Comentários
JOSE GUSMAO enviou em 03/07/2010 as 06:48:
ESTE TIME TEM UM NOME.ARGENTINA!
Lucas C. Vaz Costa enviou em 03/07/2010 as 13:15:
Não, o Dunga não estava angustiado à toa. Não é nada fácil ser treinador da seleção brasileira. Ainda há a tacanha concepção generalizada de que o time tem que ganhar TODOS os mundiais, independente de qualquer eventual ponderação sobre a efetiva qualidade do time. De qualquer maneira, o escrete tem que ganhar, é isso que o público exige, sendo ou não melhor dotado de recursos técnicos. Daí a angústia que carregam TODOS os times formados desde que acompanho copas do mundo, 1990. Quando o público estiver mais qualificado e souber perder, os treinadores terão mais tranquilidade para fazer seu trabalho, bem como os jogadores, o que com certeza contribuirá para que se alcancem melhores resultados. O público também tem a sua parcela de culpa na angústia da seleção. A IMPRENSA... Desta nem se fala. Com seus interesses ela procura jogar a horda nesta ou naquela direção, sempre. E o pior é que às vezes consegue o que quer. Não joguemos a culpa pelo resultado nas características do humor do treinador Dunga. Perder faz parte do jogo, simplesmente. Ganham os melhores. Não eramos os melhores.
Paulo César enviou em 03/07/2010 as 22:04:
Dois erros principais de Dunga na condução da seleção nesta Copa: o exagero e a soberba. Na ânsia de não repetir os erros de 2006, transformou o hotel da seleção em um campo de concentração e talves isto explique o nervosismo contido que explodiu no jogo contra a Holanda. Faltou alegria nesta seleção. Ele exagerou na dose: confundiu autoridade com autoritarismo, seriedade com animosidade, e isto ficou claro até nos seus atritos com a imprensa. E isto passou para o time. No intervalo do jogo contra a Holanda ele deveria ter acalmado o time e feito as alterações pra matar o jogo, colocando o Nilmar pra jogar junto com L. Fabiano. Então, inexplicavelmente ele tirou L. Fabiano e diminuiu o poder ofensivo do time. É muita burrice para uma pessoa só. O outro erro, a soberba, foi não escutar a voz do povo pedindo Neimar e Ganso, preferindo levar Grafite, que nem jogou, e seus eternos volantes enfadonhos e sem criatividade. Ganso e Neimar teriam arrebentado a Holanda, Alemanha, Argentina e quem mais viesse.. Jogam muito. Só Dunga que não deu o braço a torcer do alto de sua arrogância. Futebol é momento. Temos que parar com essa idéia de grupo fechado 3 anos antes da copa. Vejamos a Alemanha, 3 meses antes do mundial pegou os melhores, formou o time e é a candidata ao título. Aprendeu Dunga? Acho que não, além de arrogante ele é muito teimoso.
big enviou em 03/07/2010 as 23:02:
"É natural que os sentimentos de um comandante sejam assimilados por seus comandados."
E desde o 1º jogo pudemos observar esse comportamento hostil. Não houve brilho, não houve futebol arte; houve, sim, tensão, arrogância, faltas, expulsões e uma bronca com a imprensa desnecessária. O povo quer saber tudo que acontece numa Copa do Mundo, e a imprensa precisa fazer seu trabalho. Que mal há nisso?
Dunga tem muita responsabilidade, sim, nessa derrota do Brasil. E discordo quando Lucas diz que o público tem parcela de culpa na angústia da seleção. Por que o público não tinha essa parcela na seleção de Telê e de Scolari? Ou seja, o Dunga deixou não só os jogadores da seleção nervosos e angustiados como todo o povo brasileiro com suas atitudes. Isso é uma vergonha!
Péricles Queiroz enviou em 03/07/2010 as 23:07:
Prezada jornalista,
Concordo com a sua análise. Creio que faltou à seleção um componente que os militares conhecem bem: elevar e manter o "moral". Se tivessem "moral" solido, não amarelariam no primeiro round.
Cordialmente,
De Brasília
Fátima enviou em 04/07/2010 as 11:10:
Finalmente consigo ver uma luz no fim do túnel. Alguém que consegue refletir com serenidade, e até com um certo carinho mesclado por um lamento, muito do que cercou o último ato da nossa seleção 2010. Faltou apenas a reflexão - possivelmente para não desviar o foco da coluna do dia - sobre o que deixou Dunga e seus comandados tensos e angustiados. A cobrança desmedida, injusta e até cruel da imprensa, realizada em todos os sentidos e de formas diferentes, sobre a nossa equipe. As expectativas de uma torcida apaixonada e muitas vezes ingênua por se permitir ser manipulada dessa forma. A seleção não está fugindo nem fechando a cara para os seus torcedores, mas para uma significativa parcela da imprensa, que inúmeras vezes se posicionou como se não estivesse do mesmo lado que todos nós brasileiros. Cursei durante 4 anos uma faculdade de jornalismo - e o que tenho visto em muitos momentos não foi nada do que aprendi. Mas hoje, lendo a sua coluna, senti que não estamos assim tão sós. Aproveito o espaço para agradecer a essa equipe por todas as alegrias que nos deram nos últimos 4 anos. Ainda somos e sempre seremos campeões.
Aline Cleo enviou em 04/07/2010 as 13:53:
Simples, sensível e surpreendente! Parabéns! Um forte abraço
Tania Maria enviou em 04/07/2010 as 17:16:
Gente, acompanho futebol desde que o Brasil foi campeão em 70. Passei a amar o futebol mais precisamente. E em todas as vezes que perdemos buscamos culpados. Foi sempre assim, é sempre assim e sempre será. Só que todos nós temos que pesar os acontecimentos recentes.
1º Muita liberdade faz mal, mas muita prisão também.
2º Aponho o Dunga quando disse que os jogadores tinham que voltar a ter aquela vontade de usar a amrelinha.
3º Nome de marca, camisa e estatíticas não ganham jogo.
4º Bato sempre nessa tecla: Se um jogador joga no seu time numa posição, por que ele é convacado para seleção para jogar numa posição totalmente diferente e ainda esperarem o mesmo rendimento?
5ºAcho que o próximo técnico deveria ser escolhido por uma eleição nacional, assim como seus selecionados. Ou seja, com o técnico e jogadoes escolhidos por todos, se ganhamos todos ganhamos e se perdermos também.
E por fim, assim como ganhar é do jogo. Perder também é. Mas vamos saber perder.
Se tivéssemos perdido o jogo contra a Holanda jogando oas dois tempos como jogamos o primeiro é uma coisa.
O mais triste é concluir que perdemos para nós mesmos. Parecia que toda tensão de confinamento, toda pressão, toda cobrança, toda carga explodiram naquele segundo tempo com o placar adverso.
Em fim, que fique a lição.
Até 2014.
Eu estarei lá firme e forte se deus quise.
Laélio Córdova Filho enviou em 04/07/2010 as 23:33:
Enfim, livres do Dunga – espero que para sempre. Porém, trocar Dunga por Felipão ou Luxemburgo ou Mano Meneses ou Parreira ou Zagallo ou Murici ou Leão ou Celso Roth ou etc… é trocar seis por meia dúzia. Se for algum destes medalhões o escolhido vou torcer contra a seleção brasileira e quero que ocorra um novo “maracanasso” em 2014.
Vamos deixar de ser medíocres e só fazermos o óbvio. A CBF tem que tirar o poder absoluto do treinador – se é que isso não serve de exemplo para ela também perder o seu.
O treinador tem que fazer parte de um colegiado que definirá as macros estratégias e esquemas táticos da seleção, bem como será integralmente responsável pelas convocações. O treinador dirigirá a equipe no campo dentro dos principios definidos e representará apenas um voto no colegiado – se submeterá a maioria.
Este colegiado deve ser composto por notórios conhecedores de futebol e formado no máximo por cinco ou sete membros – é importante que seja um número ímpar para não dar empate nas decisões.
Como sugestão, este colegiado poderia ser formado por Tostão (representando os mineiors), Zico (os cariocas), os jornalistas Alberto Helena (os paulistas) e Rui Osterman (os gaúchos), mais participação do técnico profissional que pode ser qualquer um destes da ativa. Minha preferência é Dorival Júnior, apesar dele ter queimado o Kerlon no Cruzeiro em nome de um time competitivo – um time de resultados – que se não me falha a memória só ganhou um campeonato mineiro que, como o gaúcho, praticamente só tem dois candidatos ao título, com raras exceções.
Evilmar enviou em 05/07/2010 as 07:28:
Nós, brasileiros, precisamos perder a Soberba! Como disse o Tostão em sua coluna. Este foi o comentário mais sensato que vi!
Achamos que só o Brasil tem craques, que só o Brasil sabe jogar futebol. A imprensa brasileira alimenta este mito para alimentar os seus cofres! Há! A imprensa e a política no Brasil se completam e complementam!
Parabéns aos jogadores que representaram o nosso Pais!
A tristeza por uma perda de uma partida de futebol deveria ser bem inferior à tristeza pela falta do sentimento de nação que normalmente se verifica em nosso Pais!
Jonis enviou em 05/07/2010 as 07:38:
Deborah, seu comentário foi um dos mais lúcidos postados na mídia. Quem assistiu o jogo Brasil e Holanda demonstra enfaticamente esse cenário. Os holandeses perceberam e se aproveitaram da situação. Uma arbitragem desastrosa, rídicula e amadora numa Copa do Mundo. A seleção brasileira não teve serenidade p/esse enfrentamento- do apitador e japonês. Agora, Deborah,tenho uma indagação: no 2º tempo, o selecionado entrou em campo visivelmente transtornado. O que ocorreu nos vestiários ops! É uma descoberta a ser feita.
Herlon enviou em 05/07/2010 as 17:21:
Concordo com o Lucas.
Antônio S. Fagundes enviou em 09/07/2010 as 10:10:
De fato, era visível que desde os primeiros dias algo incomodava fundo o técnico brasileiro. Apenas a Globo e seus babacas que jogam pra massa ignara não creio, afinal todos estamos acostumados a tolera-la, de uma ou outra forma, e estamos falando de um sujeito que jogou em grandes clubes, conviveu com técnicos e imprensa, além de ter sido capitão do Brasil. Experiência em lidar com situações difíceis não lhe faltaria. O que foi, então? Os tentáculos da madame? O faraó embalsado do Ricardo? Um dia saberemos.
dilson enviou em 14/07/2010 as 07:42:
uma crônica inteligente e interessaante.
dilson enviou em 14/07/2010 as 07:42:
uma crônica inteligente e interessaante.
Thata Cari enviou em 16/07/2010 as 18:10:
Seus textos são belíssimos.