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30 de setembro de 1937 - Descoberto o Plano Cohen



No último dia de setembro de 1937, a cúpula do Governo Getúlio Vargas anunciava a descoberta do controvertido e perigoso Plano Cohen. De acordo com o Ministério da Guerra, o plano fora criado por perigosos comunistas, no intuito de derrubar o poder vigente e instaurar no país um estado de tumulto e caos, por meio de perseguição às famílias e aos militares, incentivo às revoltas populares, saques, violência e desrespeito à mulher.

“O Estado Maior do Exército apreendeu os planos de ação organizados pelo Komintern para orientação dos seus agentes no Brasil. Trata-se de uma série de instruções destinadas a parar e levar a efeito um golpe comunista”, vinha publicado no JB.

Antes de checar a veracidade das informações, a população entrou em pânico. O inimigo oculto, grande falácia do capitalismo no século XX, rondava o país, invisível e podia estar em qualquer lugar. Foi o suficiente para a classe média entrar em desespero e entregar nas mãos dos militares o poder de garantir as suas vidas. No dia seguinte, para garantir a segurança nacional e a normalidade da sociedade, instaurou-se o Estado de Guerra, adiando as eleições presidenciais, que ocorreriam em fevereiro do ano seguinte. Dois meses depois, Vargas instituía o Estado Novo.

Antes de ser proclamado o governo populista e autoritário, no entanto, a capital da República fervia nos burburinhos e especulações sobre as intenções dos partidários de Stalin.

Em 1945, no ruir do Estado Novo com o fim da Segunda Guerra, foi revelado pela cúpula militar que esse documento havia sido criado por membros do próprio governo, os quais tramavam por trás dos panos do Palácio do Catete um novo golpe político, que possibilitasse a continuação do getulismo, como de fato ocorreu.


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Em 1937: Estado Novo e a nova constituição

Em 1954 - Vargas sai da vida e entra para a História

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29 de setembro de 1988 – Missões da ONU ganham Prêmio Nobel da Paz

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As forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 1988, ano em que uma série de acordos obtidos em conflitos regionais reforçaram internacionalmente o prestígio do órgão.

“Queremos dar mais prestígio ainda a essas forças e, através delas, às Nações Unidas”, disse o porta-voz do Comitê Nobel de Oslo, ao anunciar a premiação.

Esta foi a quinta vez que uma instituição da ONU recebeu o prêmio. A última havia sido em 1981, quando foi premiado o Alto Comissariado para os Refugiados. Por seu papel na busca de soluções para os conflitos na Namíbia, no Afeganistão, no Golfo Pérsico (com a guerra Irã-Iraque) e no Camboja, o então secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, foi considerado alvo indireto da homenagem. Sua candidatura pessoal foi descartada por ter sido apresentada fora do prazo.

“ Foram as Nações Unidas como uma força de paz na comunidade mundial que tivemos em mente”, voltou a explicar o porta-voz.

O prêmio foi concedido ao conjunto de 14 forças da paz constituídas pela ONU em diferentes pontos do mundo, desde 1948, sete das quais estavam em atividade na época. Os dólares do prêmio seriam recebidos em Oslo, no final do ano, em uma cerimônia oficial.

Desde que a primeira força da ONU foi criada, em 1948, para controlar a aplicação dos acordos de armistício árabe-israelense, após a fundação do Estado de Israel, cerca de 700 soldados morreram entre os 300 mil militares que atuaram nessas forças, até 1988.

No ano em que fora concedido o prêmio, as missões em atividade eram a Bons Ofícios da ONU no Afeganistão e Paquistão (50 militares), enviada para supervisionar a aplicação do acordo firmado em Genebra, em 87, para a retirada de tropas soviéticas da região; e o Grupo de Observadores Militares da ONU para o Irã e Iraque, instituído em agosto do mesmo ano para fiscalizar a trégua assinada entre os dois países.

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1991 - Miles Davis, intenso até o fim

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"Carros de luxo, mulheres bonitas, drogas e bebidas, doenças e operações, frases polêmicas e dezenas de discos de inovadora e excelente música.
Esta pode ser a síntese da vida - repleta de excesso, na trajetória pessoal e no talento artístico - de Miles Dewey Davis III, o grande trompetista..."

Jornal do Brasil

A música, o jazz em particular, perdeu um de seus mais consagrados expoentes. O artista americano Miles Davis, 65 anos, não resistiu às complicações decorrentes de apoplexia, pneumonia e insuficiência respiratória, e morreu em Santa Mônica, Califórnia. Ele foi enterrado no Bronx, Nova Iorque.

Sempre consciente de que não era como os outros, Miles nasceu diferente dos tantos outros que habitariam seu mesmo universo. Não teve a infância difícil, nem o início de carreira miserável, tal como outros gênios do trompete. Foi criado num seio familiar burguês, com o conforto de frequentar boas escolas e a oportunidade de aprimorar com estudos seu talento ao trompete. Esta base, que muito contribuiu com o seu ingresso na prestigiada e seleta Juilliard School of Music de Nova Iorque, também favoreceu ao seu estigma de rebelde. Se por um lado as portas se abriam por sua performance musical, por outro, as regalias a que se acostumou, possibilitaram um comportamento desregrado, que acabaria por levá-lo ao submundo. Essa complexidade se notabilizaria a partir do final dos anos 40, quando já consagrado como a grande revelação do jazz, sairia de cena pela primeira vez, por quatro anos, em função do consumo de drogas. Neste ritmo, desfilou toda sorte de suas experiências: os músicos geniais que conheceu, os sons que criou, as fusões musicais que promoveu, as mulheres que amou, as violências em que se envolveu, as perdas que sofreu. Uma vida frenética, até o fim.

Um artista atraído pelas experimentações

Indiossincrático. Miles Davis foi um furacão, de pensamento a mil, inquieto e alucinógeno, passional e contraditório, indecifrável. Um dos maiores trompetistas do século XX, redefiniu constantemente sua música. Inventivo, permanentemente atraído pelas experimentações, revolucionou o jazz, inserindo outros estilos ao gênero, como o rock, criando o que passou a ser convencionado como 'fusion'. Criticado pelos jazzistas tradicionais, que condenavam seu poder inventivo, Miles manteve-se firme em suas convicções, para a sorte do grande público que sua produção musical arrebatou.

Participe da Promoção e ganhe cds do Miles Davis

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Promoção encerrada!


Vencedores:

1- Ester da Conceição Barreto
"Ouvir Blue in Green, me dá a sensação de que Miles Davis não tocava... Gritava seus seus sentimentos em forma de música."

2- Lucas
Minha música favorita de Miles Davis é 'Dear Old Stockholm', do álbum Round About Midnight. Esta música tem o poder de unir pessoas de diferentes países e épocas, pois é atemporal, eterna. É mais uma prova de que todos carregamos um inconsciente coletivo, que torna comum uma canção folclórica sueca, um mito da música americana e um fã de jazz
no Brasil, todos fazendo parte de algo maior, algo mágico.


3- Thiago Rafael
Love for Sale - Miles Davis
A música "fala" de um amor pela vida, pelos prazeres, pela música...e
esse amor tem intensidade tal que em todas as notas, acordes e
batucadas tocadas pelos diversos instrumentos leva o ouvinte à
nostalgia de suas melhores experiências de vida! Ahhh....o amor,
mulheres bonitas, carros de luxo....

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28 de setembro de 1978 - Morre João Paulo I, o Papa do sorriso



Depois de um mês e três dias de pontificado, o Papa João Paulo I foi encontrado morto durante a madrugada do dia 28 de setembro, no seu quarto, no Vaticano. O secretário particular do Papa, entrou no dormitório como de costume, e encontrou a luz acesa. Procurou João Paulo pelo aposento e o encontrou morto em seu leito.

O médico do Vaticano foi chamado e este comprovou a morte repentina, devido a um infarto agudo no miocárdio, ocorrido provavelmente às 23 horas. A morte de João Paulo, eleito pelo Colégio dos Cardeais em 26 de agosto do mesmo ano, o que inaugurou o pontificado em 3 de setembro, foi anunciada oficialmente pelo Vaticano na manhã do dia seguinte.

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O início oficial do seu papado ocorreu numa breve e simples cerimônia. Durou apenas duas horas e 20 minutos e foi 30 minutos mais curta do que a do início do Pontificado de Paulo VI – até então a mais rápida da história dos Papas. Insistiu na linha de humildade com a qual pretendia caracterizar seu pontificado. Na homilía, dirigiu a Deus seu primeiro pensamento, Deus que, segundo suas palavras, “com uma decisão humanamente inexplicável e com sua benigna designação, elevou-nos à Cátedra de São Pedro”.

João Paulo I nasceu Albino Luciani, em outubro de 1912, numa família operária em uma pequena cidade da Toscana. Era considerado pela Igreja como um Papa liberal e visto pelo povo como um líder espiritual sorridente. Após sua morte, o importante posto da Igreja Católica foi assumido pelo cardeal Karol Józef Wojtyła, o primeiro Papa não italiano em 455 anos, o qual escolheu o nome de João Paulo II, em homenagem a seu antecessor.




Leia também:


Em 1939 – Eugenio Pacelli é eleito Papa como Pio XII
Em 1967 – Chega ao Brasil a Rosa de Ouro de Aparecida
Em 1978 – João Paulo I é eleito Papa

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27 de setembro de 1952 – Morre Chico Alves, o Rei da Voz



“O maior cantor brasileiro de todos os tempos, Francisco Alves, morreu em um desastre de automóvel na Via Dutra, no Estado de São Paulo”, noticiou o JB, em setembro de 1952.

Vítima de um acidente de trânsito na Via Dutra, morreu o cantor Chico Alves, um dos artistas brasileiros mais populares na primeira metade do século XX. Durante a noite do dia 27, Francisco ia de carro do Rio de Janeiro para Pindamonhengaba, quando seu carro se chocou contra um caminhão que entrou em uma curva na contramão, em alta velocidade. O Rei da Voz calou-se para sempre.

Francisco Alves nasceu no Rio de Janeiro, em 1898, mas seu talento era grande demais para permanecer circunscrito nessa pequena cidade. Após ser lançado como sambista na noite boêmia carioca, sua voz ecoou por todo o Brasil, caindo também no gosto de ouvintes argentinos , na década de 30. Para muitos hermanos, Francisco era o melhor intérprete de Carlos Gardel , com o qual dividiu muitas vezes o palco e o microfone nas emissoras de rádio.

morre chico alves


Sua voz grave e rouca entoou algumas marchas carnavalescas que entraram para a história e fizeram-no o maior vendedor de discos no país, até a data de sua morte. Junto com Orestes Barbosa, o Rei da Voz compôs as canções “Meu Companheiro”, “ A Mulher que Ficou na Taça”, “Dona da Minha Vontade” e “Por Teu Amor”.

Francisco era contratado da Rádio Nacional, e lá trabalhou durante dez anos para divulgar a sua música. Tão logo chegou a notícia do falecimento de Chico, a emissora suspendeu a sua programação habitual em sinal de luto. As demais emissoras homenagearam igualmente a sua memória fazendo ouvir os seus discos, incluindo a Rádio Jornal do Brasil.



Chico Alves entoa "Manhãs de Sol"


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26 de setembro de 1984 – Inglaterra e China firmam acordo sobre Hong Kong



A Grã-Bretanha e a China assinaram um acordo que devolveria a Pequim, no ano de 1997, a jurisdição sobre Hong Kong, conservando porém o sistema capitalista num dos maiores centros financeiros mundiais. Esta devolução estava prevista para o ano de 1997 no próprio tratado assindao entre as duas nações quase um século antes, e que havia feito de Hong Kong uma colônia britânica.


O governo chinês considerou o pacto uma “vitória diplomática”, enquanto os britânicos o definiram como uma “proposta surpreendente” entre uma potência capitalista e outra comunista.

O Chanceler da Grã-Bretanha, Geoffrey Howe, que se encontrava em Nova Iorque para participar da Assembléia Geral da ONU, afirmou que o acordo permitia à antiga colônia britânica preservar sua condição de centro financeiro, comercial e de comunicações mundiais, “responsável por seu próprio comércio externo”, após voltar a pertencer à China.

As duas nações chegaram a um acordo sobre Hong Kong após dois anos de difíceis negociações entre o Embaixador britânico Richard Evans e o Chanceler adjunto da China, Zhou Nan. A China considerou o acordo um triunfo diplomático e os termos do pacto, que permitiam a manutenção do sistema capitalista no território, motivo de orgulho.




“ O país adota o conceito imaginativo de um país, dois sistemas”, disse o representante britânico, assegurando condições positivas para a entrada da região no século 21. Para ele, o acordo foi uma proposta “revolucionária e sem precedentes”.

Entre outras coisas, o acordo assegurava que Hong Kong se tornaria uma Zona Administrativa da China, manteria seu sistema legal, teria governo formado por membros da população local e o sistema econômico e social permaneceria intacto. Além disso, o acordo preservava as relações comerciais de Hong Kong com outros países, incluindo a manutenção de seu porto livre.

Hoje, Hong Kong pertence ao território chinês, mas mantém suas próprias leis, costumes, sistema econômico e político, conservando suas tradições devida à colonização britânica, como foi estabelecido no acordo de 1984.

Leia também:

1984 – Firmada a devolução de Hong Kong para a China
Em 1977 - Chineses festejam, Ingleses choram

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25 de setembro de 1980 – Greve paralisa 18 mil trabalhadores rurais

26 de setembro de 1980



Dezoito mil trabalhadores rurais de alguns municípios pernambucanos paralisaram suas atividades no dia 25 de setembro. A classe patronal, na parte da tarde, tentou mover em vão uma ação na Justiça alegando a ilegalidade do movimento. Com o passar dos dias, a greve tomou proporções gigantescas, chegando a mobilizar 240 mil grevistas no final do mês.

A principal reivindicação dos manifestantes era o aumento de salário e a validação de 25 direitos trabalhistas, dos quais sempre foram privados. Os camponeses do interior de Pernambuco, na época, viviam em condições sub-humanas, sem mínimas proteções judiciais ou trabalhistas. Cumpriam mais de oito horas de trabalho diário e eram explorados ao máximo.

Durante a noite do primeiro dia de greve, quatro camponeses foram presos por soldados da PM, que entraram em conflito armado com os manifestantes de um engenho em São Lourenço da Mata, os quais faziam uma reunião no momento em que foram surpreendidos.

As negociações pelo direito dos trabalhadores tinha sido iniciada, sem sucesso no ano anterior. Nenhuma conclusão foi tirada, já que os usineiros não concordaram com nenhuma reivindicação da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Pernambuco.

No dia primeiro de outubro, no entanto, após a greve paralisar o trabalho de mais de 240 mil trabalhadores, a justiça mediou um acordo entre patrões e empregados, que resultou na concessão de diversos direitos trabalhistas aos camponeses, que voltaram imediatamente a seus ofícios.

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24 de setembro de 1934 – Centenário da morte de D. Pedro



Há 66 anos, o JB homenageava Dom Pedro I no centenário de sua morte. O último segundo da vida do primeiro Imperador do Brasil se deu no Palácio Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama em que nascera 35 anos antes. Seu coração foi doado à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado num mausoléu. Seus restos mortais, em contrapartida, foram transferidos em 1972 para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, situado no local onde teria sido proclamada a independência do Brasil, em 1822.

Pedro I chegou ao Brasil em 1808, junto com a corte portuguesa, que cruzara o Atlântico fugindo de uma inevitável invasão napoleônica ao país lusitano. Filho de Dom João VI e Carlota Joaquina, Pedro cresceu no Brasil como príncipe, tornando-se Regente, em 1821, quando seu pai voltou para Portugal, com intuito de reassumir o trono, após a queda de Napoleão e a Revolução do Porto (1820).



O período em que D. Pedro governou o Brasil como Regente foi curto. Em 1822, uma agitação política e social tomava conta do Rio de Janeiro. Era impossível fazer o país voltar à categoria de colônia, já que passara mais de dez anos elevado ao status de capital da Metrópole. Era também inviável para os latifundiários e para a burguesia local perder os privilégios alfandegários, concedidos pela Coroa com a abertura dos portos nos idos de 1808. Além disso, a independência dos Estados Unidos, no final do século anterior, estimulava revoltas em toda a América do Sul.

Era interessante para D. Pedro proclamar a independência inevitável, antes que o povo, influenciado pelos ideais liberais norte-americanos, o fizesse. Dessa forma, à margem do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822, o Regente libertou a colônia da submissão à metrópole lusitana, abolindo o regime monarquista e instituindo o Império. Mudanças profundas na estrutura sócio-econômica do Brasil não eram convenientes na época. O ciclo do Café começava a engrenar e a mão-de-obra escrava era indispensável para o progresso econômico do Brasil.



Durante nove anos, Pedro esteve à frente do Império. Em 1831, após a morte de seu pai, o governante deixou o Brasil para lutar pela coroa portuguesa. Pedro II, então com sete anos, ficou como herdeiro do trono. Como era muito jovem para ser coroado imperador, uma Regência Trina assumiu o governo, dando origem ao Período Regencial.

Pedro I não governou Portugal por muito tempo. Quatro anos após assumir o posto, o ex-Imperador do Brasil morreu, aos 35 anos de idade, de tuberculose.


Leia também:

Em 1921 - Despojos de Pedro II chegam ao Brasil
Em 1965 — A história do monumento a dom Pedro I
1975: D. Pedro II, quem era esse senhor?

Em 1972 – Corpo de D. Pedro I parte para o Brasil


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23 de setembro de 1939 – Morre Freud, o pai da Psicanálise




Aos 84 anos de idade, morreu Sigmund Freud, num hospital de Londres, capital do Reino Unido. Acredita-se que o pai da psicanálise tenha falecido devido a uma dose excessiva de morfina, utilizada para amenizar dores na garganta, originadas de um câncer na mandíbula. No fim da vida, um dos maiores gênios do século XX se submeteu a mais de trinta cirurgias, no intuito de eliminar a doença que, na época, não tinha cura ou tratamento eficaz.

Filho de judeus, Freud nasceu na Morávia, território pertencente ao antigo Império Austro-húngaro. Aos quatro anos de idade, por motivos financeiros, sua família se mudou para Viena, onde o pensador passou a maior parte de sua vida, desenvolvendo seu trabalho que revolucionaria os estudos da mente e comportamento humanos, ao longo do novecentos. Em 1938, velho e perseguido pelo nazismo, foi obrigado a exilar-se em Londres para escapar da polícia do regime, a qual levara seus quatro irmãos à morte no campos de concentração de Auschwitz.



Durante os longos anos em que viveu na Áustria, o médico fisiologista e neurologista se dedicou principalmente ao estudo da mente humana, elaborando o conceito do inconsciente, base da teoria psicanalítica. Seus estudos começaram ao analisar pacientes com histeria, por meio do método da hipnose, que possibilitava o médico a ter acesso à memória reprimida do paciente, conseguindo, em muitos dos casos, encontrar as origens escusas da doença. Posteriormente, adotou a terapia baseada na interpretação dos sonhos e livre associação de idéias, como fontes dos desejos inconscientes.

Suas teorias foram controversas e muito polêmicas na Europa pré-Segunda Guerra. Na década de 60, no entanto, a psicanálise passou a ser difundida pelo mundo, ganhando status de ciência. Apesar de haverem inúmeras discussões acerca da comprovação científica da existência do ID, Ego e Superego, é inevitável afirmar que Freud elaborou um dos melhores modelos para explicar a mente humana até hoje.

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22 de setembro de 1975 – Gerald Ford escapa de atentado a bala

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No momento em que saia do Hotel Saint Francis, em São Francisco, o Presidente norte-americano Gerald Ford foi alvo do segundo atentado a bala contra sua vida em 17 dias. Ford ainda olhou para o lugar de onde partiu o tiro e, perplexo, foi empurrado para o interior de seu carro blindado que partiu em disparada em direção ao aeroporto, onde o Chefe de Estado seguiria para Washington.




O governante estava a poucos passos do carro quando se ouviu o tiro e surgiu uma pequena nuvem de fumaça no meio da multidão que os aguardava, em frente ao hotel, para a saída do Presidente. Um dos guarda-costas de Ford dominou imediatamente a autora do disparo, Sarah Jane Moore, que estava a 15m do alvo. O agente da CIA colocou o dedo indicador no gatilho da arma, impedindo a mulher de atirar novamente, e a derrubou no chão, imobilizando-a.

Desde que sofreu seu primeiro atentado, no início do mês, por uma seguidora da Família Manson, Ford passou a manter distância da população, sempre cercado de seguranças. No dia em que Sarah Moore comprou o revólver calibre 38 às pressas para praticar o atentado, homens à paisana vigiavam o Presidente e observavam atentamente a multidão. Sarah errou a cabeça do sucessor de Nixon por apenas seis polegadas, medida que não se deveu à falta de pontaria: como a arma fora adquirida na manhã do mesmo dia, ainda não havia sido calibrada.

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Sarah Jane Moore



Sarah foi identificada como uma mulher perturbada, fichada como militante de movimentos de extrema direita, obcecada pela herdeira de um império jornalístico, Patrícia Hearst, a qual havia sido seqüestrada no ano anterior por membros do Exército Simbionês de Libertação.

Quando tentou o atentado contra o Presidente Ford, Sarah disse à polícia que havia sido enviada por Deus e, depois, que seria espiã do FBI. Sarah foi detida e julgada. Em 2006, foi condenada à pena de prisão perpétua, mas cumpriu apenas 32 anos. Foi solta em 2007, aos 77 anos de idade, por bom comportamento.



Leia também:

Em Em 1974 – Nixon renuncia à Presidência
Em 1974 – Gerald Ford perdoa Richard Nixon

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21 de setembro de 1993 – Papa recebe rabino chefe de Israel



No dia 21 de setembro, Castelgandolfo – localidade nos arredores de Roma – sediou um evento histórico: pela primeira vez, um Papa católico se reunia com um dos principais rabinos de Israel visando restabelecer relações diplomáticas entre a Igreja Católica e o Estado judaico.

Neste encontro, o rabino Meir Lau renovou o convite, feito no ano anterior ao Papa João Paulo II, para que este visitasse Jerusalém. “ O Papa admitiu que é seu desejo visitar a Terra Santa e, quando lhe perguntei quando isso aconteceria, ele sorriu e disse que a hora está chegando”, comentou o então líder espiritual da comunidade ashkenazi (judeus procedentes da Europa central).

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O encontro entre o Papa e um dos rabinos chefes do Estado Judeu se deu na residência verão de Castelgandolfo. Até então, o último pontífice a visitar a Terra Santa havia sido Paulo VI, em 1964, três anos antes da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel capturou o leste de Jerusalém e a Cisjordânia, lugares em que se encontram territórios sagrados para os cristãos.

O porta-voz do Vaticano, Joaquim Navarro, disse que o encontro foi uma oportunidade para “reafirmar a superação de incompreensões históricas graves”. O rabino usou expressões semelhantes: “Falamos sobre as pontes que se precisa construir sobre as fossas que separam nossas histórias”.

A visita de João Paulo II a Israel estava prevista para depois que as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Estado de Israel fossem normalizadas. Naquela época, o Vaticano reconhecia o Estado, mas se negou a estabelecer relações oficiais porque as fronteiras do país ainda não estavam bem definidas. No final do ano, no entanto, a diplomacia foi resolvida. A paz selava os séculos de hostilidades entre as duas partes. A histórica visita de João Paulo II à Terra Santa demoraria mais um pouco, mas não falharia: em 2000, o pontífice aterrissava no solo sagrado do Oriente Médio.


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Em 1980: A primeira visita de um Papa ao país
Em 1979 - A histórica visita do Papa à Polônia

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20 de setembro de 1935 - O centenário da Revolução Farroupilha

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Está fazendo um século que o heroísmo farroupilha escreveu nas cochilas do sul a epopéia refulgente do seu incomparável denodo, em um decênio de lutas tremendas em que os anseios de liberdade de um povo não mediam sacrifícios nem poupavam abnegações” (JB, 20 de setembro de 1935).

No dia 20 de setembro de 1935 o JB fez uma homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha (1835-1845), a maior das revoltas contra o governo imperial do Brasil, cuja luta de independência e protesto inspiraria uma série de outros levantes, os quais marcariam o conturbado Período Regencial (1831-1840).

A também conhecida como Guerra dos Farrapos eclodiu num período em que o país era atravessado por uma grave crise política, oriunda da abdicação de D. Pedro I do posto de Imperador, em 1931. Três partidos políticos disputavam o poder e uma abalada Regência Trina tentava conter a elite e a crise econômica e social que refletia as intempéries do Império recém-libertado, o qual aguardava impacientemente a maioridade de seu governante, Pedro II, na época com dez anos.

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Além da trágica conjuntura nacional, o Rio Grande sofria com o aumento dos impostos sobre o charque, o que elevava o preço do principal produto de comercialização riograndense, diante de um competitivo mercado internacional, principalmente nas planícies argentinas e uruguaias.

Neste contexto, inconformados com o descaso do governo imperial, um grupo gaúcho, liderado por Bento Gonçalves, exigiu, numa manifestação, a renúncia do presidente da Província. A insurreição foi sufocada, mas, meses depois, voltou com força total. Os farrapos, comandados por pecuaristas, mas endossados por escravos e a população do estado, lutaram contra as forças do governo e proclamaram a República do Rio Grande.

A luta se arrastou durante uma década. Em 1844, no entanto, o governo imperial de Dom Pedro II, o qual subira ao poder em 1840 pelo Golpe da Maioridade, negociou uma trégua com os gaúchos, fragilizados por uma crise econômica. O diálogo para a reintegração do Estado independente ao Brasil prolongou-se por mais de uma ano, conduzido por Duque de Caxias, até chegar-se a um consenso. O governo aumentou o imposto sobre o charque estrangeiro e libertou os escravos que participaram da revolta, em troca das armas dos farroupilhas. A guerra terminava e seus líderes, vistos como heróis, foram reintegrados à sociedade e não receberam qualquer punição.


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Em 1921 - Despojos de Pedro II chegam ao Brasil

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19 de setembro de 1981 – Barco naufraga no Amazonas

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Na madrugada do dia 19 de setembro o barco-motor Sobral Santos II, que transportava 530 passageiros e 200 toneladas de carga pelo Rio Amazonas com destino a Manaus, afundou na altura da cidade de Óbidos, no Pará. Apenas 187 pessoas sobreviveram ao desastre, considerado o maior naufrágio da história do rio.

O comandante do barco, preso após o acidente, disse que no momento em que o barco virou estava dormindo num camarote. Segundo a Capitania dos Portos, o barco tinha capacidade para transportar apenas 300 pessoas.

Segundo um dos passageiros, o comandante teria agido com indiferença às reclamações sobre o estado precário da embarcação,enquanto as infiltrações que inundavam o veículo desde o porto de Santarém aumentavam progressivamente. “Não há perigo. Este barco tem o casco de aço”, teria dito o capitão.

Sobral Santos II viajou durante nove horas pela rota muito bem conhecida até atracar no porto de Óbidos, às 3h30 da manhã. A maioria da tripulação dormia nos camarotes ou em redes penduradas sobre a carga, espalhada por todo o convés, como é costumeiro nesta região do país.

Na hora do desembarque, uma das cordas que prendiam o barco ao deque se soltou, fato que causou um rebuliço, sucedido de pânico. Centenas de pessoas, alarmadas e temerosas, correram em direção à saída, desestabilizando o peso do barco. Foi pouco para que a carga presa na extremidade oposta se desprendesse de seus compartimentos e rolasse na direção da multidão. O barco virou consumando a enorme tragédia.

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18 de setembro de 1970 - Jimi Hendrix beija o céu

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Há exatos 40 anos, o cantor, guitarrista e compositor norte-americano Jimi Hendrix, 27 anos, foi encontrado morto no apartamento de sua namorada, Monika Dannemann, em Notting Hill, Londres. As circunstâcias completas da sua morte permananecem desconhecidas até hoje, mas de acordo com a namorada do músico e com o médico que o atendeu inicialmente, Hendrix teria tomado nove comprimidos de um remédio para dormir e tido uma overdose. Em uma declaração feita durante um processo por posse de drogas, no qual foi absolvido, Hendrix teria admitido ser usuário de drogas como maconha e haxixe. Uma de suas composições mais populares, Purple Haze, supostamente faz referência à uma experiência do cantor com uma determinada variedade de LSD.

Descendente de negros e índios Cherokke, Johnny Allen Hendrix nasceu em 27 de novembro de 1942, em Seattle, Washington. Sua infância foi marcada pelo divórcio de seus pais, em 1951, e sua adolescência pela morte da mãe, em 1958, quando ele tinha apenas 16 anos.
Hendrix ganhou sua primeira guitarra aos 15 anos, um presente de seu pai, e aprendeu a tocar o instrumento praticando constantemente, observando guitarristas experientes e ouvindo diversos discos.

Depois de tocar com algumas bandas pequenas de Seatle, Jimi Hendrix se alistou no exército, onde ficou menos de um ano. Em seguida entrou para a banda Jimmy James and the Blue Flames e realizou alguns shows em Nova Iorque, onde foi descoberto por Chas Chandler, guitarrista do conjunto Original Animals, que decidiu levá-lo para Londres e ajudandá-lo a formar uma nova banda: The Jimi Hendrix Experience. Com as músicas Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary, Hendrix estabeleceu-se rapidamente como uma importante estrela do rock do momento e, posteriormente, da história.

Uma lenda do rock Jimi Hendrix é tido por outros músicos e profissionais da indústria musical como um dos mais importantes guitarristas da história do rock, e um dos artistas mais influentes de sua geração. Influenciado pelos blues, com nomes como B.B. King, Muddy Waters e Albert King, e por guitarristas Rhythm and Blues como Curtis Mayfield, Jimi Hendrix foi o responsável por popularizar recursos como a microfonia, a distorção e outros efeitos especiais nas apresentações de rock, tornando seus shows incendiários: suas apresentações nos festivais de Woodstock e da Ilha de Wight são considerados memoráveis até hoje.

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Twitte: "Só o @hojenahistoria e a @sonymusic para deixar meu dia mais Rock http://ow.ly/2GeCb"
Boa sorte!

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18 de setembro de 1969 – Aprovada a Lei de Segurança Nacional

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Foi assinada pelos ministros participantes da Junta Militar no exercício da Presidência uma nova Lei de Segurança Nacional, a qual substituía a vigente de 1967 e instituía como meio de execução da pena máxima – a pena de morte, aplicavel no caso de “guerra revolucionária ou subversiva” – o fuzilamento. A Lei, no entanto, concedia poderes suficientes ao Presidente da República para que o mesmo comutasse a condenação fatal em pena de prisão perpétua.

Sem dúvida estamos atravessando uma fase de guerra revolucionária e precisamos enfrentá-la com energia, mas com serenidade”, declarou à imprensa o Ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho.


A Lei previa a duração inicial de 30 dias para o inquérito, podendo esse prazo ser prorrogado por mais 15 dias, com direito de defesa, recurso e apelação por parte do réu. Após aberto, o inquérito deveria ser encaminhado ao Conselho de Justiça competente, e depois de decretada a pena a decisão seria encaminhada ao Presidente d República.

No momento em que a norma foi promulgada, uma junta de militares ocupava a Cadeira Presidencial, já que o Chefe de Estado, Costa e Silva, estava afastado com a saúde debilitada. Três meses depois, o general faleceria, sendo sucedido por Emílio Gastarzú Médici.

A Lei de Segurança de 1969 foi uma conseqüência da conjuntura política do pós-guerra, dentro da qual os países latino-americanos sofriam pressão dos Estados Unidos para combater o que era visto como a grande ameça pública da época: o comunismo. A instauração da pena de morte pelo governo autoritário brasileiro é vista por muitos como uma exigência da potência anglo-saxônica nesta luta silenciosa contra o bloco rival soviético.


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1968 - É decretado o Ato Institucional nº5

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17 de setembro de 1946 – Aprovada a III Constituição da República



Após meses de elaboração, foi aprovada pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) a terceira Constituição da República, uma de suas principais promessas de campanha. A nova Carta Magna, elaborada num contexto da decadência dos regimes totalitários na Europa com o fim da Segunda Guerra, tinha a premissa de acabar com os instrumentos autoritários do Estado, estabelecidos na constituinte de 1937, cujos artigos davam poderes excepcionais a Getúlio Vargas.

A Constituição de 1946 foi um símbolo da democracia num Brasil que se livrava do autoritarismo populista do governo Vargas. Com ela, os direitos do voto feminino foram ampliados, dividiu-se o Estado em três poderes – limitando em cinco anos e sem direito de reeleição os mandatos de todas as instâncias do Executivo –, declarou-se a igualdade dos cidadãos perante a lei, extinguiu-se todos os tipos de censura (tanto individuais quanto coletivas).

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A Associação Brasileira de Imprensa, certa de interpretar o unânime sentimento de seus membros, proclama, no momento histórico que transcorre e para o qual colaboram de forma tão positiva os jornais e jornalistas de todas as correntes políticas do país, seu intenso jubilo quando a liberdade de imprensa deixa de ser consenso ou regalia eventual, para se tornar direito básico”, declarou o presidente da ABI, no dia em que a Carta foi aprovada.

Entre os membros da equipe que ajudou Dutra a elaborar os artigos da constituinte estavam o sociólogo Gilberto Freyre, o historiador Luis Vianna Filho e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho, além da bancada do Partido Comunista, fato notável se analisarmos o contexto da época.

Assim, em 1946, o Brasil dava um passo à frente com a nova e democrática Carta Magna, que vigoraria por curtos 21 anos. Em 1967, com a promulgação do AI-4, a liberdade política e de expressão, principais características da terceira Constituição da República, foram extintas pela constituinte do governo militar. Novamente, o povo brasileiro tinha suas liberdades cassadas, encarceradas e assassinadas pelas mãos autoritárias do Estado.


Leia também:

Em 1937- Estado Novo e a nova constituição
Em 1946 - O governo do predisente Dutra
Em 1969 – Promulgada a Constituição de 1969

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16 de setembro de 1955 – Golpe derruba Perón

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No dia 16 de setembro de 1955 acontecia na Argentina o inevitável. Após meses de tensão política, causada pela pressão dos militares ao governo devido a uma grave crise financeira, as Forças Armadas insurgiram num golpe de Estado que teve como conseqüência a renúncia de Juan Domingo Perón à Presidência da República. Populares e pessoas ligadas ao partido peronistas tentaram pegar em armas para lutar contra o levante, mas Perón abdicou seus então nove anos de governo, não incentivou a revanche e partiu para o exílio no Paraguai.

A insurreição começou na província de Córdoba e se alastrou pela metade sul da Argentina, fazendo com que os representantes da futura Junta Militar exigissem a abdicação do líder populista diante da ameaça de invadir a Casa Rosada e retirá-lo a força do poder. Logo que os militares anunciaram a revolta, o Governo fragilizado decretou Estado de Sítio no país.

Em junho do mesmo ano, setores da Marinha e Aeronáutica já tinham explodido numa violenta tentativa de revolta, controlada habilmente por Perón, o qual ainda exercia poder quase total sobre o Exército. A insurreição era apenas um prenúncio do episódio maior que estava por vir.

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Durante nove anos Perón governou a Argentina entre sorrisos, abraços e pancadas. Era quase um ditador, mas um ditador cuja figura apaixonava os “descamisados”. O sujeito sorridente, que usava os cabelos brilhosos penteados elegantemente para trás, venceu as eleições de 1946 e foi reeleito em 1952. Na primeira gestão, obteve 56% dos votos. Seus anos de governo foram marcados pela estatização das ferrovias, empresas de telefonia, de petróleo e companhias de eletricidade, assim como pelo crescimento industrial.

Sob seu comando, os trabalhadores ganharam direito à aposentadoria, férias remuneradas, cobertura de acidentes de trabalho e seguro médico. Na política externa, foi adotada uma postura antiamericana e antibritânica, considerada por ele um ponto de equilíbrio entre o comunismo e o capitalismo.

Logo, a fragilidade do modelo começou a aparecer. Perón não conseguiu controlar a inflação e a crise econômica deslanchava. No quadro internacional, o embrião da Guerra Fria estava amadurecido e o bloco capitalista ocidental, liderado pelos Estados Unidos, condenava e reprimia a política nacionalista de países sul-americanos com tendências socialistas. A irritabilidade dos militares e a eclosão do golpe armado eram óbvios e inevitáveis.


Leia também:

Em 1946 — Perón é eleito presidente da Argentina
Em 1972- Perón retorna depois de 17 anos de exílio
Em 1976 – Golpe militar depõe Isabelita Perón

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15 de setembro de 1960 – Nasce o Caderno B



Com este Caderno B, as leitoras do Suplemento Feminino perdem o tablóide que saía de terça a sexta, mas ganham em 8 páginas de informações mais amplas e novas colunas” (Caderno B, 15 de setembro de 1960).

Com uma proposta de ampliar sua editoria de cultura, o Jornal do Brasil lançou, no dia 15 de setembro de 1960, a primeira edição do caderno B, estampando na capa a atriz austríaca Romy Schneider, uma das grandes sensações do cinema da época. Nas décadas seguintes, o B funcionou como uma espécie de antena da cultura e do comportamento do Rio, ficou célebre no Brasil e passou a ser visto pelo seu público como a mais completa tradução da vida na Zona Sul carioca.

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Na primeira edição, no entanto, a linha editorial do novo caderno não se assumira como um material de vanguarda nem como a reprodução do extinto Suplemento Feminino, ainda era um projeto frágil, mas, ainda assim, bem diferente do que se fazia na época – os segundos cadernos eram basicamente literários. O B saía do rascunho do artista gráfico Reinaldo Jardim, porta-voz do concretismo no Brasil e então editor do Suplemento Dominical, e entrava para a história da imprensa brasileira.

“Sempre achei os classificados a parte mais democrática de qualquer jornal, além de um bom indicador da situação social do país. Convenci a direção a reservar um caderno exclusivo para eles. E já que existia um primeiro caderno, de atualidades, e um de classificados, faltava alguma coisa no meio: o B. Um espaço para a cultura”, disse Jardim na comemoração de 30 anos do caderno, em 1990.

A idéia de Reinaldo Jardim consolidou a grande reforma iniciada em 1959 no JB, abrindo para o caderno B a possibilidade de registrar e antecipar os movimentos culturais que floresciam na época. Era tempo da revolução dos costumes, da Bossa Nova, do Cinema Novo, to teatro político, do tropicalismo, das artes plásticas, do humor, da literatura, da descoberta da moda carioca e também das turbulências políticas. O Jornal do Brasil, por meio das páginas criativas do caderno B, capturava a história e entrava para a eternidade como um dos maiores e mais completos periódicos do Brasil.

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14 de setembro de 1982 – Morre Grace Kelly




Após ficar hospitalizada durante um dia em virtude de um acidente de carro, Grace Kelly, uma das mais famosas e talentosas atrizes de Hollywood, morreu na noite do dia 14, aos 52 anos de idade. A tragédia aconteceu no dia anterior, no momento em que a atriz e sua filha caçula retornavam para casa, em Monte Carlo, possivelmente em alta velocidade. Após uma curva, o veículo rodou na pista até colidir contra um muro de contenção. Especula-se que Stéphanie, na época com 17 anos, estivesse na direção, mesmo sem ter habilitação. A menina sobreviveu.

Filha de um rico imigrante irlandês, Grace foi criada para ser membro da alta sociedade norte-americana. Desde cedo fazia balé e se dedicava à dramaturgia. Aos 17 anos, iniciou profissionalmente sua carreira de atriz participando de peças independentes, até conseguir pequenos papéis em seriados, novelas e filmes. A grande chance da atriz, que posteriormente se tornou Princesa Grace de Mônaco, surgiu quando a produtora Metro a chamou para estrelar o longa Matar ou Morrer (1954), de Hitchcock.

Logo Grace se tornou a favorita do baixinho e brilhante diretor de Hollywood, que a convidou para mais dois trabalhos: Janela Indiscreta (1954) e Ladrão de Casaca (1955). Aliás, foi nas filmagens deste último filme que a atriz conheceu seu futuro marido, o Príncipe de Mônaco Ranier III. O príncipe se encantou de imediato com a beleza e elegância da jovem pedindo-a em namoro pouco depois.


Grace Kelly ao lado de Hitchcock


Em janeiro de 1956, a dama norte-americana e a Alteza européia se casaram numa pomposa cerimônia, que contou com 1.200 convidados na Riviera Francesa. Após o matrimônio, a Princesa Grace foi deixando as telas até passar a se dedicar exclusivamente à vida doméstica, com o nascimento dos herdeiros. E foi desta forma que a vencedora do Oscar de melhor atriz em 1954 (por Amar e Sofrer, de George Seaton) viveu seus últimos dias de vida.


Leia também:

Em 1980 – Sem sangue, crime ou suspense, morre Alfred Hitchcock

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13 de setembro de 1996 – Israel e Palestina firmam acordo de paz

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Diante do Presidente norte-americano Bill Clinton, o Premier israelense Yitzahak Rabin e o líder Palestino Yasser Arafat esqueceram as hostilidades que permeiam há séculos as relações entre judeus e muçulmanos e trocaram um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca. O primeiro-ministro judeu, sério durante toda a cerimônia, precisou receber um empurrãozinho de Clinton para cumprimentar o ex-inimigo, que se manteve sorridente diante da imprensa.

Com o aperto de mão, os líderes dos territórios conflituosos tentaram deixar para trás décadas de sangrenta inimizade e inaugurar uma era de paz no Oriente Médio. O gesto, impensável durante muitos anos, foi o ponto alto da assinatura do acordo que daria autonomia gradual aos palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

“ Nós, soldados que retornamos da batalha manchados de sangue, que lutamos contra vós, palestinos – nós hoje vos dizemos, em alto e bom som: basta de sangue e de lágrimas”, disse Rabin, de cima do estrado branco no gramado.





Arafat respondeu à altura: “A difícil decisão que tomamos junto exigiu uma coragem excepcional . Nossos povos estão guardando este momento histórico de esperança para dar uma chance de paz”.

Os 3 mil políticos e diplomatas que assistiram à cerimônia comandada por Clinton nos jardins da sede do governo norte-americano, aplaudiram a troca de cumprimentos, alguns deles, visivelmente emocionados. A milhares de quilômetros dali, na Cisjordânia, multidões comemoravam o gesto histórico pela televisão.

O período de paz, no entanto, não durou muito tempo. Em 2000, foram retomadas as hostilidades na Faixa de Gaza, numa revolta civil palestina chamada de Segunda Intifada.


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Em 1947 - A partilha da Palestina
Em 1992 — Israel invade o Sul do Líbano
Em 1994 - Arafat, Rabin e Peres ganham o Nobel da Paz

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12 de setembro de 1996 – Morre Geisel, o ‘Presidente da abertura’

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O General Ernesto Geisel, quarto e penúltimo presidente do regime militar, o último a dispor de poderes absolutos, morreu de câncer num hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro, aos 88 anos de idade.

Conhecido como o “presidente da abertura”, Geisel assumiu o controle do Brasil de 1974 a 1979, tendo como meta, desde a sua posse, iniciar uma distensão lenta, mas segura. Geisel passou ao sucessor um país liberto de traços essenciais da ditadura: desestabilizou os aparelhos de tortura de presos políticos, abrandou a Lei da Segurança Nacional, eliminou a censura à imprensa, e revogou o Ato Institucional nº 5, o instrumento do poder arbitrário.





Usou o arbítrio, porém, quando julgou conveniente: cassou mandatos parlamentares, fechou o Congresso, decretou uma reforma no Judiciário. Em seu governo, como em qualquer outro durante o regime militar, ocorreram mortes, torturas, prisões, censura, cassações e o fechamento do Congresso. Neste aspecto ele não pode ser julgado fora do contexto do regime de exceção que se instaurou o golpe de 64, um período envolvido pelo ambiente da polarização ideológica da Guerra Fria.

Reconhecendo as particularidades de cada presidente do regime, no entanto, percebemos que Geisel se distinguiu dos outros ao inserir o Brasil no caminho da redemocratização. Pegou as rédeas do governo na era das trevas construída por Médici – o qual soube aproveitar sua autoridade máxima e ilimitada, legalizada pelo AI-5, para conduzir o Brasil com mão de ferro –, e deixou-as sob o controle de Figueiredo, em cujo mandato entrou em vigor as novas leis da “abertura”. O caminho da redemocratização estava aberto e não podia mais ser fechado.


Leia também:

Em 1974 - Geisel é eleito pelo voto indireto
Em 1978 - A conquista de Itaipu

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11 de setembro de 1973 – Allende suicida-se. Militares tomam o poder

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Após dois anos, 10 meses e sete dias de governo democrático, o presidente Salvador Allende suicidou-se com um tiro na boca, no momento em que o Palácio La Moneda estava sob intenso bombardeio das Forças Armadas, cujos líderes revoltosos exigiam a renúncia do Chefe de Estado chileno. Allende resistiu durante mais de quatro horas ao ataque violento das forças revoltosas contra a sede centenária do governo que, à hora de sua morte, encontrava-se parcialmente destruída.

De formação socialista, representante da coligação esquerdista Unidade Popular, Salvador Allende foi deposto por um movimento comandado pelos principais chefes militares do país, dentre os quais estava o General Augusto Pinochet, que logo assumiria o cargo executivo mais importante do Chile, colocando fim a 41 anos de normalidade constitucional e iniciando uma era ditatorial de violência e repressão, a qual só terminaria 17 anos depois.




A Junta Militar justificou o levante como uma necessidade de por fim à “gravíssima crise econômica e social do Chile” e à incapacidade do governo para conter o caos, o crescimento de grupos armados e organizados por Partidos da coalizão governamental.

Desde a campanha eleitoral, Allende proclamava como meta de governo a instituição constitucional do socialismo no Chile, com a transferência do poder aos trabalhadores e homens do campo, reforma agrária e nacionalização dos recursos básicos da economia. Seu objetivo esbarrou, entretanto, na ação do Congresso, onde a oposição tinha maioria, e na deterioração da economia. Sobre um plano de fundo de racionamento de comida, panelas vazias, taxas recordes de inflação, greves e violência, Allende não conseguiu evitar a revolta, sua deposição e morte.


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O JB na história

Proibido pela censura de anunciar na primeira página o suicídio de Allende utilizando manchete ou fotografias, o JB usou a criatividade para driblar a lupa autoritária estatal. Nas bancas no dia 12 de setembro de 1973 o JB chegou trazendo na capa e em primeira mão a notícia sobre o suicídio do líder chileno na íntegra, emoldurada pelo habitual serviço de classificados.

O JB daquele dia, além de noticiar e explorar com densidade e profundidade o acontecido nas páginas do primeiro caderno, ofereceu também ao leitor um caderno especial, quase uma revista, com 65 páginas de história, sobre o governo, declínio e queda do líder comunista latino-americano, intitulado Tudo Sobre Salvador Allende.

“Os jornais sempre foram uma fonte de História. Repositório de fatos, recolhidos, selecionados e editados no calor do acontecimento, um grande jornal, hoje em dia, ampliou e aprofundou o seu campo visual. O Jornal do Brasil (...) também tem consciência disso. Fazemos jornalismo e, ao mesmo tempo, numa perspectiva distinta, fazemos história. A manchete de hoje não desaparece com o correr dos dias, nem dos anos. Transforma-se”. (Tudo sobre Salvador Allende, JB, 12 de setembro de 1973).


Clique aqui e tenha acesso a esta edição histórica do JB



Leia também:

Em 1970 - A vitória de Salvador Allende
Em 1986 – Decretado estado de sítio no Chile
Em 1998 — Pinochet entrega o comando
Em 2000 – Ex-ditator Pinochet volta ao Chile

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Promoção: Ganhe a 1ª página do dia que você nasceu!

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Então você já sabe! É só twittar a seguinte frase:


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10 de setembro de 1988 – Morre Joaquim Pedro de Andrade




O cineasta Joaquim Pedro de Andrade morreu na madrugada do dia dez, aos 56 anos, em um hospital no Rio de Janeiro. Joaquim estava internado havia uma semana para combater um câncer de pulmão, que, apesar da perspectiva de melhora, gerou uma grave recaída, da qual não conseguiu mais se recuperar.

O cineasta morreu sem conseguir realizar seu sonho: filmar Casa Grande Senzala, de Gilberto Freyre. Quando a morte o levou, o cineasta estava sem exercer sua principal atividade havia seis anos. Foi se deixando abater, e “sucumbiu à falta de condições e dinheiro para trabalhar”, conforme observou o amigo Zelito Viana, o qual definiu a morte de Joaquim como “um crime cultural”. O diretor que tão bem retratou o Brasil em Macunaíma (1969), seu segundo longa, terminou como o personagem do filme, um herói derrotado pela eterna crise do país.




“Glauber, Leon Hirzman e Joaquim morreram de frustração. Pela absoluta estupidez dos burocratas, o cinema brasileiro – um dos mais importantes movimentos culturais deste país – está morrendo”, declarou Arnaldo Jabor no dia do velório do amigo.

Renovador da linguagem cinematográfica e considerado por Glauber Rocha, com quem teve dissidências em 1978, como criador mais perfeccionista do Cinema Novo, Joaquim Pedro de Andrade não conseguiu apoio nem mesmo no ano da Abolição da Escravatura para colocar em prática seu projeto de rodar Casa Grande Senzala.

“Faço uma visão comentada e inventada a partir do real do mundo que a gente vive. Meus filmes tratam das relações entre as pessoas e, frequentemente, estas não são as mais sinceras e honestas do mundo. Faço filmes sobre a patifaria, a safadeza”, definiu ele sobre sua obra em julho, quando previa a filmagem de Casa Grande, para março do ano seguinte. Seria seu sexto longa, o qual o câncer e a falta de investimento no cinema nacional impossibilitaram-no de realizar.


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Em 1977 – Glauber ganha Prêmio Especial em Cannes
Em 1983 - Sai de cena o ator Jardel Filho
Em 1993 - Grande Otelo morre em Paris

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9 de setembro de 1968 – Brasil ganha prêmio internacional de educação



O Prêmio Mohamed Reza Pahlevi, instituído no ano anterior pelo Xá do Irã para recompensar uma tarefa meritória em favor da alfabetização de adultos, foi conferido ao Movimento Brasileiro de Educação de Base (MEB), que superou outros 48 candidatos de 36 países.

A entrega do prêmio, que implicava também na doação de 5 mil dólares, foi feita na manhã do dia nove, durante uma cerimônia em Paris presidida pelo então diretor-geral da UNESCO, René Maheu, e assistida pela Princesa Achraf Pahlevi, presidente do júri.

O tribunal encarregado de atribuir o prêmio pronunciou-se por unanimidade e rendeu homenagem ao MEB por “seus intensos esforços nas regiões rurais menos favorecidas para conseguir, graças a uma ação sistemática de animação popular, a alfabetização de adultos”.

O júri salientou também que o MEB tinha se apoiado numa rede de escolas radiofônicas e permitiu com sua ação que os adultos participassem de forma mais ativa do desenvolvimento social e cultural de seu país.

O MEB

Em 1961, com o objetivo de alfabetizar adolescentes e adultos das áreas mais pobres do Brasil, foi criado o Movimento de Educação de Base, ligado diretamente à Igreja Católica. Como órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o movimento integrava o Plano de Pastoral de Conjunto e fornece até hoje “elementos para que o homem tome consciência de sua dignidade de criatura humana e desperte para seus próprios problemas”.

No início, além da alfabetização, o MEB promovia um processo de evangelização, já que a ação se dava por meio de escolas radiofônicas, a partir de emissoras católicas. Com o tempo, o MEB foi se reformulando para abranger uma maior parte da população e logo conseguiu firmar parcerias com o Governo Federal e alguns governos estaduais. Hoje, inspirado no método de ensino Paulo Freire, o MEB atua em regiões do Norte e Nordeste do país, nas quais os indicadores sócio-econômicos “revelam situação de pobreza e índices sociais e econômicos abaixo dos desejados”.

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8 de setembro de 1974 – Gerald Ford perdoa Richard Nixon




O Chefe de Estado norte-americano Gerald Ford concedeu ao ex-presidente Richard Nixon perdão presidencial por qualquer ato que tenha cometido durante seus cinco anos como líder da nação. Em troca, Nixon concordou que todos os seus documentos da Casa Branca fossem preservados para possível uso na Justiça durante três anos. Ficou acordado, no entanto, que as controvertidas fitas sobre o caso Watergate, deflagrado no ano anterior, poderiam ser destruídas.

“Minha consciência me diz clara e certamente que não posso prolongar os pesadelos que continuam reabrindo um capítulo encerrado. Apenas eu, na qualidade de Presidente, tenho o direito constitucional de fechar firmemente e selar este livro”, declarou Gerald Ford na presença de jornalistas.


Após concedido o “perdão completo, livre e absoluto por todas as transgressões contra os EUA durante o período” da presidência de Nixon, o Secretário de Imprensa da Casa Branca renunciou ao cargo, por “uma questão de consciência”.


O envolvimento de Richard Nixon no escândalo do Watergate e em outras atividades ilícitas foi investigado pela Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados que, em agosto do mesmo ano, concluiu um ano de debates votando a favor do julgamento do ex-presidente por três tipos de infrações: obstrução à justiça, abuso do poder e resistência a intimações legais.

Após a renúncia de Nixon, o processo de impeachment se encerrou na Câmara, com a apresentação de um relatório final da Comissão de Justiça. Restava, porém, a possibilidade de uma condenação ao cidadão comum Richard Nixon nos tribunais regulares, eliminada agora pelo perdão presidencial de Ford.


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Em 1974 – Nixon renuncia à Presidência
Em 1994 – Morre Richard Nixon

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7 de setembro de 1944 - Getúlio inaugura a Av. Presidente Vargas

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Com um grande desfile no dia em que se comemorava os 102 anos da independência do Brasil, inaugurou-se a Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, em homenagem a seu governante homônimo, Getúlio Vargas. Nesta cerimônia, além de dar por aberta à circulação de automóveis a nova avenida, o presidente prometeu ao povo brasileiro liberdade política ao fim da Segunda Guerra Mundial, assegurando eleições livres e diretas para todo o país.

Às 9h da manhã, Vargas deixou o Palácio Guanabara em carro aberto, ao lado do Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, e partiu rumo à nova Avenida, despertando o frenesi geral, com aplausos e lágrimas de emoção. A população ovacionava o seu líder. Quando chegou no início da larga via, Vargas desceu do carro e caminhou, sempre sorrindo e acenando, ao lado de sua comitiva, até o palanque de onde assistiria ao desfile. Posteriormente, seria o primeiro a atravessar, em um automóvel, a até então maior artéria urbana carioca.

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Primeiro veículo civil que atravessou a nova avenida


Assim que o Programa Hora da Independência foi ao ar, para transmitir ao vivo pelo rádio a célebre cerimônia, trinta mil crianças, estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, entoaram o Hino de Independência e em seguida o Hino à Bandeira, coordenadas pelo maestro Villa Lobos. Ao final do coro, os estudantes saudaram o presidente: “Salve, Getúlio Vargas!”. Era hora de Getúlio discursar.

Além das paradas tradicionais de Sete de Setembro, outras comemorações marcaram aquele dia, como um Concurso Sinfônico no Palácio Municipal – um evento de gala, o qual reuniria a alta cúpula do governo brasileiro e a sociedade carioca, durante a noite.


Av. Presidente Vargas no dia da inauguração



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Em 1905 - A inauguração da Avenida Central
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6 de setembro de 1966 – Premier sul-africano é assassinado no Congresso




Pelas mãos de um branco, o criador do regime do apartheid na África do Sul, Hendrik Verwoerd, foi assassinado enquanto assistia a um discurso no Congresso Nacional, na véspera de seu aniversário. O funcionáro da Casa, Dmitrio Tsafendas, de origem grega, desferiu contra o odiado Premier três golpes fatais de punhal: dois no peito e um, derradeiro, na garganta. O político morreu a caminho do hospital.

Preso pela Inglaterra na Segunda Guerra Mundial por ter sido considerado nazista, o preconceituoso Verwoerd era primeiro-ministro do país africano desde 1958. Em 1961, o holandês realizou o sonho sul-africano ao ajudar a proclamar a independência da antiga colônia britânica, ao mesmo tempo que intensificava cada vez mais o racismo na nova nação.

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Enquanto esteve no poder, Verwoerd concebeu e começou a política de divisão da África do Sul entre brancos e negros, através da criação dos bantustões. Alguns aspectos de sua orientação racista foram herdados dos Governos anteriores, porém ele introduziu novos mecanismos. Em sua interpretação do Velho Testamento, Verwoerd via na separação total das raças uma verdade divina e argumentava: “Por que devemos nos sacrificar como nação branca só para satisfazer a opinião mundial? Somos um Estado independente e tomamos nossas próprias decisões”.

O sujeito loiro de olhos azuis era um homem convencido de que estava certo em tudo o que ele fazia e, sendo uma personalidade determinada, matinha sua posição independentemente do que os outros dissessem. Nunca em sua vida negou o apartheid, mesmo depois de ter sido vítima de um atentado em 1960, quando duas bombas explodiram em seu rosto. Nesta ocasião agradeceu à Divina Providência por tê-lo salvado.

O regime preconceituoso e segregacionista herdado de Verwoerd pelas gerações posteriores só terminou completamente em 1994, quando Nelson Mandela foi eleito o primeiro Presidente negro da África do Sul.


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Em Em 1977 - Apartheid aniquila Biko
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5 de setembro de 1998 – Desaba teto da Igreja Universal




Vinte e cinco pessoas morreram e 590 ficaram feridas na madrugada do dia 5 quando parte do telhado do templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no centro de Osasco, na Grande São Paulo, desabou sobre uma platéia de 1300 fiéis. Mais da metade da área, de 900 metros quadrados, foi atingida por toneladas de vigas e telhas de amianto, que desceram de uma altura de 10 metros.

A Igreja ocupava parte do Center Glamour, uma galeria a 100 metros do Osasco Plaza Shopping, onde uma explosão em uma cozinha provocada por vazamento de gás, matara 42 pessoas em 1995, na véspera do dia dos namorados.




Na hora do desabamento os fiéis participavam de uma vigília e estavam quase todos com os olhos fechados, fazendo uma oração. Cinco minutos antes do acidente, eles ouviram um forte estalo de madeira, mas o culto prosseguiu conduzido pelas pregações do pastor. Logo em seguida, mais de 40 metros de viga – feitas de peroba – desabaram junto com o telhado, esmagando várias pessoas e destruindo o sistema elétrico. Na escuridão e prejudicada pela falta de sinalização nas saídas de emergência, a multidão entrou em pânico e correu para tentar escapar.

Os bombeiros, que chegaram ao local 15 minutos após o desabamento, encontraram sinais de infiltração no madeirame do edifício que estava em condições precárias havia muito tempo. A Igreja Universal, segundo pronunciamento do Bispo Macedo na época, "não fugiria de suas responsabilidades com as vítimas". Até hoje, ninguém foi preso ou judicialmente culpado pelo acidente.


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Em 1976 – Bomba explode na ABI
Em 1996 – Explosao no Osasco Plaza Shopping

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4 de setembro de 1969 – Sequestrado o Embaixador norte-americano

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Em seu moderno Cadilac preto, o embaixador norte-americano Charles Elbrick era conduzido por seu motorista português tranquilamente pelas ruas do bairro de Botafogo, rumo à Embaixada dos Estados Unidos, logo depois do almoço. Sem que soubesse, militantes do grupo armado MR-8 o aguardavam desde cedo na Rua Marques, prontos para dar o bote. De repente, quando o carro oficial dobrou uma curva foi fechado imediatamente por dois Fuscas, dos quais saíram três homens armados prontamente posicionados para render o alvo, que nada pôde fazer para resistir.

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Após percorrerem alguns quarteirões, os militantes abandonaram no Cadilac o motorista e uma carta, endereçada às autoridades do regime militar, exigindo a soltura de 15 presos políticos, os quais seriam trocados pelo embaixador. Esses prisioneiros, após serem soltos, deveriam ter a liberdade de partir para o exílio no México, sem qualquer intervenção das forças autoritárias. Era a primeira vez na América Latina que um diplomata era seqüestrado por razões políticas.




“Por favor, preciso de um telefone: seqüestraram o Embaixador”, disse Custódio Abel, o motorista, ao entrar desesperado na primeira casa que encontrara, depois de os Fuscas terem seguirem adiante, levando o seu patrão. Imediatamente o motorista comunicou o ocorrido à polícia, a qual iniciou, sem sucesso, uma investigação para detectar os autores do atentado e prendê-los imediatamente.

Nos Estados Unidos o Presidente Richard Nixon se reuniu com o seu Secretário de Estado para traçar metas do seu plano de ação. Traçado o plano, as autoridades americanas colocaram-no imediatamente em prática: pressionar ao máximo o governo brasileiro para que todas as exigências dos seqüestradores fossem atendidas. Os militares, assim, não tiveram escolha. Em três dias, os 15 jovens, presos arbitrariamente pelo regime, foram soltos pela polícia que, em troca, recebeu são e salvo o embaixador.

O seqüestro, apesar de ter sido um ato de extrema violência, foi a única forma que os jovens encontraram de soltar seus colegas que tinham sido perseguidos e presos pela polícia militar, sem direito à defesa. Vale lembrar que nesta época a sociedade brasileira era regida pelo AI-5, o qual, por um decreto em 1968, suspendera o Habeas Corpus, instaurara a Censura aos meios de comunicação, e fechara o Congresso Nacional.

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3 de setembro de 1989 – Avião desaparece na Amazônia

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Numa noite de domingo, desapareceu no meio da floresta amazônica um avião que transportava 54 pessoas da cidade de Marabá para Belém do Pará. Enquanto as famílias dos passageiros aguardavam ansiosamente por notícias e o Ministério da Aviação procurava, sem sucesso, o Boeing extraviado, quatro sobreviventes do desastre caminhavam corajosamente no meio da mata fechada, em busca de socorro. A resposta chegou em dois dias.

Os bravos sobreviventes andaram quase dez quilômetros pela vegetação do Xingu até conseguir encontrar uma fazenda que tivesse comunicação. Ligaram para suas famílias e informaram à Aeronáutica a localização estimada de onde o avião caíra, a cerca de 100 quilômetros da divisa entre o Pará e o Mato Grosso. Dos 54 passageiros e tripulantes a bordo da aeronave, 46 sobreviveram.

A aventura do Boeing 737-200 começou às 9h43 do dia três, quando ele saiu de São Paulo, no vôo 254, com destino a Belém e escalas previstas em seis cidades. A última delas seria em Marabá, no Pará, de onde o avião decolou às 17h25. Às 20h25, o piloto fez seu último contato com a torre de Marajás, a 200 quilômetros de Marabá, avisando que faria pouso de emergência.

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A aeronave foi encontrada em uma clareira em São José do Xingu, na tarde do dia cinco, por um avião de socorro, que carregava alimentos e remédios, os quais foram lançados para os sobreviventes imediatamente. Apenas no dia seguinte o Exército conseguiu resgatar todas as vítimas do acidente.

À margem do Rio Xingu, a cidade de São José do Xingu, na época, era um lugarejo perdido no extremo norte de Mato Grosso. Cercada de grandes fazendas com mata densa, existiam na cidade apenas cinco ruas de terra com reduzido comércio. Não havia luz, água encanada, nem esgoto, muito menos telefone.

O único meio de comunicação era o rádio e mesmo assim, poucos fazendeiros tinham. Inclusive a primeira fazenda encontrada pelos quatro sobreviventes desbravadores também era isolada do mundo, forçando-os a caminharem mais cinco quilômetros até chegarem à fazenda vizinha, dotada de um rádio precário, o qual atendeu bem às suas necessidades.


Leia também:

Em 1960 – O desastre na Baía de Guanabara
Em 1973 – Incêndio causa acidente em avião da Varig
Em 1996 – A tragédia do voo 402 em São Paulo

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2 de setembro de 1945 – Japão se rende aos aliados




Sobre as águas calmas da baía de Tóquio, no mesmo dia em que a Indochina proclamava independência vietnamita, o príncipe do Japão Higashikuni assinava formalmente o acordo de rendição aos Aliados. Em uma cerimônia simples, a bordo de um navio americano, representantes das potências Aliadas reuniram-se com o herdeiro do arrasado trono japonês para presenciar a Majestade se curvar como um súdito aos pés dos grandes vencedores.

“Sua Majestade Imperial graciosamente baixou um decreto e esclareceu que recebera ordem de assinar pelo governo os documentos de rendição. Ao mesmo tempo, sua Majestade ordena a nós, o povo, a abandonar todas as atividades hostis, a depor nossas armas e executar fielmente todos os artigos do documento de rendição e as ordens gerais. Sinto-me profundamente impressionado e animado ao compreender sua solicitude imperial”, declarou o príncipe e também primeiro-ministro da Terra do Sol Nascente.


No dia anterior, os primeiros contingentes militares norte-americanos já desembarcavam no porto da capital japonesa à espera de uma negociação entre as mais importantes autoridades militares de ambos os lados, a qual definiria os rumos da ocupação estrangeira no território, que seria iniciada em dois dias.


A rendição japonesa para os Aliados fora anunciada pelo Imperador Hirohito em meados de agosto do mesmo ano, quando o pequeno arquipélago oriental estava destruído pela Guerra do Pacífico e paralisado pela explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Sua economia estava arrasada e Hirohito não tinha mais condições financeiras, morais e emocionais para prosseguir com o conflito que terminara na Europa alguns meses antes. O Japão estava sozinho e desperançado. Sua única opção era se render às exigências internacionais e anunciar a rendição, oficializada, assim, no início de setembro, marcando o final definitivo do maior conflito bélico da história humanidade.

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Em 1952 – EUA ratificam acordo de paz com o Japão
Em 1989 - Hiroíto reina por 62 anos

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1 de setembro de 1972 – Bobby Fischer é campeão mundial de xadrez

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Após a desistência do soviético Boris Spassky, o norte-americano Bobby Fischer se sagrou campeão mundial de xadrez pela primeira vez, sem sequer disputar a 21ª e última partida da competição. Com o telefonema de Spassky para o juiz do mundial, Fischer conseguiu o ponto da vitória, totalizando os 12,5 necessários para tornar-se o melhor enxadrista do planeta.

Com esta conquista, o norte-americano rompeu com a hegemonia que esteve durante 24 anos nas mãos dos soviéticos. Os métodos que Fischer usara para vencer, além de seu incontestável e enorme talento, o qual o manteria no topo do pódio durante três anos, foram, para alguns enxadristas, um pouco escusos e nada convencionais. Fischer teria levado seu adversário maior, Spassky, à loucura, irritando-o do início ao fim.

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O fato foi que ter garantido para os Estados Unidos o título, tido muitas vezes como impossível de se tirar das mãos dos grandalhões soviéticos, agradou os enxadristas da comunidade ocidental, os quais viam em Fischer um hábil jogador, um artista articulista, e em Spassky o testa de ferro de uma grande equipe treinada e unida, cuja rivalidade se acentuava exponencialmente no quadro conflituoso da Guerra Fria.


O gênio Fischer

Grandalhão, magro, olhar nervoso, rosto comprido cheio de espinhas, o adolescente de 15 anos sobrevoava a antiga Iugoslávia. O jovem, naquele ano de 1958, mal conhecia o país estranho. O único mundo que lhe interessava era um retangular, composto de 64 mosaicos, povoado de minúsculos reis, rainhas, bispos e torres. Já campeão norte-americano de xadrez naquele ano, o menino assombrava os mestres soviéticos neste Interzonal de Portoroz, no qual tiraria a quinta colocação, com um ponto abaixo de Tigran Petrosian, que seria campeão do mundo em 1962. O mito Fischer começava a surgir aí.

A carreira foi rápida e para sagrar-se campeão do mundo, um pulo. Em 1963, quando, aos 19 anos, derrotou o ilustre mestre conterrâneo Reshevsky, o mundo arregalou os olhos para o garoto, depositando em suas mãos a fé de que o mesmo se sagraria como o melhor do esporte em pouco tempo.


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Em 1975 – Karpov é campeão mundial de xadrez
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