- Renzo tem me ajudado muito nos últimos seis anos. Foi ele que me ajudou a ajustar o meu jogo para o MMA - revelou Rolles.

O Gracie de 31 anos pode estar estreando no UFC, mas não é novato no mundo das lutas. Além de ser faixa preta de jiu-jítsu, Rolles já deixou sua marca no MMA, quando participou do extinto International Fighting League (IFL). E que marca. Venceu, por finalização, suas três lutas.

Primeiro peso-pesado de uma família conhecida pelos atletas leves e ágeis, Rolles enfrenta Joey Beltran no card preliminar da noite. Apesar de Beltran ser praticante de wrestling, uma luta de chão, Rolles não acha que ele vá querer arriscar um combate no solo:

– Eu não acredito que ele vá querer me derrubar. Pelo contrário, acho que ele vai usar o wrestling para evitar o chão.

O plano de Rolles é bem simples: finalizar.

- Amanhã e daqui a dez anos, eu vou sempre buscar finalizar - brincou. - Mas se eu ganhar de outro jeito, maravilha também!

Na luta principal do evento, o aguardado duelo entre Mark Coleman e Randy Couture, Rolles aposta em Couture - que, aos 46 anos, ainda esbanja fôlego no octógono. Em uma luta aguardada por mais de dez anos, Coleman e Couture prometem mostrar que o ditado de que "panela velha faz boa comida" pode ser aplicado ao mundo das lutas.

MMA faz o Brasil ser também o país das lutas

Demian Maia e seu chão perigoso

"Se o Brasil era conhecido por samba e futebol, hoje é celeiro de lutadores". A frase de Rolles Gracie exemplifica bem o UFC 109, que conta com quatro nomes brasileiros entre os combates da noite em Las Vegas.

No card principal, que é televisionado, Demian Maia enfrenta Dan Miller. Com seis duelos e cinco vitórias, todas por finalização, Demian é um grande nome do jiu-jítsu mundial. Faixa-preta, ele tenta recuperar a boa imagem após um revés no UFC 102 - quando foi nocauteado em apenas 21 segundos por Nate Marquardt.

Também no card principal, o policial do Bope de Brasília Paulo Thiago enfrenta Mike Swick. Talentoso no chão e com poder de nocaute, o brasiliense fez fama ao nocautear Josh Koscheck no primeiro round, em 2009. Por fim, Ronys Torres, estreando no card preliminar do UFC, completa a lista brazuca da noite.

O card principal também terá a luta dos médios Nate Marquardt e Chael Sonnen, que se enfrentam por uma chance de disputar o título mundial. Nate "The Great", aliás, foi o algoz de Demian Maia no único combate que perdeu no octógono. A outra luta do card principal será entre o campeão Matt Serra e Frank Trigg, que se enfrentam pela primeira vez.


Card completo do UFC 109:

Card principal:
Randy Couture vs. Mark Coleman
Nate Marquardt vs. Chael Sonnen
Mike Swick vs. Paulo Thiago
Demian Maia vs. Dan Miller
Matt Serra vs. Frank Trigg

Card preliminar:
Mac Danzig vs. Justin Buchholz
Melvin Guillard vs. Ronys Torres
Phillipe Nover vs. Rob Emerson
Brian Stann vs. Phil Davis
Tim Hague vs. Chris Tuchscherer
Rolles Gracie vs. Joey Beltran

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UFC 112: Anderson Silva e Vitor Belfort se encontram em mais um evento pintado de verde e amarelo

Cara feia em Abu Dhabi entre Belfort e Anderson Silva

2010 definitivamente começou com o pé direito para os fãs brasileiros de MMA. A última notícia? O duelo entre Anderson Silva e Vitor Belfort pelo cinturão dos pesos médios foi finalmente confirmado para o UFC 112, dia 10 de abril, em Abu Dhabi. Outro cinturão em jogo será o dos pesos leves, que Frankie Edgar tentará tomar do atual campeão, o havaiano BJ Penn. Por fim, outra boa notícia para os brasileiros: é a grande estreia de Renzo Gracie, que enfrenta Matt Hughes. Isso tudo, para completar, ao ar livre. Segundo Dana White, esta será "uma das maiores e mais significativas noites da história do UFC". Por enquanto, não duvidamos.

Se o duelo Silva x Belfort tem um gostinho um pouco amargo para os brasileiros, que terão sérios problemas para escolher um lado, pelo menos vai ser emocionante. Até agora, o cinturão vinha repousando com certa segurança na cintura de Anderson Silva, que já estava ficando sem opções de adversários. Se alguém ainda tinha algum tipo de dúvida sobre sua superioridade técnica, o nocaute (ou humilhação pública) sobre Forrest Griffin basicamente esclareceu a situação. Com 10 vitórias seguidas, Silva foi eleito pela revista oficial do UFC nada menos do que "o melhor lutador de todos os tempos". É muita moral.

Mas a chegada de Belfort pode mudar o quadro. O carioca voltou com tudo em setembro do ano passado após uma longa temporada afastado, derrubando Rich Franklin ainda no primeiro round. No começo de sua carreira, Vitor foi considerado um verdadeiro fenômeno do octógono. Com golpes rápidos e potentes, foi o mais jovem campeão dos pesos pesados da história do UFC, nocauteando quatro adversários com menos de um minuto de luta. Quando o octógono do Ultimate ficou pequeno demais, Belfort partiu para o Pride, onde também dominou, vencendo todos os seus combates. Enfim, uma verdadeira pedreira. Moral da história: se alguém pode ameaçar a supremacia de Silva, esta pessoa é Vítor Belfort.

O outro evento brazuca fica por conta de Renzo Gracie, o expert de jiu jitsu que entra no octógono para defender a honra da família, já que seu primo, Royce perdeu em 2006 para seu oponente, Matt Hughes. Hughes, aliás, é um veterano do UFC. Com mais de 13 anos de carreira, já derrotou BJ Penn, George St. Pierre e Matt Serra. Já Renzo, apesar de estreante no UFC, não é novato no mundo do MMA, trazendo vitórias sobre nomes como Pat Miletich, Carlos Newton e Frank Shamrock. Com o nome Gracie em jogo, dificilmente o Brasil faz feio.

O resto do card ainda será anunciado, mas acho que podemos concordar que o espetáculo já promete.

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