Arquivo de October 2010

RSS Feeds

O circo

jb


O circo acampa em nossas cidades de quatro em quatro anos. Nele não há leões, nem macacos, ursos ou elefantes. Traz uma miscelânea de gente afoita pelo prestígio e pelas palmas, chegam a pagar por elas. O espetáculo é pífio. Às vezes a plateia ganha, em outros casos perde, e a banalidade é o tema das apresentações na maioria dos shows.

No circo existem, sim, artistas que fazem de tudo para conseguir um voto da plateia que vai às urnas. Neste circo, cada artista é um candidato, a conseguir algo, como dinheiro, privilégios, ou com o bom intuito de ajudar o próximo.

Apresentando-os, o candidato trapezista sobe nos outros para alcançar os votos de sucesso. O equilibrista mantém a pose para não cair no próprio truque. O contorcionista se torce todo para não ser espremido pelos concorrentes. Os dançarinos dançam conforme a música do poder, o palhaço usa terno e gravata, e o grande mágico consegue votos até de fantasmas. Incrível, mas esse truque funciona.

O domador mantém os seus eleitores adestrados. E muitos ainda batem palmas. Que grande espetáculo! E o show não para, nunca para. Há uma cumplicidade viciosa sobre a lona que protege o mundo. O protege da verdade.

Enfim, este show exige um único preço, paga-se com a confiança, entra e não há jeito de sair. O circo vai embora, mas sempre volta. Ele vai e deixa alegrias, rancores, promessas e saudades, mas retorna, e com o mesmo espetáculo.

Do livro Corra que a política vem aí (Litteris), crônicas, 2010. Aqui Charge de Aliedo

 Comentar

“Fielzão” vai abrir a Copa de 2014 em SP

A coluna deste domingo
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

Será concluído em novembro e divulgado o segundo projeto de construção do estádio-sede do Corinthians na região metropolitana de São Paulo. E o comando da CBF já trabalha para fazer dele a sede da abertura da Copa de 2014. O projeto original previa 44 mil lugares sentados, mas agora passará a 68 mil a fim de se adaptar ao que a FIFA estipula como critério básico para as arenas que pretendem abrir ou encerrar o grande evento. O presidente do clube, Andrés Sanchez, conversa com o da CBF, Ricardo Teixeira, com acompanhamento direto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – um corinthiano “roxo”. É Lula quem angaria apoio no mercado para que um parceiro de peso invista na arena, o Fielzão. Lula quer porque quer assistir a abertura no Fielzão, e Teixeira não quer contrariá-lo.

Mais destaques

- Brasília e BH disputam abertura, sem tapetão
- Os números da renovação na Câmara e Senado
- Trem-Bala já tem três pais
- Legacy da tragédia voará para EUA
- O conselhão do Itamaraty no exterior


Siga o blog no Twitter

 Comentar

A Mega-Sena acerta na quadra

A coluna deste sábado
Leia a íntegra no
JB Digital

A Mega-Sena deve pagar hoje mais de R$ 5 milhões a quem acertar suas seis dezenas. Até aí, nada demais, há houve prêmios 10 vezes maiores que este. O fato é que desde a manhã desta quinta-feira há um rebuliço à boca pequena na Caixa, em Brasília, a instituição federal que banca o prêmio. Tudo porque o sorteio de quarta-feira (1226) repetiu quatro números que haviam sido sorteados no concurso de sábado (1225): o 31, 40, 50 e 55. Pura coincidência até que se prove o contrário, mas o curioso fato remete – e só reforça - aos já famigerados boatos do esquema do peso diferenciado de bolinhas previamente escolhidas e imantadas. Um e-mail apócrifo que circula há anos relata supostas fraudes, que não passam de brincadeira de desocupados, já revelou à coluna fontes da PF e do Ministério da Justiça.

+ Há, no entanto, o misterioso caso de um brasiliense, já revelado na TV há alguns anos: ele encontrou um bilhete da Mega marcado no pára-brisa do carro e com uma mensagem para que jogasse. Apostou e... ganhou.

+ Essa Mega vale um livro. Algumas boladas viram maldição. Lembre-se o caso de Rio Bonito, onde a mulher é suspeita de matar o marido René Sena. No interior paulista, onde o empregado que marcou o bilhete para o patrão e o chefe ficou com o dinheiro. E a do bolão que não foi registrado no Sul. Só para citar alguns.

+ E, para variar, há o caso também dos que ganham sem ter noção do que é. Vide o senhorzinho do interior paulista que ganhou uns R$ 70 milhões na Mega da virada e perguntou ao filho se o dinheiro... dava para reformar seu Fusca.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

As “urnas pendentes” do Maranhão

A coluna desta sexta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Novo embate na confusa eleição do Maranhão para o governo. O MP Eleitoral foi provocado por Flávio Dino (PCdoB), candidato derrotado por diferença de 4 mil votos contra Roseana Sarney (PMDB). Agora, um relatório de engenheiros eletrônicos, nas mãos do MP, acusa que em mais de 200 urnas foram constatadas as chamadas “pendências”. Ou seja, na totalização dos votos, quando o disco com dados de certa urna não é reconhecido pelo software, o sistema gera essa pendência, para ser averiguada, embora compute os votos. Constatou-se que todas estas 200 pendências são de urnas que tiveram votações muito depois das 17h, com votos acachapantes para a pemedebista. O grupo de Roseana nega qualquer fraude e acredita na Justiça.

Mais destaques

- O passeio do GDF em Londres
- Liquidação da BrasiliaTur pega diretor de surpresa
- MST manda recado para José Serra
- Juiz nega aborto de anencéfalo em MG


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

A banalidade do crime - comentário

Espantoso o crescente número de crimes, só no Distrito Federal, envolvendo adolescentes armados e drogados.

Nesta quarta-feira, 27, um adolescente matou com dois tiros um jovem de 26, na Asa Sul de Brasília, ao tentar levar seu carro recém-comprado.

Em Planaltina, cidade-satélite, outro adolescente disparou duas vezes contra um colega de 14, na porta da escola (!). O garoto está internado. Não é o primeiro crime deste tipo nas satélites.

Há de se discutir, o quanto antes, a redução da idade penal no país. Defendo isso. Congressistas já levantaram a questão, mas são barrados pelo clamor dos mais cautelosos - excessivamente cautelosos: não se deve mudar a lei por fatos pontuais.

Pergunto eu: pontuais? E os diários?! Esses são apenas dois exemplos, apenas os citados pela imprensa, apenas no DF. Todos os dias cada vez mais adolescentes de 13, 14, 16 anos são envolvidos em crimes com contrabando, assassinato, assalto, tráfico. Em Jundiaí (SP), a polícia descobriu nesta semana que um garoto de 12 comandava o tráfico numa favela. Com fuzil.

Numa tarde, em bom papo, um homem sério e que admiro me disse que o problema do Brasil é a impunidade. Falávamos de corrupção em todos os níveis e campos. Creio que isso serve também para o código penal brasileiro. Seu nome é José Alencar, o vice-presidente.

Enquanto não houver investimento sério em professores e escolas, não haverá educação de qualidade e quem prenda estes garotos na escola, e não nos centros de ressocialização, onde só aprendem a ter mais raiva do mundo e dos outros. E enquanto não houver uma reforma do código penal, mais e mais adolescentes vão cometer crimes assim, cientes de que o castigo é um tapa na cabeça e uma "Febem" onde vão se divertir até os 18 anos.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Casagrande e Cabral já unidos pelos royalties

A coluna desta quinta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Os governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, este recém-eleito para o cargo, já conversaram sobre a polêmica que está prestes a retomar o Congresso tão logo passe a eleição, e que envolve em cheio o orçamento dos dois estados: os royalties do petróleo. Ambos concordam que as emendas Ibsen Pinheiro e Pedro Simon são inconstitucionais. E também afinaram o discurso sobre a partilha em cima da exploração do pré-sal. Só aceitam a divisão dos royalties futuros desta camada para os campos ainda não licitados. “O que já foi contratado para o pré-sal não muda”, alerta Casagrande.

Mais destaques

- O implante capilar de Tião Viana
- Aeroporto de Vitória nas mãos do Exército
- Ferrovial obrigada a vender dois aeroportos na Europa

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Dino solta o verbo

Derrotado na eleição para o governo do Maranhão por apenas 4 mil votos, o comunista Flávio Dino soltou o verbo. Na entrevista à coluna (veja vídeo de 6 minutos na pág. 6 do JB Digital) ele acusa fraude. "Eu não contestaria nada se Roseana Sarney tivesse ganhado por 200 mil votos de diferença".

Dino também lamenta a ausência do presidente Lula e da candidata Dilma em sua campanha. Diz que havia um acordo informal de que, onde houvesse dois palanques da base, ambos seriam apoiados.

O MP Eleitoral investiga denúncias de compra de votos pela coligação do PMDB no Maranhão. O partido teria pagado contas de luz e água de moradores em lotéricas.

 Comentar (1)

Patrícia Amorim apita e bate pênalti na Câmara

A coluna desta quarta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Não é de hoje que os conflitos de interesses permeiam os meandros da política. O caso abaixo a vereadora carioca Patrícia Amorim (PSDB) prefere classificar de “convergências de interesses”. Patrícia, que também preside o Clube de Regatas Flamengo, aproveitou um projeto de lei do Executivo, o Pacotão Olímpico (44/2010), para incluir nas benesses um edifício semiutilizado do clube, que só dá despesa. O prédio de apartamentos fica em área nobre da Praia do Flamengo. Pela emenda aditiva nº 26, a vereadora o inclui na lista de imóveis com permissão para hotelaria, visando aos jogos de 2016. Deficitário, o edifício pode virar um pote de ouro para o clube, porque ficará disponível para a venda e, pela lei, o clube terá suas dívidas de IPTU e outros impostos municipais perdoados.

“Não há conflito de interesses e sim uma convergência, porque o Flamengo é um celeiro de talentos para os Jogos e não é beneficiado em nada”, informou a assessoria de Patrícia Amorim. Diz também que não há intenção de fazer do prédio hotel.

Mais destaques

- Revelações de Lula sobre Dilma
- O caixa para Alckmin no estado de SP
- "PT está velho", diz chefão
- A estranha ligação de Marina para cidadãos do DF


Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Voto impresso, o “antidoping da urna”, é lei para 2014

A coluna desta terça-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Não bastasse a polêmica sobre a obrigatoriedade ou não da apresentação de dois documentos – um com foto e o título de eleitor – que envolveu partidos, ONGs e o TSE às vésperas da eleição, outra polêmica aguarda a corte para 2014. O voto impresso nas urnas será obrigatório para o pleito daqui a quatro anos, lembra o federal Flávio Dino, relator da minirreforma eleitoral que incluiu o item na Lei 12.034 de 2009. Os ministros da corte não querem e o assunto ainda ganhará o Congresso. Para Dino, é apenas um “sistema de auditagem das urnas”. Pela lei, 3% das urnas de cada estado serão separadas para a conferência por técnicos, o que o deputado chama de exame antidoping do sistema. Nenhum voto, claro, será mostrado, mas o cruzamento de dados é importante, lembra o parlamentar.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Algo do presidente, muito sobre Lula

jb

Folclore, meias verdades, mentiras e especulações rondam a figura de um mandatário tão conhecido como um presidente da República, rei ou primeiro-ministro em qualquer lugar do mundo. Não seria diferente com um operário cuja interessante trajetória de vida o levou a sair de uma fábrica e comandar 200 milhões de brasileiros em menos de 30 anos.

Luiz Inácio Lula da Silva virou um mito político – só os livros de História hão de mostrar se mais pela trajetória ou mais pela gestão. O fato é que Lula diferenciou-se e há muito o país não consuma uma aprovação tão alta a um chefe de nação. Na quarta-feira, Lula faz aniversário. E esta comemoração é diferente. Estará a 64 dias de deixar o poder máximo do país depois de oito anos de mandato.

Por tudo isso, abaixo a coluna publica algumas revelações, algo sobre o político, muito sobre o Luiz:

- Lula recebe de 6 mil a 8 mil cartas por mês, com críticas, sugestões, mas a maioria de elogios. Todas elas são respondidas por uma equipe de assessores especiais. E todas elas guardadas. O presidente também recebe, por Correios, muitos presentes: artesanatos, terços e santinhos.

- Embora não frequente igrejas, ele é muito religioso e ora todos os dias.

- Até o fim deste ano, Lula vai à Basílica de Aparecida, em São Paulo, para agradecer pelos oito anos de gestão. Ele cumprirá uma promessa.

- Lula tem uma relação de amor pela África. Ele acha que o Brasil tem um imenso e impagável débito com o Continente. E depois de deixar a Presidência, continuará a visitar os países.

- Será criado o Instituto Lula da Silva, em São Paulo. É através dele, bancado por empresas, que o futuro ex-presidente fará sua agenda internacional de visitas, conferências, voluntarismo, aqui e no exterior.

- Quem deu a ideia de terceiro mandato foi o amigo e deputado federal Devanir Ribeiro, do PT paulista. Lula disse “não quero saber disso”, mas a história se espalhou.

- Dia 14 de dezembro, no Palácio do Planalto, o presidente Lula fará um balanção de suas duas gestões.

- Lula está assustado com o avanço do crack no país, que atinge mais aos pobres e interiorizou-se. O presidente quer o compromisso de quem sucedê-lo de que vai combater a droga com políticas públicas na Saúde aliadas a outras áreas.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Lula vai indicar novo ministro do STF

A coluna deste domingo
Leia a íntegra no
JB Digital

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal, para a vaga de Eros Grau, que se aposentou, será indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até dezembro. Logo depois da eleição presidencial, o presidente vai consultar o sucessor ou sucessora para tomar a decisão. Isso não quer dizer, no entanto, que o julgamento do Ficha Limpa será concluído este ano. O novo ministro poderá pedir vista.

Estão no páreo Cesar Asfor Rocha, do STJ, o advogado e federal José Eduardo Cardozo (SP), Luiz Edson Fachin, o ministro do STJ Luiz Fux, e Teori Albino Zavascki.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (4)

O PT x PMDB, e o PT contra ele mesmo

A coluna deste sábado
Leia a íntegra no
JB Digital

Quem conhece os meandros das relações entre PT e PMDB na Câmara dos Deputados prevê turbulências logo nos primeiros meses de um eventual governo Dilma Rousseff. Os partidos, aliados na coligação da candidata, já duelam pelo comando da Casa, com a iminente saída de Michel Temer (PMDB) em fevereiro, quando começa a nova Legislatura. O candidato do PMDB à vaga é Henrique Eduardo Alves (RN), da “ala” de Temer, que já é forte. Mas, para piorar a situação do PT, há uma disputa interna na própria legenda. Ambos de São Paulo, os federais Candido Vaccarezza e Arlindo Chinaglia se articulam com seus pares nas hostes petistas para emplacarem seus nomes.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Entre galinhas e porcos, os devaneios da Justiça

A coluna desta sexta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Um motorista de caminhão virou réu na pequena São Valentim (RS) porque atropelou e matou duas galinhas na estrada. Alexandre Prado, 24 anos, responderá por “crueldade contra animais”. Ele foi denunciado em termo circunstanciado pela promotora Karina Denicol, testemunha do “crime” na rodovia – ela ultrapassou o caminhão quando viu o atropelamento das aves pelo retrovisor. Interceptado pela PM em São Valentim, Prado foi avisado da infração. Perguntado sobre o que carregava no caminhão-frigorífico, respondeu receoso de levar outro processo: 12 toneladas de suínos abatidos. O motorista perdeu o prazo de entrega da carga, sem prejuízo, no entanto, da qualidade da carne.

Mais destaques

- Tiririca faz intensivão com jornalista
- Voto a voto entre PMDB x PDSB em Goiás
- Marqueteiro deixa campanha de Roriz
- Os calhamaços do STF - os campeões de processos
- Números do mercado de luxo no Brasil


Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

A guerra santa, seus pastores e o rebanho eleitoral

A coluna desta quinta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Não bastasse a polêmica em torno do direito ou não ao aborto, transformado em problema moral e religioso, e alçado a tema principal no embate direto entre José Serra (PDSB) e Dilma Rousseff (PT) neste segundo turno, os candidatos agora começaram uma guerra santa. Há uma semana, os trackings internos dos dois partidos indicaram que o voto indeciso concentra-se nos evangélicos – principalmente naqueles que votaram em Marina Silva (PV) e estão agora perdidos. Na frente, Serra conquistou o apoio do conhecido pastor Silas Malafaia, no Rio, e boa parte da Assembleia de Deus. Também conseguiu o apoio de um líder (ex-Universal) de uma igreja neopentecostal em São Paulo. Dilma tenta angariar uma turma plural. Na segunda à noite, o comitê petista reuniu em Brasília nada menos que 400 pastores evangélicos de várias igrejas do país.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

O governo no cartório

A coluna desta quarta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer um grande evento de despedida de seus dois mandatos dia 14 de dezembro, no Palácio do Planalto. Chamará um cartorista de Brasília e vai registrar todos os seus feitos nos oito anos de governo, inclusive com números. Lula já havia prometido fazer isso, agora marcou data e será para valer. Como testemunhas, os 37 ministros do primeiro escalão estarão presentes. É também um jogo político e eleitoral. O presidente quer deixar registrado em cartório suas ações para evitar que no futuro eventuais adversários se apossem de suas realizações. Os ministros já estão repassando à Casa Civil os dados de cada pasta.

- Evento do cartório será no aniversário de Dilma
- Petista ganha mapa astral
- Helicópteros do governo já ganham contrato
- O "caso" de Cristovam com a palavra aborto
- Anastasia entre paulistas


Siga o blog no Twitter


 Comentar (3)

A arte de erguer castelos sem tijolos

A coluna desta terça-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

O poder é mesmo afrodisíaco. Quando Fernando Gabeira incitou aquela onda na qual surfou bonito como provável prefeito do Rio, havia no PV e nos aliados DEM e PSDB quem já iniciasse um secretariado. Desta vez, não deu outra, com a especulação de que José Serra já encosta em Dilma Rousseff em pesquisas internas. Num rebuliço, o DEM avalia prováveis ministros: sobressaltam-se nas conversas Rodrigo Maia, para a Justiça, e o tucano e empreiteiro Márcio Fortes para presidência do BNDES. Ambos avalizados pelo vice de Serra, Indio da Costa. E seguem as negociações também no PT. Dado como certo José Eduardo Cardozo para o ministério da Justiça.

Mais destaques

- A viagem de Cabral
- Aécio não avisou da "invasão da praia"
- Teleférico do Rio pronto 15 de dezembro


Siga o blog no Twitter

 Comentar

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

Serra e Dilma, e as reformas?

O Informe JB Análise desta segunda

Ao que parece, na TV pelo menos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) não querem o dissabor político, nem no paladar, de suscitar debate para valer sobre reformas estruturantes das quais tanto o país necessita: a Tributária (paga-se aqui o valor dobrado de um carro zero de mesmo modelo na Europa); a Política (ex-deputado, estuprador condenado, é primeiro suplente de estadual eleito no Pará); e a Previdenciária (com o Fator, morre-se de tanto trabalhar, e o enterro é pago à vista em muitos casos).

Nos últimos debates, não se tocou no assunto. Ontem não foi diferente. Um destes dois surgirá presidente eleito do Brasil na noite do dia 31 de outubro, e diante de todos os imbróglios em que se acusam, ambos só concordam em um ponto. Nenhum quer se comprometer com as mudanças estruturantes – tão prometidas, aliás, na falácia de candidatos e governantes nas duas última décadas.

A permanecer esse mistério na conduta política de Serra e Dilma, o eleitor ficará sem saber, até o final do mês, se um deles oficializa o compromisso com tais modificações. Do contrário, virá a transição e posteriormente o governo tão calados nestes temas quanto seus atuais protagonistas.

O vice de todos

jb

Daqui a 74 dias, chega ao fim o legado do Zé. José Alencar Gomes da Silva. Mineiro. Quieto. Politicamente, nem tanto. Mas eficientemente discreto. Não ofuscou o Chefe da Nação, embora tenha se portado como tal por mais de 365 dias nestes quase oito anos de mandato como vice-presidente da República. E àqueles que despercebidamente insistem em chamá-lo de Zé de Alencar, recebem de pronto a resposta em tom professoral: este aí foi um grande romancista. Eu sou apenas Alencar mesmo.

Um grande Alencar, digno de pertencer às boas páginas da História do Brasil que os livros hão de trazer. O garoto de Itamuri, em Minas, soube decifrar o mundo que o esperava nessas décadas, e entre labuta e sofrimento, derrotas e conquistas, ganhou o mundo e aceitou o destino: foi parar em Brasília, fez desta sina parceira para triunfar ao lado de Luiz Inácio nas urnas, por duas vezes. E não se contentou em ser a sombra do poder. Zé foi o guia, um orientador do parceiro sempre à disposição para conselhos da vida – muitos
poucos sabem disso, porque ele não se gaba. Esse Zé mineiro.

De todo seu trajeto político de 2003 até aqui no Palácio do Planalto e no Jaburu, depreende-se uma dica aos postulantes do poder, para quem conhece o Zé: Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva – vocês, por ora – tenham um dedo de prosa com o velho guerreiro e aprendam algo mais.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Água vira ouro no contra-cheque do vereador

A coluna deste domingo
Leia a íntegra no
JB Digital

Ser amigo do rei e do feudo político tem suas vantagens. O vereador Jorge Soares Braga, do PT, conhecido como Jacoginho, tem o privilégio de salário dobrado. Ganha bem como edil em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e também técnico em eletromecânica da Cedae – a Companhia de Água e Esgotos do Estado. Só o contra-cheque da estatal lhe rende, brutos, R$ 5.886,33. A Cedae informou que o empregado está em “licença prêmio”, sem prejuízo do soldo. Nos últimos três dias, a coluna não conseguiu contato por telefone com a assessoria da Câmara de Vereadores.

Mais destaques

- Paul McCartney a mais de US$ 1 mil
- Delta negocia com Gol
- 27 novos senadores

Siga o blog no Twitter

 Comentar (9)

Campanha no Pará rende uma tragicomédia política

A coluna deste sábado
Leia a íntegra e assista ao boletim de TV no
JB Digital

Se alguém reclamou até agora da disputa sem graça na campanha deste ano, ganhou um motivo: o Pará ferve. Maior colégio eleitoral do Norte, com 4,7 milhões de votos, o estado é a melhor síntese do que ocorre no cenário nacional entre PT e PSDB – e, claro, com um PMDB no meio para apimentar a história. Traições seguidas entre tucanos e pemedebistas marcam o segundo turno. Lá, Ana Júlia (PT) corre o risco de perder o governo para Simão Jatene, do PSDB.

E, como o PMDB insiste em ficar neutro, não deu outra: o presidente Lula foi pessoalmente a Belém, fisgou um tucano para apoiar a petista e esquentou a briga. Na véspera, Jader Barbalho, que controla o PMDB no estado, foi a Brasília e pediu uma audiência a Lula. Não foi ouvido. Na quinta à noite, deu o troco. Lula, Dilma Rousseff e Ana Júlia fizeram comício em Ananindeua, uma das maiores cidades do estado. Ninguém do PMDB apareceu.

O prefeito é Elder Barbalho, filho de Jader e coordenador da campanha de Dilma no Pará. Foi a gota d'água para Lula iniciar o contra-ataque. Ontem, o ex-governador Almir Gabriel, tucano nato mas revoltado com o ninho, anunciou apoio a Dilma. Almir virou o novo braço de Lula e Dilma no estado. Jader, que ainda é forte mesmo sem mandato, pode sair da neutralidade.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Segundo turno em...

Sessão recreio do blog. Rola na internet

jb

Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Serra e Dilma correm atrás do PMDB

A coluna desta sexta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Dilma Rousseff e José Serra , os candidatos a presidente do PT e PSDB, respectivamente, entraram uma agenda interminável de ligações telefônicas para caciques conhecidos do PMDB e visitas para angariar apoio neste segundo turno. A grande noiva é o PMDB, não Marina Silva (PV). O voto de Marina não é fisiológico. Foi movido à ideologia – o que, aliás, falta muito à política contemporânea. Cientes disso, Serra e Dilma correram aos aliados do PMDB. Este sim, o fiel da balança. O temor na cúpula petista é que as recentes pesquisas com a baixa diferença entre a petista e o tucano incitem parte do PMDB a debandar para o lado Serrista. Por ora, a única ameaça é Geddel Lima, da Bahia, que foi abandonado à sorte no primeiro turno pelo PT.

Mais destaques

- O jatinho de Marina causa inveja
- Menina ganha vacina antirrábica
- Obama bate papo em chat hoje
- O sinistro destino dos ex-campeões de voto
- Estreia da
TV Informe

Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

E esses "mineiros"?

Você salvaria?

jb
Fotomontagem de Cristiano Gomes, a pedido do blog

 Comentar (3)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

A batalha pelo terceiro aeroporto de São Paulo

A coluna desta quinta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

jb
Centro de Caieiras - cidade fica num vale, mas a região, plana, é propícia e também pela proximidade da capital pela RodoBan


Dois grupos duelam para que o governo federal ressuscite, depois da eleição, a idéia de concretizar o projeto de um terceiro aeroporto em São Paulo – o projeto dorme numa gaveta da Casa Civil. A briga é tão forte que a Andrade Gutiérrez criou um braço na holding só para cuidar de assuntos aeroportuários, um setor com demanda crescente, e comprou uma mega-área em Caieiras, município no interior paulista, para projetar o seu aeroporto privado para carga e passageiros, mas espera uma PPP (Parceria Público Privada). Outro grupo, ligado a sindicalistas do setor, esboça um projeto para o Guarujá, no litoral paulista. Ambos querem que o presidente Lula dê o aval até dezembro.

Mais destaques

- O que pesa contra Guarujá
- Justiça vai recuperar R$ 5 milhões de Jorgina
- Canhedo perderá mega-fazenda para pagar ex-VASP's
- Vice cobra de prefeito seis meses de salário
- Déficit de 400 mil professores no magistério


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna, de segunda a sexta, na Rádio Digital News durante o dia, e na Rede Vida, às 21h40, no Jornal da Vida.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

É preciso acreditar. Sempre

jb
jb
jb
jb

Os mineiros em resgate no Chile deram uma prova de resistência. Física e moral. Sim, moral. Porque souberam conviver sem desgaste durante dois meses confinados em condições sub-humanas. E sobreviveram. Nunca perderam a esperança. Souberam esperar e acreditar no homem.

Devemos a todos os mineiros do mundo, a estes sobreviventes, e aos que deram suas vidas trabalhando, muito do nosso conforto hoje em dia. Sem o árduo trabalho diário deles, não teríamos smartphones, TVs de LCD, laptops, carros, bicicletas, aviões, navios, fibra ótica etc..

Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Os números enganam. Mas as urnas, não

A coluna desta quarta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Os institutos de pesquisas não terão vida fácil a partir do ano que vem, assim que o novo Congresso tomar posse em fevereiro. Um parlamentar do Sul, mal avaliado em todos eles e que saiu-se um dos campeões de votos depois das urnas abertas, já anunciou que quer investigações. Outros vão provocar o TSE a mudar as regras para seguir com lupa cada pesquisa e averiguar seus resultados. O debate cresce. E tem motivos. Basta um levantamento mínimo de algumas sondagens com erros grosseiros.

Em São Paulo, o Ibope dava como certa e com folga a eleição de Netinho de Paula (PCdoB) para o Senado. Ficou para trás, em terceiro lugar. No Paraná o instituto também errou ao deixar de fora para o Senado Gleisi Hoffmann (PT), que acabou ganhando. Neste estado, o Ibope, na véspera, dava como eleitos Requião (PMDB), com 47%, e Fruet (PSDB) com 23%. A petista surgiu líder com 29%. Fruet dançou.

Para piorar a situação, o senador Papaléo Paes (PSDB), que perdeu a reeleição, subiu na tribuna do Senado mês passado e acusou um candidato a governador do seu Amapá de comprar pontos em sondagens por R$ 1 milhão. O MP investiga o caso. A empresa contratada no estado era terceirizada pelo Ibope.

Atualização, seg, 18/10, 19h06 - carta enviada pelo IBOPE

Ao contrário do que diz o texto, as pesquisas do IBOPE apontaram corretamente a possível eleição para o Senado de Aloysio Nunes por São Paulo e de Gleisi Hoffmann pelo Paraná, bem como das outras duas vagas preenchidas.

Em São Paulo, o crescimento acelerado da campanha de Aloysio Nunes se deu na reta final da disputa eleitoral, conforme detectado pelas pesquisas de véspera e de boca de urna, ao mesmo tempo em que se constatava a redução acentuada do número de eleitores indecisos. Portanto, o IBOPE acertou o posicionamento dos candidatos e, no caso particular de Aloysio Nunes, a estimativa de seus votos ficou apenas 1,4 ponto percentual fora da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Da mesma forma, o IBOPE também acertou todas as colocações daqueles que concorreram ao Senado pelo Paraná, ao contrário do que o colunista afirma. Além disso, a nota publicada apresenta números das intenções de voto diferentes dos divulgados pelo IBOPE, que poderiam ser conferidos pelo portal www.eleicoes.ibope.com.br.

Na pesquisa de véspera do Paraná, portanto, os números corretos seriam: 33% dos votos válidos para Gleisi Hoffmann, 31% para Requião e 18% para Fruet. Na pesquisa de boca de urna, o cenário havia se alterado para 30% dos votos válidos para Gleisi, 26% para Requião e 22% para Fruet.

Mais destaques

- Mr. Moriarty, o Doutor Finanças no Brasil
- A volta de Danilo Forte
- Ex-aliados de Arruda abandonados e derrotados no DF

Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Anac fará devassa em contratos de aéreas de carga

A coluna desta terça-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

A Agência Nacional Aviação Civil (Anac) prepara uma operação para enquadrar todas as companhias aéreas de carga que operam no Brasil. O alvo são os contratos sociais. A Anac quer usar a lupa em cada parágrafo para saber o quanto há de capital estrangeiro em cada empresa, nos casos das sociedades mistas. Há a desconfiança de que as aéreas que operam no país para cargas, embora sejam poucas, estejam usando laranjas para encobrir o capital multinacional que controla as companhias. Quem desobedecer, ficará no chão.

Com exclusividade, mais destaques

- Agnelo quer BBB do secretariado
- Luciana Genro pode ficar sem mandato por oito anos
- O incrível caso de Maria do Rosário
- A poderosa Manuela Dávila
- Irmão de Stedile sobe à Câmara de carona


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

O circo do plenário oculta seu espetáculo

O Informe JB Análise desta segunda

jb
Juruna - ajuda matinal para ler jornais


O grande circo político sem lona que nos cerca, com protagonistas não tão palhaços que nos façam rir, e nem tão aloprados que nos despertem pena, pede passagem para ridicularizar um dos seus artistas que ainda não estreou seu espetáculo. Vaiado por parte da categoria antes de ser anunciado, o deputado federal Tiririca (PR-SP) virou alvo de perseguição de adversários. No picadeiro sob holofotes, a dúvida sobre seu discernimento e capacidade intelectual para legislar e representar seus eleitores. Mas, nos bastidores do show, a grande verdade: o jogo político de disputa por poder – que, aliás, sempre existiu, e só ganha nova roupagem a cada eleição.

Um Tiririca incomoda muita gente. Dois Tiriricas incomodam muito mais. O que dizer, então, de quatro “Tiriricas” – o próprio, eleito com votação recorde, e seus outros três aliados com votação inexpressiva que ele puxou de carona, pela proporcionalidade, para a Câmara Federal. Essa é a questão. Tiririca chega mais forte que muito parlamentar em fevereiro no Congresso. Ele vale quatro votos. E o famigerado PR, seu partido, cobrará seu preço.

Preço este que já está à mesa de negociações, entre os artistas que já debatem quem comandará a Câmara Federal ano que vem. Se a Justiça Eleitoral cassar Tiririca, e por conseqüência seus aliados, a composição pode mudar na contagem das alianças de um lado e outro. PT e PMDB disputam a presidência da Casa; em suma, a aliança de Tiririca com os petistas rende, no mínimo, mais quatro deputados na balança do negócio.

Em breve, o palhaço e humorista de TV eleito terá de fazer uma prova técnica, sob olhares curiosos e atentos de fiscais da Justiça. Terá de provar que sabe ler e escrever. Tiririca sumiu por esses dias. Segundo o filho, está numa praia, e provará que não é analfabeto. Para os mais céticos, faz um intensivão.

O circo do plenário esconde seu espetáculo, seus artistas, quando lhe é conveniente. A Câmara já teve um deputado federal que não sabia ler nem escrever. O índio Mário Juruna, do PDT-RJ. Mas Juruna sempre escondeu o fato, revelado apenas depois de sua morte, quando o antigo colega de bancada Sebastião Nery contou que, todas as manhãs, lia os jornais para Juruna, seu vizinho de apartamento funcional em Brasília.

Tiririca pode se salvar, se for mesmo analfabeto, pela incompetência dos seus antecessores. Evocando o caso de Juruna, como precedente. Ou, pelo princípio da igualdade, provocando a Justiça Eleitoral a convocar todos os eleitos para exame grafotécnico. Eis um grande desafio.

Não é de hoje que a política vive seu show. Tiririca está em crucificação desnecessária. O semianalfabetismo não é o pior dos cenários. A História já provou que parlamentares mais cultos são capazes de fazer atrocidades com o voto em plenário em causa própria – não em favor do eleitor. Deve-se cobrar o compromisso com o povo.

Nota do colunista - Outro humorista célebre, o Barão de Itararé, foi eleito vereador do Rio, nos anos 1940, com uma campanha tão sarcástica quanto a do Tiririca. O lema era "Mais leite, mais água, mas menos água no leite".

Siga o blog no Twitter

 Comentar (3)

Banco do Nordeste é o Bolsa Milionário da União

A coluna deste domingo
Leia a íntegra no
JB Digital

O Tribunal de Contas da União está na cola do Banco do Nordeste e deve fechar o cerco à instituição no início de 2011. A inadimplência de 29 mil clientes deixou um rombo de R$ 2 bilhões no banco nos últimos anos. O Banco do Nordeste é uma espécie de BNDES da região – e uma generosa mãe para grandes empresários, principalmente os amigos de políticos. A pergunta que não cala é por que o comando da instituição não fez um telefonema sequer para cobrar as dívidas.

Com sede em Fortaleza, o Banco do Nordeste é da União e tem agências em mais de 1.900 cidades de nove estados.

A instituição é também conhecido reduto de apadrinhamentos políticos. Do estagiário que tira fotocópias à sua direção.

Atualização, seg, 11/10, 19h25 - O Banco do Nordeste informou que, de mais de 2,3 milhões de operações analisadas pelo TCU, o órgão identificou 55 mil operações em atraso, sem a cobrança judicial de dívida. Segundo o banco, esse débito era oriundo de agricultores. O BN também informou que a sua diretoria é composta por funcionários de carreira de outros órgãos, cedidos.


Mais destaques

- Itamar já tem plano para atazanar no Senado
- Tiririca é coisa séria na contagem das bancadas


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Sérgio Cabral forte? Só no Rio

A coluna deste sábado
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

Contando as garrafas, como se diz no bordão político, é fato que Sérgio Cabral surge forte com 66% dos votos, reeleito, mas a composição fluminense no Congresso não lhe traz benesses, a priori. O cenário é desfavorável. Os dois senadores eleitos, Crivella (PRB) e Lindberg (PT), são aliados ocasionais – e cada um deles almeja o Palácio Guanabara. Ambos não ligados diretamente ao governador, podem se virar contra ele em 2014.

Na Câmara, Anthony Garotinho, se não for impugnado, pode surgir líder da bancada federal. Conseguiu eleger mais seis deputados do PR na esteira de sua expressiva votação. Embora Cabral tenha como aliados 27 dos 46 federais – mais pela parceria com o PT, que, lembre-se, será fiel a Lindberg e também ao partido – Garotinho pode angariar forças junto à turma para atazanar o governador.

Siga o blog no Twitter

 Comentar

Dois caras-pintadas no plenário de Collor e Sarney

A coluna desta sexta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

O Senado vai contar com dois jovens e um cenário curioso. Além de Lindberg Farias (PT), campeão de votos pelo Rio, o Amapá, inexpressivo politicamente até agora – a não ser pela figura do presidente do Congresso, José Sarney – será representado por Randolfe Rodrigues, 36 anos. Para quem não sabe quem é, prepare-se para se surpreender como o acaso reúne os mesmos personagens com um script republicano renovado.

“Vim do movimento estudantil”, disse Randolfe à coluna, campeão de votos no estado onde seu concorrente é... José Sarney. Randolfe é um ex-cara pintada que liderou o movimento Fora-Collor no Amapá. A exemplo de Lindberg, o seu amigo daqueles tempos. E ambos se reencontrarão com Fernando Collor, agora senador, em companhia de Sarney.

Randolfe foi deputado estadual pelo PT por dois mandatos. Até se desiludir com o partido em 2005, por causa do mensalão, e bater asas para o PSOL.

Mais destaques

- Reitor compara Lula a Deus
- Presidente revela crise na ANP de 2003
- Metade do prédio do Hospital do Fundão vai ao chão
- Quem é a sombra de Anastasia


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Engarrafamento no... pátio

Com o PSDB e o PT concentrados em Brasília preparando as estratégias do segundo turno, dá nisso: engarrafamento de jatinhos no pátio do Aeroporto da capital, em um dos hangares. E este é apenas um dos hangares.

jb

 Comentar (1)

Senador quer o voto majoritário para deputados

A coluna desta quinta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

Assim que o Senado retomar sua pauta de votações depois do segundo turno, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) vai conversar com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e angariar apoio para levar a plenário a Proposta de Emenda Constitucional, de sua autoria, que transforma em majoritário o voto também para deputados federais e estaduais. Tal como é o de senador. “É um absurdo esse voto proporcional. No majoritário, quem tiver voto, entra. Quem não tiver, perde”, resume Dornelles, enfático. Isso acabaria com a figura do puxador de votos das legendas, como Tiririca, que elegeu de carona mais três deputados com ele, com pouca expressividade de votação. Detalhe: a PEC de Dornelles já foi aprovada na CCJ do Senado.

Mais detalhes

- Aécio, Anastasia e Itamar desfilam em BSB
- Ciro Gomes acerta seu futuro
- Uniban condenada no caso Geisy
- Setor de orgânicos cresce
- Caso Receita - Gilmar Mendes solta o verbo


Siga o blog no Twitter

 Comentar (6)

Campanha tem cada uma...

Serririca e Dilula, capturadas da internet.

jb

 Comentar (3)

Boletins de rádio e TV

Acompanhe os boletins de rádio e TV do Informe JB, de segunda a sexta, na Rádio Digital News e na Rede Vida de Televisão, a partir das 21h40, no Jornal da Vida.

 Comentar

Doze diretórios do PV estão em jogo

A coluna desta quarta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

O PV teve candidatos próprios, sem alianças, em 12 estados. São estes diretórios que estão na mesa de negociação. Antes que Marina Silva (PV) decida com que roupa vai para as urnas dia 31 – ou anuncie que ficará neutra, o mais provável – não é mistério prever, pelos números da base do partido dela, que os verdes estão mais para azul que vermelho nos estados. As alianças do PV na primeira fase mostram tendência de apoio a José Serra (PSDB). O PV apoiou o tucano no primeiro turno no Amazonas, Amapá, na Paraíba e Tocantins. No Rio, Fernando Gabeira já anunciou apoio. Em Sergipe, os verdes já haviam fechado com o DEM de João Alves contra o petista Marcelo Déda (reeleito no primeiro turno). Já outra parte do PV aliara-se ao PT em cinco estados: Acre, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Pará.

Mais destaques

- Nanicos no muro
- Aliado aconselha Dilma a entrar em favela
- Ciro de volta ao poder
- Microfone mudo


Siga o blog no Twitter

 Comentar (4)

Lula entra no jogo para conquistar Marina

A coluna desta terça-feira
Leia a íntegra no
JB Digital

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tomar a frente das negociações, acima de partidos, e tentará conversar pessoalmente com Marina Silva, do PV, para levá-la para a coalizão de Dilma Rousseff (PT). O fato é que Marina e Dilma não se engolem, desde que a verde deixou o governo brigada com a então chefe da Casa Civil por desencontros no PAC. Um tucano ligado a José Serra lembrou à coluna que Marina é verde mas tem coração vermelho. Ou seja, será difícil conquistá-la para o PSDB. Serra, ciente do poder de Marina, saiu na frente. Começou a dialogar com ela em Copenhage ano passado.

Mais destaques

- BBB de carona no PSOL
- Federais cariocas dançam feio
- Homem do castelo vira plebeu
- A volta de Agaciel
- Pesquisas na mira


Siga o blog no Twitter

 Comentar (6)

Brasília noturna

Os vultos da Praça dos Três Poderes na noite desta segunda-feira. Imagens de celular do blogueiro. De cima para baixo, o Congresso, o STF, e o Palácio do Planalto

jb
jb
jb

 Comentar (2)

O cirurgião da liderança

O Informe JB Análise desta segunda

jb

Se há uma certeza sobre Dilma Rousseff além dos números que a rondam e a alçam ao poder, é a de que ela tem vários criadores – e justamente por isso existe o risco de que a disputa por essa paternidade, pós-eleição, a se confirmarem as pesquisas, seja o enterro de muitos deles. “A candidata fabricada”, na versão escarrada do adversário Plinio de Arruda (PSOL), não deixa de ser verdade. O maior dos pais da neopetista é o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele a puxou de um ministério e lançou-a sem consultar o partido. Nada demais, na visão de Lula. Ele se dissociou do PT há tempos. Está acima da legenda e faz o que bem entender. Assumiu sozinho, assim, a responsabilidade de manter a continuidade de seu projeto no poder na figura de Dilma. Por ora, em cenários abstratos, deu certo.

Outros dois pais de Dilma não brigam entre si, mas disputarão espaço por poder em um eventual governo dela. São José Dirceu e Marco Aurélio Garcia. O primeiro, amigo de longa data e conselheiro – até a presenteou com o cão Nego, que brilhou na estreia da campanha da petista na TV, uma forma de menção ao mentor. E o segundo, o responsável pela subida dela à Casa Civil e à preferência de Lula para a sucessão. Na sua versão, o próprio Marco Aurélio me contou numa entrevista há dois anos: Lula queria saber quem era aquela galega de óculos de lentes fundas. Foi Garcia quem fez a aproximação. E também virou fã dela.

O esboço do sucesso eleitoral de Dilma nas pesquisas não provém de nenhum deles especialmente. Obviamente que o presidente Lula é o maior cabo eleitoral da candidata e provou ser o potencial transferidor de votos. Mas Dilma tem um irmão, e este foi ela quem fabricou. E sem ele, nem ela ou o presidente Lula teriam a base partidária e a militância parlamentar para engrossar as fileiras do PT na disputa presidencial. Trata-se do médico Alexandre Padilha. Um sanitarista que foi pescado nas divisões de base do PT e que virou o guardião do cofre.

Padilha é a chave do mistério na alavancada de Dilma Rousseff contra José Serra, no que concerne à virada nas pesquisas. O maior protagonista dessa subida meteórica de Dilma é o dono do cofre. Sem segredos, a base do governo se alimenta de fatias orçamentárias bem distribuídas por emendas controladas por Padilha.

Há mais de dois anos, na surdina e depois à frente do Ministério de Relações Institucionais, é Padilha quem sacia os grandes partidos aliados em doses esporádicas de verbas. Foi Padilha quem negociou também, junto ao comitê de Dilma, a formação dos partidos da chapa. Foi Padilha quem nestes anos todos recebeu centenas ou milhares de prefeitos enviados por deputados e senadores. Ele foi o responsável por tecer a grande teia de coalizão que sustenta os votos confirmados de Dilma.

Em suma, Padilha, o médico, fez a cirurgia para erguer uma militância forte. Fez da grande maioria dos prefeitos os seus cabos eleitorais. E são estes quem garantem o sucesso de Dilma nas sondagens. Daí o presidente Lula, há mais de ano, garantir que faria a sucessora. Ele já tinha milhares de prefeitos nas mãos.

O doutor que ajudou a operar a militância que carrega Dilma ao poder, por ora, soube criar o gigante eleitoral e alimentá-lo. Resta saber se, daqui por diante, saberá controlar seu apetite se esse gigante subir a rampa do Palácio.

 Comentar (4)

A esquerda tenta se reinventar. Mas desunida

A coluna deste domingo
Leia a íntegra no
JB Digital

Há uma tentativa já esboçada antes de julho, reforçada durante a campanha e que será retomada depois da eleição dos partidos declaradamente de esquerda se unirem numa frente ampla para lançar apenas um candidato a presidente em 2014. As negociações foram travadas por falta de tempo para acordo este ano, mas pelo menos três dos quatro principais – PSTU, PCO e PCB – afirmam que há a iniciativa. Dois problemas terão de ser resolvidos para a próxima etapa vingar.

Um, há desacordos com o PSOL, que cresceu muito e não quer ser coadjuvante. Dois, o pior, nenhuma das legendas ainda abre mão da cabeça de chapa. O mais exaltado é Ivan Pinheiro, do PCB: "Daqui a quatro anos quero que a esquerda tome vergonha na cara e apareça unida" diz.

Mais destaques

- PCB já prevê oposição a Dilma
- Tiririca e seu circo
- A foto dos templos da fé e prazer juntos


Siga o blog no Twitter

 Comentar (2)

Tucano dá bicada e o sindicalista solta o verbo

A coluna deste sábado
Leia a íntegra no
JB Digital

jb

Presidente da CGTB, o sindicalista Antônio Neto, filiado ao PMDB, mandou carta aberta de apoio aos candidatos peemedeai bistas paulistas que foram chamados de “traíras” pelo candidato do PSDB ao Planalto, o economista José Serra, porque decidiram votar em Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer. Como é notório, parte do PMDB paulista está com Serra, pelo comando de Orestes Quercia. Mas Serra viu o apoio esvair com o tempo. Neto subiu o tom: O tucano é “uma pessoa desequilibrada”.Haverá troco. Depois da eleição.

Mais destaques

- Federal do PMDB declara voto em Serra
- Chinelo no pé do Rúgbi brasileiro
- Perfil dos turismólogos do Rio
- Newsweek mais perto do Egito


Siga o blog no Twitter

 Comentar (1)

PT temia pela perda de votos das classes C e D

A coluna desta sexta-feira
Leia a íntegra no
JB Digital


Foi grande a pressão da direção do Partido dos Trabalhadores junto a ministros do Supremo Tribunal Federal pela derrubada da obrigatoriedade de dois documentos na votação de domingo. Em conversa com dois jornalistas no início de setembro, um dos ministros, também membro do TSE, confessou que a direção petista explicava o óbvio: temia que a candidata Dilma Rousseff perdesse os votos das classes C e D, onde se encontram os eleitores menos instruídos e justamente os de maior potencial de apoio ao PT. Havia também o receio de que o número de votos válidos tivesse queda drástica este ano, pela novidade da obrigatoriedade, apesar de toda a divulgação.

Mais destaques

- Candidatos escondem vices
- A polêmica sobre acidente de helicóptero no MA
- O pastor ex-político e o filho sertanejo


Siga o blog no Twitter

 Comentar