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12 de junho de 2000: O sequestro do ônibus 174

O sequestro do ônibus 174. Jornal do Brasil: Sexta-feira, 13 de junho de 2000.


Episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro. Por mais de 4 horas, um ônibus da linha 174 (Central-Gávea) ficou detido no bairro do Jardim Botânico, com dez reféns, sob a mira de um revólver empunhado por Sandro Barbosa do Nascimento, 21 anos, vitíma da antiga Chacina da Candelária.

Outras efemérides de 12 de junho
1935: O fim da Guerra do Chaco
1990: Rússia proclama soberania
1994: Basquete feminino é o melhor do mundo

A cidade parou, e com a cobertura ao vivo da televisão, o mundo todo pode assistir ao drama, orquestrado por momentos continuados de tensão.

Ao decidir descer com a professora Geísa Firmo Gonçalves para sua proteção, o assaltante foi o abordado por um policial que acabou errando seu tiro, acertando a refém. Geísa acabou também levando outros tiros em seu peito, disparados por Sandro. Socorrida, a vítima foi levada para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. O criminoso, aparentemente sem ferimentos, foi conduzido de camburão ao Hospital Souza Aguiar, onde já chegou morto. Sandro morreu asfixiado.

A vítima foi enterrada em Fortaleza, e seu enterro foi acompanhado por mais de 3.000 pessoas. Sandro foi enterrado no Rio, diante apenas da presença de uma tia.



A linha ainda existe, mas a numeração mudou para 158.

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4 de março de 1974: A inauguração da Ponte Rio-Niterói

"A Ponte Presidente Costa e Silva, monumento à Revolução de 1964, projeção sobre o mar da grande rodovia longitudinal litorânea, a BR-101, é um bem que simboliza ainda em sua majestade:
Clique sobre a imagem, para ler na íntegra a edição do Jornal do Baasil de Terça-feira, 5 de março de 1974

A decisão do povo brasileiro de vencer todos os obstáculos ao nosso pleno desenvolvimento econômico e social; a capacidade de nossa engenharia de estudar e executar empreendimentos da maior complexidade; a dedicação e competência do operário brasileiro, cujo ânimo, até nas horas dramáticas, jamais arrefeceu, tendo ao contrário, saído fortalecido dos reveses próprios de obra de tamanha envergadura".Mario Andreazza

Após uma espera de 6 anos e a superação de uma série de imprevistos, incluindo as dificuldades surgidas na execução das fundações, o Presidente Médici inaugurava a Ponte Presidente Costa e Silva unindo o Rio e Niterói através de um ousado e imponente empreendimento da construção civil nacional com 13 quilômetros de extensão e até 70 metros de altura no trecho de seu vão central. A solenidade aconteceu em duas etapas: a primeira, com o Governador Chagas Freitas, no acesso carioca, cortando uma fita simbólica e a segunda, diante de cerca de 10 mil pessoas, do lado fluminense, depois de um discurso do Ministro dos Transportes, Mario Andreazza. Estiveram presentes Ministros de Estado, Governadores, autoridades militares e eclesiásticas, além de uma multidão entusiasmada ao final invadiu as pistas numa grande festa.

Ao anoitecer uma missa na praça dos pedágios celebrou a memória dos operários mortos durante as obras. Ao final, o presidente da Construtora ECEX (responsável pela supervisão da edificação), Coronel João Carlos Guedes, ativou o serviço geral de iluminação.

O caminho para a modernidade
A travessia da ponte Rio-Niterói foi aberta ao público na manhã seguinte à inauguração, por onde começaram a passar mais de 50 mil veículos, diariamente. Desde então o marco da engenharia nacional, transformaria-se também em símbolo da integração e desenvolvimento econômico do do estado do Rio de Janeiro. Além de atender aos deslocamentos da população às localidades adjacentes, agilizou o serviço de transporte intermunicipal e interestadual de cargas, e contribuiu para o crescimento e a expansão de cidades, principalmente na Região dos Lagos.

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1º de março de 1965: A Cidade do Rio de Janeiro chega ao 4º Centenário em pleno Carnaval

Jornal do Brasil: Domingo, 28 de fevereiro de 1965.

"Sambas da maior pureza melódica serão cantados ao mesmo tempo em que outros serão apresentados, com nítida influência de autores já consagrados, mas nada disso lhes tira a beleza e, principalmente, o valor de seus versos. Seus autores, humildes em sua maioria, lutaram o ano inteiro para ter a honra de ver seus versos cantados pela escola na Avenida e hoje é o dia de sua glória, quando brasileiros e estrangeiros se entregarão ao samba". Jornal do Brasil

Outras efemérides de 1º de março
1923: Morre Ruy Barbosa, o maior de seu tempo
1948: Plano Marshall é apresentado ao Senado americano
1966: Nave soviética se choca contra Vênus

A Cidade do Rio de Janeiro completou seu 4º Centenário em pleno Carnaval. Parte da série de homenagens da programação que perdurou o ano inteiro, o desfile das escolas de samba na Avenida Presidente Vargas, que começou ainda na noite do dia 28 de fevereiro, atravessou a madrugada. Ao todo, dez agremiações cantaram sambas-enredos em homenagem à Cidade Maravilhosa:

Imperatriz Leopoldinense
Homenagem do Brasil ao IV Centenário do Rio de Janeiro,
de Matias de Freitas (Clique aqui para ler)

Império da Tijuca
Apoteose ao Rio,
de Jorge Domingos Silva e Sebastião Silva (Clique aqui para ler)

Aprendizes de Lucas
Progresso e Tradições do Rio,
da Ala dos Compositores (Clique aqui para ler)

Unidos da Capela
Rio através dos séculos,
de Antônio Alves (Clique aqui para ler)

Estação Primeira de Mangueira
Rio através dos séculos,
de Comprido, Pelado e Hélio Turco (Clique aqui para ler)

Acadêmicos do Salgueiro
História do Carnaval,
de Geraldo Babão e Valdelino Rosa (Clique aqui para ler)

Portela
Progresso e Tradição do Rio - Do Morro Cara de Cão ao Pão de Açúcar,
de Candeia e Valdir 59 (Clique aqui para ler)

Império Serrano
Os cinco bailes tradicionais do Rio Antigo,
de Silas de Oliveira (Clique aqui para ler)

União de Jacarepaguá
Carnaval, alegria do Rio,
de Jorge Mexeu e Jandi (Clique aqui para ler)

Mocidade Independente
Parabéns pra você, Rio,
da Ala de Compositores (Clique aqui para ler)

Naquele ano, o Salgueiro conquistou o título de campeão, ficando o Império Serrano em segundo, a Portela em terceiro e a Mangueira em quarto lugar. Mas o grande vencedor foi o carnaval carioca, consagrado o maior show da terra.

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