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26 de junho de 1968 - A Passeata dos Cem mil e uma só voz

"Os amores na mente / As flores no chão / A certeza na frente / A história na mão / Caminhando e cantando/ e seguindo a canção / Aprendendo e ensinando/ Uma nova lição..."
Prá não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré
Jornal do Brasil: 27 de junho de 1968




Menos de uma semana após um violento enfrentamento com a polícia, organizados sob a liderança de Wladimir Palmeira, os estudantes voltaram às ruas.

Iniciada a partir de um ato político na Cinelândia, uma nova passeata invadiu o Centro do Rio, reivindicando liberdade aos presos políticos e o fim da repressão.


Uma manifestação contra a ditadura, mas também em oposição à política educacional do governo, que revelava uma tendência à privatização. Questionava-se a subordinação brasileira aos objetivos e diretrizes do capitalismo norte-americano.

Reunindo em condição de protesto uma multidão jamais vista durante a ditadura, a Passeata do Cem Mil, tornou-se o evidente símbolo do crescente descontentamento popular com o regime autoritário instaurado no país. Desse dia em diante, aumentaria na mesma proporção o número de perseguidos, presos e desaparecidos. Um dia que duraria mais de duas décadas para chegar ao fim.

26/06/1968: Passeata dos Cem Mil. Evandro Teixeira/AJB


O ano de 1968 foi um ano de violência extrema em diversos setores da vida pública. Expressiva parcela dela advinda das agitações estudantis e da repressão policial que eclodiu primeiro em Paris e, depois, em várias partes de todo o mundo.

No Brasil, a série de episódios de protestos da classe estudantil começou no Rio de Janeiro, no final de março, quando um jovem foi assassinado no Restaurante Calabouço. Continuou durante seu funeral, e culminou com verdadeira batalha campal na Avenida Rio Branco e em outros pontos da cidade, no dia que ficaria registrado como a Sexta-feira Sangrenta. Era o estopim para que a causa ganhasse novas dimensões.

Em poucos dias, em uma nova investida contra a ditadura militar, a causa estudantil ganharia importante apoio com maciça adesão de intelectuais, artistas, padres, mães e cidadãos comuns, e profunda repercussão política. Como a grande maioria dos órgãos representativos da sociedade civil encontrava-se sob interdição, o movimento estudantil manteve-se como a grande liderança dessa oposição.

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Comentários


Comentários

VILELA enviou em 26/06/2011 as 20:37:

Vários destes queriam, apenas , falar com o Presidente.

marcio moreira dos santos enviou em 20/01/2013 as 19:23:

foi o dia em que eu nasci... Marcio Moreira dos Santos(moreirathree@hotmail.com).Pois nasci em casa as 06:00Hs. numa quarta-feira que minha mãe disse chovia muito.

ciro amorim enviou em 24/06/2013 as 04:06:

Eu estava lá, participei e na ocasião não sabia direito do que se tratava, tinha apenas 11 anos. Hoje em dia me orgulho de ter participado.


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