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13 de abril de 1970 — Pane na Apolo 13


Jornal do Brasil: Apolo 13
A Apolo 13 foi a terceira missão tripulada do projeto Apolo com destino à Lua, mas não cumpriu a missão devido a um acidente ocorrido no percurso de ida para o nosso satélite. Por pouco a viagem espacial não se transformou em uma tragédia, e confirmou a superstição sobre o número 13.
Quando estavam a caminho da Lua, o comandante James Lovell informou que ele e os outros tripulantes - John Swigert e Fred Haise - foram despertados por um sinal de alarme e sentiram o tremor de uma explosão na nave. "Isso nos alarmou de verdade. Pusemos o nariz em todos os cantos para saber o que significava aquilo", disse Lovell na comunicação que manteve com o Centro Espacial de Houston. Horas antes os tripulantes haviam transmitido imagens para a TV norte-americana deles próprios, da Terra, da Lua e das estrelas.

Depois de inspecionar todo o local, os tripulantes descobriram que ocorrera uma explosão em um dos tanques de oxigênio do módulo de serviço onde viajavam, que arrancara parte da cobertura lateral da nave. O acidente reduziu o estoque de oxigênio e danificou o sistema de energia elétrica. O pouso na Lua foi imediatamente cancelado. A partir dai a tripulação passou frio, fome e sede.

O módulo lunar, o Aquarius, que escapou intacto da explosão, foi o bote salva-vidas da missão. O módulo tinha um motor capaz de auxiliá-los na trajetória de volta e carregava água, oxigênio e força suficientes para os quatro dias de retorno à Terra.

Resolvidos esses problemas era necessário improvisar para adaptar o sistema de purificação do ar do módulo de comando, o Odisseia, para o módulo lunar, para eliminar o gás carbônico exalado pelos astronautas. Solucionadas as questões de sobrevivência imediata, os astronautas tinham de retornar o quanto antes à Terra.

Manobras para retornar à Terra
Em uma brilhante manobra de cinemática orbital, a nave continuou dirigindo-se em direção à Lua na trajetória prevista inicialmente mas, ao invés de entrar em órbita lunar, fez apenas uma curva de retorno em volta do nosso satélite, e dirigiu-se de volta para a Terra. Tudo isso tirando proveito da atração gravitacional da Lua e da Terra sobre a nave, e consumindo o mínimo possivel do combustível do módulo lunar, indispensável para a entrada na atmosfera terrestre. Qualquer erro humano ou defeito nos motores de propulsão e a nave ficaria perdida no espaço sideral. O mundo assistiu o drama dos astronautas com a respiração suspensa. Mas tudo funcionou perfeitamente e a nave aterrissou com segurança.

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