Arquivo de September 2010

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Carvalho salva Dilma e valoriza o passe

A coluna desta quinta-feira
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JB Digital

Personagem fundamental do encontro entre a candidata Dilma Rousseff (PT) e líderes religiosos ontem, em Brasília, numa reunião de teor ecumênico, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, foi o protagonista dos bastidores. Ex-seminarista e ligado fortemente tanto à Igreja Católica quanto às pentecostais, foi Carvalho quem reuniu a tempo os pastores e padres na capital para que Dilma se defendesse de boatos. “Sou contra o aborto”, disse Dilma, enfática, para uma plateia de duas dezenas de líderes, da CNBB, Assembléia, Batista, Sara Nossa Terra e Universal, entre outros. “E sou cristã, nunca falaria isso de jeito nenhum”, complementou Dilma, sobre o boato de que teria propalado que nem Jesus tiraria sua vitória. Carvalho é cotado para permanecer no posto em um eventual governo do PT.

Mais destaques

- A LER do candidato comunista
- O mail falso do tio do senador
- Os jatos Legacy dos ministros de Lula
- Empresários brasileiros com presidente da Colômbia


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A cirurgia universitária de um quase soldado

A coluna desta quarta
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JB Digital

Miguel Mendes de Souza, 26 anos, deixou a prisão militar na segunda-feira, no Rio, depois de 27 dias detido no quartel. O seu crime foi se alistar no Exército em 2003 e não comparecer. Miguel foi considerado insubmisso, e só descobriu a confusão em que se meteu quando, dia 31 de agosto, procurou o QG no Centro para regularizar sua situação a fim de prestar vestibular para Medicina na Uerj. Teve voz de prisão e foi levado para o alojamento na Tijuca, de onde só saiu para fazer a prova do vestibular, retornando à clausura.

Segundo o Exército, o artigo 25 da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar) classifica insubmisso o que se alistar e não se apresentar. Em 1969 houve o adendo do artigo 183 do Decreto-Lei nº 1.001 (Código Penal Militar) com punição para este tipo de desvio de conduta: impedimento de três meses a um ano. Miguel agora aguarda o resultado do vestibular, longe do fantasma da detenção que o privou da liberdade.

Mais destaques

- Confusão de homônimos na Webjet
- Os filhos filiados de Erenice


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Acompanhe os boletins de rádio e TV da coluna de segunda a sexta na Rádio Digital News e na Rede Vida de Televisão - a partir das 21h40, no Jornal da Vida.

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A Justiça também é digital

A coluna desta terça-feira
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JB Digital

Em tempos em que papel a cada dia fica mais caro – e obsoleto – em vários setores, a Justiça também acelera a sua migração para o digital. Cerca de 140 mil processos que entulham o Tribunal Superior do Trabalho vão ser digitalizados até 31 de dezembro, prazo estipulado pela própria corte como eliminação do trâmite em papel. Um grupo de 100 deficientes auditivos começou, semana passada, a digitalizar mais de 64 milhões de páginas dos autos ainda estocados.

jb

Minha poltrona, Minha vida

Veja esta foto enviada por um leitor do Rio. O nobre cidadão dorme tranquilamente na calçada central da Av. São Francisco Xavier, na Tijuca, uma das mais movimentadas do Rio. É a sua casa.
Crédito da foto - Artur Rodrigues

Mais destaques

- Cristovam Buarque e a tietagem no salão
- Erenice contra a Veja na Justiça
- O curioso caso da barba proibida para bancários
- Os chineses e o IPhone4

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O eleitor está Tiriricando ?

jb

O voto de protesto na História recente de democracia pode ter começado com a eleição de Fernando Collor de Mello para presidente da República. Enfim, depois de décadas, o país voltava a ter o direito de escolher o seu candidato, e não alguém alçado ao poder por força das circunstâncias – com o devido respeito ao ex-presidente José Sarney. O voto de protesto surgiu com mais força no fenômeno Enéas Carneiro, o saudoso ex-candidato que bombardeava adversários com frases – e ideias – de efeito. Esse voto de protesto o levou à Câmara Federal. O mesmo fenômeno se repetiu com o turbilhão de votos de Heloísa Helena, o protesto de a mulher também pleitear uma vaga no Palácio do Planalto. Agora, o voto de protesto ressurge não majoritário, mas proporcional, em um caso curioso – diversificou-se pelo país.

A ponto de vermos o palhaço, cantor e ator Tiririca (SP) liderar a disputa pela Câmara dos Deputados por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Partiu do próprio candidato lançar mão do protesto. Em outras palavras, surge na TV com semblante revoltado, contra a corrupção e esquemas afins da política nacional. E no melhor jeito popular que o consagrou, diz que, com ele eleito, pior do que está o Congresso não fica. E, às favas o nepotismo tão combatido, emenda para arrancar gargalhada do telespectador: vou ajudar muitas famílias, inclusive a minha.

Expert em análises eleitorais, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia capturou essa mensagem popular que permeia o voto de protesto atual e esboçou o neologismo Tiriricar. O povo está tiriricando a escolha. E essa tiriricarização, digo, para incrementar o vocabulário tão propício, pode tornar-se um fenômeno nacional. Exausto com o bombardeio de denúncias contra os mandatários do poder em todos os cantos do país, sejam eles do governo federal, de estaduais ou municipais, o eleitor está tiriricando. Exagero dizer que usar o termo é mandar o voto às favas. Seria um desrespeito ao nome artístico do candidato. Mas não será impossível essa expressão ganhar o vocabulário popular e consolidar-se futuramente nos dicionários. Uma prova, temos já no Aurélio a palavra Cristianização, para lembrar o famoso caso da disputa entre Cristiano Machado e Eduardo Gomes.

Não se pode negar que há um motivo político em cada candidatura de artista ou esportista a cargos majoritários ou proporcionais. Mas fechar os olhos para uma verdade é ser complacente com o risco de um voto equivocado: o mandato político virou um grande negócio. Falido, atrás de um soldo seguro por algum período; ou enrolado com a Justiça e em busca do foro privilegiado; ou depressivo e vítima da obsessão por holofotes; ou simplesmente com o intuito de abraçar um ideal e ajudar parcela da sociedade, o artista ou esportista está buscando as eleições como alternativa às suas carreiras.

Poderia citar aqui dezenas de exemplos, mas concentro-me nestes: além de Tiririca, o pagodeiro e apresentador de TV Netinho de Paula (PCdoB), líder nas pesquisas para o Senado. Com chances de serem alçados à Câmara o ex-craque Romário (RJ), o sumido Leandro do KLB (SP), o polêmico estilista Ronaldo Esper (SP); e na tentativa de reeleição os cantores de forró Frank Aguiar (SP) e Mão Branca (BA). Do ringue para o plenário, podem surgir Maguila (PE) e Popó (BA). Pelas notoriedades, os partidos descobriram a tempo que eles serão bons puxadores de votos. Principalmente os de protesto.

Independentemente de serem levados para Brasília, criou-se na cultura política brasileira um fenômeno. Nem todo artista é um político. Mas todo político se torna um.

Nota do colunista - Em tempo, Romário, Popó, Esper e Netinho, por motivos diversos, já desfilaram por fichas policiais ou ainda estão na mira da Justiça.

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O mais tenso dos debates

Denúncias de corrupção, loteamento, comparação de governos e ironias dominaram os temas


jb

O debate da Record neste domingo à noite foi o mais provocativo entre os quatro principais candidatos à Presidência da República, e a petista Dilma Rousseff foi a mais atacada. José Serra (PSDB) mirou Dilma, e vice-versa, embora a candidata petista evitasse confrontar o tucano; e Plínio de Arruda (PSOL) focou Marina Silva (PV), tentando desconstruir sua imagem de eloquente – embora Plínio tenha destilado todo o seu já conhecido veneno contra os três.

O socialista levantou dúvidas sobre a competência de gestão de Dilma, que, por sua vez, atacou Serra por ele usar imagens e até citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa de TV. Serra, nos contra-ataques em momentos distintos, voltou a criticar o governo que a petista representa. Acusou a falta de profissionalismo na esfera federal, nos ministérios e agências, lembrando também o loteamento de cargos. Dilma o acusou de provocar o racionamento de energia na gestão Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro de Planejamento. Mais uma vez, o caso Erenice Guerra, com “fisiologismo e tráfico de influência”, citados por Marina Silva, foi o assunto que atormentou Dilma – também lembrado por Serra e Plínio.

Já no terceiro bloco do debate, o clima de tensão era tão evidente que, ao ser emparedada por Marina sobre o caso Erenice e a falta de punição, a candidata petista revelou que fará, se eleita, a mesma coisa que Marina fez como então ministra do Meio Ambiente da gestão de Lula, quando foram flagrados funcionários envolvidos em venda de madeira. Mais uma vez José Serra evitou evocar a figura de FHC, provocado por Dilma. Apesar de ter lembrado que na gestão do ex-presidente nasceu o Bolsa Família em forma de outras “bolsas”. Outra palavra que permeou o debate foi corrupção. A ponto de Plínio, no segundo bloco, comentar: "Aqui está todo mundo mais ou menos ligado à corrupção", soltou, calmo. "Nós (PSOL) não temos corrupção, saímos do PT por causa da corrupção".

Desta vez, como nas outras, o algoz dos candidatos foi Plínio de Arruda. Chegou a chamar Marina de demagoga e Dilma de “candidata fabricada”. Em nenhum momento houve bate boca entre os quatro, e o sangue frio dos debatedores se sobrepôs aos nervos. Leia alguns trechos.

José Serra

- A minha intenção é fortalecer o Bolsa Família. O Bolsa Família foi uma junção das bolsas do governo de FHC. Foi uma continuidade daquilo que fizemos. Proponho reajustar o salário para 600 e duplicar o reajuste dos aposentados e pensionistas.

- Tem um fenômeno hoje de terceirização, inclusive na Petrobras. Tenho reclamações de sindicalistas, pelo número de empregos precários. Temos que ter empresas públicas sólidas.

- A ANVISA foi totalmente loteada, tem grupo de senadores que nomeia. O que é isso, é vender dificuldade? Todos os planos de saúde estão abandonados, 20% a mais que a inflação.

Dilma Rousseff

- Conviver com o presidente Lula me fez uma pessoa melhor. Nosso governo quebrou vários tabus. Milhões de brasileiros saíram da miséria. Não tenho projeto pessoal. Quero realizar o sonho dos brasileiros.

- Ninguém está acima de qualquer suspeita. Se as pessoas cometem maus feitos, elas vão pagar por isso, mas antes de pagar, tem que haver apuração dos fatos. Sem sobra de dúvida, se eu for eleita, e o governo não concluir a apuração, tanto do caso da Receita, quanto da Casa Civil, vou investigar até o fim.

Marina Silva

- Desde o início me propus a debater o Brasil, o que interessa na saúde, na educação, na infraestrutura, e sem pegadinhas, e é por isso que a sociedade tem se identificado com nosso projeto. Tenho percebido uma verdadeira onda verde que quer o segundo turno.

- Acho muito difícil a gente trabalhar a ideia de rotular as pessoas. É uma forma preconceituosa de não debater o mérito das pessoas. E quando digo que quero plebiscito na questão da maconha, do aborto, é porque confio na opinião pública, que envolve questões morais. Existem aqueles que querem transferir apenas para o Congresso.

Plínio de Arruda

- Acho uma ingenuidade do Lula de mediar no Irã, no Haiti, no Oriente Médio. Isso é vaidade. O Celso Furtado dizia que os brasileiros têm que entender as suas possibilidades e as suas limitações. Isso é fundamental na diplomacia brasileira.

- Dilma, a corrupção bateu na sala do lado. Ou você é conivente, ou é incompetente. A corrupção bateu à porta da Casa Civil duas vezes, e até agora não se viu culpado. Você vai ter que nomear muita gente, não sei se está preparada para isso.

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Fama & Estilos

Sessão recreio do blog. Luan Santana e Dilma Rousseff. Dois distintos notórios, mas... talvez o mesmo cabeleireiro.

jb
Fotomontagem de João Batista de Araújo

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O teto sustentável

jb

A cada dia mais as pessoas vão percebendo o quanto a sustentabilidade ambiental nas construções é importante. Creio que num futuro próximo teremos muitas casas, edifícios e construções diversas com tetos de acrílico, para economizar energia e aproveitar a solar.

Essa foto é do Aeroporto Santos Dumont neste domingo, às 6h da manhã. Já passei por numerosas vezes neste saguão de embarque e o acho um dos mais bonitos do mundo, principalmente pelo seu lado ambiental. O teto de vidro-acrílico e a iluminação: são quatro refletores pequenos (veja no canto esquerdo inferior) voltados para cima, e não para baixo, como os convencionais. O raio de luz bate nos discos de alumínio - ou material de revestimento similar - e a luz se espalha, duplicando o efeito de iluminação. Muito legal.

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Mariano, o supersecretário do governo do Rio

A coluna deste domingo
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jb

Ao se confirmar a reeleição de Sérgio Cabral para o governo do Rio, um nome vai ser alçado a atenção prioritária na administração. José Mariano Beltrame, o secretário de segurança mais longevo do estado, terá mais poderes para arregimentar forças na gestão a fim de tocar o projeto de implantação de mais UPPs – as Unidades de Polícia Pacificadora em comunidades da capital. Pode haver mudanças na estrutura da segurança para acelerar o processo de ocupação. A intenção é pacificar a cidade até a Copa das Confederações em 2013.

Há um discreto mal estar entre as secretarias de Segurança e de Ação Social no Rio, envolvendo o anúncio da UPP Social, com atividades de integração comunitária coordenado pela segunda. Foi lançada quando Beltrame viajava.

Atualização, qui, 30, 16h - As assessorias das duas secretarias negaram qualquer mal estar entre os secretários a respeito da UPP Social, e informaram que Beltrame participou do lançamento.

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A redenção de Bejani, o pastor milionário

A coluna deste sábado
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jb

Lembram do Alberto Bejani, então prefeito de Juiz de Fora (MG) preso pela operação Pasárgada da Polícia Federal com provas de recebimento de propina de empresas de ônibus? Converteu-se a evangélico este mês, é o novo fiel da Igreja Batista Resplandescente Estrela da Manhã, e faz curso para formar-se pastor. Bejani vai começar a pregar nas nos templos desta igreja em Minas.

Já tem frases de efeito: “Graças a deus fui preso, me transformei em outro homem” e “Fui salvo pela lei de Deus, é com ela que me preocupo. Não me preocupo com a lei dos homens”. Mas Bejani deve se preocupar. Seu processo saiu do STJ e já está nas mãos do MP em Juiz de Fora. Ainda este ano será denunciado por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro.

Oratório caseiro

Os relatos, segundo testemunhas, são comoventes. Em tempo, Bejani ainda é filiado ao PTB, e guardava R$ 1 milhão no cofre em casa, segundo flagrou a PF.

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Simon apoia Marina

O senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, um dos expoentes do PMDB, decidiu há pouco, nesta sexta, declarar voto em Marina Silva, do PV, para presidente do Brasil, contrariando a indicação de apoio de seu partido a Dilma Rousseff, do PT.

Até poucas horas atrás, Simon discretamente apoiava Dilma.

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A UNE saiu das salas para os gabinetes

A coluna desta sexta.
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A União Nacional dos Estudantes (UNE) fazer protesto não é surpresa - embora não faça uma há tempos. Mas justamente contra a imprensa, numa situação inédita em sua história, a pedido do governo petista, a deixa em situação delicada. Não há notícia de protestos da UNE no caso dos escândalos recentes do Congresso envolvendo os senadores Renan Calheiros e José Sarney, tampouco nos da Casa Civil - nos casos Waldomiro Diniz, José Dirceu e agora Erenice Guerra. A partidarização da UNE ficou clara com os repasses milionários e anuais pela União, para financiar cursos da entidade e a própria, e a promessa de uma nova sede no Flamengo, na Zona Sul do Rio.

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A hora do debate programático para o Brasil

A coluna desta quinta
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jb

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, reúne hoje os quatro principais candidatos à Presidência da República para um debate que, enfim, espera-se programático para o país. A começar, pelo formato. Os candidatos vão responder a questões elaboradas sobre temas e não poderão fazer perguntas uns para os outros – embora isso iniba o calor que se espera, vai impedir que o encontro seja protagonizado pelos últimos escândalos e que fique monopolizado entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Isso não quer dizer que Serra, Plínio de Arruda (PSOL) e Marina Silva (PV) não critiquem a petista e o governo, durante suas explanações. O debate acontece em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, no auditório da Católica. Será transmitido ao vivo pela Rede Vida.

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Dantas e a “boiada mineral” no Pará

A coluna desta terça-feira
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JB Digital

Os anúncios recentes de descobertas de reservas minerais do país revelam que não é só Eike Batista quem tem o mapa da mina. O governo de Mato Grosso anunciou depósitos com 11,5 bilhões de toneladas de minério de ferro e 450 milhões de toneladas de fosfato. Quem tem as lavras das jazidas, na região de Mirassol D’Oeste, é a GME4. A empresa é do polêmico banqueiro Daniel Dantas.

Não é de hoje que Dantas sabe onde pisa. A sua mega Agropecuária Santa Bárbara, conglomerado de fazendas no Sudeste do Pará, com tamanho do estado do Sergipe, está estrategicamente localizada numa região com subsolo de potencial mineral. Alvo da Operação Satiagraha que culminou com sua prisão em 2008, Dantas enviara meses antes o investidor Naji Nahas ao Oriente Médio e
ao Norte da África para negociar a venda das terras por US$ 20 bilhões, revelou à coluna um integrante da operação.

Não encontrara comprador. Ainda.

Mais destaques

- O fantasma do MST na Santa Bárbara
- Eymael quer ministério da Família
- Os sósias de brasileiros em filme italiano
- O "salto para cima" do primeiro paraquedista brasileiro


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Aécio será o divisor de águas

Informe JB Análise desta segunda

jb

Luiz Inácio Lula da Silva tem medo de Aécio Neves. Muito. Se havia um candidato este ano capaz de desestabilizar todo o projeto político de alçar Dilma Rousseff à Presidência da República, este nome era o do mineiro. Guardadas as devidas proporções, ele é tão aprovado e popular em Minas Gerais como o presidente é para o país. Agora candidato ao Senado por Minas, não seria exagero dizer que Aécio poderia fazer campanha do Alaska, por rádio, que manteria a preferência dos 60% dos eleitores, de acordo com as pesquisas.

Aécio envolve-se numa áurea de sucesso em tudo o que faz – o que, naturalmente, causa estranheza. Em suma, sucesso político é uma expressão cunhada nas biografias pelo ego dos próprios e de aliados, mas perfeição administrativa é uma palavra que passa longe do vocabulário de mandatários.

Ao passo que o ex-governador de Minas e potencial senador para 2011 vive rodeado de elogios, convive com as críticas informais de que controla a imprensa no estado, e de que maquia números orçamentários – o próprio presidente Lula fez menção a isso semana passada e teve resposta imediata. O fato é que o povo mineiro, mantenedor do segundo maior colégio eleitoral do Brasil, está satisfeito com o que tem. Daí vem o primeiro poder do tucano.

O outro poder do político emerge de toda essa áurea que envolve sua biografia e os passos bem calculados. Filho de ex-deputado, neto de dois nomes notórios da política – Tristão da Cunha e Tancredo Neves – Aécio tem a política de berço. Soube, então, captar dos mestres caseiros os conselhos para alçar voo solo. E com a destreza de um aprendiz, foi tecendo sua rede de contatos. Carismático, empreendedor político, agregador, cauteloso. As palavras que permeiam seu perfil o fizeram um admirado suprapartidário. “Se o candidato a presidente fosse o Aécio, a negociação (política e eleitoral) seria muito mais difícil, mas ainda ganharíamos a eleição (com Dilma)”, confessou-me há poucas semanas um ministro muito ligado a Luiz Inácio.

Lula tem medo de Aécio porque ele é pragmático, um homem que não se sobrepõe ao partido. O tucano recolheu as asas ao perceber que o PSDB racharia se insistisse na sua pré-candidatura ao Planalto, e nem por ser preterido o trocou pelo PMDB ou PSB dentro do prazo que teria para se candidatar. Lula sabe que, uma vez eleito para o Senado, por esse pragmatismo Aécio não só será a voz da oposição, diante da eventualidade de um governo Dilma Rousseff. Ele vai arregimentar forças partidárias para subir à Presidência do Senado, cedo ou tarde. Daí Lula lançar mão do projeto de eleger o maior número possível de senadores da base governista. Pelo perfil agregador, Aécio é um nome que divide todos as legendas da base de Lula. Desde o ano passado, ouvi de dezenas de parlamentares. Se Aécio fosse o candidato em lugar de Serra, o PSDB teria o apoio formal ou informal de partidos que hoje estão com o PT, tais como o PSB, o PP, o PMDB, o PDT. Uma prova? Ouvi isso pessoalmente isso de expoentes, entre eles Paulinho da Força (PDT-SP), Ciro Gomes (PSB), Francisco Dornelles (PP), Eduardo Cunha (PMDB), e também de aliados de Serra, como Arnaldo Faria de Sá e Roberto Jefferson (PTB).

O nome de Aécio no Senado, uma vez eleito, será o divisor de águas. Minas pode ser o único estado com os três senadores de partidos da oposição. Além dele, Itamar Franco (PPS) e o Eliseu Resende (DEM). Aécio poderá surgir como a voz maior da oposição ao PT e aliados, agregando em torno de si o PSDB, DEM, PPS, PP, PV e outros nanicos com representatividade do outro lado do Salão Azul; ou poderá seguir a linha de centro, aliado ao PMDB governista, para não causar problemas imediatos a seu projeto de poder. Por ora. Na primeira hipótese, a do pragmatismo, iniciará desde já o levante para não deixar a oposição, já definhada, sumir do cenário brasileiro. Na segunda hipótese, a da estratégia de poder, correrá o risco de cair nas rédeas dos governistas e ser ofuscado. Em ambos os cenários, no entanto, haverá uma certeza. Aécio será o nome do Senado.

Nota do colunista – Engana-se quem pensa um bobo perdido José Serra. Em 2006, ciente de que seria derrotado por Lula na eleição, ele abriu mão da candidatura ao Planalto, e não foi vítima de rasteira de Geraldo Alckmin, como muitos imaginam. A cúpula do PSDB teve de ir ao Rio atrás de Serra, para emparedá-lo, dias antes de anunciar Alckmin. Serra declinara da candidatura, contou-me Sérgio Guerra certa vez. Desta vez, Serra não tinha escolha.

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Ganhadores do livro

Estes são os ganhadores do livro Corra que a política vem aí (Litteris), de crônicas, que lanço nesta terça no Rio. Todos serão contatados pela editora e pelo JB para receber os exemplares.

Agenda de lançamentos aqui - www.leandromazzini.com.br

Ricardo Borges de Farias Junior - Rio

Marlos Lima - São Paulo

Luiz Carlos Balek - São Bernardo do Campo

Jose Marcio Cuconato - Rio

Nilton Fernando Pereira - Porto Alegre

Lauren Stella Diedrich - Cunha Porã (SC)

Fabio Alves de Souza - São Luís (MA)

Maristela A Ajalla - São Paulo

Alcion de Campos - Rio

Carlos Henrique de Almeida - Rio

Jorge Ricardo Aureo Ferreira -

Leandro Luis de Almeida Cunha - Natal (RN)

Thais de Souza Farias - Pederneiras (SP)

Clarissa Leal - Rio

Adevangela Valente dos Reis - Belém (PA)

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PDT corre para não perder mais estados

A coluna deste domingo
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JB Digital

jb

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, começou uma corrida contra o tempo. Vai dividir a agenda entre o ofício, durante a semana, e o papel de presidente do PDT, aos domingos, na luta para que o partido não perca o poder. A situação ficou tensa com a prisão de Waldez Goes (PDT), no Amapá, onde tinha até semana passada vitória certa para o Senado. Lupi tem chance de fortalecer seu partido em dois estados sulistas. Desembarca hoje em Florianópolis para inaugurar comitê suprapartidário de Ângela Amin (PP-PDT-PTdoB), que tem chances em Santa Catarina. O pedetista Manoel Dias é seu vice. No Paraná, Lupi aposta todas as suas fichas em Osmar Dias para o governo, também com chances.

Mais destaques

- Cabidão na ANTT revolta servidores
- Anac concede 79 bolsas para pilotos
- A candidata "cirurgiã plástica" em BH


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Concorra a um Livro Corra Que a Política Vem aí

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Convite aos leitores

Lanço o livro na Saraiva do Shopping Rio Sul nesta terça, dia 21, a partir das 19h. Eu e Aliedo autografaremos. Será um prazer recebê-los para um bom papo.

jb

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A crise de Erenice chegou via Sedex ao Planalto

A coluna deste sábado
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jb

O escândalo que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil do Palácio do Planalto tem detalhes envolvendo fisiologismo, chantagem, tentativa de extorções e propina que recheariam um script hollywoodiano. A grande crise não envolve Erenice - parte dela, obviamente - mas uma disputa interna entre PT e PMDB pelo poder na bilionária estatal dos Correios. A confecção de dossiês e as denúncias surgiram justamente depois da queda do presidente dos Correios Carlos Henrique Custódio.

Com ele, saíram também Pedro Magalhães e Marco Antônio Oliveira (o ex-diretor de Operações), todos apadrinhados do ex-ministro Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo de Minas. A ambição de Erenice Guerra, que nomeou amigos e passou a controlar a estatal, notadamente um reduto de nomeações do PMDB, iniciou a briga pela estatal. Quem passeia pelos bastidores desse filme de guerra partidária diz que estas são apenas as primeiras cenas.

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Concorra a um Livro Corra Que a Política Vem aí

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Conheça o site www.leandromazzini.com.br

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Boletins de rádio e TV

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Pré- Sal & poder, o Alerta no mar

A coluna desta sexta-feira
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O Ministério da Defesa tornou pública ontem, discretamente, a informação que o ministro Nelson Jobim passou em evento em Portugal e já levara ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião: a preocupação dele com eventuais manobras da frota norte-americana no Atlântico Sul. O governo brasileiro não descarta que a descoberta da potencial reserva do pré-sal abriu os olhos dos yankees para a região. Os EUA agora só falam em fazer manobras permanentes em águas continentais na altura do Brasil.

- Erenice se sentia segura
- O presente de Lula a Sandro Mabel
- O troninho dos distritais em Brasília


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Concorra a um Livro Corra Que a Política Vem aí

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Os Jogos e a dupla maratona do governo

A coluna desta quarta-feira
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No fim do mês vencem as medidas provisórias que criam a Empresa Brasileira de Legado Esportivo – Brasil 2016 e a Autoridade Pública Olímpica, respectivamente. Enviadas pelo presidente Lula. Como o Congresso só retorna depois das eleições, elas perderão a validade. O fato é que as MPs não poderão, por regra, serem reeditadas. O governo terá de enviar um projeto de lei em regime de urgência, em outubro, mas... aí começa outra maratona, com novos “competidores”. O Congresso será outra. Apesar de os novos deputados e senadores tomarem posse só em fevereiro, é com a composição de 2011 que o governo terá de negociar. E tem muitos partidos de olho gordo na indicação dos membros desses comitês.


Larápio de arte

Uma triste notícia para a cultura nacional. Este quadro recente (foto abaixo) do artista plástico Frans Krajcberg foi roubado de seu atelier na pequena Nova Viçosa (BA), onde ele vive. Frans está chocado. É a obra que ele mais admira.

O quadro, sem nome, foi exposto há dois anos na Oca, em São Paulo, e rende elogios até hoje de especialistas e admiradores de todo o mundo. Deu-se que Frans ficou internado dois dias por um pequeno problema de saúde, no hospital da cidade. E, quando voltou... cadê?

Em tempo, Frans comprometeu-se a doar todo o seu acervo ao governo da Bahia. Fica o apelo ao larápio da arte. A delegacia da cidade investiga o caso.

jb


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A agonia de Serra

jb

O folclore em torno de campanhas políticas de uma tão jovem democracia eleitoral – são apenas 24 anos desde a abertura – é demasiado rico a ponto de podermos cravar uma certeza diante de tantas especulações, sejam de especialistas ou do simples palpiteiro de bar: só as urnas comprovam as massas. Não que pesquisas sejam mal direcionadas ou, pelas pequenas amostras, passem longe da escolha popular. Elas servem para nortear discursos e indicar tendências. O fato é que um candidato se faz com o tempo. Ele confecciona sua imagem e consolida suas ideias a cada desafio, eleitoral ou administrativo. Assim pensa o tucano José Serra, pelo que já se viu de seu perfil nesta campanha. Mas então vem a pergunta inevitável relembrando a trajetória do candidato do PSDB: onde Serra errou, ou erra?

É um primeiro equívoco. Engana-se quem julga o momento como um conjunto de ações acertadas, ou desnorteadas. Os erros e acertos de uma campanha podem ser avaliados futuramente, em análise aprofundada. O dinamismo das campanhas, agora tão mais aceleradas no contexto da internet, TV, rádio, rua, palanque, eventos, discursos para todos os gostos e tribos, não permite avaliações instantâneas. Entra-se no jogo e dele só sai vencedor ou derrotado. Contam-se os mortos, feridos e heróis na hora do balanço. José Serra entrou no jogo ciente do risco que correria, que esta é a sua última chance de chegar ao Palácio do Planalto. Motivado pela ambição que sempre ocultou desde que perdeu em 2002, tornou-se um estrategista fechado em sua técnica. E, por isso, um centralizador, sim, ao contrário do que dita aos holofotes.

Serra nunca deixou de ser o candidato, contou-me certo dia o presidente do PSDB de São Paulo, deputado federal Mendes Thame. Explicava isso diante dos sinais emitidos das montanhas mineiras de que Aécio Neves o engoliria na disputa pela indicação. Serra manteve-se impassível como governador. Essa foi uma técnica. Elucidou-me isso o federal Stangarlini, também próximo do tucano, numa tarde no Congresso: Serra não poderia adiantar a disputa. Se se apresentasse à mídia como nome ao Planalto quando Aécio apareceu como pré-candidato, em meados de 2009, o governador paulista perderia o controle do estado que administrava, o controle do PSDB paulistano e se transformaria muito rapidamente em alvo do PT – como hoje. Essa foi a segunda técnica de Serra.

Deste modo, Serra perde para ele mesmo. Perde porque demorou a se lançar e a consolidar seu nome como candidato a presidente desde o início de 2009, como queriam os aliados do DEM, PPS e do PSDB. Este, sim, pode ser um equívoco eleitoral – e não erro político, é necessário distinguir. Ao passo que ele se preservou no poder paulista, perdeu espaço para o crescimento contínuo de Dilma Rousseff, que adentrava rincões como potencial nome petista à sucessão. Mas se Serra assistiu a tudo passivo, retardando seu projeto, teve um acerto administrativo: conseguiu entregar o governo de São Paulo sem crises internas, nem rachas no seu partido. E partiu para a briga. Tardiamente, mas partiu.

Serra perde para ele mesmo porque não consegue agregar aliados. Não conversa. E não sou eu quem diz. Ouço isso diariamente tanto de adversários, pela maldade verbal cabível à disputa, mas principalmente dos próprios aliados, que veem em Aécio Neves o grande diferencial da aglutinação ausente em Serra.

E por fim, Serra perde – segundo as pesquisas – principalmente por um fator inédito na História do país. A força popular de um presidente que vira um mito, com alta aprovação. Quando Hillary Clinton desistiu de disputar as prévias com Barack Obama, foi porque ouvira de seu maior guru: é difícil lutar contra um movimento. Ele falava de toda uma áurea que envolvia o senador adversário: o negro, o carisma, o projeto, a boa equipe e uma frase de efeito. Pode-se dizer que, no Brasil, com o cenário sóciopolítico e econômico sem estremecimentos de hoje, é difícil lutar contra um movimento: a continuidade do que está aí. No melhor dos bordões, o que se passa pela cabeça do povo é a metáfora que Lula ainda não disse no melhor de seu estilo: em time que ganha, não se mexe.

Serra perde, na verdade, para essa conjuntura socioeconômica. Não é só Lula ou Dilma que atrapalham o tucano. O maior adversário do candidato do PSDB é o momento que o país vive. Em suma, é o que Serra se pergunta todos os dias: como se apresentar como alternativa de poder para uma massa popular satisfeita com o país em que vive, independentemente de números e índices.

Nota do autor – Em política, a eloquente falácia é a melhor arma num coldre sem balas. No faroeste eleitoral há um vício imutável que pouco importa aos olhos da massa no tiroteio verbal: a ausência de um programa de governo. É isso o que derruba o discurso e o mandato dos candidatos. Sinceramente, não vejo programa convincente em nenhum deles.

Publicado originalmente no portal http://www.opiniaoenoticia.com.br

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Leis do Trânsito e Lei Seca

jb


O ministro das Cidades, Marcio Fortes, cuja pasta administra os órgãos que controlam as regras de trânsito do país, será o entrevistado desta noite no programa Tribuna Independente, da Rede Vida, ao vivo, a partir das 22h15.

Em pauta, a Lei Seca, as novas regras de trânsito - como o uso obrigatório da cadeirinha para crianças de até sete anos no banco traseiro dos veículos - e as campanhas de educação da Semana Nacional do Trânsito.

Rede Vida - UHF nas capitais + NET 26, SKY 20, TVA 73 e TECSAT 3.

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Da cadeia, o eventual aceno da vitória

A coluna desta terça
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Com a certeza de que a Justiça lhes garante o registro da candidatura, apesar de presos em Brasília, alvos de operação da Polícia Federal, Waldez Goes (PDT) e Pedro Paulo (PP), o ex e o atual governador do Amapá, continuarão as campanhas de longe. Seus cabos eleitorais estão nas ruas de Macapá, embora haja um clima de mal-estar. Como não são condenados, tampouco indiciados ainda, eles passam ao largo do Ficha Limpa. Pedro Paulo, que assumiu em abril, tenta a reeleição, com poucas chances. Mas Waldez lidera a disputa para o Senado. Independentemente de sair ou não do presídio até dia 3, o Amapá viverá um cenário inédito: poderá eleger um presidiário para a mais alta das Casas no Congresso. E ele assumirá, salvo alguma decisão da Justiça eleitoral até ano que vem.

- A maratona de um vice e o SPA do povo
- A polêmica lista da OAB para o STJ
- Rio ganha mais 4 mil empresas
- Nordeste terá debate de presidenciáveis


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JB Digital no ar

Já está no ar a edição desta terça-feira do JB Digital, um jornal exclusivo dentro do dinâmico www.jb.com.br

Notícias que você vai ler só mais tarde nas bancas, ou não, porque só estão aqui, no JB Digital

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Comentário - o debate da TV

Uma pequena síntese do que depreendo do debate - a parte mínima do debate, e não das amplas trocas de acusação - do encontro dos quatro principais presidenciáveis na Rede TV! na noite deste domingo:

O Brasil começou com José Serra e termina bem com Lula e Dilma, porque parece que tudo de bom foram eles quem fizeram. Plínio surgiu para explodir tudo e implantar o socialismo; e Marina é uma missionária da floresta que prega o bem contra o mal.

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Na tela, a manchete de amanhã

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Sede do NYT - eles já têm projeto para migrar do papel para o digital

Hoje o cidadão passa por uma banca de jornais pela manhã com a intuição de que já sabe o assunto das manchetes. E acerta, com raras exceções quando a reportagem é exclusiva. Esse foi o primeiro impacto com a ascensão do noticiário online: o fim do fator surpresa. A internet já trata de nortear os assuntos no dia anterior.

Nestes tempos modernos, a imprensa inquestionavelmente é o setor do mercado que mais sofre mutação, principalmente pelo avanço da internet, com suas ferramentas a cada dia mais aperfeiçoadas, e pelo crescimento das redes sociais.

A imprensa escrita passa por uma nova era, a de repensar suas atividades, sem abrir mão de seus valores – o de informar com responsabilidade. A informação está em todo lugar, em tudo o que vemos, sentimos, ouvimos. Cabe aos veículos saber reportá-la de um modo que seja interessante para o leitor, o ouvinte, o telespectador, porque sempre haverá no mundo interesse pela troca de notícias. E essa troca é a maior das transformações, a locomotiva que puxa as tendências no setor de comunicação. O cidadão não quer ser mais o passivo da informação, deseja ser o ator, interagir, compartilhar, debater. Isso começou com os blogueiros, ganhou os portais dos jornais e cresce com o Twitter.

E isso só tende a acelerar. É essa a maior transformação pela qual passa a mídia, sejam os jornais, as revistas, a TV. A interação, o debate, a troca. Ou seja. Não existe mais a outra ponta. Agora leitor e jornal se ligam, pela internet.

A grande imprensa já repensa sua posição, por dois fatores – essa interatividade que faz o cidadão cobrar ser agente da notícia, na interatividade; e o fator ambiental. Ninguém mais quer derrubar árvores num mundo que está doente. As plataformas digitais tornaram-se, diante desse cenário, o grande canal para os veículos de comunicação impressa. Daí o pioneirismo do JB Digital. E para os que até semana passada enclausuravam-se no ceticismo de suas ideias – muitos até pessimistas – veio uma notícia que confirmou de vez a tendência. O CEO do The New York Times, um dos maiores e mais importantes jornais do mundo, anunciou que será questão tempo o fim da edição impressa e a migração para o NYT Digital, com conteúdo cobrado. Um artigo no Observatório da Imprensa reforçou: as conceituadas revistas TIME e Newsweek já estudam publicar as edições apenas online.

Há uma realidade que devemos aceitar. Tradições e hábitos estão constantemente em transformação, rápida ou demorada. Passamos hoje pela mutação do exercício da leitura. A cada dia lemos mais no celular, nos leitores digitais como Kindle e similares, e no desktop dos PCs, laptos e neetbooks. E para um mundo capitalista, não pode-se abrir mão do fator mercadológico. As crianças de hoje só lêem na internet. Emitem sinais, esboçam o que vislumbram para suas vidas: a convergência de mídias em plataformas digitais. São elas que daqui a 15, 20 anos serão os leitores e anunciantes em potencial.

Existe muito romantismo em torno do papel. Isso é natural. É difícil mudar costumes e, principalmente, aceitar o novo. Mas seja você um romântico ou não, tem que se adaptar diariamente às transformações ditadas pela vida. No mercado, não é diferente. Quem sabe, haverá um dia em que lamentaremos o fim da... internet. Engolida por alguma tecnologia extraordinária que reforçará os laços do cidadão com a informação. Mas entenderemos. Porque métodos de divulgação podem ficar ultrapassados, mas a informação nunca morre.

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Candidatos falam de reforma política na OAB

jb
Ophir Cavalcante, presidente da OAB, entrega carta em novembro

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) receberá nestas segunda e terça três dos quatro principais candidatos a presidente da República, separadamente, para debater a reforma política, pauta que todos eles acham fundamental.

Nesta segunda, a OAB recebe José Serra (PSDB), às 11h. Na terça, será a vez de Plínio de Arruda (PSOL) às 10h e Marina Silva (PV) às 11h. A candidata Dilma Roussef (PT) foi convidada, já havia confirmado sua presença, segundo a assessoria da OAB, mas desmarcou.

A pauta da OAB é estratégica. Mês passado o Informe JB adiantou que em novembro a entidade entregará ao vencedor da eleição presidencial uma carta em que assume o compromisso de cobrar a realização da reforma política já no primeiro ano de governo - uma meta de todos os ex-presidentes e do atual, Luiz Inácio, que ficou engavetada.

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O gol de penalty mais estranho do mundo

Sessão recreio do blog. Veja o que aconteceu em um campeonato no Oriente Médio.

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Uma bolsa milionária para pesquisador da seca

A coluna deste domingo
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Para um país sempre criticado por não apoiar pesquisas, o Ministério da Ciência e Tecnologia ousou desafiar parte do orçamento do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Vai fechar contrato de R$ 12,5 milhões com o pesquisador que melhor apresentar um projeto de soluções em quatro áreas para o semiárido brasileiro. O edital está dividido nas linhas Recuperação de áreas degradadas do Semiárido; Exploração econômica das potencialidades do Semiárido; Difusão de tecnologias para convivência com a seca; Capacitação de educadores e agentes de extensão. Mais informações no http://www.cnpq.br/editais

Mais destaques

- Conheça o Obama Brasil, candidato a federal
- Roriz promete o Bolsa-Cursinho no DF
- A praga dos santinhos online
- Documentário sobre Lei Maria da Penha


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A caravana ladra e a plateia, idem

A coluna deste sábado
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Depois que o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) foi à tribuna do Senado denunciar que um candidato ao governo teria pagado R$ 1 milhão para aparecer na frente numa pesquisa de um grande instituto no Amapá, ontem foi a vez da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) denunciar à Polícia Federal suposto esquema de compra de voto do atual governador, Carlos Gaguim(PMDB), candidato à reeleição no Tocantins. A PF vai apurar se foram contratados 50 cabos-eleitorais. Cada um teria a meta de comprar 300 eleitores por R$ 100 por voto, alcançando 15 mil votos pagos.

Mais destaques

- A Tropa de Elite da CGU
- Maluf se livra de ação no STF
- Fortaleza, celeiro do riso
- Vice de candidato ataca de galã na internet


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Esquenta a disputa pelo segundo voto de senador no Rio

A coluna desta sexta
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Com exceção de Marcelo Crivella (PRB), que lidera a disputa, mas não com tanta vantagem como há meses, a corrida para o Senado pelo Rio ganhou novos capítulos. Diante de sondagens encomendadas pelos partidos e não registradas, depreende-se que os movimentos intensos dos outros candidatos explicam um ineditismo para o cenário fluminense: a disputa pela segunda vaga ficou acirrada. Tanto Cesar Maia (DEM), quanto Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB) têm chances de vencer.

Para não ser ultrapassado por Lindberg, que cresce a passos largos, Maia montou um QG na Baixada Fluminense, reduto do petista. Este, intensificou a agenda porque Picciani está colando em seu nome nas pesquisas, de carona na popularidade do governador Sérgio Cabral. E Picciani possui um aliado forte. O pastor Everaldo, do PSC, que lidera parte dos evangélicos no Rio – com voto fiel.

Mais destaques

- Paraibano quer indenização de R$ 1 bilhão do Papa
- TST reduz de R$ 1 bilhão para R$ 100 milhões valor de ação contra Shell e Basf
- PSDB desdenha de Jefferson
- Patrus e Hélio Costa colam em Lula


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Para oposição, jogo não está jogado

A coluna desta quinta
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“Houve uma alteração”, disse ontem à coluna Roberto Freire, presidente do PPS e aliado do tucano José Serra, ao avaliar números de pesquisas qualitativas feitas nos últimos dias. Para Freire, DEM, PPS e PDSB ainda acreditam em segundo turno. De acordo com ele, diante dos números – não divulgados – Serra cresce e Dilma tem caído. Isso, na avaliação dos serristas, devido ao perfil mais agressivo do programa de TV do tucano, à posição “impositiva” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da recusa em assumir o erro do governo na quebra do sigilo da filha do candidato oposicionista, e porque “o povo começa a ver o que Serra já fez”, diz Freire.

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Esquadrilha da Fumaça

Assista a quatro vídeos exclusivos do blog sobre a bela apresentação da Esquadrilha da Fumaça no céu de Brasília no 7 de Setembro de 2010. A performance dos sete aviões tucanos encerra com brilho a festa todos os anos.

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Um Conselhão para Costa em Minas

A coluna desta quarta
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O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff não foram a Minas socorrer o candidato do PMDB ao governo, Hélio Costa (PMDB), que fez apelo pela presença deles diante do crescimento do tucano Anastasia, mas quem acorda em Belo Horizonte hoje é o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que coordenará a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Padilha apresenta a Agenda Nacional para o Novo Ciclo de Desenvolvimento na Federação das Indústrias de Minas e falará dos louros promovidos pelo governo federal no estado. O vice de Costa, o petista Patrus Ananias, esforça-se agora em levar o maior número de ministros a BH para prestigiar o peemedebista, até que Dilma Rousseff resolva voltar às origens.

Mais destaques

- O general vermelho em Brasília
- Bancos privados e estrangeiros no Minha Casa, Minha Vida
- O apagão eleitoral na TV no DF


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Jefferson no CQC

A cantoria do ex-deputado Roberto Jefferson, no programa Tribuna Independente, da Rede Vida, apresentado por este repórter, rendeu-lhe o terceiro lugar no cobiçado rank do TOP Five do programa humorístico CQC, da Band, na noite desta segunda. Reprise do programa é no sábado, mas você pode acompanhar abaixo a íntegra de "When I fall in love" pelo tenor.

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Jornais e revistas se reinventam

Abaixo, um artigo publicado nesta terça no Observatório da Imprensa sobre a situação da megarevista Time e de outros veículos nos Estados Unidos, diante da impactante "mutação" pela qual passam por força das novas midias, principalmente a internet. Mais uma prova de que o JB Digital abriu o caminho no Brasil.

TIME
Reinventar para sobreviver
em 7/9/2010


Tempos difíceis – e de reinvenção – para as semanais americanas. A Newsweek está sendo vendida, a U.S. News & World Report migrou-se quase que totalmente para a rede e a Time está menor – a circulação caiu de 4 milhões para 3,25 milhões. Segundo o editor da Time, Rick Stengel, "era preciso consertar o teto enquanto o sol ainda brilhava". Há quatro anos, quando ele assumiu o cargo, a revista era maior, mas a publicação é uma das poucas sobreviventes – com jornalismo sério – do gênero atualmente.

Algumas capas recentes da Time mostram que ainda é possível impactar. A de agosto mostrava uma jovem afegã de 18 anos, exibindo o nariz e as orelhas mutiladas como forma de denunciar a crueldade do Talibã contra as mulheres. Como comenta Howard Kurtz [Washington Post, 30/8/10], o impacto pode não ter sido tão grande quanto à capa de 1996, com a pergunta "Deus está morto?", mas é necessário considerar que a audiência também está menor. O site da revista – que só publica matérias com duas semanas de atraso – aumentou a quantidade de leitores em 47% nos últimos dois anos, para sete milhões de visitantes ao mês, segundo a Nielsen.

Para efeitos de comparação, Sidney Harman, o magnata que está comprando a Newsweek do The Washington Post Co., disse que ficaria feliz se em três anos a empresa não desse mais prejuízo. Já a Time estima registrar lucros de mais de US$ 50 milhões este ano. "Nunca tive satisfação ao ver a espiral decrescente ao redor de nós, mas, obviamente, cria oportunidades", afirmou Stengel.

O editor teve que reduzir a equipe ao longo de quatro anos, ficando basicamente com freelancers, mas conseguiu reunir um time de escritores de ponta – incluindo Michael Grunwald, David Von Drehle e o vencedor do Pulitzer Barton Gellman. Ele também trouxe Mark Halperin da ABC, Michael Crowley da New Republic e Fareed Zakaria da Newsweek. No entanto, grandes nomes deixaram a publicação, como Michael Kinsley, Andrew Sullivan e Bill Kristol. Também não há um colunista conservador para equilibrar o liberal Joe Klein.

Tanto a Newsweek quanto a Time abandonaram os resumos das notícias da semana – um pouco irrelevante na era digital. A Time adotou o que Stengel chama de "análise informativa", que são matérias com um claro ponto de vista – em geral, de esquerda ou de centro. Já a Newsweek, que está mais inclinada para a esquerda e ainda apostou, no ano passado, em colunas e artigos de opinião – o que não deu muito certo.

Uma mudança importante para a Time foi passar a publicação de segunda para sexta, para a revista se tornar uma leitura de final de semana. A capa é revelada semanalmente, todas as quintas, no Morning Joe, na MSNBC. Outro ponto positivo é o blog Swampland, com colaboradores como Klein. "Foi importante ter uma relação mais interativa com os leitores", comenta Klein.

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Para a estiagem não inflacionar a quitanda

A coluna desta terça
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Para evitar grandes perdas nas lavouras e encarecimento dos produtos hortifrutigranjeiros, o Ministério do Desenvolvimento Agrário iniciou um trabalho preventivo de orientação a agricultores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul – o grupo do chamado Centro-Sul e responsável por boa parte dos alimentos que chegam aos supermercados do país. A preocupação é com a forte estiagem que atinge o Brasil – com exceção do RS, onde tem chovido esporadicamente. Além de passar dicas a grandes e pequenos agricultores, técnicos do ministério alertam para o fenômeno La Niña, que provoca a estiagem atual, e dizem que o verão de 2011 pode ser ainda mais seco.

Mais destaques

- O que é La Niña
- A seca recorde em Brasília
- TSE já recebeu 1407 recursos contra registros
- O novo todo-poderoso das Três Forças
- Brasil lidera debate pela COP 16 em Genebra


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Lula destaca política de assistência a brasileiros no exterior

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de divulgar uma mensagem aos brasileiros que vivem no exterior, em menção ao 7 de Setembro. No texto - leia os dois primeiros parágrafos abaixo - ele destaca as políticas de assistência implementadas pelo Itamaraty.

"Há oito anos, quando ainda era candidato à Presidência da República, redigi a ‘Carta aos brasileiros que vivem longe de casa’. Ao comemorarmos, hoje, nossa Data Nacional, estou feliz em constatar que os compromissos então assumidos foram plenamente cumpridos. De um lado, buscamos assegurar condições de vida digna no Brasil com a criação de milhões de novos postos de trabalho e, de outro, criamos normas e desenvolvemos projetos concretos em benefício dos que decidiram viver no exterior.

Criamos no Itamaraty uma unidade para implementar ações para oferecer atendimento adequado aos emigrados brasileiros. Com isso, foi possível fortalecer os Conselhos de Cidadãos no exterior, implantar programas de regularização migratória na América do Sul e assinar acordos previdenciários com grande número de países. No Japão, inauguramos a Casa do Trabalhador Brasileiro em caráter experimental e lançamos projeto-piloto para permitir saque do FGTS. Melhoramos o atendimento aos brasileiros no exterior com a informatização e a reforma do sistema consular, inclusive para a prestação de serviços nas áreas de educação, previdência, trabalho, saúde e cultura".

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O Pós-3 de outubro para a oposição

A coluna desta segunda

Muitas raposas já vislumbram um cenário de horror para PSDB, DEM e PPS no pós-eleição, se Dilma Rousseff (PT) vencer no primeiro ou segundo turno. Nas avalições, DEM e PPS definham de vez, PSDB racha e o PTB pró-José Serra perde uns 10 deputados federais da bancada. Isso tudo, na urna. Há outro agravante para esses partidos. Parlamentares da base governista projetam abrir uma “janela” para troca de partido sem inclusão na lista da infidelidade. A debandada da oposição pode ser grande.

jb

Contramão

A bela e importante Ouro Preto (MG) completou 30 anos de título de Patrimônio Histórico da Humanidade da UNESCO sem excluir um problema crônico que destroi a cidade: o trânsito na Praça Tiradentes e vielas adjacentes.

Mais destaques

- A novela de um cubano impedido de ver o filho há oito anos
- Um camelô globalizado na Tijuca
- O retorno de Ferreira Gular
- 500 mil inscritos no Empreendedor Individual

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A outra campanha: pelo voto útil dia 3

A coluna deste domingo

Muito preocupado com a desinformação da população em torno da nova lei que obriga o eleitor a portar documento com foto, além do título de eleitor, na hora da votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, fez um apelo. Enviou um recado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pediu uma campanha boca a boca nas paróquias.

A entidade deve orientar em documento os padres de todo o país a orientarem os eleitores durante os sermões. O receio do TSE é de que o número de voto útil caia muito este ano, porque a lei não foi bem propagada, e há um agravante: muitos cidadãos sem identidade – principalmente os dos rincões – não terão tempo para emitir novo documento com foto até dia 3.

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AGU compra briga do CNJ contra Supremo

A coluna deste sábado
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Enquanto candidatos a presidente se atacam pela TV e rádio, numa campanha fria e sem emoção, outra briga, e de grandes, esquenta Brasília nos bastidores. A Advocacia Geral da União resolveu meter a caneta no impasse entre o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça. O chefe da AGU, Luís Inácio Adams, recorreu (agravo) contra as liminares concedidas pelo ministro Celso de Mello, do STF, que reintegraram oito magistrados de Mato Grosso aposentados compulsoriamente pelo CNJ, acusados de desvio de verbas do TJ estadual para socorrer a Loja Maçônica Grande Oriente. A questão vai agora ao plenário do STF, que dará a palavra final.

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Entrevista com Lewandowski

Assista a entrevista realizada com o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, realizada na Rede Vida ao vivo na noite do dia 30 de agosto. Em quatro blocos, no canal do Informe JB no YouTube. Clique abaixo (em sentido horário)

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PTB a galope, discreto, para a coalizão petista

A coluna desta sexta
Leia o Informe na íntegra no JB Digital

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Gim - daqui a pouco ele vira... presidente do PTB


O próprio presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson – que odeia o PT mas admira do presidente Lula – confessa aos aliados. Ele não tem como segurar o PTB, que vai migrar a galope para um eventual governo petista. Jefferson tem a militância, mas não controla as bancadas no Congresso. E é pelas bancadas, principalmente através do senador “dilmista” Gim Argelo (DF), que o PTB vai se aproximando da coalizão petista para um eventual governo de Dilma Rousseff (PT).

Argello tem feito a ponte com Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete do presidente Lula, e ontem estava em São Paulo, onde há a maior resistência à composição futura. Os paulistas, liderados por Campos Machado, são aliados de José Serra e Geraldo Alckmin. Mas só Jefferson e Machado, da cúpula, apoiam os tucanos.

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Um bloco forte no contrapeso ao PMDB

jb
Temer - ele ainda deve indicar o presidente da Câmara em 2011


Confirmada a ascensão de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas, com um pé na rampa do Palácio do Planalto, parte da cúpula do PT – e não se descarta a entrada do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas – começa já a pensar uma composição no Congresso que não deixe a base à mercê do PMDB, que estima-se sairá forte das urnas.

Para os petistas, um PMDB com mais cadeiras no Senado e Câmara poderá fazer a base refém em projetos, controlar mais comissões importantes e ditar as pautas nas Casas. Com isso, cresce entre petistas a ideia de fazer uma base consolidada para se contrapor ao eventual peso que o PMDB terá no Congresso. Partidos coadjuvantes, como PSB, ganharão destaque. Lula, que tirou Ciro Gomes da disputa, poderá chamá-lo de volta. Para um ministério num eventual governo “Dilmista”.

Leia a íntegra da coluna no JB Digital, com acesso gratuito aqui

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Roberto Jefferson, o apaixonado

Deputado cassado, por envolvimento no mensalão, réu no processo no STF por lavagem de dinheiro, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, também é tenor, carreira que quer seguir.

Cantou ao vivo, na noite desta terça, a música When I Fall in Love. Assista

jb

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Virando a página

A mídia que divulgou o fim da última edição impressa do Jornal do Brasil dá um tom de que o jornalismo morreu com o impresso. Não foi. Há apenas uma migração. Agora estreia o JB Digital, com reportagens diárias, exclusivas ou não, e a esperada convergência de mídia.

Há muito romantismo em torno do jornal papel. Isso é bom. Mas até nisso há um exagero. A imprensa toda passa por uma mudança drástica, e o JB é apenas um exemplo disso. O Le Monde quase faliu em junho - teve de ter um aporte de 10 milhões de euros emergenciais para não ir ao Tribunal de Falências, e vendeu metade de suas ações para um grupo. O NYT foi salvo pelo mexicano Carlos Slim com aporte de US$ 1 bilhão há dois anos. Hoje os jornais do Brasil estão incentivando gradativamente a assinatura digital porque o custo do envio de exemplares para leitores em algumas capitais é maior que o ganho com a assinatura.

O online/digital será caminho natural de todos os impressos, pela exigência do próprio leitor que segue as tendências. A migração será inevitável, até pelo fator ambiental. Derrubar árvore hoje não é negócio para nenhuma empresa - estão aí todos os dias as campanhas das próprias por compromisso ambiental.

É difícil mudar uma cultura de séculos de leitura de jornal, mas não impossível diante das tendências que norteiam já os rumos dos veículos de comunicação - a convergência de mídias online. É questão de tempo. Se houver uma pesquisa, poderemos descobrir que a massa das crianças e adolescentes de hoje em todo o planeta já trocou a leitura de jornal pelo noticiário na internet - que não deixa de ser tão bom quanto o impresso, e, em muitos casos, até mais analítico e rico em informações, outra vantagem do mundo virtual.

São essas crianças e adolescentes de hoje que em pouco tempo serão os leitores e anunciantes dos veículos de comunicação. E eles já rascunham em seus cotidianos o que vislumbram sobre comunicação para daqui a poucos anos. A tela - seja ela do micro, do laptop, do ipad, do kindle e similares, do celular. Em lugar do papel.

Haverá uma hora em que , quem sabe, ainda lamentaremos lá na frente o fim da... internet. Ultrapassada por alguma extraordinária invenção humana alimentada pela tecnologia que nos engole. E o saudosismo não será diferente como o de hoje, dos que lamentam o fim de uma edição impressa.

Isso é inerente ao homem. O romantismo. E essencial. Mas existe uma inexorável verdade em nossa rotina. O mundo muda a cada momento, em tudo. Seja você um romântico ou não, deve se adaptar para sobreviver.

O repórter.

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Entrevista com Lewandowski

Na TV Informe, pelo canal da coluna no YouTube, o blog divulgará ainda na tarde desta quarta-feira os quatro blocos da entrevista com o ministro presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Aguardem.

Atualização, qua, 14h40 - Teremos de editar a entrevista, que vai em quatro blocos para o Youtube, porque o portal só aceita vídeos de até 10 minutos. Até este fim de semana divulgaremos o conteúdo.

Assista ao primeiro bloco no JB Digital, na capa do JB Online
na edição do dia 1º de setembro, quarta.

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Voto impresso é um retrocesso, diz ministro

A coluna desta quarta
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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro do STF Ricardo Lewandowski diz que a iniciativa de alguns projetos políticos de tornar o voto impresso é um “retrocesso extraordinário”. Lewandowski lembrou mais uma vez que tanto as urnas eletrônicas no país quanto a totalização são seguras, averiguadas intensamente e comparou a tentativa de imprimir o voto a uma situação descabida. “É como acoplar num avião a jato uma bússola a vapor”. Ainda segundo o presidente do TSE, a “Constituição assegura o sigilo do voto” e a urna eletrônica é inviolável.

Para ler a íntegra da coluna, com mais informações exclusivas sobre política, economia, cultura, etc, assine o JB Digital - (21) 39234000

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