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Ficção interativa e o poder da língua



Arte e convergência das mídias foi tema da última mesa da Jornada Literária de Passo Fundo que terminou ontem sob forte calor. Uma das convidadas foi Emily Short, pseudônimo de Mary MCmenomy, que falou um pouco sobre seu trabalho em Ficção Interativa ou IF (Interative Fiction). O termo ficção interativa se refere a ambientes virtuais nos quais os jogadores percorrem naarrativas através de comandos de textos. Referência na área, os trabalhos de Short colocam a responsabilidade de decidir o final da história nas mãos do leitor.

Embora a participação do leitor seja constante, a marca autoral das ficções interativas não desaparecem. "Na ficção interativa, o leitor é convidado a trazer seu repertório moral, intelectual e cultural para a narrativa criada pelo autor. Cada leitor pode encontrar uma solução diferente, mas dentro das possibilidades criadas pelo autor. E isso não significa a morte do autor", diz a autora de Galatea, seu primeiro trabalho que está disponível online em http://emshort.wordpress.com/my-work/. Muito menos a morte do livro ou da literatura tradicional: "A ficção interativa não tem a intenção de substituir o livro".

Pedro Bandeira, também presente no palco de debates, lembrou o emblemático personagem de Cervantes ao falar das novas tecnologias no campo artístico. "“Não podemos, como Dom Quixote, negar o progresso. De qualquer forma e mesmo com todas as tecnologias disponíveis, há um instrumento que não podemos mudar: a língua. Seja para o bem ou para o mal, a língua vai permanecer para sempre”, diz o escritor.

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