Arquivo de June 2007

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1996: 1ª edição do Rio Cena Contemporânea

Jornal do Brasil: 27 de junho de 1996.



O Rio Cena Contemporânea estréia no calendário cultural carioca com a participação de 22 companhias de 12 países. São toneladas de equipamentos, quilômetros e mais quilômetros de fios, latões, manequins, tecidos, e materiais dos mais inusitados transformando a Cidade num cenário inédito.

Integrando o cidadão às artes cênicas, a proposta do festival é apresentar e investigar a cena contemporânea em suas diferentes expressões e manifestações aproximando o público do artista. São encenações, debates, oficinas ocupando não só os palcos de teatros cariocas como também espaços abertos, tais como: a Praça XV, o Largo da Carioca, o MAM, a Praia do Leme e as saídas das estações do Metrô.

E uma estrutura com toneladas de equipamentos, quilômetros e mais quilômetros de fios, latões, manequins, tecidos, e materiais dos mais inusitados.

27/06/1996: Ator do grupo francês Ilotopie toma banho de musse azul de isopor dentro da jaula, ao meio dia, no Largo da Carioca. Marcelo Sayão/AJB 27/06/1996: Ator do grupo francês Ilotopie toma banho de musse azul de isopor dentro da jaula, ao meio dia, no Largo da Carioca. Marcelo Sayão/AJB29/06/1996: Os atores franceses do Ilotopie, fazem performance pelas ruas de Ipanema. Andre Arruda/AJB


A 8ª edição do Rio Cena acontecerá no próximo mês de outubro:
http://www.riocenacontemporanea.com.br

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1985: Estréia, depois de 10 anos, a novela "Roque Santeiro"

Jornal do Brasil: 24 de junho de 1984
Novela de Dias Gomes, censurada em 1975 antes menos de ir ao ar, estréia na Rede Globo, em horário nobre, com sucessivos recordes de audiência, tornando-se um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. Tendo como cenário a pequena cidade de Asa Branca, que vive da devoção a um santo milagreiro, Roque Santeiro, a história satiriza assuntos bastante familiares à realidade nacional: idolatria aos mártires, a indústria religiosa, as crendices folclóricas e a influência do coronelismo.

Entre o elenco: Regina Duarte, a viúva Porcina (que foi sem nunca ter sido); José Wilker, como Roque Santeiro; Lima Duarte, o Sinhozinho Malta; Lucinha Lins, a Mocinha; Armando Bógus, Zé das Medalhas; Padre Hipólito, Paulo Gracindo; Ary Fontoura, o Prefeito Florindo Abelha; e Heloísa Mafalda, a Pombinha Abelha. Relembre aqui mais sobre a saga de Asa Branca.

A trilha sonora de "Roque Santeiro" foi um dos destaques da produção, com músicas editadas especialmente para a trama e seus personagens. Confira a nota do JB, clicando aqui!

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1963: É do Rio Grande do Sul a Miss Brasil ´63

Jornal do Brasil, 23 de junho de 1963.



A gaúcha Maria Ieda Vargas é Miss Brasil no ano em que o concurso completa 40 anos de existência. Em segundo lugar ficou a paranaense Tania Maria Franco, e em terceiro, a Miss Guanabara, Vera Lucia Ferreira Maia.

Ieda Maria Vargas chegaria mais longe, ainda naquele ano, e conquistaria o título Miss Universo, sendo a segunda brasileira a alcançar tal mérito.

Naqueles áureos tempos, o concurso era o evento de beleza mais concorridos no país, realizado no Maracanãzinho, com presença de numeroso público, coberto pelos principais veículos de comunicação e contando com a participação de grandes anunciantes.



O JB relatou os 40 anos do concurso no Brasil numa matéria especial intitulada "40 anos de mulher bonita - Misses Brasil para seu governo". Veja aqui!

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2004: Chico Buarque faz 60 anos

Capa Especial Caderno B


Francisco Buarque de Hollanda, o brasileiro que testemunhou grandes transformações no Brasil nasceu em 1944, no penúltimo ano do Estado Novo de Getúlio Vargas. Chico viu a democracia brasileira ruir novamente 20 anos depois, com o golpe militar de 1964.

Optando pela pena, o cantor e compositor desferiu golpes na ditadura que a espada jamais seria capaz de acertar. Os recursos do compositor para escapar do crivo dos censores ficaram bastantes conhecidos como a utilização de palavras ambíguas (Cálice), inversões irônicas (Deus lhe pague), pseudônimos (Julinho da Adelaide e Leonel Paiva) e ainda construções de versos dotados de duplo sentido como na canção Corrente. Dissipados os anos de chumbo, a voz que os militares tentaram e não conseguiram calar continuou clamando contra formas de opressão mais sutis, como a desigualdade social.

Ícone da cultura brasileira, sua marca está na música, na literatura, no teatro ou no cinema, entre tantas frentes artísticas que abraçou.

Confira os dois documentos encontrados pela pesquisadora de MPB Maria Clara Wasserman no Arquivo Nacionalclicando sobre o título das respectivas músicas: Letra da música "Primeiro Encontro" e letra da música "Vigília".

São letras batidas à máquina com um mesmo nome para autor e intérprete: Chico Buarque de Hollanda. Chamam-se Vigília e Primeiro Encontro e têm a mesma data, 27 de julho de 1971. A primeira liberada e a segunda vetada por ser contrária “à moral e aos bons costumes”.

Quando completou 60 anos, o Jornal do Brasil publicou um especial onde encontramos sua trajetória contada por jornalistas como Tarik de Souza, Lula Branco Martins, Rodrigo Fonseca entre outros, além de depoimentos e fotos.
Chico, Vinicius e Tom - Evandro Teixeira - CPDocJB

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1984: "Memórias do Cárcere" estréia nos cinemas do Rio

Jornal do Brasil: 18 de junho de 1984

Jornal do Brasil: 18 de junho de 198


Baseado do romance homônimo de Graciliano Ramos, o filme "Memórias do Cárcere" marca o reencontro do público com o cinema brasileiro.

Com direção de Nelson Pereira dos Santos, a história retrata a violenta repressão política na Era Vargas, e sua atuante perseguição aos seus opositores pela ótica de um desses perseguidos, o escritor Graciliano Ramos, protagonizado por Carlos Vereza.

Graciliano é encarcerado numa ilha do litoral do Rio, como preso político. E plenamente incerto de seu futuro, relata seus dias em clausura, expondo sua opinião política sobre aquele momento, e sua precariedade física na obra "Memórias do Cárcere". Participaram ainda do elenco: Glória Pires, José Dumont, Nildo Parente, Wilson Grey, Tonico Pereira, Jorge Cherques, Jofre Soares, Fabio Barreto e Marcos Vinícius.

Prêmios: melhor filme no Festival de Gramado, 1984, melhor filme da crítica internacional no Festival de Cannes, 1984, melhor filme no Festival de Veneza.



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1972: Morre Leila Diniz

Chama da de capa do Jornal do Brasil de 15 de junho de 1972.


Aos 27anos, ao voltar da Austrália, onde foi premiada como melhor atriz, no Internacional Film Festival, pelo desempenho no filme "Mãos Vazias", Leila Diniz morre num desastre aéreo, em viagem de volta ao Brasil. Mais tarde, seus últimos registros, documentados num cartão postal para sua filha Janaína e em seu diário, revelariam sua felicidade por ser mãe e estar em paz com a vida.

Uma mulher à frente de seu tempo.

Símbolo irreverente da resistência à ditadura nos anos 60, Leila incomodava aos mal-humorados de plantão por revelar uma fórmula alegre de vida, agindo sem hipocrisia, vergonha ou pudor, derrubando convenções e tabus. Defendia o amor livre e o prazer sexual, num tempo de machisto e conservadorismo absolutos.

Escandalizou a tradicional família brasileira em sua entrevista ao Pasquim, em 1969, onde falou abertamente sobre todos os assuntos, e disse: " Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo". Essa matéria proporcionou a edição mais vendida do Pasquim em todos os tempos. E foi o estopim para a instauração da censura prévia à imprensa, mais conhecida como Decreto Leila Diniz.

Logo depois, repetiria a dose, ao exibir a sua gravidez de oito meses, na praia de biquíni e ao amamentar a filha Janaína diante das câmeras.

Não havia volta. Começava ai, a revolução feminina da década de 70 no Brasil.


Página do Jornal do Brasil de 19 de junho de 1972.


Toda mulher é meio Leila Diniz.

25 anos depois de sua morte, o JB publicaria uma matéria especial em sua homenagem, em que algumas mulheres responderiam à pergunta: "O que você tem de Leila Diniz?".

Reprodução do Jornal do Brasil de 14 de junho de 1997.

Além do depoimento de Marieta Severo, participaram: Bete Mendes, Beli Araújo, Cecília Castro, Maria Júlia Goldwasser, Bia Lessa, Jandira Feghalli, Sandra Werneck, Marise Caruso, Ana Carmem Longobardi, Dafne Horovitz, Ana Maria Moretzsohn, Leila Pinheiro, Lucia Chermont, Bibi Ferreira, Marília Gabriela, Regina Abreu, Helena Severo, Maria Mariana, Graça Salgado e Mila Moreira.

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O JB na passarela da moda.

Em 03 de junho de 1956, o JB lançava o seu Suplemento Dominical. Entre os assuntos abordados, cultura, literatura, dramaturgia, e um espaço dedicado à mulher, focado em moda e beleza. Era uma proposta para a diversificação editorial e mais integração com a família brasileira.

Seção Página Feminina de 03 de junho de 1956.

A partir de então, o JB inseria-se no universo da moda, sempre trazendo novidades. Na década de 60, moda era leitura diária, em colunas e seções de dicas, sugestões e lançamentos.

Uma das sensações era a publicação dos moldes minuciosos das peças mais concorridas na Revista de Domingo para que suas leitoras as confeccionassem em casa ou em suas costureiras.

Nos anos 80, inúmeros ensaios revelavam novos talentos, que, mais à frente se consagrariam e tornariam-se top models de famosas grifes . Esta experiência e credibilidade possibilitou também a idealização do especial "Modas e Elegâncias" - uma seleção de desenhos publicados entre 1896 e 1918 num formato criativo reunindo livretos e postais - distribuído entre os assinantes do JB em 1982.


Colecionável Modas e Elegâncias do JB, lançado em 1982.

Hoje, começa a edição do Fashion Rio, através de uma coletiva para a imprensa. O evento acontecerá até o próximo dia 08 de junho.

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