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Aerosmith no Brasil, noites clássicas de rock

Por falar em viagem, 29 de maio é dia de visitar a paulicéia devairada. Uma rara oportunidade de estar frente a frente com os legendários Toxic Twins: Steve Tyler & Joe Perry e os também originais Brad Whitford, Tom Hamilton e Joey Kramer. Aerosmith 2010, a verdade nua e crua do rock’n’roll americano. Tô aqui pensando... o Aerosmith é a melhor banda de rock dos EUA há séculos, literalmente. Lembro quando comprei o LP Rocks nos áureos 76/77 que furei de tanto ouvir Back In The Saddle, Last Child, Sick As a Dog... aqueles diamantes lapidados na capa. Depois disso eles fizeram outros albuns clássicos como Permanent Vacation, Pump, Get a Grip e um monte de hitz. Sem, contar que via Walk This Way, o Run DMC fez a ponte que definitivamente cruzou rock e hiphop..
Então, como dizem nossos compatriotas do estado vizinho, Aerosmith é imperdível meu! Não sei porque eles não vem ao Rio, meu! Até porque, eles abrem os serviços dia 27 em Porto Alegre, tchê.
Mas eles vieram aqui em 94 e detonaram na Apoteose uma das maiores noites de rock que essa cidade já viveu. Naquele tempo Tyler voava no palco e quem viu não se esquece ou nem acredita ainda no que viu e ouviu. Dessa vez, eles abrem a turné Cocked, Locked, Ready to Rock no Brasil e na sequência rodam pela Europa chiquérrimos. Não sei se a relação entre eles, a saúde e disposição de Tyler vão interferir na performance e na magia da banda mas, de qualquer forma, quero estar lá pra conferir in loco, com a certeza de mais uma noite clássica de rock.



A melhor balada rock dos 80’s, What It Takes, matou a charada e criou a fórmula do sucesso que se espalhou pelos 90’s garantindo vida longa para a banda.


E pras novas gerações de Guitar Heroes, são monstros sagrados nos games, literalmente grandes ícones do rock.

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Guns’n’Roses na Apoteose

A primeira vez que ouvi Guns, estava em Los Angeles em 88 gravando “Sob o Sol de Parador” com Lobão. Naquele tempo, os jornais de LA eram hilários, repletos de anúncios de bandas heavy/hard metal feitas em série com penteados glamurosos, figurinos intergaláticos e muita pose. O Guns quebrava isso tudo. Tinham na aparência suja de Slash seu maior ícone, apresentando um novo “guitar hero” de cabelos encaracolados, inversamente proporcional ao glam escovado e esvoaçante da cena da época. Além disso, Slash empunhava uma Les Paul nos joelhos a'la Page, numa época em que as guitarras da moda eram as angulosas Jackson, além do debulhar slop das escalas e licks pentatônicos em detrimento a técnica mirabolante também vigente na época. Além de Slash, a banda meticulosamente desleixada tinha na frente o barraqueiro Axl, um cara “cheio de problemas” que encantava as meninas com uma voz caricata de rock misturando Janis Joplin com o grasno do Pato Donald, uma dancinha diferente e encarava as platéias com a devida pompa e arrogância. As letras falavam de sexo, drogas e rock’n’roll, cultuando som e estilo de vida dos Stones e Aerosmith, meio em baixa na época, diga-se de passagem.
Nos anos 90, com a chegada da MTV no Brasil, o Guns viu surgir uma nova geração de estereótipos do rock por aqui. O tempo passou, Slash e todos os membros originais saíram mas Axl sozinho segurou a marca chamando novos destaques da cena americana para os papéis icônicos de sua banda.
Em 2010 o circo de Axl pousou novamente por aqui. Na noite marcada o palco desabou, o show foi adiado mas o compromisso mantido e cumprido com a devida honra e respeito aos fãs cariocas que lotaram a Apoteose ontem a noite.
Desfilando guitarristas e tatuagens, o circo pirotécnico de Axl mantem o fôlego juvenil com um set cheio de hits clássicos, compensando o petulante atraso de 3 horas. Tudo muito bem programado, Axl entra vaiado e na segunda música já cai nas graças do povo apoteótico, diga-se de passagem, bem comportadinho e civilizado. Roqueiro brasileiro já não tem mais cara de bandido, numa tribo que junta pais, filhos, grisalhos e teens, camisas pretas e brancas. Valeu a viagem e o convite de minha sobrinha Titcha que há vinte anos atrás levei ao Maracanã pra ver o Guns e dessa vez, foi ela quem levou o tio pra Apoteose. O mundo dá voltas e o Axl plastificado de hoje ainda é uma figuraça no centro de uma arena, comandando um circo bem montado, cheio de emoções rock.

Depois disso, quem quiser dar uma treinadinha, segue o clássico lick do Slash, Sweet Child O’ Mine...


e um solo no iPhone do guitarrista de cartola da vez: DJ Ashba.

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Bleeding Heart - Jimi Hendrix

O domador de raios está de volta. Na verdade ele sempre esteve por perto. Desde quando trocou as bibocas dos EUA pra ser estrela na Swingin London, abalou e roubou a cena. Imagine os então guitarristas do recém nascido brit pop (Clapton, Townshed, Page, Beck e os outros) tiveram que rebolar literalmente com a chegada do negão. Beatles, Stones e toda a comunidade musical britânica assistindo pela primeira vez o tal guitarrista americano que parecia ter vindo de outro planeta. E que sons eram aqueles, microfonias melódicas, arroubos incendiários e lá no fundo muito soul e puro blues. O cara pulava de paraquedas, tocava guitarra e não tinha medo de nada. Foi um divisor de águas na história da guitarra elétrica, que se divide em AH/DH.
Em 2010, temos Valleys of Neptune reunindo takes magistrais, produzido por Hendrix e finalizado pelo também mitológico engenheiro e produtor Eddie Kramer. Imagino as faíscas que saíram das fitas originais, gravadas entre 69 e 70 com os comparsas Billy Cox no baixo e o desenfreado Mitch Mitchell na bateria.
Apesar de Hendrix hoje estar nas primeiras lições de qualquer jovem guitarrista, ouvir Hendrix em Valleys of Neptune ainda surpreende e acima de tudo, é um prazer imensurável. Poucos sabem tocar e cantar com tanta sintonia e entrega. Hendrix canta e debulha Stratos plugadas em Marshalls calibrados, domando raios e regendo trovões.
O clip de Bleeding Heart é Hendrix 2010 pra garotada de todas as idades que tem uma guitarra no peito.


Bleeding Heart é uma canção de Elmore James, e esse take foi feito em 24 de abril de 69 no Record Plant de NY.

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Lady GaGa Ft Beyoncé - Telephone

Estreou fazendo bagunça o novo clip da Lady GaGa em tabelinha com a Beyoncé.
Saindo do forno, dispensando comentários e apresentações, segue abaixo a versão completa, 10 minutos de diversão e polêmica pop.

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Entardeceu - Humberto Barros

Em família, Humberto Barros, Sancia e Clarinha captaram imagens chiquérrimas nos passeios pela Europa com película e bom gosto. Adorei a nova canção/clip de Humberto que vem montando um belo acervo/repertório, atuando na posição polivalente de autor, tecladista, produtor, interprete, arranjador, diretor, animador, arquiteto, fotógrafo e multitalentoso de plantão.

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Franz Ferdinand na Fundição Progresso

Minha banda-nova-favorita vai tocar na Fundição e eu, que ainda não consegui exercitar devidamente o poder da omnipresença, não poderei comparecer. Mas deixo aqui a encomenda pra que algum de nossos ilustres leitores, colaboradores e visitantes relatem suas impressões sobre o evento, torturando-me de inveja.

De qualquer forma, vou contar como começou minha admiração pela banda. Em 2005 fomos tocar com os Britos pelo Reino Unido. Chegando em Londres, percebi que a banda sensação do momento era o tal Franz Ferdinand alardeado pelos cartazes espalhados por toda cidade. Depois percebi que não eram só os cartazes mas o som do FF estava espalhado em cada esquina com as tais guitarras angulosas e os vocais com o timbrão a‘la Jim Morrison. É impossível sair de Londres sem se apaixonar pela banda da semana que faz a trilha sonora de uma grande viagem.Ainda mais quando a banda tem o frescor e a jovialidade que o FF tem. De lá pra cá, muitas bandas vieram mas com três albuns brilhantes, um forte trabalho de estrada os meninos do FF estão cavando sua marca na história do rock com um som energético, simpático e vigoroso. Raladores natos, os escoceses de Glasgow vem pela quarta vez se divertir com nossa audiência, quente, generosa e acolhedora.
Eles costumam dizer que o melhor show que fizeram foi no Circo Voador...

Mais um clip pra coleção do FF, No You Girls outra faixa do clássico Tonight.


E pela terceira vez em Hitz, Cant Stop Feeling, porque eu adoro!


Então? Quem vai? Quem foi?

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