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12 de janeiro de 1939: A Propaganda Nazista de Joseph Goebbels

Jornal do Brasil: Sexta-feira, 13 de dezembro de 1939.


Outras efemérides de 12 de janeiro
1946: ONU cria Conselho de Segurança
1976: O fim sem mistério da Rainha do Crime

Joseph Goebbels. Reprodução



O ministro da Informação e Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, fez um discurso em Berlim em que afirmou a supremacia da civilização italiana e alemã.

O pronunciamento foi feito durante a inauguração de uma série de transmissões radiofônicas comuns entre os dois países.

"A América foi descoberta pela Itália", disse o ministro, "e se hoje são impressos livros e jornais é por que o alemão Guttemberg inventou a imprensa".

A mentira e a manipulação eram as principais armas da propaganda de Goebbels, e foram um dos pilares de sustentação do nazismo. Braço direito de Hitler, Goebbels estimulou a realização de numerosos crimes, como a Noite dos Cristais, em 1938, quando 90 judeus foram assassinados e mais de 20 mil presos e enviados para campos de concentração. Durante o massacre foram destruídas sinagogas, casas e lojas da comunidade judaica. A operação foi montada para vingar o assassinato de um diplomata alemão em Paris por um jovem comunista judeu.

O ministro de Hitler manipulava as massas com extrema habilidade. No discurso proferido no Palácio dos Esportes Gobbels exortou os alemães a se lançarem em uma batalha final. Na época, a Alemanha estava em ruínas e a sorte da guerra estava se voltando a favor dos aliados. O pronunciamento do Palácio dos Esportes foi gravado com destaque para os aplausos, e posteriormente foi transmitido pelas rádios, com a intenção de empolgar os ouvintes e os soldados no campo de batalha.

Sob orientação de Goebbels também foram queimadas obras de escritores liberais, pacifistas e socialistas, considerados contrários à política de Hitler. O ministro criou o requerimento de ancestralidade ariana, que visava banir os judeus de atividades culturais e coibir os casamentos mistos.

Goebbels foi o sucessor de Hitler
Goebbels foi ao lado de Himmler um dos homens mais poderosos da Alemanha Nazista. Como ministro da propaganda organizou o culto à personalidade do Führer – o líder – além de criar e tornar obrigatória a saudação Heil Hitler entre os integrantes do partido nazista. Com técnica e astúcia, conseguiu transformar o trauma da derrota na Primeira Guerra e as imposições à Alemanha do Tratado de Versalhes em combustível para a política expansionista nazista. Poucas horas depois de Hitler ter-se suicidado, em 1945, Goebbels, que tinha sido nomeado seu sucessor, se matou junto com a sua mulher, depois de ter assassinado os seis filhos do casal.

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1 de janeiro de 1959: Cuba festeja triunfo da Revolução

Triunfa a Revolução Cubana- JB: 3 de janeiro de 59


O primeiro dia de 1959 teve um gosto especial para os cubanos, um gosto de liberdade. Neste dia, um ataque derradeiro das forças rebeldes lideradas por Fidel Castro vencia de vez as tropas do governo de Fulgêncio Batista, forçando o Presidente a fugir derrotado da ilha caribenha, com 200 milhões de dólares no bolso.

Após a derrocada do último foco de resistência estatal, o povo saiu às ruas de Havana em festa, comemorando o fim de um regime marcado pela exclusão social, desvalorização da força de trabalho camponesa, corrupção e descaso com a sociedade.


Revolulçao Cubana


A última batalha entre os guerrilheiros provenientes de Sierra Maestra e o Exército estatal se deu no centro da capital cubana. Cerca de 200 integrantes do Movimento 26 de Julho (M-26) encurralaram os remanescentes simpatizantes de Batista em um prédio do Governo. Armados de pistolas e fuzis e apoiados pelo povo, os homens de Castro triunfaram.


Fidel Castro
Os planos para a retirada de Batista do governo começaram em 1953, quando Fidel Castro e outros guerrilheiros promoveram um ataque armado ao Quartel Moncada, em Santiago, no dia 26 de julho. O ataque foi duramente reprimido pelo exército, causando a morte de cinco pessoas, e produzindo a semente da revolução. Durante seis anos, na prisão, no exílio no México ou até escondido nas florestas de Sierra Maestra, Fidel e Raúl Castro, Che Guevara e outros simpatizantes da guerrilha revolucionária planejaram as operações.

Quando tinham certeza que a população estava preparada para apoiar e contribuir para o levante, os homens do M-26 iniciaram sua expansão. Aos poucos, Cuba foi sendo tomada. No dia do triunfo final, Fidel não estava na capital Havana, mas seu nome já corria na boca do povo. Naquela semana, Castro entregou o poder à população, tornando-se primeiro-ministro do país e prometendo eleições a curto prazo. Em 1976, com as bases do governo de cunho comunista já formadas, Castro foi eleito Presidente de Cuba, permanecendo no cargo até 2008, quando este foi passado a seu irmão, Raúl.

Leia também:
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