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Projeto Adaptação - Literatura no Cinema de 13 a 25 de julho na Caixa Cultural

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O Natimorto adaptação inédita no Rio

A expectativa do espectador

Quem nunca ouviu, após assistir um filme inspirado ou adaptado de uma obra literária, ainda à porta do cinema, que a película não fora fiel ao livro? Ou ainda a seguinte frase: "Assassinaram o texto!". Estas manifestações críticas soam como clichês, não pelo fato de ser comum um filme com roteiro adaptado, via de regra, ser considerado ruim, mas pela simples idéia de que o leitor do livro certamente entra no cinema com uma imagem pré-concebida da história. Como se um filme já tivesse sido produzido em sua cabeça (do leitor) no momento da leitura. Uma imagem idealizada, a partir do discurso narrativo, absorvida e tratada pelo seu sistema de decodificação e regada com conceitos do seu universo de valores. Pode-se dizer desse fenômeno comum aos leitores e espectadores de cinema que um filme é projetado no momento da leitura de um romance, conto, crônica ou de uma narrativa escrita qualquer.
Essa questão, numa visão mais ampla, sugere uma discussão acerca da leitura: não a do ato de ler as palavras que em carreira no papel contam histórias, mas a de ler com todas as ferramentas sensíveis que um ser humano dispõe para decodificar as mais complexas manifestações de linguagens."A leitura do mundo precede sempre da leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele." (Paulo Freire)
A relação de intertextualidade que envolve o espectador e o filme no ato da projeção numa sala de cinema é um processo de comunicação criado pelo fenômeno da leitura – a mesma leitura solitária, tal qual na relação leitor/livro. Ambas as narrativas permeiam o imaginário do leitor/espectador com elementos motivadores do seu olhar sobre o objeto/assunto/discurso.
RD.

Cinema e literatura juntos na CAIXA Cultural
Mostra de filmes, debates com grandes nomes e curso
gratuito são os atrativos do Projeto Adaptação

Em uma iniciativa pioneira, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro apresenta ao
público o projeto Adaptação: a Literatura no Cinema. O evento ocorre entre os
dias 13 e 25 de julho, de terça-feira a domingo, com exibição de filmes de
diferentes tendências da cinematografia mundial, baseados em obras literárias de
primeira grandeza. O projeto marca a estreia da produtora Daza Cultural, das
sócias Carolina Benjamin, Leandra Leal e Rita Toledo.

A programação completa está disponível nos sites literaturanocinema.com.br
e caixacultural.com.br Após as projeções, escritores, roteiristas e diretores
conversarão com o público sobre o processo de criação e transposição do texto
para as telas. Ruy Guerra, Jorge Furtado, João Gilberto Noll, José Joffily,
Fernando Bonassi e Lourenço Mutarelli são alguns dos nomes confirmados
para dialogar com o público. As sessões ocorrerão entre 15h e 19h, e os debates
sempre nos fins de semana.


Inéditos e raridades

A mostra de filmes inclui películas brasileiras e estrangeiras, antigas e atuais,
raridades e lançamento de longa-metragens que ainda não estrearam em circuito.
Grandes sucessos do cinema nacional – como “Guerra Conjugal”, de Joaquim
Pedro de Andrade, cuja película acabou de ser restaurada – convivem com filmesque nunca foram exibidos no cinema, como “Luna Caliente” – inicialmente
montado como minissérie para TV –, do diretor e roteirista Jorge Furtado, que
participa de bate-papo sobre literatura, cinema e TV após a exibição.
A mesa que reunirá Suzana Amaral e João Gilberto Noll é uma boa
oportunidade para debater com o escritor pouco visto pelas terras cariocas. Este
grande encontro, com a mediação do escritor Sérgio Sant’Anna, ocorrerá após a
projeção de “Hotel Atlântico”, último filme da cineasta, baseado na obra de Noll.
“O público terá acesso a exibições de filmes raros da cinematografia mundial -
como “O Sangue de um Poeta”, de Jean Cocteau, película que trouxemos da
França – e lançamentos brasileiros que ainda não entraram em circuito – como “O
Natimorto”, dirigido por Paulo Machline, em sessão de pré-estreia“, destaca a
produtora e atriz Leandra Leal. Antes do filme de Machline será apresentado mais
um sucesso de crítica: “O Cheiro do Ralo”, também baseado em livro de Lourenço
Mutarelli, que estará presente junto com o roteirista Marçal Aquino para uma
conversa com o público.

Serviço:
Projeto Adaptação: a Literatura no Cinema
Local: CAIXA Cultural do Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô Estação Carioca).
Data: de 13 a 25 de julho (de terça-feira a domingo).
Horário: entre 15h e 19h.
Sessões de Filmes: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
Classificação: consultar programação.
Debates: ENTRADA GRATUITA (retirada de senha 1 hora antes do evento).
Programação completa em www.literaturanocinema.com.br
Serviço Curso:
Local: Caixa Cultural do Rio de Janeiro – Cinema 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô Estação Carioca).
Data: 13 a 22 de julho (terças, quartas e quintas).
Horário: de 14h às 19h30
Inscrições e programa pelo site: www.literaturanocinema.com.br
Vagas limitadas!

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Patrick 1.5

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O filme Patrick 1.5, da diretora Ella Lemhagen, que nunca deixou um rastro muito marcante com suas produções, trata de um assunto cada vez mais comum no cinema sem ser repetitivo. Nesse novo projeto, nem tão novo, de 2008, que estreou por aqui esta semana, ela aposta numa comédia dramática onde um casal homossexual tenta formar sua família com a adoção de um filho. Um equívoco cometido pelo departamento de adoção em uma correspondência ao casal dá inicio a uma confusão que trará a tona problemas que ambos mantinham latentes.
O filme de Ella traz consigo o estigma de mais uma história de preconceitos com um discurso politicamente correto. No entanto, passados os primeiros dez minutos de projeção, nos despimos desse outro preconceito e nos deixamos envolver por uma narrativa que pesa muito mais pela humanidade nela contida. Três pessoas se cruzam e, precisando uma da outra, para de alguma forma se completarem, se estranham. Essa tensão criada entre Göran (Gustaf Skarsgård), Sven Skoogh (Torkel Petersson) e Patricki (Thomas Ljungman) faz emergir do trio, conflitos que delatam suas insatisfações com a vida. Os contratempos, responsáveis por boa parte do humor presente no filme, não sacrificam a história, muito menos ridicularizam o tema.
O fato da produção ser sueca traz uma perspectiva interessante, pois se tratando de um país mais tolerante em sua legislação com os direitos homossexuais e, que há pouco tempo teve aprovado o casamento gay dentro de sua principal congregação religiosa – a Luterana –, ainda assim padece com preconceitos e discriminação: já nas primeiras cenas do filme o casal Göran e Sven resolve morar em um condomínio familiar típico sueco e esbarram no constrangimento de uns e na homofobia extrema de outros.
Essa história, baseada numa peça de Michael Druker, realiza bem seu argumento no discurso cinematográfico. A busca terna de Göran por um filho para amar e ser família; a busca de Sven, de forma brusca, por segurança; ou a busca de ser amado, pelo intenso Patricki. Não importa como seja essa busca, a sensação no final da projeção é de que todas elas levam a um só lugar: ao aconchegante estado de felicidade.

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No meio do mundo - um do cumentário que não se permite ser clichê

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Há muito de ficção no documentário e muito de documentário na ficção. Mas isso não é nenhuma novidade. Enxergar hoje nas produções cinematográficas as possibilidades de registro, independente do gênero de que se ocupa o diretor, é ampliar o horizonte crítico do material artístico em questão.
É por esse caminho que o documentário No meio do mundo, de Jean-Pierre e Andréa Santana, segue. Ao documentar uma dupla de meninos carentes do sertão de Pernambuco, se preocuparam tão somente com a história que eles representavam e produziam enquanto viviam. A estética proposta é o drama como realidade. O concreto dos gestos que podem arrebatar, inibir ou constranger o público, nos leva para perto das personagens.
Não há no filme No meio do mundo uma exploração gratuita do discurso do oprimido, como provavelmente esperamos ao assistir uma produção que propõe um olhar estrangeiro sobre as mazelas brasileiras, já que Jean-Pierre é francês e Andréa, apesar de brasileira, vive na França. A narrativa é o grande trunfo dos diretores, que se posicionam como observadores de um universo rico em possibilidades e, na espera, garimpam sonho, pobreza e grandes expectativas em relação ao futuro.
Os diretores não se empolgam com o tom das cores que o tema oferece, ainda mais se tratando do Nordeste. O documentário vai gradualmente recebendo a cor que a emoção pinta. Sem entrevista, as personagens vão depondo com suas íntimas rotinas. O filme é muito mais universal do que brasileiro no seu discurso espontâneo, mas essa ausência de direitos tá logo ali em Pernambuco. A dupla Cocada e Nego no ritmo de seu estado pré-adolescente nos permite ouvir um pouco de suas vidas e arredores, demonstrando como se exercita a dignidade. E então o gênero documental faz uso da abordagem dramática e torna mais real a possibilidade de uma história com sentido e forma, o que se torna cada vez mais raro no cinema com esse tipo de temática.

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Os últimos momentos de Saramago em documentário

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Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro
para uns e será o último para outros e que, para a
maioria, é so um dia mais.
JS

Mesmo com as palavras de Saramago de que a morte é simplesmente a diferença entre o estar aqui e já não mais estar, tá difícil digerir a partida do escritor.
Durante as entrevistas sobre a morte de José Saramago, o diretor de cinema Fernando Meirelles falou que sua produtora O2 está co-produzindo um documentário sobre o autor. A direção é de Miguel Mendes e conta os últimos anos de Saramago e sua esposa. Chama-se “José e Pilar”. Meirelles disse que, na verdade, o documentário é sobre a morte do escritor enquanto ele se despede da vida acompanhado de sua mulher, aproveitando os últimos momentos juntos.


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Cinesul 2010 - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo 15 a 27 de junho

A distrubuição de filmes obedece uma regra bem clara: a comercial. Todo mundo sabe disso. Então, é bem interressante aproveitar a oportunidade que surge no circuito alternativo e fugir um pouco dessa invasão de produções norteamericanas. Que não é de todo ruim mas acaba nos levando a um só olhar, dispensando a pluralidade e nos deixando sem o exercício do nosso próprio olhar. RD
nullToda a América Latina, Portugal e Espanha reunidos num grande evento audiovisual. Cineastas consagrados e iniciantes interagem num painel diversificado onde os documentários e as histórias de ficção, produzidas nos mais diversos formatos, nos levam a refletir sobre o cotidiano, revelam tramas surpreendentes e nos ajudam a resgatar e manter viva a nossa história. (CCBB)




SERVIÇO

Data: 15 a 27 de junho
Local: Cinemas I e II | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Bilheteria/Informações: Terça a domingo, das 10h às 21h | Telefone: (21) 3808-2007

A mostra será exibida também:
Correios
MAM
Jardim Botanico

Programação: http://www.cinesul.com.br/site_2010/folder_cinesul2010.pdf

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Cinema Francês Inédito - No Rio e em outras cidades do Brasil - de 03 a 10 de junho

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O Festival Varilux chega em boa hora: frio, feriado prolongado e cinema.
Uma mostra com dez filmes em ritmo de pré-estreia. O festival conta ainda com a participação de seus diretores e atores em algumas sessões.

Filmes:
8 Vezes de Pé (8 Fois Debout)
Direção: Xabi Molia
Elsa vive de bicos e tenta conseguir um emprego fixo para obter a guarda do filho. Mathieu, seu vizinho, coleciona entrevistas de emprego. Os dois insistem em se levantar todos os dias, em um mundo que não parece feito para eles.


O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas)
Direção: Laurent Tirard
O garoto Nicolas leva uma vida tranquila. É muito amado por seus pais e tem uma turma de amigos com quem se diverte bastante. Para ele, nada precisa mudar. 
Mas um dia, Nicolas ouve uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta, como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault.


Coco Chanel & Igor Stravinsky (Coco Channel & Igor Stravinsky)
Direção: Jan Kounen
Paris, 1913. Coco Chanel está completamente dedicada ao trabalho e vive uma grande história de amor com o rico empresário Boy Capel. Mas, no Teatro des Champs Élysées, Igor Stravinsky apresenta o Sacro da Primavera e Coco se apaixona.


Faça-me Feliz (Fais-moi Plaisir!)
Direção: Emmanuel Mouret
Para salvar seu casamento, uma mulher propõe que o seu marido tenha um caso com uma outra mulher. Relutante em um primeiro momento, ele acaba cedendo às pressões “em nome do amor”. Mas, quando o marido vai se encontrar com a amante recomendada, descobre que se trata da filha do presidente da República.


Hadewijch (Hadewijch)
Direção: Bruno Dumont
Marcada por sua fé cega, Hadewijch, uma noviça, é mandada para fora do convento pela madre superior. Hadewijch se torna, então, Celine, uma jovem parisiense filha de um diplomata. O seu amor apaixonado por Deus, a sua raiva e o seu encontro com Yassin e Nassir a levam, entre a graça e a loucura, a caminhos perigosos.


O Dia da Saia (La Journée de la Jupe)
Direção: Jean-Paul Lilienfeld
Um dia, uma professora exausta faz seus alunos réfens.


O Profeta (Un Prophète)
Direção: Jacques Audiard
Condenado a seis anos de prisão, Malik El Djebena, meio árabe, meio córsico, é analfabeto. Ao chegar à prisão, totalmente sozinho, ele, com 19 anos, parece mais jovem e mais frágil que os outros presos. O líder da facção dos córsicos dá a Malik uma série de “missões” a serem cumpridas. Ele aprende rápido e se fortalece, ganhando a confiança do chefe da facção. Malik usa, então, toda a sua inteligência para desenvolver discretamente o seu plano.


O Refúgio (Le Refuge)
Direção: François Ozon
Mousse e Louis são jovens, lindos, ricos e se amam. Mas a droga tomou conta da vida deles. Um dia, Louis morre de overdose. Mousse sobrevive e descobre que está grávida. Perdida, ela foge para uma casa longe de Paris. Alguns meses depois, o irmão de Louis a encontra nesse refúgio.


Oceanos (Océans)
Direção: Jacques Cluzaud e Jacques Perrin
Filmado nos quatro cantos do mundo, o longa mostra como é nadar a dez nós ao lado de um cardume de atuns caçando, como acompanhar os golfinhos e como nadar com o grande tubarão branco. O filme Oceanos é sentir-se um peixe entre os peixes.


Um Novo Caminho (Le Dernier pour la Route)
Direção: Philippe Godeau
Hervé, dono de um agência de notícias, decide se livrar da dependência do álcool. Longe de tudo e graças aos outros, ele consegue lutar e começar uma nova vida.

Projeção do filme Oceanos ao ar livre no Forte de Copacabana!Dia 5 de junho, será exibido o filme Oceanos, de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud ao ar livre numa tela gigante no Forte de Copacabana no Rio de Janeiro, em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com o apoio da empresa francesa de construção de submarinos DCNS.

Programação completa:

http://www.festivalcinefrances.com/programacao.php



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