30/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
11 meses e 21 dias depois do anúncio, feito pelo presidente Ernesto Geisel, oferecendo áreas brasileiras para a pesquisa de petróleo sob a forma de contratos de risco, com o objetivo de encontrar novas jazidas no Brasil, a Petrobras e a British Petroleum (BP), empresa inglesa que contava com 49% de participação do Governo britânico, assinaram o primeiro acordo desta natureza.
O contrato previa a exploração de uma área de 5.500 km² na Bacia de Santos, por um prazo mínimo de três anos na fase exploratória, e foi assinado pelo então presidente da Petrobras, General Araken de Oliveira, pelo superintendente de exploração, Lauro Vieira, e pelo representante da BP, John Royston Grundon, em cerimônia que ainda contou com a presença do conselho administrativo da Petrobras, sua diretoria e outros representantes da BP.
O contrato assinado pelas duas empresas previa que os investimentos mínimos realizados na fase exploratória na Bacia de Santos seriam de 10 milhões e 500 mil dólares, e o prazo mínimo para o início das atividades da subsidiária da empresa inglesa de seis meses a contar da assinatura do contrato. O acordo também estipulava que se ao final do tempo mínimo de três anos para a exploração não fosse encontrado petróleo na região, a BP perderia a concessão.
A assinatura do primeiro contrato de risco do Brasil no dia 30 de setembro foi uma determinação direta do General Araken de Oliveira, que forçou uma alteração nos planos originais e obrigou o geólogo Lauro Vieira, a equipe da Supex e o setor jurídico da Petrobras a apressar a organização do acordo e a cerimônia de assinatura.
29/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Há exatos 17 anos, multidões nas ruas e praças das principais cidades do país acompanharam a transmissão, pela Tv e rádio, da votação de impeachment do então Presidente da República Fernando Collor de Melo, comemorando voto a voto o seu afastamento. Em frente ao prédio do Congresso Nacional, em Brasília, cerca de 100 mil pessoas aguardaram ansiosamente o resultado da contagem dos votos dos deputados federais que, numa decisão inédita no país, autorizaram a deposição do presidente. Foram 441 votos contra Collor (105 a mais do que o necessário), 38 a favor do presidente e uma abstenção.
O 336º voto, que completou os dois terços necessários para o afastamento de Collor, foi, por coincidência, de um mineiro, o deputado Paulo Romano, conterrâneo do vice-presidente Itamar Franco. Ao final da sessão, aos gritos, abraços e aplausos, os deputados se reuniram no plenário lotado e cantaram um trecho do Hino da Independência, enquanto Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara, proclamou o resultado: “Está admitida a acusação contra o presidente da República”.
A decisão da Câmara se deu quatro meses após a instalação da mais devastadora Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do país, criada para investigar as denúncias de Pedro Collor, irmão do presidente, sobre um esquema de corrupção e tráfico de influência operado por Paulo César Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor.
Cerca de dois meses depois da aprovação do impeachment na Câmara Federal, Fernando Collor renunciaria a presidência, deixando o cargo em 29 de dezembro de 1992. Entretanto, sua postura não impediu que seus direitos políticos fossem cassados por oito anos, até 2000. Atualmente, Collor é senador pelo estado de Alagoas, tendo tomado posse em 2007.
28/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Depois de um mês e três dias de Pontificado, João Paulo I, conhecido por seus fiéis como “Papa Sorriso”, por sempre ostentar um sorriso afável quando em público, foi encontrado morto em seu quarto, no Palácio Apostólico do Vaticano. De acordo com o médico que examinou o corpo de João Paulo I, o Papa teria sido vítima de um infarto agudo do miocárdio. Sua morte foi anunciada oficialmente pelo Vaticano às 7h42m em Roma.
João Paulo I nasceu Albino Luciani, em 17 de outubro de 1912, na província de Belluno, norte da Itália. Filho de operários, teve uma infância humilde e sempre contou com o incentivo de sua mãe Bertola, uma católica fervorosa, para que seguisse uma formação religiosa. Em 1935, Albino Luciane foi ordanado sacerdote, consagrado Bispo de Vittorio Veneto em 1958, Patriarca-Arcebispo de Veneza em 1969 e Cardeal em 1973.
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Em 26 de agosto de 1978, Albino Luciane foi eleito pelo Colégio de Cardeais Papa da Igreja Católica, inaugurando seu Pontificado no dia três de setembro, numa cerimônia breve e simples, insistindo na linha da humildade com a qual pretendia caracterizar seu pontificado. Na homilia, dirigiu seu primeiro pensamento a Deus, que, em suas palavras, “com uma decisão humanamente inexplicável e com sua benigna designação, elevou-nos à cátedra de São Pedro”, e seu segundo pensamento “a toda a Igreja de Cristo”. A escolha do nome João Paulo I foi uma homenagem de Albino Luciane a seus antecessores, João XXIII e Paulo VI.
27/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
O Afeganistão, país da Ásia Central que viveu em guerra civil desde a retirada do exército da então União Soviética, em 1989, teve o governo tomado por um dos mais radicais movimentos islâmicos de que se tem notícia. Numa ofensiva relâmpago, o Talibã, formado em 1994 por jovens estudantes, tomou a capital, Cabul, e formou um governo encarregado de aplicar a Charia (Lei islâmica).
A primeira vítima do governo interino, formado por seis mulás - líderes religiosos de mesquitas islâmicas - e presidido por Mohammed Rabani, foi o último presidente comunista do país, Mohammed Najibullah, que desde 1992, quando foi derrubado por outro grupo deguerrilheiros, estava refugiado na representação da Organização das Nações Unida (ONU). Najibullah e o seu irmão Shapur foram enforcados em praça pública "por ter traído o Islã". Seus corpos foram pendurados no poste de iluminação da casamata da entrada do palácio presidencial, no centro de Cabul. O secretário da ONU, Butros Ghah, considerou lamentável a violação do espaço neutro das Nações Unidas e o assassinato de Najibullah, que na década de 1980 negociou a retirada das tropas da então União Soviética.
O repórter Gervasio Sanchez, do jornal espanhol El País, que esteve no Afeganistão no mês anterior à tomada do poder pelos Talibãs, afirmou na época que os anos de guerra "devolveram o Afeganistão à Idade Média" e que a área urbana de Cabul era “um acúmulo de ruínas infectadas de minas traiçoeiras que continuavam a matar e ferir".
Um país, diversas ocupações
Um dos países mais pobres do mundo, a República Islâmica do Afeganistão localiza-se em uma posição estratégica entre o Oriente Médio, a Ásia Central e a Índia, sendo por isso um país disputado por várias nações ao longo dos séculos. No final da década de 70, o Afeganistão tornou-se campo de batalha da Guerra Fria, com a ocupação do país por soldados soviéticos. Em 1996 o regime Talibã tomou o poder na região, sendo deposto somente em 2001, com a ocupação do país por forças militares norte-americana empenhadas na luta contra o terrorismo.
26/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Internado desde o dia 6 de setembro na Clínica São Vicente, o escritor, diretor, e autor de telenovelas e miniséries Walter Avancini morreu, aos 66 anos, de insuficiência respiratória decorrente de câncer. Nos 43 anos em que exerceu o papel de diretor, Avancini produziu Grande sertão: veredas, Anarquistas graças a Deus, Morte e vida severina, Beto Rockfeller, Selva de pedra, Saramandaia, Gabriela e Xica da Silva. Sob o seu olhar surgiram para a fama Regina Duarte, descoberta em um comercial de geladeira, Sônia Braga – “apostei nela mesmo com seu 1,50 metro” – e Bruna Lombardi.
Filho de imigrantes italianos, Avancini nasceu em 18 de abril de 1935, em São Caetano do Sul, mas foi posteriormente para São Paulo. Além de diretor e roteirista, foi ator, iluminador e operador de câmera, tornando dificil a dissociação da sua história profissional e a história da TV brasileira. Começou na TV Tupi, seguiu para a TV Paulista, foi para a Globo, passou pela TVE, esteve também no SBT e na extinta Manchete. Pelas mãos sofisticadas do diretor, a Globo estendeu a qualidade da dramaturgia das novelas para as miniséries. No gênero, fez Memórias de um gigolô, Chapadão do Brugre, Rabo-de-saia, Avenida paulista. Fora da TV, dirigiu Boca de ouro no cinema, em 1990.
O tom provocativo, o gosto pela polêmica, o dom para o marketing e o temperamento forte renderam a Avancini uma certa aura dentro da teledramaturgia brasileira. “Sou um pai. Duro, mas generosos. Desumano é o diretor que não presta atenção no ator, que bate nas costas do defeito. Generoso é aquele que se desgasta tentando educá-lo. Quem trabalha comigo nunca sai perdendo”, garantia o diretor.
Um diretor universal
“Ele não perdoava nada. Era rigoroso e severo. Para trabalhar com o Avancini,o ator tinha que chegar na hora do cenário, com o papel sabido. Ele tirava grandes interpretações dos atores. E é isso que se quer de um diretor”, disse José Lewgoy, que fez sua primeira novela, Cavalo de aço (1973), sob direção de Avancini. “Lamento pela dramaturgia brasileira” comentou Taís Araújo, que foi lançada pelo diretor na minissérie Xica da Silva, ao saber de sua morte. Ator que mais trabalhou com o diretor – foram mais de 10 produções juntos -, Ney Latorraca resumiu o trabalho de Walter Avancini: “Ele era genial. Um diretor que acrescenta ao ator. Seu trabalho não envelhece nunca. É atual, universal”.
25/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Num feito sem precedentes no esporte nacional, a seleção brasileira masculina de vôlei venceu por três sets a dois a equipe da União Soviética - até então a atual campeã olímpica e mundial, invicta internacionalmente no esporte desde 1976 - e conquistou o título de campeã do Mundialito, numa partida que durou três horas e meia, no Maracanãzinho.
Depois de um primeiro set em que se mostrou desorganizada, perdendo de 15 a 2, a seleção brasileira se reorganizou e apresentou um jogo digno de uma das maiores equipes do mundo. O levantador William, que fez vários pontos de segunda bola, também teve uma grande atuação, assim como Renan e quase todos os jogadores.
Incentivada pela torcida, que lotou o Maracanãzinho e fez um verdadeito carnaval depois da vitória, a seleção brasileira dominou o último set com facilidade, vencendo por 15 a 7, com o último ponto conquistado pelo jogador Xandó. O técnico Bebeto, pedindo os tempos na hora certa e mexendo no time com inteligência, também foi um dos grandes responsáveis pela vitória.
Além do valor simbólico para o vôlei nacional, o sucesso dos Mundialitos, realizados em São Paulo e Rio de Janeiro, provou para os organizadores de eventos esportivos no Brasil a possibilidade de realização de competições no país, sem a necessidade de buscar apoio oficial - algo até então impensável porque o Brasil passava por um momento de grandes restrições econômicas, com o fim do "milagre econômico".
24/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
As cinco potências detentoras de armas nucleares – EUA, França, Reino Unido, China e Rússia - e outros 60 países assinaram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, também conhecido como CTBT (Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty), pondo fim a 30 anos de negociações por um compromisso político para banir a prática de explosões atômicas.
Aprovado pela Assembléia Geral da ONU em 10 de setembro, o CTBT teve como meta restringir a produção de armas atômicas mais avançadas e ajudar o movimento de redução dos arsenais nucleares já existentes. “O tratado é um marco histórico da maior importância no caminho para um mundo mais seguro para as próximas gerações”, afirmou o então secretário-geral da ONU Butros Ghali na ocasião.
O presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, país que deu início à corrida atômica e responsável por mais da metade dos 2.045 testes nucleares realizados até então, foi o primeiro a assinar o tratado. A ele seguiram-se os ministros do Exterior da China, França, Rússia e Grã-Bretanha. Depois foi a vez de Ryutaro Hashimoto, primeiro-ministro do Japão, único país que sofreu com os horrores das bombas lançadas pelos norte-americanos em 1945, em Hiroshima e Nagasaki.
No Rio de Janeiro, militantes de organizações ecológicas e grupos religiosos reuniram-se no Cristo Redentor para comemorar a assinatura do tratado. 51 balões brancos, ao sim de 51 batidas de bumbo – uma para cada ano de convivência com as experiências nucleares e que resultaram em mais de 200 acidentes – foram soltos sob os aplausos dos manifestantes.
Um sonho ainda distante
Apesar dos esforços das Organizações das Nações Unidas, até hoje o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares não foi colocado em prática, aguardando ainda a ratificação de dez países signatários, entre eles EUA, China, Irã e Israel. Além disso, importantes países como Índia, o Paquistão e a Coréia do Norte se recusaram a assinar o tratado na época, realizando testes nucleares em 1998 (Índia e Paquistão) e 2006 (Coréia do Norte), dando indícios de que o mundo ainda está longe de se livrar da ameaça das armas nucleares.
23/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
O chileno Pablo Neruda, um dos mais importantes poetas de língua castelhana do século XX, Prêmio Nobel de Literatura em 1971, morreu às 22h 30m na Clínica Santa Maria, em Santiago, vítima de câncer. Com o movimento militar de 11 de setembro, e a morte do presidente Salvador Allende, seu amigo pessoal, Pablo Neruda entrou em grande depressão. Para a escritora Isabel Allende, prima de Salvador Allende, Pablo Neruda teria morrido de tristeza ao ver destituído o governo socialista do presidente Allende.
Nascido Ricardo Eliezer Neftalí Reyer Basoalto em 14 de julho de 1904, na comuna de Parral, Pablo Neruda adotou esse pseudônimo ainda na adolescência, inspirado pelo escritor checo Jan Neruda. Durante 69 anos e 36 livros de poesia, Pablo Neruda perseguiu uma unidade, uma visão cíclica de todas as coisas que sentiu, amou e viveu. A proposta de "abarcar o espaço maior em que se movem, criam, trabalham e perecem as vidas e os povos" não foi concretizada num só poema, como ele queria. Mas, por isso mesmo, ele deixou uma das mais vastas heranças da latino-americanidade do século passado - toda ela condensada num poema ainda maior e mais cíclico - sua vida e suas três mil páginas de versos.
Diante da exuberância e da pluralidade de vozes em Neruda, muitos críticos o consideram o poeta do prosaísmo e do cotidiano, com a sua ingenuidade no trato das coisas mais simples da existência, em contraste com a cultura utilitária e o cinismo da atualidade. "O poeta deve ser, parcialmente, o cronista de sua época", dizia Neruda, que cumpriu como poucos esse papel.
Homenagens de despedida
O
JB enviou o repórter Paulo César de Araújo e o fotógrafo Evandro Teixeira para cobrir a morte de Pablo Neruda. Devido ao estado de sítio decretado no Chile após a queda de Salvador Allende, esperava-se que o funeral do poeta fosse realizado em Santiago sem nenhuma pompa. Entretanto, além das homenagens públicas do governo chileno e das reações exteriores, cerca de 500 pessoas acompanharam o cortejo do corpo de Neruda até o cemitério, repetindo seus versos - “- Não estas morto, não estás morto, estás somente dormindo, como dormem as rosas em seus talhos de espinho.”-, cantando a Internacional e gritando: "Camarada Pablo Neruda, presente, agora e sempre".
22/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Há exatos 29 anos aviões iraquianos bombardeavam 11 bases militares do Irã, que, em represaria, reagiria assumindo o controle militar do Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. O ato foi considerado pelo Iraque como "uma declaração de guerra total" e marcou o início da Guerra Irã-Iraque, um conflito militar que durou até 1988, e foi resultante de disputas políticas, territoriais e religiosas entre os dois países - embora ambos islâmicos, o Iraque é sunita, enquanto o Irã xiita.
O presidente iraquiano Saddam Hussein afirmou ter ordenado os ataques para dissuadir o ayatolah Khomeiny, líder do Irã, de lançar seu país numa guerra total. Entretanto, o líder iraniano declarou que Hussein estava em "guerra contra o Islã" e ordenou ao povo iraquiano que se levantasse contra "o mercenário da América do Norte", referindo-se a Hussein. Na ocasião, o então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, disse que seu país estava fazendo o possível para ajudar o Irã e o Iraque a encontrarem uma solução pacífica para o conflito entre eles.
Precavendo-se contra as possíveis conseqüências do agravamento do conflito entre o Irã e o Iraque, a Petrobras decidiu suspender as negociações para a pretendida redução das suas compras de óleo - a intenção inicial do governo era reduzir suas importações de 850 mil para 600 barris por dia. Já o Chanceler brasileiro Saraiva Guerreiro considerou prematuro qualquer julgamento sobre o conflito entre Irã e Iraque, e lembrou que o Brasil possuía relações com os dois países, fazendo votos para que os incidentes do dia 22 de setembro não se degenerassem em uma guerra, o que, infelizmente, acabou ocorrendo.
Pacificação tardia
Em 8 de agosto de 1988, após oito anos de conflitos e de mais de um milhão de mortos e feridos, o Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Javier Perez de Cuellar, anunciou que o Irã e o Iraque concordaram em cessar todas as hostilidades em terra, mar e ar, a partir da zero hora do dia 20 de agosto. Cinco dias depois se iniciariam as negociações diretas de paz, enquanto um grupo de 350 observadores, de 25 países, fiscalizaria o respeito à trégua nos campos de batalha. A iniciativa de pôr fim ao conflito foi saudada pelos principais governos ocidentais, especialmente Washington.
21/09/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
O presidente russo Boris Yeltsin dissolveu o parlamento que, desde abril de 1992, resistia ao seu programa de reformas políticas e econômicas, e convocou eleições para uma Duma - nome do legislativo da Rússia pré-revolucionária - em 11 e 12 de dezembro. Com a medida, que o próprio Yeltsin reconheceu como inconstitucional, o presidente esperava afastar de seu caminho os deputados ex-comunistas, eleitos quando ainda existia a União Soviética. Em discurso o dirigente russo afirmou ter adotado a medida visando o melhor interesse do povo russo e que, como presidente eleito, não lhe restava outra alternativa para garantir a governabilidade e impedir que o caos se instalasse no país.
A reação do parlamento foi imediata. Seu presidente, Ruslan Khasbulatov, arquiinimigo de Yeltsin na luta pelo poder da Rússia, convocou uma sessão de emergência e anunciou que o impeachment do presidente poderia ser decretado pelo presidente do Soviete Supremo sem que houvesse necessidade de convocar uma reunião plenária, ou pelo Congresso dos Deputados do Povo. Quatro horas após o anúncio de Yeltsin, o Soviete Supremo destituiu o presidente de seus poderes e empossou o vice-presidente Alexander Rutskoi.
As principais potências ocidentais apoiaram a decisão de Yeltsin. O presidente Bill Clinton, após conversar com ele por telefone, disse que a crise constitucional em Moscou ameaçava os esforços de democratização e justifica a formação de um novo parlamento.
Apesar da decisão do parlamento russo, Boris Yeltsin ainda permaneceria no comando do país, utilizando-se de forças militares para sufocar a rebelião e, em outubro, aprovar uma nova constituição que ampliaria seus poderes.
Decisão contraditória
Responsável por transformar a Rússia em um país capitalista, deixando de lado o comunismo, Boris Yeltsin foi o primeiro presidente do país eleito democraticamente. Yeltsin assumiu a presidência em 1991, quando emergiu como um herói na defesa da democracia russa e foi uma peça chave para a dissolução pacífica da União Soviética. Por isso, sua decisão de fechar o parlamento de modo inconstitucional, em 1993, foi recebida por grande parte do mundo como uma reviravolta política inesperada e contraditória. Seu mandato se extendeu até 1999, quando foi sucedido por Vladimir Putin, e o seu governo foi marcado pelo colapso econômico da Rússia e o conflito com a Chechênia.
20/09/2009 - 01:56 | Enviado por: Thiago Jansen
Considerada uma das mais importantes atrizes italianas de seu tempo, Sophia Loren nasceu Sofia Villani Scicolone, em 20 de setembro de 1934, em Roma. Aos 14 anos, entrou em um concurso de beleza em Nápoles e, apesar de não ganhar, foi selecionada como uma das finalistas, o que a encorajou a enveredar pela carreira artística. Seu primeiro emprego em um estúdio cinematográfico foi no épico
Quo vadis, onde fez figuração. Pouco tempo depois adotaria o nome artístico de Sophia Loren.
As curvas da atriz sempre fizeram dela uma favorita dos fotógrafos e diretores desde cedo em sua carreira. Durante a década de 50, Sophia Loren começou a tornar-se uma atriz popular em Hollywood, participando de filmes como
Boy on a Dolphin e
The Pride and the Passion, em que co-estrelou como Cary Grant e Frank Sinatra. Em 1961, ao atuar na produção
La Ciciara, de Vittorio de Sica, um dos pais do neo-realismo italiano, Sophia Loren destruiu o estereótipo de que se tratava apenas de uma atriz cujas maiores qualidades eram seu corpo, seus olhos verdes e seu sedutor sorriso mediterrâneo. Sua performace lhe rendeu um Oscar de melhor atriz e selou sua reputação como uma estrela internacional.
Nos anos seguintes Sophia tornou a receber elogios, especialmente na Europa, por papéis em comédias de De Sica, como Matrimonio all'italiana. Nessa época a atriz encontrou sua cara-metade cinematográfica: Marcello Mastroianni, que alcançou a fama no clássico de Fellini
La dolce vita, de 1959. Os dois atuaram juntos em 12 filmes. "Nossos encontros são sempre mágicos", comentaria Sophia em uma entrevista na época do filme Prêt-à-porter, onde atuou mais uma vez com Mastroianni.
Ainda hoje, quando completa 75 anos, Sophia Loren é apontada como um modelo de beleza e de talento a ser seguido pelas atrizes do momento.
Apenas uma "dona-de-casa"
Durante sua carreira, Sophia Loren fez par com grandes astros de Hollywood, como Clark Gable e Marlon Brando, o que sempre alimentou boatos sobre supostos casos amorosos da atriz. Entretanto, Sophia sempre negou que alguma vez tenha sido infiel ao produtor cinematográfico Carlo Ponti, com quem se casou em 1966. "Acredito no casamento, no trabalho, em filhos, na fidelidade e nas minhas raízes. Talvez isso signifique que eu seja apenas uma pequena dona-de-casa", afirmou certa vez em uma entrevista. Sophia e Carlo tiveram dois filhos e viveram juntos até a morte do produtor, em 2007.