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15 de março de 1978 – Após obras, Teatro Municipal é reaberto




O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, depois de 22 meses de obras de recuperação e ampliação, foi reaberto na noite do dia 15 de março com a apresentação da ópera Turandot, de Puccini, assistida pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, que comemorava o aniversário de quatro anos de seu governo. Além do presidente, o espetáculo contou com a presença do governador do estado, Faria Lima, e de 12 ministros.

A platéia, convidada pela Presidência da República, não chegou a lotar os mais de 2 mil lugares disponíveis após a reforma. Acompanhado de sua mulher Lucy, Geisel chegou às 20h50 ao evento, sendo recebido pelo diretor do teatro e por uma multidão que o aguardava do lado de fora, e que, assim que o viu se aproximar do edifício, gritou “Viva o Presidente!”. Após saudar o povo e alguns políticos, Geisel descerrou a placa comemorativa e, ao chegar no seu camarote, antes de ouvir o hino nacional, foi aplaudido, novamente, pela platéia na noite de gala.

A escolha da ópera de reabertura do teatro causou polêmica no meio político. Alguns achavam que o espetáculo deveria ser de um autor nacional, de preferência Carlos Gomes, ilustre autor romântico de ópera, cuja obra O Guarani se tornou bastante conhecida. O prefeito da cidade, Marcos Tamoyo, porém, sustentou posição contrária, na qual uma ópera estrangeira seria mais adequada: “O auriverde na arte não está com nada”. O ex-presidente Figueiredo foi mais ponderado, apesar de concordar com Tamoyo: “A arte não tem nacionalidade”.

O governador Faria Lima também se manifestou, mas não a respeito do tema da ópera da reabertura, e sim a respeito do resultado final do prédio após a reforma. “Ele se tornou o teatro mais bonito da América Latina! Espero que os próximos governantes preservem esse monumento de cultura”, declarou o governador.

Em 1978, o Municipal estava com quase 70 anos de vida, já tendo passado por duas reformas de restauração e ampliação, dentre as quais se destacou a primeira obra, de 1938, na qual a quantidade de lugares aumentou de 2.025 para 2.361, tendo terminado em apenas três meses, tempo recorde para a época. As próximas obras seriam realizadas apenas em 1996, nas quais haveria a construção do edifício anexo.

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