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Gaza - Contra propaganda e anti-semitismo

Em ocasiões anteriores, o epíteto do anti-semitismo sempre apareceu. Agora, diante do enorme cogumelo da explosão que assisti ontem no noticiário sobre o massacre em Gaza, quando o horror internacional isola o governo israelense em um cerco de repulsa jamais visto - e o que é pior, deslegitima os argumentos contra o Hamas - voltou a aparecer. Mas é a velha manobra repetida: anti-semita é todo aquele que refuta a religião judaica. Chamar quem critica as ações do Estado de Israel de anti-semita é uma manobra sutil da direita israelense para vincular tais críticas a uma posição religiosa. Ao fazer isso, quem é contra as ações de um Estado (não a religião de seu povo) é associado a uma atividade moralmente questionável e passa a ter a sua opinião desqualificada. Como bem diz um escritor israelense - que é contra as brutalidades que vem sendo praticadas contra a população civil palestina - Israel não é um Estado que tem um exército, mas um exército que tem o SEU Estado.

Na ofensiva de relações públicas que governo e aliados do Estado judeu lançam para contrabalançar a brutalidade de seu exército, várias armas estão sendo usadas. Uma delas é a internet: minha caixa de emails recebe, diariamente, pelo menos uma dezena de mensagens de releases oficiais, blogs e newsletters com "a versão que a imprensa internacional prefere não contar ou que os correspondentes escondem". O curioso disso é a acusação de unilateralidade da informação: mas se a censura militar impediu, ou tentou impedir, que os olhos do mundo acompanhassem o que os soldados fazem no território ocupado, que distorção maior poderia haver do que poder contar apenas um lado da história? A sorte até hoje é que apesar de todas as tentativas, os palestinos sempre conseguem arrumar alguma forma de fazer com que seu grito chegue ao resto do mundo. Nenhuma dessas correspondências traz qualquer dado ou versão pela ótica palestina. Todos têm o mesmo destino: o lixo.

Entre os elementos de pressão mais atuantes está, inclusive, um site encarregado de monitorar diariamente tudo o que a imprensa brasileira publica contra as ações do governo israelense. Já tive a honra de ser citado algumas vezes por esses rastreadores a serviço da intolerância, que além de reproduzirem as reportagens ou artigos dos jornais e sites, ainda incitam comentários raivosos e mais intolerantes ainda contra o direito de cada um expressar livremente sua opinião. Como fiquei no mailing desse pessoal, acompanho a sua atuação também. Assim, quem me vigia tambem é vigiado por mim. É a minha forma de denunciar a maneira arrogante de tentar impor o ponto de vista.

Aliás, rastreamento é uma palavra comum nessa rede: em 2001, propus um projeto ao jornal, de publicar um caderno especial intitulado Diários da Palestina. A idéia era reunir depoimentos de pessoas que viviam nas cidades árabes sob o cerco israelense em Gaza e na Cisjordânia de forma a que contassem o que é o cotidiano da ocupação, descrevendo em poucas linhas sua rotina diária sem qualquer consideração política. Na época enviei vários emails a entidades e pessoas que localizei pela internet, algumas nos territórios, outras vinculadas, por exemplo, ao próprio comitê de refugiados da ONU. A idéia de reunir depoimentos apenas de palestinos não tinha conotação ideológica de dar uma "visão unilateral", mas de retratar a forma de superar no dia a dia as restrições à liberdade impostas por uma força externa. Ingenuamente, achei que a menção à exigência de não-politização dos textos me deixaria fora do alcance das críticas. Por questões de custo industrial, o projeto acabou não indo adiante, embora eu tivesse recebido pelo menos cinco depoimentos muito interessantes já nos dias subsequentes.

Meses depois, fui surpreendido por uma carta arrogante e ameaçadora, enviada com o timbre diplomático israelense. Na correspondência, o representante do governo questionava meu projeto "pela visão unilateral da questão do Oriente Médio", embora eu não tivessse enviado qualquer correspondência a alguém de seu governo ou ligado a ele. Como teve acesso às informações do projeto se não as enviei? A carta era acompanhada pelo email padrão que despachara aos contatos palestinos. Além dela, acompanhavam a correspondência cópias dos emails que troquei com as entidades e pessoas na Cisjordânia, em Gaza e até em Amã, na Jordânia. Quem violou minha correspondência ou a de meus interlocutores? Quem deu e esse Estado o direito a interceptar mensagens que eu troquei com aquelas pessoas? O incidente irritou profundamente o então editor-chefe do jornal, a quem a carta do representante diplomático foi, covardemente, encaminhada. Depois de discutirmos o que fazer, redigimos uma resposta dura e devolvemos ao remetente, pedindo que nunca mais nos procurasse.

Em outros blogs e newsletters, o tom é mais sutil. Em geral, repisam o argumento de que a responsabilidade pelo morticínio imposto a uma população civil é de quem se mistura em meio a ela como tática para evitar represálias pelos ataques de foguetes contra as cidades israelenses. No caso, do Hamas. Usam o argumento favorável à convivência pacífica com os palestinos verdadeiramente interessados na paz duradoura e sempre repetem que não consideram a todos os palestinos inimigos. Mas a questão é que não condenaram ou condenam a expansão continua dos assentamentos como uma estratégia para impedir a consecução de um Estado palestino com território contínuo, não recriminam a forma como o muro de concreto isolou cidades palestinas como Qalqylia ou Tulkarem, cercadas e blindadas por portões que, à noite são fechados e guardados por soldados de Israel. Quando estive lá, notei que a única forma de palestinos dos dois bantustões se comunicarem é por uma estrada de 5 km - cortada por um posto de controle e por um contingente militar de Israel.

O argumento da segurança, de barrar a passagem de homens-bomba, não é mais forte que a percepção de imposição de um sacrifício coletivo como um subterfúgio para tornar a vida ali inviável, forçando a desocupação e o abandono da terra. Da mesma forma, jamais li nesses blogs ou newsletters condenações às táticas militares de tomar terras sob argumento da propriedade irregular, quando a presença palestina no local é anterior à ocupação israelense, portanto é uma imposição dela. Uma das táticas aplicadas nessas ocasiões é a de cortar rapidamente as oliveiras ou outras árvores que as famílias árabes plantam como parte de sua agregação e simbologia social. Até ler sobre essa simbologia em livros de autores também árabes não entendia porque as fotos que recebia nessas ocasiões mostravam tanta exaltação e revolta entre as pessoas atingidas. No subconsciente coletivo, a perda era a decretação de sua expulsão daquela terra. E de sua desintegração como família. Da mesma forma nunca encontrei críticas à ação de tanques do exército em operações militares que via retratadas, nas quais encanamentos de água e redes de esgoto eram consideradas alvos prioritários. Sem ambos, a vida também deveria ser inviável nas cidades palestinas.

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Comentários


Comentários

Luiz Amorim enviou em 15/01/2009 as 10:20:

Nada que venha de Tel Aviv, me causa surpresa. O terrorismo de estado sempre foi à prática dessas pessoas. O pior é a ONU que de nada serve, somente quando legitima os interesses desses senhores da guerra e de seus aliados “Yanques”. O dito estado não respeita sistematicamente as resoluções da ONU, e mata por sua sede de terras. Só imagino quem será a próxima vitima, pois não acredito que depois de eliminar os Palestinos, eles ficarão saciados. O mundo não pode mais tolerar esse tipo de coisa. Tenho quase certeza que em breve uma onda anti-semita vai varrer o mundo, atingindo alvos em todos os continentes. E mais uma vez quem vence é a intolerância. E todos terão mortos para chorar.

Jorge Luis enviou em 15/01/2009 as 15:44:

Fico emocionado quando leio os comentários de Marcelo Ambrósio.Como o "jornal do brasil", consegue enfrentar o lobbye judeu, quando toda a imprensa se acovarda, principalmente os jornalistas. Parabéns.

olhosdonorte enviou em 15/01/2009 as 18:54:

Parabens pelo texto. Muitos esquecem que Israel é a grande força militar, institucional e midiatica da região. Querem mostrar um estado descriminado, mas que na verdade esconde por traz da figura de bom moço, os crimes, impunes, que faz. Não respeitam ninguem, ONU, EUA, mídia, Gaza. Imagino o resto.

Ezequiel enviou em 15/01/2009 as 22:01:

Alguns dizem que quando criticam Israel sao chamados injustamente de antisemitas. Porem quando alguem escreve, como acima, "O terrorismo de estado sempre foi à prática dessas pessoas..." qualquer um identifica, pela frase, mais principalmente da parte relativa a "essas pessoas", um antisemita morbido. Isto aliado a um evidente fanatismo religioso bem parecido com o que havia durante a Inquisicao. E isso ai, continue disfarcando o seu odio por "essas pessoas" via apoio aos palestinos (que necessitam apoio real) e continue a ignorar os fatos.

Rui enviou em 16/01/2009 as 00:35:

A política do medo faz com que pessoas racionais aceitem violencias extremas contra uma população miserável. O Hamas mata menos que o comando vermelho e nem por isso passa pela nossas cabeças isolar o complexo do alemão e bombardea-lo indiscriminadamente. Não creio que o Hamas tenha um projeto político democrático, mas ganhou as eleições e tem de ser respeitado senão não precisa fazer eleições.

jose manoel vega garcia enviou em 16/01/2009 as 00:46:

tambem sou taxado de anti semita mas como filho de espanhois ja vi por toda a espanha o dia 11 de novembro data da morte de franco muitos pedindo ressucita franco ni que sea de cabo não seria o caso de ressucita hitler nem que seja de soldado sem maldade, como tem o estado o ESTADO de israel. parabems pelo artigo precisamos de periodistas assim neste mundo senão aonde vamos parar.

Luiz enviou em 16/01/2009 as 04:58:

Passei a apreciar muito os textos do Marcelo pela clareza com que ele fala. É surpreendente como Israel, os israelenses em sua maioria e os judeus mesmos aqueles que não nasceram em Israel, defendem as atrocidades que eles cometem contra os Palestinos. Eles acham isso tudo justificavel. Mas se esquecem, que eles são atacados justamente por causa das suas ações deles para com os Palestinos. Li na net uma vez que a tatica de Isreal e dos judeus é sempre lembrar ao mundo o que eles sofreram nas mãos dos nazistas. Sempre que o mundo estiver contra eles, ai eles fazem isso. Nos USA, eles comandam tudo. Desde o setor financeiro e midia ate o entretenimento. O lobby deles, é fortissimo. É so analizarem o porque dos USA o defederem tanto, como um pai que sempre faz as vontades do filho e tudo que o filho faz esta certo.

Edson de Lima Lucas enviou em 16/01/2009 as 06:10:

Marco, Nunca me interessei por saber se tenho raizes judaicas ou não, nem me ineressa saber. Eu sei de uma coisa o governo de Israel perdeu a cabeça em Gaza. Independente de religião ou credo, Gaza se tornou uma vergonha para toda a Humanidade. Sinceramente, estou me sentindo envergonhado de fazer parte da mesma espécie animal que George Bush e o Governo de Israel. Você já reparou que Israel desde sua criação não trouxe uma boa notícia para a humanidade. É só morte ???? Quando irão se cansar ????

Ezequiel enviou em 16/01/2009 as 11:42:

Incrivel como nesta area de comentarios atrae individuos sem nenhum conhecimento do que se passa realmente no Oriente Medio. Alguns, demonstrando um antisemitismo copiado textualmente do Mein Kampf de Adolf Hitler falam dos judeus conquistando o mundo e outras asneiras. Que falta para estes que odiam os judeus escreverem aqui ? Que e lindo o que os arabes fazem com as suas filhas (castracao das meninas via remocao do clitoris) ???

Bruno C. enviou em 16/01/2009 as 12:32:

Ambrosio, parabéns pelo caráter e pela coragem demonstrada por sua equipe e pelo Jornal do Brasil; diante dessa vergonhosa tentativa de censura praticada pelo lobby pró Israel. Confesso que fiquei surpreso em saber que os tentáculos da AIPAC ( American Israel Public Affairs Committee )já chegaram ao Brasil de maneira tão forte. Esses grupos conseguem uma verdadeira lavagem cerebral nos EUA. Sendo que controlam toda a forma de expressão na mídia americana. Todos os presidentes americanos que quiserem ser eleitos tem que fazer a tradicional romaria a AIPAC para que tenham alguma chance. Ou seja, a mente dos americanos já está totalmente escravizada por essas pessoas, ao ponto de verem acontecer verdadeiro genocídio ao vivo, e ainda acharem correto. Sai de lugares como esse as mentiras sobre armas químicas no Iraque ( Israel pode jogar até na ONU que não tem problema algum..), e constantes ameaças ao Irã atualmente. A questão é: Até quando as pessoas pelo mundo irão aceitar isso? Espero que isso não tenha um revés muito ruim e trágico para os Judeus pelo mundo, que em sua maioria não corroboram o fanatismo, a sede de sangue e terras dessas pessoas. Israel está chutando para o lixo a ONU, as regras do Direito Internacional e da Convenção de Genebra, coisa que George W. Bush iniciou, apoiado por esse lobby...Isso é um caminho extremamente perigoso para um país tão pequeno e dependente como Israel, que sempre misturou religião e raça com cidadania...Sendo que por essa ótica seus “cidadãos” estão em todos os lugares do mundo. E em sua absoluta maioria não estão protegidos por tanques, cercas ou armas nucleares. É bom que se pense sempre nisso, quando se comete tantos crimes ao vivo e a cores.

Sander Fridman enviou em 16/01/2009 as 20:18:

1. Anti-judeu, anti-israel, anti-semita, são, hoje termos idênticos, e sua tentativa de distinção pretende manter o antigo massacre aos judeus, disfarçando a reprovada intenção em ambientes civilizados, inclusive de esquerda, do qual me julgo parte.
2. Nazistas eram os membros do partido nacional socialista dos trabalhadores alemães: nem todos que se dizem socialistas o são - não raro, o contrário.
3. É nazistófilo aquele que se diz de esquerda, mas não se importa se seus aliados são de fato de esquerda, como os nazistas, que se aliaram aos "Von" (nobreza alemã), bem como a Stalin, o ditador genocida traidor da classe operária.
4. Foi aliás Stalin quem salvou Israel do massacre em 1948, com a permissão para o envío de armas tchecas, e quem logo depois aliou-se com os "Von" árabes para massacrar Israel que, sabedor das perseguições judaicas em seu regime, não quis tornar-se soviética, ou seja, ser comandada por Stalin. Stalin não aceitava dividir seu poder de influência. Também foi graças a Stalin que os EUA de MacArthur, em plena guerra gria, tornaram-se aliados de Israel, uma Central Única de Trabalhadores (Histadrut) que tinha um país, e um exército - a Haganá - que se converteram no exército de Israel. Isto, porque, o resto do Oriente Médio já estava alinhado com a URSS, e não sobrava mais ninguém para guardar a posição americana. Na época, para os EUA, todo judeu era comunista, até prova em contrário. Por isso recusaram os refugiados judeus de Hitler, que voltaram para morrer de mal-cheiro - das câmaras de gas.
5. Muitos "esquerdas" nazistófilos no Brasil apóiam os "Von" do oriente médio, que sustentam seus poderes feudais com o ferro e o fogo da religião muçulmana, salientados seus textos Supremacistas (igual aos nazistas) e Racistas (os judeus são decendentes de porcos e macacos, por isso é a obrigação de todo temente a Alá matar todos os judeus: antes disso não haverá salvação!) Como disse, idêntico ao ideário nazista.
6. Grande parte da esquerda estúpida brasileira revela seu filonazismo ao apoiar estes grupos, que defendem essa agenda, e esquecem que, no oriente médio, os únicos sindicatos de trabalhadores livres e atuantes estão em Israel.
7. Por que esquecem? Por uma só razão: são Judeus.
8. Sobre Gaza? Não há o que discutir: os nazistas fizeram o mesmo: Hamas e Hitler optaram por continuar combatendo até a última gota de sangue da última criança. Deve Israel depor armas e deixar as crianças do Hamas continuar os ataques? Ou deixar o Hamas continuar os ataques por que se cercam crianças que serão atingidas se Israel tentar pará-los? A propaganda mais barata, nos valores nazi-hamáticos: vidas infantis não valem nada para eles! E a mídia do mundo, recompensa o genocídio dos escudos humanos involuntários do Hamas, proporcionando-lhes toda a mídia que um dia quiseram. Quem mata estas crianças é a mídia, que divulga a propaganda do Hamas, e assim paga pelo genocídio!

Claudio Cesar enviou em 17/01/2009 as 09:26:

Os palestinos são muito mais semitas que os israelenses. A religião judaica não garante raça nem nacionalidade nenhuma. Ou seja, os judeus ashkenazis são europeus (o narigão vem do turco khazar), enquanto os palestinos são geneticamente muito mais proximos dos antigos hebreus. Enfim, esse papo furado de antissemitismo é mais uma mentira insraelense. O fato é que as pessoas são contra Israel e o sionismo, cujos metodos genocidas e racistas estão muito proximos do nazismo. Essa estoria de "vitimas do holocausto" é outra bobagem, pois em Israel são muito poucos aqueles que estiveram em campos de concentração. Hoje, quem vive em campos de concentração são os palestinos.

Claudio Cesar enviou em 17/01/2009 as 09:35:

E digo mais: o Hamas é filhote de Israel! Há quem diga que o Hamas foi fundado com dinheiro da Mossad, para jogar areia no acordo de Oslo e ajudar a destruir o Arafat. Mas, teorias de conspiração a parte, no minimo o Hamas foi eleito em resposta ao governo de extrema direita eleito em Israel. Se os israelenses elegem seus radicais, os palestinos tem o direito de fazer o mesmo.

bocajtanreb enviou em 17/01/2009 as 12:10:

GALIZA - ISRAEL “Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”. Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" de 1967.

bocajtanreb enviou em 17/01/2009 as 12:18:

GALIZA - ISRAEL “Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”. Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" de 1967.

bocajtanreb enviou em 17/01/2009 as 12:51:

Escrito no idioma galego, fonèticamente parecido e entendido por quem fala portugues Fonte: http://galiza-israel.blogspot.com/2009/01/convocatoria-manifestacin-en-madrid.html GALIZA - ISRAEL “Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”. Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" de 1967.

Andre Jacobovitz, EUA enviou em 08/02/2009 as 04:56:

E Sr. Ambroiso, se o senhor realmente se preocupa com mortes de inocentes e de direitos humanos, quantas vezes o Sr. escreveu sobre o genocídio em Darfur (no Sudão); a guerra civil em lugares feito Serra Leone, Sri Lanka, Libéria; sobre a invasão Russa criminosa da Georgia; sobre o ataque terrorista em Mumbai; da falta de liberdade e democracia na Arabia Saudita; do Governo corrupto e assassino de Robert Mugabe; do governo que nega a existência de Gays e do Holocausto feito do Irã; do governo que prefere construir bombas nucleares do que alimentar seus cidadães feito a Coreia do Norte; do fato que a Siria ainda ocupa partes do Libano; to Taliban e sua filosofia fundamentalista que nao deixa mulheres de expor a sua propria face, e etc etc etc. Em vez de todos esse culpados, Sr. Ambrioso, Porque condenar sempre e somente Israel? COMENTARIO DO MODERADOR . Quem o orientou a escrever esse comentário não o informou direito. Todos, absolutamente todos os temas citados acima já foram abordados inúmeras vezes nesse blog desde que decidi escrever, em 2005. Além disso, uma leitura mínima daquilo que é objeto de crítica e se verá que não se condena sempre e somente Israel. O que acontece é que, nesse momento, apenas Israel foi flagrado pelas câmeras de TV cometendo um crime de guerra. Lançar bombas de fósforo branco contra a escola da ONU em Gaza foi um ato de pessoas que se julgam acima dos conceitos de civilização e por isso merecem estar no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional em Haia. Comentários nesse blog são sempre bemvindos inclusive aqueles contrários ao que está exposto. Mas é preciso ler o que foi publicado para criticar, o que decididamente não é o caso - como dizemos por aqui, alguém ouviu o galo cantar sem saber de onde e saiu repetindo. Talvez por que a leitura mostraria o quão estapafúrdio é reclamar desse tipo de coisa.

Andre Jacobovitz enviou em 19/02/2009 as 18:18:

Em resposta ao seu comentario sobre o meu "post" no seu blog: Sr Ambroiso, Primeiramente, eu me desculpo pelo meu erro; eu realmente nao verifiquei todos os seus "posts" desde que voce comecou a escrever em 2005 (eu so chequei os seus "posts" em 2008). Se voce realmente escreve com a mesma revolta e emocao sobre atos macabros contra civis (feitos os foguetes lancados pelo Hamas contra a populacao civil Israelense) vs. o que voce escreve sobre o conflito Palestino-Israelense, eu lhe respeito e admiro bastante por ter sempre feito assim. Agora, se me permitir, eu gostaria de disafiar dois argumentos seus. (1) Nesse seu blog, voce menciona que os defensores (e o governo) de Israel nunca mostram o ponto de vista Palestino. Voce argumenta que tal defensores pregam uma "visão unilateral" e "arrogante" do conflito. Me parece que pelos seus argumentos, voce certamente aprecia uma sociedade que aceita abertamente debates e pontos de vista diferents, aonde a populacao tem o direito de expressao e oposicao ao seu governo. Sr. Ambroiso - A unica sociedade que prega esse valores no Oriente Medio eh o Estado de Israel: A grande maioria das midia Israelense (Yediot Achronot, Ha'aretz, Ma'ariv, jornalistas feitos Gideon Levy, Amira Haas) retratam o ponto de vista Palestino abertamente Existem dezenas de organizacoes Israelense que se devotam a causa Palestina (Paz agora, Rabinos por Paz, Yesh Gevul, JStreet) Qualquer cidadao (incluindo arabes) tem o direito de formar partidos politicos e expressarem publicamente oposicao ao governo Pelo outro lado, essas nao sao as caracteristicas da sociedade Palestina. Por exemplo, recentemente: 24 Palestinos civis acusados de serem "espioes Israelenses" (ou seja, ousaram opor publicamente o Hamas) foram assasinados pelo Hamas http://edition.cnn.com/2009/WORLD/meast/02/10/gaza.reprisal.killings/ O Fatah foi acusado de torturar e matar um politico afiliado ao Hamas (http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1233304821347&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull) Sr. Ambroiso - qual sociedade prega uma "visão unilateral" e "arrogante" aonde ser da oposicao eh morta certa? Como um defensores da liberdade, democracia e da vida, eu acredito que seja o nosso dever de condenar o Hamas, e de esperar para que um dia erga um governo Palestino que prefira a vida, liberdade e democracia ao seus cidadoes, do que a morte, e o isla fundamentalista (2) Eu concordo com voce que criticar Israel nao quer dizer antisemitismo (apesar que Dr. Martin Luther King discordaria disso http://www.cdn-friends-icej.ca/antiholo/ml_king.html). De fato, eu discordei varias vezes do governo Israelense, como fazem varios cidadoes Israelenses. Certamente, nos nao somos antisemitas. O que eh antisemitismo, Sr. Amboiso, eh a critica disproporcional que Israel recebe da comunidade e midia internacional, enquanto outros culpados (Siria, Ira, Coreia do Norte, Sudao, Venezuela, Paquistao etc.) raramente sao mencionados (na ONU, midia, universidades). Nao so isso - a comunidade internacional raramente mostram o lado Israelense do conflito. Quantas vezes voce leu sobre os 3,000 foguetes lancados pelo Hamas contra a populacao Israelense nos ultimos 3 anos? A critica persistente e frequentemente exagerada contra Israel (a unica Democracia do Oriente Medio) vs. a critica inexistente e fraca contra outros culpados (Siria, Ira, Coreia do Norte, Sudao, Venezuela, Paquistao etc.), na minha opiniao eh uma forma de antisemtismo. Em conclusao Sr. Ambroiso, eu departo com o desejo de Paz no Oriente Medio, aonde dois estados, Israel, e a Palestina, governada por lideres que amem a vida, paz, democracia e liberdade, existam juntas num espirito de Paz e fraternidade. Viva Israel, Viva a Palestina, Viva a Paz. Andre Jacobovitz, EUA


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