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Sambas de Enredo no Ideias amanhã

Arquivo JB

Durante muito tempo, Carnaval no Rio foi sinônimo de samba de enredo. Os mais jovens podem estranhar, mas antes da monocórdica onda do axé music e de as marchinhas ressurgirem com força na esteira dos blocos, os hinos das escolas tocavam massivamente nas rádios, animavam foliões, serviam de trilha sonora para paixões tão coloridas e fugazes quanto uma serpentina no ar. E batiam recordes: entre os anos 70 e 80, o disco com os sambas costumava superar de 1 milhão de cópias vendidas.
Foi nessa época que o escritor Alberto Mussa e o historiador Luiz Antonio Simas começaram a se interessar mais fortemente pelo tema. Desde então, eles acompanharam disputas nas quadras, assistiram a muitos desfiles e, sobretudo, ouviram sambas. Foram, ao todo, 1.324 hinos que serviram de base para o recém-lançado Samba de enredo: história e arte.

O Ideias&Livros traz também Bendito maldito, biografia de Plínio Marcos escrita por Oswaldo Mendes como se fosse peça teatral, que relembra a trajetória do autor de ‘Dois perdidos numa noite suja’ e ‘Navalha na carne’ nos 10 anos da sua morte.

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O cara dura do rock no Ideias amanhã



O detetive-inspetor John Rebus, da polícia de Edimburgo, é um cara solitário que curte guitarras distorcidas. É também um bebum. É comum que, em meio a um trabalho, ele se refugie em seu apartamento de Arden Street, bairro de Marchmont, na parte antiga e mais valorizada da cidade, para pensar. Não necessariamente no caso que no momento está investigando, mas – como se diz mesmo? – para pensar na vida. Em O enigmista, escrito em 2000 e 12º da série (no total, são 17) , o autor escocês Ian Rankin dá continuidade às aventuras de seu personagem.

Também no Ideias&Livros, o relançamento de Os moedeiros falsos, de André Gide (1869-1951), preenche um vazio de quase duas décadas de ausência dos livros do ganhador do Prêmio Nobel de 1947 entre nós. Juntamente com o texto assumido pelo próprio autor como seu único romance, a editora Estação Liberdade também lança o Diário dos Moedeiros falsos, até então inédito no Brasil.

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FLIP confirma primeiro nome estrangeiro



O irlandês Colum McCann confirmou sua presença para a Flip 2010, que acontece de 04 a 09 de agosto. Autor de dois livros de contos e seis romances, como 'Zoli', 'Dancer' e 'The Slide of Brightness', McCann foi traduzido para mais de 30 línguas e teve seus textos publicados em revistas como 'New Yorker', 'New York Times Magazine' e 'Paris Review'. Começou a carreira como jornalista do Irish Press e já contribuiu com 'Guardian', 'The Independent', 'La Republicca', 'Paris Match' e 'The New York Times', entre outros.

Seu último livro, 'Let the Great Word Spin', considerado pela revista Esquire “o primeiro grande romance sobre 11 de setembro”, parte da famosa travessia do equilibrista francês Philippe Petit entre as torres do World Trade Center de Nova York, em 1974, para narrar histórias fictícias de anônimos que o observavam no momento. O livro garantiu a McCann a vitória do National Book Awards e figurou nas inúmeras listas de melhores de 2009. Entre nós, a Record confirma seu lançamento ainda no primeiro semestre deste ano com o título Deixe o grande mundo girar.

Mais informações no site do autor: http://www.colummccann.com/

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Natal no Ideias&Livros



A festa natalina no Ideias passa longe das longas listas de presentinhos. Antes, celebra a publicação de Histórias apócrifas, de Karel Čapek, um dos principais lançamentos de 2009. Precursor da literatura de antecipação, subgênero da ficção científica, e criador da palavra robô em 1920, o escritor tcheco Karel Capek parodia episódios míticos e questiona o senso comum no melhor estilo das esquetes do grupo inglês Monthy Python.

Por que ler O original de Laura, romance póstumo de Vladimir Nabokov? E por que (re)ler a nova de edição ilustrada de Alice no país das Mravilhas? No Ideias&Livros amanhã.

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Drummond no Twitter

A partir do dia 7 de dezembro, os twitteiros de plantão poderão seguir Carlos Drummond de Andrade. Para comemorar os 25 anos do autor na editora, a Record vai disponibilizar em seu twitter informações sobre o Drummond, seus aforismos e frases, promoções, notícias de eventos relacionados ao poeta mineiro.

Siga Drummond:
www.twitter.com/drummondrecord

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Benjamin Moser fala sobre sua biografia de Clarice Lispector



Apesar de ser estudada em universidades do mundo inteiro, o nome Clarice Lispector ainda soa estranho em muitos países. Como nos Estados Unidos. Quando a biografia de Benjamin Moser, Clarice, (cujo título em inglês é Why this world) foi lançada nos EUA, em agosto deste ano, a maioria das resenhas sobre o livro tratavam a escritora como "uma grande descoberta". Em entrevista ao blog do Ideias&Livros, Moser conta que sua missão é tornar Clarice Lispector mais conhecida no mundo.

JB: Como surgiu o interesse por Clarice Lispector?
Benjamin Moser: Deparei-me com Clarice pela primeira vez na Brown University há 15 anos. Essa universidade tinha o melhor departamento de língua portuguesa dos Estados Unidos.

JB: E a ideia de escrever uma biografia?
A ideia de fazer alguma coisa para torná-la mais conhecida sempre foi uma ambição minha. Não sabia se seria uma biografia, mas sempre esperei que alguém fizesse alguma coisa. Os anos passaram e ninguém fez nada. Então pensei: "Por que não eu?". Agora tenho viajado pelo mundo para falar sobre ela e tentar deixar as pessoas ansiosas para ler Clarice. A julgar pelas reações positivas, pelo menos nos países de língua inglesa, acho que estou perto do meu objetivo.

JB: Quais foram as dificuldades do trabalho de campo no Brasil?
Morei no Brasil por alguns anos e eu já falava português, claro. Seria impossível escrever uma biografia como esta sem dominar essa ferramenta básica. Trabalhar no Brasil foi muito divertido, principalmente pelas pessoas que conheci que falavam de Clarice e compartilhavam suas memórias e também a cultura brasileira em torno da figura de Clarice Lispector.

JB: Como foi seu encontro com Tania Lispector, irmã de Clarice?
Tania era uma mulher muito charmosa. Sempre bem-vestida e elegante, Tania tinha uma mente afiada e me recebeu muitas vezes para longas conversas. Logo nos tornamos amigos. Só fico muito triste por Tania não estar viva para ver este livro publicado. Ela sempre apoiou a ideia de alguém fora do Brasil escrever uma biografia de sua irmã.

JB: O que você traz de novo sobre Clarice nesta biografia?
Acredito que uma das principais novidades foi descrever as terríveis circunstâncias pelas quais Clarice e sua família passaram na Europa, um aspecto pouco conhecido de sua vida. Eles foram forçados a deixar seu país. Clarice é frequentemente mencionada como uma escritora de classe média em um contexto de imigração, mas nenhum escritor brasileiro veio de um cenário tão miserável. É muito importante perceber que eles não eram imigrantes, mas refugiados.

JB: Você pode identificar traços comuns entre Clarice e Guimarães Rosa, dois grandes escritores brasileiros do século 20?
Clarice disse sobre Guimarães Rosa: “Este era exatamente um escritor para qualquer país.”. Acho que o mesmo pode ser dito de Clarice: escritores que procuram o universal em sua experiência particular.

JB: Clarice sempre foi classificada, de bruxa à dona de casa. Como você identifica Clarice Lispector?
Clarice Lispector é uma das melhores escritoras do século 20, uma mulher que expôs sua alma tão completamente que pessoas ao redor do mundo podem se identificar com ela e amá-la.



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