
"Castro Alves, que foi um lírico admirável, também atuou nos movimentos nacionais, colaborando nas campanhas democráticas e, principalmente, no generoso esforço do abolicionismo. Neste momento em que se comemora o cinqüentenário de sua morte, é justo que todos se associem à homenagem piedosa, que todos devemos a um poeta maravilhoso que soube sofrer as dores nacionais e que soube batalhar pelas idéias abnegadas e pelos planos democráticos". Jornal do Brasil
Foi nos primeiros anos da juventude, ao livrar-se da austeridade do convento em que morou, que o baiano Castro Alves começou a escrever sua intensa e efêmera história. Ao invés de dedicar-se aos estudos acadêmicos, ingressa na política, mostrando sua firme veia abolicionista, ideal que habitou grande parte de sua obra. Entre um artigo e um soneto, vive a paixão de uma atriz portuguesa. Mas, eis que subitamente, no meio do caminho da glória, um tropeço existencial. A atriz o abandona. O poeta perde o gosto de viver, e desiste da sua obra. Para resistir ao golpe, dedica-se à caça, que por acidente o faz amputar a perna. Sem êxito na cirurgia, é ameaçado por uma gangrena. A saúde nunca mais será a mesma. Descobre um novo amor, em tempo de escrever a última obra: Espumas Flutuantes(1870). A morte chega no ano seguinte.

A eternidade de uma vida breve
Para os românticos, morrer cedo era quase uma necessidade. Iam-se na flor da idade, como se dizia. Mas não sem esgotar antes, tudo o que o mundo tivesse para lhes oferecer em alegrias e em dores, geralmente mais em dores do que em alegrias, pois o sofrimento era um elemento indispensável à realização do herói romântico. Castro Alves não escapou a esse destino. Mas, contrariando os colegas de escola, explorou a vida em outra direção. Dedicou o máximo de suas energias às causas cívicas da época. Este é o alicerce da glória de que desfruta, em vivo contraste com sua breve existência.
Para os românticos, morrer cedo era quase uma necessidade. Iam-se na flor da idade, como se dizia. Mas não sem esgotar antes, tudo o que o mundo tivesse para lhes oferecer em alegrias e em dores, geralmente mais em dores do que em alegrias, pois o sofrimento era um elemento indispensável à realização do herói romântico. Castro Alves não escapou a esse destino. Mas, contrariando os colegas de escola, explorou a vida em outra direção. Dedicou o máximo de suas energias às causas cívicas da época. Este é o alicerce da glória de que desfruta, em vivo contraste com sua breve existência.
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05/07: 1924 - A Revolta Paulista

Os combatentes envolvidos no episódio revolucionário estavam divididos entre militares fiéis ao Governo Federal - os legalistas - e os chamados rebeldes - soldados do Exército e da Força Pública Paulista, chefiados por Isidoro Dias Lopes, e com a participação de numerosos tenentes.
A estratégia consistia em assumir o controle da Cidade de São Paulo e dai marchar para o Rio de Janeiro, com a esperança de obter o apoio dos militares cariocas e derrubar o Governo Federal. O Palácio dos Campos Elíseos, sede do Governo Paulista, foi bombardado, o que levou o governador Carlos de Campos a se retirar para o interior do estado.
O movimento se alastrou com revoltas de menor vulto por diversos outros estados, o que levou o Governo Federal a decretar estado de sítio não só para a capital como para todo o Estadode São Pulo, além do Amazonas, Pará, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro,Paraná, Santa Catarina, Rio Grande de Sul e Mato Grosso.
Foi o maior conflito bélico já ocorrido na Cidade de São Paulo, a qual foi bombardeada por aviões do Governo Federal. Sem poderio militar equivalente para enfrentar as tropas legalistas, os rebeldes retiraram-se para Bauru, onde Isidoro Dias Lopes ouviu notícia de que o exército legalista se concentrava na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul. O ataque àquela cidade provocou a derrota das tropas revoltosas e o fim das hostilidades.
A Revolta de 1924 se enquadra no Movimento Tenenista, que combateu as práticas oligárgicas da República Velha e levou Getúlio Vargas ao poder em 1930.
Dias de guerra em São Paulo
Nos dias em que São Paulo esteve sob a direção das forças revolucionárias, as baixas militares provocadas pelos bombardeios foram pequenas. Porém as vítimas civis atingiram proporções trágicas. Dos 700 mil habitantes da capital, 300 mil a abandonaram, refugiando-se no interior do estado.
Os revoltosos ocuparam a Capital Paulista por 23 dias. Vencidos, marcharam rumo ao Sul, onde, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, uniram-se aos oficiais gaúchos revoltados, comandados por Luís Carlos Prestes, no que veio a ser o maior feito guerrilheiro da História do Brasil: a Coluna Prestes.
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"A morte de Monteiro Lobato abre um claro iniludível nas letras do Continente americano. Não somos nós somente que perdemos nele uma expressão principesca das nossas letras, no romance, na ficção, na prosa... Em verdade era um maravilhoso criador de histórias. Tinha-as à flor dos lábios como a linfa natural das fontes que escorre cantando sem precisar imitar a voz a ninguém, nem o canto dos pássaros, nem a música do vento, nem os módulos dos anjos. Quando desfiava o fio mágico de sua conversa, lá vinham as doces figuras com que ele enchera a nossa vida literária... Havendo transportado as lindes da língua portuguesa, morre, entretanto, sem atingir a imortalidade acadêmica".Jornal do Brasil
O escritor Monteiro Lobato, 66 anos, exercendo plena atividade intelectual, morreu vítima de um derrame cerebral em São Paulo.

"Um dia pretendo construir livros nos quais as crianças possam morar". Com este sonho, o paulista de Taubaté José Bento Monteiro Lobato abandonou a vida de promotor público e começou a escrever histórias. Do romance social à literatura infantil, percorreu amplamente o terreno das letras, inclusive a política e a sociologia, em seus ensaios e artigos. Combativo e irreverente, espelhou em sua obra muito de si, de sua história de vida e dos costumes nacionais. A primeira coletânea de contos, Urupês (1918) retrata o cotidiano de Jeca Tatu, caboclo do interior paulista, através de suas crendices e tradições. É unânime no reconhecimento do leitor infantil que se identifica com suas histórias lúdicas povoadas por personagens maternalmente caracterizados nas mais fantásticas aventuras, entre elas O Saci(1921), O Marquês de Rabicó(1922), Viagem ao Céu (1932) e O Pica-Pau Amarelo (1939). Legado que figura sem paralelos na literatura brasileira.
A exploração nacional do petróleo
Monteiro Lobato tornou-se um militante do petróleo brasileiro na década de 30. Defendeu com veemência a exploração nacional, denunciando o interesse estrangeiro em negar a existência do combustível no país. Seu discurso feriu os interesses do Estado Novo (1937-1945) e resultou na sua prisão, em 1941, pela polícia política do governo de Getúlio Vargas: “Estou como queria, colhendo o que plantei. A causa do petróleo ganha muito mais com a minha detenção do que com o comodismo palrador aí do escritório”. Lobato estava certo. Logo seria lançada a campanha O petróleo é nosso!
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1977 - A viagem Rio-São Paulo
Amanhã: 1924 - A Revolta Paulista

A recusa por parte de estabelecimento comercial ou de ensino em atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor, fará com que seja considerado agente de contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento.
Recusar a alguém hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano.
Recusar a venda de mercadorias em lojas de qualquer gênero, ou a atender clientes em restaurantes, bares, confeitarias e locais semelhantes, abertos ao público, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias a três meses.
Impedir o acesso de alguém a qualquer cargo do funcionalismo público ou ao serviço em qualquer ramo das forças armadas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: perda do cargo para o funcionário dirigente da repartição.
No caso de reincidência em estabelecimento particular poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento do estabelecimento por prazo não superior a três meses.
Conhecida como Lei Afonso Arinos (1.390/51), em homenagem ao jurista Afonso Arino de Melo Franco, que como deputado federal pelo Estado de Minas Gerais, apresentou o projeto de lei. Afonso Arinos foi um intelectual brilhante e um dos parlamentares mais importantes da nossa história republicana.
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03/07: 1962: Proclamada a Argélia independente
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"E eis que a data
de que hoje se comemora
o centenário da integração
de nossa independência.
Ela representa a soma maior
de esforços que os brasileiros
precisaram empregar
para a obtenção da autonomia.
Foram filhos bem amados
todos os que por ela
pelejaram e venceram".
Jornal do Brasil
de que hoje se comemora
o centenário da integração
de nossa independência.
Ela representa a soma maior
de esforços que os brasileiros
precisaram empregar
para a obtenção da autonomia.
Foram filhos bem amados
todos os que por ela
pelejaram e venceram".
Jornal do Brasil
Quando o grito de D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga ecoou proclamando a independência do Brasil, a Província da Bahia já se encontrava há meses de armas nas mãos lutando contra o domínio de Portugal, motivada pelo desejo federalista de emancipação. O conflito se prolongaria por mais um ano, até que as últimas tropas do Exército Colonial Português fossem expulsas do território baiano, consolidando assim a nossa independência territorial.
O potencial econômico do açúcar e do tabaco fizeram do Recôncavo Baiano, principalmente da Vila de Cachoeira, uma próspera região da Província, inspirando fortes ideais de liberdade em seu povo. A vontade coletiva culminou num ataque direto contra a capital, Salvador, então ocupada pelas tropas do Exército Português. Foram sucessivos embates e conflitos sangrentos. As hostilidades se intensificaram com a notícia da proclamação da independência vinda de São Paulo, o que inflamou os ânimos nacionalistas. Com o apoio do novo governo brasileiro, que despachou da Corte navios conduzindo tropas e suprimentos, o efetivo baiano ganhou corpo, e recebeu a adesão de outros efetivos e de voluntários. A manobra de reunião de forças, aliada ao bloqueio naval e terrestre de Salvador, tornou a posição do Exército Português insustentável. Impedido o seu suprimento, os portugueses foram forçados a capitular, abandonando a cidade. Era o triunfo nacional.
Três exemplos heróicos de determinação
Entre tantos anônimos determinados a lutar pela emancipação nacional, três mulheres se projetaram na guerra pela independência. Sóror Joana Angélica dirigia o Convento da Lapa e morreu assassinada a golpes de baioneta tentando impedir a passagem dos portugueses pelo local. Maria Quitéria, disfarçada de Soldado Medeiros, lutou como voluntária no Batalhão Voluntários do Príncipe, o Periquito. E Maria Felipa de Oliveira, negra, alta, corpulenta, liderou a resistência popular à invasão da Ilha de Itaparica. A ela é creditada o comando na queima de 42 embarcações da frota portuguesa na Praia do Convento.
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Duas imagens marcaram o dia da reunificação: a primeira foi o sorriso exultante do presidente chinês, Jiang Zemin, quando desceu do avião que o trazia de Pequim, e foi cumprimentado com a tradicional saudação oriental - as duas mãos coladas na frente do peito - por Tung Chihua, o novo chefe do executivo local.
A segunda foram as lágrimas enxugadas rapidamente por Christopher Patten, o último governador inglês, quando embarcava no iate Brittania, saudando pela última vez o território que governara durante seis anos.

A antiga colônia inglesa sempre desempenhou um papel especial para a China, por ser uma janela para o mundo capitalista. Hong Kong era uma das principais fontes de moedas forte para a China Comunista e, desde 1978, foi o canal por onde entraram mais de 60% dos investimentos que promoveram o espetacular crescimento chinês.
Hong Kong se transformava então na Região Administrativa Especial de Hong Kong, parte integrante do território chinês com regime ecônomico capitalista. Foram deslocados para lá quatro mil soldados chineses, comprometidos a respeitar as leis, o povo e o modo de vida da ilha, agora politicamente integrada ao país.
O término do acordo que durou 99 anos
No século passado, os comerciantes ingleses começaram uma rota de tráfico de ópio chinês, e em pouco tempo controlavam o comércio da droga dentro da própria China, o que provocou a Guerra do Ópio (1839-1842). Hong Kong era, na época, um amontoado de rochas com pouca população e nenhuma fonte de riqueza. O tratado de Nanquim, de 1842, cedeu Hong Kong formalmente aos ingleses. Em 1898, após nova tentativa militar de tomada de território chinês pelos ingleses, foi assinado um novo acordo. Os ingleses ficariam com Hong Kong por 99 anos.
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Alegando reação a uma rebelião no seio da SA, então com dois milhões e meio de soldados, Hitler livrou-se de maneira brutal dos seus traidores. Durante a madrugada, elementos da sua guarda pessoal, a SS - Schutzstaffel, invadiram o hotel em que Röhm se encontrava na companhia de outros líderes da SA. Surpreendidos, todos foram detidos e rapidamente fuzilados. A inquietação pública na capital foi evidente e deu margens aos mais aterradores boatos. Para conter a agitação, o governo reforçou a segurança nas ruas com a SS, e deu ordens extremas à imprensa que não noticiasse os fatos, sob risco de severa punição aos desobedientes.
O triunfo e a hegemonia de Hitler
Oficialmente, o governo alegou que a SA preparara um golpe contra o Reich. Na realidade, porém, Hitler concretizava mais uma de suas estratégias de poder. Como um ano antes ele tinha liquidado a esquerda alemã, o massacre significou a eliminação dos seus últimos rivais. Sem contestação, era o líder supremo. A SS, força de elite ideológica e racial, passou a ter grande relevância na estrutura do poder, encarregada da segurança interna da Alemanha e, na guerra, dos países ocupados. O banho de sangue custou dezenas de vidas, muitas sem qualquer ligação com Röhm.
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A Suécia ganhou o sorteio para a escolha do campo, e optou pelo gol norte. O jogo começou com um ataque individual de Garrincha, mas foi interceptado pela defesa sueca. Belini cometeu uma infração ao tocar a bola com a mão, mas a cobrança pelo adversário não teve resultado positivo. O quadro brasileiro imediatamente cavou um contra-ataque de Garrinhca que foi perder-se próximo à trave do adversário.
Pouco tempo depois Garrincha, recolhendo a um passe largo, cruzou a Vavá que chutou ao gol aos 9 minutos iniciais. Continuaram os brasileiros a atacar. Aos 32 minutos, Vavá, recebendo outro bom passe de Garrincha, assinala sem dificuldades o segundo gol. A equipe brasileira passou a dominar inteiramente o adversário. Termina o primeiro tempo com o placar 2 x 1.

Aos 23 minutos, Zagalo marca o quarto gol. Depois de sofrer mais um gol por falta de atenção, os brasileiros se recuperam e partem para o ataque. Pelé, interceptando um centro de Zagalo, marca o último gol da partida e do campeonato. Final: Brasil 5 x Suécia 2. O Brasil sagrou-se campeão do mundo e se livrou do complexo de vice.
Comemorações marcam a vitória
No Rio de Janeiro os foguetes estouraram no céu. Milhares de pessoas foram às ruas comemorar. Na Zona Sul, torcedores subiam em carros abertos, desfraldando bandeiras brasileiras ainda úmidas das lágrimas que a alegria cobrara à emoção dos torcedores.

Como ondas que fluem, torcedores desaguaram na Cinelândia e, sobre o mar agitado das cabeças, moviam-se bandeiras. Os bares do Centro lotados em pleno inverno carioca marcaram um recorde para o consumo de chope no mês de junho.
O policiamento ostensivo fez papel de testemunha oficial da mais pacífica agitação civil da cidade.
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"Raquel de Queirós (como manda escrever a Academia Brasileira de Letras) é, na verdade Rachel e de Queiroz com z. Começou a contar histórias aos quinze anos e agora, lá na fazenda Não me deixes, recebeu a notícia de que o Prêmio Machado de Assis é seu. De óculos, sem chapéu, entrou na Academia pelo braço do poeta Manuel Bandeira, depois de cumprimentar levemente de cabeça a estátua de seu padroeiro, Machado de Assis. Quando chamaram seu nome para receber o prêmio, todos se levantaram e bateram palmas. Ela então falou. E disse que recebia aquele prêmio só porque passara a vida inteira contando história".
Jornal do Brasil
A cearense Rachel de Queiroz recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, em reconhecimento ao conjunto de sua obra, tornando-se assim a segunda mulher a alcançar tal feito. A primeira foi sua prima, a escritora Diná Silveira de Queiroz, o que de certa forma manteve a premiação em família. Num tom lírico e da mais clara humildade diante do sucesso, fazendo profissão de fé na honestidade e carinho com que pela vida inteira escreveu, exaltou os méritos dos vencedores anteriores, oferecendo o prêmio como incentivo aos que fazem o que ela fez: trabalham com dedicação, paciência e todos os dias.
A coroada e intensa vida literária

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1966 A Revolução Argentina
Amanhã: 1973 - Instalada a ditadura no Uruguai

Tropas foram aquarteladas no Palácio Legislativo, cercado por tanques e soldados armados de fuzis automáticos e de metralhadoras.
As emissoras de rádio particulares foram ocupadas por militares, e as escolas de nível primário e superior tiveram as férias antecipadas. A Convenção Nacional dos Trabalhadores, em represália, decretou greve geral por tempo indeterminado.
Em discurso, Bordaberry culpou o congresso pelo golpe, alegando sua recusa em atender os pedidos de suspensão das imunidades e de julgamento político do senador esquerdista Enrique Erro, acusado de manter ligações com os guerrilheiros tupamaros.

O declínio econômico do Uruguai combinado com o clima da Guerra Fria e do impacto da Revolução Cubana levou ao surgimento do grupos de guerrilha urbana mais ativos e violentos entre os que atuaram na America Latina durante as décadas de 60 e 70.
A importãncia dos partidos políticos
O país tornou-se independente em 1828. Em 1837 nasceram os dois grandes partidos políticos uruguaios que marcaram a história do país: Blancos e Colorados. Estes partidos se alternaram pacificamente no poder por muitas décadas, mas acabaram se hostilizando, enquanto em 1971 a esquerda se unificou, e surgiu a Frente Ampla. Toda esta tensão culminou com o golpe de Estado. Bordaberry foi afastado do governo em junho de 1976, e os militares continuaram no poder até 1985, quando foi restaurada a democracia depois de 12 anos de ditadura.
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