Arquivo de March 2011

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Alencar quis disputar o Planalto em 2010

A coluna desta quinta-feira
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O ex-vice-presidente da República José Alencar queria se candidatar ao Palácio do Planalto antes de o então presidente Lula escolher a ministra Dilma Rousseff para a sua sucessão. No final de 2009, embora já ciente da condição de pré-candidata de Dilma, Alencar falou para aliados mais próximos do PRB que seria candidato, mesmo combatendo o câncer.

A calorosa receptividade do público em vários momentos o motivou. "Se Deus me deu saúde, é porque tenho uma missão". Uma pesquisa nacional um mês depois, no entanto, contendo o seu nome, o desestimulou. Alencar apareceu apenas com 10%. Um detalhe: Ele nunca falou com Lula sobre o sonho da candidatura.

Alencar nunca contou isso a Lula. Contaria, obviamente, se decidisse ser pré-candidato, diz um amigo do saudoso ex-vice.

E aí?

Apesar do índice, aliados do PRB ainda tentaram convencer Alencar. Cantavam o trecho de música "E agora, José". E ele, mineiro precavido, tratou de desfazer a expectativa com outro trecho: "Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento".

Guerreiro

Alencar tinha extraído 14 tumores malignos quando decidiu se candidatar à Presidência.

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Alencar ainda sonhava com o governo de Minas

A coluna desta quarta-feira

Toda vez que era interpelado por alguém como José de Alencar, o mineiro não se deixava contaminar pela ironia ou constrangimento diante do interlocutor, mas deixava claro que era apenas mais um. Foi assim com este repórter no início do ano de 2000, ao telefone: “Meu filho, José de Alencar foi um grande escritor brasileiro. Sou apenas um José Alencar”. O grande político mineiro tinha um sonho, confidenciado a este colunista há poucos meses: queria ser o governador de Minas Gerais. Com ou sem o câncer.

José Alencar ainda tomava uma cachacinha, escondido da dona Marisa, mesmo proibido pela equipe médica. Fazia muito isso durante voos no seu jato Citation X, entre amigos.

Alencar era um apreciador da pinga. É da família a marca Maria da Cruz, distribuída para bares de Norte a Sul. “A cachaça é tão forte que, se colocarmos num carro, ele anda”, disse José Múcio ao colunista certa vez.

Numa churrascaria em Brasília, há dois anos, ao ouvir do garçom que não havia a Maria da Cruz, ele retrucou, para gargalhada da mesa: “Meu filho, você tem problema de cadastro?”.

José Alencar Gomes da Silva era flamenguista. Sempre teve uma bandeira do clube em sua mesa na vice-presidência.

Ele preferia a compra dos caças da Boeing pelo governo, na licitação da FAB, os famosos F-18. “São os melhores em aviões”, resumiu ao repórter certa vez.

Ex-centro avante do Nacional Atlético Clube em Muriaé, sua terra natal, voltou ao estádio há cinco anos e cantou todo o hino, para a surpresa dos dirigentes e jogadores, que desconheciam a letra.

Para Alencar, a queda da taxa de juros pagaria dez PACs.

Aos 18 ele pegou empréstimo com o irmão mais velho para abrir A Queimadeira, sua primeira loja de tecidos. Detalhe: reclamou, e muito, dos juros impostos pelo irmão.

O melhor amigo em Minas Gerais era o primo Zezinho, com quem conviveu até os 16 anos. É um humilde cozinheiro de beira da BR-116 em Miradouro, onde ainda trabalha no seu restaurante Frango com Quiabo.

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Um café ao crepúsculo

Republicando...

jb


- Alô, senador?

- Olá, como vai você?

- É o Leandro.

- Leandro do JB, e de Muriaé...

Assim se dava todo início de conversa nossa por telefone, quando o então senador José Alencar me concedia pequenos depoimentos sobre assuntos sócio-políticos no início dos anos 2000 – diga-se de passagem, num português corretíssimo que permeia sua dicção até hoje.

Anos se passaram, eu e Alencar só nos conhecíamos por telefone, e aumentou aquela curiosidade de conhecer pessoalmente um conterrâneo que chegou ao poder máximo do Brasil (ter sido vice-presidente de Lula não foi um cargo à sombra, ele ocupou o poder por mais de 365 dias). Quis o destino que nos encontrássemos em Brasília, em algumas ocasiões em que só os apertos de mãos celebrassem sorrisos rápidos.

Com tantos telefonemas desde 2000, tantos rápidos apertos de mãos, sentia que faltavam os nossos olhares, não os protocolares de encontros ocasionais. Necessitava do bom papo de mineiros ao sabor de um café passado, de causos que só ele poderia contar do alto de sua saga empresarial e política. Fiquei praticamente dois anos, em mensagens oficiais e esporádicas, à espera de um encontro.

Num início de noite, exausto no escritório, de olho nas notícias da internet, recebi um telefonema. A voz um pouco embargada do outro lado da linha denunciava um sotaque conhecido. Era a voz do poder.

- Você pode passar aqui amanhã para um papo? – indagou-me Alencar.

Diante do sim imediato do repórter, sem levar em conta horários, ele emendou:

- Mas não quero pergunta de compadre. Você pode perguntar o que quiser.

E no dia seguinte lá estava eu, paramentado como manda o figurino para esses protocolos. José Alencar, à ocasião, era o presidente da República em exercício, mas não usava o gabinete do presidente Lula. Sempre descartou isso.

Era uma quinta-feira. A ampla sala no anexo do Planalto parecia um gabinete papal. Silencioso, à meia luz, pequenas esculturas, provavelmente presentes, espalhadas por mesas e estante. Levantou-se animado, tirou os óculos e cumprimentou-me. Dali, até o fim do papo, foram praticamente três horas de conversa. Eu, ele e um amigo jornalista que levei.

Alencar foi solícito – a ponto de, diante do repórter inquieto preocupado com agendas vespertinas, desabafar num tom amigável: “Não se preocupe comigo, podemos passar a tarde aqui”.

Alencar contou de memórias de sua juventude em Minas. Presenteou-me com um livro que relata, em fotos e textos, a construção de seu império têxtil, sem pompas, e seu semblante e comportamento desnudavam a imagem não de rei, mas de um súdito sempre disposto a felicitar seu interlocutor. Revelou pequenas anedotas e casos da campanha fracassada para o governo de Minas em 1994. Chorou ao ler uma das numerosas cartas que recebe de admiradores – vejam, era o presidente da República chorando à minha frente, não tinha ideia do que viria: “complete a leitura para mim”, soluçou, ao passo que o atendi de pronto. E a tarde não parecia ter fim.

Saí da reunião mais encantado com a figura do ilustre conterrâneo. Dei uma volta pelos jardins do anexo, à procura do táxi que chamara, e depois de voltas e voltas ali encontrei o motorista parado, com cara de paisagem e sorriso à meia boca, em frente à entrada do gabinete do homem. Suspeitei de algo e ele soltou:

- Acabo de ver o grande José Alencar – disse-me, já ligando o carro.

“Eu também, e você não sabe o que perdeu”, imaginei, também sorrindo com os olhos.

Desde o ronco do motor do táxi naquele crepúsculo de dia quente em Brasília, até o momento em que você está lendo este texto, a expectativa é imutável. Se cada brasileiro passasse pela experiência de conviver, por poucas horas, com o brilhantismo deste homem, ficaria a esperar depois de cada tilintar do telefone uma voz rouca a convidar: “Passe aqui para um café”.

Nota do repórter - por outra oportunidade, em novo encontro com o vice-presidente no mesmo gabinete, conversamos por mais de uma hora. Lembro de uma frase: "O problema do Brasil é a impunidade".

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Os dois PVs em guerra

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jb

Ex-candidato ao governo de São Paulo pelo PV, o advogado e ambientalista Fábio Feldmann prevê que o partido entrará numa luta interna nos próximos meses, após a derrota do grupo da presidenciável Marina Silva pelo comando da legenda. “Existe um abismo entre o PV da sociedade, que deu 20 milhões de votos a Marina, e o PV real, que deve se atualizar”, comentou Feldmann. Para ele, o partido deve entrar numa fase de ajustes e se tornar “mais viável para 2014”. “O Lula precisou de quatro eleições para ganhar. Mas o tempo do PV é menor que isso”, complementou Feldmann.

Mais destaques de hoje

- CIA cala Clinton em Manaus
- Marina leva chá do ex-presidente americano
- Schwarzenegger gasta R$ 58 mil em jóias no Brasil
- MPT fecha cerco a Canhedo
- Eduardo Paes em SP
- Boxe fajuto em SP
- A revolta do canteiro


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A peãozada manda o recado

jb

A literatura social de relações de trabalho no Brasil conta avanços e retrocessos no contato patronal-sindical. Mas passa por transformações calorosas, vide a quebradeira dos operários da Camargo Corrêa usina de Jirau, por melhores condições de labuta.

Há dois anos, em canteiro da mesma empreiteira em Barro Alto (GO), numa obra da mineradora Anglo American, a peãozada – contaram-se uns 300 - aniquilou todo o alojamento, queimou colchões e arrasou o refeitório, relatou bem o repórter do JB Vasconcelo Quadros. Tudo porque a um deles foi negada uma cerveja numa calorenta tarde de domingo.

Vale lembrar que os pioneiros em revolta de canteiro foram os operários da extinta Construtora Pacheco Fernandes Dantas, que construía Brasília, conhecida por maltratar seus pedreiros. Em 1959, além de cortar a água de banho, os patrões obrigaram a turma a se revezar durante 24 horas, e com salário retido no carnaval. Uma quentinha (marmita) estragada foi o estopim, e 1.300 se revoltaram.

Levaram bala da Guarda Especial de Brasília. Oficialmente, oito morreram e 60 ficaram feridos.

Não é de hoje que grandes empreiteiras financiam governos e abocanham lucros às custas do suor mal pago de seus funcionários. A eles, e aos supracitados, a homenagem do blogueiro.

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A Virgin quer o céu brasileiro

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jb

O dono do grupo Virgin, Richard Branson, rasgou elogios ao Brasil ontem,durante sua passagem pelo II Fórum Internacional de Sustentabilidade em Manaus, e revelou que a sua companhia aérea Virgin Atlantic só espera a chegada de um Boeing 787 para começar a voar para o Brasil. Mas, para alívio das aéreas nacionais, Branson negou que tenha interesse em abrir uma companhia aqui no Brasil, mercado em ascensão. Por ora.

Branson é fundador da conhecida gravadora Virgin Records, mas tornou-se celebridade mesmo por suas aventuras. Voou o mundo num balão e quer construir um avião para levar pessoas ao espaço.

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O inchaço da Esplanada

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jb

Em tempos de cortes de orçamento, o governo federal chegará a 40 ministérios, em sua maioria para acomodar aliados, acusa a oposição. A presidente Dilma Rousseff criou a Secretaria de Aviação Civil, com status de pasta – que abrange a Anac e a Infraero – e prevê mais dois, o da Micro e Pequena Empresa e da Irrigação. O PSDB prepara estudo para criticar a presidente Dilma e os gastos com folha e comissionados. O líder do partido na Câmara, Duarte Nogueira (PSDB-SP), lembra que o ex-presidente FHC deixou para o ex-presidente Lula 26 ministérios.

Da gaveta

A Secretaría de Aviação é um projeto antigo que dormiu na gaveta do ex-presidente Lula durante os oito anos de mandatos. O projeto foi apresentado pela cúpula do PT ao chefe em 2002.

Chega pra lá...

A intenção principal desta nova secretaria-ministério do setor aéreo é tirar o poder dos militares, que ainda mandam muito na Infraero, diz um graúdo petista.

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O trem ainda fantasma

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jb

Às vésperas da licitação da obra do trem-bala Rio-São Paulo, o governo federal depara-se com um contratempo que pode descarrilar o processo. O Ministério Público Federal no DF está de olho no que considera uma série de irregularidades constantes do projeto. O MPF-DF solicitou ao procurador-geral da República que questione, no Supremo Tribunal Federal, a constitucionalidade de artigos da Medida Provisória 511/2010, que prevê medidas para assegurar a sustentabilidade econômico-financeira do BNDES como financiador do TAV (à ocasião da edição da MP, a coluna publicou ano passado a polêmica).

Agora, a possível crise à vista: de acordo com o MPF, a MP em questão deturpou o sentido da contragarantia, ao prever que seria oferecida à União ações da concessionária, as quais não teriam nenhum valor em caso de falência. Ou seja, se o trem “descarrilar”, a “Viúva” paga a conta.

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Dilma enquadra Obama: só petróleo, não!

A coluna desta quarta-feira
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Na conversa reservada de 50 minutos que ambos tiveram no domingo, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff e o colega americano Barack Obama conversaram muito sobre a Petrobras, as atuais explorações de óleo do país e, óbvio, sobre o pré-sal. Representante do maior consumidor mundial de petróleo e derivados, Obama ratificou o interesse em negócios futuros no setor. Mas Dilma foi taxativa: “Não queremos apenas exportar óleo cru, mas agregar valor a ele”. O recado foi claro. Os EUA terão de ceder, paulatinamente, em seu duro protecionismo aos produtos brasileiros.

Mais destaques de hoje

- Bill Clinton e Schwarzenegger no Brasil
- A biblioteca de Delfim
- Itamar quer pão de queijo
- Mais crise de corrupção em Brasília
- Geddel em palanque virtual
- Taekwondo do Brasil no Peru
- O telefonema secreto de Marco Aurélio Garcia


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Farpas no banquete

A coluna desta terça-feira
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O primeiro encontro entre (quase) todos os ex-presidentes da República – com exceção de Lula, que preferiu um churrasco em São Paulo – não poderia passar sem algumas farpas, mesmo que amigáveis. No almoço oferecido a o americano Barack Obama, no Itamaraty, no sábado, a presidente Dilma Rousseff testemunhou o reencontro de Fernando Henrique Cardoso com Itamar Franco. O mineiro saiu da mesa vizinha e se aproximou da presidente, no que foi interpelado por FHC risonho: “Olha, Dilma, o Itamar é encrenqueiro, hein”. E o provocado, sem perder a diplomacia: “Não, senhor. Nós, mineiros, somos aquietados”.

Mais destaques da coluna de hoje

- A tragicomédia da "vovó do PSTU" presa
- PDT quer plebiscito para voto
- Brasília, a capital da multa
- Paraíso em risco em Niterói


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Como assim, Brasil?

Comentário do blogueiro

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de anunciar oficialmente, em sua passagem por Brasília, o ataque a forças militares da Líbia, comandada pelo ditador assassino Muammar Kadafi, pode ser uma saia justa para o governo brasileiro.

Isso porque, há poucos dias, o Brasil se absteve de votar na ONU sanções ao governo líbio, a exemplo de outros países, no que concernia à criação de zona de exclusão aérea naquele país.

Para um governo que insiste - desde a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva - em ser integrante permanente do Conselho de Segurança da ONU, a decisão de se abster não é boa. Ou votasse sim, ou não. E basta. Indecisões não são bem-vindas no Conselho.

E se nesta ocasião da visita de Obama, o Brasil compusesse já o Conselho de Segurança? Diante da pressão norte-americana na presença de seu próprio presidente, iria se abster?

A decisão do Brasil na ONU é soberana e teve suas justificativas, mas surge na imprensa um fato que causa outra saia justa, e remete ao âmbito econômico, que, por ora, não pode ser levado em questão como um dos motivos da abstenção do Brasil na ONU, mas causa estranheza: o fundo líbio de investimentos comandado pelo ditador Kadafi quer investir R$ 1 bilhão em obras do PAC de um canal de transposição do Rio São Francisco na caatinga da Bahia (O Globo), e já enviou US$ 1,5 milhão para estudos técnicos.

Perguntar não ofende: isso interferiu na decisão do Brasil?

Por outro lado, EUA, Reino Unido e França, que lideram os ataques a bases militares da Líbia com a justificativa de que precisam libertar o povo de seu ditador sanguinário, que perdeu o controle da nação - e o juízo - devem responder a outra pergunta: por que só agora?

EUA, Reino Unido e França tiveram 42 anos para depor Kadafi e "libertar" o seu povo. E não o fizeram.

O petróleo líbio explica. Ele não chega a seu destino ocidental desde que a revolução eclodiu.

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As ‘Angras’ em debate

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Bastou o acidente com as usinas nucleares no Japão e o risco de contaminação radioativa em todo o país para voltar à tona o debate sobre a segurança das usinas nucleares de Angra dos Reis, no litoral Sul do Rio. Três comissões do Senado – Ciência e Tecnologia, Infraestrutura e Meio Ambiente – vão realizar audiências públicas com autoridades do setor na quarta e quinta-feira. Integrantes do Gabinete de Segurança Institucional também foram convidados. A pergunta mais frequente nas alas do Senado é: A usina sobreviveria a uma tsunami?

Mais destaques da coluna

- PMDB construirá sede de R$ 20 milhões
- 110 cultivadores de orgânicos perdem tudo no Rio
- PSDB mira o trem-bala

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A bronca da presidente

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A coluna cantou a bola em primeira mão: num ato ufanista, sindicatos e movimentos sociais do Rio – entre eles CUT, UNE, MST e outros - organizam protesto contra Obama na Cinelândia para domingo. Não deu outra. A presidente Dilma soube que setores do PT estão nesse grupo e mandou o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e dirigentes do PT carioca debelarem o “motim”. Até ontem, UNE e CUT tinham cancelado seus atos. Mas PSOL, PSTU e sindicatos ligados aos partidos manterão a programação, com faixas nas ruas.
Atualização, sexta, 9h25 - Obama desistiu de discursar na Cinelândia. Deve fazer um discurso para platéia seleta dentro do Teatro Municipal, na mesma praça. Os protestos, no entanto, continuarão do lado de fora.

Mais destaques de hoje

- Detalhes de Obama no DF
- PSDB x operadoras de energia
- O dep. federal que morou em Sendai
- Membros do PSC brigam para nomear filhos em ministério


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Entre a lama e o choro

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Com pelo menos cinco municípios prejudicados por chuvas no Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) virou o alvo no Congresso de romarias de prefeitos do estado atrás de recursos retidos pela União. Ela levou um grupo ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e recebeu dele a garantia de que vão ser liberados restos a pagar a partir de 2007, desde que obras e programas já estejam com execuções financeiras em andamento. Houve prefeitos que choraram. Sob o cerco do MP, um deles tem até mandado de prisão por conta de pagamentos não concretizados.

Mais destaques da coluna

- PSB em perigo com Alckmin
- Tucanos se revezam em comissão do Senado
- Kassab sem o PSB
- PDT no divã
- Maria da Penha Brasil adentro


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O Partido Rural

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O lançamento da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, ocorrido ontem em Brasília com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, é apenas o pontapé para um projeto mais ousado do grupo suprapartidário composto por 223 deputados e senadores.

Alguns desta turma, insatisfeitos com suas legendas, muito discretamente já negociam a criação do Partido Rural, na esteira do que pretende fazer o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com o futuro PDB. Mas só levarão o projeto à frente se o paulistano tiver sucesso em sua empreitada política: o drible na punição por suposta infidelidade partidária.

Mais destaques na coluna

- As armadilhas de Aécio contra Dilma
- SENAI e Sesi darão R$ 26 milhões
- MMA comemora menos 5 bilhões de sacolas plásticas
- A lista das prioridades da reforma política
- O PAC dos Concurseiros


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Sindicatos do Rio contra Obama

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O presidente americano Barack Obama, em sua visita oficial ao Rio no fim desta semana, fará um discurso a céu aberto na Cinelândia, para a população, a exemplo do que fez antes mesmo de tomar posse em cidades da Europa (Obama lotou e parou o Centro de Berlim à época). Mas nem tudo será festa para Obama. Em nota, a Plenária dos Movimentos Sociais do Rio divulgou que o presidente é persona non grata no Brasil, por causa do ainda reinante, segundo eles, imperialismo americano na América Latina.

Os sindicalistas querem fazer barulho. Marcaram reunião para amanhã, no Sindipetro, para organizar atos pacíficos de protestos. “Obama tem reiterado que o objetivo fundamental do seu governo no setor externo é reafirmação da hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar”, diz a nota. Os sindicalistas querem mesmo é aparecer. E o ponto alto pode ser justamente durante o discurso do americano na Cinelândia. A nota é assinada por UNE, MST, CUT, CTB, entre outras entidades.

Tríplice aliança

O discurso da Cinelândia foi tratado ontem entre o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

Eu quero, e mando

Apesar da resistência de sua segurança, Obama insiste em conhecer o morro Chapéu Mangueira, no Leme, Zona Sul do Rio, conforme noticiou em primeira mão a coluna. É que ele é fascinado com as histórias contadas pela mãe, fã do filme Orféu do Carnaval, rodado no local.

Mais destaques da coluna de hoje

- Os bilionários brasileiros que a Forbes não viu
- Paulo Bernardo fala da banda larga
- Lupi com mais empregos
- Greve dos profissionais de TI em SP
- Morretes, paraíso enterrado no PR
- Mais uma da Durval Produções


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Em carta, Durval Barbosa defende Agnelo

Abaixo, a carta escrita pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, que denunciou políticos em vídeo com entrega de propinas. Na carta, repassada por fonte ligada a Durval, ele defende o governador petista Agnelo Queiroz. A dúvida é saber o porquê dessa situação toda.

“ Vejo com muita tristeza esses comentários maldosos que estão fazendo a meu respeito. Muitas têm sido as pessoas que usam o meu nome para, num gesto de insensatez, obterem favores de alguma forma. Em nenhum momento tive a intenção de constranger qualquer pessoa, pois essa postura não faz parte de meu comportamento, principalmente o Governador Agnelo que nunca atuou contra mim. O que eu faria, se tivesse os instrumentos, seria entregá-los às autoridades, como sempre o fiz.

NÃO ENTREGUEI NADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO recentemente, contra qualquer pessoa, sejam vídeos, sejam novos fatos, pois são com essas autoridades que tenho e mantenho o compromisso de lealdade inarredável.

Os comentários que circulam e nomeiam pessoas como "alvos", são meras especulações, vindo à tona por pessoas que querem intranquilizar a administração da nossa Capital. Não tenho a menor vocação para contranger pessoas. Ao contrário, desejo que a normalidade seja restabelecida. Sem sobressaltos.

Tenho tido notícias de que várias pessoas usam o meu nome para fazer, desfazer e até empregar-se. Desautorizo essas atitudes. Ressalvadas aquelas que as credencio formalmente.

Desejo ao Governador e sua equipe muito sucesso em sua administração.

Sinceramente
Um abraço de DURVAL BARBOSA"

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A reforma da ética. Ou a ética na reforma

jb
jbjb
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No sentido horário, a trupe - João Paulo Cunha, Jaqueline, Cid, Eunício e Lobão


A coluna Holofote, da Revista Veja deste domingo, traz a revelação de que a presidente da República, Dilma Rousseff, endureceu o jogo com a mineradora Vale. Ou ela paga R$ 7 bilhões em tributos devidos, ou perderá a sua mais lucrativa lavra de licença de exploração, a de Carajás - que, aliás, até esta sexta estava suspensa judicialmente.

Dilma incumbiu seu ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de tratar do assunto. Aí surge das profundezas do subsolo eleitoral um agravante. Reeleito senador pelo Maranhão, Lobão recebeu da mineradora nada menos que R$ 2 milhões em doação para a campanha, segundo a revista. O dinheiro foi depositado para o PMDB há poucos dias, e repassado para... Edison Lobão.

Cabe a mais normal pergunta de um cidadão: e como fica nessa contabilidade a conta da receita da União, tutelada pela chefe do ministro?

Recentemente, outro caso claro de conflito de interesses desembarcou sem turbulências no subconsciente dos políticos opositores e aliados do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). Ele viajou com a família para Nova York em janeiro no jatinho do dono da fábrica de calçados Grendene, que tem três unidades no estado administrado por Gomes. Até aí, nada demais. A polêmica é que o empresário, que também doou para a campanha de Gomes, ganhou recentemente do governo estadual uma isenção fiscal por mais 15 anos. Num país com uma oposição séria, um claro caso de impeachment.

No carnaval, um infortúnio incidente com um helicóptero em que estava a filha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) trouxe à tona um episódio comum na política nacional: a omissão de bens da Receita Federal. A aeronave, como denunciou esta coluna, prefixo PR-ELO, não foi declarada na relação de bens do então candidato. Detalhe, o ego o entrega: o prefixo ELO é de Eunício Lopes Oliveira.

No meio da semana passada, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) surgiu nos sites e na TV como a mais nova estrela dos vídeos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF na gestão de José Roberto Arruda e ex-chefe da Companhia de Desenvolvimento e Planejamento do DF, que, na função dos dois cargos, há anos pagava mensalão a autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, no chamado mensalão do DEM. Jaqueline pega um maço de R$ 50 mil, na campanha de 2006. Em nota divulgada, diz que foi vítima e que o sistema político precisa de uma reforma urgente.

Na mesma Câmara dos Deputados onde Jaqueline será investigada - assim se espera - a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa, será comandada pelo deputado federal reeleito João Paulo Cunha (PT-SP), denunciado na esteira do mensalão petista de 2005, réu no STF e ainda hoje na condição de suspeito, alçado ao cargo atual sem qualquer constrangimento do seu partido, e com salvas de palmas.

Diante desses gritantes e recentes casos, o que surge aos olhos da população como um escárnio desrespeito ao cidadão que preza pela ética, figura na lista rotineira dos supracitados como algo comum respaldado pelo poder que lhes é concebido.

Em voga no Congresso, a esperada Reforma Política deveria começar pela ética. Da consciência dos que acham que a prezam.

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Maia não prevê reforma política para este ano

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O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse à coluna que não tem indicações no Congresso de que haverá a reforma política este ano. Tema tão propalado nas duas Casas como prioritário, que já contam com comissões para debate, a reforma é polêmica e promessa de gestões há décadas. Maia lança mão justamente da falta de consenso para mostrar o óbvio da morosidade. “Numa mesa com três pessoas, se você perguntar o que cada um propõe, verá projetos diferentes”.

Mais destaques

- Lula e a aproximação com a direita
- Nova tropa no Haiti
- Dilma na China
- A volta do IUPERJ
- Expo no Arquivo Nacional


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O poder de Dilma na Líbia

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Foi uma vitória diplomática do governo brasileiro, principalmente da presidente Dilma Rousseff, que se empenhou pessoalmente na negociação, a liberação do jornalista Andrey Netto pelas autoridades líbias ontem. O jornalista, segundo informações que chegaram à presidente, entrou na Líbia sem visto e ajudado por um líder rebelde. Por volta das 15h30, horário de Brasília, Dilma recebeu aliviada no palácio um telefonema do embaixador do Brasil com a confirmação de que o repórter estava com ele num carro. Andrey dormiria ainda ontem na Embaixada do Brasil em Paris. E seguirá hoje para São Paulo.

Mais destaques de hoje

- Sarney e Napoleão
- Pito de Dilma no Lobão
- PSDB cobra Funset
- A pauta dos sindicalistas no Planalto
- O alerta da Receita

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A expectativa dos que não foram

A coluna desta quinta-feira
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Cresce em Brasília a expectativa em torno do futuro voto do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, a respeito da Lei Ficha Limpa. A decisão de desempate de Fux sobre a retroatividade ou não da lei é o ponto máximo. Juiz de carreira há 30 anos, Fux está acostumado a polêmicas e já deu a entender que deve decidir logo a situação, bem baseado. Há nos corredores da toga a notícia de que não será surpresa se Fux derrubar a retroatividade, tão questionada. Nesse caso, o cenário político mudará muito em Brasília. Só para citar dois casos de peso no Senado, vindos da Paraíba e Pará, respectivamente: sobem à Casa Alta Cássio Cunha Lima (PSDB), no lugar de Wilson Santiago (PMDB), e Jader Barbalho (PMDB), em lugar de Marinor Brito (PSOL). Cássio foi impugnado por ter sido cassado como governador, e Jader, pela renúncia ao próprio Senado anos atrás em meio a denúncias de quebra de decoro.

6 por meia dúzia

Se isso ocorrer, dentro do contexto citado, nada muda para o governo na Casa. O Planalto ganha um aliado, Jader, no lugar da socialista opositora; e um adversário, Cunha, em lugar do pemedebista Santiago.

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Quando um bem cai do céu

A coluna desta quarta-feira
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Há infortúnios patrimoniais que vêm à tona – ou caem do céu, como este caso – e desnudam artifícios usados principalmente por políticos para driblar a Receita Federal e os holofotes eleitorais. Deu-se que a filha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), Marcella Oliveira, um acompanhante e o piloto de um helicóptero sofreram um acidente num pouso forçado anteontem nas cercanias de Brasília. Todos passam bem. Mas a turbulência pode sobrar para o senador. A aeronave é sua. Até aí, tudo bem, o senador declarou na campanha de 2010 bens no total de R$ 36.737.673,19. O problema é que o modelo Esquilo AS 350 da francesa Eurocopter, que não sai por menos de US$ 2 milhões (um usado), não aparece na lista declarada. E apesar de a contabilidade do senador escondê-lo nas nuvens, o seu ego o entrega. O prefixo do helicóptero é PR-ELO – as três últimas letras significam Eunício Lopes Oliveira.

No ar

Eunício tem 44,6% da Confere Comércio e Serviços de Alimentação, onde a aeronave está registrada segundo dados da aviação geral – cujo valor declarado de cotas societárias (R$ 691.395) é muito menor que o do preço do helicóptero no mercado.

No ar 2

Eunício também tem, na sua declaração de bens, 40% do total de R$ 100 mil na empresa de táxi aéreo Confiança, em Fortaleza.

Fora do ar

A coluna tentou contato por telefone ontem com o senador, e com as duas empresas, sem sucesso.


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O salto alto das mulheres no mercado

A coluna desta terça-feira
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Um levantamento recente do Ministério do Trabalho comprova que a mulher brasileira segue uma linha ascendente de ocupação nos altos postos do mercado – principalmente entre 2006 e 2010. As mulheres também predominam no cenário da administração pública, defesa e seguridade social. Em 2006, essas três atividades empregavam 7.749.359 pessoas, sendo 4.511.079 mulheres e 3.238.280 homens. Já em 2010, o salto feminino: de um total de 8.813.762 funcionários, elas ocupavam 5.191.072 postos, contra 3.622.690 homens – Em suma a participação delas nesses mercados subiu 15,07%, enquanto o grupo masculina alcançou 11,87%. Os dados são da Relação Social de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

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O troco do Brasil a Kadafi

A coluna desta sexta-feira
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O governo brasileiro deve se abster de entrar na negociação “de paz” a pedido do ditador da Líbia, Muammar Kadafi. Um episódio de 2003 pode explicar o silêncio do Itamaraty. Kadafi não é desrespeitoso apenas com seu povo, como também com líderes internacionais. O ex-presidente Lula sentiu isso na pele quando foi visitá-lo em Trípoli. Lula teve de ficar confinado toda a manhã e parte da tarde num hotel à espera do chamado de Kadafi, por razões de segurança do ditador.

No fim do dia, assessores líbios mandaram Lula se preparar duas vezes para sair, mas as operações foram abortadas. Irritado, o brasileiro não se segurou: “Fala pra esse cara que sou o presidente do Brasil. Se ele não me receber agora, vou embora para o aeroporto. Não vou fazer papel de bobo aqui”. E foi recebido em local desconhecido horas depois.

O caso lula-Kadafi está relatado no livro “Viagens com o presidente”, dos repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa.

Nunca antes

Como dizia o próprio ex-presidente Lula, nunca antes na História daquele país, um presidente levou um chá de cadeira – ou hotel – tão prolongado.

Mais destaques

- CNM cobra valor do Fundeb ao MEC
- Marco Maia dá caixinha a comissões
- A possível volta de Jader Barbalho
- Senado pode ter CPI do Tráfico de Humanos
- PSOL quer 10% do PIB para Educação
- Tucano cobrará Itamaraty na Comissão de Relações Exteriores


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O seguro atropelado

A coluna desta quinta-feira
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Embora não tenha tido ainda autorização do PT para instalar a CPI do Seguro DPVAT, o federal Weliton Prado (PT-MG) tem viajado o país e coletado documentos para respaldar a investigação. Esteve em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro. “Vou percorrer todos os estados, a fraude é nacional”, diz o parlamentar, que pretende acionar a Polícia Federal e tirar as polícias civil dos casos, porque descobriu que há uma quadrilha comandada por um escritório de advogados atuando em várias capitais. Os advogados, aliados a policiais, forjam acidentes e recebem o seguro, em muitos casos usando laranjas, que surgem como cobaias e ficam com uma comissão.

Mais destaques

- A assinatura do Tiririca
- O Harry Potter do Senado
- Hélio Costa na berlinda
- PMDB não se entende por cargos
- Fux, o 4º do STJ a subir
- UNE volta às ruas... em causa própria


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Rebelião no PMDBTur

A coluna desta quarta-feira

Os pemedebistas que mantêm tradicionais emendas parlamentares para o Ministério do Turismo estão revoltados. Não esperavam que a pasta, agora sob a tutela do partido, tivesse os maiores cortes do Orçamento. A bancada do turismo cobra explicações do comando do partido, mas o vice-presidente Michel Temer anda calado. Parlamentares de outros partidos aliados também choram. Só para um exemplo, o federal Ariosto Holanda (PSB-CE) esbraveja. Perdeu R$ 5
milhões.

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No chão, mas sobre rodas

A coluna desta terça-feira
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Dentro de um mês, um Boeing 737-200 da falida Vasp será o primeiro avião leiloado pelo programa Espaço Livre, do Conselho Nacional de Justiça em parceria com a Infraero e a Anac. A 1ª Vara de Falências de São Paulo cuidará do assunto. A decisão de iniciar a venda dos ativos da Vasp foi tomada quinta-feira pela Comissão Executiva do Espaço Livre. Já o ex-dono da voadora, o empresário Wagner Canhedo, continua a voar em céu sem turbulência em Brasília. Aliás, em terra firme. É dono da Viplan, uma das maiores empresas de ônibus municipais do país.

Mais destaques

- Crise no nanico PRTB
- Mais 2,2 milhões de celulares em janeiro
- A onda salarial dos R$ 600 pelos estados
- PAC dos cursinhos
- CNI de olho no governo
- Deputado acusa prefeitura de dar hospital a igreja
- O rally de Barretos


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