1905 - A inauguração da Avenida Central

catita e limpa,
toda garrida,
como está bela,
guapa e supimpa
essa Avenida!
Calçada a asphalto
de lado a lado,
toda varrida.
Vai ser o ponto
mais frequentado
essa Avenida!
Bebês, meninos,
rapazes, moços,
gozando a vida,
farão namoros
com alvoroços
pela Avenida..."
A euforia era geral. Além de promover uma revolução na paisagem da cidade do Rio, sendo em tudo, o traço de separação entre o Brasil Passado e o Brasil Novo, a inauguração da Avenida Central trouxe charme e vaidade para a realidade carioca: os ares da Belle Époque francesa, a profusão das luzes elétricas, o movimento dos bondes, o desfile de pessoas bem vestidas.

João do Rio a definiu como "esse grande Sabá arquitetônico de dois quilômetros", por onde passa "o Rio inteiro, o Rio anônimo e o Rio conhecido". Sua abertura deu início a uma época de transformações, mudando a cidade do ponto-de-vista da arquitetura, dos hábitos da população, e firmando seu poder econômico.

Ao longo da existência da Avenida, o desenvolvimento da cidade foi alterando sua paisagem arquitetônica e humana, sem conseguir tirar-lhe, no entanto, a característica de centro dinâmico da vida carioca.

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