30 de setembro de 1937 - Descoberto o Plano Cohen

No último dia de setembro de 1937, a cúpula do Governo Getúlio Vargas anunciava a descoberta do controvertido e perigoso Plano Cohen. De acordo com o Ministério da Guerra, o plano fora criado por perigosos comunistas, no intuito de derrubar o poder vigente e instaurar no país um estado de tumulto e caos, por meio de perseguição às famílias e aos militares, incentivo às revoltas populares, saques, violência e desrespeito à mulher.
“O Estado Maior do Exército apreendeu os planos de ação organizados pelo Komintern para orientação dos seus agentes no Brasil. Trata-se de uma série de instruções destinadas a parar e levar a efeito um golpe comunista”, vinha publicado no JB.
Antes de checar a veracidade das informações, a população entrou em pânico. O inimigo oculto, grande falácia do capitalismo no século XX, rondava o país, invisível e podia estar em qualquer lugar. Foi o suficiente para a classe média entrar em desespero e entregar nas mãos dos militares o poder de garantir as suas vidas. No dia seguinte, para garantir a segurança nacional e a normalidade da sociedade, instaurou-se o Estado de Guerra, adiando as eleições presidenciais, que ocorreriam em fevereiro do ano seguinte. Dois meses depois, Vargas instituía o Estado Novo.
Antes de ser proclamado o governo populista e autoritário, no entanto, a capital da República fervia nos burburinhos e especulações sobre as intenções dos partidários de Stalin.
Em 1945, no ruir do Estado Novo com o fim da Segunda Guerra, foi revelado pela cúpula militar que esse documento havia sido criado por membros do próprio governo, os quais tramavam por trás dos panos do Palácio do Catete um novo golpe político, que possibilitasse a continuação do getulismo, como de fato ocorreu.
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