Jogo de futebol geralmente é acompanhado de cerveja gelada. Certo? Errado, se o torcedor fanático sentado em frente à TV for o colunista da Programa Alexandre Lalas. Para ele, a bebida ideal para essas e outras ocasiões é o vinho. Da feijoada ao foie gras, todas as receitas podem ser harmonizadas com a bebida. O interesse e o gosto pelo líquido do Deus Baco foram despertados em Lalas pela convivência com dois tios que não largavam a taça. Em 1990, o jornalista começou a comprar rótulos e estudar o assunto. A cada novo sabor, três dias de garrafa de molho n'água para retirar o rótulo com perfeição. Reuniu incontáveis papéis em álbuns de vinhos, o que serve para ilustrar sua experiência no assunto. Da literatura e degustações para textos na revista Laboratório Pop, de lá para a coluna da Programa e da revista para a realização de um sonho. Em parceria com o Jornal do Brasil, o jornalista lança, nesta quinta-feira (18), o Guia JB Vinhos. Nesta primeira edição, nada menos que 100 rótulos, dos espumantes aos rosados, com preços até R$ 100. A publicação mensal traz na primeira edição dicas e preços para quem gosta de vinho. Mas aqueles que querem se aproximar do assunto também podem (e devem) dar uma espiada nas palavras de Lalas.
- Lá se vão dois anos de trabalho no projeto. É uma publicação simples, de fácil leitura. Ela é feita tanto para leigos como para estudiosos. Talvez os "enochatos" achem simples demais, mas como não quero ser um deles, posso encarar como elogio – brinca Lalas.
"Para tirar o paletó do vinho". A frase define a idéia do guia imaginado por Lalas em parceria com o amigo e xará, o designer Alexandre França. Como consumidor de revistas e demais publicações sobre vinhos, Lalas soube apontar tudo o que sentia falta em seu material de leitura predileto. Há dois anos, reuniu as anotações e resolveu criar o Guia JB Vinhos. Convidou o amigo França e, após longas conversas, começaram a desenhar o projeto gráfico. Material Lalas já tinha de sobra. Com a parceria do Jornal do Brasil, os dois estão prestes a ter em mãos o "filho" tão esperado.
- O que acho mais interessante no guia é o fato de ele ser todo ilustrado e usar uma linguagem fácil. De todas as publicações que conheci por meio do Lalas não encontrei nenhuma com essas características – conta o designer Alexandre França.
Mas não foi fácil colocar a publicação nas ruas. No dia do fechamento da edição até o neném recém-nascido de França participou da reunião.
- Sou o responsável pelo meu filho de um mês durante a madrugada. Como estávamos na loucura de terminar o guia, usei uma mão para operar o mouse e outra para niná-lo – lembra França.
Os vinhos indicados no guia são acompanhados de fotos das garrafas e poucas linhas com notas de degustação, trazendo também uma breve história do vinho. Lalas descreve os aromas e o gosto das bebidas e ainda indica o prato ideal para a harmonização com os rótulos, nada muito técnico.
- As fotos são importantes porque os vinhos têm identidade visual. Nas notas de degustação sigo um ensinamento que aprendi com o chef Danio Braga: qualquer nota deve caber em duas linhas. É parte da simplicidade que permeia todo o guia – diz Lalas.
Além dos 100 vinhos para todos os gostos, o guia traz uma entrevista com o enólogo espanhol Benjamin Romeo, dono da vinícola de mesmo nome em Rioja, uma das regiões mais importantes na produção de vinhos da Espanha. Romeo conseguiu duas notas máximas para seu principal vinho, conferidas por um dos mais importantes críticos da área, o americano Robert Parker.
- É uma entrevista solta e engraçada, apesar da importância do Romeo. Abordamos brevemente aspectos técnicos, mas nada que inviabilize um texto leve e divertido.
Rogério Rebouças assina a coluna Volta ao Mundo. O especialista carioca radicado no Sul da França conta o que está acontecendo lá fora. O título do texto já diz tudo: "Comprar vinho barato não é pecado". Para finalizar, na coluna Saidera quem expõe suas idéias é a renomada chef Flávia Quaresma. A última página é destinada a uma crônica escrita por convidados de Lalas, um espaço de tema livre.
Do futebol para o vinho
Na Copa do Mundo de 1994, o jogador da seleção americana Alix Lalas ficou conhecido no país. Nos campinhos do Rio, o peladeiro Alexandre apresentava semelhança com o jogador e os amigos logo o apelidaram de Lalas. Quando começou o estágio no Jornal do Brasil, assumiu o nome para assinar suas matérias. Parece que deu sorte.
Apaixonado por futebol, mais precisamente pelo Flamengo, começou sua carreira jornalística escrevendo sobre o tema. O interesse pelos vinhos surgiu ao reparar em dois tios, amantes de vinho. O menino cresceu vendo a paixão dos familiares e, em 1990, começou a comprar rótulos e estudar a bebida.
Não substituiu a paixão pelo futebol, mas resolveu que também escreveria sobre vinhos. O público gostou, e Lalas cravou seu texto na área. Foi convidado por Mario Marques, editor da revista Programa, para comandar uma coluna semanal. Vinhos e Outras Cachaças estreou em 2007 e este ano ganhou mais espaço com a reformulação da revista. Lalas, então, criou uma cotação para os vinhos. Notas inferiores a cinco significam que o vinho foi reprovado. De cinco a seis e meio, está em prova final. De sete a oito e meio, passou de ano com qualidade. De nove a dez, passou com louvor.
- Criei uma escala de notas semelhante à que os professores usam na escola. Assim, consigo uma maneira diferente de pontuar os vinhos, que faz com que seja mais fácil para o leitor assimilar as notas. Vou usar essa mesma escala no guia – explica Lalas.
- Lá se vão dois anos de trabalho no projeto. É uma publicação simples, de fácil leitura. Ela é feita tanto para leigos como para estudiosos. Talvez os "enochatos" achem simples demais, mas como não quero ser um deles, posso encarar como elogio – brinca Lalas.
"Para tirar o paletó do vinho". A frase define a idéia do guia imaginado por Lalas em parceria com o amigo e xará, o designer Alexandre França. Como consumidor de revistas e demais publicações sobre vinhos, Lalas soube apontar tudo o que sentia falta em seu material de leitura predileto. Há dois anos, reuniu as anotações e resolveu criar o Guia JB Vinhos. Convidou o amigo França e, após longas conversas, começaram a desenhar o projeto gráfico. Material Lalas já tinha de sobra. Com a parceria do Jornal do Brasil, os dois estão prestes a ter em mãos o "filho" tão esperado.
- O que acho mais interessante no guia é o fato de ele ser todo ilustrado e usar uma linguagem fácil. De todas as publicações que conheci por meio do Lalas não encontrei nenhuma com essas características – conta o designer Alexandre França.
Mas não foi fácil colocar a publicação nas ruas. No dia do fechamento da edição até o neném recém-nascido de França participou da reunião.
- Sou o responsável pelo meu filho de um mês durante a madrugada. Como estávamos na loucura de terminar o guia, usei uma mão para operar o mouse e outra para niná-lo – lembra França.
Os vinhos indicados no guia são acompanhados de fotos das garrafas e poucas linhas com notas de degustação, trazendo também uma breve história do vinho. Lalas descreve os aromas e o gosto das bebidas e ainda indica o prato ideal para a harmonização com os rótulos, nada muito técnico.
- As fotos são importantes porque os vinhos têm identidade visual. Nas notas de degustação sigo um ensinamento que aprendi com o chef Danio Braga: qualquer nota deve caber em duas linhas. É parte da simplicidade que permeia todo o guia – diz Lalas.
Além dos 100 vinhos para todos os gostos, o guia traz uma entrevista com o enólogo espanhol Benjamin Romeo, dono da vinícola de mesmo nome em Rioja, uma das regiões mais importantes na produção de vinhos da Espanha. Romeo conseguiu duas notas máximas para seu principal vinho, conferidas por um dos mais importantes críticos da área, o americano Robert Parker.
- É uma entrevista solta e engraçada, apesar da importância do Romeo. Abordamos brevemente aspectos técnicos, mas nada que inviabilize um texto leve e divertido.
Rogério Rebouças assina a coluna Volta ao Mundo. O especialista carioca radicado no Sul da França conta o que está acontecendo lá fora. O título do texto já diz tudo: "Comprar vinho barato não é pecado". Para finalizar, na coluna Saidera quem expõe suas idéias é a renomada chef Flávia Quaresma. A última página é destinada a uma crônica escrita por convidados de Lalas, um espaço de tema livre.
Do futebol para o vinho
Na Copa do Mundo de 1994, o jogador da seleção americana Alix Lalas ficou conhecido no país. Nos campinhos do Rio, o peladeiro Alexandre apresentava semelhança com o jogador e os amigos logo o apelidaram de Lalas. Quando começou o estágio no Jornal do Brasil, assumiu o nome para assinar suas matérias. Parece que deu sorte.
Apaixonado por futebol, mais precisamente pelo Flamengo, começou sua carreira jornalística escrevendo sobre o tema. O interesse pelos vinhos surgiu ao reparar em dois tios, amantes de vinho. O menino cresceu vendo a paixão dos familiares e, em 1990, começou a comprar rótulos e estudar a bebida.
Não substituiu a paixão pelo futebol, mas resolveu que também escreveria sobre vinhos. O público gostou, e Lalas cravou seu texto na área. Foi convidado por Mario Marques, editor da revista Programa, para comandar uma coluna semanal. Vinhos e Outras Cachaças estreou em 2007 e este ano ganhou mais espaço com a reformulação da revista. Lalas, então, criou uma cotação para os vinhos. Notas inferiores a cinco significam que o vinho foi reprovado. De cinco a seis e meio, está em prova final. De sete a oito e meio, passou de ano com qualidade. De nove a dez, passou com louvor.
- Criei uma escala de notas semelhante à que os professores usam na escola. Assim, consigo uma maneira diferente de pontuar os vinhos, que faz com que seja mais fácil para o leitor assimilar as notas. Vou usar essa mesma escala no guia – explica Lalas.
16/12: Delícias chilenas
Ao longo de 2007, algumas delícias chilenas que ainda não haviam chegado por aqui finalmente deram as caras. Pérolas como Erasmo, Polkura, Ventolera e outras jóias, algumas difíceis de encontrar até mesmo no Chile.
Quem ainda não teve a chance de provar o Erasmo 2004 não sabe o que está perdendo. O vinho é de uma elegância rara de se achar no Chile. Robert Parker deu 91 pontos para o vinho. O chileno Patrício Tapia, 93. Notas altas e merecidas. Quem traz é a Casa do Porto (www.casadoporto.com, 31 3286-7077). Custa R$ 99. A mesma importadora tem belezas em seu catálogo, como o Matetic EQ Syrah 2005(R$ 190) e o Ventolera Sauvignon Blanc 2006 (R$ 79).
Belo vinho que chegou por aqui em 2007 é o Polkura Syrah 2004 (R$ 67). Quem traz é a Premium (www.premiumwines.com.br, 31 3282 1588). Outros destaques da importadora são o Falernia Carmenère Reserva 2005, um dos melhores feitos com a uva no Chile (R$ 46,20) e o Clava Sauvignon Blanc 2006, bastante fresco e agradável (R$ 37,20).
O Encierra é uma beleza. O 2003 (R$ 93) é uma explosão de fruta, equilibrada com um excelente frescor. Importado pela Ana Import (www.anaimport.com.br, 71 3337-1111). Da mesma empresa, o William Cole Mirador Selection Sauvignon Blanc 2006 (R$ 42), eleito o melhor feito com a uva na Expovinis do ano passado, continua a merecer atenção.
Uma das minhas vinícolas chilenas preferidas é a Perez Cruz. E, entre os vinhos da empresa, três se destacam: o Limited Edition Cot 2005 (R$ 75), o Liguai 2005 (R$ 135) e o Quelen 2005, corte de petit-verdot, malbec (ou cot, como prefere o pessoal da vinícola) e carmenère, que chega em breve. Os vinhos da Perez Cruz são importados pela Wine Company (www.winecompany.com.br, 0800 725-8020). Outro dos bons é o Aliara, feito pela Odfjell. A safra 2002 (R$ 120) está disponível na World Wine (www.worldwine.com.br, 11 3383-7477).
A Grand Cru (www.grandcru.com.br, 2511-7045) trouxe o Kankura Rosé 2007 (R$ 29), interessante e barato. A mesma importadora traz os confiáveis vinhos da Santa Rita. Entre os destaques, a linha Gran Hacienda (entre R$ 32 e R$ 35) e o raro Triple C (R$ 220), corte de cabernet franc, cabernet-sauvignon e carmenère. Muito bons também são os três vinhos da Altair: Icono (R$ 58), Sideral (R$ 150) e Altair (R$ 290).
Uma das mais promissoras vinícolas chilenas é a Ventisquero. A linha Queulat é interessante, com destaque para o Cabernet Sauvignon 2004 (R$ 60). Um degrau acima, a linha Grey é ótima, em especial o Cabernet Sauvignon 2003 (R$ 90). O ótimo Pangea Syrah 2004 (R$ 250) é o ícone da vinícola que ainda lançou recentemente o Vértice, espetacular corte de syrah e carmenère, que ainda não deu as caras por aqui. Os vinhos da Ventisquero são importados pela Cantu (www.cantu.com.br, 0300 210-1010).
Há ainda muita coisa boa por lá, como os vinhos da Calyptra, da Chocalán, da Loma Larga, da Amayna, da Montes, da Huelken, da Von Siebenthal, os bons da Concha y Toro e uma porção de vinícolas interessantes que lançam vinhos cada vez melhores. Outro dia, experimentei o novo da Botalcura, o ótimo Cayao 2003, ainda inédito no Brasil. Oxalá, daqui a um ano, esta jóia esteja nas prateleiras de nossas lojas e nas cartas dos nossos restaurantes!
Quem ainda não teve a chance de provar o Erasmo 2004 não sabe o que está perdendo. O vinho é de uma elegância rara de se achar no Chile. Robert Parker deu 91 pontos para o vinho. O chileno Patrício Tapia, 93. Notas altas e merecidas. Quem traz é a Casa do Porto (www.casadoporto.com, 31 3286-7077). Custa R$ 99. A mesma importadora tem belezas em seu catálogo, como o Matetic EQ Syrah 2005(R$ 190) e o Ventolera Sauvignon Blanc 2006 (R$ 79).
Belo vinho que chegou por aqui em 2007 é o Polkura Syrah 2004 (R$ 67). Quem traz é a Premium (www.premiumwines.com.br, 31 3282 1588). Outros destaques da importadora são o Falernia Carmenère Reserva 2005, um dos melhores feitos com a uva no Chile (R$ 46,20) e o Clava Sauvignon Blanc 2006, bastante fresco e agradável (R$ 37,20).
O Encierra é uma beleza. O 2003 (R$ 93) é uma explosão de fruta, equilibrada com um excelente frescor. Importado pela Ana Import (www.anaimport.com.br, 71 3337-1111). Da mesma empresa, o William Cole Mirador Selection Sauvignon Blanc 2006 (R$ 42), eleito o melhor feito com a uva na Expovinis do ano passado, continua a merecer atenção.
Uma das minhas vinícolas chilenas preferidas é a Perez Cruz. E, entre os vinhos da empresa, três se destacam: o Limited Edition Cot 2005 (R$ 75), o Liguai 2005 (R$ 135) e o Quelen 2005, corte de petit-verdot, malbec (ou cot, como prefere o pessoal da vinícola) e carmenère, que chega em breve. Os vinhos da Perez Cruz são importados pela Wine Company (www.winecompany.com.br, 0800 725-8020). Outro dos bons é o Aliara, feito pela Odfjell. A safra 2002 (R$ 120) está disponível na World Wine (www.worldwine.com.br, 11 3383-7477).
A Grand Cru (www.grandcru.com.br, 2511-7045) trouxe o Kankura Rosé 2007 (R$ 29), interessante e barato. A mesma importadora traz os confiáveis vinhos da Santa Rita. Entre os destaques, a linha Gran Hacienda (entre R$ 32 e R$ 35) e o raro Triple C (R$ 220), corte de cabernet franc, cabernet-sauvignon e carmenère. Muito bons também são os três vinhos da Altair: Icono (R$ 58), Sideral (R$ 150) e Altair (R$ 290).
Uma das mais promissoras vinícolas chilenas é a Ventisquero. A linha Queulat é interessante, com destaque para o Cabernet Sauvignon 2004 (R$ 60). Um degrau acima, a linha Grey é ótima, em especial o Cabernet Sauvignon 2003 (R$ 90). O ótimo Pangea Syrah 2004 (R$ 250) é o ícone da vinícola que ainda lançou recentemente o Vértice, espetacular corte de syrah e carmenère, que ainda não deu as caras por aqui. Os vinhos da Ventisquero são importados pela Cantu (www.cantu.com.br, 0300 210-1010).
Há ainda muita coisa boa por lá, como os vinhos da Calyptra, da Chocalán, da Loma Larga, da Amayna, da Montes, da Huelken, da Von Siebenthal, os bons da Concha y Toro e uma porção de vinícolas interessantes que lançam vinhos cada vez melhores. Outro dia, experimentei o novo da Botalcura, o ótimo Cayao 2003, ainda inédito no Brasil. Oxalá, daqui a um ano, esta jóia esteja nas prateleiras de nossas lojas e nas cartas dos nossos restaurantes!
16/12: Sangue de Júpiter
A Itália é mãe de várias uvas. Nebbiolo, rondinella, corvina, prosecco e mais uma porção delas. Mas, entre todas, a mais italiana é, sem a menor sombra de dúvida, a sangiovese. O nome significa "sangue de Júpiter". É a uva dos chiantis, dos brunellos, dos morellinos, dos vinos nobiles. Em boas mãos, gera vinhos excelentes, estruturados, com taninos presentes e acidez elevada. O principal quintal da sangiovese é a Toscana, mas outras regiões como Umbria, Emilia-Romana e Marche também fazem bons vinhos com a uva. Fora da Itália, a casta se deu bem nos Estados Unidos, na Austrália e, mais recentemente, na Argentina.
No topo da linha estão os brunellos. Brunello é o nome que a sangiovese recebe na província de Montalcino. Ali há uma infinidade de produtores, nem todos do mesmo nível. Mas um bom brunello é um espetáculo à parte. Vigoroso, robusto, longo. E caro. O Argiano 2002, um dos bons da região, custa R$ 240 na Grand Cru (www.grandcru.com.br, 2511-7045). O Donatella Cinelli Colombini 2001 é uma opção de qualidade, e mais em conta: custa R$ 139 no Zona Sul (www.zonasul.com.br). O Pian Delle Vigne 1999, da Antinori é uma maravilha. Custa R$ 315 na Expand (www.expand.com.br, 2220-1887). E não dá pra falar de Montalcino sem mencionar o Biondi Santi, um ícone da região. O 1999 custa US$ 129,50 na Mistral (www.mistral.com.br, 2274-4562).
Mas não é preciso desembolsar rios de dinheiro para provar um bom sangiovese. Alternativas como um bom chianti ou mesmo um rosso de montalcino também são bastante atraentes. Além de pesarem bem menos no bolso. O Chianti Fattorie Parra 2005 é um bom exemplo. Mais simples, porém bem interessante, custa R$ 54 na Enoteca Fasano (www.enotecafasano.com.br, 2422-3688). Muito bom também é o Chianti Piccini 2006. Bem redondo e frutado, é um sangiovese para iniciantes. Custa US$ 19,90 na Vinci (www.vincivinhos.com.br, 2246-3674). Mais complexo, o Chianti Classico 2003 de San Fabiano de Calcinaia é uma beleza. Custa R$ 84 na Decanter www.decanter.com.br, 2286-8838).
Em Montepulciano, a sangiovese gera o Vino Nobile e o Rosso. Uma das melhores cantinas é a Dei. O Vino Nobile 2001 custa US$ 62,90. O Rosso 2002 é bem mais em conta: US$ 37. Quem importa é a Vinci. Outro ícone da região é a Poliziano. O Vino Nobile 2002 custa US$ 47,50 e o Rosso 2005, US$ 35,90. Ambos são trazidos pela Mistral. Em Scansano, a Le Pupille faz o ótimo Morellino di Scansano 2004. Custa US$ 32,90 na Vinci. Fora da Toscana, uma das melhores dicas são os vinhos da Zerbina. O Pietramora é um espetáculo. E o Cereggio é uma boa opção. O 2003 custa US$ 33,50 na Vinci.
Longe da Itália, a uva gera vinhos um pouco diferentes, com menos acidez e taninos mais macios. Mas ainda assim bastante interessantes. Um dos melhores é o argentino Benegas Sangiovese 2002. Tem boa presença de madeira no nariz, aromas de amoras, frutas negras e um toque de chocolate. É importado pela Vinhos do Mundo (www.vinhosdomundo.com.br, 3875-4033). Custa R$ 63. Perfeito para o dia-a-dia, o San Felipe Sangiovese Roble 2004 (na foto) é outro argentino de valor. Produzido pela Rutini e importado pela Impexco (www.impexco.com.br, 2424-1624), custa R$ 34,90.
ENGARRAFADAS:
A Enoteca Fasano vai abrir sua temporada de cursos no dia 15 de janeiro, com o curso básico “começando a degustar”. A aula será dada pelo sommelier Gianni Tartari. Custa R$ 130 por pessoa. No dia seguinte, o tema será Argentina e Chile (R$ 150). A degustação é sempre de cinco vinhos.
No topo da linha estão os brunellos. Brunello é o nome que a sangiovese recebe na província de Montalcino. Ali há uma infinidade de produtores, nem todos do mesmo nível. Mas um bom brunello é um espetáculo à parte. Vigoroso, robusto, longo. E caro. O Argiano 2002, um dos bons da região, custa R$ 240 na Grand Cru (www.grandcru.com.br, 2511-7045). O Donatella Cinelli Colombini 2001 é uma opção de qualidade, e mais em conta: custa R$ 139 no Zona Sul (www.zonasul.com.br). O Pian Delle Vigne 1999, da Antinori é uma maravilha. Custa R$ 315 na Expand (www.expand.com.br, 2220-1887). E não dá pra falar de Montalcino sem mencionar o Biondi Santi, um ícone da região. O 1999 custa US$ 129,50 na Mistral (www.mistral.com.br, 2274-4562).
Mas não é preciso desembolsar rios de dinheiro para provar um bom sangiovese. Alternativas como um bom chianti ou mesmo um rosso de montalcino também são bastante atraentes. Além de pesarem bem menos no bolso. O Chianti Fattorie Parra 2005 é um bom exemplo. Mais simples, porém bem interessante, custa R$ 54 na Enoteca Fasano (www.enotecafasano.com.br, 2422-3688). Muito bom também é o Chianti Piccini 2006. Bem redondo e frutado, é um sangiovese para iniciantes. Custa US$ 19,90 na Vinci (www.vincivinhos.com.br, 2246-3674). Mais complexo, o Chianti Classico 2003 de San Fabiano de Calcinaia é uma beleza. Custa R$ 84 na Decanter www.decanter.com.br, 2286-8838).
Em Montepulciano, a sangiovese gera o Vino Nobile e o Rosso. Uma das melhores cantinas é a Dei. O Vino Nobile 2001 custa US$ 62,90. O Rosso 2002 é bem mais em conta: US$ 37. Quem importa é a Vinci. Outro ícone da região é a Poliziano. O Vino Nobile 2002 custa US$ 47,50 e o Rosso 2005, US$ 35,90. Ambos são trazidos pela Mistral. Em Scansano, a Le Pupille faz o ótimo Morellino di Scansano 2004. Custa US$ 32,90 na Vinci. Fora da Toscana, uma das melhores dicas são os vinhos da Zerbina. O Pietramora é um espetáculo. E o Cereggio é uma boa opção. O 2003 custa US$ 33,50 na Vinci.
Longe da Itália, a uva gera vinhos um pouco diferentes, com menos acidez e taninos mais macios. Mas ainda assim bastante interessantes. Um dos melhores é o argentino Benegas Sangiovese 2002. Tem boa presença de madeira no nariz, aromas de amoras, frutas negras e um toque de chocolate. É importado pela Vinhos do Mundo (www.vinhosdomundo.com.br, 3875-4033). Custa R$ 63. Perfeito para o dia-a-dia, o San Felipe Sangiovese Roble 2004 (na foto) é outro argentino de valor. Produzido pela Rutini e importado pela Impexco (www.impexco.com.br, 2424-1624), custa R$ 34,90.
ENGARRAFADAS:
A Enoteca Fasano vai abrir sua temporada de cursos no dia 15 de janeiro, com o curso básico “começando a degustar”. A aula será dada pelo sommelier Gianni Tartari. Custa R$ 130 por pessoa. No dia seguinte, o tema será Argentina e Chile (R$ 150). A degustação é sempre de cinco vinhos.
16/12: A prova
É senso comum entre enófilos, produtores, críticos e consumidores que o espumante nacional hoje em dia não deve nada a seus similares mundo afora. De fato, a qualidade média não pára de crescer. A fim de provar esta tese, a Programa promoveu no restaurante Terzetto, em Ipanema, uma degustação envolvendo treze espumantes, sendo seis brasileiros e sete estrangeiros. As bebidas degustadas foram as nacionais Cave Geisse Brut, Casa Valduga 130, Salton Évidence, Miolo Millésime, Don Laurindo Brut Reserva e Chandon Brut Excellence, a espanhola Cava Cristalino Brut, o prosecco italiano Rústico, de Nino Franco, o australiano Anga's Brut, o argentino Nocturno Brut, o português Quinta do Cabriz Bruto, o francês Crémant de Limoux Blason Rouge Cuvée Millénaire, de Sieur d'Arques e o champanhe Michel Gonet Brut Reserve.
Os degustadores foram Fernando Miranda (professor da ABS e autor do livro Análise Sensorial de Vinhos), João Souza (sommelier do Terzetto), Marcos Lima (sommelier e consultor de vinhos), Paulo Gomes (dono da Pousada Terras Altas, em Visconde de Mauá e conselheiro da SBAV-RJ), Jaque Barroso (representante comercial da Villa Francioni e da importadora Cantu), Robert Phillips (representante da KMM Vinhos), José Augusto Saraiva (sócio da Vitis Vinífera), Roberto Côrtes de Lacerda (tradutor e revisor técnico do livro O Julgamento de Paris), o empresário Diogo Azevedo (representando os consumidores de vinho) e o titular desta coluna. A degustação foi realizada às cegas. O serviço do restaurante Terzetto, como de costume, foi impecável. E as comidinhas que seguiram à degustação, maravilhosas. Para avaliar as bebidas, os degustadores fizeram o exame visual, que valia 18 pontos, o exame olfativo (32 pontos) e o exame gustativo (50 pontos).
O resultado não foi tão favorável assim ao espumante nacional como se poderia imaginar, mas não foi de todo ruim. O melhor classificado foi o Chandon Brut Excellence, que terminou em quarto lugar. Em primeiro lugar, disparado, ficou o único champanhe da degustação: o Michel Gonet Brut Reserve, seguido pelo outro espumante francês da prova, o Crémant de Limoux Blason Rouge Cuvée Millénaire. Em terceiro, ficou o australiano Anga's Brut. A lanterna ficou com o nacional Don Laurindo Brut Reserva. Do sétimo ao décimo-primeiro lugar, a disputa foi bastante acirrada, com diferença de menos de dois pontos entre os vinhos. A apuração foi feita somando as notas de todos os degustadores. O outro critério sugerido foi o expurgo da maior e da menor nota recebida por cada vinho. O resultado foi praticamente o mesmo, havendo apenas a troca de posição entre quinto e sexto lugares.
Resultado Final:
1º) Champagne Michel Gonet Brut Reserve (R$ 145, Vitis Vinifera, 2235-3968)
2º) Crémant de Limoux Blason Rouge Cuvée Millénaire (R$ 73, Vitis Vinifera, 2235-3968)
3º) Anga's Brut (R$ 61, KMM, 9672-3280)
4º) Chandon Brut Excellence (R$ 70, 7829-8456)
5º) Quinta do Cabriz Bruto (R$ 69, Expand, 3138-8380)
6º) Cave Geisse Brut (R$ 40, 3875-4033)
7º) Prosecco Rústico (R$ 62,10, Expand, 3138-8380)
8º) Cava Cristalino (R$ 37, La Botella, 2512-8614)
9º) Salton Évidence (R$ 40, 3457-3628)
10º) Casa Valduga 130 (R$ 45, 2512-0779)
11º) Miolo Millésime (R$ 45, 3077 0150)
12º) Nocturno Brut (R$ 24, Grand Cru, 2511-7045)
13º) Don Laurindo Brut Reserva (R$ 35, 0800 5101600)
Os degustadores foram Fernando Miranda (professor da ABS e autor do livro Análise Sensorial de Vinhos), João Souza (sommelier do Terzetto), Marcos Lima (sommelier e consultor de vinhos), Paulo Gomes (dono da Pousada Terras Altas, em Visconde de Mauá e conselheiro da SBAV-RJ), Jaque Barroso (representante comercial da Villa Francioni e da importadora Cantu), Robert Phillips (representante da KMM Vinhos), José Augusto Saraiva (sócio da Vitis Vinífera), Roberto Côrtes de Lacerda (tradutor e revisor técnico do livro O Julgamento de Paris), o empresário Diogo Azevedo (representando os consumidores de vinho) e o titular desta coluna. A degustação foi realizada às cegas. O serviço do restaurante Terzetto, como de costume, foi impecável. E as comidinhas que seguiram à degustação, maravilhosas. Para avaliar as bebidas, os degustadores fizeram o exame visual, que valia 18 pontos, o exame olfativo (32 pontos) e o exame gustativo (50 pontos).
O resultado não foi tão favorável assim ao espumante nacional como se poderia imaginar, mas não foi de todo ruim. O melhor classificado foi o Chandon Brut Excellence, que terminou em quarto lugar. Em primeiro lugar, disparado, ficou o único champanhe da degustação: o Michel Gonet Brut Reserve, seguido pelo outro espumante francês da prova, o Crémant de Limoux Blason Rouge Cuvée Millénaire. Em terceiro, ficou o australiano Anga's Brut. A lanterna ficou com o nacional Don Laurindo Brut Reserva. Do sétimo ao décimo-primeiro lugar, a disputa foi bastante acirrada, com diferença de menos de dois pontos entre os vinhos. A apuração foi feita somando as notas de todos os degustadores. O outro critério sugerido foi o expurgo da maior e da menor nota recebida por cada vinho. O resultado foi praticamente o mesmo, havendo apenas a troca de posição entre quinto e sexto lugares.
Resultado Final:
1º) Champagne Michel Gonet Brut Reserve (R$ 145, Vitis Vinifera, 2235-3968)
2º) Crémant de Limoux Blason Rouge Cuvée Millénaire (R$ 73, Vitis Vinifera, 2235-3968)
3º) Anga's Brut (R$ 61, KMM, 9672-3280)
4º) Chandon Brut Excellence (R$ 70, 7829-8456)
5º) Quinta do Cabriz Bruto (R$ 69, Expand, 3138-8380)
6º) Cave Geisse Brut (R$ 40, 3875-4033)
7º) Prosecco Rústico (R$ 62,10, Expand, 3138-8380)
8º) Cava Cristalino (R$ 37, La Botella, 2512-8614)
9º) Salton Évidence (R$ 40, 3457-3628)
10º) Casa Valduga 130 (R$ 45, 2512-0779)
11º) Miolo Millésime (R$ 45, 3077 0150)
12º) Nocturno Brut (R$ 24, Grand Cru, 2511-7045)
13º) Don Laurindo Brut Reserva (R$ 35, 0800 5101600)

