Arquivo de April 2011

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Pelé vai entrar em campo

A coluna desta quinta-feira
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Depois de ter dito na mídia, com repercussão internacional, que o Brasil passaria vergonha na Copa de 2014, como organizador do evento, o maior jogador de futebol de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento, foi procurado discretamente semana passada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, para convencê-lo do contrário. Pelé ficou mais de duas horas em conversa com Orlando, num papo descontraído. O ministro diz ter não fugido do jogo: expôs as dificuldades mas apontou soluções a caminho. Pelé mudou de opinião, diz Orlando. Não só isso, mandou um recado para a presidente Dilma Rousseff: pode ser o garoto propaganda da Copa em campanhas da mídia.

Pelé confirmou à coluna que conversou com o ministro recentemente, mas não falou se cobrará pela campanha. “Houve o convite mas não foi conversado nada além disso”.

Com Clélia Lima

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A manobra do PMDB para ficar com o MEC

A coluna desta quarta-feira
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O provável desembarque do deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) no PMDB ainda este ano, pelas mãos do vice-presidente Michel Temer, envolve uma artimanha política digna dos bastidores das causas partidárias e fisiológicas. Segundo Temer, Chalita será o candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo. É o sonho do federal, é fato. Mas o nobre educador também sonha com o Ministério da Educação.

Como o candidato do PT deverá ser o atual ministro da Educação, Fernando Haddad, a ida de Chalita para o MEC seria sacramentada num acordo entre Temer e a presidente Dilma. Isso pode se concretizar a partir do momento que as pesquisas pré-campanhas, esperam peemedebistas, mostrarem o tamanho do estrago de Chalita no sonho petista de retomar a prefeitura de maior PIB do país.

Mais destaques de hoje no JB Digital para assinantes

- Dilma braba com senadora comunista
- João Lira e Collor dão calote em jornalistas
- Portugueses com 15 km de costa na Bahia
- Rio Boat Show na Marina da Glória
- Gerdau fala do déficit do aço
- Índios retomam terras

Com Clélia Lima, de Brasília
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Orlando: estádios ficarão prontos para 2013

A coluna desta terça-feira
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Os estádios das 12 capitais sede da Copa de 2014 ficarão prontos um ano antes, de acordo com o trato com a FIFA, garantiu o ministro do Esporte, Orlando Silva, para empresários no Fórum de Comandatuba (BA). “O estádio é um tema equacionado, resolvido. E teremos prontos até a Copa das Confederações”, disse Orlando. É o que ele garantiu à presidente Dilma Rousseff, que cobra resultados e, claro, garantias. O ministro disse que 70% dos estádios serão via Parceria Público Privada.

Com Clélia Lima

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"Já pensou em apanhar, rapaz?"

O próprio senador Roberto Requião (PMDB-PR), que subtraiu o áudio da entrevista ao repórter da Rádio Band nesta tarde dentro do plenário, acaba de divulgar em seu site oficial a íntegra da conversa.

No ponto que culminou com a subtração do gravador do repórter pelo político, o áudio grava a voz de Requião: "Já pensou em apanhar, rapaz? Não vai gravar mais porra nenhuma. Eu vou ficar com isso aqui".

Antes da divulgação dessa conversa, consultado pelos jornalistas, o presidente do Congresso, José Sarney, disse que Requião "é um cavalheiro".

O repórter vai prestar queixa na polícia. (Veja o caso nos dois posts abaixo)

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Quem tem medo de Requião?

Roberto Requião tornou-se uma figura ímpar nestes poucos dias de uma apagada Legislatura. Polêmico e sem papas na língua há muito, virou alvo dos holofotes em Brasília.

Ano passado, em visita ao Congresso, implicou com o cabelo de uma produtora de TV numa coletiva, sobre se usara capacete por causa do formato do penteado. Constrangimento total no ambiente. (Via Congresso em Foco)

Recentemente, ao receber uma ligação de um assessor da presidente Dilma Rousseff o parabenizando pelo aniversário, sentiu-se sem prestígio. Enviou um telegrama de agradecimento à chefe da nação com a assinatura...do seu motorista.

O mesmo Requião já provocara polêmica como governador do Paraná, ao dizer que " (...) Embora hoje o câncer de mama seja uma doença masculina também. Deve ser consequência dessas passeatas gay".

A última do Requião? Foi nesta segunda, 25, ao tomar o gravador de um repórter e apagar a entrevista - que promete, agora, revelar em breve o conteúdo. (veja caso abaixo).

Roberto Requião já foi governador do Paraná, tem uma biografia política de décadas, e alçado democraticamente ano passado ao Senado por 2,7 milhões de cidadãos. Pelo cargo e pelo histórico político merece, portanto, o respeito dos brasileiros, das instituições públicas e da imprensa.

Mas onde há o respeito do senador para todos estes diante do mau exemplo dado hoje?

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Requião em guerra com a imprensa. E vice-versa

Por Clélia Lima, do Informe JB em Brasília

Irritado com uma pergunta de um repórter sobre o recebimento de aposentadoria vitalícia como ex-governador do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) subtraiu o gravador digital do repórter da Rádio Band dentro do plenário do Senado, nesta segunda-feira. O jornalista, sem entender, achou que o parlamentar havia desligado o aparelho para conversar. O assunto era "índices inflacionários".

Cerca de meia hora depois, o repórter recebeu seu instrumento de trabalho de volta, porém sem o cartão de memória. Mais tarde, o repórter recebeu o chip, porém o arquivo com a gravação foi apagado.

O repórter tentou formalizar denúncia, mas a Polícia Legislativa do Senado disse que o caso deveria ser encaminhado à Corregedoria, a qual está desativada desde a morte de Romeu Tuma, em outubro de 2010.

Para o repórter, o senador não cometeu abuso de poder, mas subtrair um instrumento de trabalho, segundo ele, não é uma atitude “recomendável”. “A imprensa está aí para dar transparência aos assuntos públicos” afirmou.

Os diretores do Comitê de Imprensa do Senado entrarão com representação contra o senador nesta terça-feira pedindo que as providências necessárias sejam tomadas. Na representação, serão solicitadas as imagens com a segurança da Casa.

"Deletei entrevista dada a repórter agressivo e a "catigoria" se alvoroça", escreveu Requião em seu Twitter.

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Cardozo pede atenção às reformas

A coluna desta segunda-feira
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu mais atenção a empresários e políticos no debate sobre as reformas tributária e política, que nunca estiveram tão em voga como antes. Cardozo lembrou que não se pode debater e resolver situações assim no calor do discurso, apesar da pressão popular, e que é preciso conhecimento profundo. “Uma das coisas das quais tenho mais temor é o consenso de aparência. A reforma tributária não sai porque não temos a menor noção do que ela pode ser”, destacou o ex-deputado federal.

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Dilma vai restringir o seguro-desemprego

O governo federal prepara uma regulamentação do seguro desemprego, que se tornou oneroso para os cofres da União. Atualmente, cerca de 7 milhões estão recebendo o benefício.

O Palácio do Planalto debate a forma de restringir o benefício aos desempregados que forem reincidentes. Esboça-se o corte do pagamento para quem for receber o benefício pela terceira ou quarta vezes em determinado período - um número de anos a ser estipulado pela regulamentação.

Se reincidente, para receber o benefício, o cidadão terá de comprovar ter realizado algum curso profissionalizante promovido por órgãos do governo, como no Senac.

A notícia foi dada há pouco pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no Fórum de Comandabuta (BA), que reúne alguns dos maiores empresários do país e políticos.

A ideia é interceder de forma a beneficiar vários índices sócios-econômicos do país. Seria uma forma de incentivar o ensino profissionalizante no Brasil - foco dos investimentos em educação dos últimos anos do governo Lula - reduzir o desemprego e baixar a reincidência de desempregados no seguro, sem mais ônus para o governo.

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Só o vice acredita em reformas

A coluna deste sábado
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Ex-presidente da Câmara dos Deputados por duas vezes, o agora vice-presidente da República, Michel Temer, disse acreditar na realização das reformas política e tributária até 2014. “Reforma política é um tema sempre do momento, recorrente, é o que mais se fala durante as campanhas eleitorais, e que se esquece logo depois das eleições”, sentenciou, para uma platéia de políticos e empresários nesta sexta no 10º Fórum de Comandatuba (BA).

Antes que fosse cobrado por não ter realizado tais reformas em suas gestões, ele completou “Mas as coisas têm que ser maturadas. A reforma política já está amadurecida no Congresso, creio que ela venha a ser realizada nesta Legislatura”.

Ao seu lado, o atual presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS) – que em outro momento já disse à coluna “não vendo ilusões sobre isso” - titubeou em sua apresentação: “Se não for uma reforma, será pelo menos uma simplificação tributária”.

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Novo cerco popular

A coluna desta sexta-feira
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O empresário Oded Grajew, que foi muito próximo do Planalto no primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio, vai a Brasília na segunda-feira entregar uma minuta de PEC ao presidente da Câmara, Marco Maia, que enquadra promessas de mandatários. Grajew propõe uma lei que obrigue presidente da República, governadores e prefeitos a apresentar um Programa de Metas e Prioridades da sua gestão.

Aliás, o deputado federal Otávio Leite tem projeto de lei parecido, que avança no Congresso, mas que cerca os candidatos – obriga os pretendentes a qualquer cargo a registrar promessas em cartório.

Com Clélia Lima e Sucursal de Brasília

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Comissão contra bullying

A coluna desta quarta-feira
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Vai ganhar forma a partir de semana que vem a comissão especial para debater o bullying nas escolas, dentro da comissão de Educação no Senado, com requerimento da senadora Gleisi Hoffmann. Os congressistas não têm ainda dados que mensurem o tamanho do problema no país, tampouco no Ministério da Educação. A ideia é convidar para audiências públicas professores, especialistas, escritores sobre o tema. Dentro de seis meses, acredita a senadora Gleisi, é possível formatar uma campanha de conscientização na mídia, uma de suas prioridades.

Com Clélia Lima e Sucursal de Brasília

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Superlotação nas celas

A coluna desta terça-feira
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Um diagnóstico produzido pela Associação do MP do Maranhão (AMPEM) mostrou que o sistema carcerário do estado está um caos. A superlotação e o déficit de agentes penitenciários - 357 agentes para mais de 7 mil presos - estão entre os principais problemas. O último concurso foi realizado há onze anos. Das 45 delegacias da capital, apenas 22 possuem cela. A AMPEM sugere a construção de 11 presídios regionais, separação dos presos primariedade e grau de periculosidade, atividades laborais internas e a instalação de laboratório de informática no presídio da capital, cuja estrutura já está pronta. O relatório foi entregue ao Departamento Penitenciário Nacional no último dia 12 de abril.

Com Clélia Lima

Atualização, ter, 16h15

Sobre a situação do sistema prisional do MA, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) considera inconcebível que as prisões brasileiras ainda mantenham como modelo as “masmorras medievais”.

Para a instituição, a superação do preso não se dá pela punição, mas pelo resgate de laços sociais, pela restituição de direitos, pela atenção psicossocial e busca de melhores condições para seu retorno à sociedade. A articulação entre as entidades que atuam na denúncia e superação da realidade de maus-tratos e condições desumanas é fundamental, defende.

Em tempo, o CFP é representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Segurança Pública. (C.L.)


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Duda cuidará de Roseana

A coluna deste fim de semana
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Duda Mendonça vai cuidar da imagem da governadora Roseana Sarney e do estado do Maranhão. A sua agência venceu licitação do governo e será a responsável pela propaganda oficial em rádio, TV, jornal e internet para este ano. Apesar de o Maranhão ser apontado como o mais carente do país, a governadora destinará R$ 45,2 milhões para publicidade até dezembro, cujo Orçamento foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Duda foi o marqueteiro de campanha da reeleição de Roseana, na qual ela prometeu construir 72 hospitais. Como o governo ainda não tem dinheiro para isso, ela vai precisar do marqueteiro.

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A Lei do cheque garantido

A coluna desta sexta-feira
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O deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC) comprou briga com a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban. Ele desengavetou o projeto de lei 7838/10, que altera o 7357/85. A sua “Lei do cheque” obriga o banco emissor do cheque a cobrir até 25% do valor do salário mínimo - ou R$ 136,50, em valores atuais - para cheques devolvidos por qualquer razão – por insuficiência de fundos, inclusive.

Segundo o deputado, “nem sempre há má vontade do cidadão ao passar” o cheque sem saldo. O cheque é considerado por ele “um fantástico instrumento de pagamento”,e o objetivo da proposta é resgatar a credibilidade do talão.

A Febraban pode gritar, mas, de acordo com Bez, poderá lucrar com isso. Caso veja possibilidade de aprovação em plenário, o deputado vai inserir no texto um artigo que vete aos bancos a cobrança de alguma taxa para este serviço.

Vaivém

Dados de Edinho, que já foi gerente da Caixa por 14 anos: do total de cheques emitidos no país, só 3% são devolvidos – 1% por erro no preenchimento. E o restante por falta de fundos. Bez diz que os custos dos bancos com idas e vindas dos cheques nas compensações são maiores do que o possível pagamento do valor proposto.

Com Clélia Lima, de Brasília

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CPI do Uísque na Merenda

A coluna desta quinta-feira
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Um dos parlamentares que ajudou a criar o Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação, o federal Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) começou ontem a recolher as assinaturas para a criação da CPI do Fundeb. O governo federal, segundo ele, perdeu – desde o início – o controle do repasse. Foram R$ 17 bilhões já enviados para prefeituras e governos do estado. Chamou a atenção o fato de muitos desvios, como a da compra de uísque por uma prefeitura, em vez de verba para a merenda escolar. “Tem casos escabrosos, até a compra de vinho. E o que chama atenção é a quantidade de órgãos fiscalizadores que perderam o controle”, relatou o deputado à coluna.

Com Clélia Lima, de Brasília

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Maia e Garotinha no Rio

A coluna desta quarta-feira
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Duas famílias com patriarcas ícones da política carioca e fluminense da última década engendram uma parceria eleitoral na tentativa de fazer frente ao poder do PMDB ano que vem e voltar ao cenário. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM) será o candidato a prefeito do Rio, com a estadual Clarissa Garotinho (PR) de vice – ou ela na cabeça, tudo depende das conversas que envolvem também cidades-pólo do interior do estado. “O Rio hoje tem o estado e a prefeitura com o PMDB, e todos sabem o poder político de ambos nisso. Só três ou quatro partidos são de oposição, e estamos conversando”, disse Maia à coluna. Mas só DEM e PR dialogam, por ora. Podem entrar na roda o PPS e o PSDB.

Comentário do colunista - Ainda acredito que o candidato à prefeitura será Cesar Maia.

Com Clélia Lima, de Brasília

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Finep vira o BNDES da tecnologia

A coluna desta terça-feira
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Autorizada pelo Banco Central há poucos dias, sem alarde, a se transformar em banco público, a Finep - Financiadora de Estudos e Projetos, com sede no Flamengo, no Rio, já faz planos ousados. Vai desembolsar R$ 1,75 bilhão até julho deste ano a fim de fomentar pelo menos 120 projetos de inovação e pesquisa tecnológica. A prioridade é investir em áreas estratégicas para o governo, mandou a presidente da República.

Mais destaques de hoje

- Dilma dá saia justa em diretor
- Cresce energia eólica no país
- Wagner atrás de chineses para Bahia
- As memórias de Itamar
- Advogados x Fórum de Curitiba
- Teleférico na Chapada dos Guimarães
- Encontro de Astronomia internacional em Campos


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Com Clélia Lima, de Brasília



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Eu e o JB

jb


Confesso que não dormi bem naquela noite de 2001, na véspera da publicação de minha primeira reportagem – pequena, mas com um grande esforço de apuração – no grande Jornal do Brasil. Mal o dia raiou e desci à banca de uma rua de Icaraí, em Niterói, onde morava à ocasião, e comprei o exemplar. Estava lá na página 2 no rodapé, num box bem delineado e com charge do ilustre Liberati. Que estreia!, pensei. Comemorei muito. Eu e uma amiga. Brindamos taças de proseco. Apesar de feliz com a conquista, com a confiança dos editores, foi uma celebração não a mim, mas uma homenagem pessoal minha ao nobre jornal.

Creio que, desde a minha estreia em 2000, naquelas madrugadas de agosto cobrindo as Olimpíadas de Sidney pelo JB Online, nada em mim mudou. Comemoro até hoje cada publicação minha – e também as grandes reportagens dos colegas, ou artigos dos mestres – como uma conquista diária e saborosa. Como se eu sentisse a cada dia aquele proseco a descer a garganta e conquistar o coração, esse que palpita a cada segundo pelo desafio de uma pauta diária, pela publicação da notinha na coluna no dia seguinte, ou da reportagem especial, pela dica dos mais velhos ou pela energia passada pelos novatos; esse coração bate a cada segundo ao publicar algo no online e saber que dali a notícia ganhará milhares, talvez milhões de leitores em poucos minutos. Nada muda para um coração de um jornalista.

Sou ainda aquele jovem estreante, a cada dia, com a preocupação de uma tarefa a ser alcançada, mas com a certeza de uma missão cumprida – seja a cada toque, a cada artigo, a cada matéria, a cada coluna. Esta, aliás, uma surpresa do destino. O Informe JB, a mais tradicional coluna de poder do país, desde dezembro de 2007 sob minha tutela, foi um presente que ainda saboreio. Através dos acertos, dos furos, dos erros com os quais aprendo, do contato com gente simples e poderosa. Foi atraavés do Informe que percebi o quanto o JB ainda é valoroso para a sociedade, na paciência de, a cada canto deste país que visito, ouvir com atenção os relatos dos jovens e adultos que respeitam o jornal. Essa é a nossa grande satisfação, o prêmio saboroso de cada dia: o respeito do leitor.

Em praticamente 10 anos de jornal – fiquei ausente 2004 e 2005, embora não distante – protagonizei, em editorias variadas, principalmente em País, a função do repórter apaixonado pela notícia, encantando pela publicação, mas fundamentalmente responsável pela apuração e redação.

Contaria aqui casos numerosos, tristes, felizes e cômicos. Mas me lembro especialmente de dois deles que me marcaram. Ainda no primeiro ano de JB (ah, aquele prédio da Avenida Brasil, 500), atendi a um telefonema de um homem desesperado. Era um taxista que não encontrava lugar em maternidades ou hospitais públicos para a mulher fazer o parto do filho.

Mobilizei-me na apuração, perdi meu almoço, comi um pão aquele dia. Mas ao fim da noite, com algumas postagens no JB Online e cobranças na Assessoria da Prefeitura, o motorista e mulher já estavam alojados e bem tratados. Dois dias depois, minha chefe, Cristina Konder, recebia a ligação de agradecimento do taxista. O filho nascera. O JB havia ajudado, de certa forma, no parto. Voltei feliz para casa. Muito.

E, outra história, fruto do acaso, foi a deste navio na foto de João Paulo Engelbrecht, menção honrosa em prêmio no Rio. Dia de batismo do navio off-shore num estaleiro da Ilha do Governador. Depois de fogos, bandinha, champanha no casco, a carreira que faria o gigante descer à água travou. Já passavam das 17h e a maré recuava, quando um dos operários, numa atitude desesperada, tentou empurrar sozinho a embarcação de nada menos que seis mil toneladas. Todos assistiam, perplexos, ao esforço em vão. Não se sabe como, por obra divina ou do próprio mecanismo, de tanto o homem tentar, a carreira destravou e o navio foi ao mar, para euforia do povo. E mais foguetório.

No dia seguinte, só o JB e o Jornal do Commercio emplacaram nas primeiras páginas a foto emblemática. Titulei a matéria à altura daquele herói: Hércules dos Mares, no dia 21 de julho de 2001.

Aquele homem sem camisa, triste, suado, sujo, sumiu esbaforido e exausto em meio à multidão. Uma pena, gostaria de conhecê-lo. Fica a ele a minha homenagem. Ele me ensinou, na função de repórter, a lutar. Independente do tamanho do desafio.

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Prefeitos x professores

A coluna deste fim de semana

Os prefeitos terão um pepino para resolver com os professores da rede de ensino municipal. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade do piso salarial do magistério, o impacto imediato nos cofres dos alcaides em todo o país será de R$ 5,4 bilhões, levantou a Confederação Nacional de Municípios. O novo piso salarial dos professores é R$ 1.187.97. Enquanto professores de várias cidades ameaçam greve se a administração não cumprir o determinado, os prefeitos lançam mão do discurso de que as prefeituras vão quebrar.

Anúncio em rede

Há duas semanas, sob pseudônimo, o Atirador de Realengo – como já é chamado - postou num fórum do Orkut que atacaria uma escola e que isso viraria um filme como Tiros em Columbine.

Tristeza

De uma pequenina, ao relatar o terror do 7 de Abril na escola de Realengo: “Pensei ‘Meu Deus, será que eu vou morrer, sou tão nova’.. e fiquei escondida no chão desenhando para distrair”.

Porteiros

Autor da lei 5.003/09, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes há dois anos, o vereador Adilson Pires vai cobrar agora que seja cumprida. É a que determina que guardas municipais cuidem da segurança as escolas municipais nos fins de semana e feriados.

Alô, Paes!

Pires reconhece que a GM não tem efetivo para a fiscalização diária das escolas. Mas vai conversar com o prefeito Paes. Cobrará a efetivação de mais 1.500 guardas através de concurso.

2012

Aliás, o vereador é cotadíssimo para estrear como vice na chapa de Paes à reeleição ano que vem.

Bajulador do ano

O senador Mário do Couto (PSDB-PA) levou claque – o gabinete todo e amigos – para assistir ao discurso de Aécio Neves e fez todos se levantarem com ele para aplausos efusivos.

Troféu

Segundo Couto, em seu aparte, o discurso do tucano mineiro fez os pêlos dos seus braços se ouriçarem.

Aliás...

Foi-se o metafórico Mão Santa (PMDB), não reeleito, mas ele deixou um representante à altura.

Tribunal do ar

Cerca de três mil passageiros já solucionarem seus problemas com voos e companhias em audiências rápidas nos juizados especiais instalados nos cinco principais aeroportos do país. Os casos mais citados são extravio de bagagem e overbooking.

Tribunal do ar 2

Desde que entraram em funcionamento, os juizados já receberam cerca de 10 mil reclamações - 30% foram resolvidas por meio de acordo entre as partes.

Negócio da China

A agenda da presidente Dilma Rousseff na China não se concentrará em Pequim. Ela e comitiva vão dia 15 para a X Conferência Anual do Fórum de Boao para a Ásia, o chamado Davos Asiático, no Sul do país.

Sucata Air

O primeiro avião da falida Vasp que será desmontado por ordem judicial, no final do mês, é um 737-200, estacionado no Aeroporto de Congonhas. A operação é parte do Programa Espaço Livre, da Corregedoria Nacional de Justiça. As peças serão leiloadas.

Com Clélia Lima

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Vereador quer Guarda nas escolas do Rio

Por Clélia Lima, do Informe JB, de Brasília

Diante da tragédia ocorrida na escola Tasso da Silveira, em Realengo, o vereador petista Adilson Pires disse que vai conversar com a cúpula da Guarda Municipal (GM) do Rio de Janeiro para tirar do papel a lei 5.003/09, de sua autoria.

A lei garante o apoio da Guarda Municipal às escolas que não possuem serviço de vigia. Porém, só nos finais de semana e feriados. A aplicação da lei, segundo ele, depende do aumento do efetivo da GM, que deve começar a chamar ainda este ano cerca de 1500 aprovados no último concurso.

O vereador, que também pretende conversar com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), disse que a tragédia faz repensar em uma proposta adaptada a realidade, que garanta mais tranquilidade e segurança às famílias. A realização da copa de 2014 pode dar um empurrãozinho, já que, devido ao evento, há propostas para aprimorar o sistema de segurança no estado.

Tornar a comunicação entre os órgãos de segurança mais eficaz é uma delas.

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“Ex”-tucano na SAC

A coluna desta sexta-feira
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Ironia do destino Wagner Bittencourt é um (ex)-tucano. A entrada dele no comando da recém-criada Secretaria de Aviação Civil, com status de ministério, desagradou muito a setores mais tradicionais do PT. Foram representantes dessas correntes que propuseram a criação desta pasta em 2002, ainda na transição do ex-presidente FHC para Luiz Inácio Lula da Silva, mas o projeto não vingou. A retirada da gaveta pela presidente Dilma Rousseff suscitou interesse para o cargo. Dilma bateu martelo pelo perfil técnico de Bittencourt. Ele ocupava desde 2006 a diretoria de Infraestrutura, Insumos Básicos e Estruturação de Projetos do BNDES. Antes, na gestão FHC, foi secretário do Ministério da Integração, superintendente da Sudene e presidente da Companhia Ferroviária do Nordeste. Wagner tem a missão de abrir junto ao Congresso caminho já para a concessão a empresas dos principais aeroportos do Brasil.

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PMDB quer mais prefeitos

A coluna desta quinta-feira
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Foi dada a largada para a eleição de 2012. No PMDB. O maior partido do país em número de mandatários, quer mais prefeitos. A legenda conta hoje com 1.175 alcaides. O atual presidente interino do partido, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), começou a rodar o país e visitar diretórios a fim de incentivar filiação de figuras conhecidas em cidades-pólo. A ideia é conquistar mais vagas também nas Câmaras Municipais - hoje a legenda soma 8.495.

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Dia do Jornalista

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

Gabriel García Márquez

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O lançamento de Aécio

A coluna desta quarta-feira
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No primeiro e aguardado discurso que fará hoje da tribuna do Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) vai se lançar, muito discretamente, à Presidência da República em 2014. Cedo, muito cedo ainda, mas a fala é aguardada pela oposição e até potenciais aliados hoje na base governista, porque será a hora de o senador mineiro direcionar o seu discurso e dizer a que veio.

A chamada oposição generosa não existe. Aécio vai dizer que o respeito ao governo é necessário, mas não a complacência. Atacará os gastos excessivos das gestões petistas - principalmente com as folhas de pagamentos, comissionados - o aparelhamento do estado pelos petistas e partidos aliados e apontará gargalos da infraestrutura que, para ele, devem ser resolvidos já.

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Caos em São Luís

A coluna desta terça-feira
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Assista a vídeos do aeroporto no Digital

Está um caos o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, de São Luís (MA), da Infraero. Parte do teto caiu e todo o terminal foi fechado. O embarque e desembarque são realizados em tendas improvisadas, com passageiros sujeitos a sol, chuva e sem ar condicionado em parte deles. Não há equipamento de raios x e funcionários se viram com apenas dois detectores de metais. As pessoas caminham no pátio para subir aos aviões ou deles descer, lado a lado com os tratores que carregam as malas. As obras devem durar 180 dias. Segundo a Infraero, “perícias estão sendo finalizadas a fim de indicar as causas e as soluções. Ainda esta semana serão decididos, com base nestes laudos, prazos e a licitação necessária”.

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Chalita em leilão

A coluna deste fim de semana
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O deputado federal Gabriel Chalita (SP), que mal entrou no PSB, está em leilão, disputado pelo PMDB e pelo PSDB. Em um ouvido, canta o vice-presidente Michel Temer. No outro, o senador Aécio Neves. O fato é que é quase certa sua saída do PSB se Gilberto Kassab se enfileirar pelo socialismo. Ainda nas hostes tucanas, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin também investe, e sonha com a volta do aliado para a legenda. Prova disso é que chalita emplacou nada menos que três secretários no governo de Alckmin.

Lá e cá

Escritor conhecido e educador com doutorado, Chalita divide seu tempo entre a Câmara e a sala de aula.

Na prateleira

Dono de uma marca invejável no mercado editorial, com 10 milhões de livros vendidos, acaba de virar parceiro de Maurício de Souza em nova série da Turma da Mônica.

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O Congre$$o em ebulição

A coluna desta sexta-feira
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Vídeos de hoje - boletim de TV do colunista e velório de José Alencar no Planalto

Mesmo diante do corte no Orçamento, um movimento escancarado de deputados e senadores da base governista, incluindo também tímidos oposicionistas, faz pressão junto aos ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Guido Mantega (Fazenda) e até na própria presidente Dilma Rousseff por um descongelamento de emendas parlamentares detidas nos restos a pagar deste ano.

A turma suprapartidária reivindica a liberação dos valores, desde 2007, para valores que sejam destinados pelo menos às obras em execução, que tiveram parcelas já liberadas e foram paradas. Para sensibilizar o governo, lançam mão do discurso de conseqüências políticas - a chiadeira dos prefeitos é grande – e econômicas, porque muitas prefeituras já interromperam obras importantes.

Ei, você aí...
O grupo de senadores e deputados chegou até a apelar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tô nem aí

Mas quem tem trabalhado dia e noite com a presidente Dilma, quem realmente tem a chave do cofre hoje, diz que ela nem ouve.

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