"Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana". Anne Frank
Quando, em 30 de março de 1945, a menina Anne Frank foi morta no campo de concentração Bergen-Belsen, não havia um nome ali. Anne morreu como um número, como tantos outros milhões morreram como números. Graças à persistência do holandês Miep Gies, que prestava assistência à família da menina durante a clandestinidade que antecedeu à prisão, sua vida pôde ser individualizada anos depois. Foi ele que recuperou as páginas de um diário escrito por Anne durante o período em que ela viveu refugiada na Holanda com seus pais. Elas estavam espalhadas pelo cômodo em a família se encontrava ao ser descoberta pelos agentes da SS.
O testemunho de Anne, postumamente reunido em O diário de Anne Frank (1947), reunindo registros feitos por ela no período de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944 - três dias antes de sua prisão, tornou-se o mais reconhecido retrato da perseguição aos judeus na época do nazismo e sensibiliza leitores até hoje pela persistência e garra de uma menina diante da violência a que estava submetida.
O Grande Prêmio de Fórmula 1 foi realizado pela primeira vez no Brasil no autódromo de Interlagos, na capital paulista, numa quinta-feira à tarde. Embora ainda não fizesse parte do calendário oficial da FIA (Federation Internationale de L’Automobile), contou com a presença dos grandes astros da modalidade na época, que se posicionaram na seguinte ordem na largada: Emerson Fittipaldi (Brasil/Lotus 72 D), Carlos Reutemann (Argentina/Brabham BT 34), Ronnie Peterson (Suécia/March 721), Wilson Fittipaldi (Brasil/Brabham GT 33), David Walker (Austrália/Lotus 72 D), Jean-Pierre Beltoise (França/BRM P 160), José Carlos Pace (Brasil/March 711), Henri Pescarolo (França/March 721), Luis Pereira Bueno (Brasil/March 711), Peter Gethin (Inglaterra/BRM P 160), Helmut Merko (Áustria/BRM P153) e Alex Soler Roig (Espanha/BRM P153).
O percurso de Interlagos media 7960 m, com destaque para quatro curvas mais sinuosas, consideradas as mais perigosas do circuito. A prova foi disputada em 37 voltas, totalizando 293,52 km. O favoritismo de Emerson não se confirmou. Apesar da acirrada disputa no início da prova, quando vários carros se revezaram na liderança, Emerson, logo retomou a dianteira que administrou com facilidade até que a quebra de uma peça da suspensão traseira fez com que ele abandonasse a pista faltando pouco mais de cinco voltas para o fim. O maior beneficiado foi o argentino Reutmann que cruzou a chegada após 1h37m16s248mil e conquistou o lugar mais alto do pódium, ao lado de Ronnie Peterson (2º colocado) e Wilsinho (que ficou em 3º).
Além de Emerson, abandonaram a prova Pace, Beltoise, Gethin e Pescarolo. Mesmo sem completar o percurso, Emerson garantiu a marca de melhor volta da prova (2m35s248mil) e ainda naquele ano conquistou o seu primeiro título mundial na F1.
Cento e oitenta mil pessoas estiveram presentes no evento, que também foi transmitido pela televisão.
No ano seguinte, o circuito de Interlagos passou a integrar o Calendário oficial da Fórmula 1.
A intervenção dos Estados Unidos no Vietname terminou numa tarde de quinta-feira, depois de uma guerra que custou a vida de 46 mil soldados norte-americanos e que durou mais de 11 anos. No preciso momento em que o avião, conduzindo o último escalão de 2.500 homens retirados do Vietname do Sul, decolou de Saigon, unidades da Marinha e da Força Aérea norte-americanas tomavam novas posições na Indochina, para continuar a guerra no Camboja e previnir qualquer reinício de hostilidades no Vietname do Sul e no Laos.
O encerramento da participação dos Estados Unidos na guerra oficializou-se com uma cerimônia simples e uma declaração do comandante das tropas norte-americanas, General Frederick Weywand, de que foi conseguida uma “paz honrosa”. No mesmo dia da cerimônia, o Vietname do Norte libertou os 67 últimos prisioneiros de guerra norte-americanos, detidos em Hanói, atual capital do país unificado.
O presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon declarou, através de uma cadeia de rádio e televisão, que o país continuaria respeitando o acordo de paz de Paris – acordo no qual punha fim à participação norte-americana no conflito – e que insistiriam para que o Vietname do Norte também o respeitasse. Apesar disso, os Estados Unidos continuaram mantendo uma frota com porta-aviões no Sudeste Asiático, dispondo de 200 aeronaves prontas para missões de ataque que fossem necessárias.
“Os dirigentes do Vietname do Norte não deveriam nutrir qualquer ilusão quanto às consequências do desrespeito deste acordo. Pusemos fim à guerra mais longa e mais difícil de nossa história, que nos permitiu preservar a confiança dos nossos aliados e o respeito de todos os nossos adversários”, declarou o então Chefe de Estado.
Apesar do fim da participação norte-americana na guerra que matou cerca de seis milhões de pessoas entre civis e militares de ambos os lados, o conflito no Vietname não terminou nesse ano. Sul-vietnamitas (que continaram a recebr apoio dos Estados Unidos) seguiram batalhando contra os vietcongs (comunistas norte-vietnamitas que contavam com o apoio da China). Em 1975, os vietcongs invadiram e tomaram Saigon, a capital do Sul, pondo com isso um final à guerra, da qual foram os vitoriosos. Para os Estados Unidos, a guerra do Vietname representou um dos maiores confrontos armados em que o país se envolvera e, apesar disso, a maior decepção. A derrota nesse conflito gerou nos norte-americanos um trauma que perdura até hoje.
"Morrer é uma coisa que se deve deixar sempre para depois". Com este pensamento Millôr Fernandes viveu 88 anos bem vividos antes de que sua saga chegasse ao fim em decorrência de falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca.
"Não vou apresentar Millôr Fernandes: quem o conhece sabe que eu teria que escrever várias páginas para apresentar uma figura tão variada em atividades e talentos". Faço dessas palavras de Clarice Lispector, citadas na abertura de uma entrevista do início dos anos 70 feita ao artista, o prefácio para lembrar um pouco da trajetória de Millôr. Até porque, mencioná-lo como um dos grandes humoristas que o país já fez, é confirmar o óbvio.
Graficamente, Millôr foi um conjunto de traços intencionalmente mal-acabados, agressivos, coloridos. Textualmente foi irreverente, inúmeras vezes virulento, construído sobre o humor das situações sociais, políticas e religiosas, o que lhe rendeu bastante indisposição contra censores nos encrudescidos anos de chumbo. Mas deixemos prevalecer a sua (dele) própria definição: "Estou sempre contra e solto. Eu faço de tudo. Minha busca é total!"
Modesto?! Não coube a Millôr ser modesto. Diante das tantas peripércias em que se aventurou, por que ser modesto? Sem estilo, sem medo e sem papas na língua, o dono de uma versatilidade admirável, foi pintor, poeta, autor de teatro, compositor... deixando uma generosa contribuição para a cultura brasileira.
Millor Fernandes nasceu Milton Viola Fernandes em 16 de agosto de 1923. Carioca do Méier, leonino metódico, ainda menino ficou órfão de pai e mãe, e logo separado de três irmãos, aprendeu a ser feroz defensor de sua vida, habituando-se a batalhar cada passo e a traçar o seu destino. Uma realidade bastante distante da até então família classe média com um casarão na Zona Norte da cidade. Naquela época, sem dúvida, nenhum cientista social apostaria em seu futuro promissor... Eram tempos da pobreza envergonhada, que marcariam sua história. Mas engana-se que ousou pensar que estas agruras o fizeram amargo. Muito pelo contrário. Soube como poucos fazer humor, sorvendo da vida o que valia a pena, se dando o luxo de viver fazendo o que gostava. Sim, havia doses de causticidade, às vezes, cavalares.
Foi no fim da adolescência que virou Millôr, uma brincadeira com a sua própria assinatura. Achou mais sonoro, artístico do que Milton. Estava certo. Nessa época ingressou no jornalismo. Atribuia a Tio Viola, chefe da gráfica da revista 'O Cruzeiro', este mérito. A publicação, uma das mais concorridas da época, rendeu-lhe projeção no meio da mídia e abriu portas para novos vôos.Lá permaneceu até 1962, quando foi demitido pelo escândalo que causou com a publicação da A verdadeira história do paraíso, encerrando uma história de 25 anos de colaboração.
Em jornais passou pelo Diário da Noite, O Jornal e o Última Hora, antes de - no final dos anos 1960 - tornar-se um dos fundadores do "O Pasquim", semanário reconhecido por seu humor ousado e inteligente, ativo instrumento de combate ao regime militar. Conciliava com a experiência a autoria de diversos tipos de peças teatrais, fase em que se tornou também o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.
No início de fevereiro de 1985, passou a colaborador do Jornal do Brasil, com espaço cativo na seção Opinião na página 11 - onde não poupou em suas frases e desenhos temperados com seu habitual humor sútil e enxuto. Trabalho que realizou com um perfeccionismo irremediável até 24 de novembro de 1992, quando comunicou aos seus leitores que sairia de férias para descansar um pouco. Em carta enviada ao editor, entretanto, disse que não voltaria por discordar da publicação de críticas de leitores que não fossem "importantes" ou "respeitáveis pela argumentação". Esse era Millôr...
Na literatura, foram inúmeros títulos de sucesso, entre eles Trinta anos de mim mesmo, Que país é este?, Ministério das perguntas cretinas e Fábulas fabulosas.
Certa vez, Millôr foi questionado: _"Medo de morrer"?
Não titubeou, foi certeiro:_"Não. A eternidade deve ser pior do que morrer..."
Agora, onde quer que esteja, deve estar rindo de tudo, de todos e de si mesmo.
Frases da coleção de Millôr:
"Divagar e sempre".
"Mesmo quando escrevo sem intenção de fazer humor, as pessoas riem".
"Nunca pertenci a partidos políticos, nunca fui escoteiro, nunca fui religioso e nunca tive problemas sexuais".
"Achar que podemos deixar alguém nos restringir parcialmente a liberdade é igual achar que podemos perder parcialmente a virgindade".
"Quem se curva aos opressores mostra o traseiro aos oprimidos".
"Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem".
"Não sou mestre. Na verdade me acho um semestre".
O secundarista paraense Édson Luís de Lima Souto, 16 anos, morreu baleado no peito durante conflito entre policiais e estudantes no Restaurante Calabouço, Centro do Rio de Janeiro. Levado pelos companheiros para a Assembléia Legislativa, seu corpo foi velado coberto com a Bandeira Nacional, outra do Calabouço e por mensagens de protesto. Mais de 50.000 pessoas se aglomeram em frente à Câmara e acompanharam o funeral, em clima de revolta, até o enterro no Cemitério São João Batista.
O Restaurante Calabouço era um refeitório popular, subsidiado pelo governo e destinado a estudantes do interior, vestibulandos e universitários. Desde o incêndio do prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE) em abril de 1964, tinha se tornado o foco principal de agitação e resistência ao regime militar. De lá partiam as passeatas estudantis que tanto incitavam a vida da cidade e provocavam os generais.
Em virtude das condições precárias do seu funcionamento e da má qualidade da alimentação ali servida, era alvo de críticas permanentes por parte dos seus freqüentadores. Foi durante uma manifestação de protesto contra essa situação que policiais invadiram o local e, investindo contra os presentes, deram início à barbárie que culminaria com a morte do jovem estudante.
As circunstâncias da morte de Edson Luís evidenciaram a intolerância oficial em lidar com as reivindicações estudantis. Prenunciaram a disposição do governo e os recursos truculentos de que se serviriam para eliminar lideranças estudantis e coibir o movimento social que agitaria o Brasil durante o decorrer do ano de 1968. E sagraram o jovem símbolo da causa estudantil nacional.
Consternação e protesto por Edson Luís
A Assembléia Legislativa decretou luto oficial por três dias pela morte de Edson Luís.
Todos os teatros da Guanabara interromperam seus espetáculos em sinal de protesto, sendo a decisão aplaudida, de pé, pelo público presente. No Princesa Isabel, onde estava em cartaz a peça Roda Viva, os atores do elenco, ao tomarem conhecimento do incidente, fizeram um minuto de silêncio. Em seguida, suspenderam a apresentação e todos os presentes, convidados por um grupo de artistas liderados pelo paulista Plínio Marcos, seguiram para o funeral do estudante.
Maurits Cornelis Escher morreu no Hospital Hilversum quando ainda não tinha completado 74 anos. Dono de uma saúde desde sempre inspiradora de cuidados, viveu os últimos anos na Holanda, terra natal para onde voltou, depois de percorrer o mundo, criando um legado artístico de tempos e espaços fantásticos, resultado de sua experiência visual.
"Deus não pode existir sem o mal, e desde que se aceite a ideia da existência de Deus, tem-se de aceitar, também, a do mal. É uma questão de equilíbrio. Esta dualidade é a minha vida". M. C. Escher
Com estas palavras, Escher parece ter definido bem o temperamento de homem e artista, explicando os contrastes que sempre caracterizaram seus trabalhos em xilogravuras, litografias, a predileção pelo preto e branco, a dualidade e até um certo antagosnimo encontráveis nos títulos de algumas de suas obras, como Dia e Noite e Alto e Baixo.
São construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica.
Uma de suas técnicas mais fabulosas é a replicação de formas que se entrelaçam a outras repetidas vezes, formando belos padrões geométricos. A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, surgiram figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.
Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.
Foi assim que a surpreendente obra de Escher conquistou e impressionou uma legião de admiradores, despertando a curiosidade e estimulando sua reflexão.
"A escrita é um ato de solidariedade histórica. A língua e o estilo são objetos, mas a escrita é uma função: constitui uma relação entre a criação e a sociedade". Roland Barthes
Roland Barthes, 64 anos, morreu no início da tarde no Hospital da Pitié-Salpetriere, após lutar por mais de quatro semanas para sobreviver a um acidente de trânsito, no qual acabou atropelado por uma caminhoneta. Gravemente ferido na cabeça e nos pulmões, foi induzido a uma traqueostomia. Acabou sucumbindo a uma infecção generalizada, a qual não resistiu.
A vida deste professor de Semiologia, que influenciou várias gerações de estudantes de todos os continentes (entre outros, de vários brasileiros), deste escritor que foi uma figura de destaque na crítica literária do pós-guerra, e para alguns, um dos maiores escritores de nosso tempo, terminava assim tão prematura quanto estupidamente.
Nascido em 12 de novembro de 1915, em Cherbourg, norte da França, Barthes herdou de Jean-Paul Sartre o posto de guru mais influente e criador de tendências no cenário intelectual da Rive Gauche parisiense - o porta-voz tanto do estruturalismos quanto do pós-estruturalismo.
Os ensaios reunidos em seus primeiros livros, Lé degré zéro de l´écriture (1953) e Mythologies (1957), celebrizaram-no imediatamente como um escritor de pensamento provocante porém acessível. Sua conquista proncipal foi desenvolver e popularizar as técnicas da análise semio lógica, por meio da qual todo produtor cultural - de livros a anúncio, de filmes a brinquedos - pode ser visto do mesmo modo como os linguistas vêem as línguas: como sistemas de signos e símbolos.
Distinguindo-se ao longo da carreira acadêmica, Barthes tornou-se professor de semiologia literária no Collège de France, cadeira que ocupou até morrer.
Semiologia? Muito prazer
A obra de Roland Barthes é desconcertante, à primeira vista. Seu intinerário, pelos títulos das publicações, revela que ele foi tão interessado por literatura, quanto por teatro, moda, fotografia, cinema, catch, moda, e até mesmo pela vida de todos os dias, a vida sentimental. Dispersão de um espírito culto e eclético? Nem tanto. de fato, todos seus trabalhos mostram a mesma reflexão sobre a noção de signo. Deu-se, aliás, um nome a esta reflexão, que se tornou ciência: Semiologia. E Roland Barthes foi um dos seus pioneiros. Esse termo, que existia há vários séculos na Medicina, designa hoje a ciência geral dos signos na vida social - da literatura ao cinema, passando pela ideologia, publicidade, etc. Barthes, porém, logo diferenciou-se dos outros semiólogos estruturalistas, como seu ancestral Ferdinand de Saussure, que ele leu muito, por uma particularidade: ele deu uma vida dupla ao signo.
O signo, já carregado de sentido pela civilização, pela comunidade social, recebe a oferta do reconhecimento de uma subjetividade. À noção acadêmica de signo, Barthes acrescenta a noção de sujeito. Esta dualidade, que se expressou de maneira discreta nas primeiras obras, tornou-se cada vez mais nítida a partir de 1973, com Le plaisir du texte, achando sua representação mais clara no último livro, sobre a fotografia: La chambre claire (1980). Toda sua carreira se fez mais ou menos na base de uma dialetização da diferença entre o signo, o objeto de estudo frio e o signo suscetível de criar prazer.
O compositor Claude Debussy, 55 anos, morreu em Paris, vítima de cancro.
Ficou conhecido por ter quebrado a tradição do romantismo alemão, desenvolvendo um sistema original de harmonia e de estrutura musicais que expressa, em muitos aspetos, os ideais aspirados pelos pintores impressionistas e pelos poetas simbolistas do seu tempo.
Um dos maiores compositores de todos os tempos, Achille-Claude Debussy nasceu em Saint-Germain-en-Lave, na França no dia 22 de agosto de 1862. Aos 11 anos foi admitido no Conservatório de Paris e, em 1884, com apenas 22 anos, recebeu o Grande Prêmio de Composição de Roma. Após passar dois anos em Roma, voltou para Paris, onde se casou com Rosalie Texie, de quem se separou com escândalo para se unir a Emma Bardac. Em 1887, começou a freqüentar a vanguarda literária francesa.
Considerada inovadora em termos musicais, a obra de Debussy pode ser dividida de cinco formas: música para orquestra, música de câmara e para instrumentos solo, música para piano, canções e música coral e obras cênicas.
"Traz-nos o telégrafo a notícia de que faleceu em Amiens o conhecido romancista Julio Verne. Quem há dentre nós que não deva ao imaginoso escritor muitas horas de sonhos e maravilhas?
Trazendo no espírito o amor do desconhecido e das aventuras arrejadas, todavia limitou-se a efetua-las, dentro das paredes do seu gabinetes, na calma e no isolamento dos sonhadores". Jornal do Brasil
Julio Verne nasceu na cidade francesa de Nantes. Iniciou estudos de Direito em Paris, mas desistiu de ser advogado para escrever peças teatrais. Apesar de ter produzido algumas obras como Amizade Perdida (1850), como dramaturgo, o sucesso só chegaria treze anos depois. A publicação de Cinco Semanas num Balão (1863) seria o início de seu êxito como romancista de aventuras. A obra, primeira da série Voyages Extraordinaires, apresentava o relato de uma viagem aérea sobre regiões desconhecidas da África Central. Nos anos seguintes, lançaria Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865) e Vinte Mil Léguas Submarinas (1870). O apogeu viria com A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (1873), obra considerada a mais importante de sua carreira.
Além de habitar o imaginário infanto-juvenil de várias gerações, a literatura de Julio Verne é até hoje amplamente revisitada no cinema, no teatro e na televisão.
A volta ao mundo em 80 dias
Em A Volta ao Mundo em 80 Dias, encontramos, ao mesmo tempo, muito da breve experiência de Verne como marinheiro e como corretor de Bolsa. No ano de 1872, Phileas Fogg, membro do Reform Club de Londres, homem metódico e singular, propõe uma aposta comprometendo-se a dar a volta ao mundo em 80 dias. Tarefa quase impossível para a época, dá início a viagem, acompanhado de um fiel subordinado. Seguido por um detective da polícia, que o considera um ladrão, o protagonista vive mil e uma aventuras até chegar pontualmente ao seu destino, vencendo a aposta.
"Acredito que foi destinada a mim uma missão - e eu a cumpri da melhor maneira possível". Chico Anysio
Chico Anysio, 80 anos, estava internado desde o dia 22 de dezembro, após uma infecção no aparelho digestivo. Posteriormente diagnosticado também com pneumonia, em 14 de janeiro foi submetido a uma laparotomia exploradora, e durante o procedimento, retirou-se um segmento do intestino delgado para exames. Desde então, permaneceu em tratamento até falecer nesta sexta-feira, 23 de março de 2012, em decorrência de falência múltipla de órgãos, chegando ao fim a luta do humorista pela vida.
Casado seis vezes, Chico deixa viúva a empresária Malga de Paula, oito filhos, uma filha e nove netos.
O cearense de Maranguape Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho nasceu no dia 12 de abril de 1931. Na família, todo mundo o chamava de Oliveirinha. Por causa do pai. Coube ao seu talento consagrá-lo simplesmente como Chico Anysio.
Caçula por sete anos (até a chegada de Zelito), dizia nunca ter tido nenhum privilégio especial por isso. Era levado, e conforme as regras da época, apanhou muito. Mas nada que o desanimasse. Ainda na infância, quando mudou com a família para o Rio de Janeiro, Chico já ensaiava os primeiros passos da promissora carreira que trilharia ao longo da vida. Naqueles tempos em que a meninada soltava balão, pipa e jogava botão, ele ia além... Imitava pessoas do convívio cotidiano com boa dose de humor. Escrevia pequenas peças, distribuía os papéis dos personagens entre os irmãos e reunia parentes e vizinhos para dar o espetáculo.
Na adolescência, conseguiu a primeira oportunidade artística: aos 16 anos, foi empregado numa rádio, como humorista e comentarista esportivo. Mas foi na televisão, a partir de 1968, que se popularizou a frente de programas de humor em que escreveu e interpretou seus próprios personagens - ao todo mais de 200 tipos cômicos.
Para cada um deles, criados ao longo dos anos, inspirados, principalmente, na realidade sócio-econômica brasileira da época e sob um olhar irreverente e contestador, Chico deu vida própria, destacando particularidades através da maquiagem, do figurino, da voz, dos trejeitos da interpretação, e de bordões que sempre caíram no gosto popular: João Batista? Salomé!, É mentira, Terta?, Aff, tô morta!, Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, Calada!, Jovem é outro papo, Tenho horror a pobre! "Quero que pobre se exploda!", "Falou… Aííí, ó…! Bateu pra tu?", Roberval… Tayyylorrr…, Sou! Mas… quem não é?, Podem correr a sacolinha…, E o salário, ó...
Era uma vez uma Escolinha do Professor Raimundo
Primeiro da série de personagens criados por Chico, ainda nos tempos da rádio, o Professor Raimundo foi o personagem mais querido, e sem dúvida, o que mais reverberou a generosidade aflorada, que sempre o norteou. Quantos colegas de trabalho não foram revelados novos talentos, e principalmente, quantos Chico não ajudou a não cair no ostracismo, ao ganhar um papel para contracenar na Escolinha?
Embora, considerando-se um ator de televisão, Chico também se aventurou pela pintura, literatura, teatro e música. Quer na coleção de quadros que desenhou, nos inúmeros livros que publicou, nos espetáculos que dirigiu ou nas composições que musicou, é incontestável a certeza de que Chico recebeu uma missão e a cumpriu da melhor maneira possível.
Nélson Piquet, da Willians da época, venceu o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, disputado no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, na abertura do Campeonato Mundial da categoria. Ayrton Senna, que competia pela Lotus, ficou em segundo lugar. O então campeão, Alain Prost, da McLaren, abandonou a prova. Empolgado com o êxito dos pilotos brasileiros, o público invadiu a área dos boxes ao fim da corrida.
Um pelotão da Polícia Militar escoltou Nélson Piquet até o estacionamento para protegê-lo do público, que invadiu todas as dependências do autódromo para ver o campeão de perto ou conseguir um autógrafo. Nélson garantiu que queria ultrapassar Ayrton Senna logo na primeira volta, mas resolveu ficar de longe quando viu o pequeno acidente que tirou o piloto Nigel Mansell da competição, quando forçava uma ultrapassagem, tendo assumido a primeira colocação nas voltas finais da corrida.
Ao fim da prova, ao descer do carro, Piquet recebeu uma bandeira do Brasil que foi agitada por ele até o momento em que começou a ser cantado o Hino Nacional.
“Foi incrível. Deu tudo certo. Até as duas paradas para as trocas de pneus. Se conseguir respeitar tudo da mesma forma, tenho grandes chances de vencer o GP da Espanha. Mas é bom lembrar que cada corrida é diferente da outra. Não adianta fazer planos. Só se ganha a corrida após a bandeirada”, declarou o campeão da prova.
Nelson Piquet, porém, não conseguiu vencer a próxima prova, o GP da Espanha, disputada em abril do mesmo ano, no circuito de Jerez de La Fontera. Por problemas no carro, o piloto foi forçado a deixar a corrida, abrindo espaço para Senna que, numa acirrada disputa com Nigel Mansell (da equipe Williams), levou a melhor e faturou o lugar mais alto no pódio do GP espanhol. Esta seria a terceira vitória de Senna em Mundiais, marcando o início de sua era de 41 vitórias na Fórmula 1.
O título do mundial de 1986, porém, não pertenceu a um brasileiro. Quem faturou o ouro, no resultado final das competições, foi o francês Alain Prost, que virou o principal adversário de Senna nos anos que se seguiram.
"O controle dos recursos hídricos, em alguns lugares do Planeta, está sendo tratado hoje como um problema de equilíbrio geopolítico tão importante quanto controle das jazidas petrolíferas. Mais concretamente, no Oriente Médio e no Norte da África, a falta de água ocupa um dos principais espaços nas atuais pautas políticas a serem discutidas pelos países envolvidos, entre eles Israel e os territórios palestinos ocupados.
O futuro da região depende, cada vez mais, do controle das fontes de água e dos acessos estratégicos a essas reservas hídricas... Os conflitos pela água não se limitam à violência aberta existente entre judeus e palestinos. Ela existe em muito lugares e, com maiores e menores conflitos, está presente na realidade social e política de muitos países. Na África, na Europa, na Ásia e na América, a posse das fontes naturais hídricas ainda é fator para confrontos e posições de força. A diplomacia, em não poucos casos, resolveu os impasses, mas, na atual conjectura política, a questão da água se insinua, cada vez mais, como um problema inadiável". Jornal do Brasil
O desperdício indiscriminado e o alto índice de poluição de rios e mares em latente crescimento, principalmente ao longo da segunda metade do século XX, alertavam para a necessidade emergencial de se rever o consumo da fonte esgotável mais essencial à continuidade da vida no planeta. Além de países ricos e pobres, o mundo traçava uma nova e explosiva geopolítica entre os que tinham água e os que lutavam para conseguí-la. Os complexos hídricos entravam de vez na pauta da política internacional.
Com objetivo de promover discussões acerca da consciência do homem em relação à água, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial da Água em 1992 com a publicação da Declaração Universal dos Direitos da Água. Uma iniciativa que delegava a todos os indivíduos sua parcela de responsabilidade no consumo inteligente da água, motivando a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica, com as seguintes considerações:
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos;
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem;
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia;
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam;
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras;
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis;
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado;
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Em dez de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através do projeto de lei do deputado Sérgio Novais (PSB-CE). O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.”
21 de março de 2012 marca o 7º aniversário do Dia Internacional da Síndrome de Down, que este ano passa a fazer parte também do calendário oficial da Organização das Nações Unidas. A data escolhida é uma alusão aos três cromossomos no par 21 (21/3) que as pessoas com Síndrome de Down possuem.
O que se pretende com essa iniciativa é trazer ao debate público temas como a Educação inclusiva, a participação política, a vida independente e incentivar pesquisas científicas e investigativas sobre a síndrome de Down.
Um cromossomo a mais
A Síndrome de Down não é uma doença e sim uma alteração genética, que ocorre pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, na fecundação do óvulo. Como a síndrome se trata de uma alteração cromossômica, é possível realizar um diagnóstico pré-natal utilizando exames clínicos.
E muitos desafios
Os portadores da Síndrome de Down ainda lidam com desafios cotidianos em seu processo de inserção social. Muito se deve ao fato da sociedade associá-los às crianças, infantilizando-as e as mantendo como se vivessem em um eterna infância, e muitas vezes deixam em segundo plano que os portadores de Síndrome de Down falam, andam, riem, choram, adoecem, se recuperam, e tem o desejo comum de namorar, trabalhar, viajar, ... enfim viver as experiências que a vida oferece.
Um alerta
Cerca de 50% das crianças portadoras da síndrome apresentam problemas cardíacos, algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.
O Senado norte americano ratificou o Tratado de Paz com o Japão (mais conhecido como Tratado de São Francisco) e outros três pactos de segurança destinados a manter a paz na região do Pacífico, após o término da Segunda Guerra.
Por 66 votos contra 10, o Senado norte-americano ratificou o Tratado de Paz, depois de repelir cinco tentativas destinadas a incluir condições e com isso adiar indefinidamente a ratificação de uma paz duradoura com a Terra do Sol Nascente. Em seguida, foram aprovados os Pactos de Segurança com as Filipinas, Nova Zelândia e Austrália. O único democrata que votou contra a ratificação do Tratado de Paz com o Japão foi o senador Pat McCarran, do estado de Nevada, que se uniu aos nove republicanos que se opuseram ao acordo.
O Tratado de Paz deu por terminada oficialmente a guerra dos Estados Unidos contra o Japão, que foi declarada em oito de dezembro de 1941, após o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor. O acordo foi ratificado por quinze votos a mais do que a maioria de duas terças partes necessária. Embora os Pactos de Segurança com as Filipinas, Nova Zelândia e Austrália já tivessem sido aprovados por aclamação, alguns senadores republicanos quiseram manifestar sua opinião contrária a eles, julgando ser um ato de precipitação dos parlamentares.
Após aprovar os acordos, a Comissão das Relações Exteriores do Senado ressaltou que não reconheceria as reclamações soviéticas sobre alguns antigos territórios japoneses, e que também não aprovava, por isso, o Acordo de Yalta (acordo firmado entre EUA, URSS e Grã-Bretanha, em 1945, que dividia o mundo em zonas de influência no pós-guerra).
Assim, com a ratificação do acordo de paz, os Estados Unidos nomearam, dias depois, um embaixador do Japão para selar de vez a normalização das relações diplomáticas com o esse país. O Tratado, no entanto, só passaria a entrar em vigor depois de ter sido assinado por seis das onze nações signatárias: Estados Unidos, Austrália, Canadá, Ceilão (atual Sri Lanka), França, Indonésia, Holanda, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas e Grã-Bretanha, coisa que aconteceu no final de abril do mesmo ano.
Na capital paulista, 500 mil pessoas participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade em defesa da Constituição e das instituições democráticas brasileiras e de repúdio ao comunismo.
Assista versão em vídeo:
A Marcha saiu da Praça da República ao som dos clarinetes dos Dragões da Força Pública, e chegou à Praça da Sé com os sinos de todas as igrejas repicando simultaneamente, enquanto a banda da Guarda Civil executava Paris Belfort, o hino da Revolução constitucionalista de 1932.
Falaram durante a concentração em frente à Igreja da Sé o Senador Auro de Moura Andrade, o deputado Herbert Levi, o Senador Padre Calazans, a Deputada Conceição da Costa Neves e outros oradores. O governador Carlos Lacerda, que assistiu a parte da concentração, disse que "São Paulo começou a salvar o Brasil".
O movimento era uma clara resposta às recentes decisões anunciadas pelo presidente João Goulart durante um discurso seis dias antes. São Paulo mostrava mais uma vez possuir um voto conservador. Milhares de faixas conduzidas pelos manifestantes faziam alusão à integridade da Constituição, à democracia e às reformas, e combatiam o comunismo. Nos cartazes portados pelos manifestantes, críticas diretas ao governo federal e até mesmo pedidos de impeachment a João Goular.
As principais faixas diziam: "Deputados patriotas, o povo está com vocês"; "Brizola: playboy de Copacabana"; "Reformas só dentro da Constituição"; "Basta de palhaçada, queremos Governo honesto"; "A melhor reforma é o respeito à lei"; "Senhora Aparecida iluminai os reacionários".
Essa demonstração de massa foi, a olhos militares, o aval definitivo para o golpe de 1964.
O aval que os militares precisavam
A Marcha foi uma resposta ágil e direta ao comício feito por João Goulart e os seus partidários na estação Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Ele havia acabado de assinar o primeiro passo para a reforma agrária e o projeto que previa a encampação das refinarias particulares de petróleo. No palanque de 13 de março de 64, Miguel Arraes e Leonel Brizola também discursaram. Brizola foi o mais aplaudido.
Após deixar o governo, Jango exilou-se no Uruguai, e morreu na Argentina em 1976. Com o golpe de estado, os militares tomaram o poder e só o deixaram 21 anos depois.
Aos 57 anos de idade, o mineiro Mauro Faccio Gonçalves, mais conhecido como Zacarias, por seu papel no programa humorístico de TV Os Trapalhões, morreu pela manhã, vítima de uma infecção respiratória. O humorista estava doente desde fevereiro desse ano, e o seu quadro veio a piorar em meados de março, quando precisou ser internado doze quilos mais magro. A última pessoa a ver o ator com vida foi sua mãe, que esteve em seu quarto cinco minutos antes dele morrer. Seu corpo foi embalsamado e transportado para sua cidade natal, Sete Lagoas - Minas Gerais, onde foi enterrado.
Renato Aragão e Dedé Santana, seus companheiros no programa, correram ao hospital assim que souberam da notícia da morte do parceiro. “É difícil acreditar nisso; tenho certeza de que lá onde ele está, não quer ver tristeza; quer que a gente passe uma mensagem de alegria para as crianças; nada de tristeza”, disse Dedé, que, na hora da entrevista, lembrou de um comentário de Renato Aragão: “Os Trapalhões são como uma mesa de quatro pernas. Sem uma delas fica difícil”.
O humorista Castrinho, amigo de Zacarias por mais de 25 anos, relembrou momentos com o amigo nos tempos em que a TV Tupi faliu: “Eu e um grupo de amigos ficamos desempregados, sem ter onde morar. O Mauro (Zacarias) nos levou para seu apartamento e formamos uma república. Ele era nosso conselheiro”.
Wilton Franco, diretor dos Trapalhões, falou da ingenuidade daquele que considerava o mais doce do quarteto. “Ele era tão puro quanto parecia na TV”, disse o diretor, avaliando que essa ingenuidade devia ser “coisa de mineiro”.
Zacarias era meio ermitão: gostava de viver sozinho em sua casa em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde cuidava de plantas e pássaros. Dentro da casa tinha um elefante com o bumbum virado para a porta, uma figa e um Buda. Tinha ainda uma ferradura com sete furos. Era espírita e muito religioso. Começou sua carreira de ator em Sete Lagoas, em um programa da Rádio Cultura. Em 1963, veio para o Rio trabalhar na TV Excelsior. Na TV Tupi, interpretou um garçom engraçado no programa Café sem concerto. Renato Aragão viu, gostou dele e o transformou em um trapalhão, em 1974. Seu sonho era montar um musical humorístico e sua maior preocupação era com a educação das crianças brasileiras e também com a preservação da natureza.
Os guerrilheiros da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN) abriram uma nova frente de luta na guerra civil de El Salvador, desta vez em plena capital. Até uma ano antes os guerrilheiros se restringiam às zonas rurais, só realizando ataques rápidos a cidades do interior. Os confrontos entre rebeldes e o exército salvadorenho, este último financiado pelos Estados Unidos, começaram em 1980 e se estenderam por 12 anos. O conflito deixou 75 mil mortos, 8 mil desaparecidos, 1 milhão de desabrigados e 1 milhão de exilados. Crianças de 12 anos eram recrutadas para o exército.
O fato que marcou o início da atuação aberta da guerrilha foi o assassinato de dom Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de El Salvador, em março de 1980, enquanto celebrava missa na capela do Hospital da Divina Providência, que foi seguido da execução de 42 pessoas durante o funeral do religioso.
As negociações entre o governo e a FMLN começaram durante o mandato do presidente João Napoleão Duarte e continuaram com o presidente Alfredo Cristiani, eleito em 1989. O impasse militar, e a chacina de seis sacerdotes jesuítas da Universidade Centro-Americana (UCA) de San Salvador aceleraram as negociações de paz.
Ambas as partes aceitaram a mediação da Organização das Nações Unidas (ONU) e, depois de um longo período de negociações, foi firmado em janeiro de 1992 o Tratado de Chapultepec.
O fim da guerra civil foi anunciado em dezembro daquele mesmo ano, com a libertação de presos políticos e a anistia aos exilados. A FMLN tornou-se, então, um partido político.
El Salvador é o menor país da América Central, e limita-se com Honduras e Guatemala. Os habitantes são descendentes, na sua grande maioria, de índios e espanhóis. O café e a cana-de-açúcar são as lavouras mais importantes do país.
O Vaticano apresentou à mídia internacional o texto Nós recordamos: uma reflexão sobre o ‘Shoah’. Com pouco mais de 14 páginas, o texto era dirigido aos fiéis católicos de todo o mundo, e tinha como intuito ser um pedido de desculpas ao povo hebraico pelos terríveis sofrimentos que lhe foram impostos na Segunda Guerra Mundial, ao tempo em que tentava defender as atitudes do papa Pio XII, acusado por muitos historiadores de não ter denunciado com maior energia as perseguições aos judeus por parte do nazismo alemão e do fascismo italiano, que culminaram no Holocausto. O texto levou mais de onze anos para ficar pronto, tendo sido encomendado pelo papa João Paulo II, que era o pontifície na data de publicação do documento.
Muitos vaticanistas italianos reconheceram que o documento era de grande importância para o futuro, embora aguado e tímido quanto ao passado. “A relação da Igreja com o povo judeu é diferente da que ela compartilha com qualquer outra religião. Não é somente uma questão de retornar ao passado. O futuro comum de judeus e cristãos exige que nós recordemos, porque não existe futuro sem memória. A própria história é memória futuri”, vinha escrito em uma parte da reflexão.
Embora admita a existência entre os católicos de preconceitos antijudaicos, nascidos de uma interpretação errônea do Novo Testamento, o texto distingue esse tipo de sentimento do anti-semitismo. Assim, o documento expõe que o nazismo não foi contrário apenas ao judaísmo, mas também ao cristianismo, sendo que uma corrente significativa do mesmo rejeitava Deus e queria submeter a religião ao Estado nazista. Insistindo nessa tese, a autocrítica da Igreja absolveu o Papa Pio XII das graves acusações de não ter tido maiores esforços para impedir o Holocausto.
Pio XII também condenou o racismo nazista de modo solene, em 1937, iniciativa que provocou ataques e sanções contra membros do clero alemão. Em 1938, dirigindo-se a um grupo de peregrinos belgas, o papa falou: "O anti-semitismo é inaceitável. Espiritualmente somos todos semitas". A Reflexão sobre o Shoah, porém, preferiu ignorar os silêncios e as omissões do mesmo papa diante dos insistentes apelos que recebeu – entre 1942 e 1944 – dos governos da Polônia, França e Bélgica sobre as perseguições ao judeus praticadas na Alemanha e na Itália.
"Empossado às 9h56 no Congresso Nacional, o governo Fernando Collor de Mello começou num ritmo de furacão, de modo que antes de completar 24 horas já terá alterado substancialmente a estrutura do Estado e da economia do país". Jornal do Brasil
Instantes após assumir a presidência do Brasil, Collor anunciou cinco medidas provisórias e quatro decretos que, prevendo da extinção de vários órgãos federais à venda da quase totalidade dos imóveis funcionais, tinham a proposta de dar novo perfil ao serviço público. Os atos assinados, definindo a reforma administrativa, foram em seguida encaminhados para publicação no Diário Oficial e, protegidos do maior sigilo, só ficaram conhecidos em sua íntegra quando da circulação do jornal, na manhã do dia seguinte.
Chegado o dia seguinte, foi a vez da economia. Durante uma reunião com seus ministros e lideranças partidárias, Collor apresentou o plano de emergência para atacar a inflação que levaria seu nome e seria anunciado ao país naquela mesma noite, em rede nacional: "O propósito imediato de meu governo, a meta número 1 do primeiro ano, não é conter a inflação. É liquidá-la".
As medidas extremas do Plano Collor não foram bem recebidas pelos pequenos e médios empresários, o prenúncio de uma série de polêmicas que afundariam o governo. Além de não atingir as metas projetadas, Collor teria seu nome envolvido em um enorme esquema de corrupção, que seria denunciado pelo próprio irmão.
O político foi o primeiro presidente da República eleito por voto direto após a ditadura, em 1989. Tomou posse em 15 de março de 1990. E o segundo Presidente da República a renunciar ao mandato conquistado nas urnas. Diferentemente de Jânio Quadros (1961), Collor renunciou ao cargo por temer uma ação de cassação do seu mandato pelo Congresso Federal, o que, aconteceu mesmo assim. Cassado e impedido de concorrer a cargos do Executivo durante oito anos, em 2006 retomou suas atividades políticas ao se eleger Senador. E permanece até hoje.
Nascida sete meses antes da declaração da Independência do Brasil, Teresa Cristina Maria, a nossa terceira Imperatriz, chamada a Mãe dos Brasileiros nasceu no dia 14 de março de 1822, em Nápoles, então capital do Reino das Duas Sicílias, filha do Rei Francisco I das Duas Sicílias e de D. Maria Isabel de Bourbon, infanta espanhola. Foi assim, princesa italiana e neta do Rei da Espanha, Carlos IV.
A influência italiana na cultura brasileira, chegou na época colonial, através da metrópole, com exemplos notáveis como o do arquiteto Giuseppe Landi e do cientista e militar CCarlos Antonio Napion. E ganhou impulso forte com o casamento de Pedro II com D. Teresa Cristina.
Essa ficara noiva aos 20 anos, por efeito do contrato nupcial - realizado após negociações diplomáticas efetuadas em Viena - assinado pelo diplomata Ramirez, que representava Nápoles junto à Corte Austríaca, e pelo conselheiro Bento da Silva Lisboa, em 20 de abril de 1842. Foi referendado pelo nosso Imperador em 23 de julho daquele ano.
O casamento teve lugar quase um ano após, por procuração, na capela napolitana do Palácio Real. Pedro II representou-se na cerimônia, realizada em 3 de maio de 1843, por Leopoldo de Bourbon, Conde de Siracusa, também Próincipe das Duas Sicílias.
A fragata brasileira Constituição foi buscar a nova Imperatriz brasileira, que D. Pedro II conhecia só de retratos. Partiu da Itália no início de julho, desembarcando no Rio de Janeiro, sob grande festança, dois meses depois, em 4 de setembro.
Desde então, levou vida tranquila, sobretudo recolhida aos deveres familiares ou externando caridade, a bem das classes desprotegidas.
Teve dois filhos, falecidos após o nascimento, e duas filhas, a Princesa Isabel Cristina - que governou o Brasil como Regente - e D. Leopoldina, casada com o Duque de Saxe.
D. Teresa Cristina faleceu aos 67 anos de idade, logo depois da Proclamação da República, ao chegar, em viagem de exílio à cidade portuguesa do Porto, em 28 de dezembro de 1889. Na época, circulou um soneto em sua homenagem, atribuido ao Imperador, mas que segundo historiadores deve ter sido escrito por um saudosista da Monarquia. Seu título é A Imperatriz e os dois quartetos dizem:
"Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vais, ó doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minha alma entristecida.
De augusto o velho tronco haste partida
E transplantada à terra brasileira
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida"
"O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós". Irmã Dulce
Depois de uma agonia de 16 meses, Irmã Dulce, 77 anos, morreu no Hospital Santo Antônio, no bairro de Roma, em Salvador, BA. O coração dela foi parando lentamente, depois de esgotados todos os recursos disponíveis da Medicina, segundo o chefe da equipe médica que cuidou da freira. O calvário de Irmã Dulce começou em 11 de novembro de 1990, quando foi internada por causa de uma forte crise respiratória. Desde então, sua saúde começou a dar graves sinais de fragilidade: arritmias cardíacas, edemas generalizados, retenção urinária, fratura femural decorrente de osteosporose, descontrole na pressão arterial. Um processo que culminou na falência múltipla de seus órgãos vitais até que o mais resistente de todos, o coração, começou a falhar durante uma crise de taquicardia e parou de bater.
O mundo ficou órfão de um de seus maiores símbolos de amor e dedicação ao próximo.
Maria Rita de Souza Brito Lopes nasceu em Salvador, no dia 26 de maio de 1914, e dedicou toda a sua vida aos pobres. Segunda dos cinco filhos do casal Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria Souza Brito Lopes, a frágil e miudinha menina descobriu a vocação religiosa em fevereiro de 1933, quando conseguiu ingressar no convento, um dos maiores sonhos de sua vida. Sonho adiado por seu pai, algumas vezes, pois considerava a filha ainda jovem para assumir tal responsabilidade.
No dia 8 de fevereiro, Maria Rita entrava para Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição em Sergipe. Seis meses depois, tomava o hábito de freira. Em 15 de agosto de 1934, fez sua profissão de fé e voltou à Bahia, onde passou a dedicar-se integralmente a lidar com as dificuldades da vida, assistindo aos velhos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes da região.
Sua obra começou na ocupação de um barracão abandonado na década de 40. E entre os diversos estabelecimentos que ergueu até a fundação do Hospital Santo Antônio, é inestimável a assistência que ofereceu ao próximo. Um trabalho que permanece através da instituição Obras Sociais Irmã Dulce, mantida com a missão de amar e servir aos mais pobres, oferecendo atendimento gratuito na saúde, educação e assistência social, com a ajuda pública e privada.
Irmã Dulce foi beatificada em maio de 2011 e está em processo de Canonização.
"Quando estiverem em uma situação difícil, e sentirem que já não podem mais, não desanimem, e estejam seguros, que ainda que as coisas pareçam muito complicadas, não deixem que frustem seus sonhos e não percam nunca... nunca a esperança, e lembrem-se que quando a noite estiver mais escura, é por que já vai sair o sol." Irmã Dulce
Bidu Sayão, 96 anos, a maior cantora lírica brasileira de todos os tempos, morreu no seu apartamento à beira mar no Maine, EUA, onde vivia há 50 anos, vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia.
Não quis funeral nem flores: seu corpo foi cremado.
Carioca da Praça Tiradentes, Balduína de Oliveira Sayão, nasceu em 11 de maio de 1902. O apelido com que ganharia mundo pode ser creditado a seu precoce encontro com o palco. Aos 13 anos, já deixara de lado bailes e namoricos para se dedicar à música. Mas só porque sua família não concordara com o desejo de menina: queria ser atriz. Como o pais havia morrido quando ela tinha 4 anos, a família temia deixar a filha nas coxias de então. O jeito foi estudar canto. Os professores, no entanto, foram objetivos: a família estava gastando dinheiro à toa com Bidu. Ela era muito nova e, convenhamos, não tinha voz alguma. Mas logo, a menina percebeu que no mundo do canto lírico havia espaço para um outro tipo de atuação. Aos 16 anos, Bidu começou a se apresentar no Teatro trianon e no salão do Jornal do Brasil. O sucesso absoluto, logo a transformaria no Pequeno Rouxinol.
Foi com este epíteto que ela desembarcou em Nice, no ano de 1922, para estudar com Jean de Reszke. Foi a única sul-americana aceita pelo severo professor. A voz, a partir de então, não seria mais motivo de discussão. E quando a pequena diva voltou para uma apresentação no Municipal, três anos depois, percebeu que já havia sido alçada ao posto de heroína nacional.
Em 1926, seguríssima de seu talento, estreou no Teatro Constanzi, em Roma. Depois vieram o Colón, o Opera de Paris (onde arrancou aplausos cantando Lakmé, de Delibes) e finalmente o Scala de Milão. Embora não tivesse exatamente uma voz com muito volume e extensão, Bidu encantava as platéias por sua interpretação.
Depois de conquistar a Europa, Bidu voltou ao país. E realizou duas gigantescas turnês, entre 1935 e 1936 (do Amazonas ao Rio Grande do Sul). Cantou em cinemas, ao ar livre, em palcos improvisados. Embora hoje parecesse impensável, Bidu Sayão atigira na época uma popularidade comparável a dos grandes astros do rock. Um ano depois, a a artista mudou-se em definitivo para os EUA, onde trilhou e teceu sua carreira, tornando-se uma espécie de Carmen Miranda do canto lírico, embora jamais se rendesse a exotismos.
Sua última apresentação pública, em 1958, foi no Carnigie Hall, obra de um pedido pessoal do amigo Heitor Villa-Lobos.
O compositor baiano Assis Valente, 46 anos, autor de inúmeros sucessos do cancioneiro popular, para quem o tribuno J. J. Seabra previu um belo futuro como escritor, enfim conseguiu o desfecho desejado, após várias tentativas de suicídio sem sucesso. Foi encontrado morto sob uma árvore na Praça do Russel. Nada ao seu redor a não ser os restos da mortal beberagem e a quietude da praça. No bolso, uma carta explicava seu gesto: dívidas.
A notícia de sua morte surpreendeu até aqueles que conheceram de perto o compositor preferido de Carmen Miranda, embora soubesse da sua fraqueza suicida.
O compositor José de Assis Valente nasceu durante uma viagem de sua mãe a Salvador e, ainda pequeno, foi tirado dos pais e entregue a uma família de Alagoinhas, na Bahia. Começou a trabalhar numa farmácia da capital baiana e, à noite, estudava desenho e escultura no Liceu de Artes e Ofícios. Em novembro de 1927, viajou para o Rio e conseguiu vender alguns desenhos e ilustrações para revistas da capital. Em 1932, começou a compor sambas, incentivado por Heitor dos Prazeres. Seu samba Tem Francesa no Morro, ironia sobre a moda de se falar francês no Brasil, foi lançado por Araci Cortes na Columbia. Em 1933, entregou pessoalmente dois sambas a Carmem Miranda, que passou a ser uma das suas principais intérpretes. No mesmo ano, compôs para as festas juninas a marcha Cai, Cai, Balão. com o sucesso, suas composições passaram a ser gravadas por grandes cantores da época. Em 1941, casou-se com Nadile, mas se separou no mesmo ano. Problemas pessoais, principalmente de ordem financeira levaram ao declínio da carreira e culminaram em seu suicídio.
Gustavo Capanema, 84 anos, ex-Vereador, Secretário de Estado, Interventor de Minas Gerais, Ministro da Educação, constituinte de 1946, Deputado federal em seis legislaturas, Ministro do Tribunal de Contas da União e Senador, morreu em seu apartamento na zona sul do Rio de Janeiro, onde convalescia há um ano de derrame cerebral. Deixou viúva Dona Maria de Alencastro Massot Capanema, com quem teve dois filhos.
Mineiro da pequena cidade de Pitangui, Gustavo nasceu em 10 de agosto de 1900. Na adolescência, seguiu para Belo Horizonte, onde dedicou-se ao estudos, até concluir a Faculdade de Direito no final de 1924. De volta a Pitangui, passou a advogar e lançou-se na vida política da cidade. A nova experiência na vida pública logo evidenciou sua habilidade como orador. Foram seguidas nomeações em cargos que construiriam sua bem sucedida trajetória política. Quando de sua atuação à frente do Ministério da Educação do Governo Vargas, foi o reformador do ensino brasileiro, o criador de faculdades, o mdernizador da cultura nacional.
Este o seu grande título de glória. Foi o portador da mensagem modernista, em termos nacionais, em dimensões federais. Chamando Carlos Drummond de Andrade para a chefia do seu gabinete e se fazendo assessorar por homens como Mario de Andrade, Lucio Costa, Oscar NIemeyer, Cândido Portinari, Manuel Bandeira e Villa-Lobos, imprimiu um novo rumo, um sentido moderno à vida cultural brasileira.
Teve sempre entusiasmo profundo e difusivo, que sabia comunicar aos auxiliares. A penetração aguda de Capanema diante do Direito, seu íntimo e meticuloso conhecimento dos problemas de ordem jurídica, até a oratória o beneficiava a esse respeito. Seu bom gosto inato, sua capacidade de leitura, o conhecimento das questões de literatura, também revelava um homem de letras. Um crítico, um ensaísta. Não foi nem mestre do Direito, nem escritor. Mas levou dessas atividades intelectuais, que poderia ter horando, a marca da superioridade que tanto o distinguiu na que o dominou a vida inteira: a paixão política.
Na política, atravessou a vida, e em tudo deixou o toque original da sua modernidade, a vinculação geracional que teve com os movimentos de renovação dos anos vinte. Capanema trouxe o modernismo para o primeiro plano da vida nacional. O fato fundamental da sua vida foi este. O período mais importante do seu destino foi o de ministro da Educação que o Brasil já teve. Seus amigos, sua geração intelectual, foi o grupo do Bar Estrela, em Belo Horizonte - Emílio Moura, Gabriel Passos, João Alphonsus, Milton Campos, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Abgar Renault, Carlos Drummond de Andrade. E Gustavo foi fiel ao espírito renovador dessa geração literária, em que se integrara. Como se Capanema tivesse sido uma vocação puramente intelectual que a política tivesse roubado à literatura.
"Se você vai tentar, vá até o fim. Caso contrário, nem comece." Charles Bukowski
Se o sonho americano tem o seu lado sarjeta, o testamenteiro dessa obscura faceta da sociedade ianque chamava-se Charles Bukowski. Escritor e poeta temporão, descreveu ao longo de mais de 40 livros - e com conhecimento empírico da causa - o universo de bêbados, drogados, prostitutas e outros tipos marginalizados pelo american way of life. Pois esse simpatizante dos descamisados, que afirmou não escrever "para salvar a humanidade e sim para salvar a mim mesmo", deixou órfão um punhado de junkies, beberrões, meretrizes e leitores apaixonados: autor de Mulheres, Delírios cotidianos e Crônica do amor louco, entre outros títulos, Bukowski, 73 anos, morreu em sua casa em San Pedro, na Califórnia, vítima de leucemia.
Com o corpo devastado pelo álcool, Bukowski tinha cara, perfil e biografia dignos dos protagonistas de seus poemas, contos e romances. Nascido na Alemanha, em 16 de agosto de 1920, mudou-se com a família para os Estados Unidos aos dois anos de idade. Fixaram-se no sul da Califórnia - a terra prometida pós-Grande Depressão, onde jovem, Charles se iniciaria no álcool, no jogo e na peregrinação pelo underground, experiência que lhe renderia a matéria-prima para a sua vasta obra literária.
A vida bandida começou em casa. Molestado pelo pai, um bronco que punia a menor infração com surras homéricas, e hostilizado pelos colegas de rua, o alívio da rejeição na bebida veio na adolescência. Poucos anos depois, assumiria a existência errante, vagueando pelas estradas, bares e hotéis baratos do meio-oeste americano e convivendo com malandros e mulheres da vida, fazendo de tudo para ganhar alguns trocados e pagar mais uma garrafa de bourbon. foi lixeiro, lavador de pratos, motorista de caminhão, carteiro, o que lhe rendeu o autobiográfico Cartas na rua.
Os anos 60 e a contra-cultura tiraram do anonimato a natureza mundana dos textos de Bukowski. E a obra do mais boêmio dos escritores teuto-americano passou a percorrer a obra de outros artistas: no cinema, no teatro e até em histórias em quadrinhos.
Mesmo na retaguarda dos escritores americanos, conseguiu transmitir em seu legado, alguma coisa a respeito do ser humano que considera a vida particular fonte de vergonha e humilhação, prisioneiro de sua condição humana, sem perspectiva moral mais vasta. Com seus personagens de alternativas morais claras, assinalou o renascimento de uma ideologia desesperada por manifestações de dignidade que nós, talvez, jamais venhamos a conhecer.
"Não me preocupo com aquilo que o público pensa: um bom escritor pode exprimir qualquer coisa. Sinto que muita gente me odeia e gosto disto, demonstra que estou fazendo alguma coisa". Bukowski
Igualdade, Desenvolvimento e Paz foi o lema que a ONU escolheu para marcar os seus esforços em 1975 pela promoção da condição feminina no mundo. Assim, no dia 8 do mesmo ano, as Nações Unidas comemoraram o Dia da Mulher como um dia de reflexão honesta sobre o que significa ser mulher no mundo contemporâneo.
“Desde os primeiros tempos das Nações Unidas, a organização se consagrou plenamente ao princípio da igualdade entre homens e mulheres, princípio estabelecido na carta da ONU em 1945 e na Declaração dos Direitos Humanos, em 1948”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Kurt Waldheim, que continuou: “Apesar do muito que se avançou nos últimos trinta anos, a discriminação contra a mulher continua sendo um fato corrente na vida quotidiana de muitos países e constitui, assim, um obstáculo considerável para o verdadeiro progresso social, econômico e político no mundo”.
Reconhecendo a gravidade da situação da mulher no mundo na época, a Assembléia Geral da ONU proclamou que 1975 seria o Ano Internacional da Mulher e, nessa oportunidade, todos os países deveriam intensificar medidas no sentido de promover a igualdade entre homens e mulheres, garantir a plena participação feminina no esforço do desenvolvimento e ampliar o papel da mulher para a cooperação entre os diferentes estados e o fortalecimento da paz mundial. Desse modo, o tema central do ano foi Igualdade, Desenvolvimento e Paz. Assim, as diversas nações deveriam tomar providências para que fosse eliminada a discriminação contra a mulher, tendo em vista a sua igualdade jurídica, social, econômica e política.
“O Ano Internacional da Mulher tem por objetivo beneficiar a sociedade inteira, e não apenas as mulheres”, explicou Helvi Simpila, que, durante vários anos, representou a Finlândia na Assembléia Geral das Nações Unidas. Para ela, o momento era oportuno para a promoção dos direitos da mulher, já que o assunto tinha sido discutido com veemência em diversos países, nos anos anteriores. “Até agora, as mulheres foram consideradas donas de casa e mães. Esta é uma das principais razões pelas quais não lhes foi outorgada a gama completa dos direitos humanos. Mas, como é possível melhorar a qualidade da vida humana se as mães, que trazem ao mundo as gerações futuras não têm esses direitos e, portanto, são incapazes de dar tudo o que podem?”, continuou a finlandesa.
Assim, no Ano Internacional da Mulher, a ONU esperava que fossem discutidas as fórmulas que permitissem uma participação equitativa dos dois sexos na construção de um mundo mais justo, particularmente nos países em desenvolvimento. E essa luta, 37 anos mais tarde, apesar de aparentar estar vencida, continua.
Excêntrico, arredio, perfeccionista, o diretor americano Stanley Kubrick, 70 anos, morreu em sua residência, no norte de Londres, ao sofrer um fulminante ataque cardíaco, enquanto dormia.
Autor de clássicos como 2001, Uma Odisséia no Espaço (1968) e Laranja Mecânica (1971), deixou uma produção enxuta, porém intensa. Foram 13 longas em quase 50 anos de carreira, entre eles, sua última obra De Olhos Bem Fechados (1999) - seu retorno após mais de 10 anos longe das câmeras.
"Stanley Kubrick foi um grande mestre no cinema. Ele não copiou ninguém, enquanto todos nós fomos impulsionados a matá-lo", declarou Steve Spielberg, tentando dimensionar a importância de sua contribuição para a história do cinema. Uma das características mais marcantes da personalidade de Kubrick era seu inatingível perfeccionismo. Nada escapava de seu crivo. Sua mã de ferro sobre a produção ia desde o período das filmagens até a distribuição internacional e as eventuais dublagens. Queria saber quando o filme seria exibido, quais as condições do cinema, fosse onde fosse, e chegava a se intrometer na divulgação, perguntando sobre a estratégia de marketing e quantas pessoas seriam atingidas pelos anúncios. Não foram poucos os que se viram enlouquecidos por suas exigências. Reza a lenda de que durante as filmagens de Nascido para matar (1987), sua visão tardia sobre a Guerra do Vietnã, Kubrick perguntou quem se disporia a morrer cedo, no começo da história. Quase todo o elenco levantou a mão.
Nascido em Nova York, no dia 26 de julho de 1928, Kubrick conquistou seu primeiro emprego como repórter fotográfico. Pouco depois, já consagrado na profissão, começou a carreira de diretor, de forma autodidata, com o curta Dia de luta (1949). Autor de grandes clássicos, seus filmes são prova de seu ecletismo, ao varrer vários gêneros. Nos últimos anos, filmou cada vez menos, escolhendo a dedo seu próximo projeto. Morreu recluso, após viver discretamente e pouco aparecer na mídia, sem conseguir assistir a estréia de seu último trabalho, lançado poucos meses após sua morte.
A independência do Estado africano de Gana foi solenemente proclamada pela Duquesa de Kent, em nome da Rainha Elizabeth II, e com esta cerimônia a colônia britânica da Costa do Ouro se converteu em uma nação do Commonwealth Britânico.
A transformação foi completada quando o Primeiro-Ministro Kwame Nkrumah presidiu a dissolução do último Parlamento colonial e a Constituição do novo governo.
Na mensagem lida pela Duquesa de Kent, a Soberana disse: "As esperanças de muitos, especialmente na África, dependem de nosso empenho. Tenho a veemente e firme convicção de que meu povo de Gana avançará com liberdade e justiça, unido entre si e irmanado com todos os povos do Commonwealth".
Ao terminar a cerimônia parlamentar, presidida por Nkrumah, o povo expandiu seu entusiasmo e levou o Primeiro-Ministro aos ombros pelas ruas de Accra até p campo de polo, onde já tremulava, desde a meia-noite, a bandeira do novo Estado. Ali, NKrumah pronunciou um breve discurso, no qual disse que "o homem negro da África, adquiriu a personalidade que lhe pertence" e expressou a esperança de que Gana, em breve, se tornasse membro das Nações Unidas.
Uma banda militar encerrou a solenidade, executando o Hino Nacional: "Gana ergue-se. Nação independente... levantada por vossa fraternidade, não por vossos canhões..."
O povo chorava de entusiasmo e ajoelhava-se no chão.
"A música folclórica é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo expresso pelo som". Villa-Lobos
Heitor Villa-Lobos nasceu na Cidade do Rio no dia 5 de março de 1887. Levado pelo pai a estudar instrumentos musicais, aos 13 anos já fazia parte de grupos seresteiros. Em 1905, viajou pelo Brasil, em busca das raízes folclóricas, de onde tiraria inspiração. Por volta de 1913, deu início à sua produção, sob influência de Debussy. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, e, no ano seguinte, viajou para Paris. Em 1930, famoso na Europa, voltou para o Brasil.
Preocupado com o desenvolvimento artístico do país, Villa-Lobos percorreu o interior em caravanas culturais. Dono de 12 sinfonias, 17 quartetos para cordas, concertos para piano e orquestra, além de óperas, como Malazarte (1921), morreu em sua cidade natal, no dia 17 de novembro de 1959, aos 72 anos de vida, após meses de sofrimento decorrentes de uma grave uremia.
Em seus últimos dias, as mãos que regeram com maestria tantas sinfonias estavam trêmulas e fracas.
"A Ponte Presidente Costa e Silva, monumento à Revolução de 1964, projeção sobre o mar da grande rodovia longitudinal litorânea, a BR-101, é um bem que simboliza ainda em sua majestade:
A decisão do povo brasileiro de vencer todos os obstáculos ao nosso pleno desenvolvimento econômico e social; a capacidade de nossa engenharia de estudar e executar empreendimentos da maior complexidade; a dedicação e competência do operário brasileiro, cujo ânimo, até nas horas dramáticas, jamais arrefeceu, tendo ao contrário, saído fortalecido dos reveses próprios de obra de tamanha envergadura".Mario Andreazza
Após uma espera de 6 anos e a superação de uma série de imprevistos, incluindo as dificuldades surgidas na execução das fundações, o Presidente Médici inaugurava a Ponte Presidente Costa e Silva unindo o Rio e Niterói através de um ousado e imponente empreendimento da construção civil nacional com 13 quilômetros de extensão e até 70 metros de altura no trecho de seu vão central. A solenidade aconteceu em duas etapas: a primeira, com o Governador Chagas Freitas, no acesso carioca, cortando uma fita simbólica e a segunda, diante de cerca de 10 mil pessoas, do lado fluminense, depois de um discurso do Ministro dos Transportes, Mario Andreazza. Estiveram presentes Ministros de Estado, Governadores, autoridades militares e eclesiásticas, além de uma multidão entusiasmada ao final invadiu as pistas numa grande festa.
Ao anoitecer uma missa na praça dos pedágios celebrou a memória dos operários mortos durante as obras. Ao final, o presidente da Construtora ECEX (responsável pela supervisão da edificação), Coronel João Carlos Guedes, ativou o serviço geral de iluminação.
O caminho para a modernidade
A travessia da ponte Rio-Niterói foi aberta ao público na manhã seguinte à inauguração, por onde começaram a passar mais de 50 mil veículos, diariamente. Desde então o marco da engenharia nacional, transformaria-se também em símbolo da integração e desenvolvimento econômico do do estado do Rio de Janeiro. Além de atender aos deslocamentos da população às localidades adjacentes, agilizou o serviço de transporte intermunicipal e interestadual de cargas, e contribuiu para o crescimento e a expansão de cidades, principalmente na Região dos Lagos.
O filme O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation), do diretor David W. Griffith, estréia nas telas dos cinemas americanos, provocando grande polêmica. Embora apontada pela crítica como um marco na história da indústria cinematográfica, a película, com três horas de duração, provocou escândalo por seu conteúdo racista, motivando debates acalorados, apesar de suas inegáveis qualidades cinematográficas.
O roteiro retrata a história de bons e pacíficos americanos do Sul do país que são obrigados a confrontar os do Norte, onde é grande a influência negra. Os negros (interpretados por homens brancos maquiados), por sua vez, são retratados como homens maus, ávidos por mulheres brancas e pelo poder. No fim do filme, uma mocinha branca é salva das mãos dos negros por um branco, que é membro da Ku Klux Klan. Os dois se casam, celebrando simbolicamente o nascimento da nova nação.
"Para sempre é muito tempo... mas não tanto como era ontem". D. H. Lawrence
O escritor D. H. Lawrence, 44 anos, morreu em Vance, na França, vítima de tuberculose - doença com a qual conviveu ao longo de anos. Perseguido desde jovem por uma fúria fora do comum para escrever a paixão por suas ideias, deixou em seu legado literário, a sua própria história de vida.
David Herbert Lawrence nasceu no dia 11 de setembro de 1885 em Eastwood, Nottinghamshire, Inglaterra. Estreou na literatura com o romance O Pavão Branco (1911), mas só chamou a atenção com Filhos e Amantes (1913) livro autobiográfico. No mesmo ano, lançou Poemas de Amor e Outros e, em 1914, casou-se com a aristocrata alemã Frieda von Richthofen, com quem viveu uma relação tumultuada. Nesse ano, publicou O Oficial Prussiano e Outras Histórias e passou a enfrentar problemas com a censura.
O Arco-íris, livro seguinte, foi proibido na Inglaterra, considerado obsceno pelas autoridades. A repressão a suas obras e a violência da Grande Guerra levaram o escritor a julgar que os valores da civilização ocidental atropelavam o ser humano. O tema, que foi assunto de várias teses e romances, é tratado em Mulheres Apaixonadas (1920), considerado uma obra-prima da literatura. A partir de 1921, desiludido com a Europa, Lawrence viajou para a Austrália e o México, publicando Canguru e A Serpente Emplumada. Em 1928, retornou à Europa e fixou-se em Florença, onde publicou seu romance mais famoso, O Amante de Lady Chatterley, que foi seguidamente proibido e só conhecido na íntegra em 1959.
"Sambas da maior pureza melódica serão cantados ao mesmo tempo em que outros serão apresentados, com nítida influência de autores já consagrados, mas nada disso lhes tira a beleza e, principalmente, o valor de seus versos. Seus autores, humildes em sua maioria, lutaram o ano inteiro para ter a honra de ver seus versos cantados pela escola na Avenida e hoje é o dia de sua glória, quando brasileiros e estrangeiros se entregarão ao samba". Jornal do Brasil
A Cidade do Rio de Janeiro completou seu 4º Centenário em pleno Carnaval. Parte da série de homenagens da programação que perdurou o ano inteiro, o desfile das escolas de samba na Avenida Presidente Vargas, que começou ainda na noite do dia 28 de fevereiro, atravessou a madrugada. Ao todo, dez agremiações cantaram sambas-enredos em homenagem à Cidade Maravilhosa:
Imperatriz Leopoldinense
Homenagem do Brasil ao IV Centenário do Rio de Janeiro,
de Matias de Freitas (Clique aqui para ler)
Império da Tijuca
Apoteose ao Rio,
de Jorge Domingos Silva e Sebastião Silva (Clique aqui para ler)
Aprendizes de Lucas
Progresso e Tradições do Rio,
da Ala dos Compositores (Clique aqui para ler)
Unidos da Capela
Rio através dos séculos,
de Antônio Alves (Clique aqui para ler)
Estação Primeira de Mangueira
Rio através dos séculos,
de Comprido, Pelado e Hélio Turco (Clique aqui para ler)
Acadêmicos do Salgueiro
História do Carnaval,
de Geraldo Babão e Valdelino Rosa (Clique aqui para ler)
Portela
Progresso e Tradição do Rio - Do Morro Cara de Cão ao Pão de Açúcar,
de Candeia e Valdir 59 (Clique aqui para ler)
Império Serrano
Os cinco bailes tradicionais do Rio Antigo,
de Silas de Oliveira (Clique aqui para ler)
União de Jacarepaguá
Carnaval, alegria do Rio,
de Jorge Mexeu e Jandi (Clique aqui para ler)
Mocidade Independente
Parabéns pra você, Rio,
da Ala de Compositores (Clique aqui para ler)
Naquele ano, o Salgueiro conquistou o título de campeão, ficando o Império Serrano em segundo, a Portela em terceiro e a Mangueira em quarto lugar. Mas o grande vencedor foi o carnaval carioca, consagrado o maior show da terra.