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10 de março de 1952 – Fulgêncio Batista toma o poder pela última vez




O general Fulgêncio Batista assumiu pela terceira vez o governo de Cuba após um golpe de Estado apoiado pelo Exército. Batista, desde que iniciara a vida política em 1933, derrubou 4 presidentes. O presidente deposto Carlos Prío, envolvido em um caso de corrupção desvendado e denunciado pelo futuro revolucionário Fidel Castro, fugiu do país temendo as consequências do golpe militar.

Após o golpe, fontes do governo informaram que a residência ex-presidente Ramón Grau San Martin, inimigo ferrenho de Batista, foi cercada por soldados, que o levaram como prisioneiro para uma base militar nos arredores da capital, Havana.

O ataque de Batista ao palácio presidencial aconteceu às três horas da manhã do dia 10, continuando sua tradição do futuro ditador de “golpes durante a madrugada”. O general declarou que o governo converteu-se em um grupo de politiqueiros e alertou que o próprio Carlos Prío pretendia dar um golpe de Estado para colocar na presidência um candidato do Partido Revolucionário Cubano.

Em conversa com militares acampados em Columbia, a maior base militar do país, o novo presidente declarou: “Nós somos a lei”, acrescentando que não permitiria novas eleições presidenciais em julho. Após a visita, Batista divulgou um comunicado dizendo que anunciava a criação de um governo provisório, composto por 13 ministros, para governar o país, além de dizer que estava preparando um documento suspendendo as garantias constitucionais dos cidadãos cubanos durante 45 dias. “Meu único propósito é manter a lei e a ordem. Sou amigo do povo e não dos bandoleiros”, justificou em uma entrevista coletiva.

A primeira vez que Fulgêncio Batista chegou ao mais alto cargo político de Cuba foi em 1933, por meio de um golpe de Estado, ficando no cargo até 1940. Nessa época, a ilha caribenha, por mais que sua independência tivesse sido proclamada em 1902, vivia a herança dos muitos séculos de exploração. A dominação espanhola saíra de cena no final do século XIX, dando espaço para que a emergente potência capitalista, os Estados Unidos, assumisse as rédeas da pequena ilha e dela retirasse tudo o que lhe conviesse. Por meio da Emenda Platt, através da qual o vizinho do norte limitava a soberania cubana dentro de seu próprio território, sufocou e extorquiu a população do país até a Revolução de 1959. Em 1940, no entanto, Batista foi eleito presidente e governou até 1944. Quando retomou o poder, em 1952, governou como ditador, financiado pelo capital norte-americano, até 1959, quando Fidel Castro e o Exército Rebelde destruíram as forças militares do governo e assumiram o controle do Estado com apoio popular. O governo comunista de Fidel Castro dura até hoje, sendo comandado agora por seu irmão, Raúl Castro.

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9 de março de 1986 – Encontrados os corpos da tripulação do Challenger




A NASA anunciou que mergulhadores da marinha norte-americana encontraram destroços da cabine da nave espacial Challenger, que explodiu no ar em janeiro do mesmo ano, com os restos da tripulação dentro, a uma profundidade de 30 metros e a 47 quilômetros da costa do estado da Flórida.

O porta-voz da agência espacial dos Estados Unidos, Hugh Harris, disse que ainda não tinha informações sobre as condições da cabine e do estado dos sete corpos encontrados. A descoberta foi feita pelo sonar de rádio do navio USS Preserver, um dia antes de mergulhadores treinados para identificar todas as partes da nave mergulhassem para reconhecer a cabine de comando, um módulo pressurizado de dois andares e 71,5 metros cúbicos, que ficava na frente da nave.

Na subida da missão que se interrompeu aos 73 segundos, no dia 26 de janeiro, quatro astronautas estavam na parte de cima: o comandante, o piloto, a engenheira de vôo e um especialista. No convés intermediário sentavam um engenheiro de satélites, outro especialista e uma professora, a primeira civil que voaria ao espaço e que pretendia dar uma aula para sua turma primária de dentro do ônibus espacial.

A tragédia do Challenger foi acompanhada ao vivo por milhões de pessoas que assistiam, pela televisão, ao lançamento da nave que, naquele ensolarado dia de janeiro, faria sua 25ª viagem ao espaço. A nave explodiu segundos após ter ter deixado o solo, devido a um defeito em um dos tanques de combustível que se desprendeu do corpo do veículo. Com a explosão, a cabine de comando foi lançada à quilômetros de distância e caiu no mar, intacta, mas com a sua tripulação morta.

Em 2003, um acidente parecido matou os sete tripulantes do ônibus espacial norte-americano Columbia. Desta vez, porém, o desastre ocorreu quando a nave estava de retorno à sua base terrestre. Um pedaço de espuma da asa esquerda se soltou na decolagem, abrindo um pequeno buraco que passou desapercebido. No retorno, porém, quando a nave entrou na atmosfera terrestre, o calor gerado a partir daquele buraco destruiu toda a asa, como o quê a nave se desmantelou no ar sobre o estado do Texas.

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8 de março de 1975 – ONU oficializa o Dia Internacional da Mulher




Igualdade, Desenvolvimento e Paz foi o lema que a ONU escolheu para marcar os seus esforços em 1975 pela promoção da condição feminina no mundo. Assim, no dia 8 do mesmo ano, as Nações Unidas comemoraram o Dia da Mulher como um dia de reflexão honesta sobre o que significa ser mulher no mundo contemporâneo.

“Desde os primeiros tempos das Nações Unidas, a organização se consagrou plenamente ao princípio da igualdade entre homens e mulheres, princípio estabelecido na carta da ONU em 1945 e na Declaração dos Direitos Humanos, em 1948”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Kurt Waldheim, que continuou: “Apesar do muito que se avançou nos últimos trinta anos, a discriminação contra a mulher continua sendo um fato corrente na vida quotidiana de muitos países e constitui, assim, um obstáculo considerável para o verdadeiro progresso social, econômico e político no mundo”.

Reconhecendo a gravidade da situação da mulher no mundo na época, a Assembléia Geral da ONU proclamou que 1975 seria o Ano Internacional da Mulher e, nessa oportunidade, todos os países deveriam intensificar medidas no sentido de promover a igualdade entre homens e mulheres, garantir a plena participação feminina no esforço do desenvolvimento e ampliar o papel da mulher para a cooperação entre os diferentes estados e o fortalecimento da paz mundial. Desse modo, o tema central do ano foi Igualdade, Desenvolvimento e Paz. Assim, as diversas nações deveriam tomar providências para que fosse eliminada a discriminação contra a mulher, tendo em vista a sua igualdade jurídica, social, econômica e política.

“O Ano Internacional da Mulher tem por objetivo beneficiar a sociedade inteira, e não apenas as mulheres”, explicou Helvi Simpila, que, durante vários anos, representou a Finlândia na Assembléia Geral das Nações Unidas. Para ela, o momento era oportuno para a promoção dos direitos da mulher, já que o assunto tinha sido discutido com veemência em diversos países, nos anos anteriores. “Até agora, as mulheres foram consideradas donas de casa e mães. Esta é uma das principais razões pelas quais não lhes foi outorgada a gama completa dos direitos humanos. Mas, como é possível melhorar a qualidade da vida humana se as mães, que trazem ao mundo as gerações futuras não têm esses direitos e, portanto, são incapazes de dar tudo o que podem?”, continuou a finlandesa.

Assim, no Ano Internacional da Mulher, a ONU esperava que fossem discutidas as fórmulas que permitissem uma participação equitativa dos dois sexos na construção de um mundo mais justo, particularmente nos países em desenvolvimento. E essa luta, 35 anos mais tarde, apesar de aparentar estar vencida, continua.

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