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1º de fevereiro de 1974: O incêndio no Edifício Joelma

Primeira página do Jornal do Brasil: Sábado, 2 de fevereiro de 1974


São Paulo, 1º/02/1974: O incêndio do Joelma. Ariovaldo Isaías/CPDoc JB
Mal acordara para mais um dia de trabalho, a Cidade de São Paulo parou naquela sexta-feira para acompanhar um dos mais terríveis episódios de sua história. Um incêndio destruiu 18 dos 25 andares do moderno e imponente Edifício Joelma, onde encontravam-se mais de mil pessoas, entre funcionários e visitantes. O fogo começou pouco antes das nove horas da manhã no 12º andar e seguiu invadindo os andares superiores, obrigando as pessoas a fugirem para o terraço. Em menos de meia hora, as labaredas já alcançavam o último andar do prédio. Num ato de desespero extremo, algumas pessoas atiravam-se do alto do edifício.

Lá embaixo, uma multidão aglomerada nos arredores do edifício acompanhava tudo, aparentando não acreditar no que testemunhava: O Joelma ardia completamente em chamas. Solidários, muitos pediam calma, através de mensagens improvisadas escritas em faixas ou rabiscadas no asfalto. Outros se apresentavam para ajudar os bombeiros. Contudo, a densa fumaça, o calor infernal, o difícil acesso ao local e a limitação dos equipamentos comprometeram o controle do fogo e o resgate das vítimas.

Outras efemérides de 1º de fevereiro

1956: O plano JK - 50 anos em 5
1966: Morre Buster Keaton
1979: A revolução do Irã

O incêndio no Edifício Joelma. Jornal do Brasil: Sábado, 2 de fevereiro de 1974

Um dos momentos mais emocionantes foi o salvamento de uma criança de pouco mais de um ano. Sua mãe saltou para a morte do 15º andar, mas abraçou-se com ela, e acabou protegendo-a do impacto da queda.

Além das mortes em conseqüência das quedas, vários corpos carbonizados foram encontrados nas dependências do prédio. Houve ainda mortes por asfixia. Ao final da operação de resgate, o número de feridos ultrapassava 500 pessoas, entre as quais contabilizava-se quase 200 vítimas fatais.



Socorro e prevenção insuficientes
A catastrófica experiência de incêndio de gigantescas proporções envolvendo construções novas com modernos sistemas de segurança marcou a rotina paulistana no início dos anos 70. Mal a opinião pública arquivava com emoção o desastroso caso no Andraus (1972), o fogo irrompia no Joelma, em decorrência de um curto-circuito em um equipamento de ar-condicionado. E reacendia-se também uma polêmica. Evidenciava-se a urgência em rever, além das deficiências da Corporação dos Bombeiros, a legislação preventiva em vigor, regida ainda por um Código de Obras dos anos 30.

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25 de julho de 1977: O Caso Cláudia Lessin Rodrigues

A morte de Claudia Lessin. Jornal do Brasil: Terça-feira, 26 de julho de 1977

Atirado ao mar da Avenida Niemeyer, com mais de 20 quilos de pedra amarrados a seu pescoço por um arame, o corpo nu de Cláudia Lessin Rodrigues, 21 anos, foi encontrado na manhã de uma segunda-feira entre as rochas do despenhadeiro. Trinta metros acima, na plataforma do Chapéu dos pescadores, havia manchas de sangue, mas a polícia concluiria posteriormente que o crime não fora praticado no local.

As circunstâncias de sua morte deixou o país inteiro estarrecido.

Outras efemérides de 25 de julho
1966: Bomba explode no aeroporto de Recife
1978: Nasce o primeiro bebê de proveta
1985: Morre Carlos Galhardo, o cantor que dispensa adjetivos

A jovem Cláudia Lessin desapareceu após participar de uma das famosas festas excessivamente embaladas por bebidas e drogas, oferecidas pelo milionário Michel Frank em seu apartamento no Leblon. As investigações sobre o que realmente aconteceu desde a sua chegada à festa até a localização de seu corpo no dia seguinte, envolve inúmeras especulações e controversas versões. Houve muita resistência do crime ser amplamente divulgado na mídia: cogitou-se a sua morte por overdose, decorrente do uso abusivo de drogas, mas o exame toxicológico não detectou nenhum resíduo do tipo. A versão mais alinhada com os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (que afirmaram que Cláudia fora morta na própria avenida, pois havia sangue sobre as pedras) levam a constatação de que ela fora vítima de violência sexual, e que, tentando se defender acabou silenciada por estrangulamento.

Contudo, o poder e as relações da família de Frank falaram mais alto, levando inclusive ao afastamento por meio de uma decisão publicada no boletim de Segurança Pública dos investigadores do caso. Cláudia Lessin foi mais uma vítima na lista de crime de violência cometidos contra a mulher.

Apontado como suspeito, Michel negou ter ligação com o crime. Posteriormente confessaria a um médico que vira a moça morrer de overdose e, descontrolado, tentara sumir com o corpo, jogando-o ao mar. Frank acabou fugindo para a Suíça, onde foi morto em 1989, sem nunca ter sido julgado pelo crime. Ele fora inocentado por falta de provas consistentes da Justiça brasileira.

A história de Cláudia Lessin Rodrigues foi levada às telas de cinema em 1979 dirigido por Miguel Borges.
O filme. Reprodução

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28 de junho de 1963: Fogo e despero no Edifício Astória

Fogo e desespero no Edifício Astória

Quatro pessoas mortas, uma das quais completamente carborizada, e outras 30 feridas. Este é o balanço do trágico incêndio que destruiu dois andares do Edifício Astória na Rua Senador Dantas 14, Centro do Rio durante a manhã da sexta-feira. O sinistro começou a partir do curto-circuito do aparelho de ar condicionado de uma das salas empresariais em funcionamento no prédio.

Outras efemérides de 28 de junho
1930: O novo Teatro João Caetano
1958: Rachel de Queiroz é premiada pela ABL
1966: Eclode o golpe na Argentina

Segundo testemunhas, ao perceber o início do incêndio, muitas pessoas evacuaram o edifício usando os elevadores e escadas, com aparente calma. Mas em certo momento, a administração ordenou o desligamento dos elevadores e o isolamento dos andares atingidos pelo fogo. Foi quando as pessoas que ainda estavam no local, sentindo-se encurraladas, perderam a serenidade, e passaram a agir por conta própria.

Cenas dramáticas foram registradas durante o trabalho realizado por cerca de 600 bombeiros, dificultado pela falta de alcance dos equipamentos que não chegavam ao foco original do incêndio no 14º andar. Houve a necessidade de improvisar cordas de nylon para resgatar vítimas, duas das quais acabaram despencando por falta de forças para suportar o próprio peso. Em outro momento, motivado pela proeza de um menino que pulou para chegar ao terraço do prédio vizinho, um homem tentou fazer o mesmo, mas sem calcular a distância correta, acabou desequilibrando e caiu de cabeça lá do alto. Teve morte instantânea.

Soldados da Aeronáutica, fuzileiros navais, integrantes da Polícia Feminina e até escoteiros auxiliaram no trabalho de isolamento do local, onde se concenctrou uma multidão comovida que acompanhava a tudo, parecendo não acreditar na tragédia a que assitia.

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