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25 de agosto de 1961 – Jânio renuncia à Presidência

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Após sete agitados meses como Chefe de Estado e apenas seis dias depois de ter condecorado o líder comunista Che Guevara, Jânio Quadros renunciou à Presidência da República. Como seu vice, João Goulart, estava em visita à China, o presidente da Câmara Ranieri Mazzili assumiu interinamente o governo.

A renúncia de Jânio foi anunciada ao país pelo seu Secretário de Imprensa, o qual convocou jornalistas ao Palácio do Planalto para entregar-lhes o documento oficial assinado pelo Presidente na véspera. Em seu comunicado, Jânio declarava: “Fui vencido pela reação e, assim, deixo o Governo. (...) Sinto-me esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam”.

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Ele jamais especificou estas forças que o levaram a abandonar o governo. O mais aceito sobre os motivos de Jânio é que a renúncia se tratou de uma manobra política fracassada. Ele, que tinha minoria no Congresso, teria renunciado na esperança de que os parlamentares o chamassem de volta concedendo-lhe maiores liberdades Executivas, temendo a posse de Goulart – o qual tinha uma rixa política com os militares, que o consideravam demasiadamente esquerdista. O Congresso, no entanto, não caiu na armadilha, aceitando de imediato sua renúncia.


Com a saída de Jânio, uma grave crise política se abateu sobre o Brasil. Enquanto Mazzili assumia a Presidência, Brizolla, no Sul do Brasil liderava a “Campanha da Legalidade”, a qual defendia a posse de João Goulart, assim que este pisasse no país. De fato, Jango assumiu, mas a revolta da oposição conservadora de maioria militar cresceu ao longo dos anos, culminando no Golpe de 64.


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