Futebol, beijo e poesia
"Brigam Espanha e Holanda / Pelos direitos do mar / Brigam Espanha e Holanda / Porque não sabem que o mar / É de quem o sabe amar", diz trecho de poema de Leila Diniz que me veio imediatamente à mente durante a final da Copa da África.
Versos que podem ser ouvidos no memorável disco "Clube da esquina", de Milton Nascimento (sim, quando foi lançado era disco, e não CD).
Antigos inimigos encararam um confronto diferente sob uma aura secular. Uma guerra bela, de realezas que atravessaram os tempos, e que, depois do golpe final de Iniesta, foi coroada da forma mais singela: um beijo do príncipe na princesa.
O herói Casillas - aliviado, eufórico e realizado - roubou a cena surpreendendo a namorada Sara Carbonero.
O mundo todo assistiu.

Era o final perfeito de uma Copa do Mundo que mais pareceu um conto épico.
Aquele beijo me lembra outra cena emblemática.
O flagrante histórico de Alfred Eisenstaedt do beijo do marinheiro na enfermeira, após o fim da Segunda Gerra.
Acabava a batalha, era tempo de amar.

Sim, esporte também pode proporcionar cenas de poesia pura.
É só prestar atenção.
Versos que podem ser ouvidos no memorável disco "Clube da esquina", de Milton Nascimento (sim, quando foi lançado era disco, e não CD).
Antigos inimigos encararam um confronto diferente sob uma aura secular. Uma guerra bela, de realezas que atravessaram os tempos, e que, depois do golpe final de Iniesta, foi coroada da forma mais singela: um beijo do príncipe na princesa.
O herói Casillas - aliviado, eufórico e realizado - roubou a cena surpreendendo a namorada Sara Carbonero.
O mundo todo assistiu.

Era o final perfeito de uma Copa do Mundo que mais pareceu um conto épico.
Aquele beijo me lembra outra cena emblemática.
O flagrante histórico de Alfred Eisenstaedt do beijo do marinheiro na enfermeira, após o fim da Segunda Gerra.
Acabava a batalha, era tempo de amar.

Sim, esporte também pode proporcionar cenas de poesia pura.
É só prestar atenção.
