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24 de dezembro de 1999: Morre João Figueiredo, o último dos presidentes militares do Brasil

Morre João Figueiredo
Se o povo gostar de mim, muito bem. Se não gostar, não vou mudar”, disse o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, em 1978, pouco antes de assumir a presidência do Brasil.

Aos 81 anos de idade, morreu de uma arritimia cardíaca causada por um efisema pulmonar o último dos cinco presidentes brasileiros do regime militar, João Batista Figueiredo, em sua casa, no Rio de Janeiro.

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Figueiredo, 38º presidente da República (1979-1985), viveu a difícil posição de porteiro da saída pacífica para o labirinto político criado pelo golpe militar de 1964. No comando de um grupo de generais nem sempre inclinados para o mesmo lado, Figueiredo acabou por protagonizar episódios famosos e, aparentemente, contraditórios. Ao mesmo tempo em que, para proteger a abertura, chegou a oferecer o peito aberto aos que tentaram implodir a transição democrática com atentados à bomba, foi capaz de soltar o seu general favorito, o comandante militar do Planalto, Newton Cruz, a cavalo, sobre manifestantes.

Ao assinar a Lei da Anistia, Figueiredo afirmou que a democracia “se reafirma pela liberdade”, mas ressaltou que a lei era um ato unilateral de poder e deixou o alerta de que “para cumprir sua destinação política haja o desarmamento de espíritos”.

A chegada dos anistiados foi o principal marco do processo de redemocratização. E o episódio acabou por acrescentar à carreira militar do presidente Figueiredo – onde, até então, destacava-se o comando do Serviço Nacional de Informação – a alcunha de general da anistia.

Como é hábito no Brasil, as pessoas costumam lembrar dos políticos pelas coisas boas que fizeram. No caso de Figueiredo, ele assinou um ato que marcou sua administração. Ele não gostava do jogo político e não tinha vocação política, mas assinou a anistia, o que foi muito bom”, declarou Fernando Gabeira, jornalista e político brasileiro, beneficiado pela lei que o trouxe de volta ao Brasil durante o governo Figueiredo.

Em 1981, com seu governo ainda na metade, Figueiredo disse: “Entre a inflação e a abertura, fico com a abertura, fico com a abertura”. E assim o fez.

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