27 de junho de 1973 - Instalada a ditadura no Uruguai

O Presidente do Uruguai Juan Maria Bordaberry, com o apoio das Forças Armadas, assumiu poderes absolutos no país, dissolveu o Parlamento, implantou a censura aos meios de comunicação e criou um Conselho de Estado, composto de 10 civis e 10 militares, sob a chefia do Vice-Presidente Jorge Sapelli, com o objetivo de reformar a Constituição.
Tropas foram aquarteladas no Palácio Legislativo, cercado por tanques e soldados armados de fuzis automáticos e de metralhadoras.
As emissoras de rádio particulares foram ocupadas por militares, e as escolas de nível primário e superior tiveram as férias antecipadas. A Convenção Nacional dos Trabalhadores, em represália, decretou greve geral por tempo indeterminado.
Em discurso, Bordaberry culpou o congresso pelo golpe, alegando sua recusa em atender os pedidos de suspensão das imunidades e de julgamento político do senador esquerdista Enrique Erro, acusado de manter ligações com os guerrilheiros tupamaros.
O declínio econômico do Uruguai combinado com o clima da Guerra Fria e do impacto da Revolução Cubana levou ao surgimento do grupos de guerrilha urbana mais ativos e violentos entre os que atuaram na America Latina durante as décadas de 60 e 70.
A importãncia dos partidos políticos
O país tornou-se independente em 1828. Em 1837 nasceram os dois grandes partidos políticos uruguaios que marcaram a história do país: Blancos e Colorados. Estes partidos se alternaram pacificamente no poder por muitas décadas, mas acabaram se hostilizando, enquanto em 1971 a esquerda se unificou, e surgiu a Frente Ampla. Toda esta tensão culminou com o golpe de Estado. Bordaberry foi afastado do governo em junho de 1976, e os militares continuaram no poder até 1985, quando foi restaurada a democracia depois de 12 anos de ditadura.



Em outras palavras, o mundo precisava de uma resposta para a polêmica: "Como será possível prosseguir o desenvolvimento econômico - principalmente dos países relativamente atrasados - sem a destruição suicida dos recursos naturais?" Mais do que iniciativas meramente ecológicas, o que estava em jogo era a definição do controle político, econômico e ideológico dos recursos naturais. Países ricos e pobres discordavam a respeito da postura dos países desenvolvidos em sua devastadora colonização extrativista praticada inesgotavelmente. Um sinal de que teoria e prática não habitavam ainda sob o mesmo teto.

