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O dia em que Ciro desceu do palanque e...

"Chama a polícia, pelo amor de Deus. Vem pra cá ministro. Ministro Ciro Gomes, ministro!"

Essas frases são apenas um apertivo deste vídeo hilário divulgado hoje pelo Augusto Nunes em seu blog, intitulado Ciro solto na praça é um perigo

Trata-se do dia num comício em que Ciro Gomes desceu do palanque para encarar um grupo que o vaiava e... nunca mais voltou.

jb

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Patrus: "Sou o melhor nome para o PT em Minas"

Num claro embate com o colega Fernando Pimentel pela candidatura do PT ao governo de Minas Gerais, o ministro Patrus Ananias diz que é o quadro que unifica as esquerdas


jb

À frente de um dos principais programas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, reforça que é candidato ao governo de Minas Gerais, considera-se o nome mais viável para formar os palanques da base e diz que lutará até o seu limite para fazer o PT levar seu nome à cédula. Sua saída do ministério dentro do prazo do calendário eleitoral, no entanto, depende das articulações do presidente Lula e de o PT de Minas fazer prévias para lançar ou não um nome ao Executivo. Nesta entrevista ao JB, como bom mineiro, evita falar de rusgas internas com outro petista, Fernando Pimentel. E acredita que, em algum momento, os partidos da base governista – inclusive o PMDB – vão se unir. A prioridade, agora, é conversar, e muito.

Consolidado e com resultados significativos, o senhor teme que o Bolsa Família seja extinto diante de eventual derrota do PT na campanha presidencial?

Alguns setores da oposição, minoritários, não aceitam o Bolsa Família. Agora, as pessoas mais sensíveis às exigências da justiça social como fator fundamental para a soberania e o desenvolvimento, cada vez mais acolhem. No fim do ano passado nós conseguimos aprovar no Congresso Nacional três projetos de lei de interesse do ministério, no sentido inclusive de dar ao ministério condições de trabalhar melhor, e foi com o apoio da oposição. E também há o fato de nós estarmos trabalhando em uma linha republicana, com governos estaduais e municipais de todos os partidos. Mas o programa, do ponto de vista legal, carece de algumas questões.

O reajuste seria uma delas?

Por exemplo, não prevê critérios de reajuste e esse é um ponto importante. Nós estamos trabalhando também sempre na perspectiva de aperfeiçoar o programa. Estamos, neste momento, trabalhando intensamente em algumas propostas que vamos levar ao presidente Lula no sentido de aperfeiçoar o programa e dar a ele um embasamento jurídico maior.

A notícia de uma norma que deixa a dos gestores municipais o prazo de validade do benefício é sinal de descentralização do programa?

O programa nasceu com essa característica, é descentralizado. O cadastro é da responsabilidade das prefeituras. Qual é a nossa avaliação? As prefeituras existem, os prefeitos e os vereadores são eleitos pelo povo, têm responsabilidades constitucionais. Por isso o ministério trabalha com um número muito reduzido de funcionários – 1.400. Nós trabalhamos em parceria com os governos estaduais e sobretudo municipais.

O programa e o cargo deram visibilidade ao senhor. É fato que o senhor é candidato ao governo de Minas. Mas é fato que o PT vai ter candidato ao governo?

Eu trabalho com essa perspectiva. Qual é o meu projeto? Quero governar Minas Gerais, e me considero preparado para isso, acho que é um bom momento. A experiência que nós tivemos, muito exitosa, reconhecida nacional e internacionalmente, na prefeitura de Belo Horizonte, é uma experiência de gestão muito eficaz e efetiva, com dimensão social muito forte. Então eu quero governar Minas não por uma questão pessoal, é um projeto coletivo. Nunca fiz política sozinho. Fui estimulado a lutar pela candidatura, venho recebendo manifestações, inclusive de fora do PT. Quero, estou convencido, em sintonia com o presidente Lula, com a direção nacional do PT, que é importante buscar uma aliança com os partidos da base de sustentação do presidente, até para fazer um palanque forte para a candidatura da Dilma Rousseff em Minas. O PMDB é um parceiro fundamental nesse processo.

O PMDB também não abre mão de candidatura.

Está todo mundo buscando o seu espaço, é legítimo isso. Vai ter um momento em que vai ter que se avaliar qual é a candidatura que está mais sintonizada com o momento histórico. Quem tem experiência de campanha política vai sentir para onde os ventos estão soprando, qual é a candidatura com maior potencial de unidade, de ampliação.

Acredita que o PT e o PMDB podem ser aliados?

Acho que sim, trabalho com essa perspectiva, é desejável.

O fato de o Fernando Pimentel ter se aproximado do governador Aécio Neves (PSDB) rachou o partido?

Não quero voltar a esse assunto até por apreço ao prefeito Márcio Lacerda (PSB) com quem tenho uma relação construtiva. É assunto que pretendo superar. Mas acho que isso tudo foi um processo que não foi o melhor. Muitas pessoas que participaram dele, junto com o ex-prefeito (Pimentel), hoje fazem uma clara autocrítica, porque não foi um processo consensual. O vice-presidente José Alencar (PRB) não foi consultado, o PMDB foi excluído, foi excluído o ministro Hélio Costa, nós fomos excluídos, militantes e lideranças históricas do PT. Agora é hora pensar para o futuro...

Como ministro próximo do presidente Lula e à frente de uma pasta importante, não esperava um apoio mais claro dele?

Acho que não. O processo político em Minas tem muitas sutilezas. Acho que a postura do presidente tem sido muito serena, equilibrada. Por outro lado ele tem uma extraordinária liderança que nós todos respeitamos. Estamos juntos há mais de 30 anos. Aprendi a respeitar muito a intuição política do presidente, a sua capacidade de criar coesão, vislumbrar caminhos. Nós todos temos que nos unir em torno da candidatura da ministra Dilma. Mas acho que está muito correta a posição dele.

A de esperar a escolha do PT e, aí sim, apoiar.

Se for caso também, no momento correto,.

O Pimentel também é pré-candidato. O senhor consegue vencê-lo dentro do PT?

Defendo que esse processo seja resolvido através de prévia. Nós construímos um partido democrático, é um partido que valoriza muito a sua base, os seus filiados, os seus militantes. Eu não entendo, efetivamente, por que o outro pretendente, dentro do PT, não quer prévia. Certamente porque há uma percepção de que é um processo em que eu teria mais condições de ganhar. É meio histórico dentro do PT, tenho uma militância intensa, disputei seis eleições.

Como isso será resolvido?

Teria que ser uma prévia ética, transparente. Acho que é o melhor caminho e fico preocupado mesmo que o outro lado não esteja considerando esse caminho e apostando numa falta de caminhos. Infelizmente não há nenhum procedimento nesse sentido. Não há nenhum retorno aos nossos pleitos. Eu tenho sido procurado, tenho tido muitas e boas conversas com apoiadores do Pimentel. Sinto que as principais lideranças, as pessoas que têm realmente compromisso histórico com o partido, estão preocupadas no sentido de que a gente encontre um caminho.

O senhor está magoado com o Pimentel?

De jeito nenhum, tenho a relação com ele preservada. Acredito na democracia, acho que é legítimo.

Mas teme que ele o atropele novamente, como ocorreu nas eleições municipais?

Não é questão de atropelar, mas tem que buscar um consenso, um caminho. O primeiro caminho seria a prévia, é do estatuto do PT. Quem ganhar, ganhou, com critérios claros. É claro, para ter prévia, tem que ter o aceite da outra parte. Não vamos transformá-la em mais uma disputa, tem que ser pactuada.

O senhora abrirá mão da candidatura por um palanque amplo da base?

Sou candidato ao governo de Minas neste momento.

Seria candidato ao Senado?

Nesse momento, não. Claro que dentro dos princípios éticos, considerando as responsabilidades que eu tenho com o PT, com o presidente Lula, com a candidatura da Dilma, estou empenhado em viabilizar minha candidatura. Estou convencido de que sou o melhor nome para unificar o PT em Minas, para unificar as esquerdas. Tenho um diálogo muito bom com o PMDB e com outros partidos da base. Sou candidato ao governo, não trabalho com outro cenário, até porque o Poder Executivo me motiva muito mais, me sinto uma pessoa realizada. Acho que sou o melhor nome, mas a democracia tem disso, você tem que acertar com a vontade dos outros também. É a famosa expressão do Garrincha: “Tem que combinar com os russos”. Então tenho que combinar com os outros, também. Eu quero ser o candidato, mas se no limite, contrariando as minhas expectativas, eu não for o candidato, vou considerar com muito carinho, se for esse o desejo do presidente Lula, realmente continuar aqui no ministério.

(Colaborou João Batista Araújo)

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Exclusivo - O bilhete do blog para Arruda

Foi detectado pela PF, que acompanha este blog, um bilhete da coluna para o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Abaixo, a transcrição:

jb

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A charge - deixa que eu chuto

A charge de Duque, extraída do jornal O Tempo, de BH, mostra muito bem e com criatividade adequada aos bons chargistas o momento político da base governista pré-campanha.

jb

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O Brasil sem espaço. Literalmente

A coluna de domingo
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jb


Embora faça parte do seleto grupo de oito países signatários de programas espaciais, o Brasil corre o risco de perder o espaço, literalmente. O governo reduziu o orçamento do programa espacial de lançamento de satélites este ano para R$ 353 milhões. Ano passado, foram R$ 415 milhões. Outros dois países do chamado BRIC investem pesado – a China tem mais de US$ 1 bilhão e planeja voos tripulados à lua. A Índia conta com orçamento de US$ 800 milhões para 2010 e a agência espacial tem em caixa outros US$ 2 bilhões. Outro problema são os atrasos no cronograma na Base de Alcântara (MA) na parceria com a Ucrânia, com dificuldade para concluir o foguete Cyclone IV.

Entraves

Ainda contribuem para o desleixo do país com o projeto a demora em licenças ambientais da área e a briga dos quilombolas que lutam pela titularidade de terra na área da base.

Cont(r)atos

O tradicional financiador de campanhas Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, diretamente de Miami, tentou contato com a coligação PV-PSDB-DEM-PPS. Por ora, em vão.

jb
Vista aérea de parte do estrago com o estouro da barragem: um dos maiores crimes ambientais do país

Fotos extraídas do www.rondoniagora.com


Água abaixo...

Um jogo de empurra corre desde outubro quando o Ministério Público do estado de Rondônia pediu à polícia instauração de inquérito para apurar o estouro de barragem na pequena Vilhena, construída pela Schain.

... e lama

Uma notícia crime da promotoria pede investigação de crime ambiental, falsidade ideológica e estelionato de integrantes do Consórcio Construtor Vilhena, Schain, EIT e Centrais Elétricas de Belém. Até agora, nada.

jb
Barro e lama destruíram centenas de quilômetros quadrados


Quem paga?

O prejuízo gira em torno de R$ 100 milhões. A construtora não teria pago o seguro. Grandes fundos de pensão perderam dinheiro no investimento.

Inflação

Um deputado aliado de Fernando Pimentel (PT) diz que pesquisa o aponta com 66% na grande Belo Horizonte, para o governo. Gente do próprio PT duvida.

Vibra, Hélio Costa

Apesar dos esforços, quem conhece os meandros da política mineira diz que o presidente Lula vai intervir para o PT fechar com o PMDB coligação para o governo, cujo candidato é o ministro Hélio Costa, que lidera as pesquisas.

País das apostas

Vice-presidente da Caixa, Moreira Franco, que cuida das bilionárias contas do FGTS e das loterias, sonha com ampliação os pontos de vendas e aumento dos prêmios. “A receita seria muito maior”.

Por partes

Para Moreira, o governo deveria simplificar os repasses – de cada jogo sairia verba para um programa. Hoje, há repasses para vários programas sociais e do Esporte.

jb

Ministro Gonçalves: ele tem paciência para ouvir, e muito


Ouvidor-geral

Veja quão dura a vida de ministro do Judiciário. Algoz do mensalão do DEM, o mineiro Fernando Gonçalves recebe advogados de figurões no STJ, mas também mães de presos. Constrangido, mas recebe. “Elas choram”, dizem que é “um bom menino” etc.

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Temer reeleito e perto da vice? Ainda não

jb
Quinteto - Da esq para direita: Lobão (fundo), Temer, José Sarney, Padilha e Henrique Alves.


A recondução do deputado federal Michel Temer (SP) ao comando do PMDB por ampla maioria na tarde deste sábado - com 591 votos a favor, dois nulos e quatro abstenções - não quer dizer que ele já é o vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Embora todos os cenários de hoje apontem para isso - faixas espalhadas pelo auditório Nereu Ramos, na Câmara Federal, saudando Temer e Dilma, e a presença, no fim, do ministro das Relações Alexandre Padilha, o nome de Dilma ali - Temer ainda enfrenta resistências no núcleo de campanha petista.

Pesa contra ele a pouca expressão de votos para a eleição a deputado, em 2006 - por pouco não foi eleito - e, agora, o fantasma de Henrique Meirelles (veja post abaixo), o presidente do BC e, entreouvidos no Planalto, o preferido do presidente Lula para a vaga.

Uma vez reconduzido, agora chegou a hora de PMDB e PT sentarem à mesa. Temer, por ora, é pule de dez para vice.

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