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1997 - Morre o símbolo maior da caridade mundial

"Estou grata por receber o Prêmio Nobel em nome dos famintos,
dos que estão nus, dos aleijados, dos cegos, dos leprosos,
de todos os que se sentem indesejáveis, não amados, abandonados,
pessoas que se tornaram um fardo para a sociedade e são desprezadas por todos".
Madre Teresa de Calcutá no discurso de agradecimento ao Prêmio Nobel - 1979


Jornal do Brasil: 6 de setembro de 1992
A religiosa católica Madre Teresa de Calcutá morreu na sede da ordem das Missionárias da Caridade em conseqüência de um ataque cardíaco.

Uma das mais veneradas personalidades do mundo por sua dedicação altruísta aos pobres, doentes e moribundos, destacava-se de forma positiva como exemplo do autêntico sacríficio pessoal na realização de tarefas humanitárias. Um símbolo para o mundo, reconhecido na conquista do Prêmio Nobel da Paz em 1979.

"Em 1946, quando eu me dirigia de trem à cidade de Darjeeling, despertei para um mundo que pouco conhecia. Aqueles vagões carregavam uma multidão de miseráveis e famintos. Foi naquele instante que recebi o chamado para renunciar a tudo e seguir o Cristo nos subúrbios, para servir entre os mais pobres dos pobres". Assim Madre Teresa tomou sua decisão.

Madre Teresa de Calcutá. Cristina Paranaguá/AJB


Agnes Gonxha Bojaxhiu era seu nome de batismo. Nascida em 27 de agosto de 1910, aos 12 anos já pretendia ser missionária, "ir pelo mundo afora distribuindo o amor de Cristo". Com 17 anos entrou para a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda. Um ano depois, em 1929, já com o nome de Teresa, como ficou conhecida, chegou a Calcutá, na Índia, onde mais tarde, abriria uma escola.

Madre Teresa fez seu voto perpétuo em 1937. Em 1948, após o chamado divino, ganhou permissão para trabalhar nas favelas da cidade. Foi quando adotou o hábito branco de algodão debruado de azul: "O mais simples, o mais barato, o mais pobre, o mais simples, pois não precisa sequer ser passado a ferro".

Foi no ano de 1950 que ela fundou a Ordem das Missionárias da Caridade. Passou a ser, a partir de então, a Teresa de Calcutá.

Dois anos mais tarde, outro episódio como o chamado recebido no trem a faria tomar uma nova decisão. Encontrou uma mulher agonizando na rua, os pés praticamente devorados por ratos, o corpo com chagas cobertas de vermes. Quis ajudá-las, mas foi um custo para convencer um hospital a aceitar a paciente. Resolveu, então, abrir o primeiro de seus vários lares para moribundos. Conseguiu um antigo prédio que havia funcionado como hospedagem para peregrinos. Deu ao local o nome de "Coração Puro". E assumiu a tarefa de cuidar dos que estavam à beira da morte.

Daí em diante, suas obras de caridades se multiplicaram e fundou vários lares para doentes e creches em diversos lugares do mundo. A figura frágil de uma pequena mulher resistiu a inúmeros ataques de ordem religiosa, política, questionada até mesmo pelo apelo comercial incutido na postura de seu assistencialismo.

Madre Teresa foi beatificada em 2003, quando o Papa João Paulo II acelerou seu processo de santificação.




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Comentários


Comentários

milton josé lisboa enviou em 26/10/2008 as 11:25:

tenho muita vontade de fazer um comenterio porem, sinto-me taõ pequeno ante tamanha grandesa, que faço melhor para meu emocional, pedindo venia para SILENCIAR.

jorge enviou em 12/11/2008 as 16:48:

Tou fazendo um trabalho desta GRANDE SENHORA,pois ela merece!!! tara sempre no coração de todos

MMaria José Soares da Silva enviou em 18/10/2010 as 20:08:

Qualquer comentário autruista feito deste ser de luz.É pequeno diante de tanta grandeza desta nossa irmã, que guardamos em nossos corações. Namastê Maria José


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