1973 - Se por acaso você chegasse

Um dos maiores sambista do Brasil, seu primeiro sucesso veio com a música Se acaso você chegasse, em 1938. Esta música tornou parte em 15 filmes. Nessa época casou-se com Odete Amaral.

Tinha o hábito de cantar em casa para os amigos quando, a pedido de Sivio Caldas, entrou no "Programa Casé" da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde viveu grandes momentos da sua vida profissional. Daí em diante os êxitos se sucedem, e marcam toda a década seguinte.
Com os dedos ágeis tirava da caixa de fósforo uma forma coloquial de ritmo, em perfeita consonância com a voz. Sobre esta base Ciro Monteiro mostrava suas principais características como cantor: a noção extraordinária de espaço musical e a total intimidade com o que cantava.
Formigão, como era conhecido no meio musical, criou seu próprio estilo e honrou um legado familiar. Sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto), conhecido como o "Chopin do samba", da chamada época de ouro da música popular brasileira, as décadas de 30 e 40.
Deixa um legado de mais de 50 músicas de sua autoria exclusiva e em parceria com Herivelto Martins, Erastóteles Frazão, Mary Monteiro, Vinicius de Morais e Dias da Cruz.
O romântico cidadão do Catete
Nascido a 28 de maio de 1913 no subúrbio carioca do Rocha, era um dos nove filhos do dentista, Capitão do Exército e funcionário público Ildefonso Monteiro.
Mudou-se para Niteroi quando tinha dois anos de idade. No Catete, onde morou por mais de 20 anos, transformou-se num patrimônio do bairro. A ternura pela mulher Lu, que o acompanhou por todo o tempo difícil da doença, deixou registrada no samba Minha Marilu, de seu LP de 1961. Para Ciro, o Flamengo era tão importante quanto a música. Foi enterrado ao som da marcha do Flamengo, coberto pela bandeira do clube.
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